Procuram-se colaboradores


Com o objetivo de se firmar como uma publicação on-line que explore a arte literária através da difusão de textos verbais e não-verbais de diferentes gêneros e formatos chega ao mercado a revista Macondo. A publicação está aberta a diversas formas de expressão, seja através de resenhas, contos, poemas, charges, fotografias etc, e será publicada trimestralmente com distribuição gratuita. A primeira edição deve sair no dia 22 de abril e os interessados em enviar material para ser publicado podem fazê-lo até o dia 20 de março.

Os autores deverão enviar seus trabalhos em arquivos de Word, fonte Arial ou Times New Roman, tamanho 12, por e-mail. Todos os trabalhos serão avaliados. No campo “Assunto”, especificar a natureza do texto em anexo, dentre as seguintes:

Contos: até 7.500 caracteres

Poemas

Haicais: preferencialmente, 2 ou mais

Resenhas: sobre livros clássicos e/ou contemporâneos

Charges/Tirinhas: devem ser enviadas em alta qualidade e no formato de preferência do criador [.png, .jpg, .bmp, .gif]

Fotografias: com título e, se desejar, com descrição/impressão

Outros textos [ensaios, teoria literária…]: até 8.000 caracteres

Outros dados a serem informados: nome do autor, pseudônimo [se for o caso], condição do texto [inédito ou já publicado; se já publicado, em qual veículo e com a permissão para reproduzi-lo], mini-biografia [em poucas palavras, fale um pouco sobre onde mora, o que faz etc], e-mail para contato e, se houver, endereço do blog/site.

PublishNews | 24/02/2011

Distribuição Digital


Texto escrito por Camila Cabete | Publicado originalmente em Publishnews | 24/02/2011

No maravilhoso mundo digital, todos os problemas de distribuição deveriam estar solucionados… E estão! Quando uma editora já adaptou sua produção, começou a produzir eBooks – tanto em ePub, quanto em PDF – surge a grande dúvida: e agora? Pra onde eu mando? Vou distribuir meu conteúdo por aí? Essa foi uma fase com a qual me preocupei bastante- tanto como editora, quanto como empreendedora. Foi a partir daí que comecei a estudar e cheguei às conclusões e soluções que descrevo a seguir:

1] Distribuição no Brasil: existem várias formas para distribuir seus eBooks com segurança por aqui, inclusive posso até dizer que não deixam a desejar e até superam muitos sistemas lá de fora. A forma que a @CakiBooks decidiu distribuir foi através da Xeriph.

Para quem não conhece, a Xeriph tem um sistema agregador simples, onde cadastra seus eBooks com metadados completos e distribui para mais de seis lojas já integradas [fora as que estão em processo de integração], com total transparência com os relatórios em real time. O melhor da Xeriph [além do fato de que eu faço parte da equipe como consultora =0] – ah gente…] é o controle total de quanto cada livraria vendeu, o poder de desligar uma livraria, pausar as vendas de um eBook, trocar conteúdo [miolo, capa e metadados] e a  atualização de todas as lojas após as modificações. Seus arquivos não serão espalhados e o que será enviado para as livrarias são os metadados. No final da compra, quando tudo for finalizado na loja, o leitor, sem perceber, baixará o arquivo com DRM [Digital Rights Management] diretamente do banco da Xeriph. O valor que eles cobram é somente sobre o download [modelo de clearing – 2% + 0,22 USD pela taxa de download – taxa de DRM] ou no modelo de distribuição 50% do valor de capa sem a taxa de DRM, também somente com base nas vendas. A hospedagem não é cobrada.

As lojas SaraivaCultura não aderiram ao agregador. A primeira possui um sistema bem prático, no qual você cadastra seus eBooks, sobe os arquivos de miolo e de capa e controla as vendas. No entanto, não possui um botão para “indisponibilizar” uma obra digital, mas também dá relatórios em tempo real. Sua porcentagem é 50/50, e não consegui negociar para melhorar isso para a Caki, coitadinha… toda pequenininha. Para comercializar em seu canal, você deve entrar em contato com o setor de negócios digitais e colocar seus arquivos e metadados no sistema deles. Já na Cultura, não consegui contato e não experimentei o processo. Veja o livro “case” da @CakiBooks distribuído pela agregadora Xeriph aquiaqui.

2] Distribuição na Amazon: a vantagem de se comercializar na Amazon é poder distribuir em quase todo mundo. Lá você pode optar pela venda somente dentro dos EUA, onde a divisão contratual é de 70% para editora e 30% para loja se o preço estiver entre 2.99 e 9.99. Não sei se isto vale para os editores estrangeiros… Ah! E neste caso a taxa de download de US$ 0.15 por MB é cobrada pela Amazon [taxa de DRM]. Ora bolas, mas eu queria vender meus livros em Portugal, Espanha, Argentina, França… Então eles oferecem a opção wireless international, onde você disponibiliza para todo o mundo e ainda via wireless dentro do leitor digital Kindle. Mas, como nada é tão perfeito, nesse caso as porcentagens se invertem: 35% para a editora, 65% Amazon. “Well”- pensei – para fazer isso, aumentamos os preços dos livros em 100%, peguei a autorização dos autores e começamos a subir os arquivos.

Porém, nem todo PDF entra no sistema deles e é necessário fazer upload de seus arquivos contando ainda com um tempo para aprovação. O ideal é transformar seus livros em ePub, e então, para .mobi, uma vez que o .mobi entrará lá e não dará problema algum. Além disso, eles dão um sistema de relatórios online exportável para Excel e controle para alterações de metadados. No entanto, as vendas não são tão boas por causa do preço alto. Usamos a Amazon, por enquanto, como nossa vitrine mundial [ai, que chique!]. Os pagamentos referentes às vendas são feitos em cheque internacional, onde temos que pagar 50 USD para compensar, e ainda 30% de imposto [eca!]. Mais informações #aqui#. Veja o “case” na loja da Amazon aqui.

3] Apple Store [Loja de aplicativos da Apple]: aqui “o buraco é mais embaixo” [desculpem a linguagem nada apropriada, mas é a pura verdade]. Primeiro, é necessário um programador que possa transformar seu livro em aplicativo [tipo de programação onde seu livro vira um programinha executável nos devices da Apple]. No tempo que seu livro levar em processo de programação, você deverá se cadastrar como empresa desenvolvedora, #veja aqui#. O problema é que isso custa 99 USD anuais. Porém, o processo é rápido: você recebe o aplicativo, publica na página de controle com seu login e senha de desenvolvedor e aguarda a aprovação.

Você estipula o preço, e a Apple garfa 30% dele. O pagamento é feito com transferência bancária e se paga os impostos referentes à transferência internacional [Uia!]. A Apple também é uma excelente vitrine. Isso eu fiz com o livro estático, pois um livro animado demanda mais dinheiro para a programação, mas seguiria o mesmo processo. Coloquei o mesmo preço do livro para não competir com o mesmo no aplicativo da Gato Sabido. Veja nosso aplicativo aqui

4] iBooks: ainda em construção. Espero ter novidades em breve!

Dá para perceber o quanto é fácil distribuir seus livros digitais, não é?! Mas, ainda assim, percebo que falta nas editoras gente disposta a começar este projeto, colocá-lo na rotina da produção editorial e reestruturar o marketing, que, em sua totalidade, é muito mais voltado para o mercado de livros impressos. Tudo bem, engloba também uma parte muito muito chata, que é a renovação e upgrade contratual, mas nada que requer um esforço de outro mundo.

Me dá uma tristeza ver esta lentidão porque parece que só vão acordar depois que o governo começar a fazer compras digitais… e, acreditem, não está longe! Se as editoras resolverem fazer isso na correria, vai ser um caos. Por que não começar agora, quando se tem chance de reestruturação e manobras? Por que não deixar rixas de mercado impresso para lá e buscar um desenvolvimento sem traumas?

Sugestão: editoras, por favor, contratem gente capacitada e de fácil adaptação ao mercado, coloquem o projeto em andamento… não custa tanto. Na verdade, custa muito menos que a logística para uma distribuidora, espaço para estoque ou investimento para uma grande tiragem.

Outra coisa que percebemos é que existem vários envolvidos e altos “cuts” que impossibilitam a diminuição dos preços dos eBooks como gostaríamos, mas acredito que o mercado ditará porcentagens mais humildes num futuro próximo.

Próxima coluna, vamos falar sobre self publishing e a ameaça deste “monstro” para as editoras?

Agradecimentos: Cristina Satchko Hodge [a Ki, da Caki] que colocou toda esta teoria em prática, me ajudando a provar as possibilidades que vinha maquinando. A @SouzaLaura pela revisão especialíssima. Ao Akira Toriyama pela ilustração com a Arale Norimaki, meu mangá favorito! E ao Carlo Carrenho, que me ajudou a aprimorar detalhes das informações aqui colocadas.

Texto escrito por Camila Cabete | Publicado originalmente em Publishnews | 24/02/2011

Camila Cabete [@camilacabete] tem formação clássica em História, mas foi responsável pelo setor editorial de uma tradicional editora técnica por alguns anos [Ciência Moderna]. Hoje, é responsável pelo setor editorial da primeira livraria digital do Brasil, a Gato Sabido [@gatosabido]. É ainda consultora comercial da Xeriph, a primeira distribuidora de conteúdo digital do Brasil e sócia fundadora da Caki Books [@cakibooks], uma editora cross-mídia que publica livros em todos os formatos possíveis e imagináveis. Vive em Copacabana e tem uma gata preta chamada Lilica. A coluna Ensaios digitais é um diário de bordo de quem vive 100% do digital no mercado editorial brasileiro. Quinzenalmente, às quintas-feiras, serão publicadas novidades, explicações e informações sobre tecnologias ligadas a área literária.

Nasce o Cadastro Nacional do Livro


Galeno Amorim, Rosely Boschini e Antonio Maria Ávila assinam acordo que cria o Cadastro Nacional de Livros.

Foi assinado nesta quinta-feira, 24/2, um convênio entre a Câmara Brasileira do Livro e a Federación de Gremios de Editores de España [FGEE], para permitir o desenvolvimento do projeto de criação do Cadastro Nacional de Livros no Brasil. A FGEE foi representada no encontro por seu Diretor Executivo Antonio Maria Ávila. Galeno Amorim, Presidente da Fundação Biblioteca Nacional [FBN], também assinou o acordo pela entidade e o projeto recebeu ainda a chancela da Associação Nacional de Livrarias [ANL]. Estiveram presentes à sede da CBL, em Pinheiros, São Paulo, SP, palco do encontro, importantes autoridades do mundo do livro, como Joaquim M. Botelho, Presidente da União Brasileira de Escritores, UBE; Enoch Bruder, Presidente da Associação Brasileira de Direitos Reprográficos, Alfredo Weissflog, da Editora Melhoramentos, e Evanda Verri Paulino, Presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia, SP.

O Cadastro Nacional de Livros, no Brasil, terá como referência a plataforma espanhola Dilve [Distribuidor de Información del Libro Español en Venta].

Objetivos e vantagens do Cadastro Nacional de Livros

A iniciativa centralizará todas as informações das obras produzidas e comercializadas no Brasil, agilizando assim o processo de busca e compra [inclusive pelo Governo]. Serão especialmente beneficiados editores de pequeno porte, que ganharão maior visibilidade e acesso aos seus catálogos. Para as livrarias, a disponibilidade de informação segura e padronizada possibilitará a manutenção de cadastros atualizados, sem a necessidade de um sistema próprio e de alto custo.”, afirmou Rosely Boschini em mensagem enviada aos associados da CBL.

Em discurso proferido no evento de assinatura do Convênio, a Presidente da CBL [até o dia 28 próximo] avisou que “a partir de abril as editoras terão acesso ao sistema para validar as informações”. Segundo Galeno Amorim, a Biblioteca Nacional vai fornecer a base da matriz inicial para o Cadastro Nacional de Livros, CNL. “Depois de pronto, este cadastro vai permitir ao governo e a todos enxergar a biodiversidade editorial brasileira e vai provar que a soma de esforços da parceria público-privada pode ser efetivamente produtiva”.

Antonio Maria Ávila, que viajou de Madri a São Paulo para o acontecimento, garante que “esse cadastro, que existe na Espanha desde 2000, realizou uma mudança de mentalidade na indústria editorial espanhola perpetrando a revolução digital mais importante da história do livro”.

CBL Informa | 24/02/2011