Pesquisadores planejam eletrônicos flexíveis com seda líquida


Pesquisadores de Taiwan desenvolveram uma nova membrana a partir da seda que pode fazer com que seja possível criar eletrônicos flexíveis, como leitores de e-books. Eles não só criaram a membrana, como provaram que ela pode ser mais barata que as tecnologias atuais.

O processo começa com a seda líquida, que é transformada em membranas que servirão de base para telas TFT [do inglês, thin-film transistor], que são encontradas nas telas atuais de leitores de e-books e LCDs, explica o blog Gadget Lab, do site da revista Wired.

O professor Hwang Jenn-Chang, da Universidade Nacional Tsing Hua, em Taiwan, conta que as novas membranas, além de serem muito baratas – cerca de 3 centavos de seda para a produção de cada uma – podem ainda melhorar o desempenho dos gadgets atuais. “Pensamos por um bom tempo qual seria o melhor material“, conta o professor Hwang ao site PC World Australia. “Ninguém mais havia pensado nisso, ou pelo menos ninguém tinha tido sucesso“, continua.

Além de representarem uma tecnologia mais barata, as membranas de seda líquida poderiam dar flexibilidade aos eletrônicos, como tablets e e-readers, criando um novo tipo de gadget.

Vale lembrar que, no ano passado, pesquisadores dos Estados Unidos mostraram ser possível utilizar seda líquida também em biosensores, a fim de monitorar determinadas condições do corpo humano.

Portal Terra | 06 de março de 2011 • 16h51

Empresas foram lentas na busca pela tecnologia


O fim das grandes livrarias americanas era uma tendência natural com o aumento da encomenda de livros pela internet e também da venda das versões virtuais para e-readers. O problema, segundo analistas, é que as gigantes do setor, especialmente a Borders, não se adaptaram para estes novos tempos e viram a Amazon dominar o mercado.

Muitos consumidores ainda veem os títulos dos livros que querem ler em filiais da Barnes&Noble e da Borders e, em vez de comprá-los, esperam para voltar para a casa, entrar no computador e encomendar pela internet uma versão impressa ou baixar diretamente em algum e-readers – os preços das versões virtuais costumam ser menores do que os dos livros impressos.

Em vez de criar a sua própria loja virtual quando o mercado começou a surgir há mais de uma década, a Borders, em 2002, decidiu terceirizar para a Amazon a área de encomendas, entrando no setor em 2008, quando já era tarde. O e-reader da Borders denominado Kobe não é conhecido de muitos leitores, que se referem ao aparelho como “kindle da Borders” – kindle é o nome do e-reader da Amazon.

Analistas acreditam que a Barnes&Noble pode ser favorecida no curto prazo pelo fechamento das filiais da Borders, que em muitos casos ficavam próximas uma das outras. Mas a empresa também permanece atrás no mercado e-readers, apesar de seu Nook ter mais mercado do que o Kobe. Nas lojas ainda aberta da empresa, o espaço dedicado à venda do aparelho tem ganho cada vez mais destaque.

Independentemente de sobreviver ou não, o mais provável é que a Barnes&Noble precise se transformar em “uma editora virtual”, segundo escreveu o especialista no mercado de tecnologia Michael Wolf. E, cada vez mais, atue como a Amazon na venda de livros.

Por Gustavo Chacra | O Estado de S.Paulo | 06 de março de 2011