Biblioteca da Amazon inclui eBooks de ‘Harry Potter’


Empresa anuncia que comprou licença exclusiva de J.K. Rowling para oferecer os livros

Os sete e-books da série Harry Potter em inglês, francês, italiano, alemão e espanhol, vão fazer parte do catálogo da biblioteca do Kindle, da Amazon, a Kindle Owners’Lending Library . A empresa “comprou uma licença exclusiva da Pottermore, de J.K. Rowling, para tornar a inclusão desses livros possível”, segundo informou hoje em comunicado. Por meio do serviço de biblioteca, os usuários podem “alugar” até um livro por mês, sem limitação de prazo, dentre 145 mil títulos. Já era esperado que a Amazon anunciasse alguma parceria com a Pottermore. Houve até especulações de que a empresa lançaria um Kindle com a marca Harry Potter. É, não foi desta vez.

PublishNews | 10/05/2012

Congresso do Livro Digital começa com 450 inscritos


Plateia lota auditório na capital paulista para ouvir, em dois dias, diversos palestrantes brasileiros e internacionais

Começou hoje pela manhã o 3º Congresso Internacional CBL do Livro Digital com 450 inscritos, que lotaram o auditório do Centro Fecomercio de Eventos, em São Paulo. Até o fim da tarde de amanhã, 23 palestrantes [sendo 13 internacionais] farão palestras sobre vários temas ligados ao mundo da publicação digital. E ainda, na tarde de hoje, 17 teses científicas sobre o tema serão apresentadas, contra nove no ano passado.

A primeira palestra foi conferida YoungSuk Chi, presidente da International Publishers Association [a associação internacional de editores], que resumiu sua mensagem da seguinte forma: “O valor do conteúdo percebido pelos consumidores está caindo, porque conteúdo parecido, bom o suficiente, está disponível na internet de graça. O que quer dizer que nós, editores, temos que criar valor agregado, e uma experiência de leitura, para aumentar a percepção de valor”.

Para Chi, a definição de uma editora como uma empresa que fornece conteúdo impresso está totalmente ultrapassada. Mais do que nunca, o papel do editor deve ser o de selecionar conteúdo relevante – num mar cada vez maior de informações – e oferecê-lo de maneira a criar uma experiência significativa para os leitores, nas diferentes formas possíveis. “Temos que fornecer a informação certa, para a pessoa certa, no contexto certo, e fazer as três coisas ao mesmo tempo.” Palavras como “visionário” e “criador de mercado” deveriam definir o editor de hoje, defende Chi.

O presidente da IPA acredita que não importa o tamanho do conteúdo criado, mas sim a forma como ele é apresentado. “Se a série Harry Potter tivesse sido publicada em um único livro, ela não teria sido lida. Mas ela foi separada em vários livros, todos capazes de fisgar os leitores.

Por Roberta Campassi | Publicado originalmente em PublishNews | 10/05/2012

Direitos em discussão


Palestrantes do Congresso CBL do Livro Digital ressaltaram as questões em aberto sobre direitos autorais e reprográficos no mercado digital

Direitos autorais e reprográficos são um dos muitos polêmicos assuntos – e frequentemente apontados como os mais importantes – dentro do mundo de publicações digitais. As perguntas vão desde quanto um autor deve receber pelo e-book vendido até como os países estão revisando suas leis a respeito da reprodução de conteúdo, e quais efeitos essas revisões terão.

Em palestra no Congresso CBL do Livro Digital, hoje [10] pela manhã, Lynette Owen, diretora de copyright da Pearson Education na Inglaterra, ressaltou que ainda há muita discussão sobre a porcentagem de royalties a ser paga sobre as vendas de e-books. “Os autores ainda sentem que a venda do e-book substitui a da cópia física, e que estão recebendo uma parcela inadequada como direito autoral”, disse. Segundo ela, no Reino Unido, quando o modelo de venda é o do agenciamento, os autores têm reivindicado 50% de royalties sobre a venda líquida dos livros, e já chegaram a requisitar até 75%. “Claro, as editoras contestaram essa remuneração, porque seria impraticável, mas é um assunto em discussão.” Outra questão relevante, segundo ela, é que os autores sentem que podem publicar sem editoras. “Muitos já começam a considerar a autopublicação – com o serviço da Amazon, por exemplo, eles podem ganhar 70% de royalties.

Curiosamente, essa realidade vale para o mercado de livros trade. No mercado de livros didáticos, a situação é diferente. Em sua própria experiência na Pearson Education, Owen contou ao PublishNews que o mercado digital ainda não alterou a remuneração de autores do segmento educacional. Isso porque os didáticos físicos ou digitais da Pearson no Reino Unido, por exemplo, têm o mesmo preço (ao contrário do segmento trade, onde e-books geralmente custam menos), e a remuneração dos autores nos dois casos é feita com base nas vendas líquidas já há muitos anos.

Ela ressalta que uma das grandes preocupações hoje é com possíveis mudanças na legislação sobre a reprodução de cópias da Inglaterra. “Está em discussão no país uma nova lei de direito reprográfico [copyright] que pode ser desastrosa, porque propõe muitas exceções para a reprodução gratuita de conteúdo”, disse. Atualmente, segundo ela, as editoras inglesas fornecem licenças que permitem a reprodução de 5% de um livro, ou então de um capítulo, para uso em salas de aula. Mas a nova lei de direitos reprográficos em discussão no parlamento pode vir a liberar cópias de até 30% das obras.

As revisões desse tipo de legislação estão acontecendo em vários lugares do mundo, impulsionadas pelo mercado digital, como Canadá, Itália, Austrália, Índia e Reino Unido, pontuou Jenns Bammel, secretário geral da International Publishers Association, que participou da mesa com Owen pela manhã. As discussões, segundo ele, dizem respeito a quais medidas técnicas de proteção devem ser aplicadas ao conteúdo, DRM, como devem ser as licenças para reprodução de obras e quais são as exceções para o uso de conteúdo sem pagamento de direitos.

Bammel aproveitou para provocar o Brasil. “O Brasil tem estado quieto – e quando fez barulho, foi assustador. Por que o Brasil não está na discussão mundial sobre direitos autorais e reprográficos?”, perguntou. “Será que o governo aqui não se importa com a indústria? Será que eles entendem a indústria editorial?

Bammel ressaltou que a indústria editorial é maior do que a indústria cinematográfica e fonográfica juntas. “Minha mensagem é que vocês [editoras] mostrem quão grande são e façam o governo entender a importância de criar políticas para a indústria”, disse à plateia lotada.

O assunto é fundamental também na visão de Henrique Mota, presidente da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros, que proferiu a primeira palestra da tarde sobre o desenvolvimento econômico do livro digital em território europeu. “Enquanto a legislação não garantir a proteção do copyright, vai demorar para que o e-book decole na Europa. Esse é o assunto mais importante da indústria”, afirmou. Segundo ele, a Comissão Europeia e o Parlamento Europeu veem a necessidade de reforçar a legislação a esse respeito.

Por Roberta Campassi | PublishNews | 10/05/2012

Nielsen mais perto de lançar o BookScan no Brasil


Presidente da empresa diz que já há contratos fechados com livrarias nacionais para coletar informações sobre vendas de livros

A Nielsen está mais próxima de implementar o BookScan no Brasil, o serviço da companhia que levanta dados sobre vendas de livros e já é usado em vários países, disse o presidente da Nielsen Book, Jonathan Nowell, em entrevista ao PublishNews. Segundo o executivo, que proferiu uma palestra no primeiro dia do Congresso CBL do Livro Digital, a empresa já fechou contratos com algumas livrarias brasileiras e está em negociação com outras para começar a coletar informações sobre o mercado nacional. “Ainda não temos uma data para lançar o BookScan aqui. Mas na Índia, por exemplo, que é um mercado mais complexo e desorganizado que o brasileiro, implementamos [o serviço] em seis meses”, afirmou Nowell.

O acesso às informações coletadas pela Nielsen é pago. Além de congregar os dados dos pontos de venda, o serviço permite fazer análises do mercado por gêneros, períodos de venda, regiões geográficas etc. O BookScan já existe em países como EUA, Reino Unido e Austrália, além de Índia e na China, países onde foi implementado mais recentemente.

Nowell falou no congresso da CBL sobre “Vendas globais de livros e a importância dos metadados”, e mostrou números para comprovar que quanto mais dados uma editora disponibiliza sobre seus títulos, mais as vendas sobem. Segundo o levantamento apresentado por ele, editoras que passam a fornecer dados completos – conforme o padrão da Book Industry Communications, há onze dados básicos, como título, imagem de capa, disponibilidade e ISBN, e quatro “aprimorados”, ou “enhanced” – aumentam em 35% suas vendas “offline”, fora da internet, e em 178% as vendas on-line. “Quanto mais ricos os metadados on-line, mais vendas, porque a informação melhora muito a descoberta dos livros na internet”, disse. O estudo completo da Nielsen sobre o tema pode ser acessado aqui.

Por Roberta Campassi | PublishNews | 10/05/2012

CBL promove Curso Avançado de ePub


José Fernando Tavares

José Fernando Tavares

O curso oferecido pela CBL acontece dias 17 e 20 de maio, das 9h30 às 18h30, visando capacitar profissionais da área para explorarem profundamente os recursos do ePub e ePub 3 [Eletronic Publication – Publicação Eletrônica]. ePub é um formato padrão de arquivo digital, livre e aberto, específico para e-Books, criado pelo International Digital Publishing Forum [CICOM].

Podem participar do curso profissionais que já trabalham na produção de e-Books em ePub e que desejam se aprofundar no assunto. O curso não se destina a principiantes na atividade. Os participantes devem trazer notebooks com os seguintes softwares instalados: InDesign 5.5 [pode ser na versão teste], Adobe Digital Editions, Sigil ou outro programapara editar código. O número de vagas é restrito a 20 pessoas. José Fernando Tavares, ministrante do curso, é fundador e diretor técnico da Simplíssimo. Mora há 17 anos na Itália, onde trabalhou como designer gráfico e no setor de pré-impressão. Desde 2008, dedica-se aos livros digitais e às técnicas de produção do formato e-Pub. Preparou pela Simplíssimo o e-book “O pensamento de Thomas Hobbes”, que recebeu o selo QED [Quality Excelence Deisgn] da conferência Digital Book World. É palestrante e professor dos cursos oferecidos pela Simplíssimo. Os interessados podem fazer a inscrição pelo telefone: [11] 3069-1300 ou e-mail escoladolivro@cbl.org.br.

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