Primeiro livro de Harry Potter virá de graça no novo Sony Reader


Aparelho deve chegar às lojas europeias em outubro

De acordo com Graeme Heil, do The Bookseller, a versão em inglês de Harry Potter e a pedra filosofal poderá ser baixada gratuitamente por quem comprar o novo Sony Reader, que deve chegar às lojas na Europa em outubro – primeiro no Reino Unido. Nos Estados Unidos o novo aparelho deve custar US$ 149. O e-reader, com conexão wi-fi, também permitirá que seus usuários emprestem livros de bibliotecas, via Overdrive. O site também informa que o novo modelo de e-reader da Sony será construído em material plástico e terá 2GB de memória [que pode ser ampliado com um memory card], o que permite o armazenamento de cerca de 1.200 livros. A Sony anuncia também tela multitouch e web browser integrados ao novo equipamento.
Por Ricardo Costa | PublishNews | 05/09/2011

Ser escritor na era digital é…


Esse foi o tema da primeira edição do Fórum Autor 2.0

Tenho a impressão de acordar analfabeto e índio todo dia. São muitas palavras novas e tenho que entender o que é isso. O americano está enfiando coisas todo dia que nem espelho”, disse Marcelino Freire no Fórum Autor 2.0 realizado pela Ímã Editorial no sábado, dia 3 de setembro, no Parque Lage, no Rio de Janeiro.

Além de abordar as angústias comuns ao escritor que está vivendo este início de era digital e está decidindo se vive em seu castelo ou se conversa com seu leitor pelas mídias sociais, o fórum discutiu assuntos como a publicação de narrativas em mídias sociais e suportes alternativos, as narrativas colaborativas e as não lineares, a publicação e autopublicação, e distribuição em e-book em canais aterritoriais, entre outros. Participaram Sérgio Rodrigues, Cristiane Costa, Carlo Carrenho, Ondjaki, Marcelino Freire, Simone Costa e C. S. Soares. A moderação foi do editor Julio Silveira.

Cristiane Costa falou sobre o assunto que pesquisa: as narrativas expandidas. “Hoje, a graça é inventar uma nova forma de contar uma história”, comentou a jornalista e professora. Ela apresentou alguns exemplos do que se anda fazendo por aí com o livro, ou melhor, com a história, como o Vook, geradores de textos, uso da realidade aumentada. Já a escritora Simone Campos contou sobre sua experiência de escrever livros interativos e disse que para criá-los tem até que estudar matemática e lógica.

A partir da ideia de que a literatura é um conjunto de palavras que evoca imagens na cabeça do leitor e que ao dar a imagem pronta você tira algo do leitor, Sérgio Rodrigues disse que essas novas formas de narrativas deveriam ganhar um novo nome. “Não vejo como continuar chamando isso de literatura. Só para usar a fama da velha literatura? Vamos dar outro nome.” Para o jornalista, a posição do escritor está passando por mudanças e o manter distância do leitor está fora de moda. Mas ele também não acredita que seja possível conseguir fazer alguma coisa estando o tempo todo conectado no Twitter e Facebook e ainda respondendo os e-mails dos leitores. “Para que você mesmo consiga ouvir a voz da sua cabeça é preciso de um pouco de silêncio”, comentou.

Ondjaki está nas mídias sociais e gosta dessa interação que acontece entre leitor e autor em feiras do livro e eventos, mas anda bravo com o Facebook que mudou algumas configurações e agora seus “amigos” conseguem comentar suas atualizações. “O acolhimento é muito bom, mas essa exposição às vezes atrapalha um bocado”. O escritor angolano não vê essas novas mídias como ameaça ao livro e acredita que estamos no meio do caminho entre o começo da revolução digital e o que será o livro.

Carlo Carrenho, diretor da Singular, membro da Confraria dos Bibliófilos e leitor de livro digital, acredita que em um ou dois anos a fatia de e-books no mercado brasileiro ainda será pequena, mas prevê um crescimento exponencial. Para ele, em seis anos o cenário será bastante distinto. Isso se o governo não se antecipar e criar algum programa para o livro digital. “É só o governo decidir comprar e em dois meses os editores vão amar o livro digital e terão tudo pronto”, comentou.

A autopublicação também é algo que cresce no mercado editorial nacional e internacional. “Vai-se publicar muito lixo, mas vamos conhecer muita coisa boa”, disse, lembrando que Julio Verne só foi publicado pela 14ª editora. E que Marcelino Freire bancou a edição de seu livro de estreia por não ter tido muito sucesso com as editoras que procurou. Hoje, depois de ter tido outras obras lançadas por uma grande editora e vencido o Jabuti, voltou à publicação independente. “Cada um tem uma história para contar e agora pode contar”, disse Claudio Soares, também adepto da autopublicação.

Por Maria Fernanda Rodrigues | Publicado originalmente em PublishNews | 05/09/2011

MEC pode ser obrigado a fornecer livros em formato digital


A Câmara analisa o Projeto de Lei 965/11, do deputado Romero Rodrigues [PSDB-PB], que obriga o Ministério da Educação a disponibilizar suas coleções de livros didáticos e paradidáticos, destinados a alunos e professores, também em formato digital.
Segundo o deputado, a inclusão do livro em formato digital “servirá como mais um instrumento disponível aos alunos e professores para a disseminação do conhecimento estudado na educação básica”.

O autor do projeto acentua que a digitalização vai permitir que o conteúdo dos livros seja utilizado a qualquer hora e em qualquer lugar.

Tramitação

Sujeito à apreciação conclusiva, o projeto foi distribuído às Comissões de Educação e Cultura; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Confira a íntegra da proposta PL-965/2011

Agência Câmara | 05/09/2011

BN debate o papel das bibliotecas no empréstimo de eBooks


A Biblioteca Nacional realiza, hoje e amanhã, na Bienal do Livro, o colóquio E-books e a democratização do acesso – Modelos e experiências de bibliotecas, onde especialistas da Alemanha, Espanha, França, Inglaterra e Brasil discutirão o papel das bibliotecas nacionais e o serviço de empréstimos de ebooks, o crescimento da demanda deste tipo de serviço, assim como os desafios impostos pelas novas tecnologias.

O evento, realizado em parceria com o Goethe-Institut Rio de Janeiro, Maison de France e Instituto Cervantes do Rio de Janeiro, faz parte de um grande ciclo de palestras que a Biblioteca Nacional realizará ao longo do segundo semestre deste ano em São Paulo e Recife, no qual diversos especialistas e pensadores se juntarão para debater o tema.

Para o presidente da Fundação Biblioteca Nacional [FBN/ MinC], Galeno Amorim, o papel da instituição é pensar o setor como um todo, levantando questões relevantes sobre livros, leitura e literatura para discuti-las com a sociedade, o que inclui o futuro dos livros e seus pares digitais, os e-books. “A BN, como principal órgão responsável pela criação de políticas públicas para o setor, deve sempre estar atenta a questões relevantes para a sociedade. No mundo de hoje, a estagnação significa a morte. Temos que estar atentos a todas as mudanças, em especial as que chegam por conta das novas tecnologias”, afirma.

Sobre os serviços de empréstimos de e-books pelas bibliotecas, Galeno acredita que, uma vez que tablets e leitores de digitais já são uma realidade, as bibliotecas devem se preparar para oferecer o serviço da melhor maneira. “E a melhor forma de nos prepararmos é aprender com quem já sabe, com aqueles que já têm o know-how. Assim, poderemos unir o conhecimento à experiência que temos na administração de bibliotecas em um país continental para chegarmos a um modelo que atenda às nossas necessidades”, avalia o presidente da FBN.

Nesta segunda-feira, serão discutidas questões de acesso, oferta e negociação de livros no formato digital nos mercados espanhol, francês e alemão, além de um perfil geral de como editores europeus têm se comportado em matéria de e-books.

Entre os participantes está o analista de mercado na divisão de entretenimento da GfK SE [Gesellschaft für Konsumforschung – Sociedade para Pesquisa de Mercado Consumidor], Christoph Freier, que falará sobre “E-books: um belo e novo mundo de livros; fatos e novidades sobre o mercado editorial digital“. Freier tem como linhas de pesquisa os desenvolvimentos nos campos de entretenimento [música, video, cinema, jogos e livro] e de comércio eletrônico e download.

Ainda hoje, o diretor do Departamento de Serviços Escolares e Serviços Eletrônicos da Stadtbibliothek Köln, Frank Daniel, apresentará o tema ‘‘Experiências com e-books na Biblioteca Pública de Colônia“. Para Daniel, cada vez menos, a nova geração compreende o sentido e a finalidade das bibliotecas. Na Internet pode-se obter informações atuais gerais e especializadas, em qualquer hora e lugar. Além disso, há um crescente aumento do uso de Smartphones, iPads, Tablet-PCs e e-Readers móveis. As ferramentas, somadas às lojas virtuais de e-books da Amazon, Apple e Google, se tornaram uma ameaça real para o conteúdo tradicional das bibliotecas.

Frank Daniel acredita que para continuar realizando sua tarefa clássica, uma biblioteca também deve disponibilizar na Internet fontes eletrônicas atrativas aos seus leitores, não acessíveis de forma gratuita.

O segundo dia abordará as experiências do Brasil e Inglaterra na área, com destaque para a participação de Aquiles Alencar-Brayner, brasileiro e primeiro estrangeiro a assumir o cargo de curador digital da British Library. Ele participa do colóquio “Digitalização e modelos de acesso a e-books na biblioteca pública da Inglaterra”.

Para Brayner, o rápido avanço das tecnologias digitais traz consigo inúmeros desafios para instituições que lidam com o gerenciamento de informação e serviços bibliográficos. “No caso dos livros eletrônicos, a questão torna-se ainda mais complexa devido a uma série de fatores que restringem o acesso ao conteúdo de um formato que vem ganhando cada vez mais adeptos. Minha apresentação, centrada na perspectiva da British Library, se propõe a analisar alguns dos obstáculos encontrados por bibliotecas públicas no manejo e empréstimo de ebooks para os seus usuários”, explica o curador.

Dentre os tópicos abordados por ele estão: a atual legislação britânica de depósito legal para publicações eletrônicas, os problemas de identificação, armazenameno e acesso a conteúdos digitais com que se deparam as bibliotecas públicas reinounidenses, e a miríade de formatos de suporte para a leitura de tais conteúdos que quase sempre impede a interoperabilidade entre sistemas. “Também apresentarei alguns dos serviços e plataformas eletrônicas criados pela British Library para acesso remoto ao acervo digitalizado da biblioteca”, completa.

A cerimônia de abertura, às 9h, contará com a participação do presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Galeno Amorim, de Jean-Claude Moyret, Cônsul Geral da França no Rio de Janeiro; Alfonso Palazón Español, Cônsul Geral da Espanha no Rio de Janeiro; e Michael Worbs, Cônsul Geral da República Federal da Alemanha no Rio de Janeiro.

Publicado originalmente no Jornal do Brasil | 05/09/2011

Amazon reestrutura site antes de lançar novo tablet


A Amazon está lançando uma grande reformulação de seu site à medida que se prepara para oferecer um novo tablet de US$ 250 cuja meta é rivalizar com o iPad, da Apple.

As mudanças na loja on-line da Amazon mostram claramente que o site está sendo aperfeiçoado para o uso em tablets, disse Sarah Perez, do blog de tecnologia TechCrunch. O blog afirmou ter visto um protótipo do novo aparelho da varejista.

A nova página terá uma grande barra de pesquisa e maior destaque para músicas, livros eletrônicos, jogos e aplicativos do Amazon Appstore, para o sistema operacional Android, do Google, disse o blog.

A Amazon começou a desenvolver o novo formato do site no final de agosto, afirmou a porta-voz da empresa Sally Fouts, por e-mail, no domingo.

Continuamos a disponibilizar o novo design para clientes adicionais, mas não posso especular sobre quando ele estará disponível para todos“, disse Fouts.

O tablet que a Amazon está desenvolvendo possui tela retroiluminada de 7 polegadas – menor que a do iPad e de tamanho semelhante ao do PlayBook, da Research in Motion – afirmou o TechCrunch.

O tablet da Amazon é voltado à reprodução de música e de vídeos na internet.

DA REUTERS, EM NOVA YORK | Publicado em português por Folha.com | TEC | 05/09/2011 – 14h40