Mais de 1 milhão de Kindles por semana


Nas constas da Amzon estão inclusos os Kindles tradicionais e os tablets modelo Fire

A Amazon.com afirmou nesta quinta-feira, 15, que vendeu mais de 1 milhão de dispositivos Kindle em uma semana, em um anúncio incomum da maior varejista da internet, que vem na esteira de algumas resenhas negativas sobre seu novo tablet Kindle Fire.

A Amazon disse que os consumidores estão comprando “bem mais” de um milhão de Kindles por semana. Este nível de vendas ocorreu em três semana ininterruptas, adicionou em comunicado.

O número de vendas inclui o tablet Kindle Fire e todas as versões do leitor eletrônico Kindle. A companhia não revelou os números do tablet Kindle separadamente.

Entretanto, o executivo da Amazon, Dave Limp, afirmou que as vendas do Kindle Fire aumentaram semana após semana para cada uma das três semanas.

A Amazon afirmou anteriormente que nunca tinha alcançado este patamar de vendas, de acordo com uma porta-voz.

Link | Estadão | 15 de dezembro de 2011| 18h35 | REUTERS

Amazon diz ter vendido “mais de 1 milhão” de Kindles por semana


Em comunicado divulgado nesta quinta-feira [15], a Amazon afirmou que vendeu “mais de 1 milhão” de Kindles por semana.

Os números incluem o Kindle Fire e todas as versões do e-reader. A empresa não informou quanto cada um deles vendeu separadamente.

Da esquerda para a direita, os aparelhos Kindle Fire, Kindle Touch e Kindle, da Amazon

Segundo a companhia, o bom resultado nas vendas aconteceu em três semanas consecutivas, o que coincide com o lançamento da versão mais recente do dispositivo, o Kindle Fire.

O aparelho vinha recebendo resenhas negativas na mídia especializada e há rumores de que não estaria vendendo bem. Apesar do burburinho, o executivo da Amazon Dave Limp disse que as vendas do Kindle Fire subiram semana a semana desde que chegou às lojas.

Folha.com | Com REUTERS | 15/12/2011 – 17h02

Amazon dá primeiros passos no Brasil


Andy Jassy, da Amazon Web Services: disposição para enfrentar os concorrentes nacionais com escritório em São Paulo

Depois de anos de especulações, a varejista virtual americana Amazon chegou ao Brasil. O desembarque da companhia não acontece, no entanto, com o lançamento de uma loja on-line, sua atividade mais conhecida.

O trabalho da empresa no país começará com a venda de serviços para empresas no modelo de computação em nuvem – no qual softwares e equipamentos são acessados pela internet, sem a necessidade de uma grande infraestrutura de tecnologia da informação [TI]. Entre as ofertas estão a venda de capacidade de processamento e armazenagem de dados, e de sistemas completos.

Mas os investimentos da companhia no país não param aí. Especialistas acreditam que a Amazon trará para o Brasil até meados do ano que vem a loja de livros eletrônicos e o leitor Kindle. Ainda não há previsão para lançamento da versão nacional da Amazon.com.

A venda de serviços para empresas será feita pela Amazon Web Services [AWS], subsidiária da companhia que há cinco anos atua nesse mercado. As empresas locais já podiam contratar a AWS pela internet, ou por meio de revendas como Ci&T e Dedalus, mas o sistema apresentava problemas de velocidade e de atendimento. Com a presença local, esse cenário tende a mudar, diz Andy Jassy, vice-presidente sênior da companhia, em entrevista ao Valor.

De acordo com Jassy, a operação da AWS começa hoje com um escritório na cidade de São Paulo e centros de dados instalados em vários pontos do Estado. A operação brasileira, que está sob a gerência de Nilo Martins, ex-executivo do Google, será responsável por atender também os países da América do Sul. “Já temos mais de mil clientes na região e temos certeza de que ela será uma de nossas principais fontes de receita“, diz o executivo. Entre as marcas atendidas, ele cita a Gol e o site Peixe Urbano.

Com os centros de dados instalados no Brasil, Jassy afirma que a velocidade de acesso às informações será 70% maior em relação à infraestrutura da AWS nos Estados Unidos, ou na Europa.

Sobre parcerias, o executivo afirma que com um escritório na região a Amazon poderá atender de forma rápida e individualizada as revendas.

A chegada da AWS acirra ainda mais a disputa por um mercado que ficou muito aquecido no Brasil desde o ano passado. “Eles vão mexer com o mercado por conta dos preços baixos e por trazerem serviços novos, que não são ofertados pelos fornecedores locais”, diz Fernando Belfort, analista da companhia de pesquisa de mercado Frost & Sullivan. A estimativa da Frost é de que o mercado brasileiro de serviços de centros de dados tenha um crescimento de 13% em 2011, chegando a um faturamento de US$ 1,4 bilhão. Até 2016, a expectativa é de que o valor chegará a US$ 2,2 bilhões.

Criada em 2006, a AWS funciona como uma empresa separada da Amazon. Jassy, que foi o responsável por escrever o plano de negócios do serviço, a partir de 2003, conta que o objetivo era transformar em produto o conhecimento que a companhia desenvolveu durante uma década para fazer seus próprios sistemas funcionarem.

Segundo ele, a expectativa inicial era que as mais interessadas pelo serviço fossem empresas iniciantes, principalmente da área de TI. Com o passar do tempo, entretanto, outras companhias foram se interessando e o negócio ganhou um porte não imaginado anteriormente. “Achávamos que levaria o dobro do tempo para chegar onde estamos hoje“, diz.

Com centros de dados em 80 locais do mundo e atendimento a 190 países, a AWS não revela seu faturamento, nem o número de funcionários. Seu resultado está descrito na linha ‘Outros’ do balanço da Amazon, que inclui receitas não relacionadas ao varejo. Além dos serviços na nuvem, a categoria inclui receitas com atividades promocionais e de marketing, receitas vindas de outros sites e de cartões de crédito emitidos com o logo da Amazon. Tudo isso representou 3% da receita total de US$ 953 milhões da empresa em 2010.

De acordo com Jassy, nos próximos anos os serviços na nuvem podem virar a maior fonte de receita da Amazon. “Se você olhar dez, ou 20 anos no futuro, a ideia de ter infraestrutura de TI dentro das empresas vai parecer totalmente arcaica. As companhias querem deixar esse custo e se preocupar com os seus negócios“.

A AWS terá que enfrentar pelo caminho a concorrência de empresas do setor de centro de dados, como as brasileiras UOL Host, Locaweb e Tivit, além de outros gigantes do mundo da TI, como IBM, Microsoft e Hewlett-Packard [HP], que têm investido pesado na computação em nuvem. Na avaliação de Jassy, as companhias de TI terão mais dificuldade para competir. Segundo o executivo, elas estão acostumadas a atuar em segmentos com altas margens de resultado. O mundo da computação em nuvem, no entanto, é semelhante ao varejo, que tem alto volume de vendas e baixas margens.

Por Gustavo Brigatto | Valor Econômico | 15/12/2011

Editoras brasileiras avançam nas negociações com Amazon


Ao contrário do que aconteceu no mercado americano, a gigante Amazon está cedendo na ‘queda de braço’ com as editoras brasileiras. Inicialmente, a varejista americana queria vender os livros digitais com um desconto de 70% sobre o preço de capa do livro impresso. Depois, baixou para 50% e, ainda assim, as casas editoriais não aceitaram a proposta. As editoras querem que o abatimento seja de 30%, segundo o Valor apurou.

Ainda de acordo com fontes da área editorial, a varejista americana inicia sua operação de venda de livros no Brasil até meados do próximo ano. A Agência Nacional de Telecomunicações [Anatel] já liberou duas versões do leitor Kindle para venda no Brasil. Nos Estados Unidos, os modelos homologados são vendidos por US$ 79 e US$ 149, respectivamente. Procurada, a Amazon não respondeu aos contatos do Valor.

A última reunião entre a companhia e as editoras aconteceu na semana passada. Nesse encontro, as brasileiras reivindicaram também que o preço dos livros continue sendo definido pelas editoras. Nos Estados Unidos, a Amazon é quem determina o valor. Porém, no mercado americano houve uma quebradeira de importantes livrarias, como a rede Borders, em parte por conta dos descontos praticados pela varejista on-line. “Tivemos uma discussão muito produtiva e, no momento, estamos aguardando o envio de contrato para examinarmos as condições. Mas já deixamos bem claro que não queremos guerra de preço“, diz Marcos Pereira, sócio da Sextante, destacando que não pode dar mais detalhes por conta de sigilo na negociação.

As casas editoriais brasileiras mostraram-se unidas com a entrada da Amazon no país. Seis grupos editoriais (LPM, Objetiva, Planeta, Record, Rocco e Sextante) criaram uma distribuidora que atuará como um acervo de títulos digitais. A nova empresa, batizada de DLD, terminará o ano com mil títulos. “A distribuidora é uma espécie de portal em que temos controle dos downloads. Seria um risco alto dar nosso acervo digital aos lojistas sem esse controle“, diz Sonia Jardim, vice-presidente da Record.

A Ediouro também tem atuado fortemente no mundo digital. No fim de 2009, a editora carioca criou uma nova empresa, chamada Singular, para digitalização de livros. Hoje, a Singular conta com um acervo digital de 150 títulos.

Um fator que tem dado poder às brasileiras é que a varejista americana ainda não atua no país. “Nos Estados Unidos, a Amazon já vendia livros em papel antes de começar a vender no on-line. Então, havia mais poder de barganha com as editoras locais. Aqui, é diferente porque a Amazon não existe e as nossas vendas continuam mesmo sem eles“, diz Mauro Palermo, diretor da Globo Livros.

A questão do direito autoral também está gerando debates. Com a redução do preço do livro no varejo on-line, o percentual a ser pago para o autor da obra sobe dos atuais 10% [papel] para 20% em livros digitais. O mercado brasileiro ainda é tímido. Há cerca de 6 mil títulos disponíveis para leitores digitais, segundo a Câmara Brasileira do Livro [CBL]. A Companhia das Letras, uma das maiores do mercado, por exemplo, vai encerrar o ano com 200 e-books, menos de 10% do catálogo.

Por Beth Koike | Valor Econômico | 15/12/2011