Rakuten inaugura shopping virtual no Brasil e traz plataforma aberta para eBooks


A Rakuten, maior varejista online do Japão e 3° maior varejista online do mundo em volume de vendas, lança o Rakuten Shopping no Brasil. A empresa traz um modelo de shopping virtual, que hoje reúne 38 mil lojas e 74 milhões de consumidores cadastrados no Japão. “Nosso cliente é o varejista e o consumidor é nosso ativo“, define Alessandro Gil, CMO da Rakuten Brasil.

A operação já conta com 94 lojas, com nomes como Le Postiche e Centauro. A expectativa é chegar a 800 lojas até o final deste ano. “No Brasil há necessidades específicas, como a nota fiscal eletrônica. Então, por menor que seja a loja, há algum trabalho de integração”, explica Alessandro Gil. “A logística também é mais complicada e perder o controle disso seria uma contradição a nosso diferencial de qualidade. Temos muito critério para inserir e apoiar os varejistas, para garantir a melhor experiência ao consumidor“, acrescenta.

Para o comerciante, a presença no Rakuten Shopping tem taxas mensais e um percentual sobre transação. Para os consumidores, a Rakuten terá um programa de fidelização. “No programa Super Points, o consumidor ganha pontos a cada compra, podendo gastá-los em quaisquer outros produtos do Shopping. Há ainda promoções especiais, como a que ocorreu na Sexta-feira 13, em que o consumidor ganhou 13 vezes mais Super Points em suas compras. Outro diferencial é o Compra Garantida, que assegura o reembolso em caso de problemas com a loja“, exemplifica.

O operador logístico das operações de comércio eletrônico fica a cargo do próprio varejista. “Um grande aprendizado que tivemos é que há uma grande oportunidade para bons provedores de logística“, menciona.

Nova alternativa para eBooks

Junto ao Rakuten Shopping, a empresa traz ao Brasil a plataforma para e-books Kobo, que também foi recentemente adquirida pela Rakuten. Todd Humphrey, vice-presidente de desenvolvimento de negócios, veio ao Brasil para conversar com editoras e livrarias, com o objetivo de lançar os e-readers e os títulos em português até o final deste ano.

Embora os preços não estejam definidos para o Brasil, Humphrey informa que o Kobo Touch – o mais popular modelo, com tela de 6 polegadas e tinta eletrônica – custa cerca de US$ 130 nos EUA. “Com o aumento de volume, esse preço tende a baixar“, diz.

Pelas estimativas de Humphrey, o preço dos e-books fica em torno da metade dos títulos em edição física. No entanto, a livraria virtual, uma das lojas do Rakuten Shopping, também terá um grande acervo de obras de domínio público. “As alternativas grátis são uma forma importante de colocar mais livros nas mãos dos leitores“, justifica.

Oferta de plataforma

Mesmo com o Rakuten Shopping, Alessandro Gil esclarece que a oferta de plataforma para lojas acontece com a Rakuten EC Service. Na prática, a conjugação de lojas em grandes portais, como o Rakuten Shopping, ou em domínio próprio é uma decisão semelhante a manter lojas de rua ou instaladas em shopping centers.

Publicado originalmente em Artigonal.com | 24/04/2012

3º Congresso Internacional CBL do Livro Digital terá Newton Neto do Google, Ronald Schild da Libreka! e Paul Petani da Ingram Content Group como palestrantes


A 3ª edição do Congresso Internacional CBL do Livro Digital contará com a presença de Newton Neto, responsável no Google por parcerias estratégicas com o ecossistema de mídia impressa na América Latina; Ronald Schild, CEO da MVB Marketing e Serviços Editoriais [Libreka!]; e Paul Petani, diretor de Vendas Internacionais da Ingram Content Group, entre outros.

Com vasta experiência no mercado de plataformas para a distribuição do livro digital, esses profissionais irão discorrer sobre suas experiências durante o congresso, no painel “O poder das plataformas de distribuição”, a se realizar no dia 11 de maio, às 16h30.

Idealizado e realizado pela CBL desde 2010, o Congresso e a própria entidade constituem o principal fórum brasileiro para a discussão e debate das tendências do mercado editorial de conteúdo digital. A 3ª edição tem como tema central “A nova cadeia produtiva de conteúdo – do autor ao leitor”.

As inscrições para o 3º Congresso internacional CBL do Livro Digital estão abertas. O fórum acontece nos dias 10 e 11 de maio, no Centro Fecomercio de Eventos, em São Paulo. A programação completa pode ser acessada pelo link: http://www.congressodolivrodigital.com.br.

CBL Informa | 24/04/2012

Kobo chega ao Brasil em 2012 com leitor de eBooks e tablet


Modelo com e-ink da foto se somará a versão Touch de 6 polegadas e tablet Vox de 7 polegadas | Foto: Henrique Martin/ZTOP

Modelo com e-ink da foto se somará a versão Touch de 6 polegadas e tablet Vox de 7 polegadas | Foto: Henrique Martin/ZTOP

A plataforma de e-books Kobo será lançada no Brasil no segundo semestre, de acordo com Todd Humphrey, vice-presidente de desenvolvimento de negócios da companhia. O executivo participou nesta terça-feira, em São Paulo, do Rakuten Super Expo, evento da varejista online japonesa que entrou oficialmente em operação no País.

O Kobo [também parte da Rakuten] é composto por uma família de leitores de e-books com tinta eletrônica e por uma loja de livros que funciona em diversas plataformas, incluindo iOS, BlackBerry e Android. “Pense no Kobo como o Kindle para o resto do mundo“, comparou Humphrey – que já trabalhou na concorrente Amazon.

Segundo o executivo, tanto a loja de livros com títulos em português quanto os dispositivos de leitura da marca serão lançados no final do terceiro trimestre, a tempo das compras de Natal. Preços, tanto de e-books quanto dos leitores, ainda não estão definidos.

Os e-readers serão importados e, diz Humphrey, uma nova linha que ainda será anunciada no exterior deve ser lançada por aqui, incluindo modelos com e-ink e tela sensível ao toque [Kobo Touch, com tela de 6 polegadas] e até mesmo um tablet [Kobo Vox, com tela de 7 polegadas]. Nos Estados Unidos, o modelo mais barato [Kobo Wi-Fi] custa em torno de US$ 129.

Estamos trabalhando com as editoras brasileiras e fechando acordos de venda com o varejo, assim com uma grande cadeia de livrarias para distribuir os leitores de e-book“, afirmou o executivo. A ideia é ter títulos brasileiros, incluindo gratuitos, com os aparelhos à venda no shopping online da Rakuten e em uma grande cadeia de livrarias, além do varejo convencional.

Humphrey não citou nomes, mas disse que “as editoras brasileiras têm que mudar rápido para uma estratégia de distribuição digital, já que a Amazon está vindo para cá“. Em comparação com a Amazon.com, Humphrey afirma que a plataforma Kobo se diferencia por usar uma “estratégia aberta”.

A Amazon tranca o consumidor na plataforma dela. No Kobo, o livro é seu, para ler nos aparelhos que quiser. A adoção de padrões abertos é boa para as editoras também, já que elas não querem que seu leitor fique preso“. A plataforma do Kobo também permite que autores independentes publiquem seus livros.

O desafio da Kobo agora é convencer os editores de livros no Brasil a partir para a estratégia digital. Humphrey compara o mercado brasileiro à situação que os Estados Unidos e Canadá estavam há três anos. “Em mais 5 anos, 50% dos livros serão digitais no Brasil“, prevê.

O site da Kobo, por enquanto, ainda está em inglês. A conferir no segundo semestre se eles conseguem chegar a tempo para concorrer com a Amazon [e Positivo e tantos outros que já se aventuraram no mar dos e-books brasileiros].

Terra | 24/04/2012

Os eBooks estão chegando


O desembarque da Amazon e da livraria digital da Apple no Brasil agita as editoras nacionais e promete mudar o hábito de leitura de milhões de brasileiros

Thalita Rebouças vendeu mais de um milhão de livros de papel, mas é fã da leitura nos e-readers

Thalita Rebouças vendeu mais de um milhão de livros de papel, mas é fã da leitura nos e-readers

A constante reclamação de que o brasileiro lê pouco não incomoda os executivos da Amazon e da Apple, os dois gigantes globais dos livros eletrônicos. Esse “pouco” foi suficiente para fazer com que pelo menos um deles chegue ao País em breve, segundo rumores do mercado editorial. Aproveitando os entraves que tomaram conta das já avançadas negociações entre a Amazon – maior livraria online do mundo – e as editoras nacionais, a Apple mandou executivos para o Brasil, que já teriam firmado acordos para começar nas próximas semanas as vendas de títulos em português pelo aplicativo iBooks, disponível para iPad.

Apesar de planejar o início das operações no Brasil para o segundo semestre, a Amazon pretendia ter em seu portfólio pelo menos 100 editoras nacionais, mas fechou acordo com apenas dez, sendo só uma de grande porte. Está claro, portanto, que o grande obstáculo para a implantação da loja virtual criada pelo americano Jeff Bezos, presente em nove países e criadora do leitor Kindle, é vencer a resistência das editoras brasileiras. Segundo fontes ouvidas por ISTOÉ, elas temem sofrer represálias das livrarias físicas presentes no País, caso fechem um acordo com a Amazon.
Outro entrave é o contrato-padrão da livraria eletrônica, com cláusulas que incluem o acesso a todo o catálogo da editora para a digitalização, pedidos de exclusividade e comissões em torno de 50% do preço. No Brasil, esse percentual para as edições em papel é, em média, de 35%. A demora nas negociações e a chegada da Apple podem fazer com que a Amazon flexibilize suas regras. Mas Bezos é conhecido pela agressividade nos negócios. Uma das alternativas que ele tem na manga é entrar de sola também no mercado tradicional de livros de papel, tranquilizando as editoras que temem um boicote das livrarias. Cabe lembrar que a Amazon surgiu na era anterior aos e-books, vendendo obras de papel na internet.

Marcelo Duarte, da Panda Books, já digitalizou parte do seu catálogo

Marcelo Duarte, da Panda Books, já digitalizou parte do seu catálogo

É uma questão de mercado. Alguém vai acabar cedendo”, diz Karine Pansa, presidente da Câmara Brasileira do Livro [CBL], que promove um congresso sobre obras digitais em maio. Se apenas a Apple firmar um acordo com as maiores editoras brasileiras, nada muda para a publicitária Alana Della Nina, que comprou um Kindle nos EUA há dois anos e adquire ao menos quatro e-books [em inglês] por mês na Amazon americana. “O Kindle é quase prosaico. Essa é a grande sacada dele. O iPad não serve para ler textos grandes. A leitura se torna desconfortável em pouco tempo”, diz.

A mesma opinião tem a escritora Thalita Rebouças, que já vendeu mais de um milhão de livros de papel. “Tenho iPad e Kindle e adoro os dois”, diz. “Mas o primeiro é bom para assistir a vídeos e ler, no máximo, uma revista. Já o outro é leve e tem uma tela tão confortável para os olhos quanto o papel”, compara. Dos 13 títulos publicados pela autora, nove estão disponíveis no formato e-book nos sites de livrarias como Saraiva, Cultura, Submarino e Positivo, entre outras.

Alana Della Nina, publicitária e dona de um e-reader Kindle, da Amazon

Alana Della Nina, publicitária e dona de um e-reader Kindle, da Amazon

Para ter mais poder de barganha nas negociações das versões eletrônicas de seus títulos, a editora que publica as obras de Thalita, a Rocco, se uniu à Record, Sextante, L&PM, Planeta e Objetiva – as maiores do País – para formar a DLD [Distribuidora de Livros Digitais]. “É muito bom para o autor que o trabalho esteja disponível em vários formatos”, diz Thalita. “Mas o papel ainda tem uma longa vida pela frente.

Os defensores do e-book argumentam que ele sempre será mais barato [em torno de R$ 20] por não ter o custo de impressão. Mas nem todos concordam. “O livro digital é barato porque parte do preço é dividido com o título impresso”, diz Marcelo Duarte, jornalista e diretor-editorial da editora Panda Books, que tem 42 de seus 380 títulos em versão para iPad. Ele acredita que versões exclusivas para e-readers serão mais salgadas. “A impressão é apenas parte do custo. Há outros processos, como diagramação, tradução e edição”, afirma Duarte.

Uma coisa é certa: não dá mais para desprezar o mercado brasileiro. Mesmo não havendo dados sobre as vendas por aqui, o enorme potencial é consenso. O segmento educacional é prova disso. O Ministério da Educação e Cultura [MEC] realizou recentemente um pregão para adquirir 900 mil tablets. Os equipamentos serão repassados aos professores do ensino médio das escolas públicas ainda este ano. Não por acaso, a Apple estaria apostando no segmento de livros eletrônicos didáticos.

Independentemente de a Apple ou a Amazon virem para o Brasil, as empresas daqui estão estabelecidas e são bem-sucedidas”, defende Karine, da CBL. Recém-chegada de um dos maiores eventos do setor, a London Book Fair, na Inglaterra, ocorrido na semana passada, Karine ficou impressionada com o interesse dos estrangeiros pelo País. “Quando eu dizia que era brasileira, invariavelmente ouvia: ‘O Brasil está bombando!’”, conta. De fato, o País atrai quem domina o segmento como uma mina de ouro.

Quando a Amazon lançou o Kindle nos EUA, em 2007, o mercado de e-books americano praticamente não existia. Hoje, no entanto, a empresa vende mais livros digitais do que em papel. Segundo a Associação Americana de Livros, as vendas de e-books naquele país cresceram 117% em 2011. Com cada vez mais brasileiros tendo acesso a bens de consumo e à cultura, não é de admirar a ferocidade com que os gigantes da tecnologia estão travando a guerra pelo nosso mercado.

Por André Julião | Publicado originalmente por Isto É | 24/04/2012

Harry Potter poliglota


Loja de e-books da saga começa a vender edições digitais em quatro idiomas, além do inglês

As edições em francês, italiano, alemão e castelhano dos e-books de Harry Potter foram colocadas à venda na Pottermore. A loja havia sido lançada no dia 27 de março apenas com as versões dos sete livros da saga em inglês e informou ter vendido um milhão de libras em e-books para clientes em mais de 100 países nos primeiros três dias de operação. Ainda não há data certa para o início da venda dos livros em outras línguas, mas, no caso do Brasil, por exemplo, a Pottermore já fechou acordo com a Rocco para comercializar em formato digital as edições feitas pela editora.

PublishNews | 24/04/2012