O Kindle vai mudar


A próxima geração do Kindle e do Kindle 3G vai incorporar algumas sugestões de seus usuários. A primeira delas é a possibilidade de compartilhar as anotações – e isso vale para leitor, autor, críticos, professores e demais interessados. A outra mudança será feita na paginação. Até então, os números nas páginas dos e-books não correspondiam ao das páginas dos livros impressos e isso dificultava a participação em clubes de leitura e as referências bibliográficas. Também será possível, ao final da leitura, dar nota para o livro, compartilhar suas impressões sobre a obra nas redes sociais, fazer anotações e recomendações, ver livros do mesmo autor e indicar sua próxima leitura. Usuários do Kindle que quiserem experimentar essas mudanças podem baixar o software de atualização aqui.

PublishNews | 09/02/2011

Livro digital infantil ganha espaço em Bolonha


A primeira conferência digital exclusiva para debater o uso de tecnologia na edição de livros para crianças será realizada na véspera da abertura da Feira do Livro Infantil de Bolonha, no dia 27 de março. O TOC Bologna é uma realização da O’Reilly Media e já está com a programação completa. Confira. As inscrições custam 99 euros [estudantes de ilustração], 199 euros [expositores] e 299 euros [demais interessados]. A feira será realizada entre os dias 28 e 31 de março.

Por Maria Fernanda Rodrigues | PublishNews | 09/02/2011

Tablet de menos de 1kg vira caderno, livro e apostila de alunos no Brasil


Instituições de ensino no país substituem as apostilas por tablets.
Professores e alunos também trocam livros por equipamento próprio.

Texto escrito por Laura Brentano | Matéria publicada originalmente no Portal G1, em São Paulo | 09/02/2011 15h52

”]A extensa lista de material escolar no início do ano letivo está sendo substituída por um único item. No lugar da mochila abarrotada de livros, cadernos e lápis, um computador portátil de menos de 1 kg reúne todas as necessidades do aluno e começa a fazer parte do ambiente escolar. É uma das mudanças proporcionadas pela revolução dos tablets, formato que promete substituir a maioria dos notebooks e desktops nos próximos anos.

 

A minha ideia é usar o iPad para fazer anotações e substituir o caderno. Acho a minha letra muito feia, nem eu entendo, às vezes”, conta Samuel Silva, de 15 anos, que está no 2º ano do Ensino Médio do Colégio Batista Mineiro, em Belo Horizonte [MG]. “Para as aulas de Física e Matemática, vou comprar um caderno tradicional, já que fica muito ruim fazer gráficos usando o dedo“, disse Samuel, que comprou o iPad no dia do lançamento do tablet da Apple no Brasil, em dezembro.

Em 2010, eu já usava o iPhone para a minha organização escolar. Não uso agenda há dois anos. Pretendo substituir os livros de literatura pelo iPad também”, conta o estudante, que está lendo “1984”, de George Orwell, no tablet. Samuel já conseguiu autorização da coordenadora da escola para usar o equipamento em aula. “Descobri outros dois alunos do colégio que também estão usando iPad“.

Apostila em forma de tablet

A iniciativa de trocar os pesados livros pelo equipamento não nasce apenas dos estudantes. Instituições no Brasil estão buscando adaptar os seus padrões de ensino com as novas tecnologias. A partir de agosto, o grupo Estácio vai distribuir aos alunos do curso de Direito do Rio de Janeiro e do Espírito Santos tablets que rodam o sistema operacional Android. Cerca de 5,5 mil estudantes irão trocar as apostilas e o material didático pelo aparelho, que poderá ficar com o aluno depois que ele se formar.

Estamos trocando um custo pelo outro. Trocaremos a despesa de impressão e despacho, pelo tablet. Por isso, não haverá aumento na mensalidade. A ideia é que isso chegue a todos os cursos. O Direito será um projeto-piloto”, explica Pedro Graça, diretor de mercado da Estácio.

Como o tablet será emprestado ao aluno, a instituição está negociando um seguro para o aparelho, caso ele seja roubado. “Se o aluno perder o tablet, ele terá que restituir a Estácio, mas o preço será o mesmo que usamos para comprar o aparelho”, disse Graça.

Em Campinas, todos os alunos do curso pré-vestibular do Colégio Integral serão presenteados com um iPad no início das aulas em março. A instituição está trocando as apostilas do curso pelo tablet da Apple. “No final, os alunos poderão ficar com o aparelho para usá-lo na faculdade”, conta Ricardo Falco, diretor do Colégio Integral na unidade de Cambuí.

O tablet facilita o acesso à informação e vai tornar as aulas mais dinâmicas. Todo o material didático, livros, jornais e revistas poderão ser encontrados no tablet”, completa Falco. As apostilas do cursinho serão disponibilizadas aos alunos em formato PDF. “Vamos restringir o acesso a rede sociais e a sites que não estejam relacionados às aulas. Por isso, optamos pela versão apenas com conexão wi-fi“.

No caso do Colégio Integral, a mensalidade do curso vai aumentar de R$ 1 mil mensais para R$ 1,5 mil. Mas Falco explica que o iPad não foi a única razão para o aumento. “Estamos lançando um novo formato de curso pré-vestibular, com atendimento mais personalizado e turmas menores”.

Conteúdo adaptado

”]O custo do equipamento, a conexão de rede e a formação do professor são os três principais desafios do projeto digital como um todo”, explica Tadeu Terra, diretor-geral de material digital da Pearson, que levará, em parceria com o SEB [Sistema Educacional Brasileiro], 15 mil tablets a adolescentes do Ensino Fundamental e do Ensino Médio de 18 escolas do Brasil a partir de abril. “Desde 2009, desenvolvemos um projeto que possa atender essas três prioridades”, completou. Os colégios beneficiados com os tablets reúnem os sistemas COC, Pueri Domus e Dom Bosco.

Segundo Tadeu, não adianta levar o tablet ao aluno se todas as funções do equipamento não são aproveitadas. “No projeto da Pearson, tentamos integrar toda a parte digital, como vídeos, infográficos, interatividade, animações e exercícios colaborativos, para que o aluno use o computador de forma plena, e não apenas lendo em PDF”.

O material já era utilizado por alunos no notebook e, a partir de abril, chegará aos estudantes por meio do tablet. “Esse sistema visa potencializar as funções do equipamento em sala de aula”. Em 2012, a Pearson planeja oferecer os tablets para todas as séries dos colégios parceiros.

”]As escolas terem tablet é um processo irreversível, pois ele é a mídia do futuro”, disse Chaim Zaher, diretor-presidente do SEB. “Em três anos, em torno de 65 mil alunos do SEB terão o equipamento“, prevê. Em 2010, Zaher viajou à China para avaliar o melhor aparelho a ser adquirido pelos colégios. Alunos do ensino à distância da Universidade do SEB também receberão os tablets em abril para ajudar nos estudos em casa.

Professor também usa

Se o tablet ainda não chegou às instituições, professores levam o próprio aparelho para modernizar as explicações em aula. É o caso do professor Carlos Alberto Goebel Pegolo, da Universidade São Judas Tadeu. “Eu fiz algumas experiências com o meu iPad durante 2010. O tablet oferece uma maior mobilidade ao professor em aula”, conta.

Pegolo usou o aparelho durante as aulas no laboratório de automação. “Quando eu passava de mesa em mesa para ver as experiências dos alunos, o iPad me ajudava para complementar e corrigir os trabalhos ao puxar um vídeo da internet ou mostrar uma figura. Em vez de usar um caderno para rabiscar, eu usava o tablet”, explica.

”]Antes de chegar ao Brasil

Em 2010, um brasileiro experimentou ter a apostila disponibilizada em forma de iPad em uma universidade na Suíça. Em junho, Alexandre Franca Lima, executivo da Petrobras, participou de um curso de uma semana que, tradicionalmente, oferecia uma pasta enorme com todo o material em papel.

Minha mulher participou do mesmo curso em 2008 e ela tinha que carregar uma apostila enorme, que acumulava o conteúdo de toda a semana”, conta Alexandre. A turma de cerca de 400 pessoas fez o primeiro teste com o iPad no ano passado. “Eu achei fantástico. Eu nunca tinha usado um e, para mim, foi facílimo”, conta.

Além de eliminar o peso das apostilas, o campus da universidade tinha quatro prédios e cada aula era em uma sala diferente. A gente usava o Google Maps do tablet para buscar onde seria o próximo seminário. E, enquanto o professor nos mostrava o conteúdo no datashow, podíamos acessá-lo pelo iPad”. Como as turmas do curso não eram fixas, Alexandre também conta que o iPad facilitou a comunicação entre os alunos, que vinham de diversas partes do mundo.

”]Aplicativos feitos para a aula

A loja de aplicativos da Apple disponibiliza ferramentas desenvolvidas especialmente para a sala de aula, como o “The Elements”, uma tabela periódica animada. “Esse é um dos aplicativos que planejo usar para a aula de Química”, conta Samuel. O app pode ser comprado por US$ 14 e possui versão apenas em inglês.

Outra opção é o “Humman Body Encyclopedia D”, que custa US$ 1. O aplicativo ajuda os alunos a memorizar as partes do corpo humano e o nome dos órgãos. Como está disponível apenas em inglês, o app também pode ser usado para praticar o idioma.

O “iStudiez Pro”, aplicativo para organizar tarefas e horários das aulas, tem versão em português e é vendido por US$ 3. E o “Flashcards Deluxe” auxilia na criação de cartões de estudo que ajudam na memorização de aulas. Também só está disponível em inglês e custa US$ 4.

A loja de aplicativos para o sistema operacional do Google, Android, que roda no Galaxy Tab, da Samsung, também possui ferramentas para a educação. Confira no site Android Market.

Texto escrito por Laura Brentano | Matéria publicada originalmente no Portal G1, em São Paulo | 09/02/2011 15h52

Programas facilitam leitura em tablets


Eles omitem distrações, como anúncios, barras laterais e links, e exibem somente o texto com um visual limpo

Empresa criou serviço de assinatura que repassa 70% do valor para produtores de conteúdo na internet

POR RAFAEL CAPANEMA
DE SÃO PAULO

Ler os textos que você quiser, na hora que bem entender, no dispositivo que você tiver à mão e sem distrações.

É essa a proposta de serviços como o Instapaper, o Readability e o Read It Later, que se popularizam na carona de smartphones e de tablets como o iPad.

A situação é comum: você se depara com um longo texto que parece ser interessante. Nos arredores do conteúdo, todo tipo de ruído: barras laterais, anúncios, comentários, links.

Com serviços de legibilidade, basta um comando para fazer sumir o que há de supérfluo e destacar apenas o essencial: texto e, eventualmente, fotos.

Artigos interessantes também costumam surgir quando se está ocupado no trabalho, por exemplo.

Nesse caso, basta usar o Instapaper ou o Read It Later para guardar os textos e lê-los mais tarde, despidos dos excessos -com o iPad, na cama, ou na fila do banco, por meio do smartphone.

EFEITO COLATERAL

Apesar de convenientes, esses serviços podem ser prejudiciais ao omitir aquilo que é uma fonte de renda primordial dos produtores de conteúdo: os anúncios.

Pensando nisso, o Readability [readability.com] anunciou na semana passada um serviço pago de assinatura [US$ 5 ao mês] cujos dividendos serão repassados, em sua maioria [70%], para quem produz os textos lidos por meio do serviço.

No ano passado, o “New York Times” impediu que seu conteúdo fosse oferecido sem autorização no Pulse, agregador de notícias que funciona no iPad, no iPhone, em celulares com Android e nos tablets equipados com o sistema do Google.

Criado por estudantes da Universidade de Stanford, o Pulse é um dos principais representantes do promissor mercado de revistas digitais personalizadas, como o Flipboard, que foi laureado pela própria Apple como aplicativo do ano de 2010 para iPad.

Com múltiplas fontes, o conteúdo do Flipboard e do Pulse -ambos gratuitos- é formado por links publicados pelos contatos do usuário em redes sociais e por pacotes temáticos [moda, tecnologia etc.].

Segundo uma pesquisa da iModerate Research Technologies e da Brock Associates, 66% dos proprietários de dispositivos multifuncionais, como o iPad e smartphones [Android, BlackBerry e iPhone] passaram a ler mais desde que se apossaram dos brinquedinhos.

Curiosamente, 46% dos donos desse tipo de aparelho começaram até a ler mais livros de papel, de acordo com o estudo.

Vale lembrar que a pesquisa não ouviu donos de dispositivos de leitura dedicados, como o Kindle, da Amazon, e o Nook, da Barnes & Noble.

Veremos um crescimento no consumo de e-books neste ano porque os consumidores sugerem que ler livros em um dispositivo multifuncional é muito conveniente para eles“, disse Laurie Brock, presidente da Brock.

Por Rafael Capanema | Folha de S. Paulo | Tec | 09/02/2011

Hábitos de Leitura


66%

Consumidores com dispositivos multifuncionais que passaram a ler mais depois de comprá-los. O número é de um estudo da iModerate Research Technologies e da Brock Associates, que entrevistou 300 pessoas nos EUA

46%

Consumidores com dispositivos multifuncionais que passaram a ler mais livros de papel

80%
Pessoas que consideram a leitura em aparelhos mais conveniente do que no papel

72%

Entrevistados que leem em dispositivos eletrônicos quando viajam

Frase

Gosto de ter muitos livros à mão para escolher o que ler em qualquer lugar. Basta baixar as obras que quero ler nos meus dispositivos. Posso ler um livro por um instante e mudar para outro” – PARTICIPANTE ANÔNIMO para a pesquisa sobre hábitos de leitura

Folha de S.Paulo | Tec | 09/02/2011