Multinacionais juntam forças para lançar serviço de eBook


Será que a Panasonic desenterrou o projeto Sigma?

A Amazon revolucionou o mercado de livros quando lançou o Kindle. Hoje podemos comprar um livro da Amazon sem precisar esperar semanas para recebê-lo. Pagou, recebeu instantaneamente no eReader. Desse tempo para cá surgiram milhares de eReaders de várias marcas, cada um com uma loja prória e distribuição diferente, ou seja, o usuário ficava refém do fabricante.

Mas no Japão o cenário está mudando com um acordo interessante, quatro pesos pesados da indústria de tecnologia – Sony, Panasonic, Rakuten e Kinokuniya – juntaram forças para unir o mercado de eReaders.

Todas continuarão fabricando seus próprios aparelhos, a unificação ficou na venda. O usuário poderá comprar o livro e lê-lo em qualquer eReader dessas companhias. Desta forma, quando o consumidor japonês comprar um livro eletrônico, o livro não vai ficar preso à uma plataforma eReader, como acontece hoje com o Kindle da Amazon, e sim, ele ficará ligado ao usuário, o que permite que o livro possa ser passado para outro eReader no caso de troca do aparelho.

Esse é um grande passo na indústria de livros, mas não há perspectivas dessa plataforma ser mundial, ficando restrita apenas ao mercado japonês. Também as empresas não se pronunciaram quanto à possibilidade de incluir o Kindle da Amazon na plataforma unificada de venda de livros eletrônicos, deixando de fora parte do mercado americano.

Por Daniele Monteiro | Para o TechTudo | 14/06/2011

Um pensamento sobre “Multinacionais juntam forças para lançar serviço de eBook

  1. Isto se chama consórcio. A questão central, insisto sempre, ainda é o conteúdo. A pergunta que fica é: quais destas empresas vão cuidar do conteúdo?

    Acompanho a saga da Sony desde quando a empresa lançou o LIBRIé no Japão [bem antes da Amazon lançar o Kindle]. Mas, não podemos nos esquecer que ela lançou o seu primeiro eBook Reader em 1994. A Sony, embora seja ‘mega’ em conteúdo para música e games, é fraca para conteúdo de livros. Tanto que fez uma parceria com o Google há algum tempo. Ou seja, ela só consegue fornecer, aos compradores do Sony Reader, conteúdo do Google eBooks.

    Um bom business na Alemanha, engatinhando um pouco mais ali mesmo na Europa, um pouco mais abaixo. Tentou trazer o Sony Reader para o Brasil, mas só ‘vaporware’.

    Enfim, algumas máquinas das Sony vem com a tecnologia móvel da Adobe para a leitura de ePub e PDF, mas a tecnologia, quem tem um Sony Reader sabe do que eu estou falando, vem apresentando incompatibilidades com alguns títulos dependendo da encriptação.

    Mas a ideia do consórcio é ótima, fortalece o mercado de eBooks, mas o conteúdo no Japão todos nós sabemos onde trafega: no smartphones.

    Quanto a compatibilidade dos hardwares, eu duvido. Dúvido que o Sigma Book e o Sony Reader utilizem kernel comum em seus sistemas operacionais.

    Ednei

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