Bibliotecas começam a emprestar livros em e-readers


Para tomar mil livros emprestados de uma biblioteca, o leitor precisa de, no mínimo, uma van. E, claro, muita lábia para convencer o bibliotecário. Mas, em 15 bibliotecas públicas do país, já não há mais tantas complicações. Basta uma tabuleta digital e um cartão de memória. É o começo do projeto aprovado em dezembro pelo Ministério da Cultura para que as bibliotecas públicas comecem a disponibilizar livros digitais.

O serviço funciona de forma parecida nas 15 bibliotecas onde já há o sistema. Depois de se registrar, o usuário recebe um e-reader repleto de livros eletrônicos e pode ficar com ele entre 15 e 45 dias. O ministério investiu 130 mil euros nas 15 bibliotecas para, entre outras coisas, a compra de 750 e-readers. Rogelio Blanco, diretor-geral da divisão de livros e arquivos do ministério, explicou que a pasta pretende expandir o serviço para todas as 54 bibliotecas públicas em um ano.

O número de e-readers e livros digitais no catálogo varia de acordo com a biblioteca. A de Cantabria começou a oferecer o serviço em 3 de janeiro com 41 e-readers, 184 livros eletrônicos carregados nos cartões e “um sucesso que não esperávamos”, diz a diretora Loreta Rodríguez.

Na biblioteca de Huelva, no entanto, o empréstimo eletrônico terá início em 21 de fevereiro, coincidindo com o seu décimo aniversário.

– Haverá 37 e-readers e 1.084 títulos – afirmou o diretor Antonio Gómez.

Até o final de fevereiro, 15 outras bibliotecas ganharão e-readers. Ainda não há um estudo oficial sobre a resposta do público, mas as bibliotecas consultadas afirmam que está sendo muito positiva Um passo à frente, ainda que pequeno
“O Retrato de Dorian Gray”, “Don Quixote” e “A Ilíada”. O que falta, acima de tudo, é oferecer livros mais recentes. Questões de direitos autorais e a falta de um acordo com os distribuidores indicam, por enquanto, que isso vai demorar. Por enquanto, o catálogo de livros digitais é formado quase exclusivamente por obras clássicas, livres de direitos autorais.

– É uma maneira de preservá-los [os clássicos] para as gerações futuras – disse o americanos Peter Brantley, líder de um movimento que promove em todo o mundo o empréstimo de livros digitais.

El País | 10/02/2011

Portal de arte e literatura cadastra 3 mil obras por mês


Um dos sites educacionais mais procurados na internet no Brasil, o portal Domínio Público, do Ministério da Educação, aumenta mensalmente seu acervo digital em cerca de 3 mil obras, desde agosto de 2010. Em janeiro deste ano foram cadastradas 3.471 obras. O número considerável de novas mídias resulta da parceria com outros ministérios e bibliotecas nacionais. Existem hoje 187.533 obras cadastradas em formato de textos, imagens, sons e vídeos.

A intenção é de que o Domínio Público deixe de ser apenas um portal do Ministério da Educação, para ser um portal de conteúdo de todo o governo federal”, diz José Guilherme Ribeiro, diretor de infraestrutura em tecnologia educacional do MEC. O Domínio Público foi criado em 2004, com acervo inicial de 500 obras, para promover o acesso gratuito a obras literárias, artísticas e científicas.

No período de férias escolares, o portal recebe 500 mil visitas e dobra a quantidade de acessos durante o período letivo. “O MEC quebrou um paradigma ao começar a oferecer material de qualidade gratuitamente, sejam filmes, partituras, obras literárias ou animações”, ressalta.

De todo esse material, os mais procurados são os textos, que já tiveram quase 24 milhões de downloads. A Divina Comédia, de Dante Alighieri, poemas de Fernando Pessoa e clássicos de William Shakespeare e Machado de Assis estão entre os mais acessados. Entre as 11.906 imagens que constam no acervo, as famosas pinturas de Leonardo da Vinci, como a Adoração dos Magos, A Última Ceia e La Gioconda lideram a lista das mais procuradas.

Uma nova versão do portal entra no ar ainda neste semestre. O Domínio Público migra para a web 2.0, o que vai tornar a forma de acesso mais rápida e fácil. Uma rede social educacional, com fórum de discussões de obras, também deve ser inserida na nova versão. Todo o material que consta no portal está em domínio público ou conta com a devida licença por parte dos titulares dos direitos autorais.

Acessos do exterior – O Portal do Professor, que também pode ser acessado pela página do MEC, registra números iguais de acesso. As aulas prontas, de diferentes assuntos, postadas por professores, são o material mais acessado. “Dez por cento do Portal do Professor é acessado por pessoas de fora do Brasil. Os Estados Unidos, por exemplo, são um dos países que mais o acessam. Nós fazemos coisas que os outros países estão tentando aprender conosco”, afirma José Guilherme.

Assessoria de Comunicação Social do MEC | Quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011 – 16:43

Websérie ‘Alma e Sangue’ transmite segundo episódio


Foi ao ar nesta segunda-feira [7], o segundo episódio da websérie Alma e Sangue O terceiro, e último, será lançado no dia 22 deste mês. O projeto é uma produção da Editora Aleph em parceria com a Delicatessen Filmes, e o roteiro foi baseado na saga de livros Alma e sangue, da autora maranhense Nazarethe Fonseca. A série foi dividida em três episódios, cada um com aproximadamente 4 minutos de duração, e os dois primeiros estão disponíveis no site. O terceiro, e último, será lançado no dia 22 deste mês.

PublishNews | 10/02/2011

Clube dos Autores inicia venda de e-books


O Clube de Autores, site que permite a publicação gratuita de livros, começou a lançar neste mês livros em formato digital. O site espera que 80% de todo seu acervo esteja também disponível no novo formato. De acordo com Indio Brasileiro Guerra Neto, sócio-diretor do I-Group, “considerando que o site possui cerca de sete mil títulos, devemos fechar o ano com o maior acervo de e-books independentes do País”. Para quem já possui livro publicado no Clube, bastará um clique para que o título também esteja disponível no formato digital. Para aqueles que desejam ingressar no site, o sistema disponibilizará as opções de venda nas versões impresso, e-book ou ambos no momento do upload.

PublishNews | 10/02/2011

Meta… o quê?


Texto escrito por Camila Cabete | Publicado originalmente em PublishNews | 10/02/2011

Vamos começar com as definições: de acordo com Wikipedia “Metadados [DD ou Dicionário de dados], ou Metainformação, são dados sobre outros dados. Um item de um metadado pode dizer do que se trata aquele dado, geralmente uma informação inteligível por um computador. Os metadados facilitam o entendimento dos relacionamentos e a utilidade das informações dos dados.” [não falei que este povo de TI gosta de complicar?]

Esta coluna é sobre o mercado editorial digital, então você pode se perguntar: “o que metadado [em inglês, metadata] tem a ver com isso?”

Soube, através de experientes editores, que havia um tipo de “marketing de balcão”, em que eles começaram a aumentar os tamanhos dos livros para que, no balcão das livrarias, suas obras tapassem os de formatos menores. “Esconder a concorrência” surtiu um efeito nas vendas, pois os menores livros ficavam no fundo e o leitor tinha acesso primeiro aos de capa maior.

Um livro digital é um arquivo, colocado em determinados sistemas para distribuição, e será encontrado via buscas e links na Web. O metadado é colocado no livro na hora da conversão. A importância do metadado é parecida com a importância dos tamanhos dos livros impressos que acabei de descrever: um livro com metadado incompleto é um livro no fundo do balcão, escondido atrás das prateleiras e só por acaso um leitor chegará à ele. Ao se fechar o arquivo, é muito importante colocar todas as informações possíveis sobre a obra: autor, título, sinopse, editora, ISBN, língua, país, CDD…

Como saber que um livro digital não possui metadado completo? Geralmente o nome de exibição aparece truncado e errado, ao clicar e ver as propriedades do arquivo, elas estarão em branco… E o pior: numa busca via Web a obra não será encontrada. Para que isso não aconteça, existem formas simples de preencher metadados de PDF, com programas específicos, no InDesign na hora da conversão dos arquivos, e no próprio arquivo do ePub [este um pouco mais complicado, mas nada impossível, pois é necessário descompactar o arquivo e abrir um xml para editá-lo – o content.opf].

Algumas livrarias, como viram que não possuiriam informações suficientes nos arquivos, pois o preenchimento destes não faz parte da rotina das editoras, dispuseram uma tabela [Excel ou via web] na hora de cadastrar as obras digitais para a venda. Tudo o que preenchessem estaria linkado ao livro e ajudaria os leitores e internautas a encontrarem um caminho que levasse até ele. É de extrema importância que preencham tudo o que for possível, mas foi com grande surpresa que, trabalhando em uma livraria digital, descobri que as editoras não têm esse hábito. A equipe de desenvolvedores e administradores do site [coitados] penam buscando as informações de livros e, ainda assim, não fica completo como deveria, se fosse preenchido pelo editor.

As tags também são de extrema importância! Definição: “uma tag, ou em português etiqueta, é uma palavra-chave [relevante] ou termo associado com uma informação [ex: uma imagem, um artigo, um vídeo] que o descreve e permite uma classificação da informação baseada em palavras-chave. [Fonte: também a Wikipedia]”

Por exemplo: se eu for lançar uma obra de literatura infanto-juvenil, como foi o caso da Caki Books com o livro A Terra do Contrário [olha o jabá aí, minha gente!], quais tags deveria colocar [geralmente as livrarias têm este campo para ser preenchido no ato do cadastro da obra – key words]? Colocamos: infantil, juvenil, terra, contrário, autor, editora, ilustrador, mp3, pdf, avesso, literatura, brasileira e por aí vai… Isso facilitará na indexação de sua obra nas buscas pela internet. A Amazon que o diga! A livraria digital do Kindle é tão grande por conta também de seus metadados. Lá, cada produto é tão bem descrito e tão bem indexado na Web, que tudo o que buscar acabará caindo em sua página. Se ainda não tinha reparado nisso, dê uma olhada e compare com os sites brasileiros.

Publicar um livro sem metadado é ter um filho e não dar nome ao coitadinho. Mas isso não me explicaram antes… Só fui aprender de verdade trabalhando na livraria digital e vivenciando os ataques de histeria dos meus queridos amigos desenvolvedores [hihi, eles vão me matar por escrever isso aqui].

Quanto à pergunta do início do post [“o que metadado tem a ver com mercado editorial digital?”] a resposta é simples – e agora acredito que você, leitor, também concorda comigo – TUDO A VER!

Falamos do ato de classificar e mostrar suas obras convertidas para o digital [mas por favor, leiam englobando também suas obras impressas e tudo o que comercializarem ou divulgarem via Web]. No próximo post falaremos sobre a entrada dos livros digitais no mercado e sobre minha experiência como Editora na comercialização do meu acervo em diversas plataformas. Gostaria de pedir que enviassem dúvidas e sugestões via Twitter e Facebook. Não quero ficar falando sozinha por aqui. Combinado?

Links relacionados ao assunto:

http://radar.oreilly.com/2011/01/metadata-digital-publishing.html

http://tecnologia.terra.com.br/noticias/0,,OI4921425-EI12884,00-Adobe+apresenta+novidades+em+aplicativos.html

http://www.amazon.com/Saca-Rolhas-Repristina%C3%A7%C3%B5es-Apopl%C3%A9cticas-Portuguese-ebook/dp/B004HYHO0E/ref=sr_1_1?ie=UTF8&m=AGFP5ZROMRZFO&s=digital-text&qid=1296579709&sr=1-1

http://pt.wikipedia.org/wiki/Metadado
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tag_(metadata)

Texto escrito por Camila Cabete | Publicado originalmente em PublishNews | 10/02/2011

Camila Cabete [@camilacabete] tem formação clássica em História, mas foi responsável pelo setor editorial de uma tradicional editora técnica por alguns anos [Ciência Moderna]. Hoje, é responsável pelo setor editorial da primeira livraria digital do Brasil, a Gato Sabido [@gatosabido]. É ainda consultora comercial da Xeriph, a primeira distribuidora de conteúdo digital do Brasil e sócia fundadora da Caki Books [@cakibooks], uma editora cross-mídia que publica livros em todos os formatos possíveis e imagináveis. Vive em Copacabana e tem uma gata preta chamada Lilica.

A coluna Ensaios digitais é um diário de bordo de quem vive 100% do digital no mercado editorial brasileiro. Quinzenalmente, às quintas-feiras, serão publicadas novidades, explicações e informações sobre tecnologias ligadas a área literária.

Agradecimentos: @souzalaura pela revisão e sugestão, @sicurow pela ilustração e @batdanielfosco pelo link da O’Reilly.

Diagramação de livros com o Indesign, curso prático em 20 horas


Tendo como objetivo habilitar os profissionais das editoras para que utilizem as principais ferramentas do software Indesign da Adobe para produção de livros e revistas, o curso traz: ferramentas de edição do software Indesign e de texto; elementos de justificação; escalas de cores; uso do gradiente e produção de anúncios e livros no Indesign; elementos de revisão técnica no software.

Para participar, é necessário que cada aluno traga seu notebook com o software In Design instalado. e que tenha conhecimentos básicos de informática. O docente, Antonio Celso Collaro, é professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing, ESPM e autor, entre outros, do livro Produção Gráfica, Arte e Técnica da Mídia Impressa e Projeto Gráfico. É ainda pós-graduado em Gestão Estratégica de embalagens pela própria ESPM/SP.

O investimento é de R$ R$ 420 para associados CBL, associados de entidades congêneres, professores e estudantes; para não associados: R$ 840 e será realizado na Rua Cristiano Viana, 91, São Paulo, nos dias 22/3, 24/3, 29/3, 31/3, 4/4, 6/4, das 16 às 20h. Maiores informações, fone (11) 3069-1300 ou pelo e.mail escoladolivro@cbl.org.br

CBL Informa | 10/02/2011

Atualização do Kindle aproxima a versão digital da impressa


Uma das maiores críticas aos leitores digitais de livros é que suas páginas não correspondem às páginas originais dos livros físicos. Para pessoas que trabalham com consulta ou que querem manter a experiência o mais real possível, esse é um fator imprescindível.

Quando você está lendo o livro físico e precisa conferir no aparelho digital, às vezes, as passagens possuem mudanças radicais. A Amazon, a empresa que faz o Kindle – o leitor digital de livros mais famoso do mundo – resolveu esse problema. A empresa adicionou em seus livros digitais uma marcação identical a das páginas do impresso.

Na descrição do E-book, a ferramenta “Page Numbers Source ISBN” mostra o número de páginas correspondente ao livro. As atualizações do Kindle trazem também uma ferramenta chamada “Public Notes”, que permite o compartilhamento de todos as notas que você faz em seus livros.

Em “Before You Go”, você pode classificar o livro ao final da leitura e ler recomendações de amigos. Os formatos de jornal e revista também foram atualizados para ficar mais fiel ao tradicional.

Essas mudanças mostram a preocupação da Amazon em tornar a experiência com o Kindle cada vez mais social. Poder compartilhar notas e avaliar livros fará com que uma rede social seja criada em volta do aplicativo. Isso é bom, pois aproximará leitores.

Por Dorly Neto | TechTudo | 10/02/2011