‘The Guardian’ começa a cobrar por conteúdo no iPad


Jornal britânico tem 280 mil leitores do ‘News & Media’ que terão que 10 libras por mês

 

'The Guardian' começa a cobrar por conteúdo no iPad

RIO – Começa nesta sexta-feira a cobrança pela leitura de conteúdo do “The Guardian” no iPad. Um dos defensores do conteúdo gratuito na internet irá pôr à prova sua audiência e tentar sustentar seus mais de 280 mil leitores que usam o tablet da Apple, agora na sua versão paga.

O aplicativo, que roda em tablets com iOS 5, indica cobrança de 9,99 libras mensais [cerca de R$ 28] pela leitura da versão digital para iPad a partir de 13 janeiro. Quem quiser experimentar a leitura digital do jornal britânico no tablet da Maçã, poderá ter acesso a todas as reportagens gratuitamente, por uma semana.

Lançado em outubro de 2011, o ‘Guardian News & Media’ alcançou 500 mil downlods na App Store, mas o número real de usuários é a metade, 280 mil usuários ativos, revelou em dezembro a PaidContent.

Segundo o site, o aplicativo para iPad foi criado para veicular reportagens do jornal impresso diário, explorando recursos digitais como conectar artigos relacionados, galerias de fotos e vídeos, além de outras funções multimídia do aparelho que exploram a tecnologia de tela sensível ao toque.

O desafio é descobrir se seus leitores voltarão a usar o site Guardian.co.uk que é gratuito ou se irão continuar a acessar o conteúdo pago no iPad.

O “The Guardian” tem ainda um aplicativo para iPhone que dá aos usuários a leitura gratuita de três matérias todos os dias. Para ler mais do que isso, é preciso pagar uma assinatura de 2,99 libras para seis meses ou 4,99 libras para um ano.

Caso o jornal converta 17% do total de leitores gratuitos – que foi o total percentual de assinatura pagas por iPhone em situação semelhante – poderia alcançar 47.600 leitores pagantes no iPad. A fatia renderia cerca de 475 mil libras mensais [cerca de US$ 728 mil]. A Apple, dona da App Store, fica com 30% do que é arrecadado.

Publicado originalmente em O Globo Online | 13/01/12 | 14h51

Travessa inicia venda de eBooks


A Livraria da Travessa iniciou nesta semana a venda de e-books por meio de sua loja virtual. A rede livreira do Rio de Janeiro entrou no segmento sem fazer alarde, uma vez que a operação com livros eletrônicos está em fase inicial e requer atenção do ponto de vista técnico. Por enquanto, a varejista oferece títulos fornecidos pela agregadora digital Xeriph, que conta com um catálogo de seis mil e-books, o maior do país. A Travessa opera, além da loja virtual, sete lojas físicas, todas na capital fluminense. Ao começar a vender e-books, a empresa se une ao grupo de livrarias tradicionais que já colocou o pé no mercado de publicações digitais. Saraiva, Cultura, Curitiba e Leitura são algumas das grandes redes que já vendem e-books. A Travessa passa a concorrer também com lojas como Gato Sabido e Submarino, que já nasceram on-line. entre outros.

Por Roberta Campassi | PublishNews | 13/01/2012