Barnes & Noble recebe aporte de US$ 204 milhões


A Liberty Media, controlada pelo bilionário John Malone, investiu US$ 204 milhões na Barnes & Noble, após ter retirado sua oferta para comprar a maior rede de livrarias dos Estados Unidos.

A empresa acertou a compra de ações preferenciais, conversíveis em 12 milhões de ações ou 17% das ações da empresa, por US$ 17 por ação, segundo comunicado divulgado na sexta-feira pela Barnes & Noble. As ações preferenciais pagarão dividendos anuais de 7,8%. Em maio, a Liberty Media ofereceu US$ 17 por ação por uma fatia de 70%, o que conferia valor total de US$ 1 bilhão à rede varejista.

A Barnes & Noble contratou o Lazard em agosto de 2010 para avaliar a possibilidade de venda, após três anos seguidos de queda nos lucros, em meio à concorrência cada vez maior dos livros digitais e das redes de desconto, como o Walmart. A decisão veio depois de disputas públicas com Ron Burkle, segundo maior acionista da rede de livrarias, que pressionava por mudanças.

O aporte da Liberty permitirá à Barnes & Noble investir mais em seu leitor de livros digitais, chamado Nook, e acompanhar o passo dos concorrentes, enquanto deixará Malone com exposição a um setor em processo de transformação, segundo o analista Bill Kavaler, da Oscar Gruss & Son, em Nova York.

John Malone gosta de apostas de baixo custo em ideias e potenciais interessantes; e a Barnes & Noble é interessante por ser a única rede nacional de livros em pé“, disse Kavaler. “Por US$ 200 milhões, ele tem uma chance de ver o que vai acontecer.

O executivo-chefe da Liberty Media, Gregory Maffei, e o vice-presidente sênior, Mark Carleton, passarão a integrar o conselho de administração da Barnes & Noble, de acordo com o comunicado.

Embora a receita na unidade on-line da Barnes & Noble tenha aumentado 50%, para US$ 858,1 milhões, no ano fiscal de 2011, a de suas lojas físicas com mais de 12 meses subiu apenas uma vez nos últimos 14 trimestres.

A rede de livrarias, que tem 700 lojas, pretende continuar investindo no Nook e vendendo livros digitais, uma vez que os consumidores vêm se afastando dos livros impressos. Esses investimentos podem vir à custa dos lucros. A varejista registrou prejuízo líquido em quatro dos últimos cinco trimestres.

Por Matt Townsend | Bloomberg | Publicado em português pelo Valor Econômico | 23/08/2011

Tecnologia nas escolas


O “II Fórum Internacional de Biblioteconomia Escolar” acontece em outubro e irá discutir as mudanças no papel do aluno e do professor frente às novas tecnologias

Com o objetivo de analisar as mudanças no ambiente educacional por conta das novas tecnologias e redes sociais, o “II Fórum Internacional de Biblioteconomia Escolar – V Seminário Biblioteca Escolar: A Prática em Evidência” pretende estimular a criação de grupos e fóruns permanentes para discussão e desenvolvimento da biblioteconomia escolar no Brasil. Os três temas principais do evento este ano são: “Comunidades de Prática”, “Competências de Informação” e “Pesquisas e Investigação”. O fórum é organizado pelo Conselho Regional de Biblioteconomia [CRB]e International Association of School Librarianship [IASL] e irá acontecer na Fundação Prefeito Faria Lima-Cepam [Av. Professor Lineu Prestes, 913, Butantã – São Paulo/SP] entre os dias 18 e 21 de outubro. Para a programação e inscrições, clique aqui.

PublishNews | 23/08/2011

Com Facebook, menos jovens britânicos optam por livros


Os jovens britânicos estão abandonando Dickens, Shakespeare e Keats em troca do Facebook e Twitter, e um em cada seis deles passa um mês sem ler livro algum, apontou uma pesquisa.

O levantamento, que envolveu entrevistas com 18.141 crianças e jovens dos oito aos 17 anos, também constatou que menos de metade dos entrevistados optam por ler livros não obrigatórios para a escola ao menos uma vez por mês.

A exposição do grupo à palavra escrita deriva principalmente de mensagens de texto, e-mails e de visitas a sites de redes sociais como o Facebook e o Twitter.

A pesquisa foi realizada pelo National Literacy Trust, uma organização assistencial britânica. “Fazer com que essas crianças leiam e ajudá-las a amar a leitura é uma maneira de mudar suas vidas e lhes dar novas oportunidades e aspirações”, afirmou Jonathan Douglas, o diretor da organização, em comunicado.

Os alunos mais velhos mostravam “probabilidade bem superior à dos mais novos” de não terem lido qualquer livro nos 30 dias anteriores, de acordo com a pesquisa.

A tendência que isso revela pode ter consequências significativas para jovens a caminho de se tornarem adultos.

Estamos preocupados com a possibilidade de que um em cada seis adultos venha a enfrentar problemas de leitura sérios, porque sua capacidade de ler pode ser igual ou inferior à de uma criança de 11 anos“, disse Douglas.

Dadas as indicações de que a frequência de leitura apresenta correlação direta com realizações pessoais, abordagens novas são “urgentemente necessárias” para encorajar os jovens a lerem mais, afirmou a organização.

A organização descreveu uma proposta do secretário da Educação britânico, Michael Gove, para que os alunos de escolas britânicas leiam 50 livros por ano na faixa dos 11 anos de idade, como “um imenso desafio”, tendo em vista as constatações da pesquisa.

Por Alice Baghdjian | Reuters, em LONDRES | Publicado em português por Reuters Brasil | terça-feira, 23 de agosto de 2011 16:10 BRT