Dicionário Criativo


Todos os escritores têm suas técnicas e ferramentas. Uma delas, das mais importantes, é um bom dicionário.

Chico Buarque já declarou mais de uma vez sua predileção pelo Caldas Aulete e o seu xodó, o Dicionário Analógico do professor Francisco Ferreira dos Santos Azevedo – herança do pai. Em prefácio para a recente edição do analógico, Chico escreveu: “por um bom tempo aquele livro me ajudou no acabamento de romances e letras de canções, sem falar das horas em que eu o folheava à toa”. E depois confessa: “então anotava num Moleskine as palavras mais preciosas, a fim de esmerar o vocabulário com que eu embasbacaria as moças e esmagaria meus rivais”.

Um dicionário como o do professor Azevedo é uma mina de ouro para quem quer escrever. Ou, para ficar na metáfora do querido poeta porto-alegrense, é uma paleta de cores com mais 160 mil tons.

Dizia Mário Quintana: “Esses que pensam que existem sinônimos, desconfio que não sabem distinguir as diferentes nuanças de uma cor.

Agora imaginem um dicionário deste tipo disponível na internet, atualizado, com analogias não só entre ideias e palavras, mas com expressões populares, provérbios, citações, enciclopédia e imagens. Imagine um dicionário de metáforas, um dicionário etimológico, morfológico etc. Tudo em uma mesma página, com um design muito bonito e fácil de usar.

Essa é a ideia do Dicionário Criativo.

Escrever e criar são ofícios, exercício da nossa mais ampla humanidade. Escrever bem é também a consequência do trabalho gradual e da entrega apaixonada de cada um. Tanto melhor se as ferramentas que temos nos ajudem a chegar lá. A internet, pouco a pouco, vem democratizando os meios de comunicação e difusão de ideias.

Que tal democratizarmos os meios de produção também? Felipe Iszlaÿ, estudante de doutorado da Unesp, nos convida a construímos junto com ele o maior dicionário de analogias da internet e a participarem do seu financiamento independente.

O projeto de Felipe Iszlaÿ é a construção de um super dicionário de analogias na internet. Ele é inspirado no Dicionário Analógico do professor Azevedo. A ideia é que o dicionário seja uma ferramenta para escritores, poetas, jornalistas e amantes da língua portuguesa.

Para ajudar, Felipe Iszlaÿ bolou uma campanha em que cada pessoa pode adotar uma palavra do Dicionário Criativo, tendo seu nome/link vinculado a ela sempre que ela for pesquisada. Você tem alguma palavra que goste em especial?

Entre no site http://www.dicionariocriativo.com.br e veja se ela ainda está disponível. Cada palavra só pode ser adotada por UMA pessoa! Se estiver disponível, preencha seu nome, seu e-mail e depois entre no site do Catarse para finalizar sua adoção. Com a sua ajuda, o maior dicionário da internet poderá ser em “língua brasileira”.

Número de colaboradoras da Wikipédia é muito baixo


Em apenas dez anos, a Wikipédia atingiu algumas metas notáveis. Mais de 3,5 milhões de artigos em inglês? Feito. Mais de 250 línguas? Claro.

Mas outro número se revelou um obstáculo insuperável para a enciclopédia on-line: pesquisas sugerem que menos de 15% de suas centenas de milhares de colaboradores são mulheres. Sue Gardner, diretora-executiva da Fundação Wikimedia, a organização que dirige a Wikipédia, estabeleceu a meta de aumentar a parcela de colaboradoras de quase 13% para 25% até 2015. Mas ela está correndo contra as tradições do mundo do computador e um reino obsessivamente amante de fatos que é dominado por homens e, alguns poderiam dizer, desconfortável para as mulheres.

Sue Gardner, diretora-executiva da Wikimedia Foundation, no escritório da Wikipédia em San Francisco

Seu esforço não é a diversidade pela diversidade, ela diz. “Trata-se de querer garantir que a enciclopédia seja tão boa quanto poderia ser“, disse Gardner.

Com tantos temas representados, a disparidade de gêneros, muitas vezes, aparece em termos de ênfase. Um tema geralmente restrito a meninas adolescentes, como braceletes de amizade, pode parecer curto, com quatro parágrafos, comparado com extensos artigos sobre algo que os meninos preferem, como soldados de brinquedo ou cartões de beisebol, cujo extenso verbete inclui uma história cronológica do assunto.

A ideia de que um projeto colaborativo e aberto a todos é tão tendencioso para os homens pode surpreender. Afinal, não há uma equipe executiva dominada por homens, que dê mais ênfase a eles que às mulheres, como pode haver no mundo corporativo.

Mas, por causa de seus primeiros colaboradores, a Wikipédia compartilha muitas características com os hackers, diz Joseph Reagle, um bolsista no Centro Berkman para a Internet e a Sociedade na Universidade Harvard.

Adotar abertura significa ser “aberto a pessoas muito difíceis e altamente conflituosas, até misóginos“, ele disse, “por isso é preciso haver uma grande discussão sobre se existe o problema“.

Gardner indicou a entrada na Wikipédia de uma de suas autoras preferidas, Pat Barker, que tinha apenas três parágrafos quando ele a encontrou. Barker é uma autora aclamada de romances de tom psicológico, muitos deles ambientados durante a Primeira Guerra Mundial. Ela tem 67 anos e vive na Inglaterra.

Em comparação, Niko Bellic tinha um artigo cerca de cinco vezes maior que o de Barker. Era uma questão de demografia: Bellic é um personagem do videogame Grand Theft Auto IV.

O público procura cada vez mais a Wikipédia como fonte de pesquisa: segundo uma recente pesquisa Pew, a porcentagem de adultos americanos que usam o site para procurar informações aumentou de 25% em fevereiro de 2007 para 42% em maio de 2010. Isso representa 53% dos adultos que usam regularmente a internet. Em todo o mundo, segundo estatísticas da Wikipédia de 2010, 26% dos usuários da internet consultavam a enciclopédia.

Jane Margolis, coautora de um livro sobre sexismo na informática, “Unlocking the Clubhouse” [destrancando o clube], afirma que a Wikipédia vive os mesmos problemas do mundo off-line, onde mulheres “são menos dispostas a declarar suas opiniões em público”.

Segundo o Projeto OpEd, que monitora a lacuna de gêneros de colaboradores nos “fóruns públicos de pensamento-liderança” americanos, um índice de participação de aproximadamente 85% de homens para 15% de mulheres é comum –sejam membros do Congresso ou redatores de editoriais do “New York Times” e do “Washington Post”.

Gardner disse que, por enquanto, está tentando usar a persuasão sutil e sua fundação para atrair novas colaboradoras para a Wikipédia, em vez de defender medidas específicas como recrutamento ou cotas para mulheres.

Sue Gardner, diretora-executiva da Wikimedia Foundation, com James Owen, um assistente

Kat Walsh, uma antiga colaboradora da Wikipédia eleita para o conselho da Wikimedia, concordou que iniciativas indiretas causariam menos mal-estar na comunidade da Wikipédia do que esforços mais declarados.

Mas “o grande problema é que a atual comunidade da Wikipédia é o que surgiu deixando as coisas se desenvolverem naturalmente“, ela disse. “Tentar influenciá-la em outra direção não é o caminho mais fácil e exige um esforço consciente para mudar.

Às vezes, um esforço consciente funciona. Depois de ver a pequena entrada sobre Barker, Gardner acrescentou informações substanciais. Durante o mesmo tempo, a página de Niko Bellic aumentou apenas algumas frases.

POR NOAM COHEN | DO “NEW YORK TIMES” | Publicado originalmente em português na Folha.com, no caderno TEC | 16/08/2011 – 20h04

Amazon assina com autor de ponta


Timothy Ferriss | Photo by Ben Sklar for The New York Times

A Amazon anunciou na segunda-feira, dia 15, mais uma ação agressiva no sentido de atingir o seu objetivo de ser tanto uma grande editora quanto uma grande vendedora de livros ao anunciar que assinou contrato com Timothy Ferriss, um popularmente conhecido guru de autoajuda para o público masculino jovem. Os termos do acordo não foram revelados mas Ferriss disse: “não acho que esteja abrindo mão de nada, nem financeiramente e nem em outro sentido qualquer”, ao assinar com a Amazon. Há anos que a Amazon publica livros, mas chamou realmente a atenção do mercado ao contratar Laurence Kirshbaum, conhecido e muito experiente editor e agente de Nova York, três meses atrás. Algumas livrarias independentes já disseram que não pretendem colocar à venda nenhum livro da megaloja on-line porque não querem dar um centavo à empresa que sentem estar acabando com o seu negócio. “A oportunidade de ter uma parceria com uma empresa de tecnologia que está entrando no mercado editorial é muito diferente de fazer uma parceria com uma editora que está entrando no mercado de tecnologia”, disse o autor Timothy Ferriss.

Por David Streitfeld | The New York Times | 16/08/2011

Especialista em cibercultura, o francês Pierre Lévy critica intenção inglesa de controlar redes sociais e fala sobre o futuro dos livros


Clleber Passus | Fronteiras do Pensamento | 14 de Agosto de 2007 | Foto Divulgação

RIO – Há 20 anos, quando a maioria da população do mundo não tinha a menor ideia do que era a internet, o filósofo francês Pierre Lévy já estava de olho no futuro, com seus estudos sobre cibercultura e inteligência coletiva. Hoje, Lévy é uma referência, um estudioso cujas pesquisas ajudaram no desenvolvimento de ferramentas fundamentais para muitos de seus críticos do passado – entre eles, um bom número de jornalistas -, como a Wikipedia e as redes sociais.

Atualmente morando no Canadá, onde leciona na Universidade de Ottawa, esse profeta digital está a caminho do Brasil, para participar, no dia 25, às 19h30m, de um debate ao lado de Gilberto Gil, sobre o tema “o poder das palavras na cibercultura”, no Oi Futuro Flamengo. A mesa faz parte da programação do projeto Oi Cabeça e tentará responder à difícil questão sobre o espaço que a escrita ocupa na esfera digital.

Em entrevista por telefone ao GLOBO, Lévy falou do uso das redes sociais, do futuro das mídias tradicionais, de como o preconceito contra a internet foi sendo modificado ao longo do tempo e do trabalho para desenvolver a Information Economy Meta Language [IEML], uma nova linguagem para a web à qual ele vem se dedicando nos últimos anos.

Enquanto conversamos, o primeiro-ministro David Cameron sugere que a Inglaterra crie alguma forma de controle das redes sociais, a fim de evitar as manifestações vistas na semana passada. O que o senhor acha da ideia?

PIERRE LÉVY: É uma sugestão bastante absurda. É a grande maioria da população inglesa que usa as redes sociais, e não apenas uma pequena quantidade de criminosos. Além disso, os criminosos usam as estradas, os telefones, qualquer forma de se encontrar ou de se comunicar. Não há nada específico que justifique responsabilizar as redes sociais. Sou contra qualquer tipo de censura na internet, tanto política quanto de opinião. E vale lembrar que a polícia também pode se utilizar das redes sociais para encontrar os criminosos. A mídia social pode ser uma ferramenta de combate ao crime como qualquer outra.

A intenção de Cameron lembra críticas feitas contra a cultura digital há quase 20 anos. Naquela época, em suas palestras, o senhor dizia que o preconceito das pessoas contra a cibercultura se assemelhava ao preconceito contra o rock’n’roll nos anos 1950 e 1960. Alguma coisa mudou?

PIERRE LÉVY: Sim, houve mudanças. Naquele tempo, as pessoas diziam que a internet era uma mídia fria, sem emoções, sem comunicação real. Mas hoje, com a mídia social, as pessoas compartilham músicas, imagens e vídeos. Há muitas emoções circulando nesses espaços de comunicação. O que acontecia antes era que as pessoas não sabiam do que estavam falando. O preconceito, na maioria das vezes, é gerado pela ignorância. Até mesmo com vocês, jornalistas, isso mudou. Eu lembro bem que naquela época os jornalistas tinham todo o tipo de preconceito com a comunicação digital, e hoje todos estão usando essas ferramentas.

Mas alguns grupos de entretenimento e mídia ainda tentam controlar e restringir as possibilidades da internet, sob o temor de perder rentabilidade que tinham com a venda de CDs, DVDs ou publicações impressas. O que o senhor acha que vai resultar desse embate?

PIERRE LÉVY: O problema principal é que, antes da internet, todas essas empresas vendiam informação através de suportes materiais. Só que, já um pouco hoje e certamente no futuro, não haverá suportes físicos para levar a informação. É preciso se adaptar de uma situação em que se distribuíam e vendiam objetos físicos até outra, em que se distribui e se vende informação na rede. É uma transição enorme, e é provável que muitas dessas companhias não sobrevivam à necessidade de sair de uma era em direção à outra. Há milênios, muitos dinossauros morreram numa transição parecida.

O senhor está dizendo, então, que os grupos de mídia são dinossauros?

Os grupos de mídia que não se adaptarem ao novo momento, em que as comunicações são completamente descentralizadas e mais distribuídas, serão dinossauros e vão morrer.

Mas o que vai substituir a maneira como consumimos notícias hoje?

Eu acho que as notícias serão consumidas através das redes sociais, como Twitter, Facebook ou Google+. A mídia social permite que você escolha suas fontes e ordene suas prioridades entre as fontes. Você pode personalizar a forma como vai receber as notícias. Será assim no futuro: o usuário terá a habilidade de priorizar as fontes e os temas e escolher deliberadamente o que ele quer saber. Será uma atividade que a próxima geração já vai aprender a fazer nas escolas.

Alguns críticos, porém, costumam dizer que as ferramentas de internet que temos hoje não permitem um acesso democrático à informação. O Google, por exemplo, cria um ranking de resultados que de certa forma guia sua busca…

Espera um pouco. Você não pode acusar o Google de não ser democrático. O Google não é um governo, é uma empresa. Ele lhe oferece um serviço, e ele vende anúncios que serão vistos pelo usuário para se manter. Essa discussão não passa por democracia. O que eu posso dizer é que o ranking formado pelos algoritmos do Google é bastante primitivo. São mínimas as possibilidades de personalização de seu ranking. No futuro, especialmente graças a meu IEML [risos], todos poderão ser capazes de organizar sua própria ferramenta de busca de acordo com suas prioridades. Hoje, o Google praticamente oferece um mesmo serviço para qualquer tipo de pessoa.

Em que ponto estão as pesquisas do IEML?

Eu publiquei neste ano o primeiro volume, “La sphère sémantique”, e agora estou trabalhando no segundo volume. O volume 1 é sobre a origem filosófica e semântica da linguagem. Já o volume 2 vai trazer um dicionário e explicar como utilizá-lo. Deve ser lançado no ano que vem. É um projeto longo, não dá para esperar ferramentas práticas nos próximos meses, mas espero que nos próximos cinco anos possamos ver algumas aplicações.

Que aplicações o senhor espera?

O argumento principal é o da interpretação coletiva da web. É difícil dizer exatamente que tipo de aplicação. A ideia é dar às comunidades uma representação científica de seu próprio processo de comunicação. Ele poderá se assemelhar a um grande circuito de conceitos, onde você observa a circulação de emoções e atenções. Isso poderá ser utilizado para marketing, educação, comunicação e pesquisa, por exemplo. Será uma nova forma de representar a relação entre conceito e ideias na internet. O sistema de escrita que usamos hoje na web é desenhado para mídia estática. Nós ainda temos que desenvolver sistemas simbólicos de escrita que sejam capazes de explorar todas as capacidades de um computador.

O senhor usa bastante as redes sociais?

Sim, estou no Twitter, no Facebook, no Google+ e em muitas outras. Mas não recomendo isso para ninguém, é preciso muito tempo para acompanhar tudo. Eu estou em tantas redes porque é meu trabalho, preciso saber do que estou tratando. Entre todas, o Twitter é a de que mais gosto, porque ele é prático e rápido para receber e procurar informações.

Quanto tempo por dia o senhor passa conectado?

Eu fico praticamente o tempo todo conectado. Consulto enciclopédias e dicionários na internet. Ouço rádios on-line. Acho que só não estou conectado quando estou dormindo. Mas, em relação a trocar e-mails e mensagens através de redes sociais, passo de uma a duas horas por dia nessas atividades. E não assisto a TVs nem leio jornais em papel. Só leio notícias na internet.

E livros em papel?

Eu tenho um tablet, mas estou velho e ainda prefiro ler livros no papel. Certamente, no futuro, a grande maioria dos livros será lida nos tablets ou em periféricos como o Kindle, muito pela possibilidade de interatividade. Os livros passarão a ser escritos dessa forma, com esse objetivo.

No Rio, o senhor vai participar de uma mesa de debate com Gilberto Gil. O senhor conhece a obra dele?

Eu já me encontrei com o Gil pessoalmente. Ele é um grande músico, um grande artista. Mas, além disso, também é uma pessoa que tem um pensamento bastante instigante sobre as consequências da revolução da mídia e da cultura. Será bom debater com ele.

Por André Miranda | O Globo | 16/08/2011 | © 1996 – 2011. Todos os direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A.

Pottermore em versão beta


O site Pottermore, da escritora J. K. Rowling, foi lançado ontem, em versão beta, para membros da imprensa e para um milhão de fãs que se registraram para acessar o site em primeira mão. As páginas dos eBooks e da loja on-line ainda não estão disponíveis, mas deverão estar operando no lançamento do site completo, em outubro. Cada visitante recebeu um login e senha, e uma homepage pessoal. Cada um pode criar o seu perfil e navegar por capítulos dos sete livros da série, coletando objetos e assistindo animações de passagens da história original, o que também dá acesso a novos conteúdos escritos por Rowling. Atualmente os usuários podem “viajar” apenas pelo primeiro livro do bruxinho, Harry Potter e a pedra filosofal. Os usuários já podem deixar comentários on-line, e alguns criticaram a falta de audio nas animações. Segundo um porta-voz, não há planos de adicionar som a essas animações.

Por Charlotte Williams | The Bookseller | 16/08/2011

Compradores de eBooks esperam mais desconto, mas compram mais


Uma pesquisa realizada em abril deste ano pela consultoria Simon-Kucher and Partners com 250 compradores de livros dos EUA, Reino Unido e Alemanha concluiu que um e-book sem nenhum adicional em relação à versão impressa deve custar entre 65% e 70% do preço do livro de papel. Também descobriu que os atuais usuários de e-book gastam mais com livros impressos do que os outros compradores. De acordo com a pesquisa, 48% dos compradores de livros nos EUA usam tanto e-books quanto audiolivros e impressos, contra 45% no Reino Unido e 15% na Alemanha.

Com relação ao preço, a pesquisa comentou que a questão não é o valor em si, mas a distância entre o preço do impresso e do digital. A pesquisa tomou como exemplo o livro Os homens que não amavam as mulheres, de Stieg Larsson, e a maioria dos ingleses respondeu que um preço aceitável para o e-book seria entre US$4,87 e US$8,50, mesmo com o formato paperback sendo vendido a um preço médio de US$6,37.

Como era de se imaginar, o local preferido para compra de e-books foi a Amazon, escolhida por 71% dos entrevistados nos EUA e 67% no Reino Unido. A iBookstore, da Apple, ficou em segundo lugar.

Por Philip Jones | The Bookseller | 16/08/2011