Tablet da Amazon será vendido a metade do preço do iPad, diz site


O tablet da Amazon vai custar US$ 250, metade do preço da versão mais simples do iPad [US$ 500, nos EUA], de acordo com MG Siegler, do site de tecnologia TechCrunch.

Segundo Siegler, que passou uma hora com o dispositivo, mas não pôde fotografá-lo, o aparelho terá tela colorida de LCD de sete polegadas e rodará Android.

A Amazon modificou o visual do Android a ponto de torná-lo irreconhecível, de acordo com o TechCrunch.

Aplicativos poderão ser instalados somente por meio da loja virtual Amazon Appstore –não será possível acessar o Android Market, do Google, segundo Siegler.

O jornalista afirma que a empresa tinha planos de comercializar também uma versão com dez polegadas, mais cara, mas optou por lançar inicialmente apenas a versão menor.

A decisão de lançar a edição de dez polegadas dependerá do eventual sucesso do primeiro tablet, segundo MG Siegler.

Folha.com | TEC | 02/09/2011 – 21h33

“A tecnologia deve incrementar o livro”


Após acompanhar a presidente Dilma Rousseff na cerimônia de abertura da XV Bienal do Livro do Rio de Janeiro, o ministro da Educação Fernando Haddad proferiu a palestra “Educação no Brasil: conquistas e desafios”, evento promovido pela Abrelivros em parceria com o Sindicato Nacional dos Editores de Livros – SNEL.

Num auditório lotado de profissionais da área do livro e da leitura, o ministro foi recepcionado por Jorge Yunes, diretor-presidente da Abrelivros, e Emerson Walter Santos, diretor da entidade. No início de sua fala, Haddad afirmou que as políticas públicas não favoreceram a educação no Brasil ao longo do século XX, de modo que a valorização da educação e da leitura são medidas recentes. “Não temos tradição nessa matéria”, explicou, dando o exemplo do que aconteceu no pós-Guerra, quando o país, diferente de outras nações, não investiu maciçamente na formação do cidadão. Ao deixar de lado a educação como uma prioridade, o Brasil impediu que se forjasse uma unidade nacional tendo a formação e a cultura como valores.

No entanto, o ministro ressaltou que a partir da Constituição de 1988 essa situação tem melhorado, uma vez que tem se buscado resgatar os direitos sociais. Mesmo sendo um caminho difícil e gradual, várias conquistas são perceptíveis. No início de sua gestão, em 2005, o orçamento federal para a Educação era aproximadamente de R$ 20 bilhões. Para 2012, a previsão é que esse valor chegue a R$ 80 bilhões.

Haddad afirmou que a Abrelivros acompanhou esse crescimento do estímulo à leitura no país. Hoje, todos os anos da Educação Báica são contemplados com livros didáticos, além das bibliotecas escolares. Os professores também recebem um acervo composto por títulos de apoio técnico e metodológico.

As possibilidades oferecidas pela tecnologia têm sido também ótimas ferramentas para a educação. Segundo o ministro, 56 mil escolas públicas possuem banda larga instalada e laboratórios de informática, o que abrange 80% dos alunos matriculados.

O processo de leitura também faz parte dessa mudança. Para Haddad, todos os editores devem se preparar para os livros digitais. Deixou claro que o livro didático impresso não vai desaparecer. Antes, haverá um salto de qualidade ao se permitir levar acervos em quantidade para todos os cantos do país. “Não podemos temer o que a tecnologia nos põe à disposição”, avaliou.

Por fim o ministro salientou que é preciso ter um olhar atento à criação e difusão de conteúdo digital, o que auxilia nos processos tradicionais da leitura: “A tecnologia deve incrementar o livro”, concluiu.

Por Henrique Rodrigues | Abrelivros | 02/09/2011

Mercado quer clareza em relação a conteúdo digital em didáticos


Editores estão em dúvida sobre como se dará a incorporação de conteúdos digitais nos livros destinados às escolas públicas brasileiras, concluíram hoje [2], na 15ª Bienal do Livro do Rio de Janeiro, participantes de debate sobre o tema.

Presente no evento ontem [1º], o ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que o ministério está investindo em conteúdos digitais educacionais, demonstração de que essa é uma tendência que veio para ficar.

Existem dúvidas, entretanto, sobre como isso se dará na rede pública de ensino. A gerente executiva da Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares [Abrelivros], Beatriz Grelet, disse que o setor tem conversado com técnicos e gestores do Ministério da Educação [MEC] “para tentar entender o que eles gostariam de estar incorporando aos próximos programas do livro didático”.

Segundo a gerente da Abrelivros, a preocupação é que as decisões tomadas sejam logo repassadas às editoras, para que elas consigam se preparar e participar das licitações. “Porque não são todas as editoras que estão no mesmo nível de desenvolvimento de produção de conteúdo digital”, explicou Beatriz.

Ela acrescentou que ainda não há clareza em relação ao que o MEC vai licitar para o próximo Programa Nacional do Livro Didático [PNLD]. A expectativa, segundo Beatriz, é que o governo lance o edital do PNLD 2014, até o final do ano, já solicitando a incorporação de conteúdos digitais.

De acordo com Beatriz, ainda que seja importante a definição da incorporação desses conteúdos por parte do MEC, como forma de parâmetro para as editoras, vale lembrar que os conteúdos digitais educacionais não inviabilizam o uso dos livros em papel. “O que se quer, justamente, é uma integração das mídias digital e impressa, não a supressão do livro impresso. Nem isso é possível. Serão mídias complementares”.

De acordo com a Abrelivros, em média, cerca de 10% dos investimentos feitos pelas editoras de livros escolares, no ano passado, foram destinados a conteúdos digitais. “A tendência, daqui para frente, é que haja um aumento dos investimentos.

A Abrelivros reúne 25 editoras de livros escolares, cujo faturamento projetado para 2011 alcança R$ 2,4 bilhões, englobando os mercados público e privado. São associadas empresas que editam não só livros didáticos, mas todos os livros utilizados em salas de aula, como dicionários, livros paradidáticos, de literatura e livros do Programa Nacional Biblioteca da Escola [PNBE].

Beatriz informou que, neste ano, para o PNBL 2012, foi fornecido à rede pública nacional de ensino o recorde de 162 milhões de livros, dos quais cerca de 92 milhões para o ensino médio e 70 milhões de livros para reposição e complementação do ensino fundamental. As compras do governo somaram investimentos de R$ 1,1 bilhão.

Por Alana Gandra | Agência Brasil | 02/09/2011 | Edição Lana Cristina

MEC vai distribuir tablets para alunos de escolas públicas em 2012


O Ministério da Educação [MEC] vai distribuir tablets – computadores pessoais portáteis do tipo prancheta, da espessura de um livro – a escolas públicas a partir do próximo ano. A informação foi divulgada hoje [1] pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, durante palestra a editores de livros escolares, na 15ª Bienal do Livro. O objetivo, segundo o ministro, é universalizar o acesso dos alunos à tecnologia.

Haddad afirmou que o edital para a compra dos equipamentos será publicado ainda este ano. “Nós estamos investindo em conteúdos digitais educacionais. O MEC investiu, só no último período, R$ 70 milhões em produção de conteúdos digitais. Temos portais importantes, como o Portal do Professor e o Portal Domínio Público. São 13 mil objetos educacionais digitais disponíveis, cobrindo quase toda a grade do ensino médio e boa parte do ensino fundamental.

O ministro disse que o MEC está em processo de transformação. “Precisamos, agora, dar um salto, com os tablets. Mas temos que fazer isso de maneira a fortalecer a indústria, os autores, as editoras, para que não venhamos a sofrer um problema de sustentabilidade, com a questão da pirataria.

Haddad não soube precisar o volume de tablets que será comprado pelo MEC, mas disse que estaria na casa das “centenas de milhares”. Ele destacou que a iniciativa está sendo executada em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia [MCT].

O MEC, neste ano, já publica o edital de tablets, com produção local, totalmente desonerado de impostos, com aval do Ministério da Fazenda. A ordem de grandeza do MEC é de centenas de milhares. Em 2012, já haverá uma escala razoável na distribuição de tablets.

Por Vladimir Platonow | Agência Brasil | 02/09/2011