Amazon e Google entram na disputa por novos domínios na internet


Preço de cada pedido de domínio é de US$ 185 mil.

Domínio ‘.app’ foi o mais popular entre os pedidos.

Uma disputa sem precedentes por novos endereços na internet teve início nesta quarta-feira [13], com a feroz concorrência por nomes de domínio como “.app”, “.blog” e “.web” por parte de interessados em romper a grande popularidade do domínio “.com”.

O ambicioso plano de liberalização dos endereços de Internet atraiu 1,93 mil pedidos de registro, quase metade deles provenientes da América do Norte, com gigantes como Amazon e Google solicitando dezenas de domínios como “.cloud”, “.buy” e “.book”

A liberalização dos domínios de primeiro nível para além das menos de duas dúzias de sufixos existentes – dominados por “.com”, “.org” e “.net” – tem por objetivo estimular a concorrência e a inovação ao oferecer às organizações maior controle sobre sua presença na web.

Críticos dizem ser improvável que os novos sufixos ganhem espaço, e alguns detentores de marcas registradas alegam que as mudanças lhes causarão despesas desnecessárias – já que o custo de cada pedido é de US$ 185 mil, além das despesas operacionais – para a defesa de seu território on-line.

As experiências de liberalização em pequena escala conduzidas anteriormente resultaram em baixa procura por sufixos como “.museum”, “.jobs” e “.travel”.

No nível mais elevado, o ponto central é concorrer com o domínio ‘.com’“, disse Jonathan Robinson, membro do conselho da Afilias, uma companhia de registro de sites que solicitou mais de 100 nomes de domínio a pedido de seus clientes.

É por isso que termos curtos, memoráveis e distintivos com três letras de extensão se tornam interessantes“, disse Robinson, cuja organização já oferece infraestrutura para os domínios “.org”, “.info” e “.mobi”.

Foram recebidos pedidos rivais para 231 nomes de domínio, sendo o “.app” o mais popular, com 13 candidaturas, seguido por “.inc”, com 12, e “.home”, com 11.

A Internet Corporation for Assigned Names and Numbers [ICANN], organização norte-americana sem fins lucrativos que administra os sistemas de domínio da web, avaliará as solicitações até o final de 2012.

Nos casos em que houver disputa, será realizado leilão, se as duas partes tiverem justificativa legítima. Os primeiros novos domínios devem entrar em operação no primeiro semestre de 2013.

Globo Online | 13/06/2012

Reino Unido incrível


Por Mike Shatzkin | Publicado originalmente em Publishnews | 13/06/2012

Mike Shatzkin

anúncio de que a Waterstones, cadeia de livrarias no Reino Unido equivalente à Barnes & Noble nos EUA, começará a vender Kindle em suas lojas foi um choque para muita gente. Inclusive porque havia rumores de que a B&N estava fechando um acordo para fazer uma parceria com a Waterstones em relação ao Nook.

A dificuldade em fazer acordos em relação a aparelhos de leitura e ao “ecossistema” de conteúdo é que a venda de conteúdo subsidia a venda de aparelhos. É tudo parte de uma equação total ao redor da “vida útil” do cliente. O fornecedor do aparelho realmente necessita das vendas de e-books para fazer com que a venda do aparelho seja lucrativa.

Assim, quando a Kobo fez um acordo com a WH Smith e não com a Waterstones no Reino Unido (e a FNAC na França)  no ano passado, fez sentido para mim porque, naquele momento, a Waterstones estava dizendo que iria produzir o seu próprio aparelho.

Mas sempre achei que isso era muito para a Waterstones, pois sei o quanto a B&N teve de investir em desenvolvimento para fazer o Nook funcionar com uma base de lojas e orçamento várias vezes maior do que o da Waterstones. Para mim não foi surpresa quando a Waterstones começou a adiar a data de lançamento do seu e-reader, e nem quando os rumores mudaram e se dizia que estavam fazendo um acordo com outra empresa. Como a Kobo já estava trabalhando com seu maior competidor, a lógica dizia que seria com o Nook o acordo da Waterstones.

Não conheço ninguém que previu que seria com o Kindle.

Michael Cader – Publishers Lunch – e eu entendemos pelo press release da cadeia de lojas britânica, que os únicos e-books que a Waterstones vai ter participação na renda são os que forem comprados através da rede wifi dentro das suas lojas – essa rede ainda não existe; está sendo construída agora e é por isso que ainda vai demorar uns meses para vender Kindles.

Cader cita Tim Hely Hutchinson, da Hachette, que afirmou “apoiar totalmente” o acordo. Como seus dois maiores clientes acabaram de juntar forças, posso imaginar que seus pensamentos velados estão um pouco mais preocupados do que seus pronunciamentos em público demonstram. Mas eu também não brigaria em público com minhas maiores fontes de renda.

Como a Waterstones vai se beneficiar deste acordo? Bom, vão ganhar alguma margem com os Kindles que venderem. Não vão ganhar muito vendendo e-books, se só receberem pelos que forem comprados dentro de suas lojas. Já vi alguma especulação, numa lista de e-mails de discussão, de que vão usar a conexão da Amazon para ganhar uma fatia maior do investimenro das editoras em promoção e marketing, mas como já as editoras dão descontos consideráveis, não tenho certeza de quanto sangue pode ser tirado dessa pedra.

De qualquer forma, seria ruim criticar um acordo quando não se tem muita ideia dos detalhes. E pode ser que a Amazon poderia tenha feito uma oferta à Waterstones que teria sido uma loucura para a Barnes & Noble tentar equiparar ou para a Waterstones recusar.

Mas é difícil fugir da conclusão de que esse acordo vai acelerar a adoção dos e-books pelos leitores britânicos e, ao mesmo tempo, fortalecer o que já é a maior plataforma de vendas de e-books. O domínio do mercado de livros impressos online e a fatia de mercado dos e-books da Amazon só vai aumentar [hoje dizem que eles dominam 90%, mas não sei se isso está certo].

As afirmações da Waterstones de que seu negócio de vendas de livros on-line vai crescer e de que terão uma loja de e-books própria pode até ser sincera, mas é quase impossível de ser levada a sério.

Por Mike Shatzkin | Publicado originalmente em Publishnews | 13/06/2012 | Tradução: Marcelo Barbão

Mike Shatzkin tem mais de 40 anos de experiência no mercado editorial. É fundador e diretor-presidente da consultoria editorial The Idea Logical Co., com sede em Nova York, e acompanha e analisa diariamente os desafios e as oportunidades da indústria editorial nesta nova realidade digital. Oraganiza anualmente a Digital Book World, uma conferência em Nova York sobre o futuro digital do livro.

Nos Arquivos de Shatzkin, o consultor novaiorquino aborda os desafios e oportunidades apresentados pela nova era digital. O texto de sua coluna é publicado originalmente em seu blog, The Shatzkin Files [www.idealog.com/blog].

Kobo entra no jogo da autopublicação


Serviço entra no ar este mês e promete oferecer várias ferramentas aos autores

Jeremy Greenfield, editor do site do Digital Book World, contou que a Kobo, empresa canadense que vende e-books e e-readers, lançará em junho sua plataforma de autopublicação Writing Life. Dessa forma, ela passará a competir com empresas como Amazon e Barnes & Noble também nesse segmento. O serviço está sendo testado por 50 autores e promete ferramentas que permitirão criar os e-books e acompanhar as vendas e as repercussões nas redes sociais, além de adicionar uma graça a todo o processo por meio de um “joguinho”: os autores ganharão espécies de medalhas por atividades como vender livros em vários países ou trabalhar tarde da noite. Eles poderão brincar com suas medalhas nas redes sociais e interagir com outros autores. Leia a notícia do DBW aqui.

PublishNews | 13/06/2012