Lucro da Amazon cai menos do que previam os analistas


SÃO PAULO | Apesar do aumento de 35% na receita, a varejista virtual americana Amazon teve uma queda no lucro no primeiro trimestre. O ganho caiu de US$ 201 milhões nos primeiros três meses de 2011 para US$ 130 milhões no mesmo período deste ano. O resultado foi melhor do que o esperado por analistas. Às 18h05, as ações da companhia subiam 13,35% no after market.

Segundo a companhia, o leitor de livros eletrônicos Kindle continua sendo o produto mais vendido. A companhia não revela números sobre o produto. “No primeiro trimestre, 9 dos 10 produtos mais vendidos foram digitais – Kindle, livros eletrônicos, filmes, músicas e aplicativos”, informou a companhia em comunicado. Dos 100 produtos mais vendidos, 16 são itens exclusivos da companhia, escreveu na nota Jeff Bezos, fundador e executivo-chefe da Amazon.

As vendas líquidas totais da companhia foram de US$ 13,18 bilhões. Os Estados Unidos representaram 56% — um ponto percentual a mais do que no primeiro trimestre de 2011.

Para o segundo trimestre, a Amazon estima vendas entre US$ 11,9 bilhões e US$ 13,3 bilhões, uma variação entre 20% e 34% na comparação com o mesmo período de 2011. O resultado operacional poderá variar entre uma perda de US$ 260 milhões e um lucro de US$ 40 milhões.

Por Gustavo Brigatto | Valor Econômico | 27/04/2012 ÀS 18H47

Vendas de serviços digitais podem impulsionar margens da Amazon


Os ótimos resultados trimestrais da Amazon.com estão ajudando a convencer os céticos nos mercados americanos de que vale a pena comprar papeis da varejista da internet, que está tentando se transformar em uma empresa de tecnologia.

As ações da Amazon saltaram 15% nesta sexta-feira depois que a empresa apresentou os resultados do primeiro trimestre e margens bem acima das expectativas, adicionando US$ 10 bilhões em valor de mercado e marcando a maior alta diária desde outubro de 2009.

O presidente-executivo, Jeff Bezos, tentou convencer investidores a ficarem na companhia no longo prazo quando flertava com prejuízos nos trimestres recentes. Ele está tentando transformar a Amazon de uma versão online de uma grande varejista, como o Wal-Mart, em um provedora de serviços de tecnologia.

Alguns investidores argumentam que sua valorização de mais de 70 vezes acima dos lucros – superando empresas como a Apple Inc e Google Inc que produzem resultados recordes – se justifica porque a Amazon está a caminho de uma enorme expansão de margem. A companhia se expande para serviços mais lucrativos como a hospedagem de websites em nuvem para fornecer um ambiente online conectando compradores e vendedores.

Estes serviços vão se tornar uma parte crescentemente importante dos negócios totais da Amazon e será um guia para a lucratividade futura“, disse o analista Carlos Kirjner, da Bernstein Research, em relatório.

A Amazon está tentando ser “nem uma livraria ou uma varejista, mas uma companhia que usa tecnologia e sua escala para transformar cadeias de valores” do varejo à distribuição editorial e de vídeo.

DA REUTERS | Copyright Folha.com | 27/04/2012 – 17h37

Kindle Fire tem mais da metade do mercado de tablets com Android nos EUA


Um novo estudo, lançado nesta quinta-feira [26], revela que o Kindle Fire, da Amazon, tem mais da metade do mercado de tablets com Android nos EUA.

A pesquisa, que foi realizada pela comScore, revela que a presença do Kindle Fire saltou de 29,4% em dezembro de 2011 para 54,4% em fevereiro de 2012 no país.

Kindle Fire, tablet da Amazon, exibido em evento em Nova York | Mark Lennihan - 28.set.2011/Associated Press

Kindle Fire, tablet da Amazon, exibido em evento em Nova York | Mark Lennihan - 28.set.2011/Associated Press

No mesmo período em que o tablet da Amazon popularizou-se nos EUA, seus principais concorrentes perderam espaço. O Samsung Galaxy Tab, que ocupa o segundo lugar entre os tablets mais populares com Android do país, teve uma queda de 23,8% para 15,4% em sua participação no mercado. O Motorola Xoom, no terceiro lugar, caiu de 11,8% para 7%.

O estudo ainda revela que usuários de tablets com telas maiores consomem mais conteúdo do que donos de aparelhos com pequenas telas.

FOLHA.COM | 27/04/2012 – 15h07