Leitura aumenta com eBooks


Por Silvio Meira | Publicado originalmentem em Terra Magazine

Nos estados unidos, pesquisa do pew internet project mostra que donos de leitores de ebooks [como nook, da barnes & noble e kindle, da amazon] estão lendo mais do que que a turma do velho livro de papel. quanto mais? Quem tem um ebook reader leu 24 livros [em média] nos últimos 12 meses, contra 15 de quem não tem. Q mediana de leitura é 13 livros por ano para quem lê ebooks e 6 para quem não lê. não 10 ou 30% a mais de leitura nos ebooks, mas mais de 100%.

Nos EUA, até fevereiro de 2012, 21% dos leitores já leu pelo menos um ebook. E este número vem crescendo muito rapidamente: o número de dezembro de 2011 era 17%. A literatura é claramente uma economia em transição, um processo que começou há cinco anos, com o lançamento do kindle [ou há dez, se você quiser, com iTunes, como mostra a lista abaixo].

Tech timelina of eReaders & Tablets

Tech timelina of eReaders & Tablets

Parece óbvio que o livro está virando serviço, de forma muito rápida nos EUA e, breve, no resto do mundo, inclusive no Brasil, onde a Amazon deve lançar o Kindle ainda em 2012 e onde atores locais estão montando suas ofertas de leitores e serviços. Se vai haver serviços abertos e interoperáveis ainda é um problema em aberto. Imagine que seus dois autores prediletos estão disponíveis, cada um, em apenas uma plataforma de serviços digitais. Será que você terá – em último caso – que ter dois leitores de ebooks para ler os dois autores? Ou, talvez, num ambiente de ubiquidade e pervasividade de redes,

E os problemas não param por aí: com a mudança de plataforma de literatura do papel encadernado [e editoras, distribuidores, livrarias, bibliotecas] para a rede, os direitos do leitor podem mudar radicalmente e alguns dos muito antigos [como emprestar um livro, pra citar o mais básico] são afetados. É preciso, pois, rediscutir e restabelecer os direitos do leitor digital, o que envolve propriedade e privacidade, entre muitos outros. Os direitos do autor também estarão na pauta, pois pirataria literária, digital, não vai ser assunto menor nos próximos anos. junto com os problemas, é sempre bom lembrar, virão as oportunidades. Neste caso, bilionárias, inclusive aqui, no .BR.

Por Silvio Meira | Publicado originalmentem em Terra Magazine | Silvio Meira é professor titular de engª de software do http://www.cin.ufpe.br, chief scientist do http://www.cesar.org.br, presidente do conselho do http://www.portodigital.org além de fundador e batuqueiro do maracatu “a cabra alada”

Brasil defende regulação dos direitos de propriedade intelectual na internet


A ministra da Cultura do Brasil, Ana de Hollanda, defendeu na quarta-feira [18] a regulação dos direitos de propriedade intelectual na internet, uma política radicalmente diferente da de seus antecessores, que advogavam pela liberdade na rede na época em que Luiz Inácio Lula da Silva era o presidente.

Em entrevista à Agência Efe, Ana de Hollanda expressou sua “enorme preocupação” com a problemática que geram os downloads livres e defendeu a regulação dos direitos de propriedade intelectual, e dotando-os de garantias jurídicas, à semelhança do que fizeram outros países.

A ministra fez essas afirmações em Bogotá, onde esteve presente na abertura ao público da Feira Internacional do Livro de Bogotá [Filbo], que nesta edição tem o Brasil como convidado de honra.

A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, durante coletiva de imprensa no Rio de Janeiro | Marcos Michael - 28.dez.10/Folhapress

A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, durante coletiva de imprensa no Rio de Janeiro | Marcos Michael - 28.dez.10/Folhapress

Sua opinião contrasta com a dos dois governos de Lula e vai de encontro à gestão dos ex-ministros da Cultura Gilberto Gil e Juca Ferreira.

Gilberto Gil trabalhava muito por uma internet livre, e eu também trabalho por uma internet livre para aquele que quer depositar sua obra livremente“, explicou Ana de Hollanda, em referência aos artistas que voluntariamente usam a rede como meio de difusão.

Ministro da Cultura entre 2003 e 2008, o cantor Gilberto Gil chegou a declarar-se admirador da “cultura hacker”, e essa foi a herança deixada para Ana de Hollanda, que se mostrou crítica a algumas ações de seu antecessor.

A atual ministra lembrou que Gilberto Gil “tem sua obra protegida e recebe os pagamentos correspondentes“.

O certo é que, desde a chegada de Ana de Hollanda ao governo da presidente Dilma Rousseff, foi promovida uma mudança de rumo nas políticas do ministério.

O tema está sendo polêmico no mundo inteiro, não só em meu país”, explicou a ministra, que se mostrou preocupada com a forma como “está sendo levada a discussão sobre como divulgar a cultura através da internet“.

A questão é que são muitas as indústrias envolvidas. “Isso vale para a literatura, a música, o cinema, tudo“, indicou, antes de dar ênfase ao cinema.

A indústria cinematográfica é caríssima e necessita de uma proteção; se se dispõe gratuitamente dela, é pirataria, e com pirataria não se paga ninguém“, explicou a ministra, justificando a mudança de rumo de seu ministério.

Com essa mudança de políticas quanto à liberdade na internet, a ministra busca “garantir os direitos de quem cria“, garantiu nesta quarta-feira, antes de inaugurar o pavilhão do Brasil na Filbo 2012.

Brasil defende regulação dos direitos de propriedade intelectual na internet

DA EFE, EM BOGOTÁ | 19/04/2012 – 21h04

Começa o TOC de Buenos Aires


Conferência sobre mercado digital acontece em uma feira onde as editoras não sentem urgência para criar e-books

Em meio a uma feira onde as editoras participantes demonstram pouca preocupação com o e-book, teve início a conferência focada em publicações digitais Tools of Change for Publishing (TOC), hoje pela manhã, na cidade de Buenos Aires, como parte das atividades da Feira do Livro da capital argentina.

O evento, realizado pela primeira vez na América Latina, começou com o alerta de George Slowik Jr., sócio da Publishers Weekly: “se vocês não fizerem [e-books], alguém vai fazer”. E seguiu com a fala de Rüdiger Wischenbart, consultor de produtos culturais, que deu um panorama sobre o mercado de livros na Europa: queda de um dígito nas vendas de livros físicos nos principais mercados [Reino Unido, Alemanha e França] e muita dúvida sobre como encarar diferentes assuntos: e-readers que não funcionam em certos territórios, livros que na internet concorrem com itens dos mais diversos, de livros a roupas, e as plataformas de venda que fazem de tudo – de vender ou emprestar e-books até publicá-los, como faz a Amazon – e provocam “uma grande confusão”.

Sediado no centro La Rural, o mesmo local onde a feira do livro ocupa 45 mil m2, o TOC reúne cerca de 120 participantes pagantes, que até o fim do dia vão assistir a palestras e mesas sobre questões latentes do mundo digital.

O curioso é que, fora do salão onde acontece o TOC, boa parte das editoras que estão expondo seus livros para o público no La Rural, majoritariamente sediadas na Argentina, parecem não sentir nenhuma urgência para digitalizar suas publicações. No mercado argentino, além da inexistência de uma base de dispositivos de leitura e da pouca oferta de e-books, prevalece uma barreira importante, que são os baixos índices de comércio eletrônico.

O TOC é realizado pela O’Reilly e pela Feira do Livro de Frankfurt e pela Feira do Livro de Buenos Aires. O PublishNews apoia a conferência.

Por Roberta Campassi | PublishNews | 20/04/2012

Problema com eBooks será resolvido até amanhã, diz Cultura


Empresa informa que vai trabalhar com a distribuidora digital Xeriph

A Livraria Cultura, cujas vendas de parte dos e-books estão indisponíveis desde a semana passada, informou hoje que o problema deverá estar resolvido até amanhã, dia 21. A empresa comunica que, a partir deste fim de semana, incluirá em seu catálogo títulos da distribuidora digital Xeriph, com quem a Cultura não trabalhava até agora.

A livraria teria enfrentado problemas com um de seus servidores e, pela falta de back up dos títulos, estes teriam sido perdidos. A empresa não confirma os detalhes, mas informou pela manhã que teve “um problema tecnológico que indisponibilizou 1,3% do acervo de e-books”, sendo que o acervo atual da rede inclui 283.926 mil títulos digitais, entre nacionais e importados. A falha, portanto, atingiu quase três mil livros.

Em março, a Cultura tinha cinco mil e-books nacionais no catálogo. A partir deste sábado, por meio do acordo com a Xeriph, a empresa restituirá os e-books perdidos e também aumentará a base em mais mil livros novos, segundo informou.

Por Roberta Campassi | PublishNews | 20/04/2012