iPad traz mais opções para público infantil


Falta de aplicativos específicos para crianças é o principal entrave para os tablets com Android Honeycomb

Oferta de apps para o aparelho da Apple é maior, mas grande parte do conteúdo está disponível só em inglês

Apesar de haver diversas opções de tablets nas lojas brasileiras, poucos aparelhos desempenham bem essa função de primeiro computador infantil. O grande entrave é a falta de conteúdo específico.

O cenário esvaziado acontece pela escolha do sistema operacional: a maioria dos fabricantes opta pelo Android Honeycomb, a versão turbinada do sistema do

Google para tablets. O software mistura elementos de desktop -como a barra fixa na parte inferior- com recursos sensíveis ao toque.

Porém a loja de aplicativos para esses tablets ainda não deslanchou, e a oferta de programas para os mais pequenos é muito limitada. São apenas cerca de
500 apps para o Honeycomb -poucas dezenas dedicados às crianças.

Isso faz com que o navegador de web seja o principal canal de conteúdo desses aparelhos, algo que desktops e notebooks já oferecem, com preço menor.

Livros com vídeo e áudio, revistas especializadas e até os principais jogos voltados para o público infantil são encontrados em outro aparelho: o iPad 2, da Apple.

Por ter atraído grande parte dos desenvolvedores para a plataforma iOS, a loja de aplicativos da Apple traz centenas de apps criados para crianças e adolescentes.

Um exemplo é o livro “The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore”. Citado em várias listas de melhores apps do ano, ele mistura animação, narração e interatividade e tem preço menor que o de um livro físico [US$ 5].

Há também soluções de pintura digital, música e aprendizado em digitação.

Mas há dois problemas para os pais: grande parte do conteúdo é em inglês -um impedimento para a maioria das crianças-, e a App Store brasileira não oferece todos os milhares de aplicativos para iPad -é preciso improvisar e criar uma conta americana para ter acesso a tudo.

DOIS EM UM

Apesar do marasmo da loja do Android, os concorrentes da Apple têm alguns trunfos na disputa com o iPad.

O Eee Pad Transformer, da Asus, por exemplo, oferece um teclado físico destacável que transforma o tablet em um netbook -facilitando o aprendizado da escrita em teclado físico e fazendo a função de dois aparelhos.

Já o Galaxy Tab 10.1, da Samsung, traz um sistema redesenhado, intuitivo e próximo ao de um notebook, e tem peso reduzido [565 gramas].

Quem quiser deixar a compra do aparelho para o futuro pode ter no Kindle Fire uma boa opção. O recém-anunciado tablet da Amazon está em pré-venda nos EUA e ainda não tem previsão de chegada ao Brasil.

Mas, quando aterrissar por aqui, o Kindle Fire deve trazer todo o catálogo da loja on-line: mais de 17 milhões de músicas, 800 mil livros e milhares de apps. Com tela de sete polegadas e muito leve [414 gramas], tem potencial para agradar ao público infantil.

POR LEONARDO MARTINS | COLABORAÇÃO PARA A FOLHA | 05/10/2011