Kindle Fire terá quadrinhos da DC Entertainment com exclusividade


A DC Entertainment anunciou hoje que seus quadrinhos serão vendidos com exclusividade pela Amazon para o Kindle Fire, novo tablet anunciado ontem pela empresa.

Cem títulos estão disponíveis na Kindle Store, entre eles as famosas séries “Watchmen”, “V de Vingança”, “Superman: Earth One” [ainda inédito no Brasil], “Sandman” e “O Cavaleiro das Trevas” [veja aqui a lista completa].

“Estamos entusiasmados de trabalhar com o líder em livros digitais para trazer muitas das mais amadas e vendidas graphic novels do mundo aos leitores do Kindle”, disse Jim Lee, copublisher da DC Entertainment, ao site oficial da empresa.

Algumas dessas HQs nunca estiveram disponíveis em formato digital“, disse também ao site o vice-presidente de conteúdo do Kindle, Russ Grandinetti. “Acreditamos que os consumidores irão amá-las.

Segundo a DC Entertainment, as graphic novels estarão disponíveis para usuários do Kindle Fire na Kindle Store em breve. “Watchmen” e “Superman: Earth One” já estão disponíveeis em pré-venda, apenas para os Estados Unidos.

Jim Lee, copublisher da DC Entertainment, mostra a graphic novel "Superman: Earth One" em um Kindle Fire

Folha.com | 29/09/2011 – 16h14

Novo Kindle tem interface e navegação em português


Valor do aparelho começa em US$ 79; brasileiro paga US$ 255 por causa dos impostos

Se a popularização do e-book dependia de existir um leitor de livro digital barato, a Amazon deu ontem mais uma força para que isso aconteça de fato. De uma só vez, ela apresentou quatro novos modelos de Kindle com preços entre US$ 79 e US$ 199.

Apenas o modelo tradicional, que agora está menor, mais leve e mais barato, já está disponível para compra. Os brasileiros podem comprar a versão de US$ 109 [sem anúncio], mas o aparelho vai chegar aqui custando US$ 255,57.

Os outros três – Kindle Touch, Kindle Touch 3G e o tablet Kindle Fire – começam a ser despachados curiosamente em 21 de novembro, dia do lançamento mundial da biografia do fundador da Apple, Steve Jobs. Somando isso tudo ao interesse da empresa pelo Brasil – todos os modelos vão incluir interface e navegação em “português brasileiro”; editoras e livrarias foram procuradas pela Amazon, que quer conteúdo em português; diretores da empresa participaram da Bienal do Rio no início do mês; e a Amazon segue procurando um profissional para atuar no país – este pode ser um bom momento para os brasileiros e para o mercado editorial nacional.

Kindle

Custa apenas US$ 79 [mas vem com anúncios] e já está disponível para compra. O novo modelo é 18% mais compacto, 30% mais leve e mais barato que a versão original. De acordo com a empresa, ele também está 10% mais rápido na hora de virar as páginas. A tela e-ink, a mais parecida com o papel, é de 6 polegadas. http://www.amazon.com/kindle

Kindle Touch

A versão touch screen do Kindle custará US$ 99 [com anúncios] e US$ 139 [sem anúncios] e estará disponível a partir de 21 de novembro. A Amazon promete, com ele, um manuseio mais fácil, conforto na leitura e uma bateria mais duradoura. Essa versão virá com o que a Amazon está chamando de “X-Ray” para que os leitores possam explorar o “esqueleto do livro”. Com apenas um toque, será possível ver as passagens do livro que mencionam determinada ideia, figuras históricas, personagens e o que mais interessar ao leitor. Também será possível pesquisar na Wikipedia e na Shelfari, a enciclopédia comunitária da Amazon. Clientes americanos já podem encomendar o aparelho. http://www.amazon.com/kindletouch.

Kindle Touch 3G

A única diferença do Kindle Touch é o 3G gratuito, que permite ao usuário fazer suas compras de qualquer lugar sem depender uma conexão wi-fi. O valor é US$ 149 [com anúncios] e US$ 189 [sem anúncios] e americanos já podem fazer seus pedidos pelo site. http://www.amazon.com/kindletouch3G

Kindle Fire

Com este tablet, que roda o sistema operacional Android, a Amazon tenta se aproximar da Apple. O Kindle Fire vai custar US$ 199 [o iPad mais barato nos Estados Unidos custa US$ 499] e dará acesso a mais de 18 milhões de itens disponíveis na loja virtual, entre filmes, séries, músicas, aplicativos, jogos, revistas e, claro, livros. O conteúdo fica armazenado na nuvem e o aparelho pesa menos de meio quilo. A tela é de 7 polegadas e as dimensões são: 19 cm x 12 cm x 1.14 cm. A capacidade de armazenamento é de 8 GB, suficiente, segundo a Amazon, para guardar 80 aplicativos, 10 filmes, 800 músicas e 6 mil e-books. O Kindle Fire está disponível para encomendas e será entregue a partir de 15 de novembro. http://www.amazon.com/kindlefire.

Por Maria Fernanda Rodrigues | Publicado originalmente em PublishNews | 29/09/2011

Kindle pode forçar corte de preços em tablets Android


As companhias de tecnologia asiáticas sofreram pressão de corte de preços de seus computadores tablet depois que a Amazon.com lançou o Kindle Fire por US$ 199.

Empresas de Samsung Electronics à Sony, os grandes fabricantes asiáticos de tablets têm planos ambiciosos para enfrentar a Apple, cujo iPad é o aparelho de referência nesse mercado crescente.

Mas com produtos claramente parecidos e preços muito próximos aos US$ 499 dólares do iPad básico, nenhuma delas conseguiu capturar mercado significativo junto aos consumidores da Apple.

Até o momento, a Samsung vem sendo a candidata mais convincente a rival do iPad, e alguns analistas sugeriram que ela poderia perder sua segunda posição no mercado de tablets para o Fire.

A campanha de marketing dos tablets da companhia sul-coreana também vem enfrentando problemas nos últimos meses devido aos esforços judiciais da Apple para impedir a venda de tablets Samsung na Austrália, Estados Unidos e Alemanha, alegando violações de patentes e outras irregularidades.

O Kindle Fire, embora não disponha de muitos dos recursos mais avançados comuns em outros tablets, de câmeras a conexão 3G, pode representar o ponto final para muitos dos aparelhos concebidos em torno do sistema operacional Google Android.

“A escolha de preço é crucial para ganhar força no mercado de tablets. Os fabricantes rivais não conseguiram atrair consumidores porque acompanharam o preço do iPad sem acompanhar sua oferta de conteúdo”, disse Adam Leach, analista do grupo de pesquisa Ovum.

“O modelo de negócios da Amazon, que tem por base o varejo, permite que a companhia subsidie o aparelho sob a premissa de que seus usuários comprarão mais em seus sites, seja conteúdo digital, sejam produtos físicos.”

Galaxy Tab, da Samsung; Xoom, da Motorola Mobility; e muitos outros aparelhos da Acer e Asustek funcionam com o Android, que a Amazon também usa no Kindle Fire, combinado à sua loja on-line.

DA REUTERS, EM SEUL | Publicado por Folha.com | 29/09/2011 – 11h12