Novos hábitos, novas questões


Por Gustavo Martins de Almeida | Publicado originalmente em PublishNews | 16/11/2011

O último artigo, sobre o mundo das nuvens, mostrou que a relação dos consumidores com os livros eletrônicos será a de locatários, permissionários, usuários distantes, perdendo o consumidor o caráter de proprietário do exemplar com autógrafo e rabiscos, o contato físico com o objeto, a possibilidade de sentir o cheiro do livro, amassar, dobrar, rabiscar etc.

Talvez seja mesmo uma nova característica, assim como a transferência de dinheiro on line [tão oportuna em período de greve bancária] em que não vemos as cédulas, nem assinamos o cheque, bastando tocar numa tela de vidro.

Mas faltou só um detalhe para fechar o círculo. Para termos o livro mais disponível e acessível, teremos que fazer uma cópia, um back up da obra no nosso computador, na nossa base de dados? Há alguma restrição legal?

Outro aspecto. O livro eletrônico é apenas uma forma diferente de transmissão de conteúdo, e não um software, certo? Essa questão tem gerado enormes discussões, com reflexos principalmente em aspectos tributários.

Não tenho dúvida de que o livro eletrônico constitui apenas nova forma de transmissão de conteúdo. Mas será que o armazenamento de uma cópia no computador equivaleria a ter uma cópia xerox do livro físico, para o caso de extravio?

E aí começa nova polêmica. Na era da reprodutibilidade, em que eu copio o conteúdo de seu site, mas você não deixa de possuir a informação nele contida; em que o “compartilhamento” é a palavra das redes sociais; como ficaria o empréstimo de livros eletrônicos nas bibliotecas?

Hoje uma biblioteca adquire 10 livros de determinado autor, ele recebe os direitos pela venda de 10 exemplares e 10 usuários poderão pegar o livro por empréstimo na biblioteca.

Com um livro eletrônico, no entanto, quantas pessoas poderão, simultaneamente, pegar emprestada aquela obra, que foi adquirida [um único exemplar] pela biblioteca. O autor então ganhará menos enquanto mais leitores terão acesso ao livro? Ou será cobrado por cada empréstimo valor mínimo, de modo a que o autor da obra ganhe no volume e no tempo?

Como disse, a nova relação consumidor/obra/editora vai exigindo novos modelos jurídicos de comercialização da obra, de modo a manter-se um equilíbrio mínimo entre os protagonistas desse eixo.

O desafio é encontrar, com rapidez, essas fórmulas, pois os sinais de Frankfurt mostram que o livro digital não pede licença, o futuro chegou.

Aliás, como serão, doravante, as noites de autógrafos de livros … eletrônicos?

Por Gustavo Martins de Almeida | Publicado originalmente em PublishNews | 16/11/2011

Gustavo Martins de Almeida é carioca, advogado e professor. Tem mestrado em Direito pela UGF. Atua na área cível e de direito autoral. É também advogado do Sindicato Nacional dos Editores de Livros [SNEL] e conselheiro do MAM-RIO.

Na coluna Lente, Gustavo Martins de Almeida vai abordar os reflexos jurídicos das novas formas e hábitos de transmissão de informações e de conhecimento. De forma coloquial, pretende esclarecer o mercado editorial acerca dos direitos que o afetam e expor a repercussão decorrente das sucessivas e relevantes inovações tecnológicas e de comportamento.

Kindle Fire tem componentes de Texas Instruments, Samsung e LG


O Kindle Fire, tablet da Amazon, utiliza componentes da Texas Instruments, da Samsung, da LG e da Hynix Semiconductor, de acordo com a empresa iFixit, que abriu o dispositivo na terça-feira [15].

A Amazon pretende vender pelo menos 5 milhões de unidades do Fire no último trimestre deste ano. O número pode não ser tão alto quanto o do iPad, líder do mercado, mas é o suficiente para atrair a atenção de investidores. “Três a cinco milhões de unidades por trimestre pode ser significativo para certos fabricantes de componentes”, disse Brad Gastwirth, da empresa de pesquisa ABR Investment Strategy.

De acordo com a iFixit, o processador principal é um Texas Instruments OMAP 4430. A Samsung forneceu o chip de 8 Gbytes de memória flash, e a Hynix fez o componente de RAM DDR2 [512 Mbytes] para o dispositivo. A tela do tablet é da LG.

As especificações e os componentes são parecidos com os do BlackBerry PlayBook, da Research in Motion, o que levou analistas a especular que os dispositivos têm os mesmos componentes.

Ainda segundo a iFixit, eles têm os mesmos componentes básicos –placa mãe, bateria, display e processador. O case abre-se como o do PlayBook, mas o Fire tem um layout interno completamente diferente, com uma bateria menor e orientações diferentes para seus componentes.

FOLHA.COM | DE SÃO PAULO | COM REUTERS | 16/11/2011 – 18h47

Kindle Fire x iPad


O Kindle Fire, o tablet de US$ 199 da Amazon, chegou às mãos dos primeiros usuários americanos no dia 15 e agora começam a sair as primeiras avaliações. A Publishers Weekly publicou uma resenha em que o compara com o iPad, da Apple. Quando o novo aparelho da Amazon foi anunciado, em outubro, surgiram perguntas como: o Kindle Fire vai matar o iPad, vai de fato ser um concorrente? Segundo Craig Morgan Teicher, a resposta é não, de jeito nenhum. “O iPad e o Kindle Fire não estão de maneira alguma na mesma categoria.

O iPad é uma evolução do computador pessoal – é portátil, um aparelho multifuncional onde se pode consumir, mas também criar todo tipo de conteúdo”, escreveu. Já o Fire é uma espécie de parente distante das antigas TVs portáteis. “Você pode consumir um monte de coisas quase sem esforço no Fire – filmes, música, revistas, alguns tipos de aplicativos e, mais importante para nós, livros; mas a verdadeira inovação é como o aparelho torna fácil, e tentador, comprar conteúdo – da Amazon.” Para Teicher, o Fire é pesado, tem um browser de internet lento e oferece possibilidades bem mais limitadas de uso, mas é barato, fácil de comprar e cheio de conteúdo.

Por Craig Morgan Teicher | Publishers Weekly | 16/11/2011

Microsoft apresenta projeto que leva o Kinect até salas de aula e de empresas


Se há uma coisa bem clara sobre o Kinect, é que ele serve para muitas coisas além de um mero controle para o Xbox 360. A Microsoft percebeu isso e já tem planos de tornar o acessório bastante versátil e presente em outros locais, como salas de aula e até reuniões em empresas.

Este projeto, com o nome de Code Space, está sendo tocado pela própria Microsoft e tem como objetivo a cooperação de várias pessoas em uma sala de reunião ou de aula. O painel principal é sensível ao toque e o Kinect pode analisar os gestos de cada pessoa presente para permitir a colaboração de alguma forma. Se a pessoa levar seu smartphone, será possível o controle da apresentação com este aparelho, bastando apontar o celular para a tela e usar uma interface própria para manipular objetos e até pintar algo na tela.

Além do controle de um ponteiro na tela, o smartphone pode ser utilizado como um controle para a movimentação total da tela ou ainda para inserir objetos nela. Se você tiver um projetor sobrando, pode usar ele para aumentar a tela para a parede inteira e jogar conteúdo para lá. As possibilidades são imensas e podem ser aplicadas tanto em salas de reunião quanto salas de aula mais tecnológicas, já que o conteúdo pode ser puxado da tela para um smartphone ou tablet apenas com um gesto já definido.

Confira como funciona o projeto neste vídeo.

TECH GURU | Com informações do site da Microsoft | 16 de novembro de 2011 – 8:00