Escritora de 26 anos é milionária com obras no Kindle


Site da Amazon disponibiliza livros da autora | Foto: Reprodução

A escritora americana Amanda Hocking, 26 anos, está ganhando muito dinheiro com vendas de livros no Kindle. Ela foi classificada em alguns blogs como primeira escritora “indie” campeã de vendas. O jornal USA Today estimou que a conta bancária da artista deva ser maior que US$ 1 milhão, de acordo com o site Business Insider .

Amanda, residente no estado de Minnesota, é a primeira autora a ser best-seller no Kindle sem ter publicado outros livros com grandes editoras antes da existência do dispositivo. Ela escreveu até agora 19 livros e diz em seu blog já ter vendido 900 mil cópias.

A jovem escritora de ficção ganha 70% da receita dos mais de cem mil livros que vende por mês. O preço, no entanto, é camarada: as obras variam de US$ 0,99 a US$ 3. Esta é exatamente a estratégia de Amanda para ganhar mais: vender com pouca margem, mas ganhar em volume.

Portal Terra | 28 de fevereiro de 2011 • 19h07

Publicando um e-book na Amazon


Por José Luiz dos Santos | Publicado originalmente em Tipos Digitais | 28/02/2011

Andei cometendo livros de ficção nos últimos anos e deu-me vontade de publicar uma espécie de novela policial que intitulei Bertioga. Senti-me, porém, sem tempo ou ânimo para encarar o risco de uma maratona esquisita de contatos com editoras, sina que pode acometer autores iniciantes dessa modalidade. Como também me desinteressei pelos esquemas de publicação sob demanda, acabei arquivando o livro e a intenção. Passado um tempo me ocorreu publicá-lo na forma de e-book.

Há muitas plataformas de publicação digital e das que acessei interessei-me pela Kindle da Amazon.com, que desde o ano passado aceita livros em português. Ela me pareceu pouco complicada e com bons termos de contrato. Para fins de direitos autorais pode-se optar pelas bases de 35% ou 70% sobre o preço combinado. Consideradas as vantagens e desvantagens, optei por 70, embora essa percentagem só se aplique a compras feitas a partir de países como EUA, Canadá e Reino Unido.  No caso de compras do Brasil, valerá sempre 35%. Para autores de fora dos EUA o pagamento é feito através de cheques em dólares. O preço do livro o autor fixa a partir de parâmetros da plataforma. Fixei o meu em US$ 8.45. Novamente, esse preço é para compras nos EUA. Para compras feitas em outros países é acrescido um valor de US$ 2.00 como custo de envio eletrônico.

Faço umas sugestões abaixo para quem quiser ver como a coisa funciona.

O site da Kindle Direct Publishing [KDP] é o ponto de partida. Registre-se como autor e consulte as informações disponíveis. Há várias maneiras de preparar um texto para publicação, o que num primeiro contato pode parecer confuso. Sugiro abaixo a que me parece menos sujeita a problemas. A despeito da gíria técnica, acaba sendo fácil. Se precisar mais detalhes, procure no site.

Prepare seu texto no Word segundo as instruções do KDP clicando no Kindle Publishing Guide, depois Publish Your Content e finalmente no Simplified Guide to Building a Kindle Book. Nada de numeração de página ou notas de rodapé. Fique atento para a instrução sobre Quebra de Página fechando parágrafos e partes e após títulos de capítulo que queira isolar. Revise seu texto e salve-o como Página da Web, filtrada. Ele não será revisado pela plataforma.

Tenha pronta a capa no formato TIFF ou JPEG, com tamanho entre 500 por 1.200 pixels e 72 DPI. Muitos livros digitais dispensam índice. Se for o caso de ter um [eu não quis] prepare a relação de hipertextos usando um editor de html como oSeaMonkey. O download deste e dos dois outros programas mencionados abaixo é gratuito.

Com o programa Mobipocket Creator escolha Import From Existing File, HTML document. Em seguida localize aquele arquivo de texto em html, filtrado e importe-o. Um novo ícone será gerado e acima dele clique em Build. Na página que se abre clique em Cover Image, traga a sua capa e acione o botão Update. Se for usar índice incorpore-o através de Table of Contents. Isso feito clique na caixa Build.

O arquivo transformado pelo Mobipocket [.prc] será salvo numa pasta My Publications. É seu livro, em condições de upload para a KDP. Antes, porém, é conveniente visualizá-lo no programa Kindle Previewer. Se algo não estiver bem, por exemplo, um nome de capítulo mal centrado, o jeito é consertar a partir da versão Word e refazer todo o percurso. A publicação é rápida e não há pagamento a fazer. Menos de 72 horas após ter transferido meu arquivo lá estava meu Bertiogapublicado: http://www.amazon.com/dp/B004KZOQGU

Os procedimentos da plataforma de publicação e de informes aos autores são comandados por inteligência artificial, é claro, que até despacha e-mails de congratulação quando um livro é publicado.  Os procedimentos incluem uma central de autores concebida para que  as vendas e os direitos autorais sejam acompanhados de perto. É possível entrar em contato com pessoas através do endereço de apoio mas uma questão considerada padrão está sujeita a receber uma resposta automática.  Nos fóruns da própria KDP pode-se acompanhar  preocupações  de autores com esse sistema, seja por terem dificuldade em operá-lo, seja por desconfiarem que não funcione direito. Suas ansiedades cobrem um leque de temas, do upload de seus textos ao pagamento de seus royalties, passando pelas informações sobre seus livros e suas vendas..

É uma mudança e tanto na forma de texto. Como ficarão as editoras nisso tudo? O que significarão suas marcas e práticas longamente construídas nesse contexto de uploads, downloads, blogs, sites, reading devices e plataformas de publicação? Já os autores independentes têm novos desafios e tarefas. Cabe-lhes cuidar da revisão final e da edição de seus livros, tendo que se entender com peculiaridades do mundo digital e com seus programas. Consumada a publicação digital os autores podem ver seus livros colocados na “cauda longa” de que falou Chris Anderson e ficará a cargo deles a tarefa complexa de dar visibilidade ao que produziram.

Por José Luiz dos Santos | Publicado originalmente em Tipos Digitais | 28/02/2011

* José Luiz dos Santos [jlsantos17 @ gmail.com] é um antropólogo que virou escritor. Conheceu Carlo Carrenho, editor deste blog, nos idos de 1998 quando lecionava um curso sobre Globalização na Unicamp e o Carlo era um aluno especial perdido pelos lados de Barão Geraldo. Naquela época, não havia e-books, mas Carlo enviou sua prova final por e-mail.

Singular lança revista e rede social


A Singular Digital promove hoje [28], às 19h30, na Livraria da Travessa do Shopping Leblon [Rua Afrânio de Melo Franco, 290 – loja 205 A – Rio de Janeiro/RJ. Tel.: 21-3138-9600], o evento #unisingular. Lá, será apresentado o primeiro número da revista Universo Singular que, segundo a editora, se propõe a falar sobre o mercado editorial, dando atenção especial ao mundo digital, além de divulgar os trabalhos da Singular e das suas editoras parceiras.

Para marcar o lançamento, haverá um debate com a presença de representantes dessas editoras– para as quais a Singular faz a distribuição e impressão sob demanda – que discutirão sobre o mercado editorial. A empresa, que é o braço digital da Ediouro, apresenta ainda a rede social Universo Singular, voltada para a interação entre os profissionais do mercado editorial, e o Espaço Singular, uma área na Livraria da Travessa onde todos os títulos das editoras parceiras da Singular estarão expostos para venda.

PublishNews | 28/02/2011

Operadora de celular vai vender o Kindle nos EUA


Dispositivo chega às lojas americanas em março | Foto: Reprodução/Geek

A operadora norte-americana AT&T anunciou nesta segunda-feira que vai começar a vender o leitor de livros eletrônicos Kindle 3G, da Amazon, em suas lojas no varejo a partir de março. É a primeira vez que uma operadora de celular vai vender o e-book.

A Amazon já utiliza a rede 3G da AT&T para dar acesso à internet ao Kindle, permitindo o download direto de livros, revistas, jornais, blogs e outros documentos ao equipamento com tela de 6 polegadas. O Kindle oferece ainda conectividade Wi-Fi.

O leitor de e-books é vendido na cor grafite e, segundo a Amazon, sua tela de e-ink tem 50% melhor contraste que outros dispositivos similares, com páginas que viram mais rápido, seu armazenamento permite guardar até 3.500 títulos e sua bateria dura até um mês.

O acesso 3G no Kindle não é cobrado à parte pela operadora. A loja online do Kindle oferece mais de 810 mil livros para venda, além de 1,8 milhão de títulos gratuitos que podem ser lidos no próprio dispositivo da empresa, assim como em outras plataformas, como iPads, iPhones, BlackBerry, Android, Mac e PC. O Kindle 3G será vendido na AT&T pelo preço oficial de US$ 189.

Portal Terra | 28 de fevereiro de 2011 • 14h19

Transforme seu Android em uma central de leitura de HQs


Você é fã de HQs? Então imagine a possibilidade de ler seus quadrinhos preferidos no seu smartphone ou tablet. Seria um alívio para quem adora carregar algumas edições na mochila, não é? Pois é isso que promete o aplicativo Graphic.ly.

O Graphic.ly é um aplicativo para baixar, comprar, ler e gerenciar histórias em quadrinhos. Além disso, outra funcionalidade dele é a de compartilhar e reunir outros fãs de quadrinhos em uma mesma comunidade de fãs, onde é possível comentar, ver as últimas aquisições de cada usuário e ler suas opiniões a respeito.

Graphic.ly [Foto: Divulgação]Basicamente, Graphic.ly transforma seu smartphone em uma central de quadrinhos, com direito a vários títulos de HQs gratuitos para você experimentar. O aplicativo traz uma interface bonita e organizada, com uma loja virtual para comprar e ler seus HQs diretamente do smartphone.

No seu grande acervo, há títulos publicados pela Marvel Comics e pela IDW, incluindo alguns clássicos como Homem de Ferro, X-Men, Quarteto Fantástico, entre outros.

Se você tem um smartphone Android com versão superior ao 2.1, então siga os passos abaixo e veja como funciona este aplicativo:

Primeiros passos

Passo 1. Busque na Android Market o aplicativo “Graphic.ly”;

Passo 2. Clique em “Install” e aguarde o download e a instalação;

Passo 3. Abra o aplicativo no seu celular e crie uma conta [ou conceda o acesso a sua conta do Google];

Usando o aplicativo

Passo 4. Depois de realizar login, vá em “Store”;

Passo 5. Você verá três opções: Buscar por editora, por título ou por HQ’s gratuitas;

Passo 6. Na opção “Busca por editora”, você pode selecionar as editoras, para assim começar a selecionar seus títulos – expostos com o nome de cada publicação e quantas edições foram disponibilizadas para venda;

Passo 7. Na opção “Busca por título”, você pode selecionar os títulos diretamente, e depois as edições.

Passo 8. Ao comprar alguma edição, clique no título e depois no valor. Assim, aparecerá a edição no seu carrinho de compras. Confirme a escolha [em “check-out”] e escolha o cartão de crédito que será usado para o pagamento;

Comprando edições gratuitas

Passo 9. Para ver os quadrinhos gratuitos, clique em “Free Comics”;

Passo 10. Selecione um título e clique em “Free”;

Lendo os quadrinhos

Passo 11. Clique em “My Collection”, selecione a editora, o título ou títulos recentes;

Passo 12. Escolha uma edição e aproveite a sua leitura;

Passo 13. Você pode usar o movimento de pinça para dar zoom, assim como também pode ler seus HQ’s sem precisar estar conectado à internet. Para isso, basta selecionar a opção “Sync offline”.

ESCRITO POR Rudolfh Bantim | Publicado no Portal TechTudo | 28/02/2011

Coleções Educadores e História da África disponíveis na web


A Coleção Educadores, com 62 títulos, e a Coleção História Geral da África, com oito volumes, estão disponíveis no portal Domínio Público do Ministério da Educação [MEC]. As obras são dirigidas aos professores da educação básica e às instituições de educação superior que atuam na formação de docentes, mas o acesso é livre no portal.

Integram a Coleção Educadores, que começou a ser distribuída este mês às escolas da educação básica do País, 31 autores brasileiros, 30 pensadores estrangeiros e um livro com os manifestos Pioneiros da Educação Nova, escrito em 1932, e dos Educadores, de 1959.

Preparada pelo MEC desde 2006, a coleção integra as iniciativas do governo federal de qualificar a formação inicial e continuada de professores da educação básica pública.

Oito mil exemplares [conjuntos] impressos da coleção serão distribuídos pelo MEC nas bibliotecas públicas do País, universidades, conselhos de educação e ministérios públicos estaduais. Além de objeto de leitura e estudo, o conteúdo dará sustentação à produção de material didático para as escolas da educação básica.

Integra, ainda, uma série de iniciativas para a formação de professores e o currículo dos estudantes, conforme prevê a Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que trata das diretrizes curriculares nacionais para a educação etnorracial nas redes públicas de ensino.

Acesse o Portal Domínio Público no endereço eletrônico http://www.dominiopublico.gov.br.

Secom | 28/02/2011

Luís Sepúlveda se recusa a aceitar fim do livro de papel


Portugal: Com mais de 40 anos dedicados à literatura, Luís Sepúlveda recusa-se a aceitar o desaparecimento do livro em papel e apresenta-se como um firme defensor do livro, em oposição aos leitores eletrónicos, objetos “frios e sem personalidade”.

Se algum dia se quiser adornar um livro com música ou com publicidade… preferiria não estar vivo quando isso acontecer”, assegurou Luís Sepúlveda.

O escritor mantém-se otimista: “Fala-se muito sobre a mudança do livro, mas acho que, pelo menos nos próximos 30 anos, o livro de papel vai continuar a ser favorito, pela enorme sensualidade que tem o objeto”.

O livro, nas palavras de Sepúlveda, é “algo quente, plenamente manipulável”, enquanto o método eletrónico é “um objeto frio, sem personalidade, que não diz nada”.

Prefiro os velhos livros. Também tenho um reader, mas utilizo-o apenas para consultar o dicionário. Um dia tentei ler um romance e fiquei cansado. Não tinha esse gosto manual, a sensualidade de passar as páginas. Faltava algo”, garante.

Luís Sepúlveda deu um exemplo prático: “É como com a música: podes escutar na reprodução em MP3 um álbum de um grande músico como Chet Baker e soar-te bem. No entanto, falta algo. Falta o que tinha o velho disco de vinil. Os sons que eram parte da música.

O excesso de perfeição, segundo o autor de “O Velho que Lia Romances de Amor”, “mata a originalidade”, por isso prefere continuar a ouvir esses velhos discos de vinil e a ler esses velhos livros.

Há alguns leitores, como eu, que têm costumes específicos. Por exemplo, eu não uso marcador de livro, dobro a página onde estou a ler. E muitas vezes também gosto de fazer anotações. E isso não se pode fazer no formato digital”, exemplificou.

Além dos velhos hábitos, o gosto de Luís Sepúlveda pelo papel mantém-se porque encontra no método eletrónico vários problemas: “Hoje em dia não podes estar ao sol com um reader porque não vais conseguir ver nada, não vais poder lê-lo. Não podes ir à praia com um reader, porque a areia vai estragar o ecrã”.

A paixão pelos seus livros é tanta que, quando termina a leitura de um que lhe agradou, o escritor chileno mantém-no perto de si para se recordar dos “bons momentos” que passou a lê-lo. “É um fetiche bonito”, acrescentou.

Luís Sepúlveda acredita que “é possível que se imponham novas formas de apresentar os livros”, mas que a metodologia de escrita vai continuar igual.

Uma pessoa, sentada, em frente ao papel, a contar uma história”, concluiu.

Agência Lusa | 28/02/2011

Pilotos trocam os mapas em papel pelo iPad em aviões nos EUA


Órgão que administra a aviação autorizou que empresa use tablet.
Pilotos poderão utilizar aparelho como fonte de informação.

Mapas antes feitos em papel poderão ser consultados pelo iPad | Foto: Reprodução/Wired

O órgão que administra a aviação nos Estados Unidos autorizou o uso do iPad como fonte de informação para os pilotos. A Administração Federal de Aviação [FAA] permitiu que a companhia “Executive Jet Management” use o tablet da Apple como uma alternativa aos mapas feitos no papel.

A decisão se aplica somente à Executive Jet Management, mas tem efeito em toda a aviação. Ao permitir que os pilotos da empresa usem o iPad, a FAA está reconhecendo o potencial dos tablets como instrumentos para a aviação.

Conforme reportagem da revista “Wired”, antes da decisão, o iPad era visto apenas como um instrumento de referência, e não como fonte de informação única dos pilotos.

A autorização foi seguida por três meses de testes rigorosos do iPad e do “Mobile TC”, um aplicativo de mapa desenvolvido pela empresa “Jeppesen”. Os testes realizados mostraram que o tablet não interfere nos equipamentos eletrônicos do avião. O iPad foi testado em 10 aviões operados por 55 pilotos em 250 voos.

A FAA está avaliando outros pedidos de empresas de aviação para o uso do iPad na cabine dos pilotos.

Do G1, em São Paulo | 28/02/2011 – 11h26