Sob demanda


Apesar da expansão do livro digital, cresceu 5% a produção de livros impressos em 2010 nos EUA. É que aumentou em 169% os chamados “títulos não tradicionais”, obras em domínio público feitas com impressão sob demanda e livros publicados pelo próprio autor [“self-publishing”]. Ou seja, as novas tecnologias ajudaram a imprimir mais livros. Desde 2002, a produção de livros impressos cresceu 47%, e de títulos não tradicionais, 8%. O levantamento é da R.R. Bowker, especializada em dados do mundo bibliográfico.

Por Josélia Aguiar | Folha de S. Paulo | PAINEL DAS LETRAS | 23/05/2011

Os tablets da Amazon


A venda de e-books superou a de livros impressos, somando capa dura e normal, anunciou a Amazon na última semana. Faz tempo que o Kindle, e-reader que lançou em 2007, é divulgado como seu produto mais vendido. Ante a previsão de que o futuro será dos tablets, e não dos e-readers, a rede americana de varejo online desenvolve na surdina dois novos produtos, Coyote e Hollywood, dizem rumores.

Por Josélia Aguiar | Folha de S. Paulo | PAINEL DAS LETRAS | 23/05/2011

Best-seller eletrônico


Apesar de as vendas de e-books dobrarem de mês para outro, os números ainda representam pouco por aqui, longe do 1%. Quanto vende um best-seller eletrônico? Algumas dezenas de exemplares, até três ou quatro centenas, mas não mais que isso. Quem é o leitor? Os chamados “early adopters” e muitos da terceira idade, que podem aumentar a letra na tela. Quais os títulos mais vendidos? O jurídico “Vade Mecum” é o líder na Saraiva desde que a rede vende e-books, há um ano. Somando obras de outras editoras, há “1822”, de Laurentino Gomes, e “A Cabana”, de William P.Young. Na Livraria Cultura, os best-sellers na última semana são “Domingo, o Jogo”, de Cássia Cassitas, “Estrela Brasileira”, de Claudia Vasconcelos, e “Critérios de Excelência”, da FNQ.

Por Josélia Aguiar | Folha de S. Paulo | PAINEL DAS LETRAS | 23/05/2011

Coletânea reúne textos de escritores sobre futuro do livro


Por Miguel Conde | Publicado originalmente em O Globo | 23/05/2011

Em vez de vagar pelo deserto com a barba engruvinhada e um manto fedorento, os profetas da era digital usam a camisa para dentro da calça, manejam com destreza o Powerpoint e substituíram o batido “apocalipse” [tão ontem] pela “mudança de paradigma”. Como seus antecessores, no entanto, eles continuam nos advertindo que “o fim” está próximo. A diferença, é claro, é que agora o delírio é duvidar da previsão.

Os editores de livros foram os últimos integrantes da indústria cultural a terem que se deparar com “o fim”, mas hoje poucos duvidam que precisam repensar seus negócios em resposta às novas tecnologias digitais. A transformação talvez não seja tão radical quanto a de outros setores, como a indústria fonográfica [mesmo essa ressalva, no entanto, já soou mais convincente], mas certamente será muito mais profunda do que era plausível imaginar alguns anos atrás, quando os leitores de e-books ainda pareciam condenados a permanecer para sempre como engenhocas não muito práticas ou atraentes. Embora no Brasil ainda vá devagar, em outros países a mudança de fato já é radical: no mês passado, a Associação de Editores Americanos informou que os e-books foram o formato mais vendido pela indústria editorial dos Estados Unidos em fevereiro.

O surgimento de novas formas de publicação, distribuição e leitura de livros não é no entanto um problema apenas industrial, ainda que o debate sobre essas mudanças seja mais ou menos monopolizado por empresários, advogados e toda forma genérica de guru midiático. Partindo dessa constatação, um livro lançado recentemente nos Estados Unidos tenta trazer para essa discussão um grupo que até agora tem participado dela de maneira marginal: os escritores. “The Late American Novel: Writers on the Future of Books” [Soft Skull Press, 192 páginas, US$ 14,95], organizado por C. Max Magee e Jeff Martin, reúne 26 textos sobre o assunto escritos por contistas e romancistas americanos, a maioria deles jovens autores que gravitam em torno das revistas literárias surgidas nos EUA nos últimos anos, como “McSweeney’s”, “n+1”, “The Believer” e “The Millions”. Escritores para quem a criação e a discussão de literatura estiveram desde sempre, ou quase, vinculadas ao computador e à internet, mas que ainda assim, em muitos casos, exploram a própria perplexidade diante da transição do papel para a tela.

— Estávamos interessados em saber o que os desafios e oportunidades criados pelas novas tecnologias significam para quem está de fato tentando viver do que escreve — resume C. Max Magee, criador e editor do site “The Millions”, em entrevista por email ao GLOBO [leia abaixo].

Com mais senso de ironia e muito menos jargão 2.0 do que o usual, os autores reunidos no livro usam a questão como ponto de partida para todo tipo de texto, do ensaio à ficção, da piada ao cenário de fim do mundo, da recordação saudosa de partidas de Mortal Kombat a uma pequena tese sobre as diferentes etapas da civilização humana. Muitos textos, como seria de se esperar, tratam de impasses ligados à criação literária. Jonathan Lethem [o veterano da coletânea] fala das redes sociais como uma grande forma coletiva de ficção, enquanto Benjamin Kunkel [autor de “Indecisão”, publicado aqui pela Rocco] se pergunta se é possível narrar as experiências que temos diante do computador.

Leia abaixo a entrevista com C. Max Magee. Clique aqui para ler um dos artigos da coletânea, de Deb Olin Unferth, e aqui para ler um texto de James Warner, publicado originalmente na revista “McSweeney’s”, cuja série de previsões é em si um resumo irônico das incontáveis pontificações, dúvidas e enrolações que compõem o debate atual sobre o futuro do livro.

Debates sobre o futuro do livro tendem a reunir editores, advogados, gurus da mídia, mas nem sempre escritores. Por que vocês resolveram levar essa discussão aos autores, e em que a abordagem deles difere das usuais?

C. MAX MAGEE: Tínhamos a impressão de que as pessoas no lado empresarial do mundo dos livros estavam recebendo atenção demais nessa discussão. Estávamos interessados em saber o que os desafios e oportunidades criados pelas novas tecnologias significam para quem está de fato tentando viver do que escreve. O escritores se perguntam sobre a transição da leitura para uma tela ou isso não faz diferença nenhuma para eles? Nosso livro acabou sendo mais eclético e emotivo do que a maioria das coisas que você lê sobre o assunto. Muitos desses autores têm uma conexão pessoal profunda com livros e a escrita, e acho que isso aparece nos textos.

O termo “copyright” é mencionado em apenas um ensaio do livro. Isso é surpreendente, já que em meios como o musical as discussões sobre a tecnologia digital costumam centrar-se na questão dos direitos autorais. Os escritores estão menos preocupados com isso do que os músicos? 

MAGEE: É difícil ganhar a vida como autor de ficção, e portanto, embora exista o perigo da pirataria, muitos escritores não têm tanto a perder e estão escrevendo simplesmente por paixão. Quando você olha para os escritores nas listas de best-sellers, as preocupações com os direitos autorais aumentam. Para ficcionistas, em geral, uma preocupação maior do que “as pessoas vão roubar meu livro?” é “as pessoas ainda vão querer ler ficção?”

O título do livro, ao explorar o duplo sentido de “novel” — ao mesmo tempo “romance” e “novo” —, sugere uma ligação entre tecnologias de leitura e formas literárias. O que você acha da ideia de que novos dispositivos de leitura vão favorecer o surgimento de novas formas de escrita?

MAGEE: A tecnologia sem dúvida abre novas portas e caminhos, muitos que ainda sequer imaginamos. Mas não acho que estejamos perto de uma grande mudança na forma narrativa dominante nos livros. Talvez editores comecem a oferecer extras digitais ou algo do tipo, mas quanto mais um “livro” se aproxima da interatividade do mundo conectado, mais ele deixa de ser um “livro” para tornar-se um videogame ou alguma outra forma de entretenimento. As fronteiras do “livro” são definidas em relação a outros meios. Um livro em formato visual é um filme. Um livro onde o leitor controla a ação é um jogo. Leve o livro muito para longe de seu formato atual e ele se tornará alguma outra coisa. De muitas maneiras, a definição de livro é bem específica. Você pode considerá-lo “um texto narrado por um escritor para um leitor”. No fim das contas, o que pode acabar sendo mais ameaçador para os livros é adicionarmos tanta multimídia e tantos bônus interativos que nos daremos conta que aquilo que estamos “lendo” não pode mais ser considerado um livro. Ao mesmo tempo, a tecnologia e a interatividade oferecem grandes perspectivas para a interação entre leitores — e até mesmo entre leitores e autores — em torno de um livro.

Editores costumam dizer que não podem repetir os erros da indústria musical em relação à tecnologia digital. A indústria editorial está de fato se saindo melhor?

MAGEE: Embora sem dúvida estejam diante de grandes desafios, os editores tiveram sorte de ter uma década a mais para refletir sobre o compartilhamento de arquivos e a pirataria, e eu acho pouco provável que sejam atingidos de modo tão duro quanto a indústria musical foi atingida. De muitas maneiras, eles estão protegidos porque os e-books costumam ser lidos em leitores como o Kindle e smartphones, que funcionam dentro de sistemas fechados, com barreiras muito maiores do que as existentes nos primórdios do mp3.

Um tema controverso em relação aos e-books é o poder de editores e distribuidores para editar ou mesmo apagar livros já comprados por um consumidor. O quão sério é o perigo da censura em relação aos e-books, e que papel as bibliotecas podem ter nessa discussão?

MAGEE: A digitalização dos livros cria grandes questões de censura. Já vimos que toda nossa vida online é vulnerável ao monitoramento de empresas interessadas em nos vender seus produtos e, potencialmente, também de governos que desejem manter um olho em nós. Os livros no meio digital estão suscetíveis a essas mesmas forças. Não é difícil perceber os possíveis conflitos criados pela possibilidade de que nossos hábitos de leitura estejam sujeitos à vigilância dessas entidades. Em geral, pelo menos nos EUA, as bibliotecas têm feito um bom trabalho em adotar novas tecnologias e proteger seus usuários, então acho que elas podem acabar por ser um contraponto às consequências potencialmente negativas das novas tecnologias sobre os livros.

Qual será o lugar dos livros em meio às mudanças sociais das próximas décadas?

MAGEE: Existe um vínculo íntimo entre o futuro dos livros e o futuro da civilização. Não acho que a mudança tecnológica vá interferir no desejo humano de se comunicar por meio da palavra escrita, e suspeito que, de uma forma ou de outra, os livros serão parte das futuras mudanças, não como o meio central que foram séculos atrás, mas ainda parte da cacofonia digital global.

Por Miguel Conde | Publicado originalmente em O Globo | 23/05/2011

Amazon investe em sua editora


Ela acaba de contratar o ex-agente Laurence Kirshbaum, que vai formar a equipe para trabalhar no escritório de NY da empresa

A Amazon contratou Laurence Kirshbaum, ex-CEO da Time-Warnes Book Group e mais recentemente um agente literário, para assumir o posto de editor da Amazon e ele começa em 5 de julho. A ideia é que ele construa algo que se parecerá com uma editora tradicional, mas com foco específico em não-ficção e um pouco de ficção literária. Recentemente a Amazon criou dois selos e Kirshbaum planeja ainda a criação de outros. Essa história é contada pelo Bookseller. Para outras informações, em inglês, clique aqui.

PublishNews | 23/05/2011

O livro infantil digital


Por Dolores Prades | Publicado originalmente em PublishNews | 23/05/2011

Na ordem do dia das preocupações de todo editor, pensar o livro digital infantil nos remete a um universo de questões bastante específicas e diferenciadas dos outros segmentos editoriais. Para além da contraposição entre a afirmação do livro digital e o livro em papel, para além da discussão do desaparecimento definitivo do livro tal como o conhecemos hoje, há questões específicas do livro infantil que se delineiam nesse universo ainda duvidoso em que se move a edição digital.

No caminhão de perguntas sem resposta com o qual adentro este universo, um dos aspectos que não deixam margem a duvidas é a certeza de que estamos vivendo um momento de efetiva inflexão da indústria editorial. Seja qual for o caminho que for tomado – a edição do livro em papel, a edição digital ou ambas -, todas as etapas do fazer editorial estão postas em questão e provavelmente passem por um franco processo de mudanças. Não há nenhuma novidade nisso e muito se tem falado a esse respeito.

Porém, a sensação de ser testemunha desta reviravolta no mundo da edição só fui ter mesmo algumas semanas atrás participando do TOC [Tools of Change for Publishing], conferência sobre o futuro do livro infantil promovida pela Feira de Bolonha. Pela primeira vez, a maior feira dedicada ao livro para crianças e jovens organizou uma discussão sobre o livro digital e sobre as mudanças que este novo suporte podem representar para este mercado. Tal reconhecimento e a convocatória para um prêmio anual a partir de 2012 para o melhor livro digital, o Bologna Ragazzi Digital Award, instituem e chancelam o livro digital infantil no universo do que há de melhor na produção do livro infantil e juvenil.

O forte interesse despertado pelo tema ficou comprovado pelo público presente. Mais de 200 pessoas de 27 países diferentes se reuniram no domingo, véspera da abertura da feira, durante um longo dia onde se sucederam palestras e mesas redondas sobre três grandes temas: um geral sobre o mercado, outro sobre a edição e as mudanças que desde já se vislumbram e um terceiro sobre os novos suportes e suas características.

Mais do que dar respostas, essa jornada reiterou dúvidas e confirmou as primeiras impressões. Quem foi ao TOC atrás de respostas ou de modelos de negócios saiu com a certeza de que ninguém sabe ao certo como fazer. E o que fazer depende de muito investimento e experimentação. Movendo-se ainda às cegas, os grupos editoriais que já atuam neste segmento de mercado deixaram claro o caráter experimental de suas iniciativas e pesquisas, assim como o grande investimento que significa entrar para valer e de forma original neste segmento. Além dos investimentos em pesquisa e criação, foi reiterado que o livro digital exige constantes atualizações no ritmo das inovações tecnológicas exigidas pelo seu suporte.

Se o avanço e a substituição do livro em papel pelo formato digital é inquestionável em vários segmentos do mercado editorial, é só pensar nas enciclopédias, nos dicionários e nos livros científicos, conteúdos que se adaptam melhor a este formato e suas inovações. No caso do livro infantil, o que os exemplos de ponta das experiências digitais mostram não são apenas transposições para um outro formato. Ao contrário, o que temos são novos produtos: livros animados, com recursos interativos muito próximos dos brinquedos que exigem aptidões diferentes daquelas que a leitura [em silêncio ou compartilhada] exige.

Reconhecer estas diferenças não significa de modo algum desprezar as consequências que estas inovações impõem ao mercado editorial do livro infantil. A reviravolta está em curso e a imaginação e criatividade dos editores para fazer frente a estas mudanças são onde reside, do meu ponto de vista, a sobrevivência com maior ou menor peso do livro em papel. É importante repensar o que se faz, ir atrás de uma maior qualidade, explorar ao máximo os recursos gráficos, descobrir novos nichos e novos formatos de modo que o livro em papel se torne exclusivo garantindo seu espaço no mercado.

Livro digital e abertura de novos mercados andam de mãos dadas. Crianças são os novos consumidores em potencial desta era digital e como tais devem ser bombardeadas por novos produtos e por constantes inovações. Nesta guerra de mercado, o livro digital é o suporte mais adequado para ganhar espaço e consumidores. Na briga pela ampliação de novos mercados fica claro que os grandes grupos não podem deixar de entrar nesta competição e de colocar o foco neste novo produto que é o livro digital.

Porém, é aqui que reside um dos maiores nós deste mercado: o desconhecimento geral das regras deste novo negócio. Não se sabe como controlar o número de cópias vendidas, como fazer frente aos downloads free, como fazer disto um negócio rentável a ponto de justificar o enorme investimento que o livro digital pressupõe. As mesmas dúvidas ocorrem com a divulgação destes novos produtos. Como dar visibilidade a cada título nos sites de compra? Como controlar e intervir nos sites das grandes corporações detentoras da tecnologia? Como fugir das regras impostas por elas?

Faz décadas que a indústria editorial vem acolhendo e se moldando aos efeitos dos avanços tecnológicos e não há nenhuma novidade nisso. A indústria do livro digital é uma nova etapa deste processo, no qual estamos apenas engatinhando. Os novos formatos estão aí impondo sua força no mercado. Mas eles precisam de conteúdo, isto é, da criatividade de autores e ilustradores, do olho do editor capaz de identificar e formatar um produto, de identificar pontos fortes e estabelecer parcerias.

Esta ponte fundamental entre conteúdo e forma como ponto de partida foi comentada por Neal Hoskins da Wingedchariot Press, que fechou o TOC com uma frase bastante paradigmática naquelas circunstâncias: “Always remember where you come from”. Muitas podem ser as interpretações, porém no contexto no qual nos encontrávamos, a remissão ao conteúdo, à literatura como suporte essencial e ao trabalho criativo foram lembradas.

Por Dolores Prades | Publicado originalmente em PublishNews | 23/05/2011

Dolores Prades é editora, gestora e consultora na área editorial de literatura para crianças e jovens. É também curadora e coordenadora do projeto Conversas ao Pé da Página – Seminários sobre Leitura e coordenadora da área de literatura para crianças e jovens da Revista eletrônica Emília a ser lançada no próximo mês de junho.

Pequenos grandes leitores é uma coluna que pretende discutir temas relacionados à edição e ao mercado da literatura para crianças e jovens, promover a crítica da produção nacional e internacional deste segmento editorial e refletir sobre fundamentos e práticas em torno da leitura e da formação de leitores. Ela é publicada quinzenalmente, às segundas-feiras.

Saraiva anuncia nova sociedade para venda de e-books


A Saraiva anunciou nesta segunda-feira [23] a parceria com as editoras Artmed, Atlas e Gen [Grupo Editorial Nacional] para atuar no ‘promissor’ mercado de livros digitais [e-books].

As editoras criaram a Minha Biblioteca Ltda, sociedade que será voltada para a edição, distribuição e comercialização de e-books e outros conteúdos digitais. Segundo comunicado divulgado aos investidores, a Saraiva vai deter 25% do capital da nova empresa.

A atuação se dará tanto no atacado quanto no varejo, no território nacional e internacional.

“Com esta associação, a companhia alavancará sua atuação no novo e promissor mercado de conteúdo digital”, diz a Saraiva em comunicado. Segundo a empresa, o movimento é estratégico, ao incluir em seu portfólio uma plataforma de venda de conteúdo digital.

Confira a íntegra do comunicado:

Saraiva S.A. Livreiros Editores [“Companhia”], em cumprimento ao previsto no artigo 157, § 4°, da Lei n° 6.404/76, e ao disposto na Instrução Normativa da Comissão de Valores Mobiliários – CVM n° 358/02, comunica aos seus acionistas, investidores e ao mercado em geral que, nesta data, constituiu, em associação com Artmed Editora S.A., Atlas S.A. e GEN – Grupo Editorial Nacional Participações S.A., uma nova sociedade, denominada “Minha Biblioteca Ltda.”, a qual se dedicará à edição, distribuição e comercialização de livros digitais [e-books] e outros conteúdos, no mercado de atacado e varejo, no território nacional e internacional. A Companhia detém uma participação acionária na nova sociedade representativa de 25% do capital social.

Com esta associação, a Companhia alavancará sua atuação no novo e promissor mercado de conteúdo digital. Esse movimento estratégico agregará valor ao catálogo de produtos oferecidos pela Companhia, que incluirá, além da tradicional e reconhecida qualidade dos livros impressos produzidos por seus diversos editoriais, também uma moderna plataforma de venda de conteúdo digital, que atenderá demandas dos mais diversos públicos.

G1 / ValorOnLine | 23/05/2011