Ler livros em um tablet


Testamos o Kobo, o aplicativo de leitura para o PlayBook. As diferenças entre um tablet e um eReader.

Uma das grandes perguntas do momento: Um tablet é a mesma coisa que um eReader? A resposta é: Não.

Os livros digitais, como o Amazon Kindle ou o Papyre da Grammata, foram pensados para o conceito de leitura aplicada aos livros de papel e não para serem reprodutores multimídia ou navegadores web e de redes sociais. A tecnologia por trás dos eReaders – dispositivos que usam tinta digital – está composta por um polímero em formato de pequenas bolinhas que, por condução elétrica, forma as palavras e as ilustrações de um livro digital. Isto possibilita que o aparelho gaste muito pouca energia, e por não ser retroiluminado, não cansa tanto a vista durante a leitura e sua autonomia é de semanas e não horas como em um tablet.

A Amazon já lançou também o seu próprio tablet, o Kindle Fire de 7 polegadas, e porque ele não usa tinta eletrônica na tela, ele não cumpre com as normas de um eReader.

Mas como é a experiência de ler em um tablet? Usemos o PlayBook de exemplo.

A BlackBerry achou que o fato do seu tablet possuir uma tela de 7 polegadas era uma boa oportunidade para oferecer uma loja com um aplicativo para comprar livros e, assim, levar um e-book para dentro do PlayBook. Para isso escolheu a Kobo, uma livraria virtual que tem mais de 2 milhões de títulos em vários idiomas [a Kobo também vende um e-Book de baixo custo].

O aplicativo da Kobo não vem pré-instalado no PlayBook, portanto é preciso fazer o download – gratuito – dele na loja AppWord. Quando estiver em funcionamento no nosso tablet, teremos que abrir uma conta na Kobo para gerar nosso usuário e, assim, podermos ir às compras. Ainda não há grande variedade de títulos em português na área de novidades, mas é possível conseguir clássicos. Se, por exemplo, você estiver buscando a saga da famosa série de televisão “Game of Thrones”, de George R. R. Martin, só encontrará no idioma de Shakespeare.

De qualquer forma o Kobo não é muito viável se estamos famintos por best sellers recentes traduzidos ao português. Pelo PlayBook também é possível ter acesso a 184 livros [em inglês] gratuitamente. Entre eles há bons títulos como ‘Alice no País das Maravilhas’, ‘A Arte da Guerra’, ‘A lenda do Cavaleiro Sem-Cabeça’, ‘Drácula’, entre tantos outros.

O aplicativo de leitura inclui o e-shop para a compra de títulos [rondam os US$ 9,59] e nossa biblioteca, onde se você vai organizando os livros baixados. Quando estivermos na biblioteca, podemos escolher os títulos simplesmente tocando a tela com o dedo, e o livro se abrirá. Nos momentos de leitura, o mais cômodo será colocar o tablet na posição vertical e, em seguida, baixar o brilho da tela [dentro do próprio aplicativo] para que se ajuste melhor aos olhos. 25% menos que o brilho máximo é o tom mais similar ao do papel e consome menos bateria.

Quando quisermos marcar uma página como favorita, podemos fazer uma “DogEar” [dobrar a orelha superior do livro] de forma virtual, e teremos uma lista de páginas destacadas que poderemos consultar a partir do menu de “DogEars”.

Cada vez que interrompermos a leitura, o livro ganhará automaticamente um marcador virtual, para mostrar onde paramos. Quando retomarmos, o e-Book abrirá diretamente nessa última página marcada.

O PlayBook oferece uma boa sensação durante a leitura, porque o dispositivo não é pesado e não cansa as mãos nem a vista [com o brilho reduzido], embora se sinta a ausência de uma maior quantidade de livros em português.

Se você é fluente em inglês ou bilíngue e tem um PlayBook, o aplicativo da Kobo é superindicado, já que de cara temos quase 200 livros grátis e de ótima qualidade para baixar. E também podemos dar uma volta pelo e-shop para ver se encontramos algum lançamento que ainda não foi publicado no nosso idioma.

Se você quer saber mais sobre este tablet, visite-nos em http://br.blackberry.com/playbook-tablet.

Publicado originalmente em MSN TECNOLOGIA | 30/10/2011 16:31

Tablet da Positivo começa a ser distribuído para varejistas


O tablet da Positivo Informática já começou a ser distribuído para varejistas e deve ter impacto nas vendas da fabricante de computadores a partir da próxima semana, informou a companhia.

O produto, lançado oficialmente em 20 de setembro, estava prometido para a segunda quinzena de outubro e começou nesta semana a ser distribuído a varejistas, segundo informações da assessoria de imprensa da Positivo.

A maior fabricante de computadores do Brasil aposta em preços menores que os dos produtos concorrentes e na oferta de conteúdo nacional dedicado, tanto de aplicativos quanto de serviços.

O tablet Ypy 7, da Positivo Informática

O tablet da Positivo – batizado de Ypy – em versão com tela de 7 polegadas chega ao varejo com recursos de comunicação sem fio (Wi-Fi e 3G), ao preço sugerido de R$ 999 na versão mais barata.

Contudo, grandes vareistas como Extra, Ponto Frio, Magazine Luiza já anunciavam o produto a partir de R$ 899 em seus websites.

O Ypy deve apertar as margens da Positivo em meio à forte concorrência, mas pode ter futuro se os baixos preços forem mantidos e a empresa ganhar escala nesse mercado, segundo analistas.

DA REUTERS, EM SÃO PAULO | Publicado por Folha.com | 28/10/2011 – 17h42

Amazon negocia para levar Kindle para China


A Amazon.com negocia com autoridades regulatórias chinesas para levar o leitor Kindle e o tablet Kindle Fire para o país asíatico, informou a imprensa local citando um executivo da Amazon.

O vice-presidente sênior Marc Onetto disse ao Sohu IT em entrevista na quinta-feira [27] que a companhia negocia com reguladores chineses sobre questões de direitos autorais.

Kindle Fire, tablet da Amazon, é exibido em coletiva de imprensa em Nova York | Photo Mark Lennihan/Associated Press

Onetto disse que não havia previsão para a introdução do Kindle na China e que a companhia ainda não está planejando trabalhar com vendedores domésticos.

Esperamos lançar produtos na China que sejam simples e fáceis de usar. Se houver muitos vendedores participando, o produto ficará muito complexo. Não só estamos preocupados com a velocidade do mercado na China mas também com as necessidades dos usuários“, afirmou Onetto.

A Amazon surpreendeu os acionistas nesta semana ao prever um quarto trimestre bem mais fraco do que se esperava por causa dos gastos com o tablet Kindle Fire.

A companhia, que comprou o site chinês de e-commerce Joyo.com em 2004, mudou o nome quinta-feira para “Amazon China” e reduziu o endereço para “www.z.cn”.

DA REUTERS, EM XANGAI | Publicado por Folha.com | 28/10/2011 – 11h27

Royal Society abre arquivos on-line sobre a revolução científica


A Royal Society, a instituição científica mais antiga do mundo, disponibilizou nesta semana aos internautas a consulta de seu arquivo histórico, formado por milhares de estudos que, como os de Isaac Newton e Charles Darwin, mudaram o curso da história mundial.

O serviço, gratuito, permite a consulta de mais de 60 mil documentos de três séculos de grandes descobertas e pequenos avanços que foram moldando o atual conhecimento científico, guardados no arquivo da sociedade, homenageada neste ano com o prêmio Príncipe das Astúrias de Comunicação e Humanidades.

Se todos os livros do mundo fossem destruídos e só sobrasse a revista da Royal Society ‘Philosophical Transactions’, não seria absurdo dizer que os fundamentos da ciência e do progresso intelectual dos últimos dois séculos estariam salvos“, escreveu em 1870 o biólogo Thomas Huxley.

A Royal Society foi a primeira instituição do mundo a lançar, em 1665, uma revista que cumpria os padrões de controle imposto atualmente pelas publicações científicas mais renomadas.

Entre os que passaram por esse crivo estiveram Isaac Newton, que publicou, em 1672, a “A Nova Teoria Sobre Luz e Cores”, considerado seu primeiro escrito científico.

A ciência moderna avançou às cegas em seus primeiros passos, um percurso que pode ser acompanhado de perto pelo arquivo da Royal Society.

Seu acervo guarda curiosidades como os escritos do astrônomo francês Adrien Auzout, que no século 17 publicou “The View From the Moon”, no qual descrevia o aspecto que o planeta Terra deveria apresentar para “supostos habitantes” da Lua.

A Royal Society se inspirou nas ideias do cientista e filósofo inglês Francis Bacon [1561-1626] para criar uma instituição dedicada a expandir as fronteiras do conhecimento por meio do desenvolvimento da ciência, matemática, engenharia e medicina.

A abertura do arquivo abre uma janela fascinante à história do progresso científico durante os últimos séculos, o que interessará a todos aqueles que queiram compreender a evolução da ciência“, destaca a psicóloga Uta Frith, membro do comitê de bibliotecas da sociedade.

Os membros da Royal Society são escolhidos entre os cientistas que mais se destacam em suas respectivas áreas e, por ela, já passaram Isaac Newton, Charles Darwin, Albert Einstein, James Watson e Stephen Hawking.

Atualmente, a instituição conta com cerca de 1.500 membros, entre eles 75 vencedores de Prêmio Nobel, além de cinco representantes da família real britânica, como a rainha Elizabeth.

DA EFE | Publicado por Folha.com | 28/10/2011 – 10h02

Japão: Amazon pode entrar no mercado do país


A Amazon.com pode entrar no mercado de livros digitais no Japão neste ano e lançar seus leitores eletrônicos Kindle no mercado, afirmou o jornal Nikkei. A maior varejista da Internet, que planeja estabelecer uma loja online de livros digitais neste ano, está nos estágios finais de negociações com editoras como Shogakukan, Shueisha, Kodansha e Shinchosha Publishing, segundo o Nikkei. A editora de médio porte PHP Institute deve fornecer cerca de mil títulos digitalizados à Amazon, noticiou a publicação. O mercado japonês de livros digitais foi estimado em apenas 65 bilhões de ienes [846,9 milhões de dólares] no ano fiscal de 2010, comparado a cerca de 2 trilhões de ienes para livros e revistas impressas.

Por Arpita Mukherjee | Reuters | 20/10/2011

Tablet da Amazon pode ser o grande sucesso deste final de ano


O tablet Kindle Fire pode ser o eletrônico mais vendido nas férias deste fim de ano nos Estados Unidos, pressionando as margens de lucro da Amazon, mas dando à maior varejista da internet milhões de potenciais clientes dispostos a utilizar o aparelho para fazer compras on-line.

Desde que o executivo-chefe da Amazon, Jeff Bezos, lançou, em 28 de setembro, o tablet por US$ 199, um preço inferior ao esperado, alguns analistas elevaram suas estimativas de vendas para o dispositivo.

Jeff Bezos, executivo-chefe da Amazon, apresenta o tablet Kindle Fire | Photo Emmanuel Dunand, France-Presse

A Amazon recebeu 95 mil pedidos pelo aparelho no primeiro dia de vendas e tem registrado, em média, cerca de 20 mil pedidos diários desde então, estimou a empresa de monitoração de e-mails eDataSource. O aparelho começa a ser vendido em 15 de novembro.

O site de tecnologia AllThingsD noticiou em 6 de novembro que a Amazon está vendendo mais de 25 mil unidades de Kindle Fire por dia, citando fontes não identificadas próximas da companhia.

Os números que andam circulando pela internet são muito baixos“, disse Mark Gerber, analista da Detwiler Fenton & Co. “As compras em pré-venda e o surpreendente preço de US$ 199 significam que eles venderão facilmente cinco milhões de unidades neste trimestre.

Gerber esperava anteriormente que a Amazon vendesse de três a quatro milhões de tablets no quarto trimestre.

A Amazon se recusou a comentar o assunto. Mas Gerber e outros analistas estarão observando de perto pistas sobre as encomendas do tablet quando a companhia divulgar seus resultados em 25 de outubro.

Espera-se que a empresa tenha lucro de US$ 0,24 por ação e receita de US$ 10,93 bilhões no terceiro trimestre fiscal, segundo a Thomson Reuters I/B/E/S.

DA REUTERS | Publicado na Folha.com | TEC | 20/10/2011 – 07h21

Amazon pode entrar no mercado japonês de livros digitais


A Amazon pode entrar no mercado de livros digitais no Japão neste ano e lançar seus leitores eletrônicos Kindle, afirmou o jornal “Nikkei”.

A maior varejista da internet, que planeja estabelecer uma loja on-line de livros digitais neste ano, está nos estágios finais de negociações com editoras como Shogakukan, Shueisha, Kodansha e Shinchosha Publishing, segundo o “Nikkei”.

A editora de médio porte PHP Institute deve fornecer cerca de mil títulos digitalizados à Amazon, noticiou a publicação.

Kindle Fire, Kindle Touch e Kindle, os novos modelos de e-reader da Amazon

Editoras japonesas têm se mostrado relutantes em fornecer conteúdo à Amazon por preocupações de que a varejista venda livros digitais com um desconto de até 90%, como nos Estados Unidos.

O mercado japonês de livros digitais foi estimado em apenas 65 bilhões de ienes [846,9 milhões de dólares] no ano fiscal de 2010, comparado a cerca de 2 trilhões de ienes para livros e revistas impressas, disse o jornal.

DA REUTERS | Publicado originalmente em língua portuguesa na Folha.com | TEC | 20/10/2011 – 06h42

Amazon exclui editoras e negocia com escritores


Empresa deve lançar 122 livros em papel e formato digital até o fim do ano

Editores se apavoram com a concorrência da companhia, capaz de pagar US$ 800 mil para publicar um livro

A Amazon.com mostrou aos leitores que eles não precisam de livrarias físicas. Agora incentiva os escritores a descartar as editoras.

Até dezembro a Amazon deve lançar 122 livros em uma série de gêneros, em papel e formato digital. A empresa vai competir de frente com as editoras de Nova York -que são também as suas maiores fornecedoras.

A Amazon trouxe um editor veterano, Laurence Kirshbaum, para produzir livros de ficção e não ficção de nomes conhecidos no mercado.

Assinou seu primeiro contrato com o autor de livros de autoajuda Tim Ferriss.

Na semana passada, anunciou a publicação de um livro de memórias da atriz e diretora Penny Marshall, pelo qual pagou US$ 800 mil, segundo uma pessoa próxima da transação.

As editoras dizem que a Amazon corteja agressivamente alguns de seus autores de maior sucesso.

Várias se negaram a falar “on the record”. Dennis Loy Johnson, da Melville House e conhecido por falar com franqueza, disse: “Os editores estão apavorados e não sabem o que fazer“.

Executivos da Amazon se negaram a revelar quantos editores a empresa emprega ou quantos livros contratou.

As editoras tiveram um vislumbre do futuro no fim do mês passado, quando a Amazon lançou o seu novo tablet, o Kindle Fire.

Jeffrey Bezos, o executivo-chefe da empresa, se referiu várias vezes ao aparelho como um “serviço de uma ponta a outra”, suscitando a imagem de um mundo em que a Amazon desenvolve, promove e entrega o produto.

DO “NEW YORK TIMES” | Tradução de CLARA ALLAIN | São Paulo, terça-feira, 18 de outubro de 2011 | Folha de S.Paulo, Mercado

Notícias do Sul


Argentino, brasileira e indiana conversam sobre o mercado digital em países emergentes

Amazon, Apple, Google. Editores do mundo todo prestam atenção em como essas empresas estão influenciando o mercado editorial digital. Mas até que ponto os modelos de negócios criados por elas se aplicam fora da Europa e dos Estados Unidos? Editores de países em desenvolvimento se reuniram ontem no evento “Digital Publishing in the South”, na Feira do Livro de Frankfurt, para debater seus pontos de vista sobre e-books, suportes e modelos de distribuição. A mensagem deixada por eles é que as soluções desenvolvidas nos mercados mais maduros não atendem as necessidades e características de lugares como a Índia ou a América Latina.

O mercado editorial dos países em desenvolvimento deve achar soluções próprias para seus negócios e leitores, e não simplesmente importar soluções fechadas“, disse Octavio Kulesz, dono da editora de livros digitais Teseo, na Argentina, e autor do estudo “Digital Publishing in the Developing World”, encomendado pela Aliança Internacional de Editores Independentes. “Não é questão de nacionalismo, e sim de pensar quais são os modelos que atendem melhor as necessidades de cada país.

O estudo de Kulesz, finalizado no começo deste ano, mostra as diferentes tendências e soluções que estão sendo criadas para o mercado editorial digital na América Latina, Índia, Rússia, mundo árabe, África Subsariana e China. Nestes dois últimos lugares, os celulares estão se transformando nas peças fundamentais para a leitura de livros eletrônicos, enquanto na América Latina a tendência parece ser realmente o uso de tablets e e-readers. Já na Índia, e-readers estão sendo desenvolvidos num modelo similar ao do Kindle, da Amazon, porém com a diferença de que podem operar em até quinze idiomas.

As informações levantadas por Kulesz geraram um laboratório, por enquanto em fase de implantação, para difundir informações, oferecer cursos à distância e fomentar pesquisa e desenvolvimento de soluções para o mercado de livros digitais. Você pode ler mais sobre o estudo e o laboratório aqui.

Para Bridget Impey, publisher da Jacana Media na África do Sul, uma editora independente, as publicações digitais são uma oportunidade para que empresas pequenas ganhem mercado. “Apple, Amazon e Google não vão nos ‘recolonizar’“, ela disse no debate. “As soluções criadas por elas podem atender pessoas da classe alta em nossos países, mas deixam de fora 90% da população, e é aí onde podemos crescer“, disse.

Promover a leitura é um desafio em boa parte dos países analisados por Kulesz e os editores presentes no debate ressaltaram que os livros digitais podem ser desenvolvidos nesses lugares como uma ferramenta voltada para criar novos leitores.

Mariana Warth, dona da Pallas, editora independente brasileira, observou que a digitalização ainda é muito cara para editoras pequenas. “É mais viável neste momento lançar novos títulos em formato trade e digital, e depois aos poucos digitalizar os títulos do catálogo“, disse. A Pallas pretende lançar seus primeiros e-books no ano que vem e deve começar pelas obras acadêmicas.

Por Roberta Campassi | PublishNews | 14/10/2011

Tecnologia brasileira presente em Frankfurt


Positivo e 3PD expõe seu produtos no Pavilhão de Educação da Feira do Livro

Uma outra forma de empresas de tecnologia voltada para o mercado editorial ou para o de educação participarem da Feira de Frankfurt sem ser com estande próprio é alugando um espaço na área dos Hot Spots, no Pavilhão 4, onde estão concentradas todas as editoras didáticas – e outras nem tanto, como a Nintendo. A Positivo, que já esteve em Frankfurt entre 2005 e 2008, e a estreante P3D vieram juntas este ano e estão experimentando divulgar seus produtos ali. A Positivo está expondo o e-Blocks, um produto desenvolvido por ela para o ensino de Matemática, Espanhol e Inglês e que já é usado em países como Angola e China. Já a P3D está divulgando seu software 3D interativo para ensino de Biologia, Geografia e Química, que pode ser experimentado em uma tela gigante no estande. A P3D também corre para preparar livros digitais interativos com a perspectiva de abertura de editais do governo. No iPad de Mervyn Lowe, o diretor da empresa, ele já mostra um livro de biologia que está sendo produzido.

Por Maria Fernanda Rodrigues | PublishNews | 14/10/2011

Bíblia da autoajuda de Dale Carnegie ganha versão para era digital


O avô de todos os livros de autoajuda, que deu origem a toda uma “indústria” dedicada ao auto-aprimoramento, está sendo modernizado para adequar-se à era do Facebook e do Twitter.

“Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas” foi publicado originalmente em 1936. A versão atualizada do livro oferece um transplante improvável de preceitos dos anos 1930 para a era moderna de mídia social e da internet.

Três quartos de um século após o original, está sendo lançado “How to Win Friends and Influence People in the Digital Age” [como fazer amigos e influenciar pessoas na era digital]. Muitos dos conselhos antigos sobre como impressionar pessoas e conquistar a amizade delas com interações cara a cara ou cartas desapareceram. Em seu lugar, há conselhos sobre como blogueiros devem interagir com seus leitores e um aviso sobre erros comuns cometidos por celebridades ao lidar com seus equívocos públicos.

O livro original foi baseado em uma série de palestras dadas por Carnegie, que partiu de uma infância pobre no Missouri para tornar-se um dos oradores públicos mais famosos do mundo.

A atração exercida por Carnegie se devia a sua atitude sempre positiva e sua crença na ideia de que alegremente demonstrar respeito e interesse pelas outras pessoas renderia dividendos. Seu livro foi uma sensação e permanece nas listas dos mais vendidos, tendo acumulado vendas mundiais estimadas em 15 milhões de exemplares. Mas como ele se sai na tradução para o mundo digital?

Mal, segundo alguns críticos. O “New York Times” foi implacável. “Estivesse Carnegie vivo hoje para ler este livro lamentável, ele colocaria a mão no peito… sorriria palidamente por alguns instantes [ele não gostava de fazer outros se sentirem mal] e então desmaiaria, caindo sobre seus flocos de milho”, escreveu Dwight Garner. Ele desancou o uso de linguagem corporativa impenetrável, acrescentando: “Permita que eu conclua com a boa notícia. Seu livro original, não molestado, ainda pode ser encontrado nas livrarias.

Essa reação é semelhante à de muitos especialistas em mídias sociais e relações públicas. Embora o mundo para o qual Carnegie escreveu tenha mudado ao ponto de tornar-se irreconhecível, a mensagem essencial do autor continua a ser relevante. “Funciona porque ele fala de características humanas básicas: não minta, seja direto e agradável. Facebook e Twitter aceleraram a comunicação, mas não a mudaram por completo“, opinou Ed Zitron, da TriplePoint PR, de Manhattan, especializada em mídia digital.

Dale Carnegie ensinou regras de interação muito simples, como procurar usar o nome de uma pessoa quando você conversa com ela ou a encontra pela primeira vez. Ouvir o que ela tem a dizer e, quando estiver discutindo suas ideias, deixar que outras pessoas falem bastante. Seja entusiástico, e nunca deixe passar uma oportunidade de fazer um novo amigo, já que você nunca sabe quando poderá precisar dele.

O livro foi feito originalmente de olho nas classes médias emergentes dos anos 1930 e 1940. Mas muitos especialistas dizem que é tão relevante hoje quanto foi na época, mesmo que, hoje, possa ser mais comum fazer novos contatos através de redes sociais que com um aperto de mãos.

O livro está vivo e vai muito bem. Continua conosco hoje“, comentou Marc Hoag, executivo-chefe do Venturerocket, um site de procura de empregos.

Hoag não tem muita paciência com quem utiliza o estilo informal do Facebook e Twitter em suas comunicações. Pode ser OK usar abreviações e erros ortográficos em mensagens entre amigos, mas isso ainda não é aceitável nas comunicações formais.

“Algumas candidaturas a empregos que recebo me deixam pasmo. Há erros simples de pontuação. Ainda há um lugar e uma hora para sermos corretos e fazer as coisas como devem ser feitas”, disse ele.

Existem outras áreas, porém, em que as regras evidentemente mudaram. Dale Carnegie dava ênfase enorme às interações verbais e ao sorrir. Mas, disse Zitron: “As pessoas não seguem alguém no Twitter porque esse alguém é simpático. O seguem porque é uma autoridade em algum assunto.

POR PAUL HARRIS | DO “GUARDIAN”, EM NOVA YORK | Tradução de Clara Allain | Publicado em português no Ilustríssima da Folha.com | 14/10/2011 – 17h47

Ex-executivos da Oi e da IBM criam editora de livros-aplicativos


Dois executivos com longa experiência no setor de telecomunicações decidiram fundar uma editora dedicada a publicar livros no formato de aplicativos para tablets e smartphones, com foco especial no segmento infanto-juvenil. Flávia Bittencourt, ex-diretora de marketing da Oi, e Raul Mesquita, executivo com passagens pela Oi, Huawei e IBM, são os sócios por trás da Stories4Fun, cujo primeiro título foi lançado há poucas semanas para iPad, o livro-aplicativo infantil “2 Little Stars”, vendido a US$ 1,99. A proposta é ser uma editora global. Todos os livros virão em pelo menos três línguas: inglês, espanhol e português.

Embora seja classificada como uma editora, a Stories4Fun não pretende lançar livros impressos e nem sequer ebooks. A ideia é focar em livros-aplicativos, para que haja ferramentas de interação entre o leitor e a estória narrada. “A forma de contar estórias ganha novas possibilidades nos tablets e smartphones. Queremos revolucionar isso. A proposta é pensar histórias para esses dispositivos. Não adianta pegar um livro existente e tentar adaptar”, diz Mesquita.

A Stories4Fun atua como uma produtora editorial, gerindo todo o processo de elaboração do produto. No caso de um livro-aplicativo, além do contato com autores, revisores, tradutores e ilustradores, é preciso também contratar músicos para a trilha sonora, atores para gravar a narração e desenvolvedores para a programação. “Na IBM eu estava na área de BPO [Business Process Outsourcing]. É o que faço agora na Stories4Fun: terceirizo serviços“, comenta o executivo. Os colaboradores da editora estão espalhados pelo mundo: há gente na Índia, nos EUA, no Uruguai e, claro, no Brasil. A desenvolvedora de “2 Little Stars”, por exemplo, foi a brasileira parsec.digital.

Outros seis títulos estão em produção e devem ser lançados até dezembro para a iPhone, iPad e dispositivos Android [tanto tablets quanto smartphones]. Dois são voltados para o público adolescente. Um deles bota o leitor como ator na estória. Os outros quatro títulos são para adultos. “Neste caso, os livros virão com três finais diferentes: o que aconteceu, o que poderia ter acontecido e o que deveria ter acontecido“, conta Mesquita.

Por Fernando Paiva | MOBILE TIME | 14/10/2011

Livro digital também em Bolonha


Congresso será realizado no dia 18 de março de 2012

Discutir o livro digital também faz parte da agenda da Feira do Livro Infantil de Bolonha. Em 2012, o TOC – Tools of Chance será realizado no dia 18 de março, na própria feira. E pela primeira vez, o tradicional Prêmio Ragazzi vai incluir o livro digital para crianças entre suas categorias. Acompanhe as novidades pelo site http://www.tocbologna.com.

PublishNews | 13/10/2011

Dez lições dos editores de livros infantis digitais


Assunto foi debatido na conferência PublishersLaunch Children’s Publishing Goes Digital

O debate sobre a criação de e-books, aplicativos e conteúdo multimídia para o público infantojuvenil levantou muitas perguntas e poucas respostas definitivas durante a conferência PublishersLaunch Children’s Publishing Goes Digital Children’s Publishing Goes Digital, que ocorreu na Feira de Frankfurt. Mas há pelo menos um consenso entre os editores e executivos que já mergulharam nesse universo: os produtos digitais para crianças são, ao mesmo tempo, os mais desafiadores e os que oferecem algumas das melhores oportunidades para inovar. Veja algumas das ideias e lições que diversos profissionais especializados no mercado infantojuvenil compartilharam no evento.

1] É hora de experimentar: Para Russell Hampton, presidente da Disney Publishing Worldwide, o braço editorial da Disney, ninguém encontrou ainda uma “estratégia vencedora” no mercado de livros infantojuvenis digitais, portanto este é o momento para as editoras fazerem experiências com relação aos conteúdos, preços, interatividade, distribuição e marketing de seus produtos.

2] Não-ficção também tem vez: ao invés de se concentrar exclusivamente em e-books de ficção, como boa parte das editoras, a Gallimard Jeunesse decidiu investir também em livros digitais de não-ficção, a partir de títulos que já fazem parte do catálogo impresso da editora francesa. A ideia é lançar separadamente vários títulos interativos que depois, juntos, podem funcionar como uma enciclopédia.

3] Menos é mais: e-books e aplicativos para crianças devem ser muito fáceis de navegar e intuitivos, com ícones óbvios e orientação visual, muito mais do que auditiva. Além disso, a boa história nunca pode faltar. Esses são os principais conselhos de Jennifer Perry, vice-presidente da Sesame Workshop, organização americana sem fins lucrativos que gerencia os produtos da Vila Sésamo e uma das empresas que vem emplacando e-books e aplicativos best-sellers no mercado infantil americano.

4] Produtos multimídia exigem novos contratos: muitos autores ainda têm receio de ver seu trabalho transformado em vídeo ou em aplicativos, segundo Paula Allen, vice-presidente da Nickelodeon Global Publishing. Por causa disso, alguns contratos estão incluindo uma cláusula que determina a revisão das condições envolvendo a venda de produtos eletrônicos a cada 18 meses, para que a negociação reflita as práticas de mercado e as tecnologias que estão sendo desenvolvidas.

5] Games como modelo: licenciar e-books e aplicativos para parceiros internacionais ou adaptar diretamente o conteúdo para outros idiomas? Essa é uma questão central para quem produz conteúdo digital. Para Michael Bower, da empresa espanhola Touchy Books, a segunda opção é mais interessante. “Das nossas vendas diretas, 70% são em inglês e 30% já são em outros idiomas“, afirma. Por que eu abriria mão desses 30% de receita?”. A indústria de games pode ser usada como modelo, já que os produtores criam seus conteúdos já em seis diferentes línguas e depois os distribuem para parceiros que cuidam principalmente das vendas em mercados locais.

6] Amostra grátis não faz mal a ninguém: oferecer trechos de livros ou alguns e-books gratuitamente faz parte da estratégia para ganhar consumidores no mundo digital. A Sesame Workshop se prepara para oferecer até o fim do mês os primeiros e-books gratuitos em seu site. Permitir que os livros digitais sejam visualizados nos sites das varejistas também é importante, especialmente porque os pais das crianças podem checar o conteúdo antes da compra.

7] Cuidado com a propaganda: a Touchy Books descobriu que lançando seus títulos individualmente na Apple Store eles ficavam perdidos, mas criando um aplicativo onde ela pode expor todos os seus produtos ela conseguia concentrar a atenção dos leitores e aparecia muito mais vezes entre os aplicativos mais baixados da Apple. Também descobriu que pode mandar informações sobre novos lançamentos a um milhão de pessoas que já baixaram a ferramenta. “Mas só enviamos uma vez a cada duas semanas, pois mais do que isso poderia irritar os leitores e aí…’game over’ para nós“.

8] Adolescentes são um mundo à parte: uma pesquisa extensa sobre o mercado de livros digitais infantojuvenis feita pela empresa americana Bowker revela que a maioria dos adolescentes gosta muito de livros digitais. Mas uma parte significativa dos jovens americanos prefere o exemplar físico. E por quê? Um: eles não podem emprestar livros digitais aos amigos. Dois: há coisas digitais demais e eles estão fatigados. Três: eles não querem carregar nada além do celular.

9] Nunca se esqueça dos pais: os pais ainda controlam a leitura dos filhos e fazem questão de olhar o livro todo antes de comprar. Segundo Gallagher, da Bowker, “eles têm medo de serem substituídos por máquinas e querem produtos que permitam interagir com os filhos”. Uma pesquisa feita pela companhia também mostra que pais, professores e amigos influenciam mais os filhos do que qualquer propaganda ou mídia.

10] E nunca se esqueça do público final: segundo Deborah Forte, presidente da Scholastic Media e vice-presidente executiva da Scholastic, uma pesquisa encomendada pela empresa mostra que as crianças lêem mais quando elas mesmas escolhem seus livros. Já segundo Gallagher, da Bowker, o público juvenil é mais influenciado pelas opiniões de pessoas da sua idade do que por anúncios no Facebook.

Por Roberta Campassi | Publicada originalmente em PublishNews | 13/10/2011

CEOs das maiores editoras do mundo analisam o presente e o futuro do livro


Um dos desdobramentos do Ranking Global do Mercado Editorial, feito anualmente desde 2006 pela consultoria Rüdiger Wischenbart Content and Consulting, é o painel que reúne alguns dos presidentes das empresas líderes durante a Feira do Livro de Frankfurt. A edição deste ano, com dois CEOs de empresas internacionais – John Makinson, da Pearson/Penguin, e Arnaud Nourry, da Hachette, e dois das maiores editoras chinesas e russas – Yu Chunchi, da China Education Publishing & Media Group, e Oleg Novigm, da Eksmo, foi realizado na tarde destaquarta-feira, dia 12 de outubro. Empresas brasileiras incluídas pela primeira vez no relatório, que só aceita grupos editoriais com faturamento superior a 150 milhões de euros, foram convidadas, mas não aceitaram o convite.

Neste painel-entrevista, os presidentes foram sabatinados por jornalistas da mídia especializada internacional, entre os quais Livres Hebdo, Buchreport, Publishers Weekly e PublishNews, e falaram sobre o livro digital, a situação das livrarias, pirataria e novos mercados a serem conquistados, com Brasil e China no topo da lista. Boas experiências de parcerias internacionais como a da Penguin com a Companhia das Letras e outras frustradas, como a da Hachette com a Escala, também foram abordadas.

O mercado do livro físico está caindo muito rapidamente na América e vai cair muito rapidamente nos outros países também. Mas a leitura não está caindo. Nós só teremos que ser mais inventivos no jeito de entregar esse conteúdo aos leitores”, comentou Makinson, que além de um dos diretores da maior editora do mundo é livreiro independente na Inglaterra, país onde a situação das livrarias é mais dramática. “Temos que fazer algo radical para mudar a relação entre editoras e livrarias e também convencer as pessoas a fazerem uma coisa irracional, que é comprar um livro em uma livraria de rua”. O presidente da Hachette também comentou essa questão e disse que na hora da expansão internacional devem ser evitados países onde o número de redes e de livrarias é pequeno. Por fim, Makinson disse que em lugar nenhum do mundo as livrarias se comparam com as brasileiras em beleza e sofisticação [e por falar nisso, Bob Stein, do Instituto para o Futuro do Livro, ilustrou um dos slides de sua apresentação no TOC – Tools of Change na terça-feira com uma foto da Livraria Cultura do Conjunto Nacional].

Você precisa ver uma criança de dois anos no iPad para ver que tem uma mudança grande acontecendo aqui”, comentou John Makinson. “Mas as pessoas são conservadoras e querem ler a mesma coisa que liam no papel no device. Os enhanced e-book não agradaram. Será que o consumidor vai ficar mais imaginativo no futuro e vai pedir mais enhanced e-books? Ainda não vemos isso”, ponderou.

Para Arnaud, as crianças sabem usar as novas tecnologias, mas os professores não querem se modernizar. O chinês Yu Chunchi concordou, e completou dizendo que um dos maiores desafios hoje é prender a atenção da criança no livro enquanto estão estudando. Mesmo assim, ele acredita que o livro didático continuará sendo impresso na China por mais 10 anos justamente por causa dos professores. Por outro lado, algumas escolas já estão pedindo conteúdo digital e outro desafio é ser flexível para oferecer esse material.

Mas essa nova era digital não está mudando apenas a etapa de publicação de um livro. Ele tem efeito sobre cada parte do processo, desde o recebimento dos manuais, comentou o CEO da Penguin. Arnaud acredita que haverá crescimento no mercado de e-books por um período de no máximo dois anos e que ele não deve exceder 30% ou 40% do total do mercado. “Mas quanto mais digital é o nosso negócio, mais pirataria haverá e precisamos nos organizar para combatê-la”, disse.

Essa também é uma preocupação de Oleg Novigm, que vê o mercado russo decaindo 20% nos últimos meses. O índice de leitura também vai de mal a pior. Enquanto isso, a pirataria aumenta exponencialmente e ele não sabe como resolver isso. O lado bom dos e-books na Rússia é que eles vão ajudar as editoras a chegar mais perto dos leitores, já que a distribuição de livros no país é crítica. O livro digital, acredita Novigm, será responsável por 20% do mercado russo daqui a três anos. Hoje, ele é estimado em US$ 2 bilhões. “Ler livros digitais é coisa da moda para jovens russos”, comentou. Na China, a expectativa é que ele represente 25% dos livros para educação de jovens. Penguin e Hachette preferiram não chutar.

Leia também: Uma experiência feliz, e outra nem tanto, sobre a atuação da Hachette e da Penguin no Brasil

Entrevistadores

A atividade foi comandada por Fabrice Piault, da Livres Hebdo [França]; Thomas Wilking, da Buchreport [Alemanha], George Slowik Jr., da Publishers Weekly [Estados Unidos] e Carlo Carrenho, do PublishNews e PublishNews Brazil [Brasil].

Publicado originalmente em PublishNews | 13/10/2011

Saiba como traduzir arquivos de texto em formato PDF


LEITOR FÁBIO ROBERTO DE OLIVEIRA PERGUNTA

Leio livros em PDF, na maioria em inglês. Existe algum tradutor específico para esse tipo de arquivo?

Existem diversas formas de se traduzir um documento em PDF, tanto pagas quanto gratuitas. Em bit.ly/tradutorpdf, você encontrará o PDF Translator. Depois de instalá-lo, basta clicar com o botão direito do mouse sobre o documento, escolher a opção Systran Translate e seguir as instruções.

Outra opção é usar um serviço gratuito como o Google Tradutor. Nesse caso, você deve ter uma conta do Google. O procedimento é o seguinte:

1 | Acesse o site translate.google.com.

2 | Na caixa de texto, você pode colocar o endereço da página do PDF ou colar o texto do documento. Se o documento PDF estiver no seu computador, clique em Traduza um documento e selecione o arquivo.

3 | Selecione o idioma de origem e o de destino nos botões e clique em Traduzir. O site vai fazer a tradução e abrir uma página com a versão traduzida. No menu, clique em Arquivo e depois em Salvar como para salvar o texto.

DÚVIDAS? ESCREVA PARA ATALHO | FOLHA DE S. PAULO | 12/10/2011Por José Antonio Ramalho [atalho.tec@uol.com.br]

Cuide de seus metadados


Presidente da Nielsen Book contou na conferência PublishersLaunch que metadados mal feitos ou inexistentes podem derrubar as vendas em 50%

Metadado é descoberta, e descoberta é venda de livros”, resumiu Jonathan Nowell, presidente da Nielsen Book, na conferência PublishersLaunch nesta segunda-feira, dia 10, em Frankfurt. Para ele, bons metadados devem ser compreensíveis, atuais, estruturados, claros, apropriados, ricos e, principalmente, manipuláveis. “Eles vão vender mais livros para vocês”, assegurou. E provou isso com números. De um livro com cinco campos de dados preenchidos, foram vendidos 3.563 exemplares. De um outro sem metadados, foram vendidos 499 exemplares. Para Nowell, as informações mais importantes são: descrição curta, descrição longa, resenha, biografia e imagem. E isso vale para livros impressos também. “Entre 40% e 80% da venda de livros impressos é influenciada por bons metadados. Se fizer mal feito ou não fizer você pode perder 50% das vendas”, finalizou.

Por Maria Fernanda Rodrigues | PublishNews | 11/10/2011

eBooks brasileiros em pauta na PublishersLaunch


Sérgio Machado, da Record, foi o representante brasileiro no painel que reuniu editores da Itália, Alemanha, China e Estados Unidos

Sérgio machado

A possibilidade de crescimento do mercado brasileiro de livro digital está na mira de editores internacionais e a organização da Conferência PublishersLaunch escolheu Sérgio Machado, presidente do Grupo Record, uma das editoras que integram a distribuidora de livros digitais DLD, para contar o que o Brasil anda fazendo nesse sentido. O painel, realizado nesta segunda-feira, dia 10, em Frankfurt, contou ainda com a participação de Riccardo Cavallero, da Mondadori [Itália]; Kris Kliemann, da Wiley [Estados Unidos]; Michale Justus, da S. Fischer Verlag [Alemanha].

Para Machado, em três anos os e-books devem ter 10% de market share no Brasil. Mas isso só vai acontecer se houver um número razoável de e-books, e-readers baratos e se a compra for fácil. Depois disso, ele acredita, o crescimento será muito rápido.

Entre os assuntos abordados estava o interesse da Amazon pelo país, e ele contou que a empresa não pretende concorrer na venda de livros impressos. “Ela entendeu que pode ser um pesadelo distribuir livros no Brasil”, completou. Por outro lado, sabe-se que Amazon já está conversando com a DLD, editoras e livrarias para conhecer o mercado e organizar sua estratégia. E que também está procurando um profissional para representá-la em São Paulo.

Por fim, Sérgio Machado disse que o exemplo da Barnes & Noble, rede de livrarias que se aventurou pelo mundo digital e criou o seu próprio e-reader, é de grande valia e pode ser muito útil se quisermos chegar logo no mesmo nível dos outros países. E chegou a fazer previsões: “Cedo ou tarde, um player local vai fazer um acordo com a Barnes & Noble para usar a tecnologia dela e acelerar o processo para poder concorrer com a Amazon”.

Por Maria Fernanda Rodrigues | PublishNews | 11/10/2011

Scholastic prepara plataforma digital para crianças e adolescentes


Projeto da maior editora de livros infantis do mundo foi comentado em conferência da Feira de Frankfurt, mas ainda não foi lançado oficialmente

A americana Scholastic, a maior editora e distribuidora de livros infantis do mundo, está criando uma plataforma digital para que crianças e adolescentes possam listar e comentar os livros que estão lendo e também indicá-los para outras pessoas. A informação foi dada por Deborah Forte, vice-presidente executiva da companhia e presidente da Scholastic Media, durante a conferência Children’s Publishing Goes Global, que ocorreu hoje de manhã na Feira de Frankfurt. Ela contou isso depois que Kelly Gallagher, vice-presidente de serviços editoriais da Bowker, comentou que ainda não existe uma plataforma como a LibraryThing voltada exclusivamente para crianças e que essa seria uma boa ideia. Deborah Forte disse ao Publishnews que não poderia dar detalhes sobre o projeto, uma vez que ele não foi anunciado oficialmente.

Por Roberta Campassi | PublishNews | 11/10/2011

TOC Frankfurt debate o presente digital do livro


Durante todo o dia, profissionais da indústria do livro avaliarão seus negócios agora que o livro digital já é realidade

O TOC – Tools of Changes, um dos seminários mais esperados [e mais caros] que acontecem paralelamente à Feira do Livro de Frankfurt foi aberto na manhã desta terça-feira, dia 11 de outubro, pelo presidente do Instituto para o Futuro do Livro, Bob Stein. Se você foi ao Congresso do Livro Digital em São Paulo, em julho, não perdeu muito dessa abertura. A apresentação foi basicamente a mesma e tratou do livro social, a nova invenção do criador do primeiro CD-ROM, nos anos 80, e do primeiro e-book, na década de 90. “O livro se tornou um lugar, e o conteúdo não vale nada. Agora, as pessoas vão pagar por contexto e pela possibilidade de compartilhar esse conteúdo”, disse.

Mais interessante foi a apresentação do marqueteiro Mitch Joel, que já chegou dizendo que não tinha bola de cristal e que por isso preferia falar sobre o presente. “Nenhum editor depois de Gutenberg teve a oportunidade que vocês estão tendo de mudar a história”, disse. Mas, como disse, todo mundo ainda usa as técnicas tradicionais para promover, e fazer, livros. “Gostaria que todos considerassem a opção de dar um ctrl+alt+del. Temos que rever a forma como nos comunicamos com o nosso público porque o consumidor de hoje não é o mesmo de 10 anos atrás e não é o mesmo de 24 horas atrás”.

Segundo Joel, aumentou em 74% o número de pessoas acessando o conteúdo de varejistas a partir de seus telefones celulares. Além disso, eles estão mais informados que as próprias pessoas responsáveis pelo marketing das editoras. Comentou também que os leitores se tornaram fragmentados, que o livro digital é apenas um jeito mais simples de consumir porque os leitores não se interessam por tecnologia e só querem simplificar as coisas, e que as editoras devem se concentrar hoje no mundo que ainda está por vir.

Ele disse também que não é papel do leitor ir até o Facebook e curtir a página da editora, mas que são as editoras que devem ficar amigas de seus leitores. Outra coisa que acontece hoje e que foi criticada por Joel é que as editoras não estão presentes nas conversas e enchem o Facebook e o Youtube com informações e vídeos sobre seus livros e autores e não entendem que milhares de pessoas estão procurando constantemente um livro editado por eles. Se estiverem por ali na conversa, respondendo e indicando, já é meio caminho andado para que o assunto que querem promover seja comentado nas redes sociais. “Se você não fizer isso, o escritor e as livrarias vão fazer”.

Por fim, comentou que só terá sucesso quem conseguir promover interação real entre pessoas reais agora também no mundo digital.

O TOC continua durante o período da tarde. Novas informações podem ser conferidas na edição de amanhã do PublishNews.

Por Maria Fernanda Rodrigues | PublishNews | 11/10/2011

Amazon aumenta produção de tablets Kindle Fire, diz site


A Amazon aumentou o número de encomendas de tablets Kindle Fire para mais de 5 milhões de unidades, disseram fornecedores de componentes ao jornal “DigiTimes”.

Seria uma resposta à alta demanda pelo produto, diz o site da publicação.

Jeff Bezos, executivo-chefe da Amazon, apresenta o tablet Kindle Fire | Photo Emmanuel Dunand, France-Presse

Cnet diz que a medida pode parecer um tanto confiante para um dispositivo que ainda nem chegou aos consumidores, mas lembra que, segundo estimativas, a Amazon teria comercializado quase 100 mil unidades do Kindle Fire no primeiro dia da pré-venda e cerca de 20 mil por dia nos seis dias seguintes.

O “DigiTimes” diz que a loja virtual norte-americana já fizera um pedido de aumento no terceiro trimestre do ano – de 3,5 milhões para 4 milhões de unidades.

Wintek, Chunghwa Picture Tubes, LG Display, Ilitek, Quanta Computer, Aces Connectors e Wah Hong Industrial são algumas parceiras da Amazon que devem se beneficiar do aumento de produção do tablet, diz a publicação.

Folha.com | 10/11/2011 – 12h47

Google mostra uma biblioteca navegável


Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

Já imaginou poder passear por prateleiras de livros de forma virtual? É o que o Google pretende com a WebGL Bookcase. Ela é uma experiência diferente de biblioteca virtual, que permite ao usuário, com o uso do navegador Chrome, navegar por prateleiras repletas de livros e, com poucos cliques, começar a ler a obra em sua versão digital. É como se essa prateleira estivesse na sala da sua casa, só que contendo uma enorme quantidade de títulos literários. Clique aqui e confira a experiência.

The Next Web | Por Jacqueline Lafloufa | Blue Bus | 19/10/2011

A pergunta agora é: Os e-readers vão sobreviver?


Conferência PublishersLaunch debate a atual situação do livro digital e reúne editores de diversos países

Discutir se há um futuro para o livro impresso é coisa do passado. Editores viraram o disco e agora se perguntam que tipo de aparelho as pessoas vão escolher para ler livros digitais: e-readers ou tablets? “Não é uma questão de ter um e-reader ou um tablet, mas de poder sincronizar todos os seus aparelhos”, melhor respondeu Riccardo Cavallero, da Mondadori. O assunto foi levantado na manhã desta segunda-feira, dia 10, em Frankfurt, nos dois primeiros painéis da Conferência PublishersLaunch, organizada pelo consultor e colunista do PublishNews Mike Shatzkin e por Michael Calder, responsável pelo boletim Publishers Lunch. A empresa AT Kearney apresentou números relacionados à utilização de e-readers e tablets nos principais países. De todos os países consultados, apenas no Reino Unido os tablets superam os leitores de livro eletrônicos [3.4% contra 2.6%]. Nos Estados Unidos, a relação é equilibrada, com os tablets tendo entre 8% e 9% de penetração e os e-readers, entre 9% e 10%. Com relação ao número de e-books disponíveis, o Brasil, único país da América Latina consultado, está na lanterna, com 6 mil títulos. Os mais avançados são Estados Unidos [1 milhão], Reino Unido [400 mil], Alemanha e França [80 mil cada], China [60 mil], Japão [50 mil], Austrália [35 mil], Itália [20 mil] e Espanha [15 mil].

Por Maria Fernanda Rodrigues | PublishNews | 10/10/2011

Vale de Ideias


Ednei Procópio

Às vezes invejo aqueles que trabalharam e respiraram o ar do Vale do Silício. Aqueles que fizeram parte da história num vale inventivo, improvável e rico em ideias. Menlo Park, Palo Alto, Silicon Valley, são para mim locais que inspiram, sempre citados nas histórias que ouço e leio quando pesquiso sobre a infância da indústria de tecnologia dos eBooks.

Panorama do Vale do Silício

Antes do advento dos displays ultrafinos, coloridos e sensíveis ao toque dos dedos, fabricados na China, dezenas de projetistas, cientistas e engenheiros estiveram enfurnados [ora em garagens, ora em laboratórios], na Califórnia, tentando criar um modo de escrever e desenhar em telas eletrônicas; tentando mimetizar o papel e o lápis em todos os sentidos.

A Nuvomedia, uma das empresas que mais me inspiram, nasceu e faliu na Califórnia. Ela criou o Rocket eBook Pro, um dos mais fascinantes sistemas de publicação de livros digitais já inventados. Sua morte começou em março de 2000, quando foi adquirida pela Gemstar International Group que, pouco tempo depois passou o projeto pra frente.

Malditos especuladores financeiros.

A propósito, a história dos livros digitais vem sendo escrita a quarenta anos e ainda hoje ouço gente, do mercado editorial inclusive, emitindo opiniões muito superficiais sobre como não pode viver sem o cheiro do papel [!]. E, se não bastasse, esta chatice agora vem sendo substituída pela fetiche dos hardwares. A primeira é a biblionecrofilia, e a segunda é a iPadmania. Opiniões medíocres vem de todos os lados e é difícil ter de aturar tanta superficialidade em nome dos bons negócios.

Isso sem falar em pseudo-jornalistas [aqueles que já vem com pré-julgamento sobre o tema, na hora de te entrevistar] e que no resultado da matéria apanham meia dúzia de palavras-chaves, de um dicionário viciado, com expressões como “Kindle, da Amazon”, “Nook da Barnes & Noble”, “iPad, da Apple” ou “Android, da Google”, como se todos os produtos tivessem sobrenomes. Não são todos, é claro que não, mas muitos profissionais da comunicação juntam “nuvem” com “biblioteca digital”, “MP3” com “pirataria”, numa associação automática e débil, e muitas vezes não sabem a diferença entre “e-readers” e “tablets”; isso quando não confundem “App Store” com “Apple Store”, e despejam diariamente um monte de desinformações e notícias desencontradas sobre os eBooks nos canais de mídia já enterrados, de tão mortos.

Na verdade, eu não deveria reclamar, porque muitos textos assim alimentam este site, mas ler matérias sobre livros digitais, hoje em dia, é como garimpar um bom disco num sebo; ou como ouvir um disco furado, um vinil riscado, uma bolacha torta rodando numa agulha enferrujada. É como ouvir, de novo, aquela ladainha de que The Beach Boys copiou os Beatles; ou como Pink Floyd era melhor com Roger Waters. Ou como Michael Jackson queria ser branco. Ou como Cindy Lauper imitava a Modonna. Ou como os grandes mitos do rock morreram aos vinte e sete anos.

Clichês à partes, é sempre o mais do mesmo. É sempre a mesma coisa. E é raro ver uma matéria única que seja sobre os negócios independentes, longe dos grandes grupos editoriais. Ou seja, mesmo que você tivesse por exemplo inventado uma maneira de manter eBooks seguros da pirataria, estando no Vale do Anhangabaú, ao invés de estar no Vale do Silício, você não teria a mínima chance de ser ouvido ou citado.

Me perdoem a reclamação toda, não quero parecer resmungão, mas, na boa, que graça tem a importância dos metadados para os nossos negócios, se raramente a imprensa fala sobre o assunto? E daí que os metadados podem efetivamente revolucionar o modo como registramos, armazenamos, compartilhamos e pesquisamos os nossos livros? E daí que estamos próximos à definição da versão 3 do formato padrão ePub. E daí que a Onix for Books está se consolidando como um padrão para o intercâmbio comercial de dados para livros digitais? E daí que hoje existam softwares com inteligência artifical que podem ajudar a escrita dos livros para os autores de literatura fantástica? E daí que o HTML5 pode enterrar o conceito ePub, se ninguém discute isso? E daí que os leitores estão hoje mais próximos dos autores e dos livros como em nenhum outro momento da história da humanidade?

$e o que importa é a grana.

Conceitos que poderiam ser inovadores, como o “Cloud Computing”, por exemplo, são varridos por mentes medianas e por campanhas de marketing que ainda insistem no erro de tentar convencer o mercado editorial de que alguém precisa salvar a pátria dos livros não lidos. E esta empresa nunca poderá ser a sua, se a sua empresa não for uma Apple ou a Amazon da vida.

Ou seja, se eu entendi bem aquele filme, se você não for um ladrão de ideias tão bom quanto Zuckerberg, esqueça! É melhor não trocar aquele seu único e verdadeiro amigo por outros milhões numa rede social da moda.

Aliás, rede social é uma palavra muito usada para denominar qualquer site que queira chegar a ser um grande player. Hoje em dia, os valores parecem estar tão invertidos no mundo dos negócios que tem até rede social para trair aquela pessoa que, teoricamente, você deveria amar.

Mas vem aí a última nova palavra-chave de ordem: “white label”. E eu nem vou perder o meu tempo explicando o que seja, porque eu tenho certeza de que agorinha mesmo, neste exato momento, alguma empresa sem nenhum amor aos livros vai tentar convencer o mercado de que é o novo modelo de negócios a ser seguido. O conceito vira moda, a empresa é citada em matérias repetitivas, um monte de editora que não sabe o que quer da vida especula e perde o seu valioso tempo pra saber o que é, e depois, puf, o conceito é esquecido.

Pobres empreendedores tupiniquins.

Suas ótimas ideias evaporam assim que começam os rumores e especulações sobre os destinos financeiros daquela empresa famosa cujo fundador morreu recentemente.

Para quem sobrevive de criatividade é realmente uma pena que em nosso país não exista um Vale como o do Silício. Mesmo que o silício já não seja mais aquele condutor perfeito quando comparado a primeira era da microcomputação, pois o semicondutor antes precioso parece estar com os dias contados e nem a Lei de Moore pode salvá-lo.

Quando falo de termos um Vale do Silício, não me refiro a um local aonde um certo município concede isenção de impostos em troca de meia dúzia de prédios bonitos com fachadas para empresas onde a inovação simplesmente não existe. O que existe é apenas um bom departamento de marketing, comunicação e assessoria de imprensa. Eu me refiro a um lugar onde ideias realmente inovadoras se propagavam. Ideias capazes de tirarmos deste cenário terrível de ter de ser clone de um business lá de fora.

Eu também não me refiro a um site copiado dos gringos que pede esmolas para financiar projetos. Me refiro a locais onde ideias são efetivamente valorizadas por serem altamente impactantes em nossa sociedade.

Me refiro a um Vale de Ideias.

Me refiro àqueles locais onde jovens, inspirados, inventam e desenvolvem soluções incríveis para todo o tipo de utilidade para a sociedade da informação.

Afinal, onde estão os jovens nerds que poderiam revolucionar o mercado editorial brasileiro nesta que é uma oportunidade única em anos? Onde estão os escritores que poderiam finalmente libertar todos os seus dragões, elfos, magos, vampiros, piratas, discos voadores, exoplanetas inexplorados ou anjos caídos? Onde estão os editores da nova ordem?

Enfim, talvez o Vale do Silício esteja dentro de cada um de nós. Que, sozinhos, tenta vencer as barreiras dos impostos, das alíquotas, das taxas, dos fiscais e sindicatos, da mortalidade infantil de centenas de startups, das greves dos bancos e dos Correios. Que Deus nos livre daqueles investidores malditos que te obrigam a criar Business Plan [termo muito bacana] pra te ensinar a provar a si mesmo que a sua ideia nunca vai vingar no país do futebol.

Que Deus nos livre  daquele capital de risco, vindo não se sabe de onde, para ser lavado em nossos caixas como se nossas empresas fossem tanques e não empreendimentos editoriais.

E antes que os vigilantes de plantão reclamem, este não é nenhum tipo de artigo politizado ou algo do gênero.

É apenas um convite para aquelas mentes inquietantes que não tem medo de compartilhar as suas ideias. Que não tem medo da pirataria. Que não perdem tempo patenteando o que em nosso país não tem nenhum valor agregado. Que não tem medo de empreender. Que não tem rabo preso com malditos investidores que só pesam o seu dinheiro sujo como combustível da inovação. Enfim, para mentes que sabem que a única e verdadeira mídia social é a Internet, e que todo o resto não passa de ferramentas que por ela trafegam.

Convido os amigos que tiverem ideias libertadoras sobre os livros digitais a tomarem um café.

E, bem, na verdade o escritório da minha empresa, a Livrus Negócios Editoriais, está bem perto do Vale do Anhangabaú. Dá pra ir a pé; é um caminho que sempre faço para almoçar ou tomar café.

Panorama do Vale do Anhangabaú

O Vale do Anhangabaú está bem longe de um Vale do Silício, e minha empresa está bem distante de diversas outras pequenas ou médias empresas que hoje atuam no emergente mercado de livros digitais. Mas podemos estar mais próximos como empresas inovadoras, de negócios rentáveis.

Este, então, é um convite para aproximarmos as boas ideias.

Ednei Procópio

BookRiff | A experiência de editar


A ideia não é apenas publicar o próprio livro. A canadense BookRiff, que estreou em fase beta, quer que o leitor construa o volume ao escolher numa infinidade de conteúdos -de capítulos de livros a receitas, de dicas de viagens a fotos e ilustrações.

Esse acervo é oferecido por algumas dezenas de editoras tradicionais com que BookRiff já fez parceria.

Com outras dezenas continua a negociar. “Editoras se concentram em oferecer conteúdo. Nós oferecemos a experiência de escolher o conteúdo”, diz Rochelle Grayson, que dirige a empresa.

Folha de S.Paulo | PAINEL DAS LETRAS | Por JOSÉLIA AGUIAR joselia.aguiar@grupofolha.com.br | 08/10/2011

“O livro impresso é um bom negócio, mas haverá mudanças profundas no CTP”


Eduardo Blucher é um dos convidados da Feira do Livro de Frankfurt e ele falará sobre o livro digital no segmento CTP

Eduardo Blucher

A Blucher foi a primeira editora brasileira a ter um e-book na loja da Apple e isso demonstra um pouco o interesse de seu publisher, o engenheiro Eduardo Blucher, por tecnologia. Ele foi convidado pela Feira do Livro de Frankfurt para falar sobre as oportunidades de negócios que se abrem ao segmento CTP com a popularização do livro digital na 25th International Rights Directors Meeting, um dos principais seminários da feira e que, este ano, estará focado no mercado editorial brasileiro e nas possibilidades de coedições internacionais de aplicativos. A meta da editora é ter, até o ano que vem, 50 e-books e esta não é tarefa fácil para quem trabalha com livros técnicos ou cheios de imagens “O livro impresso é um bom negócio, mas haverá mudanças profundas no CTP. Para estudantes, imagino que a popularização do livro digital aconteça nos próximos três ou quatro anos”. Participam ainda do seminário a agente Lucia Riff e Tomás Pereira, da Sextante. 
 
Quantos livros a Blucher publica ao ano? Desses, quantos são estrangeiros e quantos são nacionais?
Publicamos 60 livros por anos e desses, 70% são títulos nacionais

Quantos livros a Blucher tem em catálogo?
450 livros

Os livros podem ser comprados em livrarias internacionais?
Sim, em Portugal.

Quantos e-books estão disponíveis e qual é a meta para 2012?
Fomos a primeira editora brasileira a colocar um livro no na loja da Apple no iPad. A meta para 2012 é ter 50 livros.

O que é importante saber sobre o mercado editorial brasileiro antes de tentar vender direitos de livros aqui?
Estimar corretamente o tamanho do mercado, aprender como o mercado funciona em preços e distribuição.

A Blucher também quer vender seus livros no mercado internacional? Já vendeu? Quantos títulos? Valeu a pena?
Iniciamos a venda na Espanha e nos EUA com alguns títulos. Em inglês o Sugarcane Bioethanol, de 1.000 páginas, está à venda na Amazon.

O livro impresso ainda é um bom negócio no Brasil. O mercado de livros digitais universitários e didáticos é promissor? Para quando prevê a popularização do livro digital entre os estudantes?
O livro impresso é um bom negócio, mas haverá mudanças profundas no CTP. Livro digital é o futuro e precisamos aprender como trabalhar neste mercado. Para estudantes, imagino que a popularização do livro digital aconteça nos próximos três ou quatro anos.

Quais são as oportunidades que se abrem para o segmento de CTP com a popularização do livro digital? E quais são os desafios?
As oportunidades são muitas: mais conteúdos, mais formas de distribuição, novos modelos de negócio. Desafios: Pirataria digital e saber se este público vai pagar por conteúdos digitais.

As feiras ainda são os melhores lugares para se comprar os direitos de livros?
As feiras são os melhores lugares para encontrar pessoas, e as pessoas vendem os direitos.

O que abordará no seminário da Feira de Frankfurt?
O mercado de livros CTP; as oportunidades e riscos, já que esta é uma das áreas que podem ser mais afetadas com a onda digital; e os crescentes mercados de ensino a distância [atingiremos um milhão de estudantes em 2012] e de cursos técnicos [segundo o Governo, haverá 850 mil vagas em cursos técnicos até 2014].

Por Maria Fernanda Rodrigues | PublishNews | 07/10/2011

Conteúdo especializado sobre eBooks no portal BN


O mercado de livros digitais no mundo e o impacto do e-book no mercado editorial e nas bibliotecas foram alguns dos temas debatidos durante o Colóquio E-books e a democratização do acesso, promovido pela Fundação Biblioteca Nacional, Instituto Goethe, Instituto Cervantes e Maison de France, durante a última Bienal do Livro do Rio de Janeiro. Confira no site da Biblioteca Nacional as palestras dos especialistas da Alemanha, França e Brasil que estiveram no Brasil.

Boletim Fundação Biblioteca Nacional | 7/10/2011

eBook sobre 200 anos da Biblioteca disponível para download grátis


Já está disponível para download na página da Biblioteca Nacional Digital na internet o livro que marca as comemorações dos 200 anos da Biblioteca Nacional. A obra Biblioteca Nacional 200 anos: uma defesa do infinito cataloga as cerca de 200 peças que integraram a exposição, que abriu os festejos, iniciados no ano passado e que se encerrarão no próximo 29 de outubro [quando a Biblioteca Nacional completará 201 anos]. O texto de abertura é assinado pelo acadêmico Marco Lucchesi, curador da mostra.

Boletim Fundação Biblioteca Nacional | 7/10/2011

KBR lança dois eBooks no Rio


Haverá pocket show com Spirito Santo e Grupo Vissungo

A recém-inaugurada Livraria Cultura do Fashion Mall [Estrada da Gávea, 899 – São Conrado. Rio de Janeiro/SP] será palco do lançamento de dois e-books nesta quinta-feira, dia 6 de outubro, a partir das 19h. Quem chamou my horse de Green [KBR, ePub, R$ 12 – disponível também para impressão sob demanda por R$ 28] foi escrito por Sandro Vidal, jornalista, empresário e candidato a vereador do Rio de Janeiro em 2008. Já Do samba ao funk do Jorjão [KBR, ePub, R$ 12 – disponível também para impressão sob demanda por R$ 54] é de autoria do escritor, pesquisador e sambista Spirito Santo. Haverá um pocket show com o autor e o Grupo Vissungo.

PublishNews | 06/10/2011

Monteiro Lobato agora digital


Toda obra do escritor já está disponível para ser lida em e-readers

Já estão disponíveis para leitura digital as obras, adaptações de clássicos e os contos adultos de Monteiro Lobato, em edições da Globo Livros no formato ePub. São mais de 20 títulos do autor, que podem ser adquiridos nas principais lojas virtuais do País.

Obra Infantil

Reinações de Narizinho

Reinações de Narizinho [256 pp., R$ 43,00]
Caçadas de Pedrinho [72 pp., R$ 15,40]
Memórias da Emilia [92 pp., R$ 19,60]
A reforma da natureza [72 pp., R$ 15,40]
O Saci [72 pp., R$ 15,40]
O picapau amarelo [120 pp., R$ 20,90]
Viagem ao céu [112 pp., R$ 19,90]
A chave do tamanho [128 pp., R$21,60]
 
Adaptações

  • O Minotauro [168 pp., R$ 27,90]
  • Aventuras de Hans Staden [80 pp., R$17,90]
  • Fábulas [120 pp., R$ 20,90]
  • Peter Pan [84 pp., R$ 17,90]
  • Doze trabalhos de Hércules [416 pp., R$ 44,90]
  • Histórias de tia Nastácia [136 pp., R$ 23,90]
  • Dom Quixote das crianças [152 pp., R$ 25,90]

Obra Adulta

  • Ideias de Jeca Tatu [260 pp., R$ 22,90]
  • Cidades mortas [200 pp., R$ 19,90]
  • Urupês [184 pp., R$19,90]
  • O presidente negro [208 pp., RS 19,90]
  • Negrinha [212 pp., R$ 19,90]
  • O macaco que se fez homem [136 pp., R$ 19,90]
  • América [276 pp., R$ 23,90]
  • A onda verde [136 pp., R$ 19,90]

PublishNews | 06/10/2011

Gerenciamento de Catálogo e Conteúdo para Livros Digitais


Gerenciamento de Catálogo e Conteúdo para Livros Digitais