Suspensão de blog com livros piratas cria discussão na web


Uma mensagem de violação dos termos de uso anunciou semana passada aos milhares de visitantes diários do blog Livros de Humanas a suspensão da página, que era hospedada pelo WordPress. Criado em 2009 por um aluno da USP, o blog formou em pouco mais de dois anos uma biblioteca maior do que a de muitas faculdades brasileiras. Até sair do ar, reunia 2.496 títulos, entre livros e artigos, de filosofia, antropologia, teoria literária, ciências sociais, história etc. Um acervo amplo, de qualidade, que podia ser baixado imediatamente e de graça.

Muitas pessoas, é claro, adoravam a página. Entre elas, no entanto, não estavam os editores dos livros reunidos ali. A biblioteca do Livros de Humanas era toda formada sem qualquer autorização.

– É óbvio que o blog desrespeita a legislação vigente – diz o criador da página, que mantém anonimato, numa entrevista por e-mail. – Mas não porque somos bandidos, mas porque a legislação é um entrave para o desenvolvimento do pensamento e da cultura no país.

O mesmo argumento foi defendido nos últimos dias no Twitter por intelectuais como o crítico literário Idelber Avelar, o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, a escritora Verônica Stigger e o poeta Eduardo Sterzi. Do outro lado da discussão, críticas à pirataria. A Editora Sulina, que vinha pedindo a remoção da página, falou em “apropriação indevida” e o escritor Juremir Machado escreveu: “Quem chama pirataria de universalização da cultura é babaca q ñ vende livro, mas quer q alguém pague a conta. Livro tem de ser barato e pago”.

O caso chama atenção para a ampliação da circulação de arquivos digitais de livros na internet, uma prática que dá novo sentido e escala à discussão sobre a circulação de cópias xerocadas no meio acadêmico.

Leia abaixo entrevista feita por email com o criador do Livros de Humanas.

Por que você criou o blog e como ele funcionava?

O blog nasceu no começo de 2009 [e saiu do ar na sexta-feira passada] para ser uma alternativa dos estudantes de letras da USP à copiadora que existe no prédio do curso e que tinha aumentado arbitrariamente em 50% [de 10 pra 15 centavos] o valor da cópia [o contrato de cessão de espaço com o Centro Acadêmico estabelece que a decisão deve ser conjunta]. No começo havia a ideia de colocar apenas os textos das disciplinas de cada semestre. Esta iniciativa surgiu sem vínculo algum com o CA, que nunca se manifestou sobre o blog. No começo recebi de alguns colegas os programas das disciplinas e procurava na net se já existia cópia digital dos livros no 4shared ou similares. Se eu não encontrava, mas tinha o texto, escaneava. Por isso, no começo o blog era mais próximo dos meus interesses acadêmicos [mais crítica literária do que linguística, p. ex.] Também recebia textos de outros colegas e assim criamos o blog. No primeiro mês tínhamos menos de cem textos. Com o crescimento deste número e das visitas o blog deixou de ser apenas algo relacionado ao curso de Letras da USP [apesar de ter mantido o nome por mais um ano] e se tornou um depositário de textos da área de humanidades. O blogue saiu do ar com exatos 2.496 arquivos – não necessariamente livros, porque colocávamos também capítulos de livros, alguns de livros que surgiram inteiros no blogue tempos depois.

Com isso meu critério passou a ser o seguinte: se alguém enviava o arquivo eu publicava, independente do ano de publicação e seu estado no mercado [se era lançamento ou texto fora de catálogo]. Porém eu só escaneio obra esgotada e que seja difícil de encontrar.

O perfil de seleção era bem básico: textos da área de humanidades ou correlatos. Tínhamos de obras do Will Eisner a livros sobre lógica. De autores brasileiros contemporâneos a material de ensino de língua estrangeira. De Sociologia a Ecologia. Majoritariamente entravam livros em português, mas tínhamos muitas obras em espanhol, inglês, italiano, alemão e francês.

Quantos usuários o blog tinha e qual o perfil deles?

No começo o público era quase que inteiramente uspiano. Nos últimos tempos era majoritariamente universitário, com visitas de todas as partes do globo. De estudantes de Nova Orleans [‘terra’ de um grande entusiasta do blogue, o professor Idelber Avelar] a visitantes dos PALOP [Países Africanos de Língua Portuguesa]. Pelos e-mails de pedidos que eu recebia dava para traçar um perfil mínimo: são estudantes de universidades brasileiras com péssimas bibliotecas. É comum eu receber pedidos do tipo “preciso do livro tal para minha iniciação científica mas não o temos aqui e vi no dedalus [sistema de consulta da USP] que a biblioteca da FFLCH tem”. Não consigo – pelos dados informados pelo WordPress – determinar quantos visitantes únicos o blog recebia diariamente. Nos últimos meses a média de pageviews/dia passava de 10 mil. Em um ano no WordPress [antes o blogue estava abrigado no blogspot] passamos dos 1,8 milhões de pageviwes, uma média de quase 5 mil/dia.

Antes desse episódio recente você já havia tido algum outro problema?

Sim. Desde o começo links são retirados do ar. E logo depois, claro, eu colocava de volta. Ficamos – eu e ABDR [Associação Brasileira de Direitos Reprográficos] – neste gato e rato até o fim. Quando o blog ainda estava no Blogspot recebi do Google um aviso sobre infração às leis americanas de Direito Autoral. Daí mudei pro WordPress que é [ou achei que era] mais flexível. Algumas editoras me davam mais trabalho, como a Jorge Zahar e os livros do Zygmunt Bauman [“capitalismo parasitário” era o que tinha mais links retirados] mas nunca passou disso. Denúncia para os sites de hospedagem dos textos e livros. E é preciso dizer, apesar de óbvio, que não fui o responsável pela primeira disponibilização de quase todo o conteúdo do blogue. Mais procurei, editei e organizei num único centro os textos do que outra coisa.

Por que o blog saiu do ar?

Fora os e-mails da ABDR, nunca recebi nada de mais substancial. Nos últimos dias a Editora Sulina [inexpressiva, de quase 3 mil livros que tenho em casa apenas 3 são editados por ela] – seja por seu perfil ou de seu editor no Twitter – reclamou muito do blog e disse que tomaria medidas contra. E dias depois, sem aviso prévio, o WordPress retirou o blog do ar. E, se não me engano, temos 3, no máximo 5 livros dela. Honestamente, não sei apontar [até porque alguns – como os livros do Maffesoli, hoje editado pela Sulina – são de edições anteriores, como as da Brasiliense] quais são os livros reclamados. Editoras como a Companhia das Letras, que tem cópias de milhares de livros rodando na internet, nunca se manifestaram.

Algumas pessoas defenderam o blog dizendo que ele era como uma biblioteca pública. Concorda com a comparação?

Acredito que a comparação é ruim – posto que o blog é apenas um paliativo que nasceu das péssimas condições das bibliotecas públicas do país – porém não de todo despropositada. O blog era gratuito [tempos atrás fizemos um rateio com doações diversas para a compra de um hd para becape dos arquivos] e acessível para todos. Como uma biblioteca.

E o que você acha da crítica de que o blog desrespeita a legislação vigente?

Bem, é óbvio que o blog desrespeita a legislação vigente. Mas não porque somos bandidos, mas porque a legislação é um entrave para o desenvolvimento do pensamento e da cultura no país. O blog é tão ilegal quanto a cópia xerox nas universidades os sebos de livros antigos. E sem sebo e xerox uma universidade não funciona. Das bibliotecas universitárias a Florestan Fernandes [biblioteca da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP] deve ser uma das 3 ou 4 mais completas do país. E mesmo contando com determinada obra, o número de volumes é insuficiente.

Um exemplo prático: O livro “O demônio da teoria” ficou por anos esgotado [foi reeditado no ano passado – e eu comprei o meu exemplar!] e possuía 3 exemplares na Florestan. Emprestei o livro, escaneei e hoje milhares de outros estudantes tiveram acesso a um texto fundamental para o estudo da teoria literária. A revisão da lei é uma necessidade de nossos tempos. Acreditava muito em avanços durante a gestão Gil/Juca no MEC. Mas o retrocesso defendido por este ministério novo é assustador.

Sem uma revisão da Lei de Direito Autoral que tente equilibrar estas duas demandas teremos mais problemas como este. As editoras de livros preferem seguir o estúpido caminho das gravadoras. E, se não acordarem logo, terão o mesmo destino.

Como possível futuro autor de obras acadêmicas, você consideraria normal que seus livros fossem distribuídos de graça?

Claro! Ainda mais se eu estiver vinculado a alguma universidade pública. A questão não deve ser essa. É óbvio que o autor deve ter remuneração por sua produção. Mas não podemos aceitar como normal que o critério para acesso a um texto [que é produto de sua época e dialoga com toda uma tradição intelectual – seja de domínio público ou não] seja o econômico. Um estudante sem dinheiro para pagar R$ 100 numa obra deve ser desprezado? Acredito que o direito ao acesso e a difusão do conhecimento se sobreponha ao do autor de receber dinheiro por sua obra.

Outro exemplo prático: quando ingressamos na Letras-USP usamos em elementos de linguística o livro “Introdução à linguística” [volumes I e II] editado pela Contexto. O livro é organizado por um professor da USP e os autores dos capítulos são também professores da casa, todos contratados em regime de dedicação exclusiva, além de contar com verba da órgãos públicos [Capes, CNPq, fapesp] de fomento. É justo que este profissional exija de 850 ingressantes [isso só na USP, o livro é usado em outras Instituições de Ensino Superior também] a compra dos dois volumes? E, principalmente, quem recebe este dinheiro? Porque os autores [são mais de dez por livro] recebem centavos de cada edição vendida por quase R$ 40 nas livrarias. Outra situação comum [desculpe se me concentro muito na USP, mas é de onde sou e de onde vejo tudo]: livro escrito por pesquisador da USP, editado pela EDUSP ou pela Humanitas [editora da FFLCH] e sem exemplar nas bibliotecas da USP. Se não há cópia nas bibliotecas, por qual motivo não devemos copiá-los?

Por último, duas considerações. A primeira pessoal: Sem a contribuição de centenas de outras pessoas – sejam estudantes universitários ou não – o blog jamais existiria. Sou apenas quem procura na net, organiza os arquivos e escaneia dois ou três livros por mês. E, ao contrário do que acreditam editores como este da Sulina, sou do tipo que não possui e-reader, só usa xerox quando não tem jeito e ainda gasta meio salário mínimo por mês em livros físicos. O livro pirata não tira público do livro “oficial”. Não acho que a cópia pirata seja a responsável pelo número cada vez menor nas tiragens das editoras. Acredito no que disse o Gaiman quando veio pra Flip: “O inimigo não é a ideia de que as pessoas estão lendo livros de graça ou lendo na internet de graça. Da minha perspectiva o inimigo é as pessoas não lerem.”

A outra é de apoio político. Desde intelectuais do porte de Eduardo Viveiros de Castro e Idelber Avelar a novos pensadores e escritores como Eduardo Sterzi, Veronica Stigger e outros tantos [muitos deles seguidores do perfil do blog no Twitter] apoiam o blog. Todos os que citei aqui possuem obras no blog e deixaram de ganhar [segundo o cego argumento de alguns editores do país] algumas dezenas, talvez centenas, de reais. E não ficam bravos com isto. Pelo contrário, como certa vez tuitou o professor Avelar: “Piratearam meu 1º livro! Tá na net pra baixar. E eu, como autor, gosto disso: http://bit.ly/ikvMaR #PegaECAD”

Por Miguel Conde | Prosa Online | 29/04/2011

Como produzir eBooks no formato ePub de modo profissional


A Simplíssimo realiza mais uma rodada do seu workshop “Como produzir e-books no formato EPUB de modo profissional” em São Paulo [4 e 5 de maio], Rio de Janeiro [17 e 18 de maio] e Porto Alegre [27 e 28 de maio]. O curso tem duração de 16 horas e as inscrições custam R$ 450 se feitas com antecedência ou R$ 550, depois do período promocional. Aqui, mais detalhes sobre o programa e sobre as inscrições.

PublishNews | 28/04/2011

Fundação Editora Unesp lança mais 50 eBooks gratuitos


A meta é lançar 1.000 títulos em 10 anos

Desde que a Fundação Editora Unesp [FEU] lançou a Coleção Propg Digital em 2010, cujo objetivo é publicar obras inéditas de seus pesquisadores em formato virtual, já foram realizados mais de 50 mil downloads e registrados mais de 205 mil acessos às páginas dos livros. Ontem, foi disponibilizada uma nova leva com 50 títulos, que assim como os anteriores poderão ser baixados ou acessados gratuitamente. Na primeira fase do projeto, foram lançadas 44 obras. A meta é que sejam publicados mil títulos em dez anos.

Novos títulos do catálogo digital da Fundação Editora Unesp

História

As tradições gaúchas e sua racionalização na modernidade tardia – Caroline Kraus Luvizotto

Palmas, a última capital projetada do século XX: Uma cidade em busca do tempo – Valeria Cristina Pereira da Silva

Monteiro Lobato nas páginas do jornal: Um estudo dos artigos publicados em O Estado de S. Paulo [1913-1923] – Thiago Alves Valente

Representações do senado romano na Ab Unbe Condita Libre de Tito Lívio: Livros 21-30 – Marco Antonio Collares

Sacrificium Laudis: A hermenêutica da continuidade de Bento XVI e o retorno do catolicismo tradicional [1969-2009] – Juliano Alves Dias

Letras/Linguística

O rio e a casa: Imagem do tempo na ficção de Mia Couto – Ana Cláudia da Silva

Rumores da escrita, vestígios do passado: Uma interpretação fonológica das vogais do português arcaico por meio da poesia medieval – Juliana Simões Fonte

Relações de complementação no português brasileiro: Uma perspectiva discursivo-funcional – Liliane Santana

A Literatura do Outro e os Outros da Literatura – Maria Heloísa Martins Dias / Sônia Helena de Oliveira Raymundo Piteri

O léxico em foco: Múltiplos olhares – Lidia Almeida Barros / Aparecida Negri Isquerdo

Língua e sociedade nas páginas da imprensa negra paulista: Um olhar sobre as formas de tratamento – Sabrina Rodrigues Garcia Balsalore

Figurações contemporâneas do espaço na Literatura – Sérgio Vicente Motta / Susanna Busato

Leitura e escrita como espaços autobiográficos de formação – Maria Rosa Rodrigues Martins de Camargo

Geografias do drama humano: Leituras do espaço em São Bernardo, de Graciliano Ramos, e Pedro Páramo, de Juan Rulfo – Gracielle Marques

Educação

Necessidades formativas de professores de redes municipais: Contribuição para a formação de professores crítico-reflexivos – Cristiano Amaral Garboggini di Giorgi / Maria Raquel Miotto Morelatti / Mônica Fürkotter / Naiara Costa Gomes de Mendonça / Vanda Moreira Machado Lima / Yoshie Ussami Ferrari Leite

Política de Educação no campo: Para além da alfabetização [1952-1963] – Iraíde Marques de Freitas Barreiro

Pesquisa em educação escolar: Percursos e perspectivas – José Milton de Lima / Divino José da Silva / Paulo Cesar de Almeida Raboni

Educação infantil: Discurso, legislação e práticas institucionais – Lucimary Bernabé Pedrosa de Andrade

Jovens, violência e escola: Um desafio contemporâneo – Joyce Mary Adam de Paula e Silva / Leila Maria Ferreira Salles

Aprendizagem e comportamento humano – Tânia Gracy Martins do Valle / Ana Cláudia Bortolozzi Maia

Pesquisa em educação: Métodos e modos de fazer – Marilda da Silva e Vera Teresa Valdemarin

A vigilância punitiva: A postura dos educadores no processo de patologização e medicalização da infância – Fabiola Colombani Luengo

Formação de professores: Limites contemporâneos e alternativas necessárias – Lígia Márcia Martins / Newton Duarte

Psicologia

Saúde e desenvolvimento humano – Tânia Gracy Nartins do Valle e Lígia Ebner Melchiori

A depressão como mal-estar contemporâneo: Medicalização e [Ex]-Sistência do sujeito depressivo – Leandro Anselmo Todesqui Tavares

A Natureza comportamental da mente: Behaviorismo radical e filosofia da mente – Diego Zílio

Comunicação

Televisão digital: Informação e conhecimento – Maria Cristina Gobbi / Maria Teresa Miceli Kerbauy

Gestão, mediação e uso da informação – Marta Valentim

Criação, proteção e uso legal da informação em ambientes da World Wide Web – Elizabeth Roxana Mass Araya / Silvana Aparecida Borsetti Gregório Vidotti

Música

Revisão crítica das canções para voz e piano de Heitor Villa-Lobos: Publicadas pela Editora Max Eschig – Nahim Marun

Abordagens do pós-moderno em Música: A incredulidade nas metanarrativas e o saber musical contemporâneo – João Paulo Costa do Nascimento

Geografia/Urbanismo

Brasília, metropolização e espaço vivido: Práticas espaciais e vida quotidiana na periferia goiana da metrópole – Igor Catalão

Paisagens de consumo: São Paulo, Lisboa, Dubai e Seul – Silvia Aparecida Guarnieri Ortigoza

História do pensamento geográfico e epistemologia em Geografia – Paulo R. Teixeira de Godoy

Teatro/Dramaturgia

Traços épico-brechtianos na dramaturgia portuguesa: O render dos heróis, de Cardoso Pires, e Felizmente há luar!, de Sttau Monteiro – Márcia Regina Rodrigues

Projeto Comédia Popular Brasileira da Fraternal Companhia de Arte e Malas-Artes [1993-2008]: Trajetória do ver, ouvir e imaginar – Roberta Cristina Ninin

Política/Ciências Sociais

Mulheres em foco: Construções cinematográficas brasileiras da participação política feminina – Danielle Tega

Política e identidade cultural na América Latina – José Luis Bendicho Beired / Carlos Alberto Sampaio Barbosa

Cultura contemporânea, identidade e sociabilidades: Olhares sobre corpo, mídia e novas tecnologias – Ana Lúcia de Castro

Caleidoscópio Político: As representações do cenário internacional nas páginas do jornal O Estado de S. Paulo [1938-1945] – Alexandre Andrade da Costa

Profissão: Assistente Social – Edméia Côrrea Netto

Suicídio revolucionário: A luta armada e a herança da quiméria revolução em etapas – Claudinei Cássio Rezende

Mulheres recipientes: Recortes poéticos do universo feminino nas artes visuais – Flávia Leme de Almeida

Economia

Inovações tecnológicas e a complexidade do sistema econômico – Carolina Marchiori Bezerra

O Estado como empregador de última instância: Uma abordagem a partir das finanças funcionais – Guilherme da Rocha Bezerra Costa

Arquitetura/Design

Revolução histórica da Ergonomia no mundo e seus pioneiros – José Carlos Plácido da Silva / Luis Carlos Paschoarelli

Design, empresa e sociedade – Paula da Cruz Landim

Filosofia

Consciência e matéria: O dualismo de Bergson – Jonas Gonçalves Coelho

Ciências/Matemática

Ensino de Ciências e Matemática III: Contribuições da pesquisa acadêmica a partir de múltiplas perspectivas – Fernando Bastos

Ensino de Ciências e Matemática IV: Temas de investigação – Nelson Antonio Pirola

PublishNews | 28/04/2011

Cinco tecnologias que podem te ajudar a aproveitar melhor seus livros de papel


Por Fabio Bracht | Publicado originalmente em Gizmodo | 28 de Abril de 2011 – 13:32

Quase sempre que tecnologia e livros são discutidos, a soma dos dois assuntos parece resultar em e-books. Mas não precisa ser assim. As páginas de papel dos livros físicos ainda serão folheadas por muito tempo, a tecnologia pode estar presente na vida de um leitor ávido de várias formas, mesmo que ele não saiba nada sobre Kindles e Nooks e iBookstores da vida. Veja a seguir algumas dessas formas.

Goodreads

Basicamente, se você lê bastante, principalmente se consegue ler obras em inglês, não tem por que não fazer uma conta no Goodreads  agora mesmo. Ele é uma rede social para leitores, onde você pode avaliar os livros que leu, incluir os que está lendo e listar os que ainda pretende ler. Há grupos de discussão e bastante interação entre os usuários nas páginas de cada livro, e é bem fácil começar e manter a sua atividade por lá, já que ele procura amigos entre os seus contatos de email e do Facebook, e depois continua enviando emails com novidades deles e lembretes para que você atualize sua vida literária.

Skoob

Skoob  [“books” ao contrário, viu que esperto?) é o Goodreads brasileiro. Grande parte das funções do site gringo também existem nele. O visual é mais moderno, mas ao mesmo tempo ele não é tão eficiente quanto o Goodreads em promover interações e discussões entre os usuários – elas ficam mais confinadas aos grupos, que são semelhantes às comunidades do Orkut. Com o pagamento de uma taxa única, de R$ 10, você ganha um Perfil PLUS que permite a troca de livros entre outros membros, colocando as suas velharias para circular.

EstanteVirtual

Uma das maiores vantagens dos e-books é o seu acesso incrivelmente fácil. Com uma loja tão completa quanto a Kindle Store da Amazon, ou um sistema tão acessível quanto a iBookstore, eu mesmo já me vi comprando um livro totalmente no impulso, após ouvir alguém falando bem dele em uma palestra. Com os livros físicos, a coisa já é mais difícil. Basta querer ler alguma coisa mais antiga ou específica que torna-se difícil encontrar o livro até mesmo em livrarias brasileiras enormes e de renome.

Entra aí o EstanteVirtual, um site que em 2005 teve a ótima ideia de agrupar e disponibilizar online o acervo de qualquer sebo que quisesse participar. Como qualquer leitor ávido sabe, em sebos encontra-se de tudo, mas normalmente é preciso bater pernas por alguns até encontrar o que se procura. Na EstanteVirtual eu já consegui, com poucos minutos de cliques, encontrar livros que alguns dos meus amigos já tinham desistido de procurar há muito tempo, e, como você está meramente usando o site como ferramenta para entrar em contato direto com algum sebo perdido pelo país, o preço muitas vezes é bastante convidativo.

Delicious Library

Se você é daqueles que vem lendo há muito tempo e já acumulou uma biblioteca digna de admiração e de ser exibida na melhor estante da casa, um aviso: o Delicious Library pode ser viciante. De modo simplificado, ele é um software de catálogo: usando uma webcam, ele lê os códigos de barras dos seus livros [também funciona com CDs, DVDs, games e outros itens colecionáveis) e vai catalogando-os um a um em uma bonita interface que simula prateleiras.

A brincadeira já seria divertida se parasse por aí, mas vai além. Cada livro catalogado já aparece automaticamente com a sua capa e diversas informações retiradas do sistema da Amazon, como resenhas, ficha técnica, avaliações de outros usuários e recomendações de livros relacionados. Além disso, o Delicious Library também tem recursos para que você catalogue empréstimos dos seus livros e sempre saiba com quem está cada um.

O problema do Delicious Library é que ele é um software exclusivo para Mac. Os usuários de Windows têm opções como MediaMan e AllMyBooks, com recursos bem similares, ainda que não sejam tão bacanas no quesito interface.

BookCrossing

Ao contrário das pessoas que normalmente se interessariam pelo Delicious Library, quero apresentar oBookCrossing aos que gostam de ler, mas não têm interesse em acumular enormes bibliotecas e preferem passar os seus livros adiante. O BookCrossing é uma comunidade mundial de leitores que se organizam em torno de umaideia muito bacana: “libertar” os seus livros depois de terminar de lê-los.

Para entrar no mundo do BookCrossing, tudo o que você precisa fazer é escolher um livro que queira soltar no mundo, entrar no site, fazer o seu login e registrar o livro. Ele vai ganhar um código único, que deve ser colado com uma etiqueta que você pode imprimir em casa. Feito isso, você simplesmente “esquece” o seu livro em qualquer lugar – em um caixa eletrônico, elevador, praça de alimentação de shopping, onde quiser. Quem encontrar o livro vai ler na etiqueta uma pequena explicação sobre a ideia do BookCrossing, e vai poder entrar no site e digitar o código do livro para dizer que o encontrou. Assim, você também vai poder acompanhar por onde anda o seu livro.

É uma comunidade ativa não só no Brasil, mas no mundo inteiro, e nos fóruns do site você descobre alguns “pontos de libertação” mais comuns no Brasil, para também receber os livros libertados por outros usuários.

Por Fabio Bracht | Publicado originalmente em Gizmodo | 28 de Abril de 2011 – 13:32

Kindle Store chega à Alemanha


E passa a abrigar o maior catálogo de livros digitais do país

Kindle Store

Ao começar a vender e-books na Alemanha na semana passada, a Amazon se tornou, instantaneamente, a maior e-bookstore daquele país.

Já na inauguração, a livraria virtualdisponibilizava 250 mil títulos, sendo que alguns deles, sobretudo clássicos alemães, podem ser baixados gratuitamente.

A empresa também está de olho nos autores independentes e anunciou que seu projeto Kindle Direct Publishing [KDP] está disponível lá. Uma das vantagens para quem optar por essa forma de publicação é o recebimento de 70% de direito autoral.

PublishNews | 26/04/2011

Arquivo histórico de Jacareí ganha biblioteca digital


Acervo estará disponível na internet a partir do dia 25 de abril

Jacareí é uma das cidades mais antigas do Estado de São Paulo. Para organizar melhor toda a sua história, a Prefeitura de Jacareí e a Fundação Cultural de Jacarehy José Maria de Abreu inauguram nesta segunda-feira, dia 25 de abril, uma biblioteca digital com fotos, jornais, revistas e documentos que revelam fatos de seus 359 anos de fundação. São mais de cinco mil páginas de 42 jornais impressos e 10 mil fotos, entre outros documentos, que compõem o acervo do Arquivo Público e Histórico da Cidade. O site também inclui estudos técnicos, livros raros, relatórios de comissões, vídeos e livros em áudio para baixar, material relacionado à Constituinte de 1988 e outros documentos de interesse institucional e ligado às atividades dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Já os manuscritos serão interpretados e transcritos por especialistas para uma leitura acessível.

PublishNews – 25/04/2011

L&PM digital


Editora gaúcha disponibiliza os primeiros 150 títulos na versão digital

Mais de 150 e-books da gaúcha L&PM estão à venda nos sites das livrarias Saraiva e Cultura desde quarta-feira, 19 de abril. Até o fim do ano esse catálogo deve chegar a 400 títulos e em 2012, a 1.000 títulos. A distribuição está sendo feita pela DLD [Distribuidora de Livros Digitais].

PublishNews | 25/04/2011

Barnes & Noble aprimora Nook Color para competir com iPad


NOVA YORK [Reuters] – A Barnes & Noble revelou novos recursos para seu leitor eletrônico Nook Color a fim de deixá-lo mais competitivo com o iPad, da Apple, e oferecer funções ausentes do Kindle, da Amazon.com.

A Barnes & Noble afirmou em comunicado à imprensa pela Internet nesta segunda-feira que o novo Nook Color possui uma loja para compra de aplicativos, roda jogos como o “Angry Birds” e permite o acesso a e-mails em contas do Google e do Yahoo.

Ele também emprega o sistema operacional do Google, o Android 2.2, também chamado de Froyo, permitindo a usuários assistir vídeos em Flash 10.1. Os novos recursos tentam corrigir deficiências apontadas por avaliadores do dispositivo quando a Barnes & Noble apresentou o Nook Color, em outubro.

Os consumidores afirmaram que queriam recursos semelhantes aos de um tablet“, disse Jamie Iannone, presidente da unidade de produtos digitais da empresa.

O preço do Nook Color continua sendo de 249 dólares.

O iPad, que vendeu cerca de 20 milhões de unidades desde seu lançamento no ano passado, é um tablet com funções de e-reader, e a Apple opera uma livraria digital.

Em contraste, o Kindle, da Amazon, é o leitor eletrônico mais vendido, mas não possui uma tela colorida e sensível ao toque, nem permite a navegação na Web por meio de Wi-Fi, recursos padrão nos tablets.

“Eu não acho que eles estão tentando combater o iPad tanto quanto desejam superar a Amazon“, disse o analista James McQuivey, da Forrester Research.

Ele estima que a Barnes & Noble tenha vendido 400 mil Nook Colors desde o lançamento do aparelho e disse que as vendas podem chegar a 3 milhões de unidades no fim do ano.

Por Phil Wahba | © Thomson Reuters 2011 All rights reserved | segunda-feira, 25 de abril de 2011 16:31

Cultura Artística põe acervo de fotos e programas em DVD


O incêndio que destruiu o Teatro Cultura Artística, em agosto de 2008, levou sua diretoria a atentar para a importância da história da instituição. Dois anos e meio após o incidente, foi finalizada a catalogação do acervo da Sociedade e iniciada sua digitalização, no início do mês.

Até novembro, será lançado um DVD duplo para distribuição gratuita a escolas, bibliotecas e entidades de pesquisa. No total, são 1.818 programas dos saraus realizados pela entidade desde 1912 [20 mil páginas em diferentes formatos] e mais 1.300 fotos de artistas e espetáculos. O lançamento do DVD é parte das comemorações do centenário da instituição, celebrado no ano que vem.

Foi por pouco que as chamas não consumiram todo esse acervo. Perceber que ficaram a salvo [em duas salas próximas do painel de Di Cavalcanti, que também se salvou] atentou para a necessidade do processo de digitalização“, afirma Eric Klug, responsável pelas relações institucionais da Sociedade de Cultura Artística.

As imagens presentes no DVD contarão a evolução da Cultura Artística, cujas apresentações hoje têm por base, principalmente, a música lírica erudita. No começo, não era assim. “Muitos dos primeiros saraus eram sobre literatura e arte brasileiras populares, era o foco da instituição no início. Essa informação muitos ignoram“, disse Klug.

A expectativa da direção da Sociedade é finalizar a construção do novo teatro até o fim de 2012. A primeira fase da reconstrução, o restauro do painel de Di Cavalcanti, que fica na fachada do teatro, termina em dois meses. Nos próximos meses, começa a etapa de reconstrução do teatro, estimada em R$ 30 milhões. Depois começará a última etapa de reconstrução, que custará R$ 45 milhões. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

ESTADÃO | 25 de abril de 2011 | 9h 50

Zizek e o “e-book”


O mais pop dos filósofos de esquerda, Slavoj Zizek se diz “conservador moderado” quando se trata do futuro digital do livro. “Se o “e-book” prevalecer, todo o processo de ler e de pensar se modificará“, disse à Folha, por e-mail. “Em vez de seguir em linha e ler a obra inteira, será como assistir a um programa de entrevistas na TV, rápido e com troca de piadas“, compara o esloveno, que diz torcer para se enganar em sua previsão pessimista. Zizek vem ao Brasil no próximo mês para lançar dois livros, “Em Defesa das Causas Perdidas” e “Primeiro como Tragédia, Depois como Farsa”. Vai falar, entre outros temas, da primavera árabe na palestra que faz em 21 de maio, como parte do projeto “Revoluções”, realizado pela editora Boitempo, secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e Sesc São Paulo.

Por Josélia Aguiar | Folha de S. Paulo | 23/04/2011

Usuários do Kindle mais perto do acervo de 11 mil bibliotecas


Amazon vai permitir que usuários do Kindle ou de seus aplicativos emprestem livros de bibliotecas americanas

Usuários do Kindle vão poder pegar livros digitais emprestados de mais de 11 mil bibliotecas americanas ainda neste ano e ler no Kindle ou em seus aplicativos gratuitos para Android, iPad, iPod touch, iPhone, PC, Mac, BlackBerry ou Windows Phone. Se o usuário resolver pegar este mesmo livro emprestado uma segunda vez ou mesmo comprá-lo na Amazon, encontrará todas as anotações que fez na primeira vez. O projeto está sendo desenvolvido com a empresa OverDrive e não tem data certa para começar a funcionar.

PublishNews | 22/04/2011

Dono de Kindle poderá ‘pegar’ livros em bibliotecas


A livraria virtual Amazon.com vai começar a permitir que usuários de seu aparelho de leitura Kindle peguem emprestado livros digitais de muitas bibliotecas localizadas nos Estados Unidos até o final deste ano. A iniciativa serve para acelerar a adoção do aparelho da empresa pelo mercado.

A Amazon, maior companhia de varejo online do mundo em vendas, informou que os usuários do Kindle poderão pegar emprestado livros de 11 mil bibliotecas e fazer anotações eletrônicas nos livros. A companhia, porém, não informou a data exata do lançamento do serviço.

Os leitores poderão pegar o livro emprestado por um período de sete a 14 dias. O serviço também funcionará no aplicativo gratuito do Kindle para celulares inteligentes e computadores.

A Amazon lançou o Kindle em 2007 e coloca, na maior parte dos livros digitais que vende, preços inferiores a US$ 10, como uma estratégia para acelerar a adoção do produto e se proteger de rivais como o Nook, da rede de livrarias Barnes & Noble, e o próprio iPad, da Apple.

A Barnes & Noble lançou o empréstimo de livros eletrônicos de bibliotecas na mesma época em que lançou o seu leitor eletrônico Nook, em outubro de 2009.

Reuters | 21 de abril de 2011 | 17h45

Mais investimento na Kobo


A empresa canadense especializada em livro digital Kobo vai investir mais C$ 50 mi [US$ 52,4 mi] para acelerar seu “explosivo” crescimento internacional. O serviço de “e-reading” ganhou C$ 13 mi [US$ 13,6] de investidores já existentes e o resto veio de um investidor não revelado. O dinheiro também será usado para o desenvolvimento de novos produtos, segundo a Reuters.

Na semana passada, a Kobo anunciou que planejava lançar um serviço de oferta de conteúdo de e-books, jornais e revistas na Alemanha e na Espanha a partir de maio, e algumas semanas depois na França, Itália e Holanda.

A empresa concorre com o Amazon, Apple e Barnes & Noble e disse que tem mais de 3.2 milhões de usuários. Seus acionistas são Indigo, Cheung Kong Holdings e investidores institucionais.

Por Lisa Campbell | The Bookseller | 21/04/2011

A Bíblia do século XXI


A tecnologia está mudando a forma de ler o livro sagrado; agora é possível interagir com o conteúdo

Nem mesmo a Bíblia ficou de fora das transformações da tecnologia. O livro mais vendido no mundo agora pode ser lido de uma forma diferente. Para quem gosta das passagens bíblicas, é possível conhecer os lugares por onde Jesus passou, visitar Mosteiros, passear pelas ruas Jerusalém. A Bíblia Glow, lançada em formato digital e interativo, conquistou 65 mil usuários nos EUA, desde o lançamento setembro de 2009, e uma média de mil instalações por dia. O lançamento no Brasil, em agosto do ano passado, teve 8 mil unidades vendidas.

De forma interativa, o livro sagrado pode ser visto com 2.400 imagens [que inclui obras de arte sacra e imagens de satélite tiradas dos locais mencionados], vídeos e documentários em alta resolução, além de animações históricas, mapas com zoom e passeios virtuais de 360 graus em lugares sagrados. Entre as possibilidades de interatividade está o plano de leitura, que permite organizar marcações e comentários que fizer nos trechos que achar interessante. Todas as alterações feitas são registradas no sistema e compartilhadas em todas as mídias em que o usuário estiver cadastrado.

Por enquanto, no Brasil, o consumidor pode ter acesso ao conteúdo bíblico interativo da Glow instalando o programa [compactado em três CD’s] em até três computadores. O software é vendido por R$119,00, na versão traduzida pela Sociedade Bíblica Brasileira, e R$139,00, na versão Pentecostal publicada pela CPAD. Nos EUA, o usuário consegue comprar o software pela internet e fazer o download também no iPad, iPhone e Mac.

Depois do lançamento da Bíblia interativa Glow no ano passado, a editora lica Brasil irá lançar em maio uma versão para e-book e, em junho, o Novo Testamento em formato MP3: Evangelhos e Atos; Cartas a Apocalipse, além do volume Jô, Salmos e Provérbios. O livro bíblico foi traduzido pela Nova Versão Internacional [NVI], versão mais próxima aos escritos bíblicos originais. O texto é recitado por um pastor e embalado por músicas tocadas no decorrer da narração.

Para quem gosta de estudar a Bíblia, há no mercado a Biblioteca Digital da Bíblia, publicada pela Biblioteca Digital Libronix. O conteúdo vem em um CD que deve ser instalado. O sistema permite expandir o acervo da biblioteca digital acrescentando outros conteúdos publicados pela editora e adicionar novos recursos e ferramentas.

Por Keila Cândido | Revista Época | 20/04/2011 – 20:19

Amazon vai deixar que bibliotecas emprestem livros Kindle


A Amazon vai começar a permitir que usuários de seu aparelho de leitura Kindle peguem emprestado livros digitais de muitas bibliotecas dos Estados Unidos até o final deste ano. A iniciativa serve para acelerar a adoção do aparelho da empresa pelo mercado.

A Amazon, maior companhia de varejo on-line do mundo em vendas, informou que os usuários do Kindle poderão emprestar livros de 11 mil bibliotecas e fazer anotações eletrônicas nos livros. A companhia, porém, não informou a data exata do lançamento do serviço.

A Amazon lançou o Kindle em 2007 e dá preço a maior parte dos livros digitais que vende por menos de US$ 9,99 para acelerar a adoção do produto e se proteger de rivais como o Nook, da rede de livrarias Barnes & Noble, e o iPad, da Apple.

A Barnes & Noble lançou o empréstimo de livros eletrônicos de bibliotecas na mesma época em que lançou o Nook, em outubro de 2009.

DA REUTERS, EM NOVA YORK | Publicado em Folha.com | 20/04/2011 – 15h14

Brasil tem 4ª pior lei de direitos autorais


O Brasil tem a quarta pior legislação de direitos autorais entre 24 países analisados, afirma uma pesquisa divulgada na segunda-feira, 18, pela Consumers Internacional, organização que reúne entidades de proteção ao consumidor de todo o mundo, incluindo o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor [Idec], responsável por levantar os dados sobre o País.

O estudo analisa questões como liberdade para o compartilhamento e acesso público de bens culturais. As notas de A até D indicam o nível de respeito dos países a cada tipo de uso, enquanto F sinaliza que a legislação não está adaptada para determinada área.

O Brasil piorou sua posição em relação ao ranking do ano passado, em que ficou na sétima posição. Uma das razões é o aparente congelamento da revisão da Lei de Direitos Autorais proposta pelas gestões dos ex-ministros da Cultura Gilberto Gil e Juca Ferreira. A atual comandante da pasta, a compositora Ana de Hollanda, tem se mostrado mais alinhada ao posicionamento da indústria cultural do que à flexibilização do direito de autor, e deve abrir nova consulta pública sobre o anteprojeto durante sua gestão.

De acordo com o estudo — chamado de IP Watchlist — , as leis de copyright no Brasil são tão rígidas que prejudicam o acesso à cultura e o uso educacional de obras protegidas por direitos autorais. Hoje, a lei de propriedade intelectual não permite cópias físicas ou digitais para uso educacional ou científico.

Gráficos mostram que países têm exceções para uso pessoal, domínio público e remix. Já o último modelo (no canto inferior direito) expõe que a maioria dos locais pesquisados não determina punições para quem impede o usuário de acessar obras protegidas

Vinte e quatro países foram analisados em onze diferentes áreas. Nenhum alcançou a nota máxima e mais de dois terços receberam a pontuação mais baixa possível em pelo menos um dos critérios. O trabalho analisa questões como o acesso a bens culturais, exceções para uso em pesquisas, preservação do patrimônio e adaptação da lei ao modelo digital. O estudo completo pode ser visto aqui.

As cinco piores legislações:
1 – Tailândia
2 – Chile
3 – Reino Unido
4 – Brasil
5 – Bielorrússia

As cinco melhores legislações:
1 – Moldávia
2 – Estados Unidos
3 – Índia
4 – Líbano
5 – Nova Zelândia

Por Rafael Cabral | LINK do Estadão | 20 de abril de 2011 – 8h00

eBook sobre mídias sociais


Será lançado na próxima segunda-feira, às 17h, o livro eletrônicoPara entender as mídias sociais, organizado pela jornalista Ana Brambilla. Poderá ser baixado de graça aqui.

Nele, trinta e seis autores tratam de temas como política, educação, celebridades, jornalismo, mobilidade, relevância e mercado de agências.

O livro tem apresentação do Juliano Spyer e textos do Walter Lima,Carolina TerraPollyana Ferrari e Rodrigo Martins, entre outros.

Por Renato Cruz | Para o Blog do Link | 19 de abril de 2011 – 20h22

Telefonica avança no negócio do livro digital


Por Maria Fernanda Rodrigues | Publicado originalmente em PublishNews | 19/04/2011

Grupo espanhol começa a distribuir e-books na Argentina nesta quarta-feira

O Kindle e o iPad são o começo da história, mas não o fim. Ainda tem muita coisa para acontecer”, profetizou Tanya Field, diretora de estratégia da Telefonica O2 do Reino Unido, durante a Conferência Digital realizada em Londres na última semana. Ela participou de um painel que destacou o interesse de outras indústrias, sobretudo a de telefonia, em aproveitar o vácuo que as editoras estão deixando enquanto tentam entender o papel que devem desempenhar na “era digital”. Poucos dias depois, a empresa anunciou que começará a vender livros digitais na Argentina a partir desta quarta-feira, dia 20 de abril. Nos portais do Speedy e da Movistar, a operadora de telefonia celular do grupo, os usuários poderão escolher entre 15 mil títulos em espanhol. O pagamento poderá ser feito por cartão de crédito ou na própria conta telefônica. A Argentina é o primeiro país do grupo a contar com esse serviço, que ganhou o nome de “eBooks”. Lá, a Telefonica conta com 16,7 mi de linhas móveis, 1,5 mi de acessos a banda larga e 4,6 mi de linhas fixas.

Os livros poderão ser baixados tanto em computadores quanto em dispositivos móveis, como smartphones e tablets. Esse é o único momento em que a internet é necessária. A ideia é que os leitores possam transportar os livros em aparelhos compactos e ler em qualquer lugar. Essa iniciativa mostra o movimento que a empresa está fazendo no sentido de agregar valor a seus serviços de banda larga e de internet móvel, e não simplesmente sua vontade de concorrer com editoras, livrarias ou distribuidoras.

Buscamos dinamizar o mercado, queremos que cada vez mais gente se aproxime da leitura. Nosso objetivo é dar cada vez mais valor à banda larga. Fizemos isso com a Sonora, com On Video e agora estamos fazendo com o eBooks”, disse o diretor de marketing da Speedy, Andrés Tahta, em comunicado da empresa. O diretor de produtos e serviços da Movistar, Leandro Musciano, completou: “O eBooks é uma solução que segue o caminho da mobilidade dos conteúdos que o grupo adota há muitos anos. É também uma nova proposta que aproveita ao máximo a liderança da Telefonica na inovação de serviços móveis e de banda larga.

Na Feira de Londres, Tanya comentou sobre como é caro e difícil ter conteúdo digital. Por isso, vão fazer parcerias nos países em que atuam e se tornarão distribuidores de livros digitais. Ela disse ainda que as diferentes tecnologias adotadas nos países dificultam o trabalho. Por fim, deixou um recado aos editores: “Não façam parcerias apenas com a Apple e com a Amazon. Conheçam seus clientes, saibam quantos aparelhos eles usam. Não trabalhem verticalmente e façam parcerias.

A Telefonica está presente em 25 países e atende 287 milhões de pessoas. Se o projeto der certo na Argentina, outros países de língua espanhola devem ser incluídos nele. Amanhã o novo produto poderá ser conhecido através do site da empresa. E quem for à Feira do Livro de Buenos Aires, marcada para o período de 20 de abril a 9 de maio, poderá conferir o funcionamento no estande da empresa.

Por Maria Fernanda Rodrigues | Publicado originalmente em PublishNews | 19/04/2011

Escolas públicas de Nova York abrem mão dos livros e usam laptops


Nos Estados Unidos, a tecnologia é aliada agora nas escolas públicas. A internet é imprescindível na sala de aula.

Parece uma escola pública americana como outra qualquer, mas no primeiro intervalo os alunos não usam livros didáticos. Nas mãos, há computadores. Esta é uma das 20 escolas em Nova York que abriram mão dos livros tradicionais e estão usando a tecnologia para ensinar. No armário de um aluno, antes abarrotado, agora só tem dois cadernos, uma mochila e um casaco.

O projeto foi desenvolvido por especialistas em educação para ajudar a aumentar a quantidade de estudantes que vão para as universidades. O conteúdo que estava nos livros foi para páginas dos professores na internet, e todos agora estudam conectados à grande rede.

Na aula de biologia, o estudo dos microorganismos leva à descoberta de que cientistas tentam desenvolver uma vacina que poderia combater a malária e o HIV. Mas e a distração com a troca de mensagens, por exemplo? Uma aluna confessa: ela se distrai de vez em quando, mas se fossem só livros, ela diz que seria muito chato. “Com os computadores o estudo fica bem mais interessante”, acredita.

Outra vantagem: como tudo está online, às vezes as aulas não dependem do professor. O professor de ciências ficou doente e não pôde vir à escola, mas isso não quer dizer que não teve aula. Dentro da sala, está todo mundo estudando – e vale nota.

Auxiliares acompanham a execução das tarefas, que estimulam a curiosidade e o debate de ideias. A diretora Nancy Amling diz que há o cuidado de ensinar os alunos a procurar as informações certas na internet. Em vez de ficarem limitados a um livro, os alunos podem o tempo todo acessar trabalhos de cientistas renomados, por exemplo. “Livros aqui, só os de leitura”, diz a diretora.

A leitura, aliás, é obrigatória: uma hora por dia na escola e várias outras mais em casa. O livro principal, adotado neste semestre, não é Shakespeare. É, quem diria, “O alquimista”, de Paulo Coelho.

Dominique acha bem melhor a nova escola sem livros didáticos. Dividindo o seu tempo no computador entre os videogames e os estudos, ele sente exatamente o que os especialistas americanos em educação esperavam. “Eu me sinto realmente pronto para o futuro e também para minha carreira”, diz.

Assista à reportagem.

Bom Dia Brasil | Edição do dia 19/04/2011 | Atualizado em 08h01

Uma biblioteca ao toque dos dedos


Um relatório da Association of American Publishers, entidade que reúne as 200 principais editoras dos Estados Unidos, publicado recentemente, trouxe uma informação já esperada pelo mercado editorial. A popularidade dos livros eletrônicos [e-books] nos EUA já é maior do que a dos livros de papel, em termos de vendas.

Os números de fevereiro deste ano mostram que a tendência é irreversível. Em relação a fevereiro de 2010, o crescimento no volume de vendas dos e-books foi de mais de 202%, gerando negócios da ordem de mais de US$ 90 milhões.

A popularização dos aparelhos e-readers [como o Kindle, da Amazon, o Reader, da Sony, o Nook, da Barnes & Noble, o e-reader, da Kobo e o Novel, da Pandigital] além dos tablets, com o iPad da Apple e o Xoom da Motorola, só para citar dois já disponíveis no Brasil, alavancou as vendas de livros eletrônicos. Ainda mais a partir do fim do ano passado, quando muitos ganharam ou adquiriram seus aparelhos no Natal.

Por aqui, os e-readers ainda são raros e caros. Mas há muitas alternativas interessantes para desfrutar de e-books em tablets e celulares.

Para ler no celular ou no tablet

Ótimos aplicativos para levar e ler seus e-books em qualquer lugar não faltam para os dois sistemas operacionais para dispositivos móveis mais difundidos na atualidade, o Android, do Google, e o iOS, da Apple.

A Amazon disponibiliza o Kindle para Android e para iOS [iPhone, iPad, iPod touch]. Esse app permite a compra, download e leitura dos livros com proteção digital de direitos autorais [DRM] adquiridos na Kindle Store, que dispõe de cerca de 900.000 títulos, entre eles muitos best sellers.

Lojas eletrônicas brasileiras, como a Saraiva e o Submarino também já oferecem a venda dos livros digitais.

Livros eletrônicos sem proteção de direitos, em arquivos com a extensão .epub – comprados ou convertidos pelo próprio usuário – podem ser lidos em outros apps específicos.

Para o Android, as alternativas mais conhecidas são o Aldiko Book Reader, que tem versões gratuita e paga [R$ 4,71 no Android Market] e o Laputa Reader, gratuito, mas com funcionalidades adicionais mediante doação. O FBReader, também gratuito, lançado recentemente, vem ganhando elogios de quem instalou.

Para adicionar os livros nos celulares e tablets com Android, basta arrastar e soltar os arquivos ao cartão de memória. Os apps localizam e adicionam as obras à biblioteca.

O Laputa Reader para Android

No iOS, certamente o app mais conhecido é o iBooks, da própria Apple. É necessário fazer a sincronização dos arquivos em .epub via iTunes, direto ao iPhone, iPod touch ou iPad. O iBooks permite também a compra de obras pelo próprio dispositivo, através da iTunes store.

O iBooks, no iPad

Em todos esses apps, para ambos os sistemas operacionais, a apresentação dos livros é bem parecida, e bastante agradável. As obras ficam dispostas em prateleiras virtuais.

Uma vez aberto um livro, é possível pesquisar trechos ou palavras, adicionar “favoritos” a capítulos ou frases e marcar onde a leitura parou. Há ainda o efeito gráfico de virar a página, tal como num livro de papel.

Tanto as alternativas para Android quanto as existentes para o iOS permitem também que o usuário faça downloads de obras de domínio público, geralmente obras clássicas e de referência, gratuitamente, em vários sites, e pelos próprios aplicativos. São milhares de opções.

Quem também aderiu à onda do livro digital foi o poderoso Google. O Google Books já tem um app para Android e para iOS, que libera o acesso à biblioteca digital do usuário direto no tablet ou celular. Há muitas obras e trechos de obras gratuitos e pagos para download.

Por Daniel Gonzales | Publicado originalmente em O Estado de S. Paulo | 18 de abril de 2011 | 17h13

Boom dos eBooks


A Associação de Editores Americanos anunciou que as vendas de e-books em fevereiro totalizaram 90,3 milhões de dólares, um aumento de 202% em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo a instituição, esse valor faz dos e-books o formato com melhor desempenho entre todas as categorias do mercado. O boom é atribuído por analistas à alta na venda de e-readers nas festas de fim de ano e à crescente disponibilidade de títulos no formato digital, indica a coluna No Prelo.

Por Mànya Millen e Miguel Conde | O Globo | 16/04/2011

Projeto oferece livros infantojuvenis pela internet


Mais de 30 mil registros, o equivalente a 22 mil títulos, estão disponibilizados no site da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil [Fnlij] para consulta de pesquisadores, estudiosos e educadores, dentro do projeto Biblioteca FNLIJ, com patrocínio da Caixa Econômica Federal e Petrobras.

A secretária-geral da fundação, Beth Serra, disse à Agência Brasil que o site da Biblioteca Fnlij é o único no país com esse tipo de informação. Ele reúne um acervo tão vasto de publicações dedicadas ao público infantojuvenil. O projeto contribui para subsidiar pesquisas e políticas culturais e educacionais de compra de livros.

Todas as publicações recebidas pela fundação estão à disposição dos interessados na Biblioteca Fnlij. Cerca de 1,2 mil títulos são recebidos pela entidade a cada ano.

A ferramenta visa a auxiliar também os pais e educadores na compra de livros para as crianças e jovens, de acordo com a sua faixa etária. “A ideia é essa. A biblioteca tem um atendimento para quem é pesquisador e, também, para os pais e professores e educadores em geral. Eles podem saber o que está sendo publicado no Brasil dentro do universo infantil”, disse.

As informações sobre o acervo são atualizadas automaticamente, afirmou Beth Serra. Elas incluem os títulos premiados pela fundação ao longo dos anos e, ainda, os livros que se encontram no mercado. “É um cardápio bastante variado para pais e professores que já consultam para comprar acervo, para orientar a leitura”, ressaltou a secretária-geral da FNLIJ.

Por Alana Gandra | Publicado originalmente por Agência Brasil | 16/04/2011

Loja de eBooks tem 700 editoras da Espanha e América Latina


A primeira loja de e-books da Movistar, que começará a operar no dia 20 de abril em Buenos Aires, será conectada a mais de 700 editoras independentes da Espanha e América Latina, segundo informou nesta sexta-feira a Publidisa, o maior distribuidor de conteúdos digitais em espanhol.

A empresa espanhola Publidisa fornecerá à Movistar Argentina os conteúdos para sua loja de livros eletrônicos, a primeira que uma companhia não pertencente ao setor editorial lança na América Latina, que será apresentada oficialmente no marco da Feira Internacional do Livro de Buenos Aires.

Trata-se da primeira grande aposta no livro eletrônico da Telefónica na Argentina, que responde ao crescente interesse na América Latina por este tipo de suportes digitais.

Everest, McGraw, Algaida, RBA e Ediciones B são algumas das editoras que oferecerão seu conteúdo, o que porá à disposição dos usuários desta loja virtual um catálogo de mais de 25 mil referências em diferentes formatos.

O diretor-geral da Publidisa afirmou em comunicado que “os consumidores de formato eletrônico estão buscando as novidades dos editores e por isso o sucesso dos projetos de comercialização de conteúdos digitais se baseia na incorporação rápida dos livros que são publicados em formato papel“.

DA EFE, EM MADRI | Publicado em Folha.com | 15/04/2011 – 15h37

Frase do Dia


[…] este novo aparelho [iPad] é provavelmente o responsável por eliminar milhares de empregos nos Estados Unidos. Agora, a [livraria] Borders está fechando lojas porque não precisamos mais ir às lojas. Por que você precisaria ir à [livraria] Barnes & Noble? Compre um iPad e faça o download de um jornal, de um livro, uma revista…” – Disse Jesse Jackson Jr., membro do partido Democrata de Illinois [EUA], exaltando-se em um inflamado discurso na Câmara dos Representantes daquele país. Para ele, o iPad – e o Sr. Steve Jobs – são os grandes responsáveis pelo desemprego moderno.

Veja como ampliar o acervo de sua biblioteca virtual


O estímulo à leitura é uma das estratégias pedagógicas amplamente defendidas pelo Blog Educação. O aluno que lê com frequência aprende mais, escreve melhor e tem maior facilidade para se comunicar. Por isso, para facilitar o acesso a um maior número de livros, o Blog Educação selecionou um endereço virtual no qual é possível baixar arquivos com a íntegra de diversas obras.

A dica dessa semana é o blog dos estudantes do Curso de Letras da Universidade de São Paulo [USP]. Nele, estão disponíveis os links de centenas de livros e textos dos mais variados gêneros e autores. O blog também possui um perfil na rede social Twitter [@textosletrasUSP].

Blog Educação | 14/04/2011

Falta de dinheiro e desafios digitais preocupam bibliotecas britânicas


Questões como o fechamento de unidades e a catalogação de aplicativos foram destacados em debates da Feira do Livro de Londres

Os bibliotecários britânicos andam meio apreensivos com o fechamento de bibliotecas e com o corte de verba feito pelo governo para tentar minimizar o impacto da crise econômica. Na Feira do Livro de Londres, Tim Coates, um dos mais ativos defensores das bibliotecas, criticou as editoras por não tomarem partido. De acordo com ele, 500 unidades correm o risco de fechar este ano, e se ninguém lutar esse número pode chegar a 1.000 em 2012. Em outro painel, Kate Price, bibliotecária da Universidade de Surrey, voltou à questão criticando o pouco dinheiro que terão para continuar o trabalho e, sobretudo, para se adaptarem às mudanças impostas pela era digital. Outras dificuldades segundo a bibliotecária são: como catalogar todos os aplicativos, como acessar o conteúdo digital e também a falta de conteúdo disponível para bibliotecas, já que muitas vezes o que pode ser comprado pelo público ainda não tem licença para bibliotecas. Uma das ideias para combater a crise que se abre é que os alunos paguem uma taxa para usar os materiais durante o ano letivo. Mas eles ainda não sabem como vão sobreviver a 2011.

Por Maria Fernanda Rodrigues | Publicado originalmente em PublishNews | 14/04/2011

Livro digital: revolução ou evolução?


Por Maria Fernanda Rodrigues | Publicado originalmente em PublishNews | 14/04/2011

CEOs falaram sobre o presente e o futuro do mercado em Londres

O que está acontecendo neste momento com a indústria do livro é uma evolução, com editores se adaptando às mudanças naturais, ou é uma revolução, que acontece quando você é tirado repentinamente do poder? Para responder a essa pergunta e analisar o presente e o futuro da edição, a Feira do Livro de Londres convidou os CEOs da Penguin, Elsevier, China Education Publishing and Media Group e HarperCollins. As respostas foram divididas, mas todos concordaram que se o mercado editorial não acordar vai acabar perdendo espaço para outras indústrias.

Todas as empresas de TI estão tentando entender a relação entre conteúdo e veículo. Temos que ser indispensáveis para o processo para não sermos aniquilados”, disse John Makinson, chairman and CEO do grupo Penguin. Para ele, não se trata de uma evolução e essa mudança na forma de trabalho é vista em cada um dos espaços da edição. “O trabalho do editor está mudando. Temos que apender outras habilidades para continuarmos fazendo o nosso trabalho. E temos, sobretudo, que saber o que os clientes querem e o quanto eles estão dispostos a pagar, coisa com a qual nunca nos preocupamos”, comentou Makinson.

Ele disse também que é hora de tentar entender se os leitores vão continuar lendo com a mesma voracidade, se o consumidor digital vai querer ter a posse do livro e se – quando – as livrarias vão entrar em colapso. Por fim, deixou um aviso: “Quanto mais conteúdo estiver disponível, mais vamos vender. Isso se ouvirmos os consumidores”.

Li Pengyi, presidente da China Education Publishnig and Media Group, acredita que o momento está mais para evolução do que para revolução e que apesar de existirem mais de 400 e-readers diferentes na China, o mercado, em queda, ainda é reticente. “O mercado editorial chinês está caindo por causa da internet e de outras formas de diversão”, comentou. Quando à passagem para a era digital, quem está liderando o movimento são empresas de TI e de entretenimento. “A tecnologia digital permitiu que muitas outras empresas de tecnologia entrassem na indústria do livro. Elas se beneficiam de seu conhecimento tecnológico. Na China, tem empresa de jogo que já é editora“, disse.

Quanto aos editores, acredita que eles terão de aprender a coletar e processar conteúdo e desenvolver novos negócios. “Se não fizermos isso alguém vai fazer”. Mas ele ainda acredita na superioridade do mercado editorial: “o Google pode ser comparado a uma biblioteca. Já as editoras são experientes bibliotecários“.

O CEO da Elsevier e presidente da International Publishers Association [IPA], Y.S. Chi, falou sobre o momento a partir da perspectiva de quem está no segmento de CTP, que segundo ele está mais avançado do que os outros nessa questão digital. O que ainda falta para o CTP fechar o ciclo é analisar como o conteúdo pode ser melhor aproveitado e que tipo de serviço ainda podem oferecer aos seus consumidores. Pra ele, trata-se de uma evolução do mercado e brincou: “Todos preferimos que seja revolução porque é mais sexy. Pensem que é uma revolução, mas ajam como se fosse uma evolução”. Ele, no entanto, tem medo de ser substituído por alguém mais experiente em tecnologia e que vai se adaptar ao “mundo das palavras escritas”.

Quanto mais perto você chega dos consumidores, então é uma revolução. Há muitos impactos nos nossos negócios quando você pensa na mudança de consumo”, comentou Brian Murray, presidente e CEO da HarperCollins. Para aproveitar esse momento, o diretor pensa que é hora de levar pessoas com características diferentes para o dia a dia das editoras. “Esta é uma grande oportunidade para reinventar o negócio, procurar novos formatos e novas plataformas de leitura, sejam elas telas de 2 ou 10 polegadas. É a oportunidade de sermos mais criativos”. Murray se disse impressionado com a velocidade que os leitores aceitaram esse novo jeito de ler. De acordo com ele, há um ano existiam 15 milhões de e-readers no mundo. Hoje, são 40 milhões. “Isso me parece muito revolucionário e participar desta fase da história é incrível”.

Por Maria Fernanda Rodrigues | Publicado originalmente em PublishNews | 14/04/2011

MEC estuda uso de tablets nas escolas públicas


Com a popularização dos tablets – computadores portáteis sensíveis ao toque –, o Ministério da Educação decidiu, por sua vez, estudar como a ferramenta pode ser aproveitada em sala de aula.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, designou um grupo de técnicos do ministério para avaliar como essas novas tecnologias podem se tornar ferramentas didáticas em sala de aula e contribuir para a aprendizagem dos alunos.

Até o fim de maio, esses especialistas entregarão um relatório completo sobre o tema nas mãos do ministro.

O assunto se tornou mais importante depois do anúncio do investimento chinês na fabricação de tablets no País. Por trás do investimento chinês no Brasil, terceiro maior já feito no País por uma única empresa, está um enorme potencial de adoção de tablets no sistema educacional, público e privado.

Para especialistas ouvidos pelo iG, a experiência inédita coloca a tecnologia como principal fio condutor da evolução entre sociedade e educação. Na opinião dos pesquisadores, o suporte de leitura nas escolas precisa acompanhar as mudanças da sociedade.

Revolução transforma mundo do papel em digital – ”Estamos vivendo uma revolução e precisamos estar embarcados nelas. Estamos mudando o suporte escrito do papel para o digital. Há um saudosismo em relação ao livro, mas a tendência é o livro desaparecer. O conteúdo, no entanto, não desaparece”, avalia Gilberto Lacerda, especialista em tecnologia da educação da Universidade de Brasília [UnB].

Ele reconhece, no entanto, que a revolução que pode ser promovida por esse tipo de tecnologia tardará a chegar às escolas brasileiras, especialmente as públicas.

É um trabalho árduo, porque a pobreza no País é imensa. Mas é importante que experiências como essas [de colocar essas ferramentas nas salas de aula] aconteçam, para que nossas crianças também estejam neste barco da evolução”, afirma Lacerda. Há dificuldades a serem superadas nas escolas para que esse tipo de iniciativa se torne realidade, como o acesso à internet e a formação de professores.

Desde 2007, por exemplo, o governo federal financia iniciativas do projeto Um Computador por Aluno, disponível para apenas 150 mil alunos atualmente.

Depois de longas discussões sobre o preço e as condições para que esse material fosse levado às escolas, o governo liberou, no fim do ano passado, uma linha de crédito para que Estados e municípios possam adquirir essas máquinas.No futuro, porém, esses laptops poderiam ser trocados pelos tablets.

Os resultados que estamos encontrando nos experimentos realizados com o laptop em sala de aula, um para cada aluno e para cada professor, conectados em rede sem fio, são totalmente diferentes do modelo um computador para muitos alunos”, conta Léa da Cruz Fernandes, uma das maiores especialistas do País em tecnologias digitais na educação, que lidera o projeto nos estados do Sul e no Amazonas. Para ela, as práticas pedagógicas precisam ser inovadas com urgência, para se adaptar à nova cultura digital da sociedade.

Realidade ainda para poucos – Uma instituição privada de ensino superior, o grupo Estácio, está liderando uma experiência pioneira no assunto: 5,5 mil alunos e 500 mil professores receberão tablets ainda este ano para substituir cadernos, livros e para assistir a aulas online.

Para a instituição, mais do que facilitar a vida do aluno, a ferramenta garantirá inclusão digital. Na opinião de Léa, a iniciativa vai ajudar a aprendizagem dos alunos e “promoverá o desenvolvimento da inteligência dessas novas gerações, a educação para a convivência, o respeito às diferenças e a solidariedade universal”.

Nós, os ‘imigrantes’ digitais precisamos de manuais, os professores pedem cursos para começar a usar qualquer modelo novo de equipamento ou de software. Os ‘nativos’, os dispensam. Eles aprendem em rede de trocas interativas. Experimentam livremente quaisquer novos recursos porque não têm o medo de errar que nós tínhamos”, afirma.

Edgard Cornachione, professor da FEA/USP e coordenador de e-learning da Fipecafi, pondera que o conteúdo para os tablets precisa ser bem pensado. “Só a conversão do livro traz benefício, já que a geração atual lê mais na tela. Mas a grande vantagem disso é quando há condições de se oferecer para esse estudante outros artefatos para apreensão do conteúdo, como jogos, simuladores e vídeos, que o papel não permite”, diz.

Por Andréia Sadi e Priscilla Borges | Publicado originalmente por iG Educação | 14/04/2011

Pode autografar o meu Kindle?


Os fãs do autor Jonathon King receberam uma cópia de sua foto em um memory stick.

Sentado em uma mesa na Barnes & Noble de St. Petersburg, EUA, T. J. Waters autografava seu último lançamento, Hyperformance, quando um fã se aproximou com seu e-reader na mão: “Pena que você não pode autografar o meu Kindle…” Waters ficou incomodado: “Como é possível a tecnologia ser capaz de levar o homem à lua mas não conseguir que um e-book seja assinado?!

Na Book Expo America [BEA] em Nova Iorque, em maio, Mr. Waters e Robert Barrett, um executivo da área de TI, planejam lançar o App Autography, que funciona assim: o leitor tira uma foto com o seu autor – com a câmera do iPad ou uma câmera externa – e envia pro iPad do autor. O autor recebe no seu iPad, inclui uma mensagem e assina. Clica “send” e envia pro email ou para o Kindle do leitor a foto personalizada [ou mesmo apenas a página do autógrafo].

E o leitor já pode postar no Facebook e/ou Twitter. Isso demora uns 2,5 minutos. Outras opções estão a caminho, como e-books que já veem com uma página em branco para o autógrafo. Confira neste link um vídeo do Autography [em inglês], e no Leia mais você pode ler a matéria original do The New York Times.

Por Stephanie Rosenbloom | The New York Times | 13/04/2011

Recurso inédito de audiodescrição será lançado em SP


Dispositivo reproduzirá em áudio a descrição de todas as imagens do livro

A Fundação Dorina Nowill para Cegos lançará um recurso exclusivo de audiodescrição com a tecnologia Pentop para livros infantis impressos em tinta e braille. A novidade será lançada durante a Reatech, Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade, que acontece de 14 a 17 de abril, em São Paulo. Com o recurso, o usuário utilizará uma caneta interativa sobre o papel e o dispositivo reproduzirá em áudio a descrição de todas as imagens do livro. A tecnologia é ativada por um sensor posicionado na ponta da “caneta”, que decodifica o material impresso e reproduz o áudio correspondente.

Gravada em voz humana com efeitos sonoros lúdicos, especialmente voltados para o público infantil, o recurso permite que as crianças cegas e com baixa visão compreendam de forma clara e objetiva as ilustrações do livro e informações que não estão contidas nos diálogos, como por exemplo, cores, expressões dos personagens, objetos, etc. A Feira Internacional ocorrerá no Centro de Exposições Imigrantes [Rodovia dos Imigrantes – Km 1,5 – São Paulo/SP], de quinta e sexta-feira, das 13h às 21h; sábado e domingo, das 10h às 19h.

PublishNews | 13/04/2011

Novas mídias, novo conteúdo


Foto: PublishNews

Uma das frases mais repetidas nos debates da Feira do Livro de Londres é que você tem que dar o que o seu leitor quer no formato que ele precisa. E para atrair novos [e jovens] leitores, a ficção terá de se reinventar. É isso o que pensa o conferencista do departamento de inglês da Universidade de Surrey, David Ashford. Ele participou do painel “E-books e o usuário: na biblioteca, no desktop e nos leitores digitais” e disse que a nova ficção deve ser curta, rápida e inteligente. Para ele, contos e novelas se encaixam mais no perfil dos adolescentes, mas que se for inevitável escrever um grande romance, que os autores e editores considerem dividi-lo em volumes.

Por Maria Fernanda Rodrigues | Publicado originalmente por PublishNews | 12/04/2011

Inglaterra corre para não chegar tão atrás dos EUA na era digital


Por Maria Fernanda Rodrigues | PublishNews | 11/04/2011

Editores ingleses e estrangeiros participam da Conferência Digital, pré-evento da Feira do Livro de Londres que abre suas portas hoje

Nesta mesma época no ano passado, a nuvem do vulcão Eyjafjallajökull fechava o espaço aéreo europeu e frustrava a organização da Feira do Livro de Londres e todos os editores estrangeiros que tentavam chegar à cidade. Para compensar o ano que passou praticamente em branco, uma extensa programação de seminários [são mais de 300] foi preparada para esta edição, que começou a receber os primeiros visitantes na manhã desta segunda-feira [11]. A feira é aberta apenas para profissionais do mercado editorial e espera receber mais de 23 mil pessoas. Ontem, parte desses visitantes dispensou o domingo de sol e passou o dia na Conferência Digital, no Olympia Conference Centre.

No palco, 20 editores, quase todos britânicos, e convidados vindos de outras indústrias, como a de música, de filme e de telefone celular, se revezam em previsões, conselhos e propaganda de seus produtos.

Entre os destaques, Evan Schnittman, diretor de Vendas, Marketing, Impressão e Digital da Bloomsbury, que anunciou para breve a morte dos enhanced e-books. Segundo o diretor, fazer um aplicativo para livro é caro e todo o trabalho acaba se perdendo. Os ingleses parecem um pouco confusos quanto ao que será de fato o futuro digital do livro. Horas depois de Schnittman desencorajar a produção de livros como aplicativos, Henry Volans, responsável pela área digital da Faber, usou seus 10 minutos para apresentar os experimentos que a editora vem fazendo neste campo, como a versão para iPad de The Waste Land, de T.S.Elliot, que deve ser lançada nos próximos dias. O leitor pode tanto ler o poema como faria no livro impresso ou, se preferir, pode ouvir o autor lendo, assistir a uma atriz interpretando e por aí vai. Os livros infantis, no entanto, são os que mais se beneficiam dessa tecnologia.

Mas em uma coisa todos os palestrantes concordaram. Só terá sucesso quem souber o que o cliente quer e puder atendê-lo de forma simples. Para isso, editoras, livrarias e outras plataformas usam todas as ferramentas possíveis para conhecer essas pessoas. O que compraram, os assuntos preferidos, de onde vieram e quanto gastam em média são informações básicas que vão ajudando a construir o perfil desse comprador. Depois disso, é só oferecer serviços e produtos e, com um ou dois cliques, a venda está processada. “Quanto melhor conhecermos os clientes, mais fácil será colocar os livros certos nas mãos deles”, comentou Michael Tamblyn, vice-presidente de conteúdo, venda e publicidade da Kabo. Uma questão de privacidade, mas que está sendo usada como ferramenta de venda.

Para Michel Comish, CEO da BlinkBox, uma empresa de vídeo sob demanda com mais de 2 milhões de usuários únicos e um acervo de mais de 8 mil livros, o caminho para atrair os leitores para a era digital é dar algum conteúdo sem cobrar por isso. “O lado grátis do negócio permite atingir um grande público e fidelizar o cliente”. Parte do que sua empresa oferece é grátis e isso só é possível por causa dos anunciantes. Mas ele adverte: “a economia da publicidade só funciona em escala colossal”.

Para ele, as plataformas de distribuição vão se resumir a Apple, Google, Amazon e Facebook e ele sugeriu que os editores não se prendam a apenas uma delas, como tem acontecido hoje. Por fim, disse que os editores devem tomar as rédeas da edição digital, já que este não é um trabalho de TI e sim de estratégia. Jane Tappuni, da Publishing Technology, é da mesma opinião. “A tecnologia é a chave para a renovação. Conheça o pessoal de TI que trabalha para você e fale para eles o que você quer. Não espere que eles dêem a tecnologia deles”, comentou.

Da indústria da música vem o recado: “Separar e vender capítulos de livros não é uma ameaça à indústria do livro, mas sim uma oportunidade de negócio para as editoras”. Paul Bridley, CEO da Music Ally, acredita que o mercado editoral não vá sofrer tanto com a pirataria quanto a indústria fonográfica sofreu e pensa que no futuro a prestação de serviço, como acesso temporário a livros, pode se sobressair à venda de produtos.

Nenhum e-reader específico foi destacado no seminário, e como disse o diretor da Bloomsbury, Evan Schnittman, “leitores vem e vão”. Para ele, não são os devices que movem o mercado amerciano e sim as plataformas. “A batalha que se abre envolve usuários do Kindle que vão querer ler no iPad. E aí, como faz?”, questionou. Além disso, ele comentou que as editoras não tradicionais, ou seja, as que já nasceram digitais, podem esperar bons ventos no futuro.

Gordon Willoughby, diretor do Kindle na Europa, lembrou aos editores que os livros não competem mais só entre si e que o preço é o que vai definir se o internauta vai comprar um livro, um CD, um DVD ou apenas assinar gratuitamente um jornal.

A indústria do livro na Inglaterra está alguns passos atrás da americana no que diz respeito ao livro eletrônico, aspecto destacado pelos palestrantes e percebido pelo nível dos debates. Enquanto não se decidem se têm medo ou não de pirataria, se devem ou não digitalizar livros esgotados, se lançam ou não as versões impressa e digital ao mesmo tempo, editores ingleses especulam sobre o que ainda está por vir. “Não sabemos como será o mercado do livro digital do futuro, mas sabemos que ele não será como é hoje”, disse Benedict Evans, da Enders Analysis. Para ele, o celular como uma plataforma de leitura certamente fará parte desse futuro. Andrew Bud, da mBlox e Mobile Entertainment Forum, concorda mas insiste na questão de simplificar a vida do cliente. “Os editores estão entrando num mercado que já é grande e bem desenvolvido e só terá sucesso quem trabalhar de forma simples. Você não precisa ser a Apple ou a Amazon para vender alguma coisa em dois cliques”, disse.

Por Maria Fernanda Rodrigues | PublishNews | 11/04/2011

Kindle fica mais barato em troca de anúncios


A Amazon reduziu o preço do Kindle, seu leitor de livros digitais, mas a mudança vem com um compromisso em troca: anúncios na tela.

A loja online anunciou nesta segunda-feira, 11,  que o novo modelo do Kindle — batizado de Kindle with Special Offers [Kindle com ofertas especiais] — custará US$ 114, uma diferença de US$ 25 para o menor preço do Kindle atualmente, e deve incluir anúncios na parte inferior da página inicial e na proteção de tela do aparelho. A Amazon vai começar a vender o novo Kindle em 3 de maio, que também estará disponível nas lojas Target e Best Buy nos Estados Unidos a partir da mesma data.

Anúncios serão exibidos na página inicial e nas imagens de proteção de tela, como na foto abaixo. FOTO: DIVULGAÇÃO

A Amazon tem reduzido constantemente o preço do Kindle desde o lançamento da primeira versão, que custava US$ 399 em 2007, mas esta é a primeira vez que a redução vem acompanhada de anúncios no aparelho.

O diretor responsável pelo Kindle, Jay Marine, disse em um entrevista na terça-feira que o lançamento de um Kindle mais barato e com anúncios é a forma encontrada pela Amazon para levar o aparelho a mais pessoas. Mas também mostra uma posição mais agressiva da empresa para combater outros e-readers e tablets, como iPad.

Alguns consumidores podem rejeitar a idea de ter anúncios nos equipamentos para a leitura de livros, mas Marine acredita que o desconto no preço do aparelho é atraente.

Acreditamos que os consumidores vão adorar”, disse ele. Entre os anunciantes da proteção de tela estão a marca de carros Buick, da General Motors, a marca de cosméticos Olay, da Procter & Gamble, a operadora de cartão de crédito Visa e o banco JP Morgan.

Com exceção dos anúncios, o Kindle é idêntico aos aparelhos atuais que usam Wi-Fi para fazer o download dos livros [há modelos mais caros que usam redes 3G de celular]. Ele tem uma tela preto e branca feita de papel eletrônico de seis polegadas [15 centímetros] na diagonal, uma bateria com duranção de três semanas com Wi-Fi ligado, e espaço para armazenar até 3.500 livros.

Em uma demonstração do aparelho, a proteção de tela oferecia um vale-presente de US$ 20 da Amazon por US$ 10. Se o usuário estiver interessado na oferta, pode clicar sobre ela para receber mais detalhes por e-mail. Um anúncio muito menor é mostrado na parte inferior da página inicial do Kindle — a mesma em que o usuário vê a lista de livros armazenados no aparelho — é mesmo intrusiva, mas claramente mostrada como um anúncio. As ofertas mudam com frequência, disse Marine, e não haverá anúncios dentro dos livros.

“É importante não interferir na leitura”, disse ele.

Usuários poderão entrar nas suas contas da Amazon e ajustar as configurações sobre os tipos de proteção de tela que querem ver no aparelho.

A Amazon nunca divulgou quantas unidades do Kindle já foram vendidas.

Por Rachel Metz [Associated Press] | Publicado no Estado.com | 11 de abril de 2011 | 20h34

Autoridades se reúnem para planejar ‘‘biblioteca mundial’’


Algumas das principais autoridades norte-americanas se reúnem a fim de elaborar uma biblioteca que seja totalmente gratuita, com todo o acervo digitalizado e abrangendo a maior parte do conhecimento produzido pela humanidade.

As universidades Harvard, Yale, a Biblioteca do Congresso Americano, Apple, Microsoft, Google participam do projeto, que dará origem a chamada Biblioteca Mundial. Ela deverá funcionar nos moldes da inciativa europeia “Europeana”, que possui 4,6 milhões de livros e obras de arte no acervo.

Para ouvir mais sobre o assunto, no programa Capital Humano, com Gilberto Dimenstein, clique aqui.

Portal Aprendiz / CBN | 11/04/2011

Livro de trilogia sueca vende mais de 1 mi de cópias para e-readers


O livro “Os Homens que não Amavam as Mulheres” [cujo título original é “Girl With the Dragon Tattoo”] ultrapassou 1 milhão de cópias em vendas no formato digital.

De autoria do romancista sueco Stieg Larsson, o livro é o primeiro a ultrapassar a casa do milhão, segundo informou o jornal norte-americano “The New York Times”.

Stieg Larsson, cujo livro "Os Homens que não Amavam as Mulheres" passou 1 milhão em vendas de formato digital

Ele integra a trilogia “Millenium” – que inclui também “A Menina que Brincava com Fogo” [“The Girl who Played with Fire”] e “A Rainha do Castelo de Ar” [“The Girl who Kicked the Hornets’ Nest”]. Os três foram lançados no Brasil pela Companhia das Letras.

Ainda de acordo com o “NYT”, não há registro de que um título tenha vendido 1 milhão de cópias no formato digital – o número foi atingido por autores, mas quando somados todos os livros publicados por ele.

O cineasta David Fincher está adaptando o romance policial para as telas do cinema. A previsão é de que o filme chegue às salas em 21 de dezembro de 2011.

Folha Online | 11/04/2011