Loja de livros tenta promover língua árabe


Jinanne Tabra conta por que criou o primeiro site de vendas on-line do Oriente Médio

Jinanne Tabra cresceu entre dois mundos muito diferentes. Apesar de ter nascido no Iraque, cresceu na Escócia e encontrou grandes dificuldades para aprender a língua árabe –não era fácil ter acesso a livros, brinquedos e outros tipos de instrumentos de aprendizado, disse ela em entrevista à Folha.

“Ao longo dos anos, fui percebendo que meu conhecimento de árabe estava longe de ser o ideal”, contou Tabra, em uma conversa por telefone. Ela explica que frequentava uma escola em que falava inglês durante a semana e, nos fins de semana, ia aprender árabe em uma escola montada pela comunidade local.

Foi com isso em mente que ela decidiu criar o Araboh [araboh.com], o primeiro site de comércio eletrônico da região do Oriente Médio, segundo informações da Fundação Qatar. Atualmente, ela ocupa o cargo de executiva-chefe no site.

O Araboh vende livros, CDs e DVDs educativos relacionados à língua árabe. Segundo informações da Fundação Qatar, são de 1.200 a 1.500 livros disponíveis on-line e todos já foram lidos por Tabra ou algum membro de sua família para “garantir que não sejam políticos e sejam divertidos”. A maior parte dos títulos, segundo Tabra, é vendida para países de fora da região do Oriente Médio.

A executiva também diz que tenta trazer as ações de seu site para além do on-line e promove festivais relacionados à literatura em língua árabe.

LÍDER ÁRABE

Sobre o fato de ser uma líder do sexo feminino nos países árabes, Jinanne conta que não enfrentou tantas dificuldades.

“O maior problema pra mim foi que, quando me formei [Tabra formou-se na primeira turma de administração e negócios da Carnegie Mellon University, no Qatar, em 2008], não existiam grandes modelos de liderança feminina na minha área”, diz. Por isso, ela afirma que hoje procura ir a escolas e conversar com meninas para poder servir de exemplo.

POR AMANDA DEMETRIO | Folha de S.Paulo | São Paulo, quarta-feira, 01 de junho de 2011

eBooks Piratas


Pirataria na internet não é mais coisa apenas de gente jovem. De acordo com uma pesquisa do Wiggin, um escritório britânico de advocacia, uma em oito mulheres acima de 35 anos proprietárias de leitores de livros eletrônicos admite ter baixado ilegalmente e-books. Quando se trata de música, apenas uma entre 20 mulheres diz ter feito downloads ilegais. No geral, 29% dos donos de e-readers admitem ter baixado ilegalmente livros eletrônicos.

Folha de S.Paulo | Mundo Digital | Notas da Semana | São Paulo, quarta-feira, 01 de junho de 2011