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Congresso do Livro Digital vira um dos assuntos mais comentados na rede

Com tantos tuiteros na plateia (@publishnews@MonaDorf@jlgoldfarb,@REDEMIS@ETC_Sampa e tantos outros), o Congresso Internacional CBL do Livro Digital entrou para o trending topics do Brasil no Twitter hoje pela manhã (#CLivroDigital). Os tuítes cresceram bastante durante a fala do publicitário Washington Olivetto, que não falou muito sobre o tema da palestra (“A força das mídias digitais na divulgação do livro”), mas hipnotizou a plateia com vários vídeos e apresentações de campanhas publicitárias simples e interessantes. “Nada funciona sem uma grande ideia”, sentenciou Olivetto.

PublishNews | 11/05/2012

Segundo dia do Congresso CBL começa “enfático”


Novos padrões para criação de e-books e questão da qualidade foram os assuntos levantados na primeira palestra do evento

O segundo dia do 3º Congresso CBL do Livro Digital começou com alertas e declarações enfáticas. Bill McCoy, presidente do International Digitial Publishing Forum [entidade internacional que supervisiona a adoção de padrões para o livro digital], mostrou como os e-books ainda têm muito a evoluir.

Os dispositivos como tablets e smartphones, junto com o desenvolvimento do HTML5 e do ePub3 [que é baseado na versão mais recente do HTML] enquanto padrões para a criação de e-books, permitirão mais recursos visuais e ferramentas de leitura – por exemplo as ferramentas típicas de rede social aplicadas aos livros. O desafio do editor é descobrir justamente como usar esses recursos e qual a melhor forma de entregar o conteúdo, num mar de possibilidades. E defendeu que os editores trabalhem com sistemas abertos.

Em seguida, o gaúcho Eduardo Melo, fundador da Simplíssimo, monopolizou a atenção da plateia com bom humor e falas incisivas [“No Rio Grande do Sul, nós não somos grossos, somos enfáticos”, brincou]. Ele alertou os editores para a falta de qualificação existente hoje para a produção de e-books no país, e bateu muitas vezes na tecla da qualidade – do conteúdo e de sua apresentação.

Para ele, a qualidade deve ser condição sine qua non, mesmo que os livros digitais ainda não vendam em grande quantidade no Brasil. “Fazer [e-books] mal feito só porque não vende mesmo…não dá. E se vocês editores não fizerem e-books, alguém vai fazer por vocês. E tem muito pirata fazendo”, disse. Ele ressaltou o problema da pirataria, abordando casos recentes, e sugeriu que as editoras se unam para combater a prática de maneira mais efetiva.

Por Roberta Campassi | PublishNews | 11/05/2012