Hotel troca bíblias por Kindles


Da série, quando a tradição encontra a tecnologia…

Da série, quando a tradição encontra a tecnologia…

O hotel Indigo, de Newcastle, Inglaterra, substituiu todas as bíblias dos seus 148 quartos por e-readers Kindle, da Amazon. Cada dispositivo virá com a versão digital da Bíblia, além de outros textos religiosos disponíveis para download gratuito. Caso o hóspede queira baixar textos não-religiosos, estes serão incluídos na conta do hotel.

Por Camilo Rocha | Link do Estadão | 4 de julho de 2012, 18h13

União Europeia processa França por cobrar impostos baixos sobre eBooks


O executivo da União Europeia tomou ação legal contra França e Luxemburgo nesta terça-feira por aplicar taxas de juros reduzidas sobre a venda de livros eletrônicos, o que é, segundo o órgão, considerado incompatível com as regras da UE.

Desde janeiro, França e Luxemburgo aplicaram impostos sobre o valor acrescentado [VAT, na sigla em inglês] reduzidos sobre a venda de e-books, de 7% e 3%, respectivamente. Sob as leis da UE, governos podem aplicar taxas VAT reduzidas a uma lista limitada de bens e serviços que inclui livros, mas atualmente não e-books.

Essa situação cria sérias distorções de competição para o detrimento de operadores nos outros 25 países-membros, já que livros eletrônicos podem ser facilmente adquiridos num país-membro que não é o país de residência do consumidor“, disse a Comissão Europeia em nota.

E-books são publicações digitais voltadas a celulares e aparelhos eletrônicos como o Kindle, da Amazon, ou o iPad, da Apple.

A Comissão disse que considerará a possibilidade de inlcuir e-books na lista de bens elegíveis para VATs reduzidos, mas não pretende fazer propostas legislativas até o final de 2013.

França e Luxemburgo têm um mês para responder à Comissão e justificar suas regras. Se o executivo do bloco não estiver satisfeito com a resposta, ele pode levar os países ao Tribunal Europeu de Justiça, que, em última instância, pode levar à imposição de multas.

Reuters | Folha de S.Paulo | 04/07/2012

eBooks nas bibliotecas são seguros para as editoras?


Por Mike Shatzkin | Publicado originalmente em Publishnews | 04/07/2012 | Tradução: Marcelo Barbão

Mike Shatzkin

Eu não vi isso escrito em nenhum lugar, mas o último estudo do Instituto Pew sobre e-books parece confirmar que as editoras estão fazendo o melhor para as vendas ao restringir a disponibilidade de muitos dos livros mais atrativos nas prateleiras das bibliotecas.

Esta conjectura da minha parte vem de um dado que alguns podem interpretar de forma diferente.

O dado que mais me interessou foi que 41% dos participantes da pesquisa que, em algum momento, pegaram emprestado um e-book de uma biblioteca, compraram o e-book que tinham lido por último.

Para alguns, isso poderia sugerir que os medos das editoras de que os sócios de bibliotecas não comprariam e-books são exagerados. Realmente, é possível que a “descoberta” na biblioteca de um livro desejado poderia levar à compra de um título se a espera fosse muito longa.

Poderia significar isso.

O que me parece mais provável é que a falta de acesso da biblioteca aos títulos mais comerciais força aqueles leitores que se importam mais com o que leem do que com o que pagam a comprar títulos que a biblioteca não tem (e que provavelmente “descobririam” em algum outro lugar.)

De acordo com o relatório de Jeremy Greenfield no site do Digital Book World:

Pessoas que pegam e-books emprestados e também compram é um fenômeno que também acontece no mundo dos impressos”, disse Molly Raphael, presidente da American Library Association. “Nós já sabíamos e os dados que mostram isso são importantes para nós”.

Raphael disse que quem pega e-books emprestados vai descobrir um livro que quer retirar, verá que precisa esperar que ele fique disponível, ficará impaciente e acabará comprando. Os sócios também podem conhecer um e-book através do empréstimo e depois podem comprá-lo.

O que Raphael diz é verdadeiro. Mas também poderia ser que o número de livros comprados cairia muito se todas as editoras comerciais disponibilizassem seus títulos mais populares.

Há muitos outros dados interessantes no estudo. O que realmente chamou minha atenção é que 58% dos norte-americanos são sócios de uma biblioteca. Eu acho esse número bem maior do que minha intuição sugeriria.

Alguns outros dados do estudo parecem apoiar minha visão de que as editoras estão fazendo a coisa certa para seus interesses comerciais. O Pew descobriu que 55%  dos leitores de e-books que também são associados a bibliotecas preferem comprar e-books e 36% preferem pegar emprestado de qualquer fonte – amigos ou bibliotecas. Mas, entre aqueles que pegaram livros emprestados, somente 33% dizem que geralmente preferem comprar e-books e 57% dizem que geralmente preferem pegá-los emprestados. Combinado com a questão que começou a chamar muito a atenção, a de que a maioria dos sócios nem sabe que as bibliotecas oferecem e-books, vejo uma sugestão muito forte de que a disponibilidade de e-books nas bibliotecas vai reduzir as vendas mais do que estimulá-las.

Nada disso é conclusivo, mas eu achei que minha conjetura e meus instintos não estavam batendo com o giro que o estudo estava dando e, portanto, que valia a pena este rápido texto.

Por Mike Shatzkin | Publicado originalmente em Publishnews | 04/07/2012 | Tradução: Marcelo Barbão

Mike Shatzkin tem mais de 40 anos de experiência no mercado editorial. É fundador e diretor-presidente da consultoria editorial The Idea Logical Co., com sede em Nova York, e acompanha e analisa diariamente os desafios e as oportunidades da indústria editorial nesta nova realidade digital. Oraganiza anualmente a Digital Book World, uma conferência em Nova York sobre o futuro digital do livro.

Nos Arquivos de Shatzkin, o consultor novaiorquino aborda os desafios e oportunidades apresentados pela nova era digital. O texto de sua coluna é publicado originalmente em seu blog, The Shatzkin Files [www.idealog.com/blog].

Pai e filho lançam aplicativo para editoras


Ferramenta concentra promoções, informações sobre o catálogo e todo o conteúdo divulgado em redes sociais

Pai e filho uniram experiências profissionais para lançar uma nova ferramenta de marketing voltada a editoras. O consultor Gerson Ramos, da VivodeLivro, ex-diretor comercial da distribuidora Superpedido, e seu filho Vinicius Prado Ramos, diretor comercial da agência Stock Interativo, desenvolveram o iLeitor, aplicativo que cada editora pode customizar com seu conteúdo.

A ideia é que o “app” seja baixado pelos leitores e ofereça promoções, apresente informações sobre o catálogo e concentre todo o conteúdo produzido pelas editoras em redes sociais, blogs e sites. O primeiro aplicativo criado na parceria entre a Stock Interativo e a VivodeLivro é da Rai Editora, já disponível para donwload na Google Play e, em cerca de duas semanas, também na Apple Store.

Um dos pontos altos da ferramenta, segundo Gerson, é a possibilidade de a editora listar as livrarias parceiras e criar promoções específicas para os leitores que baixaram o aplicativo – o próprio iLeitor gera um cupom que garante um desconto nas lojas especificadas pela editora. Outra possibilidade é notificar os leitores sobre eventos, novidades e ofertas por meio de “pushs” enviados pelo aplicativo.

O lançamento da ferramenta visa a Bienal do Livro de São Paulo, que começa no dia 9. Até lá, Gerson e Vinicius projetam ter cerca de dez editoras usando o aplicativo. Segundo eles, livrarias e mesmo autores também podem adquirir a ferramenta, como forma de ter um canal centralizado de comunicação com o leitor.

Desenvolver um app próprio não sai por menos de R$ 20 mil. Nós conseguimos criar uma solução que custa uma fração desse valor”, afirma Gerson. Para cada cliente, a Stock Interativo customiza a ferramenta, e a VivodeLivro entra com uma espécie de consultoria sobre como potencializar o uso do app.

Há inúmeras possibilidades de uso do aplicativo, com o objetivo de criar uma interação com o leitor e também com os parceiros de varejo, estimulando o boca a boca e a visibilidade nas redes sociais”, afirma Vinicius. Os detalhes sobre as vantagens de ter um aplicativo estão em uma apresentação criada pela Stock Interativo – clique aqui para ver. Mais informações podem ser conseguidas pelo e-mail contato@stockinterativo.com.br.

PublishNews | 04/07/2012

“Efeito eBook”: ler e comprar mais livros


Um fenômeno tem se tornado cada vez mais comum entre os usuários de ereaders – o que o autor do blog An American Editor chama de “Efeito eBook”. Aqueles que entram para o mundo digital passam a ler e comprar mais títulos do que quando consumiam apenas livros impressos. Ele relata sua própria experiência para exemplificar como seus hábitos mudaram:

“Considerando apenas três livrarias virtuais – Smashwords, B&N e Sony –, baixei 722 ebooks [o que inclui títulos gratuitos e aqueles pelos quais paguei]. Somando os ebooks que baixei no Kobo, Baen e outras diversas livrarias virtuais, a quantidade sobe para além dos 900; adicione os livros que consegui em lugares como Feedbooks e MobileRead e o número ultrapassa a marca dos mil downloads.”

Contudo, além do aumento na quantidade de ebooks adquiridos, outro fator chamou a atenção do blogueiro: suas escolhas também mudaram – de forma gradual, porém dramática – desde que ele ganhou seu primeiro Sony Reader, em dezembro de 2007. Antes, suas decisões eram tomadas por impulso durante um passeio na livraria, ou baseadas em críticas da imprensa especializada e anúncios, e pelo menos 90% de suas compras eram não ficção. Após adquirir seu primeiro ereader, ele passou a explorar novos gêneros e entrar em contato com autores independentes, o que quase não acontecia quando ele consumia apenas livros impressos.

Apesar de confessar não ter lido todos os ebooks que possui em sua coleção, ele não deixa de adquirir novos títulos enquanto tenta dar conta daqueles que estão em sua lista de espera. Contudo, seu ritmo de leitura aumentou. Antes, ele lia, em média, 1,5 livro de não ficção por semana. Agora, apesar de levar mais tempo para ler seus livros impressos, ele passou a incluir nessa conta semanal de 2 a 3 ebooks de ficção.

E você, já sentiu o “Efeito eBook” na sua vida?

Por Juliana Ferreira | Revolução eBook | 04/07/2012 | Fonte: The eBook Effect: Buying and Reading More « An can Editor.

eBooks ajudam editoras a entender hábitos do leitor


O leitor típico leva apenas sete horas para ler o último livro da trilogia “Jogos Vorazes” no leitor digital Kobo — cerca de 57 páginas por hora. Quase 18.000 leitores que usaram o Kindle, da Amazon.com, marcaram a seguinte frase do segundo tomo da série de Suzanne Collins: “Porque, às vezes, acontecem coisas com as pessoas com as quais elas não estão preparadas para lidar“. Já no Nook, o leitor digital da Barnes & Noble, a maior rede americana de livrarias, a primeira coisa que a maioria dos leitores faz ao terminar o primeiro volume da trilogia é baixar o segundo.

Antigamente, nem editora nem autor tinham como saber o que acontece quando um leitor senta para ler um livro. Desiste depois de três páginas? Ou termina o livro em uma sentada? A maioria pula a introdução? Ou a lê com interesse, sublinhando trechos e fazendo anotações nas margens?

Isso mudou. O livro eletrônico — o “e-book” — abriu uma janela para a história por trás das cifras de vendas, revelando não só quanta gente compra um determinado livro, mas com que intensidade a obra foi lida.

Durante séculos, a leitura foi, basicamente, um ato solitário e privado, uma troca íntima entre o leitor e as palavras impressas no papel. Mas a popularização do livro digital provocou uma profunda mudança na modo como se lê, transformando a atividade em algo mensurável — e de caráter quase público.

Os principais nomes no setor de e-books — Amazon, Apple e Google — podem facilmente saber o quanto um leitor já avançou no livro, quanto tempo dedica à leitura e que palavras usou na pesquisa para encontrar a obra. Aplicativos de leitura para tablets como iPad, Kindle Fire e Nook registram quantas vezes o leitor abre o aplicativo e quanto tempo passa lendo. Varejistas, e certas editoras, começam agora a digerir esses dados, que renderão uma visão sem precedentes da relação do público com livros.

O meio editorial sempre perdeu para o resto da indústria de entretenimento na hora de determinar gostos e hábitos do consumidor. Na televisão, produtores testam incessantemente novos programas em grupos de discussão; estúdios de cinema submetem filmes a uma bateria de testes e alteram o produto final com base na reação do público. Já no mundo editorial, a satisfação do leitor até aqui era avaliada com dados de vendas e resenhas — o que dá uma medida “post mortem” do êxito, mas não ajuda a influenciar ou a prever o sucesso. Isso começa a mudar à medida que editoras e livreiros vasculham a montanha de dados a seu dispor e que mais firmas tecnológicas entram no negócio.

A Barnes & Noble, dona do leitor digital Nook e de 25% a 30% do mercado de livros eletrônicos nos Estados Unidos, começou há pouco a estudar os hábitos de leitura digital do público. Dados colhidos via Nook revelam, por exemplo, até onde o leitor chega em um determinado livro e qual a relação de leitores deste ou daquele gênero com o livro. Jim Hilt, diretor de e-books da empresa, diz que a Barnes & Noble já começa a dividir suas descobertas com editoras para ajudá-las a criar livros que prendam mais a atenção das pessoas.

Para a empresa, que busca uma fatia ainda maior do mercado eletrônico, há muito em jogo. No último ano fiscal, as vendas do Nook subiram 45% e a de livros digitais para o aparelho, 119%. No todo, a Barnes & Nobble faturou US$ 1,3 bilhão com Nooks e e-books, em comparação com US$ 880 milhões no ano anterior. A Microsoft há pouco pagou US$ 300 milhões por uma fatia de 17,6% do Nook.

Hilt, diz que a empresa ainda está “nos estágios iniciais de um profundo [processo] de análise” e está vasculhando “mais dados do que poderia usar”. Mas toda essa informação — reunida por grupos de leitores, não individualmente — já rendeu dados úteis. Algumas simplesmente confirmam o que o varejo já sabia só de examinar listas de best-sellers. Um exemplo: quem usa o Nook para ler o primeiro livro de uma série infanto-juvenil popular como a “Divergente”, da escritora Veronica Roth [que a Rocco lança no Brasil em novembro], tende a emendar a leitura de um tomo com a do seguinte, quase como se estivesse lendo um único romance.

Graças à análise de dados gerados pelo Nook, a Barnes & Noble já descobriu que se o livro é de não ficção a leitura tende a ser intermitente, que um romance costuma ser lido de uma só vez e que livros de não ficção tendem a ser abandonados antes. Fãs de ficção científica, romances populares e policiais costumam ler mais obras, e mais depressa, do que leitores de ficção literária.

São revelações que já estão influenciando o tipo de obra que a Barnes & Noble vende no Nook. Hilt diz que quando os dados mostraram que o leitor volta e meia não chega ao fim de longas obras de não ficção, a empresa buscou maneiras de envolver mais o leitor de não ficção e longos ensaios jornalísticos. Daí veio a ideia de lançar a coleção “Nook Snaps”, com obras curtas sobre temas variados como religião e o movimento Ocupe Wall Street.

Saber exatamente em que ponto o leitor se cansa também poderia ajudar editoras a criar edições digitais com mais firulas — um vídeo, um link ou algum outro recurso multimídia, diz Hilt. Daria para saber, por exemplo, que o interesse em uma série de ficção está caindo se leitores que compraram e devoraram os dois primeiros volumes de repente perdem o pique para ler novos tomos da série, ou simplesmente desistam.

A maior tendência que estamos tentando descobrir é em que ponto ocorre esse abandono com determinados tipos de livro e o que daria para fazer com as editoras para evitá-lo“, explica Hilt. “Se pudermos ajudar escritores a criar livros ainda melhores do que hoje, todo mundo ganha“.

Tem escritor que adora a ideia. O romancista Scott Turow diz que sempre achou frustrante a incapacidade do setor de estudar a base de clientes. “Quando reclamei a um dos meus editores que, depois de tanto tempo publicando, ele ainda não sabia quem comprava meus livros, ele respondeu: ‘E aí? Ninguém no meio editorial sabe.'”. Turow, que é presidente da associação dos escritores dos EUA, a Authors Guild, acrescenta: “Se der para saber que um livro é longo demais e que é preciso ser mais rigoroso no corte, eu, pessoalmente, adoraria ter essa informação“.

Outros temem que esse apego a dados acabe impedindo o escritor de assumir o risco da criação — risco que produz a grande literatura. Um livro “pode ser excêntrico, do tamanho que tiver de ser e, nesse quesito, o leitor não devia meter o bedelho“, diz Jonathan Galassi, diretor de operações da editora Farrar, Straus & Giroux. “Não vamos encurtar ‘Guerra e Paz’ só porque alguém não conseguiu chegar ao fim“.

A Amazon, em particular, tem uma vantagem na arena: por ser, ao mesmo tempo, varejista e editora, tem condições únicas de usar dados que coleta sobre os hábitos de leitura de clientes. Não é segredo que a Amazon e outras lojas de livros digitais coletam e guardam informações sobre o consumidor — que livros comprou, que livros leu. Usuários do Kindle assinam um termo que autoriza a empresa a armazenar dados gerados pelo aparelho — incluindo a última página lida pelo usuário, além de seus marcadores, observações e anotações — em servidores da empresa.

A Amazon consegue saber que trechos de livros digitais são populares com o público leitor — e exibe parte dessa informação publicamente em seu site.

Vemos isso como a inteligência coletiva de todas as pessoas que leem pelo Kindle“, diz Kinley Pearsall, porta-voz da Amazon.

Certos defensores da privacidade acham que quem lê um livro eletrônico devia ter a garantia de que seus hábitos de leitura digitais não serão registrados. “Há um ideal na sociedade de que o que alguém lê não é da conta de ninguém“, diz Cindy Cohn, diretora jurídica da Electronic Frontier Foundation, uma ONG que defende direitos e a privacidade do consumidor. “Hoje, não há nenhuma maneira de dizer à Amazon que eu quero comprar um livro [no site], mas não quero que xeretem o que estou lendo“.

A Amazon não quis comentar a análise e o uso que faz de dados coletados via Kindle.

A migração para o livro digital deflagrou uma verdadeira corrida entre novas empresas de tecnologia interessadas em faturar com a montanha de dados reunida por leitores digitais e aplicativos de leitura. A Kobo, que fabrica leitores, tem um serviço que armazena 2,5 milhões de livros e conta com mais de oito milhões de usuários, verifica quantas horas os leitores dedicam a este ou àquele título e até onde avançam na leitura.

Certas editoras já estão começando a testar digitalmente livros antes de lançar a versão impressa. Mas poucas foram tão longe quanto a Coliloquy. A editora digital, que vende pelo Kindle, pelo Nook e em leitores com sistema Android, tem um formato — o “escolha sua própria aventura” — que permite ao leitor alterar personagens e tramas. Engenheiros da empresa consolidam os dados obtidos de seleções feitas por leitores e mandam o resultado para o autor, que pode ajustar a trama dos próximos livros para refletir a opinião do público.

Queríamos criar um mecanismo de feedback que até então não existia entre escritor e leitor“, diz Waynn Lue, engenheiro da computação que é um dos fundadores da Coliloquy.

Por Alexandra Alter | Publicado originalmente em The Wall Street Journal | Updated July 4, 2012, 6:55 p.m. ET