Boicote à HarperCollins


Bibliotecas americanas iniciaram uma campanha de boicote a livros da megaeditora HarperCollins, em resposta à decisão da empresa de estabelecer um limite de 26 empréstimos para as versões digitais de seus títulos, informa a coluna No Prelo. Na semana passada, a editora anunciou um novo modelo de venda de e-books para bibliotecas, no qual cada título digital só poderá ser lido 26 vezes. Depois disso, as bibliotecas terão que recomprar a licença para manter o livro em seu catálogo. A medida pretende estabelecer para os e-books, por contrato, um limite de uso que no caso dos livros impressos ocorre naturalmente, devido ao desgaste que obriga as bibliotecas a reporem periodicamente seus exemplares.

Por Mànya Milles e Miguel Conde | O Globo | 12/03/2011

O ano dos “apps”


Editoras tradicionais como Penguin, Bloomsbury e HarperCollins fazem suas experiências com livros que possuem recursos de animação no mercado americano e inglês. Mas são as jovens empresas de fora da tradicional indústria de livros, algumas com dois ou três anos de existência, que têm produzido com mais inovação e rapidez. Nascem de executivos que migraram de áreas como a de games e a de design.

O que inventam é chamado de “app”, diminutivo em inglês da palavra “aplicativo”, e a maioria produz para o público infantil e juvenil. Uma das mais promissoras é a Oceanhouse Media, fundada em 2009, que já produziu mais de 160 “apps”, muitos já best-sellers no segmento. Ruckus Media, iStoryTime, Nosy Crow e PicPocket Books são mais exemplos de uma lista que pode chegar facilmente a algumas dezenas. Com o lançamento do iPad-2 pela Apple há uma semana, e a expectativa da chegada de novos “tablets” concorrentes, analistas estimam que o mercado de “apps” vai crescer ainda mais em 2011.

POR JOSÉLIA AGUIAR | FOLHA DE S.PAULO | 12/03/2011