Guia do livro didático para ensino médio está disponível na web


Já está na página do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação [FNDE] na internet o Guia do Programa Nacional do Livro Didático 2012, que traz o resumo das obras selecionadas pelo Ministério da Educação para uso dos alunos das escolas públicas de ensino médio a partir do próximo ano.

Com o guia em mãos, professores e diretores podem conhecer os livros e debater quais são os títulos mais adequados ao seu sistema pedagógico.

A escolha do livro didático para o ensino médio estará aberta, também no portal do FNDE, de 23 de maio a 12 de junho. Nesse período, cerca de 18 mil escolas públicas de todo o país deverão selecionar as obras que querem receber. “A previsão é de comprar 75 milhões de livros didáticos para o ensino médio, em benefício de 8 milhões de alunos”, afirma Rafael Torino, diretor de ações educacionais do FNDE.

A escolha engloba todas as disciplinas do ensino médio, como português, matemática, física, química, biologia, geografia e história. A novidade deste ano para essa etapa de ensino é o fornecimento de livros de língua estrangeira [inglês e espanhol], filosofia e sociologia.

Além de livros didáticos para todos os alunos do ensino médio, o FNDE vai enviar às escolas públicas 65 milhões de exemplares de reposição para o ensino fundamental. Com isso, deverão ser comprados 140 milhões de exemplares em 2011.

Acesse a página do FNDE.

MEC | 22/03/2011

Como adicionar eBooks em PDF no iBooks para ler em seu iPad, iPod Touch ou iPhone


Este breve tutorial irá lhe mostrar como adicionar arquivos PDF para iBooks para que você possa lê-los em seu iPad, iPod Touch ou iPhone.

Há também uma maneira interessante para utilizar o software Dropbox para adicionar arquivos PDF no iBooks – mas se ele é um grande arquivo PDF, você provavelmente vai querer ficar com o método descrito a seguir.

1. Primeiro vamos fazer a suposição de que você tem instalado o aplicativo iBooks em seu iPad, iPod Touch ou iPhone. Se não, clique aqui para instalá-lo.

2. Agora abra o iTunes, que também deve estar devidamente instalado. Selecione ARQUIVO > ADICIONAR À BIBLIOTECA

3. No iTunes, navegue até o arquivo PDF que deseja adicionar ao aplicativo iBooks. Você pode selecionar mais de um arquivo, ou selecionar uma pasta inteira. Uma vez que você fizer sua seleção, clique em ESCOLHER.

4. Agora selecione LIVROS na biblioteca do iTunes. Você deverá ver o arquivo PDF que você acabou de adicionar, agora listado.

5. Clique com o botão direito do mouse [CTRL + clique botão para Mac] sobre o recém-adicionado PDF e selecione GET INFO.

6. Primeiro selecione a guia OPÇÕES. Certifique-se que o TIPO DE MÍDIA [Media Kind]: é definido como LIVRO [BOOK].

7. Agora, selecione a guia INFO. A partir daí você pode adicionar alguma informação que falta – o nome do autor, o ano, etc. Enfim, os metadados. Quando terminar, clique em OK.

8. Calma. Ainda não acabou. Agora selecione o iPad, iPod Touch ou iPhone a partir de DEVICES na lista do iTunes. Selecione a guia LIVROS da lista na parte superior. Certifique-se que a opção SYNC BOOKS está marcada. Se você deseja sincronizar todos os livros que você tenha adicionado ao iTunes, selecione a opção TODOS OS LIVROS e, em seguida, clique no botão SYNC. Se você quiser sincronizar apenas livros específicos, selecione LIVROS ESCOLHIDOS e, em seguida, coloque uma verificação ao lado de cada um dos livros que você deseja sincronizar [e, em seguida, clique no botão SYNC].

9. Agora, com o aplicativo iBooks aberto. Você verá um botão PDF na parte superior. Bastas clicar, ou tocar na opção.

10. Será apresentada uma lista com todos os PDFs que você adicionou através do iTunes. Toque em um deles.

11. E o eBook vai abrir no aplicativo iBooks. A qualquer momento você pode tocar na tela e um menu aparecerá no topo. A partir daí você pode alterar o brilho da tela, procurar por um novo PDF, usar a ferramenta de marcador de página, etc.

12. É isso aí, está pronto!

Publicado originalmente no site Simple Help | Outubro 2010

Comércio eletrônico cresce 40% no Brasil em 2010


SÃO PAULO – O e-commerce brasileiro teve um desempenho acima do esperado em 2010. O faturamento do setor apresentou um crescimento nominal de 40% alcançando R$ 14,8 bilhões frente aos R$ 10,6 bilhões em 2009.

O balanço divulgado hoje no 23º relatório WebShoppers, elaborado pela e-bit com o apoio da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico [camara-e.net], superou a previsão da consultoria que havia estimado um faturamento de R$ 14,5 bilhões para o setor em 2010.

O resultado é atribuído principalmente às vendas na Copa do Mundo e à entrada de pequenos e médios fornecedores novos no mercado, assim como à consolidação de grandes grupos de varejo e ao aumento da renda do consumidor.

O tíquete médio do ano foi de R$ 373 – alta de 11% em relação a 2009 quando o valor médio das compras online foi de R$ 335.

Em todo o ano passado foram feitos mais de 40 milhões de pedidos no varejo online por cerca de 23 milhões de consumidores.

Entre as categorias que mais se destacaram nas vendas via internet em 2010 o setor de Eletrodomésticos estreou no topo do ranking do e-commerce brasileiro com expansão de 14% em relação a 2009. Na sequência estão Livros, Revistas e Assinaturas de jornais, com crescimento de 12% no período, Saúde, Beleza e Medicamentos também com 12% de alta, Informática e Eletrônicos com 11% e 7% e crescimento, respectivamente.

O e-commerce passa por um período de maturação. Isso se deve à grande aceitação do comércio eletrônico entre os brasileiros, que estão comprando produtos de maior valor agregado como eletrodomésticos, itens informática, eletrônicos e telefonia – mais especificamente notebooks, desktops e televisores”, afirma o diretor-geral da e-bit Pedro Guasti.

Para 2011, a consultoria espera que o e-commerce mantenha o ritmo de crescimento e feche o ano com faturamento de R$ 20 bilhões – avanço de 30% em relação a 2010.

Segundo Guasti, o Brasil é a locomotiva que puxa o avanço do e-commerce na América Latina. “O Brasil é responsável por 60% do faturamento do comércio eletrônico na região”, destaca.

Por Tatiana Schnoor | Valor Econômico | 22/03/2011

Apple x Amazon; Microsoft x Barnes & Noble


As cortes norte-americanas devem ficar mais agitadas graças a processos envolvendo empresas ligadas ao mercado editorial. Pelo menos, é isso que uma breve leitura do Wall Street Journal de hoje permite concluir.

De um lado, a Apple está processando a Amazon, acusando a gigante do varejo virtual de utilização indevida do termo “App Store” que a empresa de Steve Jobs registrou em 2008. A Amazon, na verdade, chama sua loja de aplicativos Android de “Appstore”, sem espaço e com letra minúscula. A ação foi registrada na última sexta-feira, 18/3, em um tribunal federal da Califórnia.

Algumas centenas de milhas ao norte, em Seattle, a Microsoft registrou ontem um processo contra a Barnes & Noble, pois considera que o leitor digital Nook viola cinco patentes da empresa ao utilizar o sistema operacional Android. Este é apenas mais um processo da empresa de Bill Gates contra equipamentos que usam o sistema operacional da Google.

As empresas Foxconn International e Inventec Corp, fabricantes do Nook, também estão arroladas no processo.

Por André de Lima | PublishNews | 22/03/2011

DLD inicia operações até o dia 4 de abril


Por Maria Fernandes Rodrigues & André de Lima | Publicado originalmente em PublishNews | 22/03/2011

Roberto Feith, que além de comandar a Objetiva, é o presidente do conselho da DLD | Fotógrafo: Divulgação/Bruno Veiga

Anunciada em março e criada em agosto de 2010, a Distribuidora de Livros Digitais [DLD] está prestes a iniciar sua operação de distribuição de e-books. Os seis sócios são os mesmos desde sua criação – Objetiva, Record, Sextante, Rocco, Planeta e L&PM – e o início das operações se dará inicialmente com as lojas de e-books da Saraiva e Cultura. A empresa, dirigida por Roberto Vaz Moreira, vinha trabalhando discretamente e em silêncio, sendo comum ouvir no mercado comentários que duvidavam do desenvolvimento e mesmo do início das operações da DLD. Nesta entrevista exclusiva, Roberto Feith, que além de comandar a Objetiva é presidente do conselho da DLD, desmistifica esta visão e mostra que a DLD está a todo vapor ao falar abertamente dos planos, expectativas e cronograma de lançamento da distribuidora digital.

PublishNews: Quando a DLD começa a operar?
Roberto Feith: A DLD concluiu a customização do seu software e está na fase final dos testes operacionais com Saraiva e Cultura. Ela começa a operar com estes dois parceiros até o dia 4 de abril. Além disto, concluiu acordos com mais duas empresas de comércio virtual. Estes dois projetos, desenvolvidos por grupos empresariais nacionais, vão estrear até o final do primeiro semestre. Além disto, a distribuidora está em conversações com outros potenciais parceiros, brasileiros e internacionais.

PN: Quantos e-books ela vai oferecer quando começar sua operação?
RF: Estreamos com 350 títulos, sendo que a maioria deles, livros de grande giro. As editoras participantes da DLD estão comprometidas com o aumento contínuo deste acervo. Ele vai crescer semana a semana. A meta é chegar ao final de 2011 com 1500 títulos.

PN: Os livros distribuídos pela DLD terão DRM [Digital Rights Management]?
RF: Com DRM, para proteção dos autores, leitores e editores.

PN: Como a DLD hoje está estruturada? Qual o tamanho da equipe
RF:A DLD foi criada em agosto de 2010 e estruturada para utilizar de forma integrada a tecnologia mais avançada possível. As próprias editoras clientes realizam o upload dos livros digitas e dos respectivos metadados. Elas também podem acessar em tempo real, e com diversos recortes, as informações relativas às vendas. As livrarias podem fazer o mesmo. Deste modo, parte da operação fica a cargo dos próprios clientes, editoras e livrarias. O software da plataforma está integrado ao sistema de gestão, de modo que funções como o faturamento e prestações de conta também são automatizadas.

Para tocar esta estrutura, temos uma equipe enxuta, de quatro pessoas. Serviços como contabilidade e apoio jurídico são terceirizados. Outras pessoas trabalharam no projeto, prestando consultoria em diferentes etapas, como, por exemplo, na elaboração do Plano de Negócios, e este tipo de consultoria continuará a ser utilizada sempre que oportuno.

Foram também realizadas algumas sessões de treinamento para as equipes técnicas das editoras clientes, especialmente no que concerne a conversão de arquivos para o formato EPub, utilizado pela plataforma.

PN: Quais são as habilidades necessárias para se trabalhar com o livro digital?
RF: As habilidades necessárias para trabalhar com o livro digital são as mesmas do que nos outros formatos; conhecimento, visão e criatividade, tal como no livro impresso, falado, gravado, micro filmado ou em qualquer outro suporte.

PN: Como a DLD imagina o mercado dos livros digitais em 5 anos?
RF: Difícil prever com exatidão. Existem muitas variáveis e algumas delas provavelmente ainda não deram o ar da graça. Ainda assim, elaboramosum Plano de Negócios para a DLD com as informações disponíveis. Este plano prevê que até 2015 a venda de dispositivos de leitura no Brasil vai ultrapassar um milhão de aparelhos por ano; a venda de livros digitais vai superar oito milhões de exemplares por ano e isto vai representar cerca de 7% do mercado. Se estas previsões estiverem erradas, será porque foram conservadoras.

PN: Quais são os desafios?
RF: O maior desafio tem sido compreender todas as transformações em curso – em termos tecnológicos, nos hábitos do consumidor e na cadeia de valor do livro – e as suas respectivas implicações e, desta reflexão, elaborar uma estratégia eficaz de atuação. A DLD é um dos resultados desta reflexão.

Por Maria Fernandes Rodrigues & André de Lima | Publicado originalmente em PublishNews | 22/03/2011