Porque os leitores de e-book não decolam no Brasil?


Acabo de ver um texto do Jorge Alberto levantando a lebre de um eventual boomno mercado de livros digitais no Brasil.

Eu não acredito na possibilidade de que este mercado se desenvolva, a não ser que algum grande competidor faça manobras muito mais ousadas do que as que estamos assistindo.

Eu sou, em tese, muito favorável ao livro digital. Gostaria muito de ter um Kindle, se ele funcionasse no Brasil. Usaria para assinar um jornal, especialmente se já tivesse fotos coloridas [coisa que o aparelho ainda não disponibiliza]. Usaria para ler livros, se tivesse títulos disponíveis [mesmo que fosse em inglês] e a preço significativamente mais barato que o livro de papel. Usaria para ler os mils pede-efes que tenho e que nunca vou ler no computador [porque estou sempre fazendo outra coisa nele].

Fui olhar a loja do Gato Sabido esses dias, só pra espiar. E estão lá muitos lançamentos em pdf, a chegada de grandes editoras ao catálogo – mas o preço continua o mesmo do livro de papel, cada vez mais caro, e num preço que não condiz com o poder aquisitivo do leitor brasileiro

O leitor, por R$ 600,00 ainda é muito caro [o Alfa, lançado pela Computadores Positivo tem o mesmo preço, e parece que vendeu bem – mas acho que é só o efeito da novidade].

Continuo achando que o mercado pode ser muito bom, mas não com essas editoras, nem com essas lojas, nem com os equipamentos que existem. Melhor ficar em compasso de espera.

O leitor da Positivo tem potencial para criar um ótimo mercado, se a empresa decidir fazer força para entrar com os leitores digitais na sua rede de colégios, e vender o aparelho com desconto para quem adotar seus livros didáticos. Taí uma boa forma de criar mercado, e eles já devem ter pensado nisso.

Ademais, o que tenho a dizer sobre o assunto, acho que já escrevi nestes textos aqui no blog:

Livro de papel versus leitores digitais

Mais sobre Kindle versus livro de papel

Kindle – esperando abaixar mais um pouco o preço

Mais um probleminha do Kindle

Texto by andreegg | Jan 31st, 2011

Macworld 2011: empresa aposta em publicações digitais


Plug-in para InDesign da Aquafadas pode ajudar quem quer ter suas revistas no iPad | Foto: Sérgio Miranda/Geek

Quando foi apresentado há um ano atrás, o iPad logo de cara se mostrou como uma grande alterativa para o mercado de revistas e jornais, que sempre foram reticentes em partir para o modelo digital. Porém, demorou um pouco, mesmo depois do lançamento oficial em abril, para que os editores conseguissem encontrar uma maneira de formatar suas publicações para o novo meio.

A Aquafadas, que já há algum tempo trabalha com a criação de quadrinhos digitais, resolveu também mostrar uma solução interessante para o mercado editorial. O conceito se basea em um plug-in para o InDesign [software de edição de páginas da Adobe], com diversas ferramentas para poder criar conteúdo para o iPad, desde slideshows até incusão de vídeo entre outras.

Além do plug-in, a Aquafadas também irá oferecer um serviço para montar o aplicativo final que será vendido na App Store, ajudando a finalizar o processo para que o editor não precise conhecer nenhuma linha de código.

Ainda não formatamos o preço, pois estamos estudando valores que possam antender desde uma editora com publicações grandes, de mais de 100 páginas, como também pequenas empresas interessadas em montar newsletters ou revistas mais modestas“, e xplicou o diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Aquafadas, Matthieu Kopp. Segundo ele, o plug-in será gratuito, apenas o serviço de criação do aplicativo será pago. O lançamento destas ferramentas será entre março e abril de 2011.

POR SÉRGIO MIRANDA | Direto de São Francisco, EUA | Portal Terra | 31 de janeiro de 2011 • 12h24

Uma livraria dos EUA troca Kindles… por valor equivalente em livros físicos


Nem todos ficaram contentes com a popularizaçao dos ereaders. Uma livraria de Portland Oregon, nos EUA, decidiu fazer uma promoçao pra lá de diferente – troca seu Kindle pelo valor equivalente em livros físicos da loja. Nao é exatamente um mau negócio, já que com títulos custando entre USD 2 e 6, dá pra sair com uns 30 livros nas maos. Mas será preciso sair de casa para ir até a livraria pessoalmente. ;- ) Deu no The Red Ferret.

Por Jacqueline LafloufaBlue Bus | 31/01