Kindle Fire, o produto de maior sucesso da Amazon


Varejista reporta que vendas do tablet e de outros modelos do Kindle ultrapassam um milhão de unidades por semana

A Amazon anunciou ontem que, pela terceira semana consecutiva, as vendas dos diferentes modelos do Kindle ultrapassam “bem mais” do que um milhão de unidades por semana. O produto continua sendo o mais procurado da temporada de compras do fim do ano. No site da varejista, o Kindle Fire permanece em primeiro lugar entre os itens mais vendidos, mais presenteados e mais desejados, desde que foi lançado há 11 semanas.

O Kindle Fire é o produto de maior sucesso que já lançamos – já vendemos milhões de unidades e estamos fabricando milhões mais para atender a demanda”, disse Dave Limp, vice-presidente da Amazon Kindle. “Na verdade, a demanda está acelerando – as vendas de Kindle Fire aumentaram semana após semana, nas últimas três semanas.” A Amazon não informou o total de unidades comercializadas do produto até agora.

O Fire é um tablet que custa US$ 199, enquanto outros modelos do Kindle são leitores eletrônicos, cujos preços variam entre US$ 79 e US$ 149.

Apenas como referência, aqui vão alguns números do tablet de maior sucesso até agora: o iPad, lançado pela Apple em abril do ano passado, vendeu três milhões de unidades em 80 dias; 15 milhões de unidades no primeiro ano e 11 milhões apenas no quarto trimestre fiscal deste ano – um aumento de 166% em relação ao mesmo período de 2010.

Alguns especialistas que já compararam o Kindle Fire com o iPad afirmam que quase não há o que comparar, uma vez que o produto da Amazon seria um dispositivo totalmente voltado para o consumo de conteúdo vendido pela empresa varejista, como livros, filmes e séries de TV, enquanto o tablet da Apple realiza muitas das funções de um computador. Bem, os preços do iPad, que está em sua segunda versão, também não são comparáveis com os da Amazon: variam entre US$ 499 e US$ 829.

Por Roberta Campassi | Publicado originalmente em PublishNews | 16/12/2011

Para o Google, editoras brasileiras estão no caminho certo


Confira a entrevista com Tom Turvey, diretor de parcerias da empresa

Tom Turvey

Há oito dias, alguns dos principais executivos do Google responsáveis pelas parcerias da unidade de livros da empresa – que inclui o Google Books e o Google eBooks – apresentaram seus serviços oficialmente às editoras e livreiros brasileiros, durante um evento em São Paulo.

A companhia americana pretende lançar sua loja de e-books no Brasil em 2012 – já foram abertas lojas nos Estados Unidos, Austrália, Canadá e Reino Unido e outras na Europa devem ser inauguradas em breve – e busca parceiros locais, tanto editoras que fornecerão os produtos, quanto varejistas que tenham interesse em usar a plataforma do Google para vender livros digitais.

Tom Turvey, diretor de parcerias estratégicas da companhia, que esteve no Brasil na semana passada, deu uma entrevista por telefone ao PublishNews da sede do Google, na Califórnia. Ele explicou um pouco sobre como a empresa pretende trabalhar com parceiros locais, suas vantagens competitivas e a integração entre Google Books e eBooks. Também comentou sua percepção sobre o mercado editorial brasileiro. “Toda a indústria parece estar pensando nas coisas certas e se preparando para a inevitabilidade do livro digital. Isso é parecido com o que aconteceu nos Estados Unidos há alguns anos”, disse o executivo.

Também não faltaram comparações veladas com a Amazon, no que diz respeito ao fato de que a varejista americana, que atualmente domina o mercado de livros digitais no mundo, vem criando operações próprias em vários países e concorrendo diretamente com as livrarias locais, além de vender e-books num sistema “fechado”. Só quem tem o seu dispositivo Kindle pode comprar os produtos da Amazon – e só dela.

Turvey também afirmou, sem entrar em detalhes, que a estratégia de venda de livros que será implantada no sistema operacional Android, nos próximos anos, “vai beneficiar os editores de uma maneira que eles nunca viram”. Leia os principais trechos da entrevista.

Google e editoras

“O Google vai vender os e-books de cada editora em condições aceitáveis para as duas partes. Vamos assegurar que esses e-books estejam disponíveis para o mercado local, na maior quantidade de formatos possível. Temos uma plataforma aberta e isso é importante para que os consumidores possam comprar e ler e-books em quaisquer dispositivos, de um jeito que é muito parecido com a forma de comprar livros físicos hoje. Quando você compra um livro impresso da Saraiva ou da Cultura, você não é obrigado a comprar o próximo livro só da Saraiva ou só da Cultura. Você pode comprar de qualquer lugar que você queira.”

O serviço de digitalização do Google

“Os editores que digitalizam seus próprios livros obviamente são livres para fornecer para qualquer canal de vendas. No caso dos livros que o Google digitaliza de graça, nós mantemos esse arquivo conosco, para vender pelo próprio Google ou pelo site de nossos parceiros.

O que aconteceu com algumas de nossas editoras parceiras foi que elas investiram primeiro na digitalização dos seus best-sellers, e permitiram que nós digitalizássemos, de graça, a parte do catálogo que elas tinham dúvidas se venderia bem ou não. Ou seja, elas não precisaram digitalizar tudo de uma vez e puderam ver o que estava vendendo, para então investir recursos próprios na criação dos e-books. Normalmente, depois que elas fazem isso, distribuem os livros para todos os varejistas.”

Google e varejistas

Diferente de outras empresas, queremos ter parcerias locais com fornecedores locais de livros. Não queremos entrar num mercado e forçar os consumidores a comprar do Google. Queremos assegurar que quem já está no mercado possa ganhar com a transição do impresso para o digital. Por isso incluímos os varejistas que querem vender e-books, mas não têm uma plataforma para fazer isso.

Como qualquer empresa, queremos fechar parcerias com as grandes varejistas. Nos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido, pudemos fechar negócios com as livrarias independentes. Em ambos os casos, queremos ter certeza de que o esforço vai recompensar os dois lados (varejistas e Google). No Brasil, já há muitos anos temos uma parceria com a Livraria Cultura, que usa o Google Preview em seu site. Podemos estender essa relação para a venda de e-books – não estou afirmando que vamos fazer, mas apenas citando um exemplo do nosso interesse por parceiros locais.

Google Books e Google eBooks


O Google Books é o maior catálogo de livros do mundo. Nele, há mais de 20 milhões de obras, entre as que digitalizamos em bibliotecas, as que recebemos das editoras, por meio do Preview etc. Desses 20 milhões, entre dois milhões e três milhões são os livros que recebemos sob autorização das editoras por meio do Google Preview. Já fechamos acordos individuais com 40 mil editoras e estamos começando a vender os livros delas nos mercados em que já lançamos nossa loja de e-books (a Google eBooks): Estados Unidos, Reino Unido, Canadá e Austrália. Vamos vender esses livros diretamente e também por meio das parcerias com varejistas que querem vendê-los em seus próprios sites.

O mercado brasileiro de e-books


Mesmo que os e-books ainda representem menos de 1% do mercado no Brasil, parece que todos estão pensando seriamente na transição do impresso para o digital. As editoras, pelo menos as maiores, estão ativamente garantindo os direitos de publicação digital para suas obras. Os varejistas também parecem estar fazendo os investimentos certos em seus sites, e interessados em oferece algum aparelho de leitura.

Toda a indústria está pensando nas coisas certas e se preparando para a inevitabilidade do livro digital. Isso é parecido com o que aconteceu nos Estados Unidos. Há cinco anos, o mercado de livros digitais respondia por menos de 5% das receitas da indústria americana, e agora representa mais de 20% – é um intervalo de tempo relativamente curto. Aqueles que fizeram os investimentos certos e pensaram em como as coisas poderiam mudar, estão indo muito bem por aqui. Vejo evidências desse mesmo tipo de pensamento no Brasil, e saí daí muito encorajado.

O diferencial competitivo do Google


O que o Google está trazendo para esse mercado? Bem, há um par de vantagens que o Google usa para ajudar os editores a vender seus livros. Uma delas é a liderança e a popularidade da nossa ferramenta de busca. No caso do Google Books, por meio da nossa ferramenta de busca, as palavras buscadas podem ser encontradas em qualquer página de qualquer livro. Estamos permitindo que esses livros sejam encontrados de alguma forma, o que é realmente único. Os editores também estão vendo o tráfego aumentar na visualização de livros – e, consequentemente, estão vendo as vendas crescerem.

A outra vantagem é termos o Android, que nos próximos dois anos vai colocar em prática estratégias de varejo muito focadas e vai beneficiar os editores de uma maneira que eles nunca viram. Na medida em que os dispositivos equipados com o sistema operacional Android decolarem – smartphones, tablets – e que as pessoas começarem a comprar mais livros por meio de nosso aplicativo, haverá grandes mudanças.

E-readers


Embora no momento não descartemos nenhuma possibilidade, neste momento não estamos trabalhando para fabricar nenhum e-reader.

Perguntado se o Google busca parceiros para desenvolver esses aparelhos no Brasil, a resposta foi que a empresa não comenta especulações. No dia 8, o Google mencionou o iRiver, e-reader que, nos EUA, já vem com uma plataforma do Google eBooks.

Por Roberta Campassi e Ricardo Costa | Publicado originalmente em PublishNews | 16/12/2011

Feira encerra marcada por debate entre impresso e digital


Alemanha: A Feira do Livro de Frankfurt, a maior do mundo do setor, encerra neste domingo [16] sua edição de 2011, após cinco dias de discussões marcadas pela convergência midiática, digitalização e o futuro do negócio editorial tradicional.

A novidade deste ano foi a presença em massa de empresas que tradicionalmente pouco ou nada tiveram a ver com o mundo do livro, como alguns produtores de jogos de computador.

Tal é o caso da empresa Seal Media, que apareceu na Feira com um jogo de computador baseado em um livro intitulado ‘Colts of Glory’, que conta uma história de vingança após a Guerra Civil Americana.

O romance, e esse é o detalhe curioso, foi escrito em papel por um funcionário da empresa, pensando já de antemão no jogo de computador, um jogo de guerra. O acesso ao game em princípio é gratuito, mas o usuário pode ter acesso a armas melhores ao comprar bônus.

Na opinião do diretor da Feira, Jürgen Boos, expositores desvinculados do setor editorial participam da mostra não só para apresentar seus produtos mas, antes de tudo, para buscar os direitos de novos conteúdos que possam traduzir à linguagem de seus jogos.

Com isso, pode surgir uma nova relação do mundo editorial com outros meios, além de outros com os quais já existe uma troca há décadas, como o cinema e a internet.

No entanto, nisso ainda há muito futurismo, como também no tema da digitalização – retomado nesta edição da Feira, tal como se tinha feito nas cinco últimas. As previsões feitas no evento deste ano indicam que haverá, no mais tardar em dezembro, uma explosão do mercado do livro eletrônico na Europa.

O negócio central da Feira continua sendo a venda de direitos autorais para livros impressos. As demais abordagens de tais direitos são, na maioria dos casos, algo marginal.

O último dia da Feira contou com a entrega do Prêmio da Paz dos Livreiros Alemães ao escritor argelino Boualem Sansal. Ele assumiu a homenagem como uma responsabilidade para seguir trabalhando com mais consciência para que seu país supere a guerra civil na qual está imerso há décadas.

Trabalhei inconscientemente pela paz, agora trabalharei conscientemente por ela, e surgirão em mim novas qualidades“, disse Sansal durante seu discurso.

‘Não sei quais serão essas qualidades, talvez o sentido da estratégia e da precaução, que são tão necessários na paz como na guerra. O prêmio da paz é como o dedo de Deus ou como uma varinha mágica: quando nos toca, nos transforma em soldados da paz’, acrescentou o escritor.

A apresentação do país convidado de honra deste ano – a Islândia – foi menos marcada pelo tema político que nas edições anteriores. No entanto, a dimensão política do livro é algo que não abandona a Feira.

Durante a entrega do Prêmio da Paz dos Livreiros Alemães, um crítico suíço definiu essa dimensão citando uma frase de Heinrich von Kleist segundo a qual o livro ‘rompe a rigidez da época que o estreita lentamente, da mesma forma que as raízes só com lentidão podem romper uma rocha e não através de uma explosão’.

Essa eficácia da lentidão, no entanto, é algo que muitos começam a duvidar em tempos nos quais a obsessão da atualidade faz com que a maioria dos livros fiquem pouco tempo no mercado, para depois desaparecer nas prateleiras das livrarias.

EFE | 16/10/2011

Kyobo lançam e-reader com tecnologia Mirasol


Coreia do Sul: A maior livraria sul-coreana, a Kyobo, e uma subsidiária da Qualcomm lançaram no último dia 21 o Kyobo eReader, primeiro leitor de livros digitais com tela colorida baseada na tecnologia mirasol, também conhecida como IMOD [Interferometric MOdulator Display].

Diferentemente das telas comuns de tablets e de celulares, que têm luz própria, o display mirasol, tal como o do Kindle, da Amazon, não é luminoso, precisando de luz ambiente para ser lido. O e-reader Kyobo inclui acesso ao acervo de 90 mil e-books da livraria.

Boletim GIE | 16/12/2011

Editores apoiam criação de biblioteca global para cegos


Editores da França, Reino Unido, Estados Unidos e África do Sul assinaram em outubro acordos de licenciamento com o TIGAR, um projeto piloto criado pela International Publishers Association [IPA, na sigla em inglês] em colaboração com a Organização Mundial da Propriedade Intelectual [OMPI], entidade ligada à ONU, em prol da acessibilidade da leitura.

O TIGAR tem por objetivo estabelecer uma rede internacional de bibliotecas que permitam a cooperação entre editores interessados na conversão de arquivos digitais em formatos acessíveis para deficientes visuais. A iniciativa também permitirá o intercâmbio dos arquivos convertidos.

Desde setembro a IPA tem coletado assinaturas de editores interessados em participar do projeto
Mais informações podem ser obtidas no site: http://www.visionip.org/tigar/en/.

Boletim GIE | 16/12/2011

País lança web TV para incentivar a leitura


Espanha: O Ministério da Educação da Espanha lançou em outubro o “Canal Leer” [www.leer.es], um canal na internet para fomentar a leitura nos países iberoamericanos.

A emissora, baseada na plataforma de televisão online NCIwebtv [www.nciwebtv.tv] nasce da parceria do ministério espanhol com a Organização de Estados Iberoamericanos [OEI], o Programa de Cooperação de Televisão Educativa e Cultural Iberoamericana [TEIb] e da Associação de Emissoras Educativas e Culturais Iberoamericanas [ATEI].

O objetivo é contar com um instrumento audiovisual que acompanhe as estratégias governamentais, institucionais e acadêmicas, tanto educativas como culturais, para difundir a importância da leitura.

Boletim GIE | 16/12/2011