Acaiaca inaugura plataforma digital


Até o fim de março, distribuidora pretende oferecer o acervo de e-books brasileiros para varejistas nacionais e internacionais

Depois de 46 anos atuando como distribuidora de livros físicos, a Acaiaca inaugurou em dezembro sua plataforma para distribuir e-books. Foi uma espécie de “soft-opening”, com um total de 300 títulos eletrônicos incluídos. Agora, o número chega a 600 e deve passar para pelo menos três mil até o fim de março, porção que engloba os e-books mais relevantes do acervo existente no país, calculado em dez mil títulos – só para comparação, a empresa trabalha com 70 mil títulos ativos no mercado de livros físicos.

O objetivo da Acaiaca Digital é atender as principais plataformas nacionais e internacionais de varejo. Por enquanto, foi fechado um acordo de distribuição com a Amazon, varejista on-line americana. Outros estão em processo de negociação, afirma José Henrique Guimarães, presidente da empresa, sem dar detalhes.

O plano de entrar no mercado digital começou há três anos, quando o empresário vislumbrou que as novas tecnologias eletrônicas causariam mudanças radicais na cadeia do livro. O primeiro mês da Acaiaca Digital reforçou a percepção de que as transformações serão aceleradas. “Estou bastante surpreso com a recepção do mercado”, afirma Guimarães. “2012 será um grande ano para o mercado digital no Brasil e a expansão será rápida nos próximos três anos”, diz.

Guimarães chama atenção para o fato de que mais editoras estão dispostas a publicar seus best-sellers e seus títulos novos na versão digital, o que deve ser um incentivo para a leitura de e-books. Além da maior oferta de títulos, o executivo também prevê uma redução no preço das publicações eletrônicas e o surgimento de tablets mais acessíveis.

Entre os serviços prestados pela Acaiaca Digital, estão armazenagem, conversão e distribuição de e-books, gerenciamento das vendas e pagamentos. Para o futuro, há planos de oferecer impressão sob demanda. “No Brasil, ainda se pensa em impressão sob demanda como um serviço para tiragens pequenas. Mas é, na verdade, a possibilidade de as editoras trabalharem com estoque zero”, afirma.

A Acaiaca Digital vai disputar o mercado com outras distribuidoras de publicações eletrônicas já estabelecidas, como a Xeriph, a DLD e a Singular. A distribuidora do grupo Abril, Iba, também deve entrar em operação este ano.

Por Roberta Campassi | Publicado originalmente em PublishNews | 05/01/2012

Barnes & Noble avalia separar negócio de leitores digitais


A rede de livrarias Barnes & Noble informou nesta quinta-feira que está considerando separar seu negócio de leitores digitais Nook e cortou sua previsão para os lucros (ou resultados) do ano, citando vendas abaixo do esperado para o leitor básico de tela sensível ao toque.

A companhia, que tem disputado com a plataforma Kindle, da Amazon, no crescente mercado de dispositivos digitais de leitura [os chamados e-readers], também citou custos mais altos de publicidade e para expansão internacional ao cortar sua previsão de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização [Ebitda, em inglês] para US$ 150 milhões a US$ 180 milhões.

O Nook Tablet, durante uma demonstração no evento de lançamento do aparelho

Há um mês, a companhia disse que este resultado ficaria abaixo da previsão inicial de US$ 210 milhões a US$ 250 milhões.

A varejista informou que as vendas do Nook cresceram 70% durante as nove semanas terminadas em 31 de dezembro, comparado com um ano antes, e que as vendas de conteúdo digital [incluindo livros, aplicativos, jornais e revistas] cresceu 113% na mesma base de comparação.

Nós vemos valor substancial no que construímos com o negócio do Nook em apenas dois anos e acreditamos que é a hora certa para analisar nossas opções para desencadear este valor“, disse o presidente-executivo da Barnes & Noble, William Lynch, em comunicado.

REUTERS | 05/01/2012 – 15h11

Amazon contrata executivo no Brasil


Mauro Widman, que trabalhava na Livraria Cultura, cuidará do Kindle no país; plano é iniciar venda de e-books no primeiro semestre

A Amazon, maior varejista virtual do mundo, finalmente contratou um executivo para preparar a sua entrada no mercado de e-books no país, com a pretensão de iniciar a operação brasileira ainda no primeiro semestre de 2012. Mauro Widman, que trabalhou por um ano e meio na Livraria Cultura, onde estruturou a área de e-books, começa seu trabalho como gerente do Kindle da companhia americana na segunda-feira, dia 9.

Widman passará o mês de janeiro em treinamento na sede da Amazon, em Seattle, no Estados Unidos. Em fevereiro, a empresa deve se apresentar oficialmente aos editores brasileiros para então iniciar um período de negociações firmes com cada uma – a princípio, só para a venda de e-books, não livros físicos. O desafio de Widman será fechar os acordos entre a varejista e as editoras brasileiras, trabalho que ele desenvolvia na Cultura. A rede de livrarias brasileira já tem um novo responsável pela área de e-books. Érico Nunez, que trabalha na Cultura desde 2001 e desde agosto passado cuidava de questões comerciais do segmento digital, assumiu nesta semana o posto no lugar de Widman.

A Amazon já tentou fechar negócios com editoras brasileiras ao longo de 2011, mas não conseguiu. Segundo fontes do mercado, a varejista iniciou conversas com várias casas buscando descontos altos – no jargão do setor, desconto é a parte do valor do livro que fica com o varejista –, entre 50% e 70%, quando a média dos descontos praticados no caso dos e-books, no Brasil, é de cerca de 35%. As editoras teriam resistido e a Amazon acabou fechando o ano de mãos vazias.

Em entrevista ao PublishNews, Widman disse acreditar que as negociações em 2012 serão “muito abertas” e com “condições vantajosas para as editoras, em relação ao que tem sido praticado no mercado” – é algo a se observar nos próximos meses.

O lado técnico da operação da Amazon, por sua vez, é dado como resolvido, pois a empresa já tem a tecnologia necessária para operar sua loja de e-books e conta com uma equipe de engenheiros que está trabalhando para adaptar sua plataforma para o português.

A varejista vinha procurando um executivo no Brasil desde maio do ano passado. Nesse meio tempo, o Google também manteve conversas com editoras e correu atrás de profissionais brasileiros para colocar em pé seu negócio de e-books. Acabou contratando Newton Neto, ex-executivo da Singular, e em dezembro apresentou oficialmente aos editores brasileiros seus serviços. Até onde se sabe, ainda não firmou acordos, mas pretende lançar sua loja de livros eletrônicos no Brasil neste ano.

Não está claro se a Amazon vai simultaneamente entrar no segmento de e-books e lançar no país o Kindle, o aparelho de leitura que é um fenômeno de vendas e o responsável por popularizar os e-books nos Estados Unidos nos últimos anos. O fato é que, em outros países, como na Itália e na Espanha, a Amazon começou a vender os e-books e o aparelho ao mesmo tempo – faz todo sentido, uma vez que os livros digitais vendidos por ela só podem ser lidos no Kindle. No Brasil, a companhia estuda a opção de importar os dispositivos ou fabricá-los aqui.

A expectativa é que, quando chegar, o Kindle se transforme no e-reader mais barato disponível em território brasileiro – a sua versão mais simples custa US$ 79 nos Estados Unidos, ou cerca de R$ 145. Com isso, a leitura digital poderia ganhar um forte impulso.

Nos países em que opera, as vantagens da Amazon em relação aos concorrentes, pelo menos do ponto de vista do consumidor, costumam ser preços muitas vezes menores e um processo de compra mais simples e fácil. A varejista tem lojas virtuais nos Estados Unidos, Espanha, Itália, Reino Unido, Canadá, Alemanha, Japão, França e China.

Por Roberta Campassi | Publicado originalmente por PublishNews | 05/01/2012

Barnes & Noble quer vender sua editora


EUA: A Barnes & Noble, rede de livrarias americana, busca vender seu braço editorial Sterling para se concentrar em tecnologia e no segmento digital, segundo o Wall Street Journal. A Sterling publica livros de não ficção e obras infantis, entre outras, e foi adquirida pela varejista em 2003, por US$ 115 milhões. Segundo o jornal, a pressão crescente da Amazon forçou a B&N a tentar desfazer-se do negócio. De acordo com a The Bookseller, a B&N publica livros desde a década de 1970.

The Bookseller | 05/01/2012

Nintendo pode transformar Wii U e 3DS em leitores eletrônicos


A Nintendo planeja lançar um serviço de leitura de revistas, jornais, livros e outras publicações para seu novo videogame, o Wii U.

O site Forget the Box, por meio de uma fonte que trabalha em uma desenvolvedora de software, relatou que a Nintendo ofereceu ajuda à empresa na conversão de aplicativos do iOS [sistema utilizado no iPhone, no iPad e no iPod Touch] para o Wii U.

Demonstração do console Wii U, durante a feira E3

As publicações seriam lidas na tela sensível ao toque do controle do Wii U, que se parece com um tablet. Outro serviço, o de guias oficias da Nintendo para games, também pode chegar às telinhas dos controles do Wii U.

A fonte disse ainda que o portátil da empresa japonesa, o 3DS, também será capaz de ler as publicações digitais (com um sistema de zoom) e compartilhará serviços e produtos com o Wii U, assim como o iPad se comunica com o iPod e o iPhone.

Folha.com | TEC |05/01/2012 – 07h51

Conheça alguns e-Readers com Ednei Procópio


Entrevista concedida ao curador do CBLD, Rafael Martins Trombetta, no evento preparatório ocorrido na Fnac da Paulista em agosto de 2011.

Nele o editor Ednei Procópio explica alguns detalhes e da sua opinião sobre os e-Readers a venda na referida loja. Logo após aconteceu o bate-papo com o editor do portal Yahoo Brasil, Michel Blanco.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.