Google Play venderá livros e músicas também no Brasil


Gigante acerta com operadoras para que as compras on-line venham na fatura do celular

Google encerra Android Market e lança Google Play, sua versão da iTunes

Google encerra Android Market e lança Google Play, sua versão da iTunes

SANTIAGO – A Google vai iniciar nos próximos meses a venda de livros e de outros conteúdos, como música, no Brasil. Através de seu Google Play, uma loja que vende aplicativos – semelhante ao iTunes da Apple, a gigante da web acertou com as operadoras de telefonia móvel para que a compra dos aplicativos e conteúdos venha na fatura mensal do celular.

Será uma nova forma de pagamento, adianta Hugo Barra, brasileiro que responde pela área móvel da Google em todo o mundo.

Ativações de Android aumentam 400%

Ao se cadastrar no Google Play, o usuário terá de confirmar, via celular, o CEP. Após isso, as compras estão liberadas. O executivo ressaltou que as ativações de Android aumentaram 400% no Brasil no ano passado. E o potencial de crescimento em toda a América Latina é enorme:

– No Brasil, a participação dos smartphones é de 13%. Na Argentina, fatia é de 24% e no Chile, de 25%. O que muda para 2012 é o avanço desses aparelhos. Com planos mais competitivos das operadoras, a região será um dos principais mercados para o Android.

A companhia, que lançou a quarta versão de seu sistema operacional, já trabalha na próxima geração. Barra disse ainda que a plataforma trouxe ganhos importantes para a empresa, após registrar prejuízo em 2010.

– A plataforma acelerou a internet móvel. Sem o Android, o número de usuários seria menor. Ganha-se na medida que se aumenta o ecossistema.

Publicado originalmente em O Globo | 07/05/2012

Regra do MEC pode estimular demanda por eBook nas universidades


Instituições de ensino são autorizadas a ter parte do acervo das bibliotecas em formato digital

Uma mudança nas exigências do Ministério da Educação [MEC] poderá impulsionar a demanda por conteúdo eletrônico nas bibliotecas universitárias. No mais recente instrumento de avaliação de cursos de graduação, datado de fevereiro de 2012, o MEC passou a permitir que as bibliotecas das instituições de ensino superior tenham parte do acervo de bibliografia básica, exigida nos cursos, em formato digital. Antes, toda a bibliografia básica deveria estar disponível fisicamente, em quantidade de exemplares proporcional ao número de alunos. O ministério já permitia que a bibliografia complementar fosse toda digital.

A mudança pode vir a estimular a compra de conteúdo digital, já que ela pode sair mais barato do que a aquisição de exemplares físicos. No caso da Biblioteca Virtual Universitária da Pearson, por exemplo, o custo da assinatura mensal do serviço por aluno pode variar de R$ 0,70 a R$ 7,00, dependendo das condições do contrato.

De acordo com o documento do MEC, para conseguir uma nota de avaliação 3, por exemplo [numa escala de 1 a 5], uma instituição de ensino precisa ter pelo menos um exemplar dos títulos exigidos como bibliografia básica para cada grupo de 10 a 15 alunos. Porém, se a instituição oferecer esse título também digitalmente, a proporção fica sendo de um exemplar para um grupo de alunos cerca de 30% maior, que varia de 13 a 19.

Na interpretação da Pearson, isso permite que e alguns casos até 30% do acervo de bibliografia básica seja digital. Procurado pelo PublishNews, o MEC não esclareceu a regra.

O serviço de biblioteca virtual não apenas pode representar economia, mas faz com que todos os alunos possam ter acesso ao conteúdo exigido ao mesmo tempo, sem limitação de exemplares, e com várias ferramentas que facilitam a leitura”, afirma Laércio Dona, diretor da Pearson.

Por Roberta Campassi | PublishNews | 07/05/2012

Pearson amplia Biblioteca Virtual


Serviço que disponibiliza livros digitais a universitários ganha novas editoras e ferramentas

Pearson lançou em abril a terceira versão da Biblioteca Virtual Universitária, expandindo os recursos e o número de editoras incluídos no serviço que dá aos alunos de ensino superior brasileiro acesso a livros digitais por meio de uma plataforma virtual.

Passam a compor o catálogo da biblioteca títulos das editoras Martins Fontes, Educs [da Universidade Caxias do Sul], Jaypee Brothers [multinacional especializada em livros médicos], Rideel e Companhia das Letras, que no ano passado vendeu 45% das ações para a Penguin, do grupo Pearson. Ao todo, são 13 editoras, incluindo a própria Pearson e outras como Manole, Contexto, IBPEX e Ática e Scipione [ambas da Abril Educação].

Lançada em 2005 com pouco mais de cem títulos, a Biblioteca Virtual agora soma 1,5 mil obras em 40 áreas do conhecimento. É o maior serviço desse tipo no Brasil, usado por pouco mais de cem instituições brasileiras de ensino superior que abarcam 2,2 milhões de alunos, segundo a Pearson. Para ter acesso à plataforma, as instituições pagam uma assinatura mensal por usuário, e estes têm acesso à leitura ilimitada dos textos digitalizados.

O concorrente mais conhecido da Biblioteca Virtual é a Minha Biblioteca, consórcio que foi formado em 2011 por Saraiva, Grupo A, Gen e Atlas, algumas das principais editoras acadêmicas nacionais, mas cujas operações ainda são tímidas perto do serviço da Pearson.

De acordo com Laércio Dona, diretor de negócios de ensino superior, idiomas e serviços educacionais da multinacional, a meta é ampliar o catálogo de títulos da em 30% até o fim de 2012. “Mas nosso objetivo não é aumentar tanto o número de editoras, porque com as que temos já conseguimos uma boa cobertura das várias áreas de conhecimento contempladas pelos cursos das instituições de ensino”, afirma.

A Biblioteca Virtual foi desenvolvida em parceria com a Digital Pages e, na sua versão 3.0, permite que os alunos façam comentários nos textos e compartilhem as anotações em redes sociais. O conteúdo também passa a estar disponível para acesso em tablets que operam no sistema Android [do Google] e iOS [da Apple]. Outra diferença é que os usuários agora podem imprimir parte das obras por meio do pagamento de uma licença, que remunera editora e autor.

A expectativa é que a demanda pelo serviço de biblioteca de livros digitais cresça significativamente graças a mudanças nas regras do Ministério da Educação. A Pearson também desenvolverá um serviço de biblioteca virtual para a educação básica, mas ainda sem data para estrear.

Por Roberta Campassi | PublishNews | 07/05/2012