Museu digital de HQs oferece download gratuito


Com a vinda de novos modelos de e-readers e tablets para o mercado, milhões de pessoas se tornaram adeptas da leitura de jornais e revistas digitais. Então, nada mais natural do que, além do jornalismo e da literatura, o mundo dos quadrinhos ganhasse seu espaço.

O Digital Comic Museum é um site que ofererce inúmeros títulos de HQs para que as pessoas possam fazer seu download gratuitamente e lerem pelo iPad, Motorola XOOM, Kindle, entre outros aparelhos.

Até agora a equipe catalogou mais de 10 mil revistas em quadrinhos, que vão desde histórias de super-heróis a cowboys e detetives. A maioria das primeiras edições são da década de 1930 e 1940, mas dá para achar algumas publicadas nos anos 1990.

Por oferecer conteúdo de graça, as revistas em quadrinhos digitalizadas são de domínio público, e para fazer o download é preciso criar uma conta no site.

É bom relembrar que a editora responsável por grandes ícones de super-heróis como Batman, Super-Homem e Lanterna Verde anunciou no fim de maio que vai começar a distribuir digitalmente, a partir de 31 de agosto, a edição nº1 de toda a sua linha.

A DC Comics vai passar por uma grande transformação ao trazer de volta a edição nº1 de seus super-heróis, recriando suas histórias voltadas para os dias atuais. A Liga da Justiça foi escolhida para ser o carro chefe do ambicioso projeto.

De acordo com o skattertech.com, será difícil prever se o plano da DC Comics vai dar certo, já que uma parte significativa do público gosta do formato impresso, principalmente pela possibilidade da revista se tornar um item de colecionador. Mas, para o site, pode ser a oportunidade que a editora precisava para ultrapassar a Marvel em vendas, ao focar na nova geração de leitores que estão mais do que inseridos no mundo digital.

Por Bárbara Gaia | Para o site TechTudo | Via: Vblog< | 15/06/2011

Random House lança eBooks ilustrados coloridos


A Random House Children’s Books acaba de lançar os primeiros e-books ilustrados, em quatro cores, marcando assim o início do seu programa de publicação de e-books para livros ilustrados. Os e-books são produzidos pela “in house” e a partir de agora serão lançados simultaneamente com a versão impressa. O formato para a iBookstore tem páginas fixas e são lançados em ePub, que pode ser lido em aparelhos como Kindle, Sony Reader e dispositivos móveis. Na iBookstore, onde a Random House controla o preço, eles variam entre 3,99 libras [R$ 10,50] e 7,99 libras [R$ 21,20]. Nas demais eBookstores, que não trabalham com o modelo de agência, o preço de “capa” fica entre 5,99 libras [R$ 15,90] e 10,99 libras [R$ 29,10]. RHCB também está desenvolvendo as suas primeiras Apps de e-book ilustrado, que serão lançados entre setembro e novembro.

Por Charlotte Williams | The Bookseller | 15/06/2011 | Com tradução do Publishnews

Últimas vagas para curso sobre edição de livros digitais


Curso organizado pela Estação das Letras e pelo PublishNews terá duração de 22 horas

Começa neste sábado, dia 18, no Rio de Janeiro, e terá duração de 22 horas, com aulas sempre aos sábados, o curso “Editando livros digitais”. Resultado de uma parceria entre a Estação das Letras e o PublishNews, o curso reunirá profissionais atuantes no mercado editorial que tratarão de temas como edição, distribuição, divulgação, novas narrativas digitais e impressão sob demanda. O panorama internacional e nacional do livro digital também será apresentado. Entre os professores estão Carlo Carrenho, do PublishNews; José Henrique Grossi, da Xeriph; Cristiane Costa, da Universidade Federal do Rio de Janeiro; Roberto Cassano, da Agência Frog; Bruno Valente, da Punch; Camila Cabete, da Gato Sabido; e Newton Neto, da Singular Digital. O curso será realizado no Museu da República [Rua do Catete, 153 – Catete – Rio de Janeiro/RJ]. Para a programação completa, clique aqui.

PublishNews | 15/06/2011

O futuro da livraria no mundo digital


“O futuro da livraria no mundo digital” é o tema do debate que vai reunir José Henrique Grossi, consultor da Xeriph; Newton Neto, diretor-executivo da Singular; Carlo Carrenho, do PublishNews; e Rui Campos, da Travessa, nesta quinta-feira, dia 16 de junho, no Rio de Janeiro.

A organização é da Estação das Letras e do PublishNews, a entrada é gratuita e o encontro está marcado para às 20h, na Travessa do Shopping Leblon [Rua Afrânio de Melo Franco, 290 – Leblon – Rio de Janeiro/RJ].

Para outras informações, ligue para [21] 3237-3947 ou mande um e-mail.

PublishNews | 15/06/2011

Promoção da Amazon é alerta para as Big Six


Por Mike Shatzkin | Publicado originalmente em Publishnews | 15/06/2011

Mike Shatzkin

Durante as duas últimas semanas, a Amazon fez uma super promoção de e-books, com os preços de mais de 600 títulos variando de US$ 0,99 a US$ 2,99. Mike Shatzkin escreveu sobre o assunto contando que esses livros não são das grandes editoras – as que decidem o próprio preço: A Amazon aparentemente procurou as editoras menores e chegou a um acordo com elas. A loja poderia simplesmente ter cortados os preços, mas fazer isso exigiria que bancassem os descontos. O mais provável é que essa redução seja compartilhada [e, além disso, a Amazon tem muitos livros que entram diretamente nessa faixa e poderiam simplesmente ser incluídos nessa promoção].

A Amazon ganha uma ótima promoção de preços. As editoras em questão ganham muita visibilidade para seus títulos. Felizmente, há uma entidade acompanhando o impacto do preço sobre as vendas dos e-books que pode nos afirmar: isso está tendo um impacto real.

Dan Lubart do blog “eBook MarketView”, da Iobyte, segue o ranking de vendas dos e-books por grupos de preços na Amazon [ele segue outras lojas também, mas, neste caso, a Amazon é a única que importa]. O gráfico de Dan seguindo o preço médio dos best-sellers para Kindle mostra um pronunciado impacto dessa promoção.

O preço médio diário dos best-sellers do Kindle teve uma elevação em 1º de março, quando a Random House passou para o modelo de agência e um monte de títulos não pode mais ter desconto na Amazon. A promoção rapidamente trouxe esse preço médio para baixo novamente, chegando à média de 1º de março!

Dan tem outro gráfico mostrando a distribuição de best-sellers entre quatro grupos de preços: até US$2,99, US$ 3 – US$ 7,99, US$ 8 – US$ 9,99 e de US$ 10 para cima. A maioria dos e-books com preços pelo modelo de agência, cuja versão impressa é capa dura, está nos dois grupos mais altos. Desde que a promoção começou, o número de best-sellers nos grupos mais baratos cresceu de 31 para 47 [ele mostra os 100 primeiros, tirando tudo que ele classifica como “não livro”]. Metade do aumento veio dos grupos mais caros com a outra metade distribuída entre as duas faixas do meio.

Numa conversa com Dan sobre sua pesquisa, ele destacou que o que acompanha é o ranking, não as vendas. O movimento de títulos entrando e saindo, subindo e descendo na lista dos mais vendidos [lista dos 100 mais] não nos diz nada sobre as unidades vendidas. Essa é a peça do quebra-cabeça que as editoras realmente conhecem [de seus próprios livros].

Existem alguns pontos críticos aqui, que são mais importantes do que surpreendentes:

1. A Amazon pode criar promoções de preços que terão um impacto imediato e dramático na lista dos e-books mais vendidos [observamos há três meses que as editoras poderiam, de repente, ter um problema de preço com listas de best-sellers].

2. As editoras que trabalham no modelo de agência têm uma desvantagem aqui por causa disso. A única forma de participar de uma promoção de preço com a Amazon é se elas abaixarem os preços em todas as livrarias [o que não é tão vantajoso para a Amazon]. Por outro lado, editoras com modelo de distribuidora têm muito mais flexibilidade para “entrar” numa promoção [apesar de que essa flexibilidade não é completa: a Robinson-Patman, lei federal dos EUA que proíbe “práticas anticompetitivas, especialmente discriminação nos preços, provavelmente exigiria que eles participassem em promoções parecidas com outras livrarias, se estas quisessem fazer algo assim].

3. Como a Amazon demonstrou claramente que o preço tem um grande impacto sobre as vendas dos e-books, e como as editoras com modelo de agência podem controlar seus preços, isso faz com que estas precisem fazer as sua experiências com o impacto da promoção de preços [como os autores autopublicados já estão fazendo, por falar nisso].

Mas experiências só fazem sentido se você puder avaliar os resultados do que está testando. Até onde sabemos, o banco de dados Iobyte é a única ferramenta que existe no momento para ajudar as editoras a fazer isso. Por esse motivo, começamos a trabalhar com Dan para introduzir as rotinas e fluxos de trabalho das grandes editoras ao que ele está fazendo.

Um observador do novo programa da Amazon especulou que poderia ser um passo em direção ao “preço dinâmico”, prática que empresas de aviação e hotéis usam para maximizar seus ganhos em assentos e quartos. Não tenho certeza se essa previsão faz sentido. Os assentos em aviões e os quartos de hotéis têm número limitado; se você vender um muito barato, não pode vender para a pessoa seguinte por mais dinheiro.

Mas e-books são reproduzíveis de forma infinita. O truque para as empresas aéreas e os hotéis é maximizar a renda para um número limitado – fixo – de vendas. O truque para as editoras é maximizar os ganhos sobre um número ilimitado – variável – de vendas. Cortar os preços para entrar numa lista de best-sellers que poderia aumentar a chance de ser visto e descoberto, talvez gerando vendas a um preço maior, é uma tática que quase certamente vai se tornar rotineira, mas deve ser bem usada.

Não pode ser bom para editoras com modelo de agência se a única promoção de preços acontece com os livros dos concorrentes.

Por Mike Shatzkin | Publicado originalmente em Publishnews | 15/06/2011

Mike Shatzkin tem mais de 40 anos de experiência no mercado editorial. É fundador e diretor-presidente da consultoria editorial The Idea Logical Co., com sede em Nova York, e acompanha e analisa diariamente os desafios e as oportunidades da indústria editorial nesta nova realidade digital. Oraganiza anualmente a Digital Book World, uma conferência em Nova York sobre o futuro digital do livro.

Nos Arquivos de Shatzkin, o consultor novaiorquino aborda os desafios e oportunidades apresentados pela nova era digital. O texto de sua coluna é publicado originalmente em seu blog, The Shatzkin Files [www.idealog.com/blog].