Software Review: ABBYY FineReader


eBook Reader | O que é o ABBYY FineReader e para que serve?

ABBYY | O ABBYY FineReader é um software de OCR [Reconhecimento Óptico de Caracteres], que é uma tecnologia para reconhecer caracteres a partir de um arquivo de imagem, seja digitalizado ou foto.

eBook Reader | Que tipo de conteúdo o  ABBYY FineReader converte e para que serve?

ABBYY | O ABBYY FineReader converte documentos digitalizados e arquivos não editáveis [PDF, imagens digitalizadas, JPEG, etc.] para formatos que você poderá editar posteriormente [Word, Excel, TXT, etc.], ou simplesmente os converte para o formato desejado em apenas alguns cliques do mouse.

É um ajudante indispensável para pessoas que trabalham com um grande fluxo de documentos ou mesmo para pessoas que de vez em quando precisam digitalizar ou converter materiais para formatos diferentes para, por exemplo, recebê-lo no seu dispositivo de eBbooks.

eBook Reader | Me expliquem melhor como o software funciona:

ABBYY | O programa é muito fácil de usar. Iniciando o software, aparecerá uma janela com as tarefas mais comuns que você pode encontrar no seu dia-a-dia.

As tarefas padrões são a digitalização de documentos para arquivos PDF e PDF/A [PDF pesquisável] ou formatos editáveis, a conversão de documentos em PDF ou imagens para formato Word, a digitalização de documentos ou a conversão para HTML e para os formatos mais populares de e-books.

eBook Reader | Há muitas caraterísticas interessantes no ABBYY FineReader?

ABBYY | Algumas das mais importantes são:

  • Alta precisão de reconhecimento – o ABBYY FineReader pode reconhecer documentos de estrutura complexa, e permite uma reconstrução com precisão de até 99.8% do formato original do documento, com notas de rodapé, cabeçalhos, números de páginas, índice, etc.
  • A rapidez de processamento no modo colorido.
  • A rapidez maior ainda no modo P&B [preto e branco] – este é um modo ideal para quem, por exemplo, precisa converter um grande fluxo de documentos e não precisa obter o resultado final colorido. A velocidade aumenta em até 40%. É um ótimo modo para conversão de livros, revistas, contratos, etc.

Além disso, há várias outras opções para tornar o seu trabalho com documentos mais fácil e agradável. Por exemplo, o editor de imagens, onde você pode corrigir cores, brilho, etc., antes de salvar no formato escolhido, para assim obter um resultado final melhor ainda. Também, caso você precise salvar cada página ou algumas partes do documento original separadas das outras, existe uma opção especial de divisão de páginas.

eBook Reader | Como eu crio livros digitais com o ABBYY FineReader?

ABBYY | O ABBYY FineReader 11 permite aos seus usuários converter imagens e fotos de texto, documentos de papel para os formatos mais populares de leitores de livros eletrônicos, tablets e até smartphones, assim como ePub, FB2, PDF e HTML. A criação de livros eletrônicos com o ABBYY FineReader pode ser acessada diretamente a partir do menu de Tarefas Rápidas, e dura de alguns segundos até alguns minutos, dependendo de modo de conversão e do tamanho de documento original.

eBook Reader | Alguma integração com as plataformas de eBooks?

ABBYY | Sim. Uma ótima notícia para os donos do Amazon Kindle, os eBooks criados com o ABBYY FineReader 11 podem ser enviados diretamente para as contas do usuário na loja Kindle da Amazon.

eBook Reader | Como o nosso leitor pode conhecer mais a solução?

ABBYY | Para obter mais informações sobre o ABBYY FineReader 11 você pode no site oficial da empresa ABBYY: http://www.abbyy.com.br

Venda de livros físicos cai e crescimento de e-books desacelera


Itália | As vendas de livros impressos estão em queda na maior parte dos mercados rastreados pelo Nielsen BookScan, com retração nas vendas de ficção particularmente acentuada. Os números foram dados pelo presidente da Nielsen Book, Jonathan Nowell, durante o evento italiano IfBookThen, ontem.

Segundo ele, a queda nas vendas nos Estados Unidos dobrou em dois anos, sendo que a maior redução foi em ficção – 7,2% em 2010 e 18% em 2011. No Reino Unido, nas primeiras quatro semanas de 2012, a redução nas vendas de livros físicos foi de 12% no geral e de 26% apenas em ficção.

O mesmo ocorre na Espanha, sendo a Itália uma exceção, onde as vendas de ficção ainda crescem. As vendas de e-books, por outro lado, aumentam, mas o ritmo de crescimento desacelerou nos últimos meses. Segundo Mike Shatzkin, consultor e presidente da The Idea Logical Company, a venda de e-books mais que dobrou de 2007 a 2010, mas recentemente surgiu evidência de que a resistência à leitura eletrônica cresceu. Ele também alertou os editores sobre a dependência em relação à Amazon. Ele estima que a varejista tem participação de 30% nos negócios de grandes editoras americanas, com tendência a aumentar. “Quando chegar a 50% vai ser horrível, e não vejo como isso pode ser evitado.” Ele recomendou, contudo, que as editoras elevem as receitas provenientes de outros canais.

Por Philip Jones | The Bookseller | 02/02/2012

Quadrinhos buscam inovações no universo digital contra pirataria


A adaptação da história em quadrinhos para formatos digitais e a transformação das tirinhas em direção à linguagem multimídia abrem novas perspectivas para o setor editorial mais atingido pelos downloads piratas.

A história em quadrinhos vai ser digital no futuro, porque novos aparelhos como os tablets são ideais para as HQs“, explica à Agência Efe Álvaro Pons, curador da mostra “Comics. A História em Quadrinhos Espanhola”, que será exibida até o domingo no Festival Internacional da História em Quadrinhos de Angulema [França].

Essa reconversão obrigará os autores a mudarem a linguagem e a maneira de fazer histórias em quadrinhos, embora essa transição não aconteça de forma violenta pela própria natureza da história em quadrinhos, a base de muito desenho e textos curtos“, acrescenta Pons, que também é responsável pelo site lacarceldepapel.

HQ "The Walking Dead", publicada no Brasil como "Os Mortos Vivos", pode ser encontrada facilmente na internet

No entanto, grande parte da oferta digital de histórias em quadrinhos se limita a oferecer uma cópia digital do formato impresso, que, por sinal, não é muito mais econômica do que a versão em papel.

O autor e editor Joaquim Aubert Puigarnau, conhecido como Kim, [Prêmio Nacional da História em Quadrinhos em 2010] propõe que os preços sejam adaptados em relação à edição digital ou que sejam criadas tarifas fixas para os usuários acessar o conteúdo exclusivo das editoras.

Aliás, algumas editoras já se lançaram na conquista deste novo mercado, como a Panini, Hachette e Inzeo. Esta última oferece aos leitores a possibilidade de ler até 15 obras ao mês em “streaming”, custando 15 euros.

O que não faz sentido é que as pessoas fiquem multimilionária, como os da Megaupload, e você deixa isso passar para vender histórias em quadrinhos dois euros abaixo do preço da edição de papel“, assinala Kim.

Segundo um recente estudo publicado pelo observatório francês Le Motif, a história em quadrinhos é “a categoria editorial mais pirateada na internet“, com uma oferta global de entre 35 mil e 40 mil títulos na rede, sendo que 8 mil e 10 mil volumes são de fácil acesso.

O relatório também mostra que existem “equipes” de piratas que publicam na rede “pacotes” inteiros com a coleção completa de Asterix ou de Tintim, por exemplo.

Embora não seja alarmante, trata-se de uma preocupação crescente no setor e, por isso, o Festival de Angulema apresenta dois debates específicos neste tema.

Segundo um estudo do instituto de marketing Ipsos, em 2011 foi vendido aproximadamente 33 milhões de quadrinhos na França, dos 4.663 títulos que foram publicados. Este número representa um novo recorde, já que o índice espanhol, registrado em 2008, apresentava a publicação de 3.115 volumes.

O Agrupamento de Livrarias Especializadas em História em quadrinhos da França se mostra sensível ao problema e entendem que a “fraqueza do mercado” se deve a “a ausência de uma oferta editorial verdadeiramente atrativa e adaptada“.

O futuro está aí, nos tablets. Poderia até dizer que eles foram fabricados para nós. Mas, a solução é buscar algo mais que uma simples mudança, como a criação de desenhos mais interativos”, acrescenta Kim, que destaca o trabalho de Jorge González em “Dear Patagonia“, um quadrinho que conta com uma versão para tablets com informações extras e músicas.

É uma proposta que segue a mesma linha de Art Spiegelman, uma das referências do mundo da história em quadrinhos e autor do romance gráfico sobre o Holocausto [“Maus”], que resultou no prêmio Pulitzer em 1992.

Em seu novo livro “MetaMaus”, onde analisa o processo criativo de sua obra, o americano e presidente do júri de Angulema inclui uma versão digital e interativa de “Maus” para tablets, a qual inclui entrevistas, cadernos especiais e outros elementos pelo mesmo preço da edição física.

Evidentemente o futuro da história em quadrinhos passa pelo digital e não podemos ser contra a tecnologia e essa nova realidade“, define Pons.

Agência EFE | Publicado originalmente em Folha.com | 02/02/2012 – 11h31