Crie personagens da Turma da Mônica com aplicativo gratuito


Novo aplicativo da Turma da Mônica

Já imaginou entrar para a Turma da Mônica e virar amigo do Cebolinha, da Magali e até do Cascão?

O novo aplicativo “Quero ser Turma da Mônica” permite que os usuários criem personagens da turminha bem parecidos com pessoas da vida real. É possível escolher a roupa, o tipo do cabelo, a cor dos olhos e outras especificações.

Depois de pronto, o avatar pode ser salvo na galeria de fotos do aplicativo, que é gratuito e pode ser baixado na App Store.

“Quero ser Turma da Mônica” está disponível para iPad, iPhone e iPod-Touch e já tem mais de 30 mil downloadas. Além de exercitar a imaginação, é possível compartilhar os personagens criados nas redes sociais.

Folha.com | 31/01/2012 – 15h19

Vem aí o 3º Congresso Internacional CBL do Livro Digital


O 3º Congresso Internacional CBL do Livro Digital terá como tema “A nova cadeia produtiva de conteúdo – do autor ao leitor”.

Será realizado nos dias 10 e 11 de maio de 2012, no Centro Fecomercio de Eventos em São Paulo/SP.

Assim, para falar sobre os novos rumos desse efervescente mercado, o congresso, organizado pela Câmara Brasileira do Livro, trará importantes temas para discussão:

• perspectiva para o livro: hoje e amanhã
• o autor: peça chave para um mundo de leitores
• o Direito Autoral aplicado ao livro digital
• proteção de conteúdo e a questão dos metadados
• o livro digital na sala de aula
• biblioteca digital: o case da Bibliothèque Interuniversitaire de Santé Paris

Aguarde: informações sobre inscrições.

CBL | 31/01/2012

MEC quer tablets nas escolas


Quando o computador começou a chegar nas escolas, no final da década de 1980, ficava restrito às atividades administrativas. O equipamento começou a ser inserido no cotidiano dos alunos por meio dos antigos laboratórios de informática, ainda sem acesso à internet. Hoje, em plena era digital, a promessa é que, em pouco tempo, os tablets estejam nas mãos dos alunos disputando espaço com o quadro negro, livros e cadernos. Para isso, o MEC [Ministério da Educação] vai lançar este ano um edital para que as redes de ensino possam adquirir o equipamento a custo mais baixo, como fez com os laptops do programa UCA [Um Computador por Aluno].

Estamos definindo as características do aparelho, vai depender muito inclusive do custo. Não soltamos ainda o edital porque precisa ter uma definição clara dos pré-requisitos do equipamento. Tem que ter acessibilidade, ser resistente e rodar qualquer conteúdo”, explica Sérgio Gotti, diretor de Formulação de Conteúdos Educacionais da Secretaria de Educação Básica do MEC. Atualmente, cerca de 500 escolas do país contam com os laptops educacionais do UCA. O MEC calcula que 574 mil equipamentos foram adquiridos por meio do pregão do UCA, seja pelo próprio governo federal ou por prefeituras e governos estaduais – o número inclui máquinas que já foram solicitadas e estão a caminho das escolas. Considerando o total de matrículas na rede pública nos ensinos fundamental e médio, o número de estudantes que têm um computador em mãos hoje dentro da sala de aula representa menos de 2% das matrículas – se cada máquina estiver sendo utilizada individualmente, como previa o projeto original.

Segundo Gotti, a intenção nunca foi universalizar o programa e levar os laptops a todos os alunos. O ministério defende que os tablets não virão para substituir os laptops, mas complementar as tecnologias existentes nas escolas.

As políticas na verdade se complementam e a gente espera universalizar a tecnologia unindo os tablets, os laptops e os computadores de mesa. As tecnologias se somam e a gente trabalha com as alternativas disponíveis dentro da melhor realidade de cada ambiente”, explica o diretor do MEC. O UCA começou a ser pensado em 2005, mas demorou a sair do papel, e as máquinas só chegaram aos estudantes em 2009.

Os primeiros computadores foram distribuídos pelo MEC para alguns municípios e na segunda fase as próprias prefeituras adquiriram os aparelhos por meio de um edital organizado pelo governo que reduziu os custos. O governo ainda não decidiu se irá comprar parte dos tablets com recursos próprios e distribuir para as redes de ensino consideradas prioritários pelo baixo desempenho nas avaliações, como ocorreu com o UCA. Mas o edital para que as prefeituras e os governos estaduais possam comprar os equipamentos se tiverem interesse já está sendo produzido.

Às vésperas da chegada de uma nova tecnologia nas salas de aula das escolas brasileiras, ainda não há uma avaliação oficial dos resultados alcançados pelo UCA em termos de melhoria da qualidade do aprendizado. A percepção nas redes de ensino é que o equipamento desperta grande interesse nos alunos e dá mais motivação, diz Gotti.

A UFC [Universidade Federal do Ceará] está fazendo esse trabalho de avaliação do UCA, mas não há resultados ainda porque faz pouco tempo que os laptops estão em uso. Mas em geral tem-se constatado que há muito interesse por parte dos alunos no uso do computador em sala de aula que foge daquele modelo tradicional do laboratório de informática. Ele traz um ganho em termos de curiosidade desse aluno que pode pesquisar e entender melhor os conteúdos”, explica.

Neste ano, o MEC divulga o Ideb [Índice de Desenvolvimento da Educação Básica] de 2011, indicador que mede a qualidade do ensino oferecido pelas escolas do país e é calculado a cada dois anos. Com esses dados será possível comparar se houve melhoria no desempenho das escolas que receberam os laptops entre 2009 e 2011. A Agência Brasil visitou duas escolas que fazem parte do UCA e encontrou realidades diferentes a respeito do uso da tecnologia em sala de aula. Conheça as histórias do Centro de Ensino10 da Ceilândia, em Brasília [DF], e da Escola Municipal Jocymara Falchi Jorge, em Guarulhos [SP], além da opinião de especialistas sobre os impactos da tecnologia no aprendizado.

Por Amanda Cieglinski | Agência Brasil | 30/01/2012

Editores estão pessimistas em relação ao tablet


EUA | Enquanto as vendas de tablets aumentam e pressionam para baixo o crescimento do mercado de dispositivos exclusivos para leitura, os editores estão pessimistas quanto aos tablets representarem uma plataforma de leitura realmente atraente.

De acordo com uma pesquisa recente do Digital Book World, conduzida pela Forrester Research, 31% dos editores acham que o iPad e outros computadores são a plataforma ideal para a leitura de e-books, menos do que os 46% que pensavam a mesma coisa há um ano. E apenas 30% dos editores acreditam que os chamados tablets de leitura como o Nook Color e o Kindle Fire são os dispositivos ideais. Esta pergunta não foi feita no ano anterior.

A pesquisa ouviu editoras que respondem por 74% das receitas do mercado editorial americano. “Esses dispositivos [tablets] oferecem tantas distrações mais”, disse James L. McQuivey, vice-presidente e principal analista da Forrester. “Se você tem um iPad e 15 minutos para matar, você vai fazer algo que é cognitivamente mais difícil, como ler, ou algo simples que não exige nada do cérebro, como entrar no Facebook ou assistir um vídeo no YouTube?”. De qualquer forma, dispositivos que estão na intersecção, como o Fire – que não é um tablet completo como o iPad, mas é muito mais do que um e-reader tradicional –, podem funcionar. Pesquisa recente com 216 usuários do aparelho da Amazon mostra que, para 71% deles, ler é uma das duas atividades que mais fazem no dispositivo.

Por Jeremy Greenfield | Digital Book World | 30/01/2012

Mercado editorial acelera digitalização


Alemanha | A indústria editorial alemã aumentou de forma significativa o volume de investimentos e aquisições de empresas em 2011, refletindo especialmente uma transição dos investimentos para modelos de negócios digitais. Foram 225 transações, 10% mais do em 2010, de acordo com o estudo “Transaktionsmonitor Verlagswesen 2011”, feito pela consultoria Bartholomaus & Cie. Os jornais diários investiram 1,6 bilhões de euros e o mercado de livros, 780 milhões de euros. Cerca de um terço das transações [36%] destinaram-se a negócios digitais.

Siobhan OLeary | Publishing Perspectives | 30/01/2012

Leitor ‘se engaja’ mais na notícia impressa


Estudo de universidade dos EUA diz que o meio é um importante indicador para a retenção de dados após a leitura

Grupo leitor do ‘NYT’ no papel recordou mais notícias, tópicos e trechos dos textos do que quem o leu no site

Consumidora de San Francisco compra exemplares do "New York Times"; leitor do impresso recorda mais que o da web

Um estudo da Universidade de Oregon, nos Estados Unidos, levantou que um leitor de jornal em papel retém mais que um leitor on-line.

Intitulado “Medium Matters” -“questões de meio” em uma tradução mais literal ou, em trocadilho, “o meio importa”-, é uma análise sobre o “engajamento com jornais” nos dias de hoje.

Em suma, diz o estudo, “os leitores on-line tendem a escanear os textos, enquanto os leitores de impresso tendem a ser mais metódicos“.

Mais especificamente, o leitor do “New York Times” impresso recorda em média “significativamente mais notícias” [9,6] que o leitor do site do jornal [7,3]. Ele também relembra “significativamente mais tópicos” [4,2] que o leitor on-line [2,8]. Por tópico, o levantamento entende a essência de cada texto.

Também quanto aos pontos principais -ou seja, os trechos importantes distribuídos ao longo do texto- o leitor do jornal impresso recorda mais [4] que a pessoa que lê na mídia on-line [2,8].

O único empate na comparação entre papel e site acontece na lembrança de títulos, mais superficial.

A pesquisa registrou o comportamento de 45 estudantes da própria universidade, na grande maioria [77%] habituados a obter suas notícias via internet. Eles foram divididos em dois grupos, para a leitura monitorada das versões em papel e on-line do “New York Times”.

Arthur Santana, um dos três autores da pesquisa e que foi repórter e editor do “Washington Post”, avisa que os resultados em nada alteram “o que está ocorrendo com os jornais, ao menos neste país [EUA], onde prosseguem em declínio gradual”.

O pesquisador não acredita que esses resultados sejam indicação de que “os jornais ainda têm uma função útil e necessária“. Santana afirma, entretanto, que “é importante“, inclusive para os próprios jornalistas, “saber e compreender“.

CONCENTRAÇÃO

A principal explicação para a diferença na retenção seria que um site não apresenta as notícias com a gradação de importância que o papel apresenta. Não dá tantas “indicações de ênfase” ao leitor e, assim, acaba por não cumprir a “função de estabelecer agenda”, característica histórica dos jornais impressos.

O levantamento da Universidade de Oregon também “demonstra que o desenvolvimento de formas dinâmicas [de edição nos sites] teve pouco efeito” no sentido de melhorar a retenção.

Arthur Santana lembra Nicholas Carr, autor de “The Shallows” -“os rasos”, obra traduzida no Brasil como “A Geração Artificial” [editora Agir]. O livro questiona os efeitos da internet sobre a capacidade de “concentração e contemplação”.

Para o pesquisador, as próprias pessoas hoje se condicionam a ler “apressadamente, dispersamente, desengajadamente”, seja como for.

COEXISTÊNCIA

Para Jack Shafer, crítico de mídia da agência de notícias Reuters, “embora o número de leitores testado seja pequeno, o estudo confirma meu viés de que o impresso é superior”.

Shafer passou um ano sem ler a versão impressa do “New York Times”, acreditando que não era mais necessário, pois o site já se mostrava superior. Voltou a assinar quando começou a sentir “falta das notícias”. Ele diz que gastava horas no site, mas “não lembrava”, pois a leitura on-line “havia afetado minha capacidade de retenção”.

Apesar de ter recuado ao experimentar ficar sem ler no papel, Shafer diz não ser “nenhum ludita”, referência ao movimento que reagiu às máquinas nas fábricas têxteis inglesas, no século 19, durante a Revolução Industrial.

Você não pode pesquisar em papel e você só tem acesso a um punhado de edições de fora da cidade, no dia em que são publicadas; portanto, fico contente que os dois meios coexistam.

POR NELSON DE SÁ | ARTICULISTA DA FOLHA | São Paulo, domingo, 29 de janeiro de 2012

Amazon busca autores nacionais


Sem rodeios | Cury abordagem direta da Amazon

A Amazon pôs em prática um plano B para finalmente desembarcar no Brasil. Sem sucesso nas negociações com as editoras, tenta agora seduzir os escritores nacionais, sem intermediação — estratégia, aliás, já adotada pela empresa nos EUA.

Augusto Cury, que vendeu mais de 15 milhões de exemplares com seus livros de autoajuda, foi procurado pela Amazon sem passar pela Planeta, sua editora. As conversas, no entanto, não avançaram.

A propósito, a Amazon já tem os direitos de outro autor best-seller brasileiro, Paulo Coelho. Com exceção de O Aleph, seu último livro, a versão digital de toda a sua obra — já lançada no site em português, espanhol, francês e alemão — será vendida no Brasil pela Amazon sem interferência das editoras que o publicam por aqui.

Por Lauro Jardim | Veja On Line | 28/01/2012

Amazon sonda escritores no Brasil


A empresa ignorou as editoras e está negociando direto com os autores

Amazon está mesmo empenhada em chegar com tudo no mercado brasileiro.Depois de começar a operar seu serviço de computação na nuvem no Brasil e na América do Sul, a empresa começa a negociar a venda de livros nacionais.

De acordo com a coluna Radar, assinada pelo jornalista Lauro Jardim, na revista Veja, as negociações com as editoras brasileiras não foram satisfatórias e a companhia está tentando negociar com os próprios autores. Esta seria a estratégia adotada pela Amazon nos Estados Unidos.

O escritor Augusto Cury, que já vendeu mais de 15 milhões de exemplares de títulos de autoajuda, teria sido procurado pela empresa, sem passar por sua editora, a Planeta. O autor, no entanto, não chegou a um acordo.

Outro brasileiro, no entanto, já tem um acordo com a empresa. Paulo Coelho disponibilizou seus livros para serem vendidos na Amazon brasileira. As obras têm versões em português, espanhol, francês e alemão disponíveis, segundo a coluna.

EXAME.com | 28/01/2012 12:51

Site de downloads The Pirate Bay promove Paulo Coelho em página inicial


O site de compartilhamento de arquivos Pirate Bay anunciou um sistema para promover bandas, filmes, escritores e outros artistas que estejam alinhados com sites de download e defendam o compartilhamento de informações.

O famoso escritor brasileiro Paulo Coelho foi um dos primeiros a participar. O logotipo do Pirate Bay, um navio pirata, foi substituído por uma foto de Coelho. A foto contém um link direcionado para o blog do escritor.

“Assim que fiquei sabendo, decidi participar. Muitos dos meus livros estão lá e, como eu disse em um post anterior, as vendas dos meus livros físicos têm aumentado desde que meus leitores os colocaram em sites de download”, disse Paulo Coelho em seu blog.

Paulo Coelho recentemente se posicionou fortemente contra o Sopa e o Pipa, projetos de lei norte-americanos antipirataria que foram adiados indefinidamente após protesto de milhares de sites.

Para participar, é preciso preencher o formulário no site do The Pirate Bay.

Por Alexandre Orrico | Folha de S. Paulo | 27/01/2012

eBooks brasileiros ganham selo de excelência


Desde o ano passado, o Publishing Innovation Awards [algo como prêmio de inovação editorial], organizado pela conferência Digital Book World, reconhece “conteúdo digital de excelência que enriquece e encanta leitores”. Em outras palavras, a iniciativa premia e-books, aplicativos de livros e projetos que unem várias mídias em 14 diferentes categorias. Para que concorram a esse prêmio, as publicações passam por uma análise de um júri especializado que analisa 13 pontos sobre a qualidade do design do e-book e a facilidade com que ele é lido em diferentes plataformas. Os projetos que passam por esse filtro depois recebem um selo chamado QED – Quality, Excellence, Design [qualidade, excelência, design]. Na edição deste ano, 85 e-books e afins receberam o selo, entre eles dois criados por empresas brasileiras: O pensamento político de Thomas Hobbes, e-book escrito por Paulo Henrique Faria Nunes e publicado pela Simplíssimo; e o Guia de aves da Mata Atlântica paulista, da WWF Brasil com a Fundação Florestal do Estado de São Paulo, feito pela Pagelab. A lista completa dos livros, que inclui projetos de algumas das maiores editoras do mundo, você confere aqui [em inglês].

Por Roberta Campassi | PublishNews | 27/01/2012

Só em eBook


A Intrínseca, que em dezembro começou a publicar e-books, experimenta agora lançar um título exclusivamente em formato digital. Os arquivos perdidos: os legados da Número Seis [Intrínseca, 80 pp. R$ 4,99 – Trad. Débora Isidoro], de Pittacus Lore, chegará aos pontos de venda na segunda-feira como um e-book que complementa a série de ficção científica Os legados de Lorien. Os primeiros dois títulos da série — Eu sou o Número Quatro O poder dos Seis — venderam 60 mil exemplares no Brasil e 1,1 milhão de cópias nos Estados Unidos, segundo a editora. O lançamento nacional do terceiro volume, The rise of Nine [ainda sem título em português], está previsto para o segundo semestre de 2012.

PublishNews | 27/01/2012

Livro ou jogo?


Simone Campos ganhou uma bolsa de um programa de apoio à cultura da Petrobras e botou um sonho no papel. Criou um livro-jogo [ou ficção interativa] que narra a história de André, um técnico de informática, louco por game que ganha um objeto in-game que muda sua vida real.

Agora, OWNED – Um novo jogador [ed. 7Letras, 266 págs., R$ 34] já está no mercado e, melhor, acabou de ganhar sua edição online na íntegra.

O livro-jogo pode ter 17 desfechos e quem decide é o jogador. O mais curto acaba mais ou menos na página 80 e o mais longo, lá para a 229.

O estilo não-linear segue uma característica da literatura que ficou famosa com o escritor argentino Julio Cortázar em seu romance O Jogo da Amarelinha [ed. Civilização Brasileira, 604 págs., R$ 44,50]. A “rayuela” do título original é um jogo que se equivale à nossa amarelinha, em que o jogo muda conforme uma ação do jogador.

O objetivo é mostrar o poder da ficção no dia a dia das pessoas”, disse a autora.

Por Murilo Roncolato | LINK | 27 de janeiro de 2012, 15h38

Portal de rádio cria espaço para literatura


A rádio Fast 89fm abriu espaço em seu portal para falar sobre literatura para jovens. Batizado de ContraCapa89, o site traz notícias sobre autores, informações sobre lançamentos, resenhas e outras seções populares, como “Lendo no Metrô”, onde pessoas comuns indicam quais obras leem durante o percurso nos trens, e a seção de entrevistas com famosos que falam sobre seus livros preferidos – esta teve em média 13 mil acessos no mês, segundo a jornalista Karina Andrade, idealizadora do ContraCapa89.

Segundo Karina, a ideia de criar um espaço para a literatura veio da percepção de que o rádio ainda explora pouco esse tema, tão caro ao público jovem. “Percebi que os eventos sobre literatura estavam sempre lotados, com forte participação dos jovens. Também era um tema recorrente nos blogs e redes sociais da garotada”, diz.

Um dos desafios é saber quais livros são os preferidos do público. Por isso, a jornalista fez parcerias com alguns jovens, que indicam – por resenhas em blogs – quais são os títulos do momento. Com essas informações, ela desenvolve as seções e o conteúdo do site.

Livros best-sellers e aqueles preferidos do momento, que são comentados pela garotada nas redes sociais e em blogs, são assuntos sempre badalados no portal. Grandes lançamentos têm mais audiência – por exemplo o livro Elixir, da cantora pop Hilary Duffy, que teve cerca de 1.500 acessos no site.

Segundo informou Karina, resenhas e promoções são os temas que mais fazem sucesso. As promoções têm em média de 700 a 1.200 inscritos; já as resenhas, dependendo do livro, possuem de 600 a 1.200 visualizações mensais. As divulgações são feitas por meio das redes sociais e pela própria rádio 89.

De acordo com Karina, as promoções que mais fazem sucesso nas redes sociais são de kits de livros. Já alcançaram o número de 700 compartilhamentos em apenas duas horas na página do Facebook, com os livros Não sou esse tipo de garotaO céu está em todo o lugar e Roubada.

O site possui parceria com várias editoras do país para divulgar informações e conteúdo, como Intrínseca, Moderna, Record, Novo Século, Novo Conceito e Rocco, entre outras.

Por Flávia Leal | PublishNews | 27/01/2012

iTunes U


O iTunes U é um poderoso sistema de distribuição para tudo – de palestras a aulas de idiomas, filmes, laboratórios, audiolivros, passeios e visitas – um jeito realmente inovador de fazer conteúdo didático chegar às mãos dos alunos.

O iTunes U traz o poder da iTunes Store para a área da educação, facilitando o compartilhamento de informações entre os alunos, professores e todos interessados em aprender em todo o mundo. No site do iTunes U sua instituição conta com uma central para todo o conteúdo digital que você criou ou do qual você é o curador, conteúdo fácil de baixar e ouvir em qualquer Mac, PC, iPod ou iPhone.

Grandes empresas lançam aplicativos em HTML5


Na semana passada, a loja on-line Amazon, o serviço de música Grooveshark e a revista “The Economist” lançaram aplicativos para tablets e smartphones em HTML5, a nova versão da linguagem usada na construção de páginas da web.

Por esse caminho, mesmo com motivações diferentes, as três empresas almejam que seus programas funcionem da mesma forma em sistemas diferentes, tenham atualizações mais rápidas e evitem o processo de aprovação e as taxas cobradas pelas lojas virtuais de aplicativos.

Diferentemente dos programas nativos para Android e iOS, por exemplo, que precisam ser baixados e atualizados por meio das lojas virtuais do Google e da Apple, os web apps em HTML5 são acessados por meio do navegador, sem intermediários.

Para evitar a taxa de 30% cobrada pela Apple sobre conteúdo vendido na App Store, a Amazon inaugurou uma versão em HTML5 para iPad de sua loja de livros eletrônicos Kindle Store.

A “Economist”, que lançou o Electionism, app em HTML5 sobre as eleições presidenciais dos EUA, diz que a iniciativa não é um levante contra as lojas de aplicativos.

Não deixamos os apps nativos“, disse ao “Guardian” Ron Diorio, vice-presidente de desenvolvimento de negócios e inovação da “Economist” on-line. “O Electionism é só mais uma chance para explorarmos o que temos observado: que o uso de browsers em tablets é muito alto.

EM FINALIZAÇÃO

Embora uma das promessas do HTML5 seja a flexibilidade – com aplicativos funcionando da mesma forma em todos os navegadores, tanto de computadores tradicionais quanto de tablets ou celulares-, ainda há problemas de compatibilidade.

O novo app do Grooveshark, por exemplo, funciona no iOS e no Android, mas não no Windows Phone 7.

Isso ocorre porque a definição dos padrões do HTML5 está em fase de finalização – por isso, nem todos os navegadores implementaram a tecnologia de forma completa, explica Carlos Cecconi, analista de projetos do W3C [World Wide Web Consortium], consórcio que discute e desenvolve os padrões para as linguagens da web.

Ainda que neste momento haja esses problemas, há de fato um grande consenso da indústria em torno da definição da versão 5 do padrão HTML“, afirma o analista.

Isso significa que desenvolvedores de HTML não terão de fazer versões diferentes de uma aplicação para o browser A, B ou C. O mesmo código funcionará em todos.

FORA DA APP STORE

Um dos pioneiros na adoção da tecnologia foi o “Financial Times”, que em junho de 2011 tirou seu aplicativo da App Store em prol de uma versão em HTML5, que já chegou a 1 milhão de usuários.

Em dezembro, a Folha foi o primeiro grande jornal brasileiro a lançar um aplicativo para tablets e celulares em HTML5, que unifica a experiência do leitor em aparelhos diferentes.

POR RAFAEL CAPANEMA, DE SÃO PAULO | Publicado originalmente em Folha.com | TEC | 25/01/2012 – 07h51

CURSO | O Livro como Mídia Digital


Ednei Procópio

As emergentes mídias digitais estão influenciando diretamente no concorrido tempo dos consumidores modernos e transformando o hábito de leitura em todo o mundo. O livro não é mais lido apenas no papel. Ele está também onipresente em uma miríade de suportes suspensos e em uma diversidade de aparelhos tecnológicos, móveis e de comunicação.

E uma série de meios é o que está transformando definitivamente a realidade dos livros, jornais e revistas através de uma convergência digital e cultural sem precedentes.

O objetivo do curso “O Livro como Mídia Digital” é fazer um review de todo o mercado editorial convencional presente, frente às transformações das mídias digitais, do ponto de vista exclusivamente dos negócios ou da atualização enquanto profissional.

CONTEÚDO DO CURSO

  • O que é um livro digital
  • A questão os dos hardwares | Smartphones, netbooks, tablets [iPad, Xoom, Galaxy, etc.] e e-reader devices [Sony Reader, Kindle, Nook, etc.].
  • A questão os dos softwares | Sistemas Android, iOS, etc. | Digital Rights Management | Aplicativos
  • A questão do conteúdo | Formatos: PDF, ePub e HTML5 | Conversão, digitalização e produção
  • Plataformas e eBookStores | Modelos de negócios
  • Números do mercado e entraves
  • A cadeia produtiva do livro antes e depois dos eBooks

A QUEM SE DESTINA O CURSO

O curso se destina a todos os interessados em livros digitais; profissionais da cadeira produtiva da indústria editorial brasileira, desde os que atuam na produção e na área editorial quanto os profissionais que atuam nas vendas, comercialização e marketing dos livros. Isto inclui os profissionais que atuam dentro das editoras, das livrarias, distribuidoras, bibliotecas etc.

ANOTE NA SUA AGENDA A DATA DO CURSO

Dia: 3 de março de 2012, sábado.
Horário: 9h00 às 13h00
Valor único: R$ 130,00
Docente: Ednei Procópio, especialista em livros digitais.

ONDE

Escola do Escritor
Rua Mourato Coelho, 393 conjunto 1 |esquina com Rua Teodoro Sampaio
CEP 05417-010 – Bairro de Pinheiros, São Paulo, SP.
Telefone: [11] 3034.2981
www.escoladoescritor.com.br

Posse de tablets ou leitores digitais cresce nos EUA


O número de norte-americanos que possuem tablet ou leitor digital quase dobrou no período de fim de ano, com Kindles, Nooks e iPads provando ser presentes populares, aponta um novo estudo.

No início de janeiro, 19% dos norte-americanos entrevistados pela Pew tinham um leitor digital, acima dos 10% de dezembro, com resultados idênticos para tablets, de acordo com relatório divulgado nesta segunda-feira pela Pew Internet and American Life Project.

Kindle Fire, tablet da Amazon

Como o resultado, o percentual de americanos que possuem pelo menos um aparelho de leitura digital cresceu para 29% em janeiro, contra 18% em dezembro, de acordo com a pesquisa.

A Amazon e a Barnes e Noble introduziram, cada um, novos tablets e versões mais baratas do seus aparelhos Kindle e Nook, respectivamente, antes das férias, enquanto o iPad da Apple continua a ser popular.

O relatório também descobriu que homens e mulheres estão igualmente propensos a comprar um dispositivo, mas a aquisição era mais provável entre pessoas com mais alta escolaridade e alta renda.

Os dados vêm de várias entrevistas conduzidas pela Pew. A primeira, antes do Natal, que ouviu 2.986 americanos com mais de 16 anos, foi realizada em novembro e dezembro enquanto a segunda e terceira foram feitas com cerca de 2 mil adultos em janeiro.

DA REUTERS | 23/01/2012 – 15h03

Biblioteca Nacional disponibiliza acervo digital


Dentre todas as vantagens da aplicação da tecnologia digital no campo da literatura, talvez a mais efetiva e salutar delas seja a democratização do acesso às obras. Com a digitalização dos livros, já é possível, por exemplo, a uma pessoa em qualquer lugar do mundo acessar o acervo da Biblioteca Nacional [BN], cujo endereço físico está no centro do Rio de Janeiro, e baixar, em PDF, livros como “O Cortiço”, de Aluízio Azevedo, ou “O Alienista”, de Machado de Assis.

Por enquanto, do acervo da BN, o maior do país, estão disponíveis apenas obras em domínio público – passados 70 anos da morte do autor – o que soma cerca de 600 títulos. Mas está em curso um projeto para ampliar o acesso a esse acervo, implementando o serviço de empréstimo de e-books e incluindo, dessa forma, obras que ainda têm direitos autorais e precisam de proteção contra sua disseminação indiscriminada.

Para se ter uma ideia da dimensão dessa mudança, a BN tem em média 5.000 visita por mês, enquanto que a BN Digital teve em 2011 mais de 120 mil acessos ao mês. “Esse número vai dobrar, triplicar, à medida que aumentarmos o acervo“, comenta Ângela Bittencourt, coordenadora da BN Digital.

Periódicos. Sob a responsabilidade do Ministério da Cultura [MinC], as ações da BN têm muita importância porque, ali, se criam paradigmas para o modelo de biblioteca no resto do país.

Dentre essas ações está um “grande projeto”, como conta Ângela, de digitalização de nove milhões de páginas de periódicos até o fim do ano. O projeto Resgate da Memória Hemerográfica Brasileira será aberto em março e vai tornar disponíveis para consulta, por exemplo, a “Gazeta do Rio de Janeiro”, fundado quando da vinda da Corte portuguesa para o Brasil, em 1808, e o “Correio Brasiliense”, fundado no mesmo ano por Hippólyto José da Costa, que teve de instalar sua redação em Londres pois defendia, contra a coroa, ideais independentistas e o fim da escravidão.

O que estamos criando não é uma coleção estática na qual você vai pesquisar“, diz Ângela, explicando o caráter da democratização do acesso que a tecnologia digital tem possibilitado.

Jornal O Tempo | 23/01/2012

O futuro dos livros didáticos


Na quinta-feira, realizou-se a última promessa de Steve Jobs. A Apple entrou no mercado americano de livros didáticos. Associada às maiores editoras americanas, ela produzirá livros a US$ 14,99, uma verdadeira pechincha. No mesmo lance, lançou o aplicativo iBooks Author [grátis], que transforma qualquer autor num editor.

O Author turbinará o mercado de livros feitos em casa e vendidos na rede. Ele já existe, com resultados surpreendentes. Amanda Hocking, uma jovem de 26 anos movida a Red Bull que escreveu 17 livros nas horas vagas, submeteu-os a 50 editoras de papel e foi recusada por todos. Botou nove deles na rede, vendeu 1 milhão de cópias e embolsou US$ 2 milhões. O mais barato é grátis, o mais caro custa US$ 8,99. [Com seu viés açambarcador, a Apple quer que a freguesia só use o Author em Macs e que só comercialize os livros na sua loja.]

Já os e-books didáticos prenunciam uma revolução, com vídeos, áudios e imagens que mudam ao toque do freguês. Mais a possibilidade de criação de comunidades de jovens que estudam naquele volume.

Tudo isso por menos da metade do preço de um livro de papel.

Quem quiser ver o que vem por aí, pode baixar a versão para iPad ou iPhone de “Our Choice” [“Nossa Escolha – Um Plano para Resolver a Crise Climática”], de Al Gore, por US$ 4,99.

Essa revolução está na rua. Em vez de o governo pensar num modelo Kodak, comprando 500 mil laptops ou tabuletas, derramando dinheiro da Viúva com ferragens numa rede onde faltam professores e cursos de qualificação, os ministérios da Educação e da Ciência poderiam planejar o futuro.

Em 2010, o MEC gastou R$ 855 milhões no bem-sucedido Programa Nacional do Livro Didático.

Desse ervanário, pelo menos R$ 700 milhões foram gastos com papel e impressão. Coisas como alfafa e cocheiros no tempo das carruagens. Os autores ficaram com algo mais de R$ 50 milhões.

Os dias das grandes editoras de livros didáticos penduradas em parques gráficos durarão o quanto duraram os estábulos no início do século passado.

Nos próximos anos, com a disseminação e o barateamento das tabuletas, as editoras, grandes ou pequenas, se diferenciarão pelo qualidade dos seus cérebros.

Se o governo for humilde na compra de ferragens, porém ambicioso no planejamento da capacitação de professores e de técnicos capazes de estimular e organizar autores, todo mundo ganha, sobretudo a Viúva.

Por Elio Gaspari | Publicado originalmente em Folha de S.Paulo | São Paulo, domingo, 22 de janeiro de 2012

As novidades da Apple


Companhia avança no mercado de didáticos e de autopublicação

A Apple anunciou novidades, ontem, para o mundo dos livros e da educação. A companhia americana lançou a segunda versão do aplicativo iBooks, que permite o uso de livros didáticos multimídia no iPad, de olho no aumento do uso de tablets para ensino.

A empresa também deu um passo importante para disputar o segmento autopublicação ao anunciar o iBooks Author, um app com o qual autores podem criar seus próprios e-books e colocá-los à venda na iBookstore, de forma independente.

Por fim, a Apple anunciou um novo iTunes U, que permite a educadores criar e distribuir cursos completos, com recursos de áudio e vídeo, entre outros.

O iBooks 2 foi anunciado em conjunto com uma primeira leva de e-books didáticos criados em parceria com Pearson, McGraw-Hill e Houghton Mifflin Harcourt, grandes grupos de publicações educacionais. A Apple disse que o aplicativo vai, em algum momento, incluir obras de todas as disciplinas para todos os níveis de ensino.

Os livros didáticos disponíveis para compra no iPad custarão US$ 14,99 ou menos, segundo a companhia, e oferecem diversos recursos, incluindo animação. Os estudantes também podem responder perguntas interativas sobre o conteúdo e usar o dedo para ressaltar parte dos textos.

Já o iBooks Author foi descrito como “a mais avançada, a mais poderosa e a mais divertida ferramenta para a autoria de e-books já criada”, de acordo com Phil Schiller, vice-presidente de marketing global da Apple.

O lançamento significa que a companhia passa a brigar de frente com serviços como o Kindle Direct Publishing, da Amazon, que permite que os autores publiquem seus e-books diretamente, sem o intermédio de uma editora. Segundo a Apple, o novo app permite criar um e-book atrativo, com diferentes recursos, a partir de um simples arquivo de Word. Embora o lançamento tenha sido associado ao segmento de obras educacionais, nada impede que seja usado por autores de qualquer tipo de livro.

Em entrevista ao site da The Bookseller, o agente literário Peter Cox observou que a Apple tornou mais fácil do que nunca produzir um “enhanced e-book”. “Eles [a Apple] eliminaram os obstáculos técnicos que existiam. Isso vai ter grandes implicações no crescente mercado de autopublicação – e não só nos livros didáticos.

Já a venda de livros educacionais no iPad por “14,99 ou menos” vai significar, para o agente, uma nova corrida por preços mais baixos, com impactos significativos para o mercado.

Para Gabriela Dias, gerente no Brasil de pesquisa e desenvolvimento de conteúdos digitais na Edições SM, grupo espanhol de publicações educacionais, os lançamentos da Apple abrem uma porta importante para a autopublicação, permitindo que mais autores e escolas que não usam sistemas de ensino desenvolvam e disponibilizem conteúdos próprios, a custos baixos. Por outro lado, o conteúdo serva apenas para o iPad, o que coloca a questão de quão relevante será a mudança proporcionada pela Apple. “Pelo menos no Brasil, o iPad alcança um público muito restrito, por ser muito caro. Ainda não há uma escola que faça uso massivo dele”, avalia.

Para Dias, as editoras brasileiras, que já vêm sendo pressionadas pelas escolas particulares e também pelo governo [veja a coluna escrita por ela no PublishNews], devem produzir conteúdo multiplataforma – podendo utilizar as ferramentas da Apple para produzir conteúdo para iPad, mas sem ficarem restritas a esse sistema. “A Apple sem dúvida está facilitando a produção de livros didáticos, mas ainda há barreiras para a inserção desse conteúdo na sala de aula”, diz.

Por Roberta Campassi | Publicado originalmente em PublishNews | 20/01/2012

Com vídeos e imagens 3D, novo aplicativo da Apple quer mais interatividade nos livros


Atualização do aplicativo iBooks pretende deixar leitura de livros digitais ''mais interativa''

A Apple apresentou nesta quinta-feira [19] uma nova versão de seu aplicativo para leitura de livros digitais, chamado iBooks 2. A novidade pretende tornar a leitura no iPad mais interativa, incluindo nesses títulos vídeos, modelos animados em 3D e possibilidade de ver imagens bastante detalhadas com o uso de zoom. Segundo Phil Schiller, vice-presidente sênior da empresa, os autores terão total liberdade para criar conteúdo interativo sem o intermédio de editoras. A novidade – também disponível em português – é gratuita e está disponível a partir desta quinta na App Store.

No iBooks 2, o usuário terá duas experiências diferentes de leitura, dependendo da posição em que usa o iPad. Na horizontal, há predominância de imagens, como vídeos e fotos. Quando rotacionado para a posição vertical [retrato], a visualização de textos é priorizada. O aplicativo também conta com uma espécie de glossário com o qual o leitor interage. Com um toque sobre uma palavra, é possível ver a definição completa daquele termo – não apenas a explicação do dicionário, mas também imagens e vídeos.

Há também uma ferramenta chamada My Notes, que inclui notas e comentários do leitor em trechos do livro. Basta selecionar o texto – que ficará na cor de uma caneta marca-texto [verde ou rosa] – e digitar alguma observação no teclado do iPad.

No iBooks 2, o usuário terá duas experiências diferentes de leitura, dependendo da posição em que usa o iPad. Na horizontal, há predominância de imagens. Na vertical, texto é o destaque

Na apresentação realizada em Nova York, o executivo fez uma comparação entre os livros e o iPad, tentando mostrar a vantagem do tablet sobre a mídia impressa. “Livros são portáteis, mas pesados. Não são duráveis, não são interativos, não dá para fazer buscas neles e não são atualizáveis. Mas eles mostram um conteúdo importante. O iPad, além de portátil é mais durável que papel, é interativo, atualizado, permite buscas.” “Acho que nunca houve um livro que tornasse tão fácil a tarefa de ser um bom aluno”, propagandeou.

Conteúdo

Um aplicativo chamado iBooks Author, para o sistema operacional Mac OS X, permitirá aos autores a criação de livros e conteúdos para a plataforma. O programa virá com uma série de modelos prontos que podem ser utilizados para a criação de livros. O programa suporta textos digitados no Microsoft Word e, automaticamente, cria seções e parágrafos. A inserção de imagens poderá ser feita por um simples movimento de arrastar e soltar uma foto sobre a região desejada.

O iBooks Author terá ainda integração com o Keynote, aplicativo de apresentações da Apple. Será possível arrastar um arquivo do Keynote e a apresentação vira um ícone interativo [ou widget] dentro do conteúdo criado – com isso, um livro poderá incluir uma apresentação, por exemplo.

Durante o anúncio, Schiller também divulgou uma parceria com editoras de livros educacionais. Por uma quantia de até US$ 15, os estudantes poderão comprar livros de editoras como Pearson, McGrawHill, Houghton Mifflin Harcourt, entre outras. A vantagem desse tipo de negócio, informou o executivo, é que o estudante terá sempre acesso a livros atualizados.

Tablet na escola

Na introdução do iBooks 2, Schiller afirmou: “Estamos vendo que, assim que os estudantes são apresentados ao iPad, coisas incríveis estão acontecendo. As crianças estão se tornando mais inteligentes granas a seus tablets, tanto as mais velhas que estudam para as provas como as mais jovens, que jogam no tablet.” Segundo ele, o tablet da Apple liderou a lista de desejos das crianças antes do Natal.

Existem mais de 20 mil aplicativos educativos ou de aprendizado para o iPad. De acordo com o executivo, professores também aderiram com força ao tablet: 1,5 milhão de iPads são usados em programas educacionais nos Estados Unidos. “Queremos ajudá-los a acelerar a adoção do tablet e tornar mais fácil a integração do iPad ao currículo”, disse Schiller.

Segundo dados apresentados por Schiller, os Estados Unidos estão em 17º lugar em um ranking mundial na categoria leitura, 21º em matemática e 23º em ciência. “Precisamos melhorar isso”, disse Schiller.

iTunes U

No evento com foco educacional, realizado no museu Guggenheim, a empresa também anunciou que o iTunes U  vai virar um aplicativo independente – a ferramenta com conteúdo acadêmico fica hoje dentro do programa para gerenciamento de conteúdo iTunes. Atualmente, ele é utilizado por 1.000 instituições de ensino, segundo a Apple, e já foram baixados 700 milhões de arquivos deste canal.

No aplicativo, os professores terão uma opção chamada Posts. Lá, poderão escrever notas para os alunos, como o detalhamento de lições de casa e uma lista de tarefas a serem realizadas. Cerca de trinta universidades já utilizam o iTunes U, entre elas Harvard, Yale, Berkeley e Oxford. O aplicativo é gratuito e estará disponível nesta quinta.

O iTunes U permite que universidades e colégios conteúdo para todo o mundo por meio de um iPhone, iPod Touch ou iPad“, disse Eddy Cue, vice-presidente de serviços e softwares da Apple. “Queremos que os professores façam mais. Queremos criar cursos completos disponíveis online“, explicou Cue.

Do UOL, em São Paulo | Antena UOL | 19/01/2012 | 13h29 / Atualizada 19/01/2012 | 15h22

Apple lança aplicativos para criação e leitura de eBooks didáticos


A Apple lançou nesta quinta-feira [19] dois novos aplicativos: o iBooks 2, aplicativo que incorpora livros didáticos escolares, e o iBooks Author, ferramenta usada para criá-los. O anúncio foi feito em um evento em Nova York, especialmente voltado para educação.

Os livros estão, a partir de hoje, em uma nova categoria da iBookstore: os “textbooks”.

Educação está enraizada em nosso DNA“, disse Phil Schiller, vice-presidente sênior de marketing de produto da Apple, ao iniciar o evento. “E, em geral, a educação está em tempos sombrios” continuou.

Livros didáticos na iBooks, plataforma de e-books da Apple

Após a exibição de um vídeo com professores enumerando as dificuldades que os alunos têm para aprender, Schiller anunciou o iBooks 2 como uma ferramenta que reinventa os livros didáticos escolares.

Os livros didáticos não são tão portáteis, não são duráveis, não são interativos e também não é possível fazer uma busca neles. Mas o conteúdo é fantástico“, disse Schiller.

Segundo o Schiller, uma solução perfeita para o problema é a inserção desse conteúdo em um dispositivo portátil, interativo e digital – o iPad.

O iBooks Author permite a criação dos livros – com glossários, vídeos e outros elementos interativos. Pela apresentação, os comandos se mostraram bem intuitivos, e o aplicativo se encarrega da formatação de texto conforme você posiciona as imagens ou outros itens.

Os livros estarão sempre atualizados e custarão até US$ 14,99 ou menos, disse Schiller.

Outro anúncio feito pela Apple foi o novo iTunes U, uma seção da loja da iTunes voltada para publicações didáticas e lançada em 2010 para o iPad. O iTunes U já teve mais de 700 milhões de downloads, segundo Schiller. O novo iTunes U é uma ferramenta para criação de cursos on-line por professores, com vídeos, exercícios e tarefas de casa.

Os três aplicativos são gratuitos e já estão disponíveis na loja virtual da Apple.

Folha.com | 19/01/2012 – 13h31

Receita da Pearson com digital sobe 25%


Lucro do grupo por ação deve crescer 10% em 2011, em relação a 2010

A Pearson informou hoje, em comunicado, que suas receitas com produtos digitais alcançaram cerca de dois bilhões de libras esterlinas [US$ 3 bilhões] em 2011. O valor representa crescimento de 25% em relação a 2010, quando o segmento gerou 1,6 bilhão de libras. O grupo inglês, líder mundial em serviços educacionais, também disse que seu lucro ajustado do ano passado deverá subir aproximadamente 10% por ação. Os resultados de 2011 serão divulgados no dia 27 de fevereiro. A companhia informou ainda que suas receitas nos mercados emergentes chegaram a 600 milhões de libras [US$ 1 bilhão]. “No contexto de mudança estrutural significativa na indústria e de condições de mercado no geral fracas, a Pearson desempenhou-se bem, competitivamente, na importante temporada de vendas de fim de ano”, disse a empresa. No mercado educacional, a companhia afirmou ter aumentado sua participação na América do Norte, o que ajudou a compensar um desempenho mais fraco das publicações voltadas para escolas e ensino superior. Já no caso da Penguin, editora de livros de interesse geral do grupo, os resultados completos de 2011 deverão ser “sólidos, apesar das rápidas mudanças na indústria e das condições difíceis no mercado de livros físicos”. Segundo o comunicado, a Penguin continua tirando vantagem da inovação e da escala que possui no segmento de livros digitais.

Por Roberta Campassi | Publicado originalmente em PublishNews | 19/01/2012

Wikipedia sai do ar contra lei antipirataria nos EUA


A página americana do Wikipedia saiu do ar a meia-noite de hoje [18], horário de Washington [EUA], em protesto contra a lei antipirataria que está sendo discutido no país. O protesto deve deixar o site fora do ar por 24 horas. Segundo Immy Wales, um dos fundadores do site, a manifestação deve atingir 25 milhões de pessoas no mundo.

Por mais de uma década, nós gastamos milhões de horas construindo a maior enciclopédia da história humana. Agora, o Congresso dos EUA está considerando uma legislação que poderia prejudicar a internet livre e aberta. Por 24 horas, para aumentar a conscientização, estamos tirando a Wikipedia do ar”, diz o comunicado em sua home page.

Já o Google publicou, “Diga ao Congresso que não censure a internet”, em sua versão em inglês.

De acordo com a Fox News, Facebook, Amazon e Google, também poderão ficar fora do ar de maneira coordenada para participar do protesto. Isso poderá ocorrer as 11h horário de Brasília.

A versão em português do Wikipedia continua no ar, mas com um comunicado criticando a lei dos EUA. “A Wikipédia precisa da internet para continuar livre. Os projetos de lei SOPA [Stop Online Piracy Act] e PIPA ameaçam as wikipédias em todos os idiomas”.

A lei começou a ser aplicada com mais rigor devido a representantes da indústria da música e do cinema, que querem evitar a perda de vendas de seus produtos de forma gratuita na web.

Disney, Universal, Paramount e Warner Bros, grandes estúdios de Hollywood, apoiam a lei. Mas Amazon, Google, eBay, Twitter, Facebook, PayPal, Zynga, Mozilla e outras empresas são totalmente contra.

As empresas responsabilizam os sites pelo conteúdo publicado ou distribuído ilegalmente, e pedem que elas encontrem um caminho para impedir o uso ilegal. Caso o site seja penalizado, pode ocorrer o fechamento do mesmo e até cinco anos de prisão para seus proprietários.

Publicado originalmente em TECH GURU | 18 de janeiro de 2012 | 12:00

Google consegue 4,5 milhões de assinaturas contra SOPA, diz NYT


Em protesto contra os projetos de lei Stop Oline Privacy Act [Sopa] e Protect IP Act [Pipa], o Google convidou usuários, nesta manhã, a assinar uma petição para dizer não a essas propostas “antes que seja tarde demais”. O apelo da gigante da internet já parece ter gerado grande impacto: por enquanto, 4,5 milhões de pessoas deram seus nomes para o abaixo-assinado, segundo New York Times.

Os projetos de lei propõem barrar a pirataria e a violação de direitos autorais na internet. Apesar de trazerem à tona questões pertinentes para se pensar na era do uso indiscriminado de conteúdo na web, elas são agressivas e ameaçam a liberdade de expressão, segundo especialistas e sites que as analisaram.

Por Nayara Fraga | O Estado de S. Paulo | 18/01/2012

Livro digital em debate


A livraria Fnac de Porto Alegre promove hoje, às 19h30, um bate-papo com Paulo Tedesco e Gustavo Lima. O primeiro é editor e consultor gráfico-editorial, já Lima é fundador da “Buqui Livros Digitais”, livraria e editora especializada em e-books. O encontro versará sobre as mudanças do livro em papel para o formato digital. A entrada é franca. A livraria está localizada no Barra Shopping Sul [Av. Diário de Notícias, 300]. Mais informações pelo site

PublishNews | 18/01/2012

Os eBooks e as startups


Por Cindy Leopoldo | Publicado originalmente em PublishNews | 17/01/2012

Em primeiro lugar, peço desculpas por me manter no assunto dos e-books quando minha coluna prometia ser uma espécie de conversa sobre os bastidores do departamento editorial. O que ocorre é que o os e-books invadiram o editorial e, principalmente, invadiram minha vida de tal forma que está complicado pensar em outra coisa.

Os livros digitais me fascinam desde que li sobre eles em O negócio dos livros, de Jason Epstein, e não pelo yuppismo tecnológico [apesar de eu não poder negar que os aparelhinhos me divertem], mas pela destruição em massa que eles iriam causar nas certezas editoriais. O editorial [e muitos outros setores das editoras], na minha visão e de outros colegas, estava muito engessado, havia regra para tudo há 500 anos, e fugir delas não era de bom tom. Porém, agora, com o digital, voltamos tão ao zero que sequer sabemos como nossos leitores leem. E, o melhor, é um mercado tão dinâmico que, quando soubermos, eles já poderão estar lendo de outras formas…

Os e-books exigem uma entrega profunda por parte dos que trabalham com eles. Você não pode, por exemplo, simplesmente aprender a converter um “.doc” para “.epub” e repetir isso infinitamente, pois cada “.epub” convertido traz problemas que você nunca viu antes. E isso acontece por diferentes motivos: bugs do software que converte, bugs do software que lê e inexperiência de quase todo mundo no assunto. E, quando dizemos “e-books”, podemos estar falando de pdf, e-books para Kindle, para iBooks, e-books que são aplicativos, formato fixo, ePubs para Adobe Digital Editions… Cada um desses tem custo, contrato, possibilidades de design e formas de produzir diferentes uns dos outros. Diz-se que o formato universal é o ePub para ADE, mas na prática cada conteúdo pede um deles e, se você trabalha com e-books dentro de uma editora, você tem que ler muitas vezes para saber que tipo seria melhor. Por isso, se decidir direcionar sua carreira para essa área, aconselho que goste tanto disso que não se sinta infeliz quando perceber que estará estudando em vários de seus horários livres. E estudar não é pegar um livro e ler; você tem que inventar sua forma de estudar, porque as informações estão espalhadas pela internet. Você tem que aprender onde encontrar as que são realmente relevantes e confiáveis.

Toda essa velocidade nos aproxima muito dos setores de tecnologia, principalmente os relacionados a web. Da mesma forma que já achei [e ainda acho] que poderíamos aprender muito com a engenharia de produção, agora acredito que ganharemos muito analisando as chamadas startups. Meu conhecimento sobre o assunto é raso, mas pretendo, aqui, apenas apresentar a ideia geral para que possamos aprofundá-la depois.

Em uma entrevista para a Exame, em 2010, Yuri Gitahy diz que: “Muitas pessoas dizem que qualquer pequena empresa em seu período inicial pode ser considerada uma startup. Outros defendem que startup é uma empresa com custos de manutenção muito baixos, mas que consegue crescer rapidamente e gerar lucros cada vez maiores. Mas há uma definição mais atual, que parece satisfazer a diversos especialistas e investidores: startup é um grupo de pessoas à procura de um modelo de negócios repetível e escalável, trabalhando em condições de extrema incerteza.”
 
Além de me identificar com as “condições de extrema incerteza”, uma das coisas que mais me interessam nas startups é sua capacidade e desejo de ouvir as pessoas para desenvolver um produto que elas queiram ou que elas nem sabem que querem, porque nunca acharam que fosse possível produzi-lo. Acho isso diretamente relacionado ao editor de aquisições, que tem que sentir o que um país pode estar querendo ler, mas tem poucas formas de confirmar essa informação.

Para quem trabalha com e-books, é ainda mais fundamental descobrir não necessariamente o que as pessoas querem ler, mas como elas querem. Elas querem que seja igual ao impresso? Elas querem muitas cores? Elas querem animações? Ou até: elas querem mesmo ler livros em aparelhos eletrônicos? Se sim, em quais circunstâncias? As startups desenvolveram seus métodos de lidar com toda essa incerteza. Por que não segui-los?

E, finalmente, chegamos à questão que se repete das mais variadas formas: as editoras estão mesmo dispostas a apostar em inovação ou acreditam que não são como a indústria fonográfica? Eu, sinceramente, não vejo muitas saídas para as editoras que não alterarem seu modelo de negócio e se reinventarem – buscando reinventar também o mercado -, e ficarem apenas esperando que alguma espécie de Spotify venha mostrar um caminho depois de anos de prejuízo.

Por Cindy Leopoldo | Publicado originalmente em PublishNews | 17/01/2012

Cindy Leopoldo

Cindy Leopoldo é graduada em Letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro [UFRJ] e pós-graduada em Gerenciamento de Projetos pela Universidade Federal Fluminense [UFF]. Trabalha em departamentos editoriais há 7 anos. Escreve quinzenalmente para o PublishNews, sempre às terças-feiras. A coluna Making of trata do mundo que existe do lado de dentro das editoras. Mais especificamente, dentro de seus departamentos editoriais.

Leitores não acreditam que eBooks superem os livros


Foto: Agência France Press

Editores e organizadores de feiras de livros pelo mundo acreditam que e-books [livros eletrônicos] devem superar os livros até 2018. Apesar da aposta, não se acredita no fim definitivo do livro em papel. Afinal, sempre haverá leitores que jamais vão se desfazer do habito de folhear as paginas do seu livro favorito.

Trazendo a discussão para o blog, o Cidadão Repórter, por meio de uma enquete no portal A TARDE On Line, perguntou aos leitores: Você acredita que os e-books [livros digitais] irão superar os livros?

Dos 331 votos recebidos, 75,23% deles disseram que não, pois nada supera o prazer de folhear um livro. Já 13,6% concordam e acreditam que ascensão dos e-books é uma consequência da era digital. Outros 11,18% acham que pode ser que os e-books superem os livros, pois é uma maneira mais rápida e cômoda de ler.

A Tarde On Line | Postado por Cidadão Repórter | 17 de janeiro de 2012 | 2:26 PM

Bloomsbury vende 40% mais eBooks


Nigel Newton

A editora inglesa Bloomsbury reportou um ultimo trimestre “forte” em 2011, com vendas de e-books 38% maiores na comparação com mesmo período do ano anterior. Num comunicado interno, Nigel Newton, o principal executivo da casa, afirmou estar “muito contente” com o desempenho do grupo no trimestre, “um período extremamente dinâmico na indústria”. Ele descreveu a empresa como “robusta” e “fortemente adaptada ao mercado digital”.

Por Charlotte Williams | The Bookseller | 16/01/2012