Bônus para usar internet são incentivo em escola de Tocantins


A identificação do motivo das frequentes faltas dos alunos da Escola Estadual Presidente Costa e Silva, de Gurupi, Tocantins, resultou na criação do projeto pedagógico Bônus Lan House Monitorada. O aluno que, em um mês, obtém carimbos positivos na agenda, por boa disciplina e cumprimento das tarefas escolares, ganha pontos a serem trocados por tempo livre de acesso à internet nos computadores portáteis da escola, no turno oposto ao das aulas.

A inovação reduziu o número de faltas e levou a unidade de ensino a ser escolhida como Escola Referência Brasil do Prêmio Nacional de Referência em Gestão Escolar, ano-base 2010, promovido pelo Conselho Nacional de Secretários de Educação [Consed]. Como premiação pela experiência bem-sucedida, a diretora da escola, Adriana da Costa Pereira Aguiar, viajou aos Estados Unidos. Lá conheceu experiências desenvolvidas no ensino público. “Fiquei surpresa ao ver, em duas escolas, projetos parecidos com o nosso, num espaço que chamam de cybercafe”, revela Adriana.

Ao voltar da viagem, ela promoveu enquete virtual para os alunos escolherem um nome para espaço semelhante a ser criado na escola Presidente Costa e Silva. “Envolver os alunos na criação desses espaços e nos debates faz com eles se sintam bem”, avalia a diretora.

Bônus — Tudo começou com a descoberta de que muitos alunos da instituição frequentavam lan houses, sem o conhecimento dos pais, para navegar nas redes sociais — o acesso à internet na escola, oferecido aos 300 alunos do sexto ao nono ano, restringia-se a pesquisas e trabalhos escolares, no horário das aulas. Para coibir a freqüência às lan houses, a direção da escola decidiu contabilizar o número de registros positivos nas agendas individuais. Quanto mais carimbos positivos, mais bônus para tempo livre na internet. “Mas é um acesso controlado porque os acessos a sites proibidos ficam registrados no computador”, explica Adriana. “Se isso acontecer, eles perdem os bônus.

Edy David Feitoza Lima, 14 anos, estava entre os estudantes que trocavam as aulas pela lan house. “Ficava lá, jogando”, revela. A mãe de Edy ficou surpresa ao ser avisada pela escola das faltas frequentes. “Eu estava trabalhando muito e fiquei chocada ao saber que meu filho não estava indo à escola”, diz Luzineide Feitoza de Vasconcelos.

O projeto da lan house monitorada não foi a única iniciativa que levou a escola a merecer o prêmio de gestão bem-sucedida. A própria dinâmica diária dos alunos é diferente do modelo tradicional das escolas brasileiras. São os alunos, não os professores, por exemplo, que mudam de sala a cada aula.

Nelas, encontram ambiente planejado, com recursos específicos para as disciplinas. “São seis salas com ambientes diferentes, mas em todas há 35 laptops à disposição dos alunos”, explica a coordenadora pedagógica Dalília Arantes. A escola participa do projeto Um Computador por Aluno, do governo federal. A tecnologia, acessível em toda a escola, motiva os estudantes. “Damos asas à imaginação, mesmo” afirma Dalília. “Os laptops servem para fazer desde a pesquisa sobre um novo vírus até o preenchimento de ficha literária virtual após a leitura de um livro.

Controle — Para que os pais saibam diariamente como foi o dia do filho na escola, todos os alunos têm uma agenda. Nela, o professor usa até seis carimbos para avaliar o comportamento do estudante. Outro recurso é o caderno de ocorrência da turma. Dele constam a foto e o nome do aluno e os contatos da família. Ali, o professor faz observações sobre deveres de casa e problemas de disciplina. A diretoria reserva um horário, nas quartas-feiras à noite, para que os pais conversem com os professores.

Com tais iniciativas, a escola tem apresentado evolução no índice de desenvolvimento da educação básica [Ideb], que saltou de 3,7 em 2007 para 5,1 em 2009. A evasão escolar, que chegou a 22% há três anos, foi reduzida a zero, com a frequência monitorada. Caso um aluno falte às aulas, os pais são procurados por orientador pedagógico ou professor conselheiro.

Parceria — A visita da diretora aos Estados Unidos pode render um projeto, em parceria com a Lakeview Centennial High School, do Texas. “É uma escola muito forte na área de comunicação”, diz Adriana. “Na própria instituição, os alunos têm uma rede de TV que pode ser vista por todos.

A diretora admite que a escola de Gurupi não tem recursos para tanto, mas acredita na criação de um projeto que permita aos alunos, por exemplo, registrar em filme a forma pela qual resolveram questões complexas e postar o filme no blog da unidade de ensino.

Por Rovênia Amorim | Publicado originalmente em Jornal do Professor | 30/11/2011

Argentina: Pela primeira vez, TOC na América Latina


Depois dos já consagrados TOC [Tools of Change] Nova York, Bolonha e Frankfurt, esse importante congresso sobre o mundo digital chega à América do Sul pela primeira vez, na cidade de Buenos Aires. Gabriela Adamo, diretora da Fundación del Libro – organizadora da Feria Internacional del Libro de Buenos Aires –, anunciou ontem à tarde, em apresentação na FIL Guadalajara, o primeiro TOC Latinamerica, que acontecerá no dia 20 de abril de 2012. O evento completará a “Jornada de Professionales del Libro” que acontece de 16 a 20, iniciando a Feira de Buenos Aires.

A organização vai trabalhar com uma previsão de cerca de 400 participantes no evento e promete manter o preço abaixo – cerca de 40% menos – do que tem sido cobrado no TOC Nova York e Frankfurt. “Precisa ser um valor acessível para o nosso público”, disse Gabriela Adamo. A diretora também acredita que a força da marca TOC terá grande repercussão para além da Argentina, com grande cobertura da mídia em toda a América Latina.

O TOC Latinamerica terá organização da O’Reilly, da Frankfurt Book Fair e da Feira do Livro de Buenos Aires. Gabriela destacou a importância de todo o expertise da O’Reilly e da Feira de Frankfurt na organização da conferência, e disse estar muito entusiasmada com a oportunidade. “Precisamos muito conhecer melhor sobre tecnologia e como colocá-la a serviço do mundo editorial. Precisamos conhecer as novas ferramentas que podem ser usadas pelos editores e precisamos que isso seja mostrado por aqueles que conhecem melhor o assunto, entre os quais a O’Reilly e a Frankfurt Book Fair”, afirmou.

[Reprodução autorizada mediante citação da ‘Brasil que Lê – Agência de Notícias’]

Contato: agencia@brasilquele.com.br

Por Ricardo Costa | PublishNews | 30/11/2011

Bom para o Kindle


A edição deste ano da Black Friday, o dia das grandes liquidações nos Estados Unidos, foi a melhor para a venda do Kindle. Os consumidores compraram quatro vezes mais desses aparelhos fabricados pela Amazon na última sexta-feira, em comparação com a mesma data no ano passado. O Kindle Fire, o tablet lançado recentemente pela Amazon, foi o item que a varejista americana mais vendeu durante a Black Friday, e é o produto mais vendido há oito semanas consecutivas no site da empresa.

Publishers Weekly | 29/11/2011

Os computadores podem ajudar você a achar o livro que deseja ler?


Por Felipe Lindoso | Publicado originalmente em PublishNews | 29/11/2011

A proliferação de títulos é um dos fenômenos mais marcantes do mundo editorial. Já comentei, em diversas ocasiões, o livro Livros demais, do Gabriel Zaid, filósofo mexicano. Zaid defende que o “encontro feliz” entre o livro e seus leitores é o grande problema, e que esse encontro é extremamente difícil. O leitor “acha” o livro quase que por acaso ao frequentar livrarias, ler jornais, conversar com outros leitores etc.

Em um momento em que milhões e milhões de títulos são publicados no mundo inteiro, todos os anos, a ansiedade em promover esse “encontro feliz” tem motivado algumas iniciativas destinadas a resolver isso. Ajudar o leitor a encontrar o livro que – ainda não lido – se enquadre nas suas expectativas.

Os meios mais tradicionais de achar esses livros, além daqueles já mencionados, eram as indicações dos livreiros e dos bibliotecários [onde existem bibliotecários e bibliotecárias, e bibliotecas equipadas, é claro]. Esses profissionais, por cujas mãos passavam todas as “novidades”, e que também conheciam o gosto do leitor com quem conversavam, faziam as sugestões que achavam pertinentes.

Recentemente, topei com duas iniciativas que pretendem ajudar os leitores a resolver esse problema com a ajuda da informática, e uma terceira que espera tornar “mais profissional” esse labor de indicação feito pelas equipes das livrarias.

A primeira das iniciativas foi a proposta de fazer o “DNA dos livros”. Apareceu em um artigo do Ed Nawotka na Publishing Perspectives. Publiquei a tradução integral no meu blog. Aaron Stanton, o autor da ideia, conseguiu um certo apoio do Google para montar o site Booklamp.org. A ideia que ele teve foi desenvolver um software que “qualifica elementos como densidade, ritmo, descrição, diálogo e movimento, além de numerosas e nuançadas microcategorias, tais como ‘pistolas/rifles/armas’, ou ‘descrições explícitas de intimidade’ ou ‘ambientes de trabalho’”. A partir daí, comparando esses elementos em um banco de dados, o serviço especifica o que cada livro tem em comum com outros. Atualmente o banco de dados do Booklamp abriga cerca de 20 mil títulos. O site depende dos editores lhe enviarem originais em formato eletrônico, que são então analisados pelo programa. É o “Genoma dos livros” em elaboração.

Eu experimentei com alguns livros que já tinha lido e o resultado foi convincente: as indicações resultaram em outros livros do mesmo gênero que eu também já tinha lido e gostado. Mas Stanton adverte que o programa pode cometer erros que só serão “autocorrigidos” com o aumento do banco de dados. Stanton pretende que essas informações sejam úteis para os editores, e é aí que pretende ganhar dinheiro.

Outro site montado para ajudar os leitores a achar outros livros a partir do conteúdo de alguma obra que tenham lido é o Small Demons. O site pretende levar seus frequentadores a conhecer títulos onde pessoas, lugares e coisas que aparecem em um livro também aparecem em outros títulos. Ao entrar na aba “people” do site e clicar na foto de Miles Davis, por exemplo, os small demons levam você para City of bones, do Michael Connelly [publicado aqui pela Record como Cidade dos ossos], que está junto dos demais livros do autor e de outros livros que citam músicos em suas páginas, e mostra as fotos de Elvis Presley, Bob Dylan, Bono e muitos outros mais. O mesmo tipo de resposta aparece na aba “places” e na aba ”things”. Ao clicar em “Jaguar” [carro], o site manda você para uma bela coleção de livros policiais onde a marca automotiva é citada ou é “personagem”. E assim por diante. Por enquanto o acesso é grátis, mediante cadastramento.

A terceira iniciativa mistura informática com as indicações tradicionais de livreiros. Roxanne Coady, dona de uma livraria em Connecticut, bolou o Just the Right Book. A ideia da livreira é que as pessoas respondam a um questionário sobre seus hábitos e gostos de leitura. As perguntas são simples e nada agressivas: “Nas férias você prefere sentar na praia ou visitar a cidade com os moradores locais como guia?”; “Você prefere ler Jodi Picoult ou Gabriel García Márquez?”.

A partir daí a equipe de vendedores da sua livraria analisa o “mood” de leitura e indica livros, baseados em sua experiência e contatos com quem frequenta a loja.

Para evitar que as pessoas “ganhem” as indicações e saiam comprando online em outras lojas [na Amazon, por exemplo], ela pretende cobrar uma assinatura. Ainda não decidiu se vai cobrar um ou cinco dólares por mês de quem fizer a assinatura. Por enquanto ela tem cerca de dois mil assinantes, que responderam a quinze mil questionários. A discrepância, por enquanto, não a preocupa, já que seus sistemas mostram que metade dos que responderam compraram algum livro em sua loja.

Evidentemente, ela desenvolve todo um conjunto de ações para estreitar o relacionamento com seus clientes, promoções etc.

Esse último modelo, quem sabe, pode até ser adotado pelas livrarias brasileiras. Como eu não respondi ao questionário, não sei se funciona, até porque as respostas não saem na hora: são analisadas pela equipe da loja.

PS – A autora contraposta a García Márquez, Jodi Picoult, publica romances sobre “relacionamentos familiares”. Já publicou dezoito romances e ganhou um prêmio da Associação dos Livreiros da Nova Inglaterra [EUA] e, pelo que consegui descobrir, tem três livros publicados no Brasil: A guardiã da minha irmã e A menina de vidro, pela Verus, e Piedade, pela Planeta do Brasil. Não sei o que leva os livreiros da Nova Inglaterra a antepor os dois como “preferências de leitura” e a partir daí ter critérios para indicar livros.

Por Felipe Lindoso | Publicado originalmente em PublishNews | 29/11/2011

Felipe Lindoso

Felipe Lindoso é jornalista, tradutor, editor e consultor de políticas públicas para o livro e leitura. Foi sócio da Editora Marco Zero, diretor da Câmara Brasileira do Livro e consultor do CERLALC – Centro Regional para o Livro na América Latina e Caribe, órgão da UNESCO. Publicou, em 2004, O Brasil pode ser um país de leitores? Política para a cultura, política para o livro, pela Summus Editorial.

A coluna O X da questão traz reflexões sobre as peculiaridades e dificuldades da vida editorial nesse nosso país de dimensões continentais, sem bibliotecas e com uma rede de livrarias muito precária. Sob uma visão sociológica, este espaço analisa, entre outras coisas, as razões que impedem belos e substanciosos livros de chegarem às mãos dos leitores brasileiros na quantidade e preço que merecem.

Grã-Bretanha: Biblioteca digitaliza jornais dos séculos 18 e 19


A Biblioteca Britânica disponibilizou parte de seu arquivo de jornais dos séculos 18 e 19 para consulta online no site british newspaper archive, informa o journalism.co.uk. Foram mais de quatro milhões de páginas digitalizadas, com auxílio da editora online Brightsolid, de mais de 200 títulos das regiões da Inglaterra e Irlanda. O arquivo traz desde a cobertura dos principais eventos históricos, como a Guerra da Criméia, até pequenas notícias familiares de jornais locais.

O arquivo digital pode ser acessado gratuitamente na Biblioteca, que fica em King’s Cross, em Londres. Para consultas à distância, por mais de 48 horas, serão cobradas 6,95 libras. Haverá assinaturas mensais e anuais para pesquisadores e acadêmicos.

Portal Imprensa | 29/11/2011

Mundo Monstro – O estranho caso do vampiro assassino


Numa cidade perdida, humanos e monstros convivem pacificamente. Mapinguaris conversam com duendes, canibais são garçons, dragões trabalham em restaurantes e a fênix faz um show de exibicionismo. Mas esse equilíbrio pode ser quebrado a qualquer momento por um assassinato.

Para impedir que isso aconteça, um detetive lobisomem e seu pupilo devem desvendar esse mistério.

Mundo Monstro – o estranho caso do vampiro assassino, é o primeiro livro da série juvenil de Gian Danton, lançado como e-book pela Infinitum Libris, protagonizada pelo detetive Guilherme o pupilo Érico.

Ficha Técnica

Autor: Gian Danton
ISBN: 978-85-64389-04-5
Ilustração de capa: Antônio Eder
Diagramação e projeto gráfico: Daniel Cavalcante
Formato: ePub

Degustação: Leia o Primeiro Capítulo

Visite a página do livro para adquirir

Só preço salva o Kindle Fire, tablet da Amazon


A princípio, ele lembra o popular slogan de eletrodomésticos brasileiros. Afinal, o Kindle Fire não é, assim, nenhum iPad. Quando se vê o preço, porém, o novo tablet da Amazon vira uma opção deveras interessante para quem cobiça o aparelhinho, mas hesita quanto a seu uso.

O Fire, encarnação de tela colorida e sensível ao toque do leitor eletrônico que a Amazon lançou em 2007, serve para bem mais do que ler [e comprar] livros: navega na internet, roda jogos e vídeo, tem aplicativos de toda sorte e lê documentos com extensões PDF, DOC e outras.

Sem câmera, sem GPS e com tela menor, precisa evoluir para se comparar ao iPad. Mas como reclamar diante do preço de US$ 200, 60% menor que o do rival?

O ponto mais frágil está na oferta de apps, mais limitada. Os aplicativos dos jornais são basicamente versões coloridas do que havia no Kindle original, sem interatividade [revistas, como a “Wired”, já têm versões próprias]. Além disso, a loja criada pela empresa não funciona fora dos EUA [leia mais ao lado].

Também faltava o YouTube. Em seu lugar, um player pouco amigável para o site de vídeos, o FREEdi, não rodou no teste da Folha.

A julgar pelo que ocorreu com o Android, entretanto, é de esperar que o número de apps -hoje vagamente classificado pela Amazon como “milhares”- se multiplique logo. O sistema operacional utilizado pelo Fire, aliás, é uma versão adaptada daquele criado pelo Google.

Funciona bem. Mas alguns detalhes que aumentam os passos na navegação, como a tela que enfileira aplicativos ou os categoriza, tiram pontos diante do ultrainstintivo iOS 5, da Apple.

Uma das características trompeteadas pela Amazon é a rapidez de seu novo navegador, o Amazon Silk. É fato. Mas a resposta ao toque -zoom e rotação, ou o toque para acionar vídeos- é lenta, e às vezes engasga.

Diferentemente do que se torna frequente com o iPad, os sites não reconhecem imediatamente o Fire como tablet e carregam sua versão completa. Porque a tela é significativamente menor, a leitura se torna menos confortável do que no rival.

Faz falta também um ajuste de som no próprio aparelho -o controle, virtual, aparece na tela. Já a qualidade dos vídeos é excelente, mesmo com a tela menor.

Dois pequenos trunfos do Fire sobre o iPad são a porta Micro-USB e a portabilidade [o rival pesa 50% mais].

Ao evoluir, porém, o Fire deixou de lado aquilo que fazia seu irmão mais velho tão especial frente ao iPad: o conforto para ler livros.

Ainda estão ali dicionários, marcações e consultas. Mas a tela luminosa é bem menos confortável aos olhos do que a de E Ink dos Kindles antigos, e o peso é 2,5 vezes maior. Além disso, a bateria da versão simples durava até um mês -no Fire, a promessa é de oito horas em uso intenso.

Por Luciana Coelho | De Washington | Publicado originalmente por Folha de S.Paulo | 27/11/2011

Turma da Mônica ganha vídeos para smartphone e tablet


O estúdio de Mauricio de Sousa, 76, na Lapa, zona oeste de São Paulo, tem o estilo descontraído que se imagina de quem vive de criar e entreter.

Nas salas do edifício antigo ocupadas pelo inventor da Turma da Mônica há vários brinquedos e quadros dos personagens, guloseimas sobre as mesas e um entra e sai constante de filhos de Mauricio que trabalham com ele –sete, de um total de dez.

Isto aqui é uma usina de ideias“, diz, ao lado da filha Mônica Spada e Sousa, 51, que inspirou a personagem de mesmo nome e hoje é diretora comercial da Mauricio de Sousa Produções.

Ideias que renderam novos projetos para 2012.

No primeiro semestre do ano que vem, de olho no público jovem e adulto, a produtora lança uma série de vídeos de curtíssima duração –espécie de vinhetas de 30 segundos – para iPhone e iPad chamada “Monica Toy”.

São breves animações com personagens da Turma menos politicamente corretas que as tradicionais, para público acima de 14 anos“, diz Mônica.

Além disso, a empresa pretende estar com o site atualizado [www.monica.com.br], mais interativo, e atuando em e-commerce com seus 1.500 produtos licenciados [como brinquedos e roupas] e itens exclusivos. É a primeira grande reformulação na área digital desde que o site foi criado, em 1996.

Mauricio de Sousa e sua filha Mônica Spada e Sousa, no estúdio da produtora na capital paulista | Leticia Moreira, by Folhapress

Fizemos um investimento grande naquela época, e depois isso ficou adormecido“, afirma a diretora comercial, sem revelar valores.

A tecnologia é importante para manter a comunicação com o público. Lamento não ter tempo para usar ainda mais as redes sociais“, diz Mauricio, reconhecido no Twitter pela assiduidade.

RELEITURA

Ainda na lista de novidades para 2012 em busca do público jovem e adulto, a produtora lança uma série de quatro “graphic novels” [romances gráficos] com a Turma da Mônica.

As histórias, publicadas trimestralmente, vão ser concebidas por cinco desenhistas de fora da equipe tradicional -contratados especificamente para o projeto.

Cada um fez o desenho e a história ao seu estilo, mas, claro, sob nossa supervisão“, diz Mauricio. “As exigências foram não ter desvio de comportamento nem morte de personagem, e que as figuras guardassem algumas características das originais.

POR CAROLINA MATOS | Folha.com | 27/11/2011 – 11h12

Stálin na rede


Os mais de 28 mil documentos de Stálin, muitos que ainda estavam inacessíveis mesmo para quem os procurava nos arquivos russos, estão agora na rede, num projeto liderado pela Universidade Yale, segundo a coluna Painel das Letras. Para conhecê-lo, vá pelo endereço www.stalindigitalarchive.com. Ainda em fase beta, restrito a pesquisadores cadastrados, o site possui várias ferramentas para fazer com que especialistas possam interagir e compartilhar conteúdo.

Por Josélia Aguiar | Folha de S. Paulo | 26/11/2011

Notebook e tablet roubam espaço do netbook


Notebooks e tablets devem ser os equipamentos mais procurados pelos brasileiros nas vendas de final de ano, na opinião de varejistas e fabricantes.

Mas veremos uma competição entre esses equipamentos pelo bolso do mesmo consumidor“, diz Marcílio Pousada, presidente da Livraria Saraiva.

O Walmart espera forte demanda especialmente pelos tablets de baixo custo, entre R$ 700 e R$ 900. No entanto, a rede reforçou as negociações por equipamentos ainda mais baratos e espera ter produtos a partir de R$ 399.

A Positivo Informática aposta no crescimento das vendas dos computadores, de seu tablet, o Ypy, e principalmente das máquinas portáteis. Segundo Hélio Rotenberg, presidente da companhia, hoje 86% daqueles que pretendem investir em um computador novo miram os notebooks.

A Dell espera crescimento tanto nas vendas de computadores mais baratos como dos notebooks ultrafinos -desejo de consumo das classes A e B.

Enquanto vê nos tablets e smartphones as grandes estrelas do Natal, com crescimento de até 60% nas vendas, a Fnac aponta declínio nos desktops e nos netbooks.

A demanda pelos computadores portáteis de baixo poder de processamento e longa duração de bateria deve cair à metade na comparação com 2010.

Para o ano, segundo a IDC, devem ser vendidos pelo menos 450 mil tablets no mercado nacional.

Folha de S. Paulo | 26/11/2011

O ritual literário de Georges Simenon


Exposição na França mostra os objetos usados pelo escritor

blog da L&PM publicou curiosidades sobre Georges Simenon, para falar de uma exposição sobre ele que tem início da França. Para o criador do comissário Maigret, o maior crime que se podia cometer era incomodá-lo enquanto estava trabalhando. “Não perturbe”, dizia uma plaquinha na porta de seu escritório. Outra condição sine qua non para ele começar a escrever um romance incluía pelo menos quatro dúzias de lápis recém apontados, um bloco novo de folhas amareladas, um envelope com nomes, idades e endereços de seus personagens e uma lista com possíveis itinerários de trem, além da máquina de escrever a postos e devidamente higienizada, as cortinas fechadas e café em boa quantidade. Ao todo, Simenon escreveu cerca de 250 mil páginas, que ligadas ponta com ponta chegariam aos 6km de extensão.

PublishNews | 24/11/2011

Conceito atual de plágio divide especialistas


Para o professor de teoria literária Alcir Pécora, achar que ‘copia e cola’ refresca métodos de criação é inocente

DJ e produtor conhecido por ‘samplings’ diz dar crédito a autores, que ‘agradecem por divulgação’

O que o ator e diretor Sylvester Stallone, os músicos Rihanna, Beyoncé, Lady Gaga, Coldplay e Lil Wayne, a TV Globo e o estúdio que produziu o filme “Kung Fu Panda” têm em comum?

Todos eles são autores de obras acusadas de plágio. E isso somente no ano de 2011.

Seria o fim da originalidade? Ou será que o processo criativo contemporâneo consiste justamente em citar obras já produzidas, como defende Kenneth Goldsmith no livro “Uncreative Writing”?

Alcir Pécora, professor de teoria literária da Unicamp, é partidário da primeira ideia.

Vejo que há um esgotamento da produção literária atual. Os grandes modelos de prosa dos romances estão muito esgotados“, avalia.

Para ele, o aumento na quantidade de obras que pegam “emprestado” trechos de outras é uma das marcas do século 21. “Nada parece muito fecundo hoje em dia, como era no século 18 ou 19.”

Hoje em dia, tudo é ‘ready-made’ [conceito criado por Duchamp no século 20 pelo qual objetos cotidianos são transformados em arte]“, afirma Pécora. “Ninguém mais parece uma fonte positiva.

O advogado Caio Mariano, especialista em direito autoral, enxerga uma mudança de comportamento na cadeia de produção da nova geração de autores. “Muitos artistas acabam infringindo direitos autorais, achando que podem ‘samplear’, por exemplo, sem pedir autorização dos titulares. Mas a lei é clara. Citações devem ser nominais“, diz.

Um dos principais nomes brasileiros para a cultura do “sampling” e dos “mashups”, o DJ e produtor João Brasil discorda de Mariano.

Nunca tive problema com isso, pois sempre dou crédito ao artista original e nunca vendi os mashups. Vários artistas já me agradeceram pela divulgação“, conta o DJ.

A posição de João Brasil está correta, de acordo com o advogado Thiago Mendes Ladeira, também especialista em direito autoral.

Ele afirma que é importante que os artistas defendam sua propriedade intelectual.

Se as obras não fossem protegidas pela lei de direitos autorais, qual seria o incentivo do autor para criar? E como ele lucraria com isso?“, questiona Ladeira.

O advogado atribui o aumento de casos de plágio à internet. “É como o aluno que usa o computador para copiar um trabalho de escola“, diz.

Embora a lei nº 9.610/98, que passa atualmente por projeto de atualização, não mencione a internet, Mariano não enxerga isso como um problema. “As regras do mundo off-line são as mesmas que aquelas do mundo on-line”, afirma.

Que há uma crise na produção cultural atual, não há dúvida. Mas achar que esse ‘copia e cola’ pode funcionar como base para um novo método de criação é muito inocente“, opina Pécora.

POR CAROL NOGUEIRA | PUBLICADO ORIGINALMENTE EM FOLHA DE S. PAULO | 24/11/2011

Cenário das livrarias de eBook vai ficando cada vez mais definido


Por Mike Shatzkin | Publicado originalmente em Publishnews | 24/11/2011

Mike Shatzkin

A semana que passo, todo ano, na Feira do Livro de Frankfurt, é sempre a mais estimulante do meu ano de trabalho. A concentração das melhores cabeças e das pessoas mais poderosas no mercado editorial parece me levar a novos níveis de compreensão sobre nosso mundo editorial global, principalmente nesta época de rápidas mudanças.

Também conversei com um executivo de desenvolvimento de negócios de uma das empresas de tecnologia que está convertendo livros impressos e PDFs para ePub. Ele me contou que seu negócio permanece robusto, mas está se espalhando ao redor do mundo, já que novos mercados estão descobrindo que precisam colocar sua propriedade intelectual em formato digital. Concordamos que quem vive da transição digital – e isso certamente me inclui, no momento [afinal, por que você está lendo este blog?] – ainda tem mais alguns anos pela frente antes de precisar pensar em como ganhar dinheiro com a nova realidade [se precisarmos continuar ganhando a vida quando a mudança chegar].

Com os novos acordos anunciados em Frankfurt pela Kobo com a loja inglesa WHSmith e a francesa Fnac, junto com o aumento de abertura de lojas da Apple e da Amazon, o futuro cenário das livrarias de e-book está ficando cada vez mais definido. Parece que teremos três concorrentes globais principais que estarão ativos em todos os mercados – podendo ser Amazon, Apple e Kobo – e mais, talvez, um concorrente local em cada mercado. A Barnes & Noble desempenhou esse papel local de forma muito bem-sucedida, até o momento, nos Estados Unidos; a Waterstone’s vai tentar o mesmo no Reino Unido a partir do ano que vem; há competição local na Alemanha; e certamente haverá em muitos outros países, quando a revolução do e-book chegar a suas praias. O Google, sendo o Google, não vai desaparecer, mas permanecerá um concorrente relativamente marginal, pelo menos até colocarem mais energia em sua solução e na promoção do que têm.

Os acordos da Kobo servem para deixar o jogo mais claro, mesmo não mudando a situação no momento. Um observador atento da cena digital parou no meu estande em Frankfurt para discutir o acordo WHSmith-Kobo comigo e se perguntava se esse era o melhor acordo para os dois lados. A Kobo não deveria ter tentado fazer um acordo com a Waterstone’s? É inteligente para a WHSmith fazer um acordo no qual vendem os aparelhos, mas que os conecta com a loja da Kobo?

Mas isso, claro, é a chave para o acordo. A economia do aparelho não funciona, a não ser que você possa vender os e-books que o acompanham [essa é a resposta para todos os gênios que pensam que a Barnes & Noble é meio burra por não implementar o lançamento internacional do Nook!]. Nem a WHSmith nem a Fnac são somente livrarias. Os livros são apenas uma linha de produtos nas lojas que vendem outras coisas e possuem uma identidade mais ampla. Ao vender um e-reader ligado a uma loja de e-books que também serve a seus clientes, eles agregam valor para o consumidor de livros durante a transição e aumentam sua própria “vida útil” como vendedores de livros. Eles reconhecem que construir e manter uma loja de e-book não é algo trivial e, frente a vários concorrentes globais, tampouco é algo que querem empreender a partir de sua posição como livraria específica de um país.

Ao se aliar à Kobo, tanto a WHSmith quanto a Fnac podem entrar no mercado com e-readers quase ao mesmo tempo em que a Amazon entra com o Kindle. E a WHSmith, ao lançar os produtos e a loja para o Natal de 2011, deve deixar a Waterstone’s preocupada por estar alguns meses atrasada e porque quase com certeza terá uma loja menos amigável para o consumidor do que a concorrente.

A Barnes & Noble alcançou um incrível sucesso estabelecendo-se em segundo lugar no mercado de e-books dos EUA, mas sua situação pode acabar sendo única. Primeiro de tudo, estão no maior mercado de e-books [por valor, apesar de que mercados mais pobres podem ultrapassá-los em termos de unidade em algum momento] que veremos em uma década ou mais. Segundo, é uma livraria muito séria que construiu fortes relacionamentos entre as editoras no mundo todo, já há vários anos. E, terceiro, a maneira como executaram o seu plano para o mundo digital foi quase perfeita. Mesmo com este precedente como exemplo, não há nenhuma garantia de que a Waterstone’s, ou qualquer outra, possa repetir em outro mercado o que eles fizeram nos EUA.

Se for um jogo global e você tiver um concorrente global, assim como “todo um eco-sistema” que exige aparelhos ligados a uma livraria de conteúdo digital bem estocado e bem apresentado, podemos ver a briga sendo realizada pelos outros concorrentes tentando competir com Amazon, Apple e Kobo, seja Google, Copia, Sony, Blio da Baker & Taylor, ou os estreantes financiados em colaboração com as editoras: Anobii na Grã-Bretanha e Bookish nos EUA.

Se todo o resto for igual, posso ver um mercado global de e-books que, daqui a alguns anos, será 90-95% controlado por Amazon, Apple, Kobo e concorrentes locais em cada país, com o Google ficando com a maior parte do resto. O Google pode usar sua força nos títulos da cauda longa, porque descobrir conteúdo obscuro ou voltado para nichos poderia ser o seu forte; um editor universitário me contou em Frankfurt que já está vendo algum crescimento real em suas vendas no Google, algo que não ouvi de nenhum outro editor comercial ainda.

Mas muitas coisas podem não permanecer iguais. Uma fonte bem informada, da Digerati europeia, me contou que a Comissão de Competição Europeia pode proibir o modelo agência na União Europeia. Se isso acontecesse, seria uma grande ajuda para a Amazon. É irônico que o concorrente maior, mais forte e com mais dinheiro no mercado de vendas de e-books possa ganhar uma vantagem competitiva tão enorme dada por burocratas que ostensivamente querem estimular um mercado mais competitivo. As editoras podem ter suas dificuldades para compreender a transição digital, mas parece que as burocracias governamentais do mundo podem estar bem mais confusas do que as editoras.

Tradução: Marcelo Barbão

Por Mike Shatzkin | Publicado originalmente em Publishnews | 24/11/2011

Mike Shatzkin tem mais de 40 anos de experiência no mercado editorial. É fundador e diretor-presidente da consultoria editorial The Idea Logical Co., com sede em Nova York, e acompanha e analisa diariamente os desafios e as oportunidades da indústria editorial nesta nova realidade digital. Oraganiza anualmente a Digital Book World, uma conferência em Nova York sobre o futuro digital do livro.

Nos Arquivos de Shatzkin, o consultor novaiorquino aborda os desafios e oportunidades apresentados pela nova era digital. O texto de sua coluna é publicado originalmente em seu blog, The Shatzkin Files [www.idealog.com/blog].

Leitor digital com papel eletrônico colorido Mirasol chega ao mercado


DE SÃO PAULO – A Qualcomm anunciou, em parceria com a rede de livrarias sul-coreana Kyobo, o primeiro leitor digital de livros com uma tela de tecnologia Mirasol.

O visor combina características de papel eletrônico – baixo consumo de energia e visibilidade sob luz solar- e de LCD – reprodução de cores e vídeos.

Por emitir menos luminosidade que as telas de LCD, a tecnologia reduz o consumo de energia do aparelho. A Qualcomm afirma que a bateria do novo leitor digital pode durar semanas a uma média diária de uso de meia hora.

A empresa trabalha no desenvolvimento da tecnologia Mirasol desde 2004.

Folha de S.Paulo | São Paulo, quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Copiar e colar


Artista e escritor que fundou o site UbuWeb cria o manifesto da escrita não criativa e garante que a literatura do futuro será feita a partir de novas versões e cópias do que já estava escrito

Kenneth Goldsmith acha que está fazendo arte quando senta e reescreve palavra por palavra a edição do dia do “The New York Times”.

Também anda fascinado com a advogada californiana que publica num blog sentenças de condenações por estupro como se fossem poesia, sem alterar uma única linha.

Ficou claro que a escrita do futuro tem mais a ver com mudar as coisas de lugar do que com criar novos conteúdos“, afirma ele. “Samplear [utilizar trechos de obras já prontas] alguma coisas vale mais do que essa coisa em si.”

Goldsmith, artista e escritor americano que fundou o site UbuWeb, acredita tanto nisso que escreveu um livro-manifesto. “Uncreative Writing”, ou escrita não criativa, ensina como ser um autor em plena cultura do remix.

Essas ideias não são novas, mas não tinham chegado à literatura“, opina. “É um debate ainda muito rudimentar se pensarmos que nas artes visuais a questão de plágio e deslocamento começou com o urinol de Marcel Duchamp, lá atrás, em 1913.

Das artes plásticas à música, em tempos de difusão ultraveloz na internet, o mundo vem redefinindo a ideia de cópia e plágio, dando muitas vezes peso de original a novas versões do que já existia.

Na literatura, a febre do remix causa as distorções que viraram objeto de estudo de Goldsmith, ele mesmo gastando horas do dia em exercícios tediosos como copiar artigos de jornal para ver onde surgem erros espontâneos, frutos de sua desatenção.

Tudo o que escrevo é horrível, impossível de ler“, reconhece. “Mas não estou interessado em leitura, é só um estopim para discussões.

Ao observar falhas de linguagem, Goldsmith concluiu que a raiz disso já estava na poesia concreta dos irmãos Augusto e Haroldo de Campos, na literatura transtornada dos beatniks e na justaposição de tudo, possível só na era da internet.

No ubu.com, por exemplo, é possível ver vídeos dos Beatles e peças de Samuel Beckett. “É um espaço utópico, em que tudo conversa”, diz. “Reenquadro o que existe para criar algo novo, um colapso dos gêneros artísticos.

Seu próximo passo é reescrever o clássico ensaio do alemão Walter Benjamin sobre as galerias comerciais da Paris do século 19, só que transpondo a ação para as ruas de Nova York no século 20.

Nessa versão, personagens trocam de pele -Baudelaire, por exemplo, vira o polêmico Robert Mapplethorpe.

UNCREATIVE WRITING

AUTOR Kenneth Goldsmith

EDITORA Columbia University

QUANTO R$ 168,80 [260 págs.]

POR SILAS MARTÍ | PUBLICADO ORIGINALMENTE FOLHA DE S. PAULO |  24/11/2011

WHS lança novo Kobo e-reader


Kobo e-reader

A rede britânica da livrarias W H Smith acaba de lançar o novo e-reader colorido da Kobo, pelo preço de £169.99 [cerca de R$488]. O Kobo Vox, que está disponível a partir de hoje, 23, nas lojas físicas da WHS e também online, tem uma tela antirreflexo de sete polegadas, colorida, vem com wi-fi e tem tecnologia para músicas e vídeos, o que significa que, além de ler seu e-books [inclusive com ilustrações coloridas], os usuários poderão assistir vídeos, ouvir música e jogar videogame. O aparelho também vem com a mídia social do Kobo, o Pulse, o que permite aos usuários do Vox compartilhar comentários, resenhas de livros e conversas no Facebook, Twitter e no próprio livro. A memória do novo aparelho tem capacidade para armazenar 32 mil e-books. A diretora de negócios da unidade de livros da VHS, Rachel Russell, comenta: “Estamos muito satisfeitos com a maneira como os nosso clientes reagiram aos e-readers da Kobo em nossas lojas.

Por Charlotte Williams | The Bookseller | 23/11/2011

Kyobo e Qualcomm lançam e-reader com tecnologia mirasol


SEUL e SAN DIEGO. A maior livraria sul-coreana, a Kyobo, e uma subsidiária da Qualcomm lançaram anteontem o Kyobo eReader, primeiro leitor de livros digitais com tela colorida baseada na tecnologia mirasol, também conhecida como IMOD [Interferometric MOdulator Display]. O aparelho tem baixíssimo consumo de bateria e permite melhor leitura em espaços bem iluminados.

A tecnologia mirasol é uma aplicação da filosofia do biomimetismo, em que uma técnica imita um organismo ou estrutura existente na Natureza. No caso, emula-se o comportamento das escamas da asa da borboleta, que refletem seletivamente a luz branca, devolvendo certas cores do espectro visível de luz.

QMT [Qualcomm MEMS Technologies Inc.], subsidiária da Qualcomm Inc., juntamente com o Kyobo Book Centre, maior livraria da Coreia do Sul, anunciaram a disponibilidade no varejo do e-reader pioneiro em displays mirasol, que permite leitura de livros, revistas e exibição de vídeos em taxa de 30fps [frames por segundo] em uma tela de toque. O site oficial do Kyobo eReader é mirasoldisplays.com/kyobo. Com o baixo consumo elétrico, a carga da bateria do Kyobo chega a durar semanas, num regime típico de uso e com boa luz ambiente. Por uso típico, a empresa considera 30 minutos de leitura por dia, com Wi-Fi desligado e luz frontal regulada para 25% de luminância. Diferentemente das telas comuns de tablets e de celulares, que têm luz própria, o display mirasol, tal como o do Kindle, da Amazon, não é luminoso, precisando de luz ambiente para ser lido.

O e-reader Kyobo inclui acesso ao acervo de 90 mil ebooks da livraria, além de palestras e aulas em vídeo da EBS, provedor sul-coreano de conteúdo educacional. Oferece também material compartilhado pelos serviços de redes sociais do país, bem como texto falado em inglês a partir dos textos eletrônicos e buscas pelo aplicativo de dicionários Diotek de inglês e idiomas orientais.

O aparelho tem tela mirasol XGA de 5,7 polegadas [1024 x 768 pixels], com resolução de 223ppi e é equipado com o processador classe S2 Snapdragon, com clock de 1GHz, rodando a interface de aplicações Kyobo sobre uma plataforma Android 2.3. O e-reader está saindo no país ao preço equivalente a US$ 310, com descontos para os clientes premium da livraria, baixando o preço para o valor convertido de US$ 265.

Procurada, a Qualcomm não informou seus planos para oferecer no Brasil dispositivos usando tecnologia mirasol.

A história recente da tecnologia mirasol sofreu alguns tropeços, que, no final das contas, podem ter sido uma bela manobra de despistamento. Em 1º de junho, Paul Jacobs, diretor-executivo da Qualcomm, comunicou que a empresa havia abandonado seus planos de fabricar um e-reader com tela mirasol de 5,7 polegadas, alegando que iria se concentrar numa nova versão da tecnologia. Na época, Jacobs declarou que competia com a E Ink, “tinta” eletrônica monocromática já antiga no mercado, e reconheceu que as telas de seus protótipos mirasol ainda não tinham cores suficientemente brilhantes.

Após declarar que investiria cerca de US$ 1 bilhão na fábrica mirasol em Taiwan, que permitiria à Qualcomm produzir os displays no volume necessário, Jacobs encerrou o papo e um véu de secretismo cobriu o assunto por alguns meses, sendo o silêncio quebrado anteontem. Displays IMOD da QMT já estão no mercado comercial em fones Bluetooth, sistemas de monitoramento, celulares e tocadores de MP3.

Como funciona

Um display mirasol é composto de um mosaico de elementos IMOD, sendo cada um deles um sanduíche de camadas. Cada IMOD é um dispositivo microeletromecânico [MEMS, Micro-Electro-Mechanical System] simples, composto de duas placas eletricamente condutivas. A de baixo é uma camada reflexiva, e a de cima é uma pilha de filmes finos sobreposta por um substrato de vidro. Entre a camada de baixo e a de cima existe um microintervalo vazio, preenchido por ar.

Quando não há voltagem aplicada sobre o conjunto, as placas estão em sua separação máxima. Com isso, a luz ambiente entra pelo vidro e é rebatida pela camada reflexiva em uma cor específica. O usuário olha para a tela naquele ponto e vê aquela cor refletida e reconhece aquele pixel como tendo a tal cor.

Aplicando uma fraca voltagem ao elemento IMOD, as placas se aproximam por atração eletrostática e a luz interage com o elemento fechado, refletindo a cor preta, ou seja, não refletindo luz alguma. O elemento IMOD tem duas situações estáveis: aberto e fechado. Os elementos são eletricamente ligados [abertos] e desligados [fechados] usando circuitos integrados semelhantes aos utilizados para endereçar pontos de um display LCD comum — de tela de cristal líquido.

Cada elemento IMOD é bem pequeno, representado por um quadradinho de 10 a 100 micra de lado [micra é plural de mícron, ou micrômetro, que equivale a um milésimo do milímetro]. A cor de cada elemento é determinada pela distância entre as placas, que é regulada pela voltagem aplicada ao conjunto. Um trio de elementos IMOD gera as diferentes gradações de RGB [Red-Green-Blue], com primeiro refletindo o vermelho [Red], o segundo o verde [Green] e o terceiro o azul [Blue]. Manipulando cada um dos minúsculos pixels, pode-se gerar um vasto leque de cores. E cada sub-pixel adota um estado aberto ou fechado para gerar a cor final do pixel.

Para criar uma tela mirasol, uma grande matriz de elementos IMOD são fabricados no formato desejado, formando uma peça única. Nesse processo, tirinhas de elementos IMOD são combinadas para formar pixels, que, por sua vez, são justapostos para compor uma tela completa.

O pulo do gato que permite o baixo consumo elétrico é que, quando um elemento IMOD não está sendo endereçado, ele consume muito pouca energia. Além disso, diferentemente das telas convencionais retroiluminadas de cristal líquido, a tela mirasol é claramente visível em luz ambiente, como em um local com boa iluminação solar. De meados de 2010 para cá, a tecnologia mirasol se aprimorou, permitindo taxas de refresh do display que passaram de 15fps para os 30fps atuais, o que permite exibir vídeo.

A descrição detalhada da tecnologia mirasol pode ser lida em PDF . A Wikipédia também descreve bem a técnica .

Por Carlos Alberto Teixeira | O Globo Online | 23/11/2011

eBook Reader com papel eletrônico colorido Mirasol é lançado


A rede de livrarias sul-coreana Kyobo lançou o primeiro leitor eletrônico com tela Mirasol, tecnologia da Qualcomm que visa unir características de papel eletrônico [baixo consumo de energia, visibilidade sob luz solar] e LCD [reprodução de cores e vídeos].

O dispositivo, chamado simplesmente eReader, tem uma tela sensível ao toque de 5,7 polegadas com resolução de 1.024×768 pixels.

Kyobo eReader, leitor de livros eletrônicos que usa tela Mirasol, da Qualcomm

Um Android 2.3 completamente personalizado equipa aparelho. O ‘coração’ é um processador Qualcomm Snapdragon S2 de 1 GHz.

O anúncio, feito na Coreia do Sul, foi definido como “global”, embora não haja informações sobre disponibilidade em outros países. O preço é de 349 mil won, ou cerca de R$ 550.

Folha.com | Tec | 23/11/2011 – 14h37

Kindle Fire com tela de 8,9″ em 2012


Um novo modelo do tablet Kindle Fire, com tela de 8,9 polegadas, deve ser lançado pela Amazon no final do segundo trimestre do ano que vem.

A informação é do jornal de Taiwan “DigiTimes”, que ainda diz que a escolha do tamanho deve-se à promoção de painéis de 8,9 polegadas da LG e da Samsung e a uma estratégia para evitar competição direta contra produtos com telas de 9,7 e 10 polegadas –como o iPad, da Apple.

O Kindle Fire de 8,9 polegadas seria produzido pela Foxconn -que, no primeiro trimestre do ano que vem, diz o “DigiTimes”, deve se tornar a segunda fabricante do modelo de sete polegadas. Atualmente, ele já é montado pela Quanta Computer.

Folha.com | Tec | 22/11/2011 – 21h59

Nos EUA, pais insistem no impresso para seus filhos


Os livros impressos podem estar sob ameaça diante do crescimento dos e-books, mas eles encontram um ponto de resistência num grupo de pessoas: as crianças. Seus pais insistem em que os filhos passem os primeiros anos de vida curtindo os “antiquados” livros impressos. Isso acontece até mesmo com os pais que leem muitos e-books, mesmo reconhecendo a duplicidade de comportamento. Eles dizem querer que os seus filhos sejam cercados por livros impressos, para ter a experiência de virar uma página fisicamente, enquanto aprendem sobre formas, cores e animais. Enquanto os livros adultos se tornam digitais mais rápido do que os editores previam, as vendas de e-books para crianças abaixo dos 8 anos representa menos de 5% do total das vendas anuais, segundo estimativas de várias editoras. Os livros infantis também são um grande alento para as livrarias físicas. Um estudo encomendado pela HarperCollins em 2010 identificou que 38% dos livros para crianças entre 3 e 7 anos, tiveram sua compra decidida pelos pais ao encontrarem tais livros nas livrarias.

Por Matt Richtell e Julio Bosman | The New York Times | 22/11/2011

Tela de e-paper colorido finalmente chega às lojas com Android


Mirasol Electronic Paper Displays

A tecnologia de e-paper Mirasol da Qualcomm promete cores, baixo consumo de energia e telas semelhantes ao e-ink, e foi lançada hoje na Coreia do Sul. A Kyobo, especialista em leitores de e-books, mostrou seu Kyobo eReader, com tela de 5,7 polegadas [1024×768 pixels], Android 2.3 personalizado e bateria que dura mais de 20 dias.

O primeiro e-reader com tecnologia Mirasol possui tela capacitiva e multitoque – gestos como pinch-to-zoom funcionam na tela, mas mesmo no vídeo promocional abaixo o desempenho parece ser um pouco lento. Embaixo da tela temos uma versão irreconhecível do Android 2.3, customizado para dar foco aos e-books, e um processador Qualcomm S2 de 1GHz. Ele tem Wi-Fi, mas não 3G, e sua bateria dura mais de três semanas, segundo a fabricante.

O Kyobo eReader foi anunciado na Coreia do Sul por US$310. A Kyobo diz que o lançamento será “global” – duvido que ele venha ao Brasil, mas ele pode chegar aos EUA. Ficaremos de olho na Qualcomm em janeiro, quando acontece a feira CES, onde ela pode dar mais detalhes sobre o Mirasol.

GIZMODO | Por Gary Cutlack e Felipe Ventura | Korea Herald via SlashGear via Gizmodo UK | 22/11/2011, 16:14

Mediocridade planejada


Nem de longe o novo tablet da Amazon é tão bom quanto o iPad. Porém, é bom o bastante _ e muito barato. O Kindle Fire não é um equipamento espetacular, mas pode ser revolucionário. Isso parece contraditório, mas como já escrevi, até hoje todo concorrente do iPad prometeu fazer mais do que o tablet da Apple _ eles anunciaram desempenho melhor, melhor compatibilidade com PCs e a capacidade de rodar Flash. Mas todos fracassaram, não cumprindo o prometido. A Amazon adotou uma postura mais inteligente. Custando US$ 199, menos da metade do preço do iPad, o Kindle Fire nem sequer promete ser do mesmo nível que o aparelho da Apple. Depois de usá-lo alguns dias, cheguei à conclusão de que ele cumpre o prometido. A Amazon decidiu construir um tablet de desempenho inferior e foi exatamente isso o que fez.

O Fire _ menor e mais leve do que o iPad, e também mais volumoso e feio _ parece barato e pouco elegante nas mãos. No modo retrato, é curto demais para segurar com ambas as mãos, mas grande demais para uma só. Ele tem um dos piores alto-falantes que já vi num equipamento móvel. [Se quiser fazer qualquer coisa envolvendo áudio, você terá de usar fones de ouvido]. Também faltam no Fire importantes recursos de hardware _ como botões físicos para voltar à tela inicial e ajustar o volume _ o que não seriam um problema se a interface sensível ao toque funcionasse bem. Só que não funciona. Às vezes é preciso apertar os botões da tela várias vezes para que eles entendam, e nem assim se tem certeza que deu certo, pois o Fire costuma interpretar errado o que se pretendia pressionar.

O software está infestado não apenas de falhas _ os aplicativos embutidos “deram pau” diversas vezes, incluindo uma em que eu apenas estava tentando achar a livraria do Kindle _ como também de erros de projeto. Passar de um aplicativo para outro requer toques demais, e não existe forma de personalizar o Fire segundo suas preferências. Entre outras coisas, não dá para apagar determinados ícones da tela inicial; a primeira página do Fire apresenta um ícone grande para cada tipo de mídia encontrada no aparelho, e se quiser mostrar outra coisa, azar o seu. [Eu queria saber como o Fire lidava com revistas coloridas, e por isso comprei um exemplar da “Maxim” do aplicativo Newstand do tablet. Agora não consigo tirar a capa da “Maxim” da tela inicial. Que vergonha!]

Os fãs do iPad verão tais defeitos como uma derrota total, e muitos desprezarão o aparelho da Amazon como apenas mais um na longa lista dos matadores fracassados do iPad. Contudo, seria uma avaliação errada. O Fire tem um monte de problemas, mas nenhum deles sobrepuja sua principal vantagem _ ele é muito barato. Nos meus poucos dias usando o equipamento, consegui fazer praticamente tudo que gosto de fazer no meu iPad. Mesmo assim, quando se leva em conta suas capacidades reduzidas e interface inferior, eu o classificaria como sendo 70 por cento de um iPad. No entanto, quando se leva em consideração que o Fire custa apenas 40 por cento de um tablet da Apple, não se trata de um negócio ruim. Se gastar US$ 500 para comprar o artigo verdadeiro cabe no seu bolso, sem dúvida nenhuma vá a uma loja da Apple. Contudo, se estiver procurando algo que seja 70 por cento de um iPad, por que gastar mais?

Caso só esteja interessado somente em vídeo e livros, o Fire pode ser o tablet mais indicado para você. O Netflix roda lindamente no aparelho, e dá para comprar e ver via “stream” milhares de títulos da própria loja de vídeo da Amazon. Membros do Amazon Prime têm acesso livre a quase 13 mil filmes e programas de TV; o Fire oferece um mês de assinatura de graça do Prime, que depois passa a US$ 79 por ano. É claro, por ser um Kindle, o Fire também está ligado à imensa livraria online da Amazon. Fãs da tela E-Ink do Kindle padrão não vão curtir a de LCD do aparelho, mas para quem estiver acostumado a ler no celular ou iPad, o Fire vai parecer igual. Ao contrário da E-Ink do Kindle, também dá para ler no escuro.

A melhor forma de resumir todos os outros recursos do Fire é “É, serve”. Seu navegador não é tão veloz quanto o do iPad, mas será adequado para a maioria das pessoas. [O Fire também reproduz vídeos em Flash, embora a qualidade não seja fantástica.] A loja de aplicativos embutida do Fire tem um monte de programas populares _ Facebook, Hulu Plus, Pandora, vários clientes do Twitter _, mas se você for amigo de aplicativos, se dará melhor com o iPad. E, finalmente, embora o Fire seja bom com livros, não é tão genial com jornais e revistas. Alguns dos títulos da loja Newstand do Kindle não se esforçam muito para serem vistos no tablet _ o “New York Times”, por exemplo, publica suas reportagens como uma desinteressante lista. Outros títulos tentam copiar as páginas impressas, mas também fica esquisito. Como as páginas das revistas têm uma proporção diferente da usada pelo Fire, uma página inteira não cabe no aparelho. É preciso reduzir para vê-la por inteiro, mas tudo parece muito pequeno; se ampliar, é necessário rolar bastante a tela para vê-la por completo. Resumindo: se você curte a “Maxim”, fique com a versão impressa.

Logo depois que Jeff Bezos lançou o Fire em setembro, a empresa de pesquisa iSuppli informou que a Amazon provavelmente paga uns US$ 210 para fabricar cada unidade. Trocando em miúdos, a Amazon está perdendo pelo menos US$ 10 a cada tablet vendido. Isso não é surpresa. Bezos é o Crazy Eddie [loja famosa por promoções] do setor da tecnologia, e seu modelo de negócios, com o Fire, é levar o aparelho a milhões de pessoas e tirar a diferença com todos os livros, músicas, filmes e assinaturas do Prime que espera vender.

Antes de usar o Fire, eu pensava que essa era uma forma tortuosa de ganhar dinheiro. Embora não seja tão sinuoso quanto o plano do Google de dar o Android de graça para um dia lucrar com anúncios em celulares, nem de longe é tão direto quanto a forma antiquada pela qual a Apple ganha dinheiro _ vendendo seus produtos por mais do que gasta para fabricá-los. Ainda assim, quanto mais eu usava o Fire, mais gostava da estratégia de Bezos. O Fire, a exemplo do Kindle com E-Ink, é fenomenalmente bom em separar os usuários de seu dinheiro. Sempre se está a apenas uns cliques de uma compra, e quando você compra alguma coisa, não existem barreiras _ nem é preciso digitar a senha. Bezos uma vez contou que os donos do Kindle se tornam compradores vorazes de livros; depois que se tem um Kindle, passa-se a comprar quase duas vezes mais livros que antes. Suspeito que o Fire terá um efeito ainda maior nas compras, com uma eficácia muito grande em levar as pessoas a assinar o Amazon Prime. De acordo com estimativas, o assinante típico do Prime duplica as compras na Amazon no primeiro ano de uso do serviço. Se um Kindle Fire barato não passa de um cavalo de Tróia para vender assinaturas do Prime, então ele pode ser uma mina de ouro para a empresa.

Ainda assim, duvido que a Amazon consiga o mesmo lucro com seu tablet que a Apple com o iPad. [A Apple gasta cerca de US$ 300 para fabricar a versão mais barata; vendida a US$ 499.] Mas vejamos: se o Fire fizer sucesso, a Apple talvez não tenha escolha a não ser reduzir o preço do iPad. Isso não deve ocorrer no ano que vem, porque a demanda pelo iPad continua excepcional. Entretanto, lembre-se que Bezos vive cortando preços. Eu não me surpreenderia se, ao longo dos próximos anos, o preço do Fire caísse para US$ 150 ou mesmo US$ 100. Nessa hora, a Apple terá de responder com iPads mais baratos para todos. É por isso que todos nós devemos aclamar o tablet superbarato e não muito bom da Amazon; ser bom o bastante por não muito dinheiro pode mudar tudo.

Por Farhad Manjoo | Publicado originalmente em The New York Times News | 21/11/2011 21:23.

Farhad Manjoo é o colunista de tecnologia da Slate e autor de “True Enough: Learning To Live in a Post-Fact Society”.

The New York Times News Service/Syndicate – Todos os direitos reservados.

Aposta em didáticos


Gabriela Dias

No Brasil desde 2004, a Edições SM, especializada em livros infantis e didáticos e pertencente ao Grupo SM, da Espanha, acaba de contratar Gabriela Dias como gerente de Pesquisa e Desenvolvimento de Livros Digitais. Até então, Gabriela cuidava do assunto na Moderna, a primeira editora a conseguir criar um projeto de livro digital didático mais próximo da realidade educacional brasileira, que unia o tradicional material impresso e conteúdo digital adicional. Ela tem também vasta experiência na produção de CD-ROM e afins, característica ainda mais valorizada com a publicação, na semana passada, do edital do Fundo Nacional da Educação que prevê, para 2014, a compra de didáticos com DVD-ROM.

Por Maria Fernanda Rodrigues | O Estado de S. Paulo | 19/11/2011

Amazon no Brasil


A Amazon também ensaia sua chegada, mas ainda não encontrou uma forma de aportar aqui. Representantes da empresa já se reuniram com editoras e livrarias brasileiras, e profissionais mais inteirados no assunto eBook já foram sondados para integrar o time da Amazon, sem que nenhuma contratação ou parceria tenha se concretizado até agora.

A vaga de gerente foi a primeira a ser aberta. Agora há mais duas: gerente de marketing [desde julho] e representante de vendas [desde outubro].

Por Maria Fernanda Rodrigues | O Estado de S. Paulo | 19/11/2011

O Google vem aí


O início das operações do Google Books no Brasil está mais perto do que se imaginaria – e pode acontecer antes mesmo que a concorrente Amazon consiga preencher a vaga de gerente aberta por aqui desde maio. No dia 8 de dezembro, Tom Turvey, diretor de parcerias, e James Crowford, diretor de engenharia, recebem editores brasileiros para um café da manhã na sede da empresa, em São Paulo. Eles vão apresentar “os produtos e as novidades para o mercado de livros no Brasil“. Recentemente, a empresa americana contratou Newton Neto, ex-diretor da Singular, o braço digital da Ediouro, para preparar sua entrada no mercado brasileiro.

Por Maria Fernanda Rodrigues | O Estado de S. Paulo | 19/11/2011

Custo de produção de tablet da Amazon é quase igual a seu preço


Para cada tablet Kindle Fire que vende, a Amazon recebe praticamente o mesmo valor que gastou para produzi-lo, estimou a consultoria IHS iSuppli, ressaltando a agressividade com a qual a empresa tenta controlar o custo de um dispositivo que encabeça a sua incursão no mercado de tablets.

O Fire, de US$ 199, é vendido por menos da metade do preço do iPad mais barato da Apple e tem o objetivo de ser uma “máquina de vendas” para músicas, vídeos e livros vendidos pela Amazon na internet.

O custo total de componentes do aparelho totaliza US$ 185,60. Somado ao custo de montagem, o preço sobe para US$ 201,70, estimou a IHS iSuppli.

Kindle Fire, tablet da Amazon, exibido em coletiva de imprensa em Nova York | Mark Lennihan - 28.set.2011/Associated Press

O aparelho da Amazon obteve análises positivas por seu preço atrativo e pela conexão com a bem-sucedida rede da companhia de varejo. Mas o aparelho não tem grandes recursos -faltam-lhe uma câmera, um microfone e outros atrativos típicos– e é considerado menos versátil que o iPad e que tablets rivais como o Galaxy Tab, da Samsung.

Analistas esperam que de 4 milhões a 6 milhões de aparelhos sejam vendidos durante o trimestre dos feriados de fim de ano.

DA REUTERS | Publicado originalmente por FOLHA.COM, TEC | 18/11/2011 – 20h55

Futuro digital


A Barnes & Noble, que tem a maior rede de livrarias nos Estados Unidos, prevê que sua venda de e-books vai passar de US$ 250 milhões em 2010 para mais de US$ 2 bilhões em 2015, de acordo com uma apresentação feita por William Lynch, o principal executivo da empresa, na semana passada, durante reunião com investidores. Já a venda de livros físicos deverá cair de US$ 3,6 bilhões, no ano passado, para US$ 2,8 bilhões em 2015. A B&N projeta que o mercado total de livros físicos nos Estados Unidos vai encolher um terço nos próximos anos – de US$ 21 bilhões em 2010 para US$ 14 bilhões em 2015 –, enquanto a área de livros digitais crescerá 7 vezes e chegará a US$ 7 bilhões no mesmo período.

Publishers Weekly | 18/11/2011

Biblioteca Digital Pedro de Angelis


Países assinam documento para disponibilizar acervo de Pedro de Angelis na internet

A Fundação Biblioteca Nacional [FBN] assinou no dia 15 um memorando de entendimento com a Biblioteca Nacional da Argentina para criar a Biblioteca Digital Pedro de Angelis, que disponibilizará na internet o acervo do historiador e colecionador italiano. Segundo a FBN, a coleção de 255 itens inclui mapas, jornais editados por Angelis e outros documentos. O acordo já tinha a assinatura da Biblioteca Nacional do Uruguai e foi oficializado durante a viagem da ministra da Cultura Ana de Hollanda à Argentina, nesta semana. O acervo de Angelis está em parte no Brasil por ter sido adquirido por Dom Pedro II.  Galeno Amorim, presidente da FBN, comentou: “Se um dia este acervo saiu da Argentina, esta é a ocasião para devolvê-lo. Fundamental para que os historiadores, os pesquisadores e estudantes tenham acesso de onde quiserem – uma vez que é pela internet.

PublishNews | 18/11/2011

Atenção: últimas vagas para o curso “Editando livros digitais”


Aulas promovidas pelo PublishNews e Estação das Letras começam neste sábado no Rio e em São Paulo

O PublishNews e a Estação das Letras promovem a segunda edição do curso “Editando livros digitais”, simultaneamente no Rio de Janeiro e em São Paulo. A programação dará uma visão geral do mercado do livro digital e orientações editoriais e comerciais para a edição dos e-books. Serão 22 horas de curso, distribuídas em quatro sábados com aulas das 10h às 17h. A primeira será no sábado, 19, e as outras nos dias 26 de novembro, 3 e 10 de dezembro. Esta edição conta com o apoio especial do Sindicato Nacional dos Editores de Livros [SNEL]. Associados da entidade têm 15% de desconto e as aulas acontecerão nas sedes do sindicado no Rio [Rua da Ajuda, 35 – 18º andar. Centro] e em São Paulo [Avenida Ibijaú, 331, cj. 81. Moema]. O valor do investimento é de R$ 990. As inscrições para o curso do Rio devem ser feitas pelo site da Estação das Letras e, para o curso de São Paulo, diretamente com o PublishNews, pelo telefone 11-3816-1270 ou pelo e-mail curso@publishnews.com.br. Vagas limitadas! Confira a programação.

PublishNews – 17/11/2011

As editoras de livros conseguirão manter a primazia como editoras de eBooks?


Por Mike Shatzkin | Publicado originalmente em Publishnews | 17/11/2011

Mike Shatzkin

Como escrevi este post de Frankfurt, onde tivemos duas Conferências da Publishers Launch, não tive muito tempo para o que meus amigos britânicos chamariam de um post “apropriado”, com um pouco de pesquisa [admito que nunca faço muita] e alguns links. Mas estive pensando em algo no último mês, depois de conversar com um vice-presidente de marketing de uma grande editora. Parece ser uma das principais questões que as grandes editoras precisarão encarar nos próximos anos.

Essa questão não está baseada em estudos, pesquisas ou estatísticas oficiais: é minha especulação. Acho que num futuro bem próximo veremos 80% do mercado nos EUA para textos de narrativa [que também chamamos de livros trade] formado por livros digitais – poderia até mesmo ser daqui dois anos, mas o mais certo é que levará até cinco anos. Já falamos sobre o ciclo que leva a isso nesta coluna: mais leitura digital leva a um declínio na compra de livros impressos o que, por sua vez, diminui o número de livrarias e leva mais pessoas a comprar livros online o que aumenta a leitura digital. E assim o ciclo continua…

Já estamos no ponto onde a venda de livros trade está passando dos 25% no digital [a porcentagem da renda das editoras é menor do que isso, claro] e ainda estamos num período, que durou uns cinco anos, mas que logo terminará, onde a penetração do digital mais do que dobrou anualmente [coloquei isso em itálico para enfatizar que estou falando sobre dobrar a porcentagem das vendas que são digitais, não o número absoluto de vendas digitais. Muitas pessoas entenderam errado quando escrevi sobre isso anteriormente].

Claro, a velocidade do crescimento da penetração vai diminuir antes de chegar a 100%. Eu imaginaria que chegaremos a 80% nos próximos dois a cinco anos, então chegaremos a 90% em outros dois anos, com os últimos 10% se arrastando por um longo período. Quanto tempo demorou, depois da invenção do carro, para que a última pessoa deixasse de andar a cavalo na cidade?

Agora, aqui está um fato comprovado em pesquisas, e estaria bem comprovado aqui se eu tivesse mais tempo: as empresas que não são editoras estão publicando seus próprios livros com maior frequência. Revistas, redes de televisão e sites estão descobrindo que a autopublicação de e-books é algo que elas podem fazer sem as complicações [ou a divisão de lucros] que exigiria trabalhar com uma editora.

Não é surpresa para mim, mas isso realmente levanta um ponto que as grandes editoras precisam considerar: as editoras de livros podem acrescentar valor suficiente ao processo de publicação de e-books a fim de persuadir outras marcas com conteúdo de credibilidade, que tenha contato direto com a comunidade vertical que é o público para seus livros, a fazer seus e-books através da editora ao invés de autopublicá-los?

Essa é uma questão existencial para as grandes editoras. Elas criaram parcerias com outras marcas, até da mídia, por muitos anos, baseando-se em sua habilidade única para entregar os livros impressos de forma competente e colocá-los nas prateleiras das livrarias. São coisas que uma revista, um canal de televisão, um estúdio de cinema ou uma empresa de empacotamento não podia fazer sozinha.

O que leva à conversa que tive na semana passada com o VP de marketing. Estávamos discutindo os tópicos adequados para a Digital Book World em janeiro de 2012. Essa editora está fazendo algumas coisas muito importantes que nem pensaria em fazer há alguns anos: SEO, claro, mas também desenvolvendo comunidades verticais e organizando um esforço corporativo para juntar nomes, dados e o contato direto com os leitores [com a dificuldade de que eles quase nunca finalizam realmente a transação]. Levantei a pergunta: “as editoras serão capazes de persuadir essas marcas que não são editoras de que vale a pena abrir mão de uma margem de rendimento e de algum controle e trabalhar com as editoras no futuro?

Esta é realmente uma excelente pergunta”, ele comentou.

A Random House aparentemente foi bem sucedida ao fazer isso recentemente. Eles fizeram acordos com dois sites políticos [Politico e Real Clear Politics] para fazer e-books relacionados à eleição presidencial de 2012. Isso é algo importante. Não seria importante se o acordo fosse sobre livros impressos; Politico e RCP não conseguem produzi-los. Mas eles poderiam fazer e-books sem a Random House; agentes literários de todos os lugares estão fazendo fila para oferecer as ferramentas para isso.

E o grande perigo para as grandes editoras é que se grupos como Politico e RCP começam a fazer seus próprios e-books, quem pode garantir que vão parar por aí? Seria uma extensão natural começar a publicar os e-books de outras pessoas depois de criarem uma boa rede e infraestrutura para vender esses arquivos. A questão que as editoras comerciais devem temer é perder o seu papel na cadeia de valor, de cima para baixo.

Habilidades e capacidades de desenvolvimento que fazem com que tenham uma importância superior para marcas verticais será essencial para a sobrevivência das editoras quando as habilidades e capacidades para produzir livros impressos se tornarem menos importantes comercialmente, como vai acontecer. Mesmo se você discorda das minhas expectativas agressivas para a penetração do mercado de e-books, acho que será capaz de substituir por suas próprias e terminará basicamente com uma conclusão bem próxima à minha.

Tradução: Marcelo Barbão

Por Mike Shatzkin | Publicado originalmente em Publishnews | 17/11/2011

Mike Shatzkin tem mais de 40 anos de experiência no mercado editorial. É fundador e diretor-presidente da consultoria editorial The Idea Logical Co., com sede em Nova York, e acompanha e analisa diariamente os desafios e as oportunidades da indústria editorial nesta nova realidade digital. Oraganiza anualmente a Digital Book World, uma conferência em Nova York sobre o futuro digital do livro.

Nos Arquivos de Shatzkin, o consultor novaiorquino aborda os desafios e oportunidades apresentados pela nova era digital. O texto de sua coluna é publicado originalmente em seu blog, The Shatzkin Files [www.idealog.com/blog].