EUA vão à briga contra a Amazon


Enquanto as livrarias fecham as portas nos Estados Unidos, a Amazon, maior vendedora de livros no país através da internet, não precisa pagar uma série de impostos estaduais aplicados sobre vendas. Essa isenção da gigante do varejo eletrônico tem irritado alguns Estados e os concorrentes que possuem lojas físicas.

A vantagem da Amazon se deve a uma lei antiga que tenta controlar as vendas interestaduais. Mas essa legislação é anterior ao advento do comércio na internet, que hoje domina muitos setores, incluindo o de livros. Deixando de arrecadar bilhões todos os anos, a Califórnia foi o primeiro Estado a instituir impostos sobre o comércio online.

A Amazon e outras empresas, como a eBay, têm recorrido à Justiça e tentam até mesmo organizar um referendo. A tendência, segundo analistas, é de que muitos eleitores, que consomem seus produtos, se posicionem a favor das empresas, porque eles chegam a pagar até 8% menos graças a essa isenção.

Ainda assim, outros Estados, incluindo Nova York, também passaram a pressionar a Amazon para conseguir ampliar a sua receita, sem a necessidade de elevar impostos sobre a população. O senador democrata Dick Durbin, de Illinois, apresentou nesta semana um projeto de lei no Congresso para regulamentar as vendas interestaduais.

Diferença. Nos EUA, os Estados e mesmo municípios adotam taxas e impostos sobre vendas distintos, o que complica na hora de verificar as compras realizadas em outras jurisdições. O Wall Street Journal publicou, nesta semana, reportagem dizendo que a Amazon aconselha seus funcionários a evitarem alguns Estados.

Além dos governos estaduais, as livrarias com base física também reclamam dos benefícios da Amazon e de outras empresas que vendem livros por meio da internet. Além de precisarem pagar pelo espaço físico de suas lojas, essas empresas são obrigadas a aplicar o imposto sobre as vendas, que chega a atingir 8% em alguns Estados, como justamente a Califórnia e também Nova York. Consequentemente, os livros ficam mais caros, e alguns consumidores optam por encomendar na internet.

Diante da crise que afeta as livrarias, nenhuma das duas maiores redes dos EUA, a Barnes & Noble e a Borders, possuem lojas na região central de San Francisco. Elas também fecharam algumas de suas principais filiais em Manhattan neste ano. Para complicar, a Borders decretou concordata e a rival Barnes & Noble enfrenta uma crise financeira. Para se adaptar aos novos tempos, tenta migrar para o mercado de vendas via da internet.

Os leitores eletrônicos [e-readers], como o próprio Kindle, da Amazon, também afetam as livrarias tradicionais, que temem sofrer o mesmo destino das lojas de CDs. Estas praticamente desapareceram com o advento dos tocadores de música digital [mp3] e a possibilidade de baixar músicas na internet.

Por Gustavo Chacra | O Estado de S.Paulo | 05/08/2011

Curso prático de produção de ePubs


CBL promove curso prático para aprender a fazer o formato de e-books mais popular do mundo

A Câmara Brasileira do Livro promove curso nos dias 23 e 24 de agosto, das 9h30 às 18h, e no dia 25, das 9h30 às 13h, para ensinar a fazer e-books em ePub. A aula será ministrada pelo publicitário Fernando Quaglia e pelo designer Luciano Carneiro Holanda. Serão tópicos de discussão as vantagens do formato ePub, a produção de arquivos de qualidade, as ferramentas para a criação, conversão, como inserir imagens e notas de rodapé, e outros assuntos referentes ao tema. Por se tratar de um curso prático, serão oferecidas apenas 20 vagas e as aulas acontecem na CBL [Rua Cristiano Viana, 91, Pinheiros – São Paulo/SP]. A taxa de adesão é de R$ 400 para associados da CBL, R$ 640 para associados de entidades congêneres, professores e estudantes, e R$ 800 para o restante do público. Para mais informações e inscrições, o telefone de contato é [11] 3069-1300 e o e-mail, escoladolivro@cbl.org.br.

PublishNews | 05/08/2011

Fãs de Harry Potter são alvos de ataques virtuais


Os fãs da série de livros e filmes Harry Potter estão sendo alvos de ataques na internet. Isso porque cibercriminosos estão usando a vontade dos fãs de conseguir se cadastrar no Pottermore – site que trará uma experiência interativa dos livros da série – como isca.

De acordo com um post no site da GfI Software, existem pessoas tentando vender contas de acesso ao site no eBay por cerca de US$ 100. Além disso, é possível encontrar opções de Download de supostas contas do site, além de resultados maliciosos quando se faz uma pesquisa pelo site.

A GfI Software informa que o próprio site Pottermore recomenda que o usuário não se envolva com outras pessoas que prometem fazer o registro em seu nome.

Folha.com | 05/08/2011 – 18h07

BN Digital guarda 150 HDs e 2.700 DVDs de backup


Tradição e tecnologia se encontram no projeto da BN Digital. O trabalho, que começou em 2005, já possui 23 mil peças digitalizadas e disponíveis para consulta no portal. Com isso, boa parte do acervo físico está indo para a internet. Na Biblioteca Nacional, tudo o que é digitalizado e lançado nos servidores recebe um backup em HD e outro em DVD. A medida é resultado de uma das funções básicas das bibliotecas, a de preservar o conhecimento. Assim, qualquer problema nos servidores poderá ser contornado sem muitas dificuldades, utilizando-se destes arquivos backupiados, os chamados Arquivos Másteres. Armazenados com a máxima resolução, eles ficam disponíveis para diversas finalidades, como tratar novamente as imagens disponibilizadas em resolução menor [o que torna mais ágil o acesso na internet] ou atender aos usuários com necessidades mais específicas. Com isso, o prédio da Biblioteca Nacional já coleciona cerca de 150 HDs e 2.700 DVDs de arquivos, guardados uma sala cofre climatizada para não sofrerem danos.

Boletim da Biblioteca Nacional º 197

Estados americanos vão à briga contra a Amazon


Livraria virtual se beneficia de isenções fiscais para vender mais barato que lojas físicas; Estados tentam agora começar a cobrar impostos da empresa

Enquanto as livrarias fecham as portas nos Estados Unidos, a Amazon, maior vendedora de livros no país através da internet, não precisa pagar uma série de impostos estaduais aplicados sobre vendas. Essa isenção da gigante do varejo eletrônico tem irritado alguns Estados e os concorrentes que possuem lojas físicas.

A vantagem da Amazon se deve a uma lei antiga que tenta controlar as vendas interestaduais. Mas essa legislação é anterior ao advento do comércio na internet, que hoje domina muitos setores, incluindo o de livros. Deixando de arrecadar bilhões todos os anos, a Califórnia foi o primeiro Estado a instituir impostos sobre o comércio online.

A Amazon e outras empresas, como a eBay, têm recorrido à Justiça e tentam até mesmo organizar um referendo. A tendência, segundo analistas, é de que muitos eleitores, que consomem seus produtos, se posicionem a favor das empresas, porque eles chegam a pagar até 8% menos graças a essa isenção.

Ainda assim, outros Estados, incluindo Nova York, também passaram a pressionar a Amazon para conseguir ampliar a sua receita, sem a necessidade de elevar impostos sobre a população. O senador democrata Dick Durbin, de Illinois, apresentou nesta semana um projeto de lei no Congresso para regulamentar as vendas interestaduais.

Diferença. Nos EUA, os Estados e mesmo municípios adotam taxas e impostos sobre vendas distintos, o que complica na hora de verificar as compras realizadas em outras jurisdições. O Wall Street Journal publicou, nesta semana, reportagem dizendo que a Amazon aconselha seus funcionários a evitarem alguns Estados.

Além dos governos estaduais, as livrarias com base física também reclamam dos benefícios da Amazon e de outras empresas que vendem livros por meio da internet. Além de precisarem pagar pelo espaço físico de suas lojas, essas empresas são obrigadas a aplicar o imposto sobre as vendas, que chega a atingir 8% em alguns Estados, como justamente a Califórnia e também Nova York. Consequentemente, os livros ficam mais caros, e alguns consumidores optam por encomendar na internet.

Diante da crise que afeta as livrarias, nenhuma das duas maiores redes dos EUA, a Barnes & Noble e a Borders, possuem lojas na região central de San Francisco. Elas também fecharam algumas de suas principais filiais em Manhattan neste ano. Para complicar, a Borders decretou concordata e a rival Barnes & Noble enfrenta uma crise financeira. Para se adaptar aos novos tempos, tenta migrar para o mercado de vendas via da internet.

Os leitores eletrônicos [e-readers], como o próprio Kindle, da Amazon, também afetam as livrarias tradicionais, que temem sofrer o mesmo destino das lojas de CDs. Estas praticamente desapareceram com o advento dos tocadores de música digital [mp3] e a possibilidade de baixar músicas na internet.

Por Gustavo Chacra | O Estado de S.Paulo | CORRESPONDENTE / NOVA YORK | 5 de agosto de 2011 | 0h 00