WHS lança novo Kobo e-reader


Kobo e-reader

A rede britânica da livrarias W H Smith acaba de lançar o novo e-reader colorido da Kobo, pelo preço de £169.99 [cerca de R$488]. O Kobo Vox, que está disponível a partir de hoje, 23, nas lojas físicas da WHS e também online, tem uma tela antirreflexo de sete polegadas, colorida, vem com wi-fi e tem tecnologia para músicas e vídeos, o que significa que, além de ler seu e-books [inclusive com ilustrações coloridas], os usuários poderão assistir vídeos, ouvir música e jogar videogame. O aparelho também vem com a mídia social do Kobo, o Pulse, o que permite aos usuários do Vox compartilhar comentários, resenhas de livros e conversas no Facebook, Twitter e no próprio livro. A memória do novo aparelho tem capacidade para armazenar 32 mil e-books. A diretora de negócios da unidade de livros da VHS, Rachel Russell, comenta: “Estamos muito satisfeitos com a maneira como os nosso clientes reagiram aos e-readers da Kobo em nossas lojas.

Por Charlotte Williams | The Bookseller | 23/11/2011

Kyobo e Qualcomm lançam e-reader com tecnologia mirasol


SEUL e SAN DIEGO. A maior livraria sul-coreana, a Kyobo, e uma subsidiária da Qualcomm lançaram anteontem o Kyobo eReader, primeiro leitor de livros digitais com tela colorida baseada na tecnologia mirasol, também conhecida como IMOD [Interferometric MOdulator Display]. O aparelho tem baixíssimo consumo de bateria e permite melhor leitura em espaços bem iluminados.

A tecnologia mirasol é uma aplicação da filosofia do biomimetismo, em que uma técnica imita um organismo ou estrutura existente na Natureza. No caso, emula-se o comportamento das escamas da asa da borboleta, que refletem seletivamente a luz branca, devolvendo certas cores do espectro visível de luz.

QMT [Qualcomm MEMS Technologies Inc.], subsidiária da Qualcomm Inc., juntamente com o Kyobo Book Centre, maior livraria da Coreia do Sul, anunciaram a disponibilidade no varejo do e-reader pioneiro em displays mirasol, que permite leitura de livros, revistas e exibição de vídeos em taxa de 30fps [frames por segundo] em uma tela de toque. O site oficial do Kyobo eReader é mirasoldisplays.com/kyobo. Com o baixo consumo elétrico, a carga da bateria do Kyobo chega a durar semanas, num regime típico de uso e com boa luz ambiente. Por uso típico, a empresa considera 30 minutos de leitura por dia, com Wi-Fi desligado e luz frontal regulada para 25% de luminância. Diferentemente das telas comuns de tablets e de celulares, que têm luz própria, o display mirasol, tal como o do Kindle, da Amazon, não é luminoso, precisando de luz ambiente para ser lido.

O e-reader Kyobo inclui acesso ao acervo de 90 mil ebooks da livraria, além de palestras e aulas em vídeo da EBS, provedor sul-coreano de conteúdo educacional. Oferece também material compartilhado pelos serviços de redes sociais do país, bem como texto falado em inglês a partir dos textos eletrônicos e buscas pelo aplicativo de dicionários Diotek de inglês e idiomas orientais.

O aparelho tem tela mirasol XGA de 5,7 polegadas [1024 x 768 pixels], com resolução de 223ppi e é equipado com o processador classe S2 Snapdragon, com clock de 1GHz, rodando a interface de aplicações Kyobo sobre uma plataforma Android 2.3. O e-reader está saindo no país ao preço equivalente a US$ 310, com descontos para os clientes premium da livraria, baixando o preço para o valor convertido de US$ 265.

Procurada, a Qualcomm não informou seus planos para oferecer no Brasil dispositivos usando tecnologia mirasol.

A história recente da tecnologia mirasol sofreu alguns tropeços, que, no final das contas, podem ter sido uma bela manobra de despistamento. Em 1º de junho, Paul Jacobs, diretor-executivo da Qualcomm, comunicou que a empresa havia abandonado seus planos de fabricar um e-reader com tela mirasol de 5,7 polegadas, alegando que iria se concentrar numa nova versão da tecnologia. Na época, Jacobs declarou que competia com a E Ink, “tinta” eletrônica monocromática já antiga no mercado, e reconheceu que as telas de seus protótipos mirasol ainda não tinham cores suficientemente brilhantes.

Após declarar que investiria cerca de US$ 1 bilhão na fábrica mirasol em Taiwan, que permitiria à Qualcomm produzir os displays no volume necessário, Jacobs encerrou o papo e um véu de secretismo cobriu o assunto por alguns meses, sendo o silêncio quebrado anteontem. Displays IMOD da QMT já estão no mercado comercial em fones Bluetooth, sistemas de monitoramento, celulares e tocadores de MP3.

Como funciona

Um display mirasol é composto de um mosaico de elementos IMOD, sendo cada um deles um sanduíche de camadas. Cada IMOD é um dispositivo microeletromecânico [MEMS, Micro-Electro-Mechanical System] simples, composto de duas placas eletricamente condutivas. A de baixo é uma camada reflexiva, e a de cima é uma pilha de filmes finos sobreposta por um substrato de vidro. Entre a camada de baixo e a de cima existe um microintervalo vazio, preenchido por ar.

Quando não há voltagem aplicada sobre o conjunto, as placas estão em sua separação máxima. Com isso, a luz ambiente entra pelo vidro e é rebatida pela camada reflexiva em uma cor específica. O usuário olha para a tela naquele ponto e vê aquela cor refletida e reconhece aquele pixel como tendo a tal cor.

Aplicando uma fraca voltagem ao elemento IMOD, as placas se aproximam por atração eletrostática e a luz interage com o elemento fechado, refletindo a cor preta, ou seja, não refletindo luz alguma. O elemento IMOD tem duas situações estáveis: aberto e fechado. Os elementos são eletricamente ligados [abertos] e desligados [fechados] usando circuitos integrados semelhantes aos utilizados para endereçar pontos de um display LCD comum — de tela de cristal líquido.

Cada elemento IMOD é bem pequeno, representado por um quadradinho de 10 a 100 micra de lado [micra é plural de mícron, ou micrômetro, que equivale a um milésimo do milímetro]. A cor de cada elemento é determinada pela distância entre as placas, que é regulada pela voltagem aplicada ao conjunto. Um trio de elementos IMOD gera as diferentes gradações de RGB [Red-Green-Blue], com primeiro refletindo o vermelho [Red], o segundo o verde [Green] e o terceiro o azul [Blue]. Manipulando cada um dos minúsculos pixels, pode-se gerar um vasto leque de cores. E cada sub-pixel adota um estado aberto ou fechado para gerar a cor final do pixel.

Para criar uma tela mirasol, uma grande matriz de elementos IMOD são fabricados no formato desejado, formando uma peça única. Nesse processo, tirinhas de elementos IMOD são combinadas para formar pixels, que, por sua vez, são justapostos para compor uma tela completa.

O pulo do gato que permite o baixo consumo elétrico é que, quando um elemento IMOD não está sendo endereçado, ele consume muito pouca energia. Além disso, diferentemente das telas convencionais retroiluminadas de cristal líquido, a tela mirasol é claramente visível em luz ambiente, como em um local com boa iluminação solar. De meados de 2010 para cá, a tecnologia mirasol se aprimorou, permitindo taxas de refresh do display que passaram de 15fps para os 30fps atuais, o que permite exibir vídeo.

A descrição detalhada da tecnologia mirasol pode ser lida em PDF . A Wikipédia também descreve bem a técnica .

Por Carlos Alberto Teixeira | O Globo Online | 23/11/2011

eBook Reader com papel eletrônico colorido Mirasol é lançado


A rede de livrarias sul-coreana Kyobo lançou o primeiro leitor eletrônico com tela Mirasol, tecnologia da Qualcomm que visa unir características de papel eletrônico [baixo consumo de energia, visibilidade sob luz solar] e LCD [reprodução de cores e vídeos].

O dispositivo, chamado simplesmente eReader, tem uma tela sensível ao toque de 5,7 polegadas com resolução de 1.024×768 pixels.

Kyobo eReader, leitor de livros eletrônicos que usa tela Mirasol, da Qualcomm

Um Android 2.3 completamente personalizado equipa aparelho. O ‘coração’ é um processador Qualcomm Snapdragon S2 de 1 GHz.

O anúncio, feito na Coreia do Sul, foi definido como “global”, embora não haja informações sobre disponibilidade em outros países. O preço é de 349 mil won, ou cerca de R$ 550.

Folha.com | Tec | 23/11/2011 – 14h37