Com vídeos e imagens 3D, novo aplicativo da Apple quer mais interatividade nos livros


Atualização do aplicativo iBooks pretende deixar leitura de livros digitais ''mais interativa''

A Apple apresentou nesta quinta-feira [19] uma nova versão de seu aplicativo para leitura de livros digitais, chamado iBooks 2. A novidade pretende tornar a leitura no iPad mais interativa, incluindo nesses títulos vídeos, modelos animados em 3D e possibilidade de ver imagens bastante detalhadas com o uso de zoom. Segundo Phil Schiller, vice-presidente sênior da empresa, os autores terão total liberdade para criar conteúdo interativo sem o intermédio de editoras. A novidade – também disponível em português – é gratuita e está disponível a partir desta quinta na App Store.

No iBooks 2, o usuário terá duas experiências diferentes de leitura, dependendo da posição em que usa o iPad. Na horizontal, há predominância de imagens, como vídeos e fotos. Quando rotacionado para a posição vertical [retrato], a visualização de textos é priorizada. O aplicativo também conta com uma espécie de glossário com o qual o leitor interage. Com um toque sobre uma palavra, é possível ver a definição completa daquele termo – não apenas a explicação do dicionário, mas também imagens e vídeos.

Há também uma ferramenta chamada My Notes, que inclui notas e comentários do leitor em trechos do livro. Basta selecionar o texto – que ficará na cor de uma caneta marca-texto [verde ou rosa] – e digitar alguma observação no teclado do iPad.

No iBooks 2, o usuário terá duas experiências diferentes de leitura, dependendo da posição em que usa o iPad. Na horizontal, há predominância de imagens. Na vertical, texto é o destaque

Na apresentação realizada em Nova York, o executivo fez uma comparação entre os livros e o iPad, tentando mostrar a vantagem do tablet sobre a mídia impressa. “Livros são portáteis, mas pesados. Não são duráveis, não são interativos, não dá para fazer buscas neles e não são atualizáveis. Mas eles mostram um conteúdo importante. O iPad, além de portátil é mais durável que papel, é interativo, atualizado, permite buscas.” “Acho que nunca houve um livro que tornasse tão fácil a tarefa de ser um bom aluno”, propagandeou.

Conteúdo

Um aplicativo chamado iBooks Author, para o sistema operacional Mac OS X, permitirá aos autores a criação de livros e conteúdos para a plataforma. O programa virá com uma série de modelos prontos que podem ser utilizados para a criação de livros. O programa suporta textos digitados no Microsoft Word e, automaticamente, cria seções e parágrafos. A inserção de imagens poderá ser feita por um simples movimento de arrastar e soltar uma foto sobre a região desejada.

O iBooks Author terá ainda integração com o Keynote, aplicativo de apresentações da Apple. Será possível arrastar um arquivo do Keynote e a apresentação vira um ícone interativo [ou widget] dentro do conteúdo criado – com isso, um livro poderá incluir uma apresentação, por exemplo.

Durante o anúncio, Schiller também divulgou uma parceria com editoras de livros educacionais. Por uma quantia de até US$ 15, os estudantes poderão comprar livros de editoras como Pearson, McGrawHill, Houghton Mifflin Harcourt, entre outras. A vantagem desse tipo de negócio, informou o executivo, é que o estudante terá sempre acesso a livros atualizados.

Tablet na escola

Na introdução do iBooks 2, Schiller afirmou: “Estamos vendo que, assim que os estudantes são apresentados ao iPad, coisas incríveis estão acontecendo. As crianças estão se tornando mais inteligentes granas a seus tablets, tanto as mais velhas que estudam para as provas como as mais jovens, que jogam no tablet.” Segundo ele, o tablet da Apple liderou a lista de desejos das crianças antes do Natal.

Existem mais de 20 mil aplicativos educativos ou de aprendizado para o iPad. De acordo com o executivo, professores também aderiram com força ao tablet: 1,5 milhão de iPads são usados em programas educacionais nos Estados Unidos. “Queremos ajudá-los a acelerar a adoção do tablet e tornar mais fácil a integração do iPad ao currículo”, disse Schiller.

Segundo dados apresentados por Schiller, os Estados Unidos estão em 17º lugar em um ranking mundial na categoria leitura, 21º em matemática e 23º em ciência. “Precisamos melhorar isso”, disse Schiller.

iTunes U

No evento com foco educacional, realizado no museu Guggenheim, a empresa também anunciou que o iTunes U  vai virar um aplicativo independente – a ferramenta com conteúdo acadêmico fica hoje dentro do programa para gerenciamento de conteúdo iTunes. Atualmente, ele é utilizado por 1.000 instituições de ensino, segundo a Apple, e já foram baixados 700 milhões de arquivos deste canal.

No aplicativo, os professores terão uma opção chamada Posts. Lá, poderão escrever notas para os alunos, como o detalhamento de lições de casa e uma lista de tarefas a serem realizadas. Cerca de trinta universidades já utilizam o iTunes U, entre elas Harvard, Yale, Berkeley e Oxford. O aplicativo é gratuito e estará disponível nesta quinta.

O iTunes U permite que universidades e colégios conteúdo para todo o mundo por meio de um iPhone, iPod Touch ou iPad“, disse Eddy Cue, vice-presidente de serviços e softwares da Apple. “Queremos que os professores façam mais. Queremos criar cursos completos disponíveis online“, explicou Cue.

Do UOL, em São Paulo | Antena UOL | 19/01/2012 | 13h29 / Atualizada 19/01/2012 | 15h22

Apple lança aplicativos para criação e leitura de eBooks didáticos


A Apple lançou nesta quinta-feira [19] dois novos aplicativos: o iBooks 2, aplicativo que incorpora livros didáticos escolares, e o iBooks Author, ferramenta usada para criá-los. O anúncio foi feito em um evento em Nova York, especialmente voltado para educação.

Os livros estão, a partir de hoje, em uma nova categoria da iBookstore: os “textbooks”.

Educação está enraizada em nosso DNA“, disse Phil Schiller, vice-presidente sênior de marketing de produto da Apple, ao iniciar o evento. “E, em geral, a educação está em tempos sombrios” continuou.

Livros didáticos na iBooks, plataforma de e-books da Apple

Após a exibição de um vídeo com professores enumerando as dificuldades que os alunos têm para aprender, Schiller anunciou o iBooks 2 como uma ferramenta que reinventa os livros didáticos escolares.

Os livros didáticos não são tão portáteis, não são duráveis, não são interativos e também não é possível fazer uma busca neles. Mas o conteúdo é fantástico“, disse Schiller.

Segundo o Schiller, uma solução perfeita para o problema é a inserção desse conteúdo em um dispositivo portátil, interativo e digital – o iPad.

O iBooks Author permite a criação dos livros – com glossários, vídeos e outros elementos interativos. Pela apresentação, os comandos se mostraram bem intuitivos, e o aplicativo se encarrega da formatação de texto conforme você posiciona as imagens ou outros itens.

Os livros estarão sempre atualizados e custarão até US$ 14,99 ou menos, disse Schiller.

Outro anúncio feito pela Apple foi o novo iTunes U, uma seção da loja da iTunes voltada para publicações didáticas e lançada em 2010 para o iPad. O iTunes U já teve mais de 700 milhões de downloads, segundo Schiller. O novo iTunes U é uma ferramenta para criação de cursos on-line por professores, com vídeos, exercícios e tarefas de casa.

Os três aplicativos são gratuitos e já estão disponíveis na loja virtual da Apple.

Folha.com | 19/01/2012 – 13h31

Receita da Pearson com digital sobe 25%


Lucro do grupo por ação deve crescer 10% em 2011, em relação a 2010

A Pearson informou hoje, em comunicado, que suas receitas com produtos digitais alcançaram cerca de dois bilhões de libras esterlinas [US$ 3 bilhões] em 2011. O valor representa crescimento de 25% em relação a 2010, quando o segmento gerou 1,6 bilhão de libras. O grupo inglês, líder mundial em serviços educacionais, também disse que seu lucro ajustado do ano passado deverá subir aproximadamente 10% por ação. Os resultados de 2011 serão divulgados no dia 27 de fevereiro. A companhia informou ainda que suas receitas nos mercados emergentes chegaram a 600 milhões de libras [US$ 1 bilhão]. “No contexto de mudança estrutural significativa na indústria e de condições de mercado no geral fracas, a Pearson desempenhou-se bem, competitivamente, na importante temporada de vendas de fim de ano”, disse a empresa. No mercado educacional, a companhia afirmou ter aumentado sua participação na América do Norte, o que ajudou a compensar um desempenho mais fraco das publicações voltadas para escolas e ensino superior. Já no caso da Penguin, editora de livros de interesse geral do grupo, os resultados completos de 2011 deverão ser “sólidos, apesar das rápidas mudanças na indústria e das condições difíceis no mercado de livros físicos”. Segundo o comunicado, a Penguin continua tirando vantagem da inovação e da escala que possui no segmento de livros digitais.

Por Roberta Campassi | Publicado originalmente em PublishNews | 19/01/2012