Editoras ainda estudam como implementar formato no Brasil


Apesar das mudanças radicais no cenário americano, o formato de venda de HQs no Brasil ainda será o mesmo pelos próximos anos.

A Panini, que publica quadrinhos da DC no país, informou, por meio de sua assessoria, que estuda o formato digital, mas não tem nada a declarar no momento.

Se nos quadrinhos semanais o processo será mais lento, as graphic novels, obras mais complexas e vendidas em formato de livros, devem ser digitalizadas com maior velocidade.

Existe um caminho novo, que ainda estamos estudando. A possibilidade de unir os leitores por meio de aplicativos, comentários e redes sociais é algo muito interes-sante“, diz André Conti, da Companhia das Letras.

Segundo ele, os artistas também têm interesse na transposição, e há poucas dificuldades em transformar os quadrinhos de papel em obras digitais.

A Conrad, primeira editora a lançar quadrinhos no iPad, confia no formato. “Ele não vem para substituir o papel, e sim para complementar e trabalhar como uma nova forma de divulgação de vários artistas“, diz Rogério de Campos, diretor editorial da empresa.

POR LEONARDO MARTINS | COLABORAÇÃO PARA A FOLHA | São Paulo, quarta-feira, 31 de agosto de 2011

HQs digitais precisam ser aperfeiçoadas, diz Fábio Moon


Ao lado de seu irmão Gabriel Bá, Fábio Moon é um dos artistas brasileiros mais conceituados nos EUA. Eles acabam de lançar sua nova obra, “Daytripper”, que já está disponível no aplicativo Comics.

Moon, que também assina quadrinhos para a Folha, falou sobre a movimentação das publicações digitais.

Leia abaixo os principais trechos da entrevista.

*

Folha – O que muda no processo digital dos quadrinhos para os artistas?

Fábio Moon – Por enquanto, para o artista, pouco muda. Nós ainda desenhamos pensando no mesmo formato, o papel.

Então, para vocês, o digital não muda muita coisa?

Não. Até piora. Eu acho que o formato digital ainda tem baixa resolução; então, se você dá zoom na imagem, é possível ver os pixels. O bom do iPad é que ele tem o tamanho do gibi. Mas o zoom não tira proveito do tablet. Acredito que o processo precise ser aperfeiçoado. Por enquanto, é só um jeito de colocar na internet.

”]Você acredita que há um futuro para esse formato de publicação?

Acho que tem um futuro, mas não em quadrinhos. Se eu tivesse que fazer algo para internet, para tablets, em um mundo onde tudo tem musiquinha e barulhinho, eu não faria um quadrinho, e sim alguma coisa interativa.

As redes sociais podem substituir a troca de informações entre fãs de HQs?

É maior medo, o digital eliminar as lojas de publicações mensais. Não é um formato fácil para compartilhar um gibi. Eu compro o meu, você compra o seu. Não dá para emprestar.

POR LEONARDO MARTINS | COLABORAÇÃO PARA A FOLHA.COM | 31/08/2011 – 12h29

As editoras de livros impressos e eletrônicos vão publicar o mesmo conteúdo?


Por Mike Shatzkin | Publicado originalmente em Publishnews | 31/08/2011

Mike Shatzkin

Recentes relatórios de desempenho da Simon & Schuster e da Penguin, que podem ser tomados como indicadores, de alguma forma, do que está acontecendo com as outras “Big Six” nos EUA [além de serem também instrutivos sobre o que está acontecendo em todo o mercado editorial norte-americano], mostram que a receita está estável ou caindo, os lucros estão crescendo e que a parte dos e-books na receita está aumentando. Os relatórios mais recentes mostram que os e-books alcançaram 14% da receita na Penguin e na Simon & Schuster.

Primeiro, algumas observações sobre o que esses números realmente significam. Depois, alguns pensamentos sobre as implicações que terão no futuro próximo.

Devemos lembrar que estamos comparando maçãs e laranjas quando falamos sobre a porcentagem de vendas que representam e-books versus livros impressos. Chega-se a esta porcentagem, supostamente, somando as vendas dos livros impressos [que são envios sujeitos a devoluções] às vendas de e-books [que são compras reais de consumidores com devolução zero ou mínima] e depois dividindo os números da receita de e-books pela receita total.

Isso explica a aparente anomalia apontada no relatório da S&S, que mostra uma porcentagem maior do e-book no primeiro trimestre do que no segundo, o que já ocorreu em vários anos. Isso não é realmente difícil de entender. Um relatório que vi recentemente apontava uma explicação: as pessoas que ganharam e-readers no Natal compram mais livros em janeiro, um efeito que é menor no segundo trimestre. Mas também é o caso de que as vendas de impressos no primeiro trimestre [que são envios das editoras às livrarias, devemos lembrar] diminuem por dois fatores: incluem as devoluções das promoções de Natal e o primeiro trimestre não é onde se concentram os lançamentos de novos livros.

Então, enquanto há maiores envios de impressos sob consignação acontecendo antes das vendas de Natal e um grande número de novos donos de aparelhos final das festas, podemos esperar que os números do primeiro trimestre sejam aumentados artificialmente e os números do segundo trimestre mostrem um aparente declínio.

O declínio anual do segundo trimestre é apenas aparente, não é real.

A porcentagem de receita também serve às más interpretações. É uma média. Você conhece o ditado: “o homem de 1,82m se afoga caminhando por um rio que tem em média de 1 metro de profundidade”. Médias podem enganar. Esta porcentagem, tirando o fato de serem maçãs e laranjas, também é enganadora [me apresso a enfatizar que ninguém está querendo enganar de forma deliberada; não há nenhuma sugestão intencional aqui de afirmar que o número não é real ou que existe algum desejo de levar as pessoas a conclusões equivocadas].

Mas 14%, ou ao redor de 1/7, poderia levar as pessoas a pensar que o livro que vende 35 mil cópias está vendendo 30 mil em formato impresso e 5 mil em digital. Não é o caso. Primeiro de tudo, e-books “em média” geram menor receita por unidade do que os impressos porque muitos deles vendem por menos da metade do preço de varejo se comparado com a versão hardcover. Então, se 14% da receita é digital, algo mais do que essa porcentagem de unidades são digitais. Digamos que o número é mais próximo dos 17% ou talvez 20%.

Em segundo lugar, este número é, pelo menos até certo ponto, histórico. Certamente não é uma previsão. A previsão de todo mundo seria que o número subisse. E todo mundo concordaria [se você calcular o fator apropriadamente para o 1º e o 2º trimestres, além das anomalias de envios para vendas] que ele cresceu no período informado no relatório.

Em terceiro, nem todo o catálogo de impressos da S&S ou da Penguin está disponível em e-book. Isso significa que a base de títulos para os 14% de receita e [hipotéticos] 17% das unidades é um número menor de títulos do que a base de títulos impressos. Então para os livros disponíveis tanto como impresso como e-book, a porcentagem de unidades vendidas que são digitais é um número substancialmente maior do que esse. Não tenho tanto conhecimento assim das listas das editoras para fazer um chute razoavelmente bem informado sobre quantos títulos possuem muitas ilustrações ou são livros infantis ou já esquecidos no catálogo a ponto de os direitos para a edição de e-books serem muito confusos. Mas seria razoável assumir que para livros com narrativas comuns [não em termos de conteúdo, mas de forma], a porcentagem de unidades de e-books pode chegar a uns 30% ou mais.

Um relatório recente da Simon & Schuster sobre o primeiro dia de vendas de um grande best-seller enfatizou o poder do e-book nos EUA. O USA Today informou em 13 de julho que a S&S afirmava ter vendido 175 mil unidades totais vendidas no primeiro dia de disponibilidade de A Stolen Life, de Jaycee Dugard, dos quais 100 mil eram e-books [O artigo não deixa claro, mas é provável que sejam maçãs e maçãs, vendas de livros na caixa registradora e audiobooks informados pela BookScan e, como sempre, vendas registradas de e-books. Se eles comparassem envios de impressos com vendas de e-books, o número seria provavelmente uns 40% e não os 57% como indica esse relatório].

Como as vendas de e-books são, no momento, receita dólar por dólar, mais lucrativos do que as vendas de livros impressos, as editoras são capazes de informar receitas estáveis ou menores e lucros mais altos. Com o padrão da indústria de pagar 25% dos royalties dos e-books já prevalecendo nos últimos dois anos, mais ou menos, esta notícia definitivamente chama a atenção de agentes atentos. Mas, deixando de lado o sucesso futuro dos agentes em negociar melhores termos, é provável que isso continue assim?

Uma variável muito relevante que é difícil de prever é como editoras bem-sucedidas poderão manter os preços dos e-books altos se o ponto de referência nos preços dos livros impressos está diminuindo. Será um desafio maior manter os preços e, portanto, as receitas e margens altas – mesmo com o poder de agência, que só seis editoras no mundo hoje possuem realmente – quando o preço do livro impresso não for visto mais como base para comparação.

Na verdade, o atual crescimento no lucro sugere que as grandes editoras conseguiram fazer um bom trabalho no gerenciamento da transição de impresso para digital até o momento. O que está implícito nos números informados, mas que recebeu pouca atenção, é que as vendas de livros impressos está caindo tremendamente. Um editor me contou que a lista média de primeiras impressões de não-ficção caiu cerca de 40%. Uma editora maior sugere que o número de livros impressos que estão saindo de seus depósitos é 35% menor do que há dois anos. Não tenho acesso aos números, mas isso poderia significar que em alguns segmentos a queda pode chegar à metade do que era há dois anos.

Impressões menores significam preços maiores por unidade, mas também significa que unidades menores estão compartilhando o custo do design e da diagramação. Muitos dos custos fixos nas editoras: depósitos, departamento de produção, criação de catálogo e muita TI só são realmente necessários para apoiar o componente impresso do negócio. Nas últimas duas décadas, o sucesso comercial na publicação de livros [e, como a quebra da Borders deixou claro, no varejo também] dependia de uma cadeia eficiente de suprimentos. Ter estoque, mas não exagerado, envios rápidos, ser capaz de fazer reimpressões rapidamente, processar devoluções com agilidade para facilitar as contas e fornecer dados precisos para os clientes, bem como os acionistas, tudo isso exige investimento, mas gera valor que são mostrados nos lucros.

Até o Kindle ser lançado em novembro de 2007, a pergunta sobre e-books era “é possível transformar isso num negócio?” Desde então vimos o share do e-book duplicar ou mais do que isso a cada ano, incluindo 2010. Desde 2008 ou 2009, a pergunta tem sido “por quanto tempo este tipo de crescimento pode continuar?” Quando o share chega aos 30% para a maioria dos livros de narrativa, que acho é o número atual, sabemos que não podemos continuar por mais dois anos porque isso seria uma impossibilidade matemática.

Então, as perguntas sobre os e-books agora são “quando esse crescimento vai diminuir?” e “há um limite no qual o livro impresso continua sendo um negócio sustentável e substancial?” Se a resposta à primeira pergunta não for “muito em breve”, então a resposta à segura pergunta deve ser “não”.

A outra pergunta feita aqui é se a publicação de textos narrativos diretos se torna um negócio separado e diferente da publicação de livros ilustrados. Assim como o componente impresso é comercialmente importante para o sucesso de livros de narrativa, é perfeitamente lógico para uma editora publicar os dois. Os livros de narrativa e os ilustrados, afinal, podem ser colocados na mesma prateleira na Barnes & Noble, Ingram ou qualquer livraria. Às vezes, eles são até manufaturados pelas mesmas gráficas [apesar de que muito menos do que há algumas décadas]. O inventário deles pode realmente ser monitorado com as mesmas capacidades e pessoas [apesar de usarem algoritmos diferentes].

Um fator totalmente imponderável é como será o mercado para e-books fora do texto narrativo, pois foi nesse setor que se concentrou todo o crescimento. Para e-books ilustrados, enhanced ou em forma de apps, as histórias de sucesso são pontuais, não tendências inegáveis. É verdade que os aparelhos corretos ainda não estão distribuídos amplamente, mas é também verdade que não temos uma prova clara de que esses e-books serão tão importantes para o consumidor quanto os de textos narrativos. Sabemos que serão mais caros para criar.

Um executivo de e-books que sabe do que está falando, de uma grande editora, me lembrou outro dia que os seus editores de livros de receitas ainda estão preparando o conteúdo primeiramente para a página impressa e as versões digitais são desenvolvidas depois disso. “Se nossos editores ainda estiverem fazendo isso daqui a dois anos”, disse essa pessoa, “então como empresa teremos feito algo terrivelmente errado.” Essa declaração está correta e abrange a possibilidade de que algo como os pacotes de conteúdo de livros de culinária dentro de outros recipientes não terão um mercado lucrativo mesmo em formato digital, e serão explorados de forma completamente diferente. Não sabemos ainda como um fato empírico que as pessoas vão comprar “livros de culinária” digitais, da forma como temos certeza que as pessoas vão ler textos de narrativa em aparelhos, felizes e sem saudades.

[Culinária? Um candidato perfeito para o modelo de assinatura!]

O que sabemos é que uma alta porcentagem de venda de livros ilustrados é para presentes. Até certo ponto, isto acrescenta uma barreira que não tem nada a ver com design ou funcionalidade para a migração para e-books. E esses livros, supostamente mais do que os livros de textos narrativos, se beneficiam do efeito de showroom que as livrarias podem criar. E sabemos o que está acontecendo com as livrarias.

A taxa de migração de impresso para digital de textos narrativos nos últimos quatro anos nos levaria a acreditar que haveria um mercado pequeno para livros impressos dessa categoria daqui a uns poucos anos, se simplesmente não acabar. Se as editoras virem o rendimento com impressos cair outros 35% nos próximos 18 meses, a maioria dos grandes livros de narrativa vender até uns 75% de suas unidades como e-books, e a maioria do que as editoras enviam de seus depósitos for de títulos que não estão entre os mais vendidos, então o jogo terá mudado completamente.

Poderíamos concluir que os conhecimentos e as exigências organizativas para publicar narrativa, se os impressos se tornarem um componente menor do rendimento, serão bem diferentes do que é necessário para publicar o conteúdo ilustrado para o qual o impresso permanece ainda uma parte importante de rendimentos. Naquele mundo, o que constitui um portfólio sensível de ofertas para o que hoje chamamos de “editora de livros” poderia ser definido de forma bem diferente.

Tradução: Marcelo Barbão

Por Mike Shatzkin | Publicado originalmente em Publishnews | 31/08/2011

Mike Shatzkin tem mais de 40 anos de experiência no mercado editorial. É fundador e diretor-presidente da consultoria editorial The Idea Logical Co., com sede em Nova York, e acompanha e analisa diariamente os desafios e as oportunidades da indústria editorial nesta nova realidade digital. Oraganiza anualmente a Digital Book World, uma conferência em Nova York sobre o futuro digital do livro.

Nos Arquivos de Shatzkin, o consultor novaiorquino aborda os desafios e oportunidades apresentados pela nova era digital. O texto de sua coluna é publicado originalmente em seu blog, The Shatzkin Files [www.idealog.com/blog].

Feira do Livro de Pequim aposta no formato digital


China: A Feira Internacional do Livro de Pequim [BIBF, na sigla em inglês] abriu suas portas nesta quarta-feira com uma clara aposta no suporte digital a partir do tema central desta 28ª edição: ‘A indústria editorial na era posterior à crise financeira’.

A feira, que irá até domingo, concentra mais de 1.900 expositores de 60 países, o que representa um crescimento de 24% com relação à edição anterior, segundo a organização.

Um dos espaços mais movimentados é o de publicações digitais, que ocupa mais de 20% dos 50 mil metros quadrados do Centro Internacional de Exposições da China, e está localizado no coração da feira.

Nesta seção, provedores de serviços e conteúdos, editores e comerciantes de leitores de livros digitais apresentam novidades e debates para captar um público que cresce ao ritmo de 30% anualmente na China, segundo dados da organização.

Este ano há uma maior presença de companhias americanas e europeias, que buscam superar as dificuldades econômicas e financeiras domésticas em um mercado que no ano passado movimentou US$ 12 bilhões.

Como um dado para atrair investidores estrangeiros no setor editorial, a China se promove com um mercado de 800 milhões de potenciais leitores, e os organizadores da BIBF destacam que durante a crise financeira no Reino Unido as vendas de editoriais no país asiático cresceram 44%.

Na área editorial tradicional, países europeus, africanos e asiáticos promovem seus escritores em um evento que deve ser visitado por 200 mil pessoas entre hoje e domingo, segundo estimativas da organização.

A convidada de honra desta edição é a Holanda, que em um imponente espaço de exposição de 1.500 metros quadrados propõe um percurso não só por seus escritores célebres, mas também por desenhistas e ilustradores.

Agencia EFE | 31/08/2011

Encontro debaterá “eBooks e o futuro das bibliotecas”


O Goethe-Institut São Paulo, a Maison de France e o Instituto Cervantes apresentam dia 8 de setembro de 2011, no auditório Simon Bolívar, na Fundação Memorial da América Latina, o colóquio internacional E-books e o futuro das bibliotecas: evolução ou revolução?.

O colóquio tem por objetivo discutir a mudança da leitura no papel impresso, existente há quase 600 anos, para a leitura digital e interativa. Os e-books estão se transformando em produto de massa, modificando de forma definitiva o modelo tradicional das bibliotecas e dos negócios editoriais.

Inscrição gratuita e antecipada através do email biblioteca@saopaulo.goethe.org ou telefone 11-3296-7051, constando nome completo, instituição e email.

CBL | 30/08/2011

Do papel ao suporte digital


Galeno Amorim

Apaixonado por livros desde a infância, o jornalista e escritor Galeno Amorim é, desde o início do ano, presidente da Fundação Biblioteca Nacional. Ainda menino e dotado de grande imaginação, pensou que a Casa de Livros, em sua cidade natal, Sertãozinho, no interior de São Paulo, era toda feita de livros. “Achei que poderia levar comigo pedaços dessa casa. Depois, era só devolver”, recorda. Esse foi o seu primeiro contato com uma biblioteca pública. A paixão foi imediata e definitiva. Autor de 16 obras, entre ensaios e literatura infanto-juvenil, o leitor/escritor faz do amor aos livros uma trajetória profissional e política, exemplo seguido em casa pelos filhos, que são hoje dois jovens leitores. “Li para eles até a adolescência. É bem verdade que, em seus primeiros dias de vida, eu lia para mim mesmo – gostava de ler Neruda em espanhol. Mas, ao fazer isso, estava criando uma cumplicidade, um vínculo afetivo muito forte e poderoso através da leitura“, conta.

Ex-Diretor do Observatório do Livro e da Leitura e especialista em políticas públicas do livro e leitura há mais de 20 anos, Galeno Amorim já foi também secretário da Cultura em Ribeirão Preto. Criou e dirigiu diversas instituições ligadas a essa área, presidiu o Comitê Executivo do Centro Regional de Fomento ao Livro na América Latina e no Caribe [Cerlalc/Unesco] e foi ainda consultor de políticas públicas do livro e leitura da Organização dos Estados Íbero-Americanos para a Educação, Ciências e Cultura [OEI], com sede na Espanha.

No trabalho e na vida, ele pode conciliar sua paixão pelos livros de papel e as novas ferramentas tecnológicas. Blogueiro entusiasmado, com 80 mil leitores no blogdogaleno.com.br e milhares de seguidores no Twitter e no Facebook, tem sempre fôlego para falar de livros.

Pátio – Sabemos que há hoje poucas bibliotecas públicas bem-aparelhadas e que elas são inexistentes em grande parte das escolas públicas. Qual é a estrutura de disponibilização de livros pelo Estado à população brasileira?

Galeno – Nos últimos 8 anos, o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas [SNBP], da Fundação Biblioteca Nacional/MinC, distribuiu cerca de 4,5 milhões de livros para bibliotecas públicas do país. À Fundação Biblioteca Nacional cabe distribuir somente para as bibliotecas atendidas pelo SNBP, o que não inclui as escolares, que estão vinculadas ao Ministério da Educação.

O que deverá ser feito a curto e médio prazo nesse sentido?
Tenho conversado com os dirigentes do MEC sobre a importância de se criar no país, no âmbito do SNBP, um sistema de bibliotecas escolares e também sobre como podemos cooperar com esse ministério para que o Brasil possa cumprir, até 2021, a lei assinada pelo presidente Lula, que obriga todas as escolas a terem pelo menos uma biblioteca escolar. Acredito que faremos grandes progressos nesse tema.

Uma recente pesquisa mostrou que os estudantes brasileiros têm, em média, menos de 10 livros em casa, enquanto os de países mais bem-colocados em exames internacionais têm mais de 100 livros. O que é preciso para que os brasileiros leiam mais?
Hoje, o índice de leitura por habitante é de 4,7 livros ao ano. Existem no mínimo 95 milhões de pessoas que leram ao menos um livro nos últimos três meses. Precisamos ultrapassar a marca de 100 milhões de leitores. É importante que o Estado brasileiro crie ações para que isso se efetive. O Plano Nacional do Livro e da Leitura funciona com base em quatro eixos que, integrados, formam o motor para estímulo à leitura no país. Estamos estimulando a abertura de milhares de novos pontos de venda de livros, negociando novas linhas de crédito e também preparando editais de compra de livros populares para as bibliotecas municipais e comunitárias. A Fundação Biblioteca Nacional está implementando uma série de mudanças para acelerar os processos de acesso à leitura no país. O Programa Nacional de Incentivo à Leitura [PROLER], por exemplo, terá um papel importantíssimo no enraizamento do PNLL através da sinergia com os vários projetos do governo federal na área da leitura. A principal sinalização desse processo é o montante de recursos a ser anunciado para os próximos 12 meses: será algumas vezes maior do que o valor investido nos últimos anos.

O livro digital já é uma realidade, mas no Brasil ainda não chegamos nem à fase do livro de papel, uma vez que o índice de leitura é muito baixo. O senhor acredita que para a nova geração, a dos chamados nativos digitais, o livro de papel será obsoleto, considerando-se tanto os cidadãos com mais recursos financeiros quanto os de baixa renda?
O livro impresso manterá sua tradição e seu simbolismo. Ele pode conviver com os formatos digitais, que permitem outras possibilidades de uso. O importante é dar acesso ao leitor a boas leituras, seja em bibliotecas tradicionais, multimídia ou através de novos formatos, como os empréstimos de e-books, uma realidade em países da Europa, cuja dinâmica queremos trazer para o Brasil.

As tecnologias digitais podem ser uma alternativa para democratizar o acesso à leitura?
Penso que sim. Hoje, podemos dar acesso a milhões de usuários, com grande facilidade, a um livro da Idade Média existente na Biblioteca Nacional em um formato simples como o pdf. É importante ampliar ações desse tipo. Estamos começando a preparar a Biblioteca Nacional Digital para que ela também possa, em breve, emprestar e-books. Vamos iniciar a digitalização de 4.500 títulos importantes da literatura brasileira que estão em domínio público, dos quais serão selecionados 100 para que sejam, a partir do início de 2012, colocados à disposição dos leitores para empréstimo gratuito.

Há muito tempo se fala que no Brasil não se lê porque o livro é caro e que o livro é caro porque não se lê. Portanto, as tiragens são baixas, o que encarece o processo. Qual é a sua opinião sobre isso e como sair desse círculo vicioso?
É possível fazer com que o livro no Brasil seja vendido a preços mais baixos. Estamos trabalhando para criar as condições necessárias para que as dezenas de milhões de brasileiros que ascenderam socialmente nos últimos anos também passem a consumir livros, assim como já consomem mais eletrodomésticos, serviços bancários ou passagens aéreas. Queremos colocar os livros na cesta da classe C. Estamos estimulando a abertura de milhares de novos pontos de venda de livros, negociando novas linhas de crédito e preparando editais de compra de livros populares para as bibliotecas municipais e comunitárias.

Muitos estudantes não têm a oportunidade de manter contato com a leitura em casa. Vale lembrar que muitos professores também não têm o hábito de ler e, por isso, não podem transmitir o gosto pelos livros. Como virar esse jogo?
A sala de aula deve ser reconhecida como um espaço de leitura. O “professor leitor” é a figura que mostra ao aluno a importância do livro para a formação do cidadão. Uma das práticas do PROLER é atualizar o conhecimento de professores e estimular, por meio de cursos de formação, a inserção de novas ações em sala de aula. O PROLER atua em 71 comitês regionais em todo o país e, desde a sua criação, em 1992, já formou mais de 65 mil mediadores de leitura, beneficiando cerca de 270 mil pessoas. A continuidade e a dinamização desse trabalho é o que nos possibilita crer em uma “virada de jogo”.

Em sua opinião, quais são os principais programas de incentivo à leitura que realmente fizeram ou estão fazendo a diferença no Brasil?
A criação do Plano Nacional do Livro e da Leitura é um marco na história do Brasil e hoje suas ações constituem uma referência para outros países. Os últimos 10 anos certamente entram para a história como os mais importantes na área, pois representaram um grande avanço. A Lei do Livro, o Prêmio Vivaleitura e a desoneração fiscal dos livros são exemplos concretos de incentivo à leitura.

No âmbito mundial, o senhor conhece exemplos de países que conseguiram aumentar seus índices de leitura, com repercussão na qualidade da educação, que poderiam servir de modelo para o Brasil?
O Ministério da Cultura ajudou a construir no Rio de Janeiro, em 2010, a Biblioteca Parque de Manguinhos, nos moldes das existentes na Colômbia. Medellín e Bogotá, naquele país, são exemplos de cidades marcadas pelo narcotráfico e pela violência. Com a inauguração de equipamentos que integravam leitura e programas culturais em apenas um lugar, essas cidades conseguiram diminuir os índices de violência e aumentar os de educação. Um belo exemplo a ser seguido em programas de leitura mundo afora.

Qual a situação do Brasil em termos de leitura se comparado a outros países emergentes e aos vizinhos latino-americanos?
Apesar dos avanços dos últimos anos, ainda há muito a fazer para melhor a posição do Brasil no ranking de leitura. Em 2010, ficamos em 53º lugar no Programa Internacional de Avaliação de Alunos [Pisa], realizado pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico [OCDE], que avaliou o conhecimento de cerca de 470 mil alunos em leitura, ciências e matemática no ano anterior. Os melhores resultados foram apresentados por alunos de Xangai, na China. Na América Latina, ficamos à frente de países como Argentina, Panamá e Peru, mas vizinhos como Chile, Uruguai e Colômbia apresentaram índices melhores. Já com relação aos índices de leitura, somente quando os países vizinhos realizarem suas pesquisas utilizando a metodologia do Brasil, desenvolvida pelo Cerlalc/Unesco, é que teremos condição de estabelecer essas comparações na América Latina.

Como é ser presidente de uma das bibliotecas mais importantes do mundo?
Dirigir a Fundação Biblioteca Nacional é uma dupla responsabilidade. Primeiro, porque a instituição é responsável pela gestão da Biblioteca Nacional, que tem 200 anos e nove milhões de peças. Passaram por seus cargos de direção nomes importantíssimos da literatura e da intelectualidade do Brasil. Segundo, porque a fundação tem sob sua responsabilidade o comando da formulação e execução das Políticas Públicas do Livro e da Leitura do país. Mas eu me sinto preparado levar adiante esses desafios.

No dia 9 de junho, o senhor teve um encontro muito importante com o presidente do Senado, José Sarney, ao qual pediu apoio às Políticas Públicas do Livro e da Leitura. Esse encontro foi produtivo?
O presidente José Sarney assumiu alguns compromissos. O primeiro deles foi reapresentar um projeto de lei que estende às pequenas livrarias e editoras a desoneração fiscal para aquelas empresas que são optantes do simples. Para as outras editoras, livrarias e distribuidoras, a desoneração acontece desde 2004. Nessa época, estava no governo e já havia conduzido esse processo com a ajuda do senador José Sarney. O Senado fará uma sessão solene no Congresso para homenagear os 200 anos da Biblioteca Nacional. Estaremos lá com uma exposição de obras raras na sede do Congresso Nacional. O presidente do Senado também assumiu o compromisso de apoiar os projetos de lei de interesse da nossa área no Congresso Nacional, como, por exemplo, a criação de uma nova instituição para gerir as Políticas Públicas Setoriais, a criação de um Plano Nacional do Livro e da Leitura e a criação do Fundo Nacional Pró-Leitura. Discutimos outras questões, como o apoio ao Programa do Livro Popular e a criação das Livrarias Populares. Contaremos com o apoio do Senado para a Lei das Biografias. Vamos tentar dar fim a essa onda de proibições de biografias não autorizadas que, infelizmente, assola o país.

Com tanto trabalho e responsabilidade, ainda sobra algum tempo para a leitura?
O volume de trabalho é significativo. Em geral, começo a trabalhar às 9 horas da manhã e vou até as 21 horas, mas eu leio muito. Sempre publico no Twitter o que estou lendo. Este ano, já li cerca de 14 livros. Preciso da leitura e da literatura para viver.

Pátio | Revista Pedagógica | 30/08/2011

Vagas limitadas para segunda turma do Curso Prático de Produção de EPUBS


Fernando Quaglia

Devido à grande demanda a Escola do Livro realiza mais uma turma do curso Prático de Produção de EPUBS, que acontecerá nos dias 20 e 21 de setembro, na sede da Câmara Brasileira do Livro. O objetivo é abordar a produção de EPUBS e suas vantagens, como produzir e quais ferramentas utilizadas. Atualmente, existem diversas formas para a leitura de e-books, como os e-readers, smartphones ou softwares. O ePub possibilita o aumento do tamanho da fonte e o ajuste da dimensão das páginas de acordo com o dispositivo utilizado para leitura, adequando o e-book às necessidades do usuário. Importante: as vagas são limitadas, o aluno tem que trazer seu notebook com os softwares instalados: InDesign CS5, Word, Sigil, Calibre, Oxigen [podem ser as versões de teste]. É imprescindível que o participante tenha bons conhecimentos em InDesign e noções de CSS.

As aulas serão ministradas por Fernando Quaglia e Rones Lima. Quaglia é fundador da eBook Company, e coordenador da área de negócios internacionais da editora do Conselho Espírita Internacional. Rones é graduado em Desenvolvimento de Sistemas para a Internet, com Pós Graduação em Objetos, Sistemas Distribuídos e Internet pela UnB. É especialista na conversão de livros para o formato eBook mesclando sua experiência em design gráfico ao conhecimento de códigos, obtidos na graduação e pós-graduação. Para mais informações encaminhe seu e-mail para: escoladolivro@cbl.org.br.

CBL Informa | 30 de Agosto de 2011

Da livraria aos acervos digitais


Alice Therezinha Campos Moreira fala sobre a história da literatura do Rio Grande do Sul do Século XX em palestra nesta quarta-feira

A série “Memória & Informação” promove nesta quarta-feira, dia 31 de agosto, às 14h30, a palestra “Da livraria aos acervos digitais – A Consagração da Literatura Sul-Rio-Grandense do Século XX”, ministrada pela pesquisadora Alice Therezinha Campos Moreira, doutora em Linguística e Letras/PUCRS. A conferência, com entrada franca, acontece na sala de cursos da FCRB [Rua São Clemente, 134, Botafogo – Rio de Janeiro/RJ]. A entrada é gratuita.

PublishNews | 30/08/2011

E como fica o escritor?


Fórum marcado para este sábado, no Rio, vai discutir os impactos que o meio digital traz ao livro sob a perspectiva do escritor

Para explorar os impactos que o meio digital traz ao livro, com foco nas oportunidades e riscos para a vida criativa e econômica do personagem fundamental da cadeia do livro — o escritor, a recém-criada Ímã Editorial realiza no sábado, dia 3 de setembro, o primeiro encontro do fórum Autor 2.0.

Com a presença de Sérgio Rodrigues, Cristiane Costa, Carlo Carrenho, Ondjaki, Marcelino Freire, Simone Costa e C. S. Soares, o debate está marcado para às 16h, no Salão Nobre da Escola de Artes Visuais de Parque Lage (Rua Jardim Botânico, 440 – Rio de Janeiro/RJ). A entrada é gratuita, mas a inscrição deve ser feita previamente aqui.

O debate ficará registrado no site www.autor20.com, que será o fórum permanente para discussão da relação dos escritores com o meio digital, reunindo material pertinente e fomentando a discussão, com o objetivo de compreender e mapear as novas formas de se escrever e ler.

Entre os temas em debate estão a publicação de narrativas em mídias sociais e suportes alternativos, as narrativas colaborativas, não lineares, wikiliteratura e transmidia, a publicação, autopublicação e distribuição em e-book nos canais aterritoriais, como Apple e Amazon, a nova economia do livro digital e as novas formas de remuneração do trabalho do escritor, a livre troca de informações, a marginalia digital colaborativa e a dissolução da autoria individual na internet, pirataria, plágio, remix e falsas atribuições, o novo papel do editor e a triagem do que vale a pena ser lido com o fim da barreira econômica para a publicação e autopublicação.

Convidados

Cristiane Costa é jornalista, escritora, editora e professora. Investiga as novas formas de expressão textual com os recursos digitais: as narrativas expandidas.

Marcelino Freire é escritor, idealizador da Balada Literária, evento literário e cultural em São Paulo, editor do coletivo Edith. Recebeu o Jabuti por Contos negreiros.

Sérgio Rodrigues é jornalista, escritor, editor do site NoMínimo e colunista do TodoProsa da Veja online especializado em literatura, vencedor do Prêmio de Cultura do Estado do Rio em 2011.

Ondjaki é escritor angolano publicado em 14 idiomas, vencedor do Jabuti por AvóDezanove e o segredo do soviético.

Carlo Carrenho é economista, editor, fundador do portal Publishnews, que há dez anos registra as mudanças no mercado editorial e diretor da Singular, braço de publicação digital (em e-book e impressão sob demanda) do grupo Ediouro.

Simone Campos é jornalista, autora de livros publicados em formato tradicional, digital e híbrido. Recebeu a bolsa de criação literária da Petrobras para criação de Owned, livro publicado em papel, online e no formato de jogo.

C. S. Soares é escritor multiplataforma, desenvolvedor de software, e-publisher, colunista iMasters, editor do PontoLit, sobre literatura e autopublicação.

PublishNews | 30/08/2011

Copia faz primeira parceria no Brasil


Com essa parceria, clientes do Submarino vão poder interagir mais

Com representação em solo tupiniquim desde 2010, o Copia acaba de anunciar a sua primeira parceria brasileira: o Submarino Digital Club, prometida para entrar no ar no dia da abertura da Bienal do Rio de Janeiro, 1º de setembro. Com aplicativos de leitura já disponíveis para desktops, PC e Mac, para Android, Win7Touch, e em breve para iOs Ipad e iPhone, o Copia promete agregar ao líder de e-commerce no Brasil a possibilidade de que seus usuários maximizem a sua interação digital e aproveitem o seu conteúdo digital de forma variada – livros, revistas, jornais, música, filmes, jogos etc. “O princípio de negócio do Copia é estabelecer parcerias com empresas já estabelecidas e que desejem ampliar a sua abrangência e público. Para isso trabalhamos com o esquema de white label que garante que a marca do parceiro do Copia esteja em evidência”, explica Marcelo Gioia, diretor executivo do Copia no Brasil.

Por Ricardo Costa | PublishNews | 30/08/2011

Barnes & Noble prevê fortes vendas para seu leitor eletrônico


A rede de livrarias Barnes & Noble previu que as vendas de seu leitor eletrônico Nook e de seus livros digitais irão mais que dobrar neste ano fiscal, alcançando US$ 1,8 bilhão.

A companhia também afirmou que suas vendas de livros devem crescer com o fracasso da rival Borders, o que fez suas ações saltarem 14,8% nesta terça-feira [30].

Nook, o leitor de livros eletrônicos da Barnes & Noble

A maior rede de livrarias dos EUA, que apostou no sucesso do Nook para seu futuro, divulgou uma perda trimestral menor nesta terça-feira, conforme a popularidade do Nook ajudou a mitigar a queda nas vendas de livros.

As vendas dos aparelhos com a marca Nook subiram 140%, para US$ 277 milhões no trimestre, representando quase 20% das vendas totais da empresa.

O presidente-executivo William Lynch disse a analistas em teleconferência que a livraria detém de 26% a 27% do mercado de livros eletrônicos, mesma participação de mercado que ele disse ter no trimestre passado.

Em vendas, o Nook é o segundo maior leitor eletrônico após o Kindle, da Amazon. Ele também compete com o iPad, tablet da Apple.

No trimestre, a Barnes & Noble apurou prejuízo de US$ 56,6 milhões, ou US$ 0,99 por ação, frente à perda de US$ 62,5 milhões, ou US$ 1,12 por ação, um ano antes.

DA REUTERS, EM NOVA YORK | Publicado por Folha.com, TEC | 30/08/2011 – 18h53

Amazon pode vender de 3 a 5 mi de tablets no 4o trimestre


A Amazon.com pode vender até cinco milhões de tablets no quarto trimestre, o que faria da maior varejista da Internet a principal competidora da Apple no segmento, afirmou a empresa de pesquisa Forrester Research nesta segunda-feira.

A Amazon.com precisa dar a seu tablet um preço “significativamente” inferior aos das concorrentes e ter em estoque aparelhos suficientes para atender a demanda. Caso a companhia consiga resolver esses problemas, pode vender “facilmente” de três a cinco milhões de unidades nos últimos três meses de 2011, previu Sarah Rotman Epps, da Forrester.

A Apple vendeu pelo menos 30 milhões de iPads desde o lançamento do produto em abril de 2010. Produtos de rivais como Samsung, Research in Motion e Motorola Mobility não representaram ainda um real desafio ao produto.

Neste mês a HP anunciou que não irá mais comercializar seu TouchPad após as vendas do aparelho definharem.

Até o momento, a Apple enfrentou muitos pretensos competidores, mas nenhum ganhou participação de mercado relevante“, escreveu Epps.

A Amazon tem o potencial de ganhar uma fatia das vendas rapidamente, além de estar disposta a vender hardware abaixo do preço, como fez com o Kindle. Isso faz com que ela seja um competidor desagradável [para a Apple]“.

Um problema para concorrentes do iPad tem sido o pequeno número de softwares personalizados em comparação com o produto da Apple – estimado pela própria empresa em 100 mil aplicativos – notou a Forrester.

Se o tablet da Amazon, baseado no sistema operacional Android [do Google] vender milhões [de unidades], o Android vai parecer mais atraente para desenvolvedores que tiveram como postura esperar para ver o resultado“, relatou Epps.

Por Alistair Barr | Reuters | SAN FRANCISCO | © Thomson Reuters 2011 All rights reserved. | Publicado em português por Reuters Brasil | segunda-feira, 29 de agosto de 2011 17:28

Leitura de livros na nuvem é a proposta do 24symbols


Os livros do Project Gutenberg, que tem mais de 30 mil obras cujos direitos autorais já expiraram, estão disponíveis para qualquer pessoa baixá-los, transferi-los e lê-los no iPad.

O 24symbols é um sistema de leitura na nuvem desenvolvido na Espanha que disponibiliza algumas dessas obras e poupa o usuário da necessidade de transferi-las -permite lê-las imediatamente.

Ao baixar o aplicativo, gratuito na App Store, pode-se acessar diretamente todo o crescente acervo do 24symbols, composto até agora por mais de mil livros. Duas línguas predominam: inglês e espanhol. A obra quase completa de William Shakespeare, clássicos como “Dom Quixote” e “A Odisseia” e diversos livros de Charles Dickens já foram incluídos.

O 24symbols também tem uma interface baseada na web, que pode ser acessada em computadores pessoais, por meio de um navegador.

Livros marcados como favoritos no 24symbols, serviço de leitura na nuvem

Tanto no iPad quanto no computador, você pode acessar os livros que está lendo, marcar obras como favoritas, ver lançamentos e procurar títulos por categorias. Há também um sistema de busca, por enquanto disponível só na interface para computadores.

Além de obras absorvidas do Project Gutenberg, o 24symbols tem uns poucos livros recentes, quase todos obscuros, como “A Violação das Mulas”, de Maria O., única obra em português disponível até agora.

Para usar o 24symbols, é preciso se cadastrar. O serviço se sustenta de propagandas discretas exibidas na navegação e das contas premium [€ 9,99 por mês], que permitem leitura off-line e sem publicidade.

Quando um livro é aberto no aplicativo para iPad, demora um pouco a carregar. Depois disso, as páginas fluem como em qualquer leitor eletrônico convencional. Nas configurações, é possível alterar a letra pelo tipo [entre três opções] e pelo tamanho [entre seis opções].

POR LEONARDO LUÍS | Folha.com | 29/08/2011 – 17h22

Comércio eletrônico apresenta queda de 1,1% nos preços


SÃO PAULO | Em agosto, os preços de produtos vendidos em sites de e-commerce registraram deflação de 1,1%, uma queda de 1 ponto percentual em comparação com julho. O e-Flation é avaliado a partir da segunda quinzena do mês anterior até a primeira do mês de referência.

As categorias que registraram deflação no mês foram: telefonia e celulares [-3,7%], eletroeletrônicos [-3,5%], eletroportáteis [-2%], cine e foto [-1,9%], livros [-0,7%] e CDs e DVDs [-0,5%]. No período, cinco categorias apresentaram inflação: linha branca [0,1%], perfumes e cosméticos [0,6%], medicamentos [0,6%], brinquedos [1,1%] e informática [1,6%].

O indicador, chamado de e-Flation, é desenvolvido pelo Provar [Programa de Administração do Varejo], da FIA [Fundação Instituto de Administração], em parceria com a Felisoni Consultores Associados.

A acirrada concorrência existente na internet e a grande possibilidade de pesquisa de valores pelos internautas antes de efetuarem a compra são os principais aspectos que contribuem para a queda nos preços”, argumenta Cláudio Felisoni, presidente do conselho do PROVAR/FIA.

Por Adriana Meyge | Publicado originalmente em Valor Econômico | 28/08/2011

Para autor, pirataria on-line está ‘acabando com a cultura’


Livro de ex-‘Billboard’ sobre apocalipse cultural causado pela web não convence

Em “Free Ride”, Robert Levine, ex-editor-executivo da “Billboard”, apresenta argumentos fortes para profetizar um apocalipse cultural.

Quando a internet surgiu, apanhou o setor cultural de surpresa, escreve ele. As empresas de tecnologia, contudo, estavam mais bem preparadas e aproveitaram para pressionar por leis favoráveis.

Os problemas começaram quando serviços como Napster passaram a ameaçar muitos modelos de negócios, ao permitir que usuários trocassem arquivos gratuitamente.

Pior: um lobby intelectual capitaneado por professores de direito e bancado pelo Vale do Silício passou a racionalizar isso sob o estandarte da “liberdade cultural”.

Levine é um escritor envolvente e instigante, e “Free Ride” tem muito a oferecer.

Sua percepção básica, a de que o apreço do Vale do Silício pela experimentação pode ter prejudicado a indústria da cultura, está certa. Sua explicação da “cultura livre” como subproduto da agenda sigilosa do Vale do Silício também tem muito de inovador.

Mas seu apego a teorias da conspiração -tudo conduz ao Google! – é uma distração.

Embora seja verdade que o Google orienta a formação de política relativa à internet, isso não significa que seus interesses e os do público sempre divirjam. Para mencionar exemplo óbvio, o Google financia projetos cujo objetivo é contornar a censura à web.

Ao montar seu passional ataque, ele muitas vezes distorce argumentos oponentes.

Exemplo: ele alardeia relatório de 2010 segundo o qual 25% do tráfego da web se relaciona à pirataria, mas não diz que o mesmo relatório constatou que filmes que podem ser assistidos legalmente são pirateados menos.

O chamado às armas de Levine -“é hora de perguntar a sério se o negócio da cultura na forma pela qual o conhecemos hoje será capaz de sobreviver à era digital”- ilustra uma má compreensão.

Se nossas leis sempre tivessem sido redigidas de forma a preservar o “negócio da cultura tal qual o conhecemos”, a fotografia, o gramofone, as fotocopiadoras, os gravadores e, sim, a internet talvez nunca tivessem surgido.

CULTURA EM XEQUE

As tecnologias são de fato ameaça tão grande à cultura?

Segundo uma pesquisa recente da BookStats, em 2011 a receita do setor editorial foi 6% mais alta que em 2008 -em parte graças aos livros eletrônicos. O avanço mundial de serviços de locação de vídeo em streaming, como o Netflix, tornou a pirataria menos atraente.

Algumas declarações de Levine enfatizam o perigo de estabelecer a política de internet tendo por base apenas os interesses do setor de conteúdo. Para este, a web é uma espécie de TV em escala maior -e seu impacto sobre os levantes árabes, o desenvolvimento econômico e humano e o futuro do aprendizado não faz diferença.

No entanto, seria irresponsável formular políticas para a internet sem examinar como elas afetarão áreas que nada têm a ver com cultura.

Será que desejamos criar ferramentas que vasculhem o conteúdo on-line em busca de violações de direitos autorais, para descobrirmos um dia que ditadores as usavam para espionar dissidentes?

O que Levine propõe não é novo. Ele quer reformar ou reinterpretar as leis que protegem as empresas de internet da responsabilidade pelos atos de seus usuários e criar novas leis que puniriam os distribuidores e consumidores de material pirateado.

Tudo traria consequências inesperadas -vigilância mais intensa, inovação travada e problemas na arquitetura da web-, mas Levine opta por não mencionar nada disso.

FREE RIDE

Robert Levine
EDITORA Doubleday [320 págs.]
QUANTO £ 9,50

POR EVGENY MOROZOV | ESPECIAL PARA O “GUARDIAN” | Publicado em portugês por Folha de S. Paulo | Tradução de PAULO MIGLIACCI | São Paulo, sábado, 27 de agosto de 2011 | Caderno Mercado, cifras & letras

A leitura no século 21


Desafios dos jornais e da literatura no meio digital foram tema de debate

Pesquisas sobre leitura e internet têm mostrado que o leitor de mídias digitais tem menos concentração e se recorda de menos detalhes após o término da leitura. Como fazer para prender a atenção desse leitor – seja de veículos de comunicação, seja de literatura – foi uma das questões centrais da conferência A Comunicação do Impresso ao Digital, realizada na noite de quinta na 14ª Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo, com participação dos jornalistas Roberto Dias, da Folha, Eduardo Diniz, de O Globo, Pedro Lopes, da Zero Hora, e Rinaldo Gama, editor do suplemento Sabático, do Estado.

O desafio, como mostrou Lopes ao apresentar no telão uma série de gráficos, é contínuo: calcula-se, por exemplo, que em um ano a venda de PCs seja superada pela de tablets, formato no qual tem sido mais explorada a interação. Outra pesquisa retratou um desafio dos jornais e revistas: a leitura destes aparece em 10° lugar entre os motivos mais comuns pelos quais os usuários recorrem aos aparelhos, enquanto o acesso de informações fica em segundo lugar. “Chama a atenção o fato de que as pessoas procuram informação nos tablets, mas não associam isso a jornais e revistas. Isso significa que ainda estamos tateando nesse cenário“, disse Lopes.

Diniz lembrou que, quando meios como a televisão e o rádio surgiram, acreditou-se que o impresso estava perto do fim, o que não aconteceu. “O caso é que a internet trouxe um cenário bem mais radical. Tempos atrás, você passeava pela ecologia da comunicação e via árvores frondosas, os grandes jornais. A internet trouxe uma densidade gigantesca a essa floresta: é muita gente produzindo informação. Isso trouxe de fato um problema para as empresas de jornalismo, que é como se adaptar.

Coube a Rinaldo Gama fazer uma conexão entre a literatura – um dos temas centrais da Jornada de Passo Fundo -, a comunicação e a era digital. “Entre a literatura e os meios de comunicação, há uma cumplicidade de códigos que faz com que ambos andem lado a lado. Não deve ser coincidência que o termo literatura só tenha se consolidado no século 19, no momento em que o jornal passou a influenciar a literatura, não só pela divulgação de folhetins mas também no formato“, disse, exemplificando com o poema Um Lance de Dados, de Stéphane Mallarmé, que “de certa forma inaugura no século 19 a literatura do século 20“, e cuja inspiração é muito próxima do jornal, como constatou Marshall McLuhan.

Gama destacou que, já naquela época, percebia-se uma vocação natural da literatura para uma multiplicidade de discursos que agora, no século 21, pode ser explorada com muito mais meios. Exemplificou com as maneiras como o caderno Sabático faz essa ponte, tanto com reportagens sobre possibilidades da literatura eletrônica quanto com a complementação de material on-line para o que é oferecido na versão impressa.

Por Raquel Cozer | O Estado de S.Paulo | 27 de agosto de 2011 – 00h00

Bibliotecária fala sobre substituição do papel pelo digital


Todeska Badke

Todeska Badke

Das escrituras em paredes de cavernas, tabletes de barro, pele de animais, trapos de roupas e depois, mais recente, em celulose, hoje se discute a nova passagem de plataforma da escrita, do papel para o digital. Para a bibliotecária Todeska Badke, essa substituição é inevitável.

Com o advento da tecnologia, que está nas nossas vidas e no nosso trabalho, isso se dará em algum tempo, enquanto ainda estamos nessa fase de transição do mundo analógico [papel] para o digital“, diz.

Bom Dia Ceará | 26/10/2011

Twitter da FBN é eleito um dos mais influentes


Além dos informativos semanais, a comunicação da FBN tem voltado atenção especial para as redes sociais. O Twitter da Biblioteca Nacional, por exemplo, foi eleito pelo Estadão como um dos melhores perfis de informação sobre acervo e memória na internet, ao lado de projetos como o americano National Archives. Diariamente, cerca de 20 mil pessoas acompanham, em tempo real, a rotina da BN. Linguagem dinâmica, enquetes, dicas culturais e cobertura ao vivo de eventos têm ganhado simpatia de público e imprensa. Também no Facebook, a FBN mantém uma página oficial com ampla participação dos internautas.

Boletim da Biblioteca Nacional nº200

Seminário discutirá empréstimo de livros digitais


Como as bibliotecas estão se preparando para passar a emprestar também os livros digitais, seja para ser lido em suas salas de leitura como para ser baixados e lidos pelos seus usuários onde eles estiverem. Para estimular essa discussão e mostrar experiências desenvolvidas em diversas bibliotecas, a Fundação Biblioteca Nacional se associou ao Instituto Goethe, Instituto Cervantes e Maison de France para trazer especialistas da Alemanha, Espanha, França, Inglaterra e Brasil. O E-books e a democratização do acesso – Modelos e experiências de bibliotecas. Será realizado nos dias 05 e 06, no auditório José Lins do Rego, dentro da Bienal, com tradução simultânea.

Boletim da Biblioteca Nacional nº200

Para não se perder na Bienal


Pela primeira vez, visitantes com iPhone poderão baixar um aplicativo

A Bienal do Livro do Rio de Janeiro terá este ano 74 sessões oficiais de debate com duração de mais de 100 horas. Para facilitar a vida dos visitantes da feira que começa na próxima quinta, dia 1º de setembro, e vai até o dia 11, a organização fez pela primeira vez um aplicativo para iPhone. Disponível gratuitamente no iTunes, ele vai informar sobre os eventos e os meios de transporte para se chegar ao Rio Centro, além de dar as últimas notícias. Será possível também consultar um mapa em GPS da área de 55 mil m2 dedicada à Bienal no Riocentro.

Por Maria Fernanda Rodrigues | PublishNews | 26/08/2011

Kate Wilson e o livro infantil digital


Editora britânica faz palestras em Passo Fundo e em São Paulo para contar sua experiência à frente da Nosy Crow

Kate Wilson

Kate Wilson é uma editora com experiência de 25 anos [quase todos editando livros infantis]. Foi diretora editorial da Macmillan e diretora executiva da Scholastic. Agora, na casa dos 40 e mãe de duas crianças, uma de 12 e a outra de 10, resolveu abrir uma editora. Eram dois os objetivos iniciais: ser dona do seu próprio nariz e explorar o novo universo do livro digital. Ao término deste primeiro ano da londrina Nosy Crow – o primeiro título saiu em janeiro de 2011, ela terá editado 23 livros, cinco e-books e três aplicativos. Isso com a ajuda de 13 funcionários, sendo que nem todos trabalham em tempo integral.

No Brasil para conferências na Jornada Nacional de Literatura e no SESC Belenzinho e para se reunir com editores brasileiros, ela contou que em seu país, a Inglaterra, também é muito caro produzir um aplicativo, mas segundo Kate vale a pena. Ela contou que seus dois primeiros títulos, Os três porquinhos e Cinderela [confira os vídeos], vendem muito bem em seu país, na França e na Alemanha. Aliás, a estratégia da Nosy Crow para aplicativos é a mesma usada por editoras inglesas na época dos livros pop-up. A produção torna-se viável se feita pensando em mercados maiores. Dessa forma, a Nosy Crow lançou os dois aplicativos no Reino Unido por conta própria e também na França, com a ajuda da Gallimard, e na Alemanha, em parceria com a Carlsen.

A ideia de começar por esses dois clássicos, que inspiraram as brincadeiras de diferentes gerações, surgiu para que os pais, mais do que as crianças, sentissem a diferença ao experimentar o novo formato e se animassem em comprar os novos livros para seus filhos ainda não alfabetizados. Além disso, são histórias com movimento, imprescindível em um aplicativo.

Nem todos os livros têm vocação para aplicativo e isso os editores vão aprendendo no dia a dia e com a ajuda de todos os profissionais da empresa. Na opinião de Kate, os editores de livros infantis que quiserem sobreviver à transição para a era digital devem ter em mente duas coisas. A primeira é falar com o cliente certo. “Precisamos parar de pensar, pelo menos na Inglaterra, que os nossos clientes são as livrarias e começar a ver que na verdade nossos clientes são os leitores, ou os pais dos leitores, e achar uma forma de nos comunicarmos com eles”. Nesse sentido, o site da editora é bastante interessante. A outra é agir como uma figura central no processo de produção de um livro, ou seja, organizar para que todos – editores, escritores, ilustradores, diagramadores, programadores e quem mais estiver envolvido naquele projeto – pensem o livro juntos.

Imaginação X independência

As crianças estão gastando mais tempo na frente das telas e com isso terão menos oportunidade para ler. Para Kate, esta é a hora de o editor se perguntar o que pode fazer para não perder de vez esse leitor. E é aí que entram os livros digitais interativos, especialmente quando o público for formado por crianças que ainda não sabem ler. Se sobra espaço para a imaginação? Kate diz que sim porque eles não são passivos. Mas mais importante que isso é a possibilidade de a criança fazer algo melhor do que apenas sentar na frente da tela. “Além disso, a criança não precisa esperar alguém parar para ler para ela”, comentou.

O maior problema é que ninguém sabe que tipo de leitor essa criança que foi apresentada a livros digitais interativos tão cedo se tornará. Ela vai se contentar com um e-book simples, só de texto? “Não sabemos, mas este não é motivo para enfiarmos a cabeça na terra como um avestruz e não fazermos nada.”

Kate no Brasil

Passo Fundo
Experiências de formação de leitores: ampliando redes
Sexta-feira, 26/8, às 8h30
Palestra encerra a programação do 10º Seminário Internacional de Pesquisa em Leitura e Patrimônio, que acontece paralelamente à Jornada Nacional de Literatura. Além de Kate Wilson, participam Flourish Klink [MIT Estados Unidos], Elias Torres Feijó [Universidad de Santiago de Compostela/Espanha], César Piva [Programa Cultura Viva], Laura Niembro [FIL Guadalajara/México], Maria Elvira Charria Villegas [Cerlalc/Colômbia], Rita de Cássia Tussi [Programa Bebelendo], Natália Klidzio [Universidade Marie Curie – Sklodowska de Lublin/Polônia], Frieda Liliana Morales Barco [Municipalidad de Guatemala]

Formação do leitor contemporâneo
Sexta-feira, 26/8, às 14h
No palco principal da Jornada Nacional de Literatura, Kate Wilson conversa com a crítica Beatriz Sarlo e os escritores Alberto Manguel e Affonso Romano de Sant’Anna

São Paulo
Conversa com Kate Wilson
Sábado, dia 27/8, às 18h30
Com mediação de Carlo Carrenho, Kate Wilson fala sobre sua experiência profissional e o que é ser um editor na era digital. Discute hábitos e atitudes de leitura a partir de dados do Reino Unido e EUA. O encontro faz parte da exposição Linhas de histórias: Um panorama do livro ilustrado no Brasil
SESC Belenzinho [Rua Padre Adelino, 1.000, Belenzinho – São Paulo/SP. Tel.: 11 2076-9700]
Grátis

Por Maria Fernanda Rodrigues | Publicado originalmente em PublishNews | 26/08/2011

CBL oferece curso de Gestão de Catálogo e Conteúdo para Livros Digitais


Ednei Procópio

O curso “Gestão de Catálogo e Conteúdo para Livros Digitais”, oferecido pela Escola do Livro, da CBL [Câmara Brasileira do Livro], acontece no dia 6 de outubro de 2011, das 9h30 às 13h30.

A iniciativa tem como objetivo evidenciar o processo de criação de catálogos de livros digitais, bem como uma visão global sobre o assunto. Plataformas, formatos e DRM [Digital Rights Management] fazem parte do conteúdo do curso, que conta ainda com a apresentação de cases na área. Também serão apresentados aspectos do gerenciamento de conteúdo.

O curso será ministrado por Ednei Procópio, que é editor e sócio-fundador da Livrus Negócios Editoriais. Procópio atua há 10 anos no mercado de livros digitais. É ainda autor da obra “O Livro na Era Digital” e coordenador Geral do Cadastro Nacional do Livro, desenvolvido pela CBL.

Mais informações sobre o curso podem ser obtidas pelo e-mail escoladolivro@cbl.org.br ou pelo telefone [11] 3069-1300.

CBL Informa – 25 de Agosto de 2011

Google e editora chegam a acordo sobre digitalização


França | A gigante americana da internet Google e a editora francesa La Martinière chegaram a acordo sobre a digitalização de livros esgotados que põe fim à disputa judicial entre as empresas.

Pelo comunicado conjunto divulgado nesta quinta-feira, o acordo termina com as ‘ações jurídicas iniciadas pela editora em 2006‘ e permite ‘reafirmar a importância dos direitos autorais, além de garantir uma remuneração justa aos proprietários dos direitos‘.

O grupo americano foi condenado em 2009 por falsificação após ter digitalizado obras da editora sem autorização e obrigado a indenizá-la em US$ 432 mil.

A editora e a empresa tecnológica não deram detalhes financeiros do acordo, que serve de marco para a ‘digitalização e comercialização de livros eletrônicos [eBooks] de obras esgotadas cujos direitos são controlados pelo grupo La Martinière‘, acrescenta a nota.

O anúncio do acordo ocorre depois que a Google e a editora francesa Hachette assinaram em julho acordo similar relativo a mais de 40 mil títulos esgotados nas livrarias.

Após a derrota na disputa com La Martinière, o grupo americano chegou a acordo também com a editora Hachette por via amistosa.

Outras grandes editoras francesas, como Gallimard, Flammarion e Albin Michel, denunciaram a Google em maio e reivindicam US$ 14,1 milhões, o equivalente a US$ 1.442 para cada livro digitalizado sem sua permissão.

Agência EFE | 25/08/2011

O Zona Digital já está no ar


O lançamento da revista do projeto acontece hoje no Rio de Janeiro

Uma mistura de site, rede de pesquisadores, newsletter, espaço para publicação de artigos e sala de aula com grandes mestres, o projeto Zona Digital é uma criação de Heloisa Buarque de Hollanda dentro do Programa Avançado de Cultura Contemporânea da UFRJ e acaba de entrar no ar com o apoio da Funarte.

O objetivo é apontar tendências, abrir espaço para a criação, reflexão e debates sobre as novas perspectivas da narrativa abertas pela mídia digital em diversas áreas como literatura, artes visuais, design e artes cênicas. O espaço visa incorporar o público universitário, pensadores, artistas, escritores, ativista e desenvolvedores. Em seu conjunto, a Zona Digital será uma agregadora de links, notícias, aulas, experiências e artigos, tanto nacionais e internacionais. O lançamento acontece nesta quinta-feira, dia 25 de agosto, às 18h, no Oi Futuro Flamengo [Rua Dois de Dezembro, 63, Flamengo – Rio de Janeiro/RJ].

PublishNews | 25/08/2011

Dicionário Oxford ganha 400 palavras


Retweet, textspeak, sexting, cyberbullying são algumas delas

Palavras inspiradas pela tecnologia estão entre as 400 novas entradas do Concise Oxford English Dictionary. Este é o caso do termo “retweet”, que significa passar à frente uma mensagem publicada no Twitter; “textspeak”, digitar palavras e expressões abreviadas (como “kd vc”); “sexting”, enviar textos com conteúdo sexual; e “cyberbullying”, assediar moralmente alguém por meios eletrônicos, entre outras. “Estes acréscimos levam à frente a tradição de um dicionário que sempre buscou ser progressista”, disse o editor Angus Stevenson. Lançado em 1911, tinha como objetivo ser um catálogo moderno de palavras que deveria se manter em constante evolução, de acordo com seus editores. A informação é da BBC.

PublishNews | 24/08/2011

Com baixa procura, grupos brasileiros adiam investimentos


Editoras brasileiras investem em e-books em ritmo muito mais lento do que as de mercados como Estados Unidos e Inglaterra.

E apostar em edições vitaminadas para o formato app é algo que adiam ainda mais.

Monteiro Lobato é um dos autores nacionais que mais têm títulos migrados para as tabuletas: são oito, além de cinco adaptações para quadrinhos, que podem ser lidos no iPad. Lançadas há um mês, essas obras já tiveram cerca de 7.300 downloads, segundo a Globo Livros.

Os títulos de Lobato não possuem, porém, recursos interativos. Permitem apenas a leitura no tablet.

Mais experimental será a edição em quadrinhos de “As Grandes Histórias do Menino Maluquinho”, de Ziraldo, que a editora anuncia para a Bienal do Rio, no mês que vem. Entre as ferramentas incluídas, há uma que vai permitir a gravação de voz do leitor.

Ainda é relativamente caro produzir apps, porque a base de tablets no país é pequena“, afirma Mauro Palermo, diretor da Globo Livros. “O investimento crescerá na medida em que o número de usuários aumentar“, acescenta Palermo.

Editoras de pequeno e médio portes dedicadas ao público infantil têm experimentado mais no formato que as grandes casas.

Pela Peirópolis, por exemplo, saíram dois títulos, “Meu Tio Lobisomem”, de Manu Maltês, e “Crésh”, de Caco Galhardo. Este ano, estão previstas obras de Angela Lago, Lalau e Laurabeatriz, Chico dos Bonecos e Guazzelli.

A DCL, de grande porte, prevê lançar seu catálogo infantil no mercado de apps apenas no ano que vem. Não será em ritmo acelerado. Serão cerca de três por ano. Em eBook, serão cerca de 30.

O grupo Ediouro diz que só em 2012 deve começar a migrar títulos para o formato. Os projetos para apps previstos para este ano foram adiados porque a equipe do seu braço digital, a Singular, teve de se concentrar em outra área, a de impressão sob demanda.

Por Josélia Aguiar | Folha de S. Paulo | 24/08/2011

Depois dos eBooks, editoras se arriscam agora nos app-books


Penguin agita mercado ao lançar versão para tablets de ‘Pé na Estrada’, de Kerouac, cheia de recursos interativos

O catálogo de e-books da centenária Penguin já reúne 4 mil títulos. Mas o que faz mais barulho há um mês e meio no mercado de livros é sua re-edição de um cult literário, Pé na Estrada, em formato de aplicativo em tablets como o iPad, da Apple. A obra de Jack Kerouac é apenas uma das cinco partes do app que comemora o cinquentenário de sua publicação. As outras tratam do autor, da viagem, da geração beat e da trajetória do próprio livro. A edição é repleta de elementos interativos: áudio, vídeo, mapas, fotografias, trechos do diário de Kerouac, cartas trocadas com amigos e editor, antigas capas. Outras edições ampliadas de literatura já estão a caminho, afirma à Folha Stephen Morrison, editor responsável pelo app de Pé na Estrada. Os números de venda de Kerouac também não são divulgados – o mercado fala de 60 mil downloads num único mês.

Por Josélia Aguiar | Folha de S. Paulo | 24/08/2011

O “DNA” dos livros pode servir de base para encontrá-los?


Por Felipe Lindoso | Publicado originalmente em O Xis do Problema | 24/08/2011

Semana passada Claudiney Ferreira, com quem trabalho no projeto Conexões Itaú Cultural – Mapeamento Internacional da Literatura Brasileira – e que vasculha a Internet quase obsessivamente atrás de sites sobre literatura, achou uma curiosidade: o BookLamp. Tratava-se de um site que se propunha a levantar o DNA dos livros para servir de motor de buscas para os leitores descobrirem livros “semelhantes” aos que gostaram, e de ferramenta para autores e editores.

Visitei o site e achei realmente fascinante. E já tinha planejado escrever um post sobre o assunto.

Esse trabalho me foi poupado pelo Ed Nawotka, do Publishing Perspectives, que no dia 24 publicou um artigo sobre o assunto. Ed Nawotka esteve aqui há pouco, no Congresso do Livro Digital, e sua palestra motivou que eu escrevesse um post sobre a questão dos metadados e sua importância para o mercado editorial.

Bem, quem quiser ler o original, o link está aqui. Com permissão do Ed Nawotka, traduzi o artigo que deixo aqui para vocês:

O “Projeto do Genoma do Livro” do BookLamp é o futuro da descoberta?

Por Edward Nawotka

Se você achava que metadados eram complicados, conheça Booklamp.org., um novo motor de descoberta de livros que pesquisa 32.160 diferentes pontos de dados por livro. “Fazemos isso processando o texto completo proporcionado pelo editor em formato digital e passando pelo nosso computador”, explica o CEO Aaron Stanton.

“Nosso programa separa o livro em 100 cenas e mede o “DNA” de cada cena, procurando 132 ingredientes temáticos distintos, e mais 2.000 variáveis”. Um leitor pode ir ao site da Booklamp.org., que foi lançado em formato beta na semana passada, e fazer busca por palavra-chave em títulos que correspondam a critérios semelhantes ao título que informam ao site. Alguns críticos o apelidaram de “Caixa de Pandora para livros”, mas Stanton prefere o termo “Projeto do Genoma do Livro”.

Digamos que você esteja procurando um romance como o Código Da Vinci. Descobrimos que o romance contém 18,6% de Religião e Instituições Religiosas, 9,4% de Assassinato & Investigação de Assassinato, 8,2% de Arte e Galerias de Arte, e 6,7% de Sociedades Secretas & Comunidades, e outros elementos – e pescamos um livro com elementos similares – desde que esteja em nosso banco de dados”, diz Stanton.

Stanton começou o projeto do BookLamp em 2003, quando era estudante em Boise, Idaho, quando ele e colegas escanearam um exemplar de Thinner, de Richard Bachman [pseudônimo de Stephen King] – algo que então lhes tomou seis horas para fazer – antes de compreender que o que queriam estava provavelmente além do alcance de estudantes universitários. Em 2007, entretanto, ele achou que seria perfeito para o Google, e conseguiu marcar uma entrevista, que se tornou um meme viral na época].

Stanton apresentou então o projeto ao Dr. Matthew Jockers, professor de linguística computacional na Universidade de Stanford, que ajudou a desenvolver os protocolos para a “análise estilística contextual” para o BookLamp.

Atualmente, BookLamp tem aproximadamente 20.000 textos em seu banco de dados – basicamente das editoras Random House e Kensington – e já reuniu cerca de 650 milhões de “pontos de dados” no total. “Esperamos alcançar a cifra dos bilhões nos próximos meses”, diz Stanton.

Mas será que um computador pode realmente avaliar com precisão o conteúdo de um livro? Stanton acha que sim. “Nossos modelos originais foram baseados em grupos de foco”, diz ele. “Nós dávamos a eles uma cena de alta densidade e uma cena de baixa densidade, por exemplo, e pedíamos que as avaliassem, o que nos deu a base para experimentar os modelos. Depois pesquisamos livros que podiam ultrapassar os modelos e ajustamos as fórmulas. Dessa maneira, nossos algoritmos são treinados como um ser humano”.

O BookLamp qualifica elementos como densidade, ritmo, descrição, diálogo e movimento, além de numerosas e nuançadas microcategorias, tais como “pistolas/rifles/armas”, ou “descrições explícitas de intimidade” ou “ambientes de trabalho”.

“De muitas maneiras, usando e usando “ingredientes” temáticos como uma alternativa aos metadados tradicionais”, diz Stanton, que prevê o projeto servindo a leitores, escritores e editores.

A primeira iteração do BookLamp – que é a que atualmente se pode ver online – está claramente dedicada aos leitores. Escritores e editores, por outro lado, logo terão a oportunidade de fazer upload dos manuscritos e tê-los avaliados pelos mesmos critérios. Essas obras irão para um “banco de dados vivo de manuscritos com certas características”. “Por exemplo – diz Stanton – digamos que vampiros são o quente em um ano, então você rejeita todos os livros sobre extraterrestres, mas depois a tendência muda para extraterrestres – e pode-se pesquisar nosso banco de dados por originais que correspondam a essas tendências nascentes e tomar a dianteira na curva. Para os autores, um livro rejeitado nunca é simplesmente um livro rejeitado, já que sempre pode ser achado”.

Atualmente o maior obstáculo do BookLamp parece ser exatamente os editores e autores, que podem estar reticentes em ver seus livros convertidos em pontos de dados. O banco de dados limitado em 20.000 títulos “é de longe a maior crítica ao site”. Seu objetivo é alcançar 100.000 tíotulos até o final do ano.

Os curiosos podem se registrar e explorar o BookLamp agora no www.booklamp.org.

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Bem, eu escrevi para o Stanton [que ainda não respondeu], perguntando se ele não estava interessado em traduzir o programa para o português e começar a catar originais dos nossos livros. Escrevi como gozação [mas quero acompanhar de perto o projeto], pois sei perfeitamente o quanto o mercado editorial brasileiro está atrasado não apenas na formatação de versões digitais quanto na compreensão [e uso] de metadados.

O artigo do Ed Nawotka é mais um exemplo das amplas possibilidades que se abrem para que os livros [e não só os digitais] permaneçam no radar dos leitores, e também da quantidade de ferramentas de trabalho que se desenvolvem para editores e autores.

Por Felipe Lindoso | Publicado originalmente em O Xis do Problema | 24/08/2011

Felipe Lindoso

Felipe Lindoso é jornalista, tradutor, editor e consultor de políticas públicas para o livro e leitura. Foi sócio da Editora Marco Zero, diretor da Câmara Brasileira do Livro e consultor do CERLALC – Centro Regional para o Livro na América Latina e Caribe, órgão da UNESCO. Publicou, em 2004, O Brasil pode ser um país de leitores? Política para a cultura, política para o livro, pela Summus Editorial.

A coluna O X da questão traz reflexões sobre as peculiaridades e dificuldades da vida editorial nesse nosso país de dimensões continentais, sem bibliotecas e com uma rede de livrarias muito precária. Sob uma visão sociológica, este espaço analisa, entre outras coisas, as razões que impedem belos e substanciosos livros de chegarem às mãos dos leitores brasileiros na quantidade e preço que merecem.

Barnes & Noble recebe aporte de US$ 204 milhões


A Liberty Media, controlada pelo bilionário John Malone, investiu US$ 204 milhões na Barnes & Noble, após ter retirado sua oferta para comprar a maior rede de livrarias dos Estados Unidos.

A empresa acertou a compra de ações preferenciais, conversíveis em 12 milhões de ações ou 17% das ações da empresa, por US$ 17 por ação, segundo comunicado divulgado na sexta-feira pela Barnes & Noble. As ações preferenciais pagarão dividendos anuais de 7,8%. Em maio, a Liberty Media ofereceu US$ 17 por ação por uma fatia de 70%, o que conferia valor total de US$ 1 bilhão à rede varejista.

A Barnes & Noble contratou o Lazard em agosto de 2010 para avaliar a possibilidade de venda, após três anos seguidos de queda nos lucros, em meio à concorrência cada vez maior dos livros digitais e das redes de desconto, como o Walmart. A decisão veio depois de disputas públicas com Ron Burkle, segundo maior acionista da rede de livrarias, que pressionava por mudanças.

O aporte da Liberty permitirá à Barnes & Noble investir mais em seu leitor de livros digitais, chamado Nook, e acompanhar o passo dos concorrentes, enquanto deixará Malone com exposição a um setor em processo de transformação, segundo o analista Bill Kavaler, da Oscar Gruss & Son, em Nova York.

John Malone gosta de apostas de baixo custo em ideias e potenciais interessantes; e a Barnes & Noble é interessante por ser a única rede nacional de livros em pé“, disse Kavaler. “Por US$ 200 milhões, ele tem uma chance de ver o que vai acontecer.

O executivo-chefe da Liberty Media, Gregory Maffei, e o vice-presidente sênior, Mark Carleton, passarão a integrar o conselho de administração da Barnes & Noble, de acordo com o comunicado.

Embora a receita na unidade on-line da Barnes & Noble tenha aumentado 50%, para US$ 858,1 milhões, no ano fiscal de 2011, a de suas lojas físicas com mais de 12 meses subiu apenas uma vez nos últimos 14 trimestres.

A rede de livrarias, que tem 700 lojas, pretende continuar investindo no Nook e vendendo livros digitais, uma vez que os consumidores vêm se afastando dos livros impressos. Esses investimentos podem vir à custa dos lucros. A varejista registrou prejuízo líquido em quatro dos últimos cinco trimestres.

Por Matt Townsend | Bloomberg | Publicado em português pelo Valor Econômico | 23/08/2011

Tecnologia nas escolas


O “II Fórum Internacional de Biblioteconomia Escolar” acontece em outubro e irá discutir as mudanças no papel do aluno e do professor frente às novas tecnologias

Com o objetivo de analisar as mudanças no ambiente educacional por conta das novas tecnologias e redes sociais, o “II Fórum Internacional de Biblioteconomia Escolar – V Seminário Biblioteca Escolar: A Prática em Evidência” pretende estimular a criação de grupos e fóruns permanentes para discussão e desenvolvimento da biblioteconomia escolar no Brasil. Os três temas principais do evento este ano são: “Comunidades de Prática”, “Competências de Informação” e “Pesquisas e Investigação”. O fórum é organizado pelo Conselho Regional de Biblioteconomia [CRB]e International Association of School Librarianship [IASL] e irá acontecer na Fundação Prefeito Faria Lima-Cepam [Av. Professor Lineu Prestes, 913, Butantã – São Paulo/SP] entre os dias 18 e 21 de outubro. Para a programação e inscrições, clique aqui.

PublishNews | 23/08/2011

Com Facebook, menos jovens britânicos optam por livros


Os jovens britânicos estão abandonando Dickens, Shakespeare e Keats em troca do Facebook e Twitter, e um em cada seis deles passa um mês sem ler livro algum, apontou uma pesquisa.

O levantamento, que envolveu entrevistas com 18.141 crianças e jovens dos oito aos 17 anos, também constatou que menos de metade dos entrevistados optam por ler livros não obrigatórios para a escola ao menos uma vez por mês.

A exposição do grupo à palavra escrita deriva principalmente de mensagens de texto, e-mails e de visitas a sites de redes sociais como o Facebook e o Twitter.

A pesquisa foi realizada pelo National Literacy Trust, uma organização assistencial britânica. “Fazer com que essas crianças leiam e ajudá-las a amar a leitura é uma maneira de mudar suas vidas e lhes dar novas oportunidades e aspirações”, afirmou Jonathan Douglas, o diretor da organização, em comunicado.

Os alunos mais velhos mostravam “probabilidade bem superior à dos mais novos” de não terem lido qualquer livro nos 30 dias anteriores, de acordo com a pesquisa.

A tendência que isso revela pode ter consequências significativas para jovens a caminho de se tornarem adultos.

Estamos preocupados com a possibilidade de que um em cada seis adultos venha a enfrentar problemas de leitura sérios, porque sua capacidade de ler pode ser igual ou inferior à de uma criança de 11 anos“, disse Douglas.

Dadas as indicações de que a frequência de leitura apresenta correlação direta com realizações pessoais, abordagens novas são “urgentemente necessárias” para encorajar os jovens a lerem mais, afirmou a organização.

A organização descreveu uma proposta do secretário da Educação britânico, Michael Gove, para que os alunos de escolas britânicas leiam 50 livros por ano na faixa dos 11 anos de idade, como “um imenso desafio”, tendo em vista as constatações da pesquisa.

Por Alice Baghdjian | Reuters, em LONDRES | Publicado em português por Reuters Brasil | terça-feira, 23 de agosto de 2011 16:10 BRT

Jovens não leem mais por conta das redes sociais


Grã-Bretanha | Uma pesquisa realizada pelo instituto National Literacy Trust, da Inglaterra, constatou que jovens britânicos não leem mais por causa das redes sociais. Segundo o jornal inglês The Telegraph, esse segmento da população está mais propício a ser exposto a celulares e computadores que a livros de romance.

O estudo, realizado com mais de 18 mil pessoas, descobriu que jovens entre 8 e 17 anos tem gastado mais tempo respondendo e-mails, mensagens de textos e interagindo em sites de relacionamento, tais como Twitter e Facebook, que lendo.

De acordo com os dados, 13% dos entrevistados não leram sequer um único livro no último mês. Além disso, a pesquisa também revelou que a frequência de leitura tende a diminuir com a idade. Adolescentes de 14 a 16 anos, por exemplo, evitam dez vezes mais os livros do que as crianças na educação primária.

Para Jonathan Douglas, diretor do instituto responsável pela pesquisa, as pessoas que não leram livros quando eram jovens, muitas vezes, tenderam a sofrer sérios problemas de alfabetização na idade adulta.

Estamos preocupados, pois essas crianças vão crescer e ser o um em cada seis adultos que lutam contra a alfabetização. Orientá-las a ler e ajudá-las a apreciar a leitura é a melhor maneira de transformar suas vidas e criar novas oportunidade e aspirações” – agumentou.

Conforme revelou o National Literacy Trust, o índice de leitura entre os jovens da Inglaterra, em 2010, passou do 17° lugar no ranking mundial para o 25°.

Por Verônica Vasque | Publicado originalmente em TechTudo | 22/08/2011 | Via The Telegraph

Como a inclusão digital será feita nas escolas brasileiras?


Por Gabriela Dias | Publicado originalmente em PublishNews | 22/08/2011

Um dos destaques do II Congresso do Livro Digital, organizado pela CBL em São Paulo, foi a palestra de , do Publishing Perspectives. Após citar números do mercado de e-books lá fora, Ed entrou na nossa seara e se entusiasmou: “O governo brasileiro, que faz compras substanciais de livros para escolas de todo o país, anunciou que vai começar a comprar ‘conteúdo digital’ em 2014 — o que pode ser chamado de ‘Dia D’”.

Embora as estatísticas nessa área por ora só sejam relevantes nos Estados Unidos, é compreensível que uma notícia dessas assombre os gringos. Afinal, não é todo dia que um player do tamanho do governo federal entra no jogo – e mesmo que o impacto imediato seja apenas nos livros didáticos [textbooks, na palestra de Nawotka], é de se esperar que esse contato precoce com o livro digital influencie os hábitos de leitura da população jovem a médio e longo prazo.

Em outras palavras, livro didático digital na escola pública pode querer dizer um mercado significativo para outros tipos de e-books no futuro – e esse futuro pode nem estar tão distante assim!

O X da questão

O que não entrou na equação de Nawotka é COMO essa inclusão digital será feita nas escolas brasileiras.

Várias pesquisas têm demonstrado que a mera inserção de equipamentos tecnológicos no ambiente escolar não melhora o desempenho dos estudantes. Uma das mais recentes foi o sexto relatório do PISA 2009, intitulado Students On Line – Digital Technologies and Performance.

Com foco na capacidade de leitura de estudantes de 15 anos em 19 países, o relatório lançado no fim de junho diz que “a sua maior surpresa talvez seja a falta de uma relação clara entre a frequência de uso das TICs na escola e a performance de leitura digital dos alunos”. E acrescenta: “O uso das TICs na escola não esteve positivamente associado às habilidades de navegação nem de leitura […]”.

Essa conclusão pode ser chocante, mas não é nova. O mais curioso é um segundo dado: “Ao examinar a relação entre a performance de leitura digital e o acesso a computadores na escola ou em casa, viu-se que o acesso caseiro se relacionou positivamente com a performance, enquanto o acesso escolar não”. Essa relação é válida em 16 dos 19 países, inclusive quando se leva em consideração a origem socioeconômica dos alunos.

Embora o relatório faça ressalvas sobre as próprias conclusões, não deixa de ser alarmante. Se as TICs na escola não têm feito diferença em habilidades como navegar por algumas páginas e compreendê-las, o que o PISA vai encontrar quando avaliar as áreas de matemática [2012] e ciências [2015] com “ênfase na capacidade de ler e entender textos digitais e de resolver problemas apresentados em formatos digitais”?

E mais: se estudantes de 15 anos estão desenvolvendo certas habilidades mais em casa do que na escola, o que isso nos diz sobre o ensino de hoje?

Pistas para a escola do século XXI

A parte boa é que o próprio relatório dá pistas de como resolver o problema. Vou resumir aqui algumas das principais:

  • Outras políticas e práticas escolares interagem com as relações observadas; é preciso levar em conta todos os fatores que influenciam a eficácia do uso de TICs na escola
  • Uma análise aprofundada deve caminhar mais na direção da qualidade do que na da frequência desse uso; um exemplo seria oferecer mais atividades baseadas em projetos, que permitam aos alunos explorar várias abordagens na resolução de problemas, como já fazem sozinhos em casa
  • Se as TICs não forem parte essencial do projeto pedagógico da escola, é improvável que os professores se motivem a investir no uso delas
  • Se os professores tiverem oportunidades adequadas para se desenvolver no uso de TICs, ficarão mais propensos a integrá-las de modo efetivo e regular às suas práticas de ensino

Pedras no caminho?

Portanto, meu caro @EdNawotka, pode haver mais pedras no caminho do pleno desenvolvimento da leitura digital no Brasil do que fazem supor as atuais manchetes. Quem viver verá…

Até a próxima, Gabriela Dias

Por Gabriela Dias | Publicado originalmente em PublishNews | 22/08/2011

Gabriela Dias [@gabidias] é formada em Editoração pela ECA-USP e atua desde 1996 na fronteira entre o impresso e o digital. Já fez multimídia, livro e site, mas hoje trabalha com tudo isso [e mais um pouco] na editora Moderna. Vive ainda em outras fronteiras: entre Rio e São Paulo, entre Higienópolis e Santa Cecília. É Flamengo, mas não tem uma nega chamada Teresa.

A coluna Cartas do Front é um relato de quem observa o mercado educacional no Brasil e no mundo, por dentro e por fora. Mensalmente, ela vai trazer novidades e indagações sobre o setor editorial didático e sobre o impacto da tecnologia nos livros escolares e na sala de aula.

TWITTER, Facebook e e-mail da Gabriela Dias

Microsoft Reader


Por Ednei Procópio

Tela do Microsoft Reader

O Microsoft Reader with ClearType©, lançado em abril de 2000, foi um dos primeiros aplicativos desenvolvido para livros digitais baseado no padrão OeB/XML.

O lançamento do produto foi uma espécie de resposta da Microsoft aos aplicativos lançados por empresas como Nuvomedia [eRocket] e Adobe [Acrobat Reader]. E um modo que a Microsoft achou de chamar a atenção para os novos equipamentos, Pocket e Tablet PCs, anunciados na mesma época pela empresa.

O lançamento do Microsoft Reader foi um marco na história dos livros digitais e inspirou empresas como a Barnes & Noble a disponibilizar aos leitores cerca de 2000 títulos para compra e download imediato. Não é à toa que a Barnes & Noble disponibiliza hoje cerca de 1 milhão de títulos para a sua plataforma Nook; ela começou o processo lá em 2000. Um pouco mais tarde até a Palm lançou o Palm Reader baseado em um aplicativo antigo chamado PeanutPress Reader, para não perder campo com o seu Palm até então desconectado do mundo pré-iPhone.

LIT

A Microsoft há dez anos atrás foi uma das empresas que participou do consórcio que criou o Open eBook, o padrão que mais tarde daria origem ao formato ePub. Dentro de um arquivo .LIT, lido pelo aplicativo Microsoft Reader, existe um arquivo xHTML validado tal qual um ePub. Um arquivo LIT é muito parecido com um arquivo ePub em qualidade e conteúdo, com a diferença de que a Microsoft criara também um sistema de DRM, baseado em um passaporte para que leitores se identificasse através de um ID. Algo, mais tarde, consolidado pela Adobe com o seu Adobe Content Server.

Eu trabalhei por oito anos na assessoria de imprensa da Microsoft no Brasil e, de algum modo, eu sempre tive acesso as informações da empresa nesta área. Aliás, eu fui um dos únicos beta-testes da empresa para o dicionário baseado em XML, em formato LIT, que vinha com o aplicativo MS Reader.

DOWN

Esta semana, porém, a Microsoft anunciou a descontinuidade do Microsoft Reader. E eu realmente não consegui entender. Confesso que esta notícia me pegou de surpresa, porque se a Microsoft pretende realmente fazer com que versões portáteis ou mobiles do Windows rode em tablets e smartphones mais modernos, o aplicativo Microsoft Reader seria um dos itens mais importantes para acesso a conteúdo. Será que a Microsoft pretende lançar algum serviço cloud para eBooks nas próximas versões do Windows Phone ou Mobile? Ou será que a era dos aplicativos cross plataformas atingiu a empresa de Seattle em cheio?

Com a nova guerra entre os sistemas operacionais para portáteis [ Apple iOS, Google Android, Nokia Synbian, Windows Phone, etc.], eu acreditava que a Microsft fosse dar um ‘up‘ no projeto Microsoft Reader. Mas, agora, eu acho que há alguma coisa fora da ordem por aqui. Será que a Microsoft teve tanto prejuízo com livros digitais assim?

TABLETS

Embora o iPad seja um sucesso sem igual, a Microsoft foi uma das primeiras empresas a tentar vender para o mercado o conceito das pranchetas e o Microsoft Reader nasceu exatamente num momento em que Bill Gates tentava também vender a ideia dos Pocket PCs [os computadores de mãos que pretendiam rivalizar com os palmtops]. Uma vez que os Pocket PCs traziam telas de LCD coloridas, o Microsoft Reader melhorava a legibilidade de livros digitais através da tenologia denominada ClearType. Uma tecnologia que realmente suavizava as fontes exibidas nas telas tanto dos Pockets quantos dos Tablets PCs, usando conceitos básicos de RGB.

Mas já fazia algum tempo, porém, que a Microsoft não lançava uma verão atualizada do aplicativo. Sua última versão foi anunciada em meados de 2007, exatamente quando a Amazon lançou o Kindle.

VELHOS APPS

Bem. É realmente triste que a Microsoft esteja descontinuando, a partir deste mês, um dos melhores aplicativos de livros digitais já criados [numa época em que a Apple tenta a todo custo minar a existência de aplicativos melhores do que o iBooks]. Quem realmente conhece eBooks sabe que o aplicativo da Apple ainda tem muito o que melhorar e está muito longe dos bons aplicativos de leitura como o BlueFire, o MobiPocket e o velho e eficiente MS Reader.

Por Ednei Procópio

Colóquio Internacional eBooks e o futuro das bibliotecas : evolução ou revolução?


O Goethe-Institut São Paulo, a Maison de France e o Instituto Cervantes com o apoio da Fundação Memorial da América Latina convidam para o colóquio internacional.

O colóquio tem por objetivo discutir a mudança da leitura no papel impresso, existente há quase 600 anos para a leitura digital e interativa. Os e-books estão se transformando em produto de massa, modificando de forma definitiva o modelo tradicional das bibliotecas e dos negócios editoriais.

Programação

8h
Recepção e credenciamento

9h
Abertura

9h30
Estado atual da questão: oferta, negociação, valorização e uso dos e-books nas bibliotecas acadêmicas francesas

Claire Nguyen, bibliotecária, diretora do Consórcio Couperin da Bibliothèque Interuniversitaire de Santé Paris

Os e-books estão presentes nas bibliotecas acadêmicas desde 2007. Entretanto, os bibliotecários franceses reclamam de uma falta de qualidade na ofertas desse suporte em sua língua, oferta irregularmente repartida segundo as disciplinas e os níveis relativos a cada uma delas, sendo mal adaptada à demanda. Por esta razão, os negociadores do consórcio Couperin tentam construir a oferta e seus modelos conjuntamente com os editores, a fim de sustentar o desenvolvimento dos e-books. É necessário igualmente valorizá-los [por meio de descrições e pela sua promoção], o que permitirá desenvolver também seu uso. A célula e-books do consórcio Couperin acompanha ativamente esse processo, tanto no terreno da biblioteconomia quanto no dos consumidores – e minha intervenção é uma síntese desse processo.

10h30
Experiências com e-books em uma biblioteca pública alemã

Frank Daniel, bibliotecário, diretor do departamento de serviços escolares e serviços eletrônicos da Stadtbibliothek Köln [Biblioteca Pública de Colônia]

Cada vez menos a nova geração compreende o sentido e a finalidade das bibliotecas. Na Internet pode-se obter informações atuais gerais e especializadas em qualquer hora e lugar. Além disso, houve um enorme aumento do uso de Smartphones, iPads, Tablet-PCs e e-Readers móveis. Juntamente com as lojas virtuais de e-books da Amazon, Apple e Google esta é uma ameaça real para o conteúdo tradicional das bibliotecas. Para continuar realizando sua tarefa clássica, uma biblioteca também deve disponibilizar na Internet fontes eletrônicas atrativas aos seus leitores, não acessíveis de forma gratuita. Uma possibilidade é o empréstimo digital online através da Firma DiViBib. Ele permite que usuários de bibliotecas façam o empréstimo de conteúdo digital licenciado pelas editoras como livros, audio-livros, músicas, filmes e jornais. O uso é por um período pré-determinado, através de download no computador ou dispositivo móvel do leitor. Em 2007 a Biblioteca Pública de Colônia foi biblioteca piloto e desde o princípio pode acompanhar a evolução do projeto. Atualmente são mais de 250 bibliotecas participantes, algumas delas também disponibilizam e-Readers para empréstimo. A palestra discute as seguintes questões: como funciona o empréstimo digital online e como é a experiência da Biblioteca Pública de Colônia? Como são disponibilizados os e-Readers? O que dizem os leitores? Quais as vantagens e desvantagens do empréstimo digital? Quais as alternativas para as bibliotecas públicas? Como será o futuro?

11h30 – discussão plenária

12h00 – intervalo para almoço – há restaurante por quilo no Memorial da América Latina

13h30
O e-book, um desafio à criatividade: o caminho a seguir sob a ótica da Espanha

Antonio Rodríguez de las Heras, doutor em Letras e Filosofia, diretor do Instituto de Cultura y Tecnologia da Universidad Carlos III de Madrid

Esta apresentação divide-se em duas partes. A primeira, dedicada a uma exposição das características deste fenômeno cultural que gera a mudança do suporte da escrita. A passagem do papel ao suporte digital provoca um efeito dominó que alcança o livro códice, a edição, a distribuição, os modos de leitura e a escrita. Todas as manifestações seculares da cultura escrita se vêem afetadas. A indicação de todos estes fenômenos de mudança será um dos objetivos desta primeira parte. Mudanças no artefato de leitura, no espaço de leitura [da página para a tela], na escrita [do texto ao hipertexto; da ilustração à escrita multimídia] e do conceito de obra [da encadernação à “nuvem”]. Apresentado este panorama que altera o até então estabelecido, a segunda parte estará centrada na resposta que as editoras [e os novos modelos de negócio], as bibliotecas [e a sua busca por novas funções], os hábitos e a mentalidade dos leitores e a criação dos escritores na Espanha.

14h30
O cenário editorial francês em matéria de e-books

Jean-Michel Ollé, editor, diretor editorial da Hachette Livre International

Desde 2010, a edição francesa entrou, após muita hesitação, na era digital. Os catálogos digitais começaram a ganhar corpo. A oferta às bibliotecas, historicamente limitadas nestes últimos anos às revistas e publicações científicas, se diversifica em direção à Literatura e às Ciências Humanas.
Subsistem ainda numerosos problemas, jurídicos, técnicos e comerciais – em termos de controle de preços, de respeito à propriedade intelectual, de interoperacionalidade de dados etc. Mas esses problemas vão sendo identificados e, pouco a pouco, a profissão se organiza para oferecer ao público e às bibliotecas conteúdos de qualidade no formato e-book.

15h30 – Intervalo para café

16h
E-books: um belo e novo mundo?

Christoph Freier, administrador de empresas, diretor da divisão de Entretenimento da GfK Panel Services Deutschland

Na Alemanha, o ainda jovem mercado de comércio via download foi responsável por cerca de 5% dos gastos com entretenimento no ano de 2010. Também no mercado de livros são aguardados novos impulsos através dos e-books. Neste contexto e tendo como exemplo o mercado alemão, as seguintes questões serão examinadas de forma mais detalhada:

  • Que papel o comércio de livros digitais desempenha se comparados a mercados de entretenimento vizinhos?
  • Em que medida o tema e-book é conhecido do consumidor final, qual a atitude do consumidor frente aos livros digitais? Quais barreiras existem? – Qual a situação atual do mercado de e-books? [tamanho, estrutura de vendas, gêneros, preços]
  • Como é avaliado o mercado de e-books sob o ponto de vista das editoras e livrarias?
  • Qual o potencial do mercado de e-books?

17h00 – Discussão plenária

Serviço:
Data: 8 de setembro de 2011, 5ª feira
Horário: 8h às 17h30
Local: Auditório Simon Bolívar – Fundação Memorial da América Latina
Avenida Auro Soares de Moura Andrade 664
São Paulo – Capital
Estação Barra Funda do metrô – estacionamento no local

Inscrição gratuita e antecipada através do email biblioteca@saopaulo.goethe.org constando nome completo, instituição e email. É obrigatória a apresentação de RG original para o empréstimo dos fones de tradução.