Amazon lança loja para venda de publicações curtas


Abrindo espaço para as publicações de tamanho intermediário, que são muito extensas para figurarem em revistas e muito curtas para poderem ser editadas como livros, a Amazon lança a loja Kindle Singles.

As publicações seriam leituras curtas, com cerca de 30 a 90 páginas que, de acordo com a Amazon, são o tamanho ideal para o desenvolvimento de “uma ideia matadora, bem pesquisada, argumentada e ilustrada“, informa o site Geeky Gadgets.

Escritores, pensadores, cientistas, líderes de empresas, historiadores, políticos, editores e jornalistas estão sendo convidados pela Amazon a disponibilizarem seus trabalhos dentro da Kindle Singles, de forma a garantir alcance para todo o mundo – e, de quebra, popularizar a mais recente iniciativa da empresa.

Os títulos que figuram na Kindle Singles podem ser lidos em qualquer um dos dispositivos suportados pela plataforma Kindle, e tem valores de prateleira que variam de US$ 1 a US$ 5, de acordo com o blog Epicenter, da revista Wired.

Portal Terra | 27 de janeiro de 2011 • atualizado às 19h21 | Com informações do site Geeky Gadgets edo Blog Epicenter

Livro é atualizado sem que outra edição seja impressa


Um livro não precisa mais ficar desatualizado, esperando uma [possível] próxima edição. No começo de 2010, a Contexto lançou As melhores seleções estrangeiras de todos os tempos, de Mauro Beting, e ninguém sonhava que naquele ano a Espanha seria a campeã. Logo surgiu a necessidade de incluí-la no livro. O autor escreveu um novo capítulo que pode ser baixado gratuitamente da internet. Na verdade, a editora está usando a moeda social Pay With a Tweet para ampliar a divulgação deste novo trecho do livro. Mas não é preciso ter o livro para obter esse texto. Veja como fazer o download aqui.

PublishNews | 27/01/2011

E-books abaixo de zero


Por Carlo Carrenho

Em meio ao frio e neve nova-iorquinos, editores presentes na Digital Book World encontram mais perguntas do que respostas

A semana em Nova York começou fria. Ou melhor, gelada. Os termômetros bateram nos -15º na segunda-feira [26], e foi um dos dias mais frios dos últimos anos. Mas nada disso impediu que os 1.200 participantes da conferência Digital Book World, organizada pela F+W Media e pelo consultor Mike Shatzkin, marcassem presença no evento. Entre eles, mais de 30 brasileiros representando empresas como Companhia das Letras, GEN, Gente, Contexto, Saraiva, Callis, Livraria Cultura, Livraria da Vila, Ediouro e Singular, entre outros.

O evento abriu as portas na própria segunda-feira com um coquetel, alguns workshops e algumas apresentações comerciais de produtos em uma espécie de pré-conferência. Mas foi na terça-feira que a conferencia começou de fato. De forma geral, as dúvidas e perguntas suplantaram as respostas e novidades. Muitos dos painéis e palestras foram bastante especulativos, e as exceções foram os eventos que trouxeram dados de pesquisas inéditos ou soluções consolidadas.

A primeira apresentação plenária foi de James McQuivey, pesquisador da Forrester, que apresentou alguns números obtidos em uma pesquisa entre executivos do mercado editorial norte-americano. Como introdução, McQuivey lembrou que 10,5 milhões de pessoas são proprietárias de um leitor digital e 20 milhões de pessoas leram livros digitais no ano passado. A Forrester prevê que US$ 1,3 bi sejam gastos em ebooks em 2011, contra apenas US$ 1 bilhão em 2010.

MacQuivey ainda trouxe uma informação bastante interessante sobre a disputa entre leitores dedicados e leitores multifuncionais: um terço dos proprietários de iPads também tem um Kindle.

53% dos executivos pesquisados – que representam 65% do mercado editorial norte-americano – acreditam que as vendas de livros impressos vão cair nos próximos anos. E metade deles prevê que 50% dos livros vendidos já serão digitais em 2014. No entanto, quando perguntados como serão as vendas dos livros que publicam, acreditam, ironicamente, que isto só acontecerá em 2015 em suas empresas.

Outro painel bastante interessante colocou no palco Brian Napack, CEO da Macmillan, Jane Friedman, CEO da Open Road e veterana do mercado editorial americano, David Steiberger, da Perseus, e Mike Hyatt, CEO da Thomas Nelson. Conforme o bate-papo fluía entre os executivos, era possível perceber suas preocupações e focos e até identificar algumas tendências.

Mike Hyatt lembrou que o atual cenário exige que todo presidente de editora administre duas empresas, uma digital e outra física, e que este é um grande desafio. Napack, por sua vez, dividiu os editores em duas categorias: aqueles mais abertos que correm atrás do que precisam dominar no novo mundo digital e aqueles que insistem em dizer que o digital nunca acontecerá. Ele ainda enfatizou que os editores precisarão de um novo conjunto de habilidades que vão além do que eles têm hoje.

Friedman lembrou as 80 mil editoras independentes dos EUA e manifestou sua expectativa de que elas tragam autores e gerem negócios para sua empresa. “Estou cansada de fala das ‘big 6’”, declarou. A discussão também chegou às mídias sociais. “As pessoas agora estão confiando nos amigos para descobrir livros e conteúdo”, afirmou Hyatt. “Não é mais a exposição nas livrarias que vende livros”, completou Friedman.

Todos os conferencistas concordaram em relação às livrarias independentes. “Somos otimistas em relação às lojas físicas, mas elas têm o desafio de não se tornarem um show-room para vendas on-line”, afirmou Napack. “A livraria independente é parte de uma comunidade e é sobre comunidades que estamos falando aqui – as livrarias independentes têm feito mídia social muito antes deste nome ter sido inventado”, lembrou Friedman.

Outros momentos de destaque do painel foram quando David Steinberger lembrou que livros não são faixas de música e que os dois mercados são 100% análogos e quando Friedman afirmou que “custo zero não é um modelo de negócio, mas um modelo de marketing”.

A conferência ainda trouxe algumas pesquisas e as palestras de representantes da Google e da Amazon, com novidades em um ambiente carente de soluções. Abe Murray, da Google Books, informou que já foram baixados mais de um milhão de apps do leitor da Google e três milhões de e-books. Ele também divulgou as categorias mais vendidas e os romances populares são os campeões. Quanto aos parceiros, já existem 5mil editores no programa e 180 revendedores utilizando a plataforma para vender e-books. Russ Grandinetti, da Amazon, trouxe dados limitados mas bastante úteis. O principal deles é que os clientes da Amazon aumentam suas compras de livros em média 3,3 vezes depois de adquirirem um Kindle.

Ao final de cada painel, havia sempre um momento de perguntas da platéia. Foi quando alguém disparou: “Vocês só falam de vender livros. E a leitura? Vocês não se interessam se as pessoas lêem os livros, se de fato lêem o que compram?

Com certeza, esta e outras perguntas – e poucas respostas – foi o que a maioria dos participantes do Digital Book World levou na bagagem de volta para casa – caso tenham conseguido deixar Manhattan durante uma das maiores nevascas deste inverno na noite desta quarta-feira [26].

Por Carlo Carrenho | Publicado originalmente em PublishNews | 27/01/2011

E-books não são livros! Como o mercado editorial vai reagir a essa constatação?


Por Lourdes Magalhães

Uma atividade que pouco se alterou ao longo dos anos, a leitura vive um processo de fragmentação.

Um excelente artigo publicado na edição The world in 2011, da revista The Economist – Curl up with a good screen, de Alix Christie e Ludwig Siegele – motivou uma reflexão sobre o quanto as novas tecnologias vão alterar o mercado editorial e a relação entre autores e leitores.

Enquanto 2010 passou à história como o ano em que os leitores eletrônicos e tablet se inseriram no cotidiano de leitores de diferentes perfis, 2011 será marcado pela ruptura com o formato atual do livro.

No ano passado, nos Estados Unidos, o mercado de leitores eletrônicos faturou US$ 11 milhões e a perspectiva é que neste ano o faturamento alcance os US$ 15 milhões, de acordo com o Forrester Research.

A ruptura com o formato convencional do livro está sendo potencializada com a popularização de dispositivos móveis – smartphones, iPad.

O novo paradigma é que o livro eletrônico deve ser encarado como app [aplicativos para download].

Nos Estados Unidos, as Diginovels [obras de ficção em formato digital] contam com recursos como vídeos, ilustrações em 3-D e aplicativos – recursos que tornam os textos interativos; o mesmo ocorre com alguns livros didáticos.

Essa verdadeira revolução tecnológica está mudando o livro e requer que os editores ampliem o conhecimento não apenas para desenvolver “produtos” diferenciados, mas para proteger autores e obras da constante ameaça da pirataria.

A indústria do livro está diante de novos desafios e oportunidades apresentadas pelo marketing online; algumas lojas norte-americanas – estabelecimentos reais, não online – já estão trabalhando com os books app.

“Clones” de leitores eletrônicos, produzidos em países emergentes, estão tornando o item mais barato e forçando um avanço veloz: a vida útil das baterias aumentou e o acesso sem fio para downloads deve se tornar padrão para dispositivos high-end.

O artigo cita que, por pressão da concorrência, os e-books devem ficar mais baratos em 2011.

Além disso, este ano deve marcar o lançamento do Google Editions – a terceira maior loja de livros digitais atrás de Amazon e Apple.

Nos Estados Unidos, em 2010, a participação do livro eletrônico nas vendas do mercado editorial foi de 10%; em 2011 será de 20%.

Diante desse cenário, os leitores se dividem entre os que apreciam o papel e os amantes da tecnologia.

Ou seja, o mercado editorial tem tratado a questão como se o e-book fosse de fato um livro.

Acredito, firmemente, que não seja. Há livros cuja narrativa convencional não se presta à mobilidade e interatividade.

Em paralelo, surgem novas narrativas como a japanese phone novel [obra de ficção japonesa] cujo conteúdo dá um novo impulso ao formato conto.

Não apenas a obra literária impressa e digital são diferentes, mas a relação entre o escritor e editor.

Tenho conhecimento, inclusive, de autores norte-americanos e europeus que comercializam diretamente para o formato digital sem passar pelos editores; a tendência é que novos autores sigam o exemplo.

Será, então, que o livro impresso e a profissão de editor estão vivendo os últimos suspiros? Não creio nisso.

Defendo – e acredito firmemente – na possibilidade de haver lucidez em elos da cadeia.

Entender que o e-book é um produto diferente do livro impresso é o primeiro passo para reinventar o negócio editorial.

Há público para os dois produtos e há profissionais com talento para reinventar ambos.

Como os autores do artigo, sei que o livro impresso nunca morrerá – da mesma forma como demonstram os “devotos” do vinil e do cinema.

No entanto, a vida dos livros depende da capacidade de se reinventar da indústria editorial e de seus profissionais.

Por Lourdes Magalhães | Publicado originalmente no site Baguete | 27/01/2011 – 13:20

* Lourdes Magalhães é presidente da Primavera Editorial, Executiva graduada em matemática pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo [PUC-SP], com mestrado em Administração [MBA] pela Universidade de São Paulo [USP] e especialização em Desenvolvimento Organizacional pela Wharton School [Universidade da Pennsylvania, EUA].

NYT vai lançar livro eletrônico sobre relação com o WikiLeaks


NOVA YORK, 27 Jan 2011 [AFP] -O New York Times anunciou na quarta-feira que lançará um livro eletrônico sobre o site WikiLeaks, com 27 novos documentos confidenciais, além de um resumo dos que já publicou e vários ensaios.

O livro, com o título “Open Secrets: WikiLeaks, War and American Diplomacy” [Segredos Revelados: WikiLeaks, Guerra e Diplomacia Americana”, em tradução livre], relatará as relações do jornal com o fundador do site, Julian Assange.

Também contará com um perfil do soldado Bradley Manning, suspeito de ter sido a fonte de Assange. Detido em maio de 2010, o militar é acusado de ter repassado documentos confidenciaus a “uma fonte não autorizada”.

O livro digital estará disponível nas principais livrarias eletrônicas ao preço de 5,99 dólares.

Portal G127/01/2011 – 07h16

Livro digital: A indústria está animada!


Acabou hoje o Digital Book World 2011 em Nova York, embaixo de muita neve, mas se o tempo não ajudava, as perspectivas para a indústria editorial parecem estar muito melhores, pelo menos é isso que pensam os players dela. A delegação de brasileiros era grande, mais de 30 pessoas, importantes editoras estavam lá, algumas de muito potencial também, entre elas, a Livros de Safra.

O mercado americano está bem a frente do brasileiro, eles têm a Amazon, a Apple e outros poderosos participantes, e também uma base instalada grande de aparelhos, destaque para kindle e iPads. O que se constatou é que o livro digital tem feito o hábito da leitura aumentar, ou pelo menos da compra dos livros. Sim, aqui nos Estados Unidos também se conclui que os dois principais inimigos da leitura são o sono e a televisão. Muitos não se incomodam de vegetar. Mas para aqueles que compraram seus “devices” o consumo de livros, digital e papel, ficou 3,3 vezes maior. Ou seja, é bom nós aqui irmos preparando nosso catálogo que o futuro é animador.

E você, tem experiência em leitura digital? O que acha?

Livros de Safra | 27/01/2010