Kindle passa a permitir empréstimo de livros


A terceira geração do Kindle foi o produto mais vendido em toda a história da Amazon.com

A Amazon lançou na última quinta [30] o recurso que permite aos usuários do Kindle emprestar livros que tenham adquirido. No entanto, apenas títulos permitidos pelas editoras e detentores dos direitos autorais poderão ser compartilhados e por um período restrito a 14 dias.

O sistema de empréstimo do Kindle é muito similar ao LendMe, recurso do seu concorrente, o e-reader Nook, da Barnes & Noble. Quem pegar um livro eletrônico emprestado não precisa necessariamente ter um e-reader da Amazon. A pessoa poderá acessá-lo de um aplicativo Kindle para Mac, PC, iOS, Android, BlackBerry, Windows Phone 7, além do próprio Kindle, informa o site “Mashable”.

Por enquanto, é possível realizar os empréstimos dos livros eletrônicos acessando a conta de usuário na Amazon.com em um navegador de internet. É possível que a empresa libere em breve atualizações do software dos leitores digitais para que o empréstimo seja feito direto do dispositivo.

Sucesso de vendas

A varejista online Amazon.com havia informado nesta semana que a terceira geração de seu aparelho de leitura digital Kindle foi o produto mais vendido em toda a história da empresa.

O Kindle ultrapassou a marca de vendas do último livro da série do bruxo Harry Potter, até então o item mais vendido na Amazon.com. A companhia não revelou números de vendas do Kindle.

A Amazon.com também informou que em 29 de novembro registrou recorde de encomendas em um único dia, com 13,7 milhões de pedidos em todo o mundo, ou o equivalente a 158 itens por segundo.

UOL Tecnologia | 31/12/2010 – 11h13 | Com informações da Reuters

Novo serviço do Google busca termos em publicações de até 508 anos


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O Google lançou essa semana um serviço que procura termos em publicações antigas, de até 508 anos atrás. Não é mágica, pelo contrário, tudo o que o Books Ngram Viewer faz é vasculhar nos mais de 5 milhões de livros e artigos catalogados e digitalizados pela empresa, que datam de 1500 até 2008. A partir daí, o serviço mostra a incidência do termo em uma timelime determinada pelo próprio usuário.

No exemplo acima fizemos a comparação entre as empresas Apple e Microsoft no período entre 1970 e 2008. O resultado é um gráfico puro e simples de quando a companhia de Bill Gates começou a ganhar mercado com o Windows e o pacote Office.

Claro que a frequência em que uma palavra aparece nas publicações não reflete, necessariamente, o momento da época, mas pode ser um ótimo indicador. Faça o seguinte exercício: utilize o Books Ngram Viewer para buscar a incidência em que as palavras “radio”, “television” e “internet” aparecem nos títulos do século 20. O resultado é curioso.

UOL Tecnologia | GIGABLOG | Por Rodrigo Vitulli | Do Mashable | 31/12/2010 | às 08:00

Barnes & Noble: venda de livros digitais assumem liderança


A Barnes & Noble, maior rede de livrarias dos Estados Unidos, afirmou que as vendas de livros digitais através de seu site ultrapassaram as de livros tradicionais pelo canal online.

A Barnes & Noble, que apresentou seu leitor eletrônico Nook no ano passado para concorrer com o Kindle da Amazon.com, disse que os consumidores compraram ou fizeram download de 1 milhão de e-books através do Nook no dia de Natal.

Uma porta-voz da Barnes & Noble disse que os números incluem e-books gratuitos, mas que a maior parte era de downloads pagos. A Barnes & Noble, que se colocou à venda em meados do ano, está sob pressão para mostrar que sua fatia no mercado de livros digitais está crescendo rápido o bastante para suavizar o declínio da indústria tradicional. A empresa afirma ter 20% do mercado de e-books.

A empresa informou que as diversas versões do Nook são agora seu produto mais vendido. Analistas estimam que a Barnes & Noble tenha vendido cerca de 2 milhões de Nooks desde o lançamento do aparelho, enquanto o Kindle, lançado em 2007, tenha registrado vendas estimadas em cerca de 6 milhões de unidades.

Com informações da Reuters Limited – todos os direitos reservados. | Publicado originalmente no Portal Terra | 30 de dezembro de 2010 • 18h10

Atualização permite empréstimo de livros digitais pelo Kindle


Sistema havia sido prometido pela Amazon no final de outubro.
Livro emprestado pode ser visto no PC, sem usar aparelho da Amazon.

Amazon anuncia sistema de empréstimo de livros para o Kindle. Foto: Divulgação

A Amazon liberou nesta quinta-feira [30] a atualização que elimina, enfim, uma das maiores desvantagens do leitor de livros digitais Kindle na comparação com as publicações impressas: a partir de agora é possível emprestar livros do Kindle para outras pessoas.

 

Não é necessário que a pessoa que receberá o empréstimo tenha um Kindle. É possível ler o livro emprestado no computador [Mac ou PC] ou em aparelhos como iPad e iPhone, que possuem software capaz de exibir o conteúdo das publicações digitais.

De acordo com a Amazon, cada livro só poderá ser emprestado uma vez, por um período de 14 dias. Durante este tempo, o comprador original não poderá acessar o conteúdo em seu Kindle.

Apenas alguns títulos terão esta função liberada, no entanto. Cabe à editora decidir se o livro poderá ou não ser emprestado.

A Amazon anunciou ainda que planeja expandir seu sistema de venda de jornais e revistas em formato digital. Atualmente, só é possível acessar o conteúdo de assinaturas – ou de edições avulsas – no aparelho vendido pela livraria.

Em breve, publicações como o “The New York Times” e o jornal brasileiro “O Globo” poderão ser lidas também nas versões do Kindle para PCs, Mac e telefones celular, como o iPhone.

Do G1, em São Paulo | 30/12/2010 15h40

Livro sobre Fernando de Noronha ganha versão para iPad


O livro “Fernando de Noronha 3°50´S 32°24’W” acaba de ganhar uma versão para iPad, o tablet da Apple, disponível na App Store. O nome da publicação faz referência à localização do arquipélago de Pernambuco, em coordenadas geográficas.

Imagens da publicação "Fernando de Noronha 3º50´S 32º24´W" no iPad

Além do conteúdo original do livro, da BEI Editora, o aplicativo, que custa US$ 20, tem uma série de vídeos sobre a vida marinha, que incluem arraias, tubarões, tartarugas, golfinhos e polvos.

A publicação alia a produção das fotógrafas Maria Granville e Zaira Matheus, especialistas em imagens subaquáticas, e que documentam o arquipélago há mais de uma década, com outras imagens de acervo iconográfico e cartográfico sobre Noronha.

Rabo-de-junco-de-bico-amarelo, a ave símbolo do arquipélago de Fernando de Noronha, em voo sobre água

Folha.com | Turismo | 29/12/2010 – 18h37

Revistas em declínio no iPad


Depois da euforia inicial, quando a Wired registrou 100 mil downloads somente em junho, as vendas de revistas para o tabletiPad, da Apple, começam a cair. Segundo o blog Engadget, a Wiredregistrou uma média de 31 mil downloads entre julho e setembro, para vender somente 22 mil e 23 mil, respectivamente, em outubro e novembro.

Vanity Fair vendeu 8,7 mil downloads em novembro, comparados a uma média 10,5 mil entre agosto e outubro. No mesmo mês,  foram vendidas 11 mil cópias da GQ para o iPad, o pior resultado até agora. Outras revistas, como The New YorkerPeople eEsquire, não divulgam seus números.

Por Renato Cruz | Link do Estadão.com | 29 de dezembro de 2010, 16h09

Barnes & Noble fracassa em parar ação judicial envolvendo Nook


A Barnes & Noble não conseguiu interromper um processo judicial movido pela Spring Design acusando a maior livraria dos Estados Unidos de ilegalmente copiar o design de sua tela para o dispositivo de leitura digital Nook.

Última versão do Nook, leitor de livros eletrônicos da rede de livrarias Barnes & Noble, com tela colorida

O juiz distrital norte-americano James Ware permitiu que a Spring Design prossiga com o caso em que acusa a Barnes & Noble de apropriar-se indevidamente de segredos comerciais, usar brechas contratuais e de competição desleal, segundo decisão do final nesta segunda-feira (27).

Advogados de ambas as companhias não estavam imediatamente disponíveis para comentar o assunto nesta terça-feira [28].

POR JONATHAN STEMPEL | DA REUTERS, EM NOVA YORK | 28/12/2010 – 13h58

O pequeno e leve E-reader


Notas do Editor

No inicio da era pré e-commerce, a Barnes & Noble era a maior rede de livrarias dos EUA. Com o advento da internet e das compras online, a B&N apostou que as pessoas continuariam comprando livros em lojas físicas, e assim esnobou o novo mercado online que se abria.

Uma ainda pequena livraria virtual chamada Amazon apostou na venda online cerca de dois anos antes da mítica B&N e o fim da história todos nós sabemos: Amazon hoje é o maior varejista online no mundo e a Barnes&Noble depende muito mais de suas lojas físicas do que seu website para lucrar.

Com o advento dos e-readers, a Amazon lançou o Kindle e, desta vez, a Barnes & Nobles não quis perder o bonde da história novamente e lançou o Nook, uma resposta ousada e rápida para competir no mercado de e-readers.

Barnes & Noble Nook

Tela

E-ink tem a vantagem de não produzir luz, permitindo uma leitura semelhante à do papel impresso. A taxa de contraste melhorou muito na sua última grande atualização [ver. 1.5]. Havia um tempo de resposta um pouco irritante no passar das páginas, mas com esta mesma atualização, melhorou consideravelmente.

O grande barato do Nook é a segunda tela, touchscreen e colorida, que serve para navegação e visualização auxiliar, como exibir a capa de livros, ícones de navegação e menu. A tela colorida não tem uma qualidade alta, mas para o que se dispõe é ideal. Lembrando que se trata de um leitor de textos, não um Tablet como por exemplo o iPad.

Extras

Não muito diferente do seu concorrente direto, o Kindle, o Nook toca arquivos MP3 para ouvir músicas pelas saídas de fone de ouvido. A qualidade é boa, eu gosto de ouvir uma música às vezes e ele poupa o trabalho de usar um player e um e-reader ao mesmo tempo.

O Nook também conta com um navegador web que não passa de satisfatório, sensivelmente lento e sem nenhum extra. A forma de navegação é bem curiosa, onde o Nook exibe a página em preto-e-branco na tela maior e você pode tocar nos links pela tela de baixo. Não é uma forma muito convencional, mas também não chega a ser ruim. A grande vantagem do navegador é a possibilidade de se visitar jornais e ter o conteúdo sem precisar pagar pela edição digital.

Outra vantagem considerável do Nook, para quem mora nos EUA, é o acesso ilimitado a todo o conteúdo da Barnes & Noble, quando se acessa o Nook de dentro de qualquer uma de suas lojas.

O Nook também conta com um serviço chamado LendMe [ou, “empreste-me”] onde você pode emprestar um livro que você já comprou para outro amigo que tenha um Nook e este tem até 15 dias para ler o livro, integralmente, após isto, só comprando. Achei um prazo bem generoso, ponto para o Nook.

Na parte de hardware, o Nook permite a adição de memória externa, cartões formato microSD, mas sua memória interna [8GB] é mais que satisfatória para o usuário médio.

Design

Aí, o ponto forte do Nook, em relação ao Kindle. As duas telas e o design estilo minimalista são um show a parte. Ao contrário do Kindle, o Nook não tem um teclado físico, o que reduz bastante a distração na hora de ler. Os botões para passar as páginas são equivalentes nas duas laterais do aparelho, permitindo avançar a voltar páginas com apenas uma mão, muito útil quando se está lendo no trem, por exemplo.

Também ponto positivo para o fundo do aparelho, de material emborrachado, que evita escorregar da mão, mesmo em caso de suor. A Barnes & Noble também vende várias capas para todos os tipos de bolso, dando um ar discreto e quem não percebe acha que se trata de um livro “convencional”.

Bateria

Duração da bateria do Nook segue o padrão dos livros eletrônicos top de linha: levam-se dias para uma nova carga, mesmo em stand-by. A carga pode ser feita tanto usando seu carregado de parede quanto em qualquer ponto USB.

Ficha Técnica

Ficha Técnica

Por Joel Nascimento Jr | Para o TechTudo | 27/12/2010 16h00

Terceira geração do Kindle é produto mais vendido da Amazon.com


A varejista on-line Amazon.com informou nesta segunda-feira [27] que a terceira geração de seu aparelho de leitura digital Kindle é agora o produto mais vendido em toda a história da empresa.

O Kindle ultrapassou a marca de vendas do último livro da série do bruxo Harry Potter, até então o item mais vendido na Amazon.com. A companhia não revelou números de vendas do Kindle.

A Amazon.com também informou que em 29 de novembro registrou recorde de encomendas em um único dia, com 13,7 milhões de pedidos em todo o mundo, ou o equivalente a 158 itens por segundo.

DA REUTERS | Publicado por Folha.com | 27/12/2010 – 12h59

Flipboard, para iPad, combina revista digital e redes sociais


O Flipboard pegou o conceito de internet 2.0 e misturou a ele a ideia de revista para tablets. O conteúdo da publicação vem das atualizações das redes sociais Facebook e Twitter, além de seus feeds do Google Reader.

O resultado dá certo porque é ultrapessoal e totalmente direcionado para quem o lê.

É uma revista única e personalizada, que reproduz vídeos e imagens no próprio aplicativo e tem diferentes capas com as imagens postadas no seu mural ou na sua timeline. Tem até o -dispensável, para alguns- efeito de virar a página, como numa revista de verdade.

Antes de ser selecionado pelos jurados da Folha, o Flipboard foi escolhido pela própria Apple como melhor aplicativo do ano.

Na nova versão, recém-lançada na App Store, o recurso de agregar informações do Facebook foi melhorado e agora o usuário pode navegar pelo feed de notícias e pelo mural.

No Twitter, o programa permite ainda percorrer a timeline, os replies e as listas. A versão 1.1 do aplicativo está disponível na loja de aplicativos da Apple e é gratuita.

POR ALEXANDRE ORRICO, DE SÃO PAULO | Folha.com | TEC | 26/12/2010 – 11h21

Autor reencena histórias bíblicas com Lego


O americano Brendan Powell Smith, 37, é autor de “The Brick Testament”, série de três livros em que reencena histórias bíblicas com peças de Lego.

Em 2011, ele vai lançar um quarto exemplar, pela editora americana Skyhorse, apenas com passagens do Antigo Testamento. As 422 histórias que montou até hoje estão disponíveis no site do projeto.

Ele deu a entrevista abaixo por email, não sem antes se desculpar pela recusa em falar ao telefone: “Sei que pode soar excêntrico, mas apenas um homem excêntrico se dedicaria a ilustrar a bíblia em Lego“.

A obra "A Última Ceia", do livro "The Brick Testament", montada com Lego, ao estilo do pintor Leonardo Da Vinci

*

Folha – Por que montar a bíblia em Lego?
Brendan Powell Smith – Antes de estudar teologia, na universidade, esperava que a bíblia fosse um tratado chato e seco de 2 mil páginas. Mas quando quando comecei a ler as histórias com atenção, percebi que estava repleta de passagens sensacionalistas e dramáticas. Pensei se não haveria uma forma mais divertida de apresentar seu conteúdo, o que acabou me levando até os Legos.

O senhor coleciona Legos desde jovem?
Sim, mas na adolescência resolvi guardá-los no porão dos meus pais, porque não era “cool” ter brinquedos. Depois de terminada a faculdade, resolvi voltar a eles. Isso coincidiu com a época em que o eBay estava começando. As pessoas estavam vendendo suas coleções antigas de Lego a preço de banana, resolvi começar a comprá-las.

Quantas peças o senhor tem?
Acredito ter cerca de 300 mil peças. É uma coleção grande, mas não a maior que já vi. A maioria das pessoas que vêem meus livros a imaginam muito maior. Não percebem que eu estou constantemente desmontando as cenas construídas para ilustrar outras histórias.

Que peças são boas para montar histórias bíblicas?
Eu dificilmente teria começado a ilustrar a bíblia em Lego se eles não houvessem lançado uma série com personagens do filme Guerra nas Estrelas. O boneco do Mestre Jedi Qui-Gonn Jinn [interpretado por Liam Neeson] tinha a cara perfeita para que eu o transformasse em Jesus Cristo. Também tive sorte que a Lego lançou, há pouco, uma série com ninjas. As sobrancelhas brancas do velho mestre ninja combinaram com o rosto que eu queria para Deus.

Que história o senhor considera sua obra-prima?
O Apocalipse Final. Embora eu estivesse tentado a fazê-lo mais cedo, sabia que deveria esperar até que minhas habilidades narrativas estivessem no pico. Só no ano passado me senti apto a isso. O Apocalipse é um livro que poucas pessoas leram, por difícil que é, escrito de uma forma desarticulada, com cenas que não fazem sentido. Mas depois de lê-lo muitas vezes, finalmente senti que poderia ilustrá-lo de uma forma que fosse fiel à insanidade das histórias.

O senhor montaria a bíblia com Playmobils?
Não. Eu tinha alguns Playbmobil quando era criança, mas nunca foram uma obsessão. As opções para misturar e combinar peças se esgotam rapidamente.

O senhor já pensou em montar outras histórias que não bíblicas?
Às vezes me sinto tentado a contar histórias da mitologia grega, por exemplo. Mas a bíblia ainda é prioridade. Depois de nove anos e 422 histórias ilustradas, ainda tenho muito entusiasmo para as próximos cem histórias que pretendo fazer.

POR ROBERTO KAZ | Folha de S.Paulo | 24/12/2010 – 07h04

Vendas americanas festejam boom de eBook


Black Friday é como os americanos denominam uma data especial de descontos, a sexta-feira logo depois do Dia de Ação de Graças, quando as liquidações movimentam enormes compras nos magazines e iniciam a temporada do fim do ano. Hoje, porém, há a expectativa de uma nova Black Friday, impulsionada pela venda aquecida de e-readers. Nesse dia, centenas de milhares de consumidores desembrulharão os leitores eletrônicos, seu presente de Natal, e começarão imediatamente a baixar livros. É esperado, portanto, o primeiro boom do livro eletrônico em época de festas natalinas nos EUA.

Funcionário mostra uma nova versão do e-book

Esperançosas, diversas editoras já providenciaram promoções. “Como no Natal inúmeras pessoas receberão um leitor pela primeira vez, uma das coisas que queremos fazer é indicar os livros que elas vão querer ler“, disse Anne Messitte, editora da Vintage/Anchor, uma divisão da Random House, que prepara um pacote envolvendo títulos de Stieg Larsson, John Grisham e Stephen Sondheim. “Achamos que este é o momento ideal para ajudar um leitor eletrônico a organizar a coleção de e-livros que eles desejam.

O mercado, de fato, vive um bom momento. A Amazon.com anunciou nesta semana que vai fechar o ano com um saldo altamente positivo: a venda de 8 milhões de unidades de seu e-reader, o Kindle, superando a expectativa inicial, que era de 5 milhões. O crescimento é ainda maior em relação ao ano passado, quando a empresa comercializou 2,4 milhões de unidades.

Os números seguem a boa safra, reforçada em abril quando foram vendidos os primeiros iPads – em oito meses, cerca de 7 milhões do tablet já foram comercializados.

Apesar de a vida útil do livro em papel ainda estar preservada, o interesse cada vez mais crescente pela versão digital justifica-se pela evolução dos novos modelos, que transformam a leitura em uma experiência sofisticada, além de permitir uma viagem diferenciada e variada pela literatura.

O novo comércio incentivou até mudanças na estratégia publicitária. Ao contrário da tradicional, que motiva o leitor a presentear livros nas semanas anteriores ao Natal, a promoção do The eBook Insider [catálogo eletrônico gratuito da Random] começa no sábado, primeiro com mensagens nas redes sociais e depois com chamadas no Google e também anúncios impressos na The New York Times Review e na New Yorker.

Segundo Anne Messitte, esta é outra maneira de comercializar livros diretamente para os consumidores, uma estratégia que as editoras adotam cada vez mais porque o número das livrarias comuns se reduziu.

A estratégia, por enquanto, revela-se mais eficiente do que a enfrentada por outras áreas, como o cinema, que sofrem com a ação da pirataria.

O filme Avatar, por exemplo, de James Cameron, foi o mais pirateado na internet em 2010, com 16,5 milhões de downloads. Um alerta a não ser esquecido.

Estadão.com.br | 24 de dezembro de 2010, 0h 00 | COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

Presentes de Natal devem impulsionar venda de livros digitais


O mercado editorial costumava ter medo dos e-books, mas em 2010 ele o abraçou. Editoras investiram em seus departamentos digitais, experimentaram os enhaced e-books, digitalizaram seus títulos antigos e cuidaram para que os novos livros fossem lançados simultaneamente no formato tradicional e no digital. Agora, elas esperam que esse investimento dê resultados em 2011. Os e-books representam agora, em vendas, de 9 a 10% dos livros trade, número que cresceu bastante se comparado ao final de 2009, quando era menos da metade deste valor. Editores esperam que em 2011 as vendas sejam 50% maiores ou o dobro do que foram em 2010. Janeiro pode ser o melhor mês para as vendas de livros digitais, já que possivelmente milhares de pessoas ganharam leitores digitais no Natal e devem fazer download de livros.

The New York Times – 23/12/2010 – Por Julie Bosman

Site da Coleção Aplauso: um ano e mais de 130 mil downloads


Às vésperas do Natal de 2009, a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo colocava no ar o site da Coleção Aplauso para que os leitores pudessem ler ou fazer o download, sem custo nenhum, desses livros que contam a história da produção cultural brasileira.

São biografias de seus principais protagonistas, roteiros de filmes, peças de teatro e história de emissoras de tevê. De lá para cá, foram feitos mais de 130 mil downloads, num total de 233 mil visitas. O título mais baixado? Quanto vale ou é por quilo?, roteiro do filme de Sérgio Bianchi. Foram 7.300 downloads! Outros preferidos pelos leitores: O ano em que meus pais saíram de férias, A cartomante, A hora do cinema digital, O bandido da Luz Vermelha, entre outros.

PublishNews | 23/12/2010

Como ganhar a briga pela venda dos e-books?


Eu leio todos meus livros no meu iPhone e costumo ter diferentes livros abertos em vários e-book readers ao mesmo tempo. Essa é uma mudança drástica no velho hábito de ler um livro por vez. Nunca pensei que seria divertido ler dessa forma porque as limitações físicas de carregar vários livros de papel para todos os lados nunca me encorajou a pensar em algo assim.

No momento estou lendo Joe Cronin, de Mark Armour, e Crossing the Chasm, de Geoffrey A. Moore no Google Books; Washington, de Ron Chernow no Nook reader [que agora percebi que não marcou minha última leitura e está me forçando a descobrir em que parte eu estava, o que não é nada bom]; Brooklyn Dodgers: The Last Great Pennant Drive, de John Nordell no Kobo; e The Autobiography of Mark Twain, no Kindle. Tenho o iBooks reader no telefone, mas não compro na loja dele porque nunca vi nenhuma vantagem especial no reader e a loja possui bem menos títulos do que os concorrentes.

Agora, você se importou com os detalhes do que falei? Aposto que a maioria dos leitores não, a não ser dentro do limite de que esperam que eu faça alguma discussão conceitual sobre esses detalhes pessoais que falei no parágrafo anterior [e é claro que vou fazer]. Meu palpite é que a maioria leu o primeiro parágrafo curto e passou por cima do segundo que, francamente, não é realmente necessário para mostrar minha ideia. Mas creio que alguns poucos ficaram bastante interessados. [Mas por favor não me contem seus detalhes, eu faço parte da maioria].

Onde eu compro os livros é algo bem caótico. Minha ordem de preferência para ler [no momento porque isso muda e eu uso todas as possibilidades] é Kobo, Kindle, Google, Nook. Kobo, Kindle e Nook possuem dicionários incluídos; pressione [só tocar não adianta] em cima da palavra e aparecerá uma definição e a possibilidade de criar uma nota, ou então um link para a Google ou a Wikipedia. O problema para mim é que, no iPhone, nem sempre consigo fazer esse recurso funcionar. Minha experiência pessoal mostra que a funcionalidade é mais confiável no Kobo e bem menos no Kindle e na B&N, mas não sei se essa experiência pode ser considerada representativa em comparação com outras pessoas com iPhones, dedos e livros diferentes.

A Google ainda não oferece essa capacidade, nem mesmo simples marcação de página [que todos os outros têm], mas aposto que isso não vai demorar para ser implementado.

Nenhuma das plataformas oferece um desempenho perfeito na minha experiência de uso [e a sua pode ser diferente]. Meu Kobo já “travou”, forçando-me a reiniciar o telefone para que voltasse a funcionar. A formatação do “Mark Twain” do Nook no meu iPhone era um desastre. [Falei sobre isso com algumas pessoas da B&N; talvez tenham consertado. Quando perguntei ao editor da UC Press, a resposta foi que o arquivo funcionava bem no aparelho Nook, mas sei que não funcionava no meu Nook para iPhone. Dá para ler muito bem no Kindle para iPhone.] O Kindle é frustrante para mim porque eu gosto muito de ler com alinhamento à esquerda e, até onde sei, o Kindle sempre mostra as páginas justificadas e não há como mudar. Acho que a navegação do Google e do Kobo são mais intuitivas para mim e me dão mais controle da experiência de leitura. O Nook não parece ter uma forma de travar com a tela na vertical então não dá para ler na cama de lado.

Se penso num livro que quero quando estou lendo outro, é mais provável que compre no reader que estou usando só porque é o que está aberto. Graças à combinação de modelo de agência e monitoramento do preço em tempo integral, é improvável que haja qualquer vantagem financeira de ficar procurando em várias lojas. Se eu sei exatamente qual livro quero, não existe nenhuma diferença especial entre os quatro em termos de facilidade de uso ou velocidade de transação.

Há uma dinâmica que claramente favorece o Kindle. Tenho um aparelho Kindle, que comprei nas primeiras semanas em que este saiu ao mercado. Li muitos livros nele no primeiro ano. Dei o aparelho para minha mulher quando o Kindle colocou sua vasta seleção disponível no iPhone. Martha lê muito mais livros do que eu; mas os gostos são muito diferentes. Quando decidi que queria ler Stieg Larsson, ela já tinha comprado para Kindle, então li no aparelho [é tudo a mesma conta.] E quando comprei o novo Ken Follett do Nook, ela o acessou em Nova York enquanto eu estava lendo em Frankfurt usando o iPad que compartilhamos [mas que nenhum dos dois gosta de usar para ler livros porque é muito pesado.]

Tudo isso leva à pergunta conceitual que prometi acima: o que uma loja deve fazer para fidelizar seus clientes? E para responder essa pergunta devemos também ter algo em mente: os pequenos grupos são importantes.

Vamos olhar no passado e dizer que havia um relativamente pequeno grupo de usuários iniciais do Kindle que foram os principais catalisadores de cada vez mais profundas mudanças na edição de livros [mudanças que ainda estão começando]. A Amazon estava numa posição única para entregar uma proposta nova e com valor para as pessoas que podiam se beneficiar mais dos aparelhos de leitura. E eles capturaram e, por um tempo, fidelizaram um grupo relativamente pequeno de pessoas que leem muito, porque quanto mais livros você lê, maior o benefício relativo do Kindle, em termos de funcionalidade e de economia.

Pode ser que um dia o formato de arquivo [relativamente] fechado do Kindle se torne um problema para as vendas, mas é difícil ver que isso vai acontecer agora, principalmente se a Amazon cumprir com seu recente anúncio de que em breve vai produzir um Kindle baseado em browser. [Eu deveria acrescentar que li relatórios de que o Google books funciona bem num aparelho Kindle através do web browser do aparelho. Como meu Kindle é um dos primeiros modelos, sem wi-fi e com uma conexão muito lenta, não estou em posição de confirmar isso.] Mas, por agora, a Amazon possui muitos milhões de felizes donos de aparelhos para quem comprar um livro de qualquer outra forma seria mais um problema do que uma solução.

Então, de qual outra forma a loja pode fidelizar o cliente? A Google tentou vender o valor de que você será o gerente da sua “estante” onde todos seus livros estarão disponíveis o tempo todo, em qualquer aparelho, etc. A ideia parece ser tirada do conceito do iTunes, mas esse é outro exemplo que nos faz lembrar que “livros não são iguais a música”. É importante ter toda sua música num só lugar. Nunca vou ter nenhum motivo para precisar que “Washington” e “Joe Cronin” estejam no mesmo reader, mas seria importante ter uma música de 1958 e uma de 1992 tocando consecutivamente quando eu quiser.

Então, o importante para a iTunes foi: a] permitir que fosse fácil ripar facilmente seus CDs, e para isso o banco de dados de metadata foi um recurso extremamente importante; e b] permitir que se comprasse qualquer outra música que se quisesse pelo método de download em algum sistema de hospedagem. Posso ser um extremo na desorganização dos meus hábitos de leitura, mas acho que poucas pessoas iriam exigir algo parecido às capacidades de agregação do iTunes para seu material de leitura.

Então, o que mais? A The Copia [nosso cliente durante uma boa parte do ano passado, que estará no meu iPhone assim que o aplicativo deles estiver pronto] possui uma proposta para tentar resolver isso, que é criar um aplicativo de rede social em conjunto com o leitor. Se eu estivesse no The Copia e tivesse todos os livros dos quais estou falando no aplicativo deles, vocês seriam capazes de ver os detalhes que eu apresentei no segundo parágrafo sem que eu tivesse de contar.

E isso me leva à segunda questão: que pequenos grupos são importantes. Porque, claramente, há pessoas que se importam com o que os outros estão lendo e que querem compartilhar suas anotações para que os outros possam ver. E se eu me importar em mostrar minhas experiências de leituras, vou querer que todos meus livros estejam no The Copia. Isso é um método de fidelização. E, quem sabe, pode ser que eu descubra que vale a pena compartilhar informações com outras pessoas loucas pela história do beisebol. [Apesar de que me pergunto se sou a única pessoa que acha o sublinhado sutil do Kindle, que mostra, quando você passa o mouse sobre um item, que “87 pessoas destacaram essa passagem”, ao mesmo tempo inútil e distrativo.]

Fidelizar um pequeno grupo é o que a Kobo está pensando com os novos recursos de leitura social que acabaram de introduzir. Estão disponíveis agora somente na versão iPad do aplicativo, mas eles “acompanham” sua leitura, dão recompensas por terminar um livro e permitem que o mundo saiba em que ponto você está de um livro. As pessoas que acham isso bom, e existem algumas, agora terão um motivo para usar o Kobo e somente o Kobo, assim como as pessoas que possuem um Kindle tem uma razão para usar somente a Amazon e o The Copia espera ganhar as pessoas que gostam de redes sociais e que conseguem ver menos valor no resto.

Por outro lado, espero que as capacidades centrais fiquem mais parecidas com o tempo. A Google vai acrescentar links externos para dicionários e fontes de referência. Todas as plataformas vão melhorar a resposta de seus aplicativos para meus dedos gordos no iPhone. Se as estatísticas sociais da Kobo provarem ser algo que arrasta os consumidores, os outros vão acrescentar algo parecido.

Uma coisa que descobri ser muito legal de fazer no iPhone é a capacidade de copiar a tela como se fosse uma foto, o que me permite enviar por e-mail. Há um fabuloso gráfico no novo livro de Robert Reich, “Aftershock”, que deixa muito claro o fato de que uma coisa que atrapalha muito a economia norte-americana é que o 1% dos mais ricos é dono de uma parte muito grande da renda nacional. Adorei ser capaz de copiar aquela tabela como foto e enviá-la para meus amigos. Acho que uma tela de iPhone de conteúdo é pequena o suficiente para não ser considerada pirataria. [Essa é a minha versão e eu a defendo.]

Mas o que mais me importa é a experiência de merchandising e de compra, que a Kobo parece estar ganhando até o momento, mas que não é excelente a ponto de não poder ser superada. [E, como eu apontei acima, se você sabe qual livro em especial quer comprar, todas as lojas são iguais e é difícil que se destaquem.] Há muitas formas de melhorar a experiência de compra, mas eu vou deixar meus pensamentos para outro post.

Então, a maioria dos cavalos já saiu da linha de largada e a Amazon está claramente na dianteira. Mas qualquer um que acha que a corrida pela venda de e-books terminou deveria pensar nisso: não sabemos ainda nem qual é o conjunto de recursos que irá ganhar, muito menos quem vai conseguir descobri-lo no longo prazo.

Sei que essa análise está incompleta. Não leva em conta os readers exclusivos como o IBIS Reader da Liza Daly nem as lojas de e-book independentes como a pioneira Diesel Ebooks. Não fala da Sony, que pode ainda ter um pedaço maior do mercado do que a Kobo [apesar de que, se possuem, minha previsão é que não será por muito tempo]. Nos dias antes do Kindle, quando eu lia meus e-books em formato Palm num aparelho Palm ou outro PDA, comprava na Diesel. Não descarto as chances de ninguém nesse momento, já que ainda é o princípio do desenvolvimento da infraestrutura da leitura digital, mas acho que meu iPhone e esse post capturam as fontes que oferecem a maior seleção de conteúdo que poderiam me interessar. E estou razoavelmente certo de que estou falando aqui das empresas que fornecem a grande maioria dos e-books lidos nos EUA, no geral mais de 90% e provavelmente perto de 95%.

Texto escritor por Mike Shatzkin | Publicado originalmente em PublishNews | 23/12/2010

Toshiba lança e-reader que funciona com luz solar


e-Reader da Toshiba que funciona a luz solar

A Toshiba lançou um leitor de livros eletrônicos que é recarregado por meio da luz solar, o Biblio Leaf, segundo o site da revista FastCompany. O produto será vendido no Japão.

Ainda de acordo com a revista, a iniciaitva surge após a empresa ter entrado no mercado dos sistemas fotovoltáicos, que engloba geração de energia por meio da luz solar. A empresa não revelou quanto tempo o aparelho levará para ser recarregado pelo método solar.

De resto, o produto tem funções comuns: tela de seis polegadas com a tecnologia e-Ink, conexão Wi-Fi e 3G, uma caneta stylus, memória de 2 Gbytes e suporte para cartão SD.

Folha.com | TEC | Com informações FastCompany | 22/12/2010 – 16h25

Taschen lança seu primeiro App


O primeiro aplicativo para iPad da Taschen, a famosa editora de livros de arte, já está à venda na AppStore por US$ 9,99. Yes is More traz as 400 páginas originais do “archicomic”, que conta em forma de HQ o dia a dia radical do escritório de arquitetura dinamarquês Bjarke Ingels Group [BIG], e ainda imagens do Pavilhão dinamarquês na Shangai Expo, o projeto da 8 House [casa em forma de 8] em Copenhagen, detalhes de três novos projetos, 25 vídeos e imagens 360º de exposições do BIC.

E como um bom livro digital, será atualizado à medida que os arquitetos do BIG desenvolverem novos projetos. No mês passado a editora indicou o seu primeiro diretor digital, Julius Wiedmann.

Por Ricardo Costa | PublishNews | 22/12/2010

Mitologia grega e Intrínseca agitam o Twitter


A mitologia grega dominou o Twitter nesta terça-feira [21]. Isso porque a Intrínseca, pelo segundo ano, instituiu o dia 21 como o “Percy Jackson Day”. Assim, para divulgar o lançamento do box da série Percy Jackson e os Olimpianos, a editora fez uma gincana em que os seguidores tinham de responder as questões sobre mitologia grega que eram postadas hora a hora.

Algumas perguntas chegaram a ser visualizadas por mais de 15 mil pessoas e retuitadas mais de 3 mil vezes. Entre os que acertavam, eram sorteadas as caixas. O resultado: esta ação de marketing ficou em segundo lugar entre os Trending Topics da rede, só perdendo para uma outra ação paga. Recentemente, a Intrínseca anunciou que estava concentrando suas ações de divulgação em redes sociais. Ao que tudo indica, está funcionando bem.

PublishNews | 22/12/2010

Martins Fontes Paulista moderniza seu site


A Martins Fontes Paulista está com site novo. Agora, é possível acompanhar o status das compras, ficar por dentro dos eventos realizados na livraria e dos lançamentos e pesquisar em um acervo de mais de 400 mil títulos. Além disso, na home, o cliente encontra em destaque as editoras que estão dando descontos especiais. Hoje, eles variam entre 20% e 30%.

PublishNews | 22/12/2010

8 milhões de Kindles em 2010


A Amazon deve alcançar a marca de 8 milhões de Kindles vendidos ao final deste ano, o que significa pelo menos 60% acima do que era previsto. Analistas de mercado do Citigroup e outros haviam estimado, na média, que a loja on-line venderia 5 milhões de aparelhos em 2010.

Mas de acordo com a Bloomberg, duas pessoas que conhecem as projeções de vendas da Amazon disseram que essa previsão está abaixo da realidade. Ainda de acordo com a Bloomberg, a Amazon vendeu 2,4 milhões de Kindles em 2009. As projeções também mostram que a empresa está aumentando a sua fatia no mercado de e-readers mais rápido do que o previsto pelos analistas.

The Bookseller | 22/12/2010

Escolas têm mais internet que biblioteca


Enquanto 95% dos alunos do ensino médio estudam em unidades com acesso à rede, 57% têm laboratório e 73% dispõem de espaço para leitura

Enquanto o investimento feito pelo governo federal em informática possibilita que quase 95% dos alunos de ensino médio já estejam em escolas com computadores com acesso à internet, a oferta de laboratórios de ciências e bibliotecas para esses mesmos estudantes é bem menor: 57% e 73,2%, respectivamente. Os dados constam do Censo Escolar 2010, divulgado anteontem pelo Ministério da Educação.

O sistema de internet nas escolas cresceu rapidamente por causa de uma obrigação contratual das operadoras de telefonia que, para renovar a concessão, tiveram de se comprometer a instalar a banda larga em todas as escolas do País. Segundo o ministério, no primeiro semestre de 2011 todas as 62 mil escolas públicas terão acesso à internet.

Entretanto, os laboratórios de ciências e as bibliotecas – que são bem mais simples e baratos, mas dependem exclusivamente de recursos do MEC – andam a passos bem mais lentos.

As escolas que atendem os anos iniciais do ensino fundamental, do 1.º ao 5.º ano, são as que apresentam mais problemas. Apenas 30,4% delas têm bibliotecas e 7,6%, laboratórios.

Como existem muitas escolas rurais pequenas, a situação é um pouco melhor quando se leva em conta o número de alunos atendidos. Ainda assim, apenas 50% das crianças que estão aprendendo a ler e a gostar de livros são atendidas com bibliotecas. E 13,4% têm acesso a um laboratório de ciências.

Nas séries subsequentes a situação melhora um pouco. Nos anos finais do ensino fundamental [do 6.º ao 9.º ano], quase 60% das escolas têm bibliotecas e elas atendem cerca de 65% dos estudantes. No ensino médio, 73,2% dos estudantes têm bibliotecas nas suas escolas.

Os laboratórios de ciência são um problema mais sério. Mesmo no ensino médio, em que podem ser considerados essenciais, cerca de 57% dos alunos têm acesso a um laboratório. Nos anos finais do fundamental são apenas 32,6%.

As escolas brasileiras também têm dificuldades para oferecer instalações adequadas a crianças com deficiência. Apesar do censo ter mostrado um crescimento nas matrículas em escolas regulares, chegando a 85% das crianças com deficiência, apenas 12,2 % delas, nos anos iniciais do ensino fundamental, têm instalações e vias adequadas para receber esses alunos. Nos anos finais e no ensino médio, a situação melhora um pouco. Mesmo assim, apenas 30% das escolas estão adaptadas.

Por Lisandra Paraguassú / BRASÍLIA | O Estado de S.Paulo | 22 de dezembro de 2010 | 0h 00

Google traça 500 anos de evolução das palavras


Programa pode checar 500 bilhões de termos

Uma nova ferramenta oferecida pelo Google possibilita verificar o uso de determinadas palavras ou expressões nos últimos 500 anos.

Batizado de Books Ngram Viewer [www.ngrams.googlelabs.com], o programa tem a capacidade de executar uma busca de palavras-chaves [um ou mais termos] nos 5,2 milhões de livros já digitalizados pelo Google.

O total forma um campo de pesquisa de 500 bilhões de palavras contidas em obras publicadas entre 1500 e 2008 em inglês, francês, espanhol, alemão, chinês e russo.
O resultado da busca aparece em uma linha cronológica que exibirá a taxa de incidência da palavra buscada nos últimos cinco séculos.

Apresenta ainda um atalho para livros que têm nos títulos as palavras ou expressões procuradas.

O recurso é uma forma de identificar, de forma quantitativa, o uso da linguagem, ideias e conceitos ao longo do tempo.

Segundo os especialistas, a ferramenta abre uma nova janela na história das ciências humanas.

“O objetivo é dar a crianças de oito anos a capacidade de ver tendências culturais ao longo da história, da forma como foram registradas nos livros”, diz Erez Lieberman Aiden, pesquisador da Universidade de Harvard.

Aiden e Jean-Baptiste Michel, um acadêmico com pós-doutorado de Harvard, reuniram o conjunto de informações com o Google e iniciaram um projeto de pesquisa para demonstrar o quanto as bases de dados podem transformar nossa compreensão da linguagem, da cultura e do fluxo das ideias.

Um dos exemplos apontados pelos pesquisadores envolve as palavras “women” [mulher] e “men” [homem].

Pouco mencionada em relação a “men” até o início do século 20, “women” ganha destaque com o fortalecimento do movimento feminista. No final dos anos 1990, “women” já é mais citada em livros do que “men”.

Os gráficos também mostram como o cristianismo, ao longo do século 20, perdeu espaço para outras religiões.

Nem todos os acadêmicos, porém, reagiram de forma entusiasmada à ferramenta.
“Obviamente algumas das ideias são um pouco exageradas”, disse Louis Menand, linguista de Harvard.

Folha de S. Paulo | 21/12/2010

Publicidade on-line supera a de jornais impressos nos EUA


Pela primeira vez na história os anunciantes nos EUA vão gastar mais com propaganda na internet do que com anúncios em jornais impressos, diz a empresa eMarketer.

O gasto com publicidade on-line vai crescer 13,9% em 2010, para US$ 25,8 bilhões, enquanto o gasto com anúncios em jornais impressos cairá 8,2%, para US$ 22,8 bilhões.

Para o ano que vem, a empresa prevê que esse movimento deva continuar.

Executivos de marketing estão direcionando seus orçamentos para a mídia digital conforme mais consumidores migram para a internet“, diz o presidente-executivo da eMarketer, Geoff Ramsey.

Folha.com | TEC | 21/12/2010 – 13h09 | DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

Google faz história, de novo


Não sei se você se lembra, mas escrevi com entusiasmo alguns anos atrás a respeito do projeto do Google de reproduzir todos os livros do mundo em formato digital. Foi aqui mesmo, no Caderno 2. A ideia da empresa era escanear, obra por obra, tudo que havia nas bibliotecas da cidade de Nova York e do Congresso americano, e nas universidades de Berkeley e Stanford e Michigan e Oxford, entre outras. A empresa ofereceria, depois, acesso às informações através do mecanismo de busca que todos nós, ou quase todos nós, já conhecemos. Poder-se-ia digitar uma frase, por exemplo, ou uma palavra, para saber onde e quando foi empregada ao longo da história.

É muito livro. No meu tempo de faculdade, no século passado, cheguei a trabalhar na biblioteca de Berkeley, também conhecida como a Universidade da Califórnia. Minha tarefa principal era colocar os livros de volta. No lugar certo. A emoção ficava por conta dos constantes treinamentos de abandono do prédio. Como fora construído no século retrasado e como a região é sujeita a terremotos, corríamos o risco, eu e meus colegas, de morrer soterrados debaixo de 6 milhões de volumes.

Era aí que eu queria chegar, ao número. Se somente na biblioteca principal de Berkeley havia 6 milhões de livros, imagine quantos o Google não vai digitalizar, ou melhor, já digitalizou.

Escrevi sobre o projeto há uns cinco anos, acredito, com base em uma longa reportagem da revista New Yorker. Tento acompanhar o assunto de lá para cá, mas as informações rarearam. Li, aqui e acolá, que o Google sofreu diversos processos por parte de editoras e autores que reclamam direitos autorais. Soube que alguns acordos foram feitos, mas pouco mais do que isso.

Isso até a semana passada, quando lançaram os primeiros resultados do projeto. Agora vai. As informações permitem aos pesquisadores medirem com que frequência aparece um termo ao longo da história. No início do século 19, para dar um exemplo, a palavra “men”, homem em inglês, era utilizada quase 7 vezes mais do que “women”. Essas frequências foram mudando ao longo dos últimos 200 anos. É possível acompanhá-las através de gráficos. Resultado: sabe-se que se escreve nos livros, hoje, mais sobre mulher do que de homem. Vocês ultrapassaram a gente por volta de 1990. Não sei se é um bom sinal. Haverá controvérsias, imagino.

Deus, ou melhor, “God”, aparecia 18 vezes em cada 10 mil palavras por volta de 1840. Sua utilização nos livros caiu sistematicamente na segunda metade do século até atingir o patamar de 4 vezes em 10 mil no começo do século 20. De onde talvez seja possível concluir que a teoria de evolução de Charles Darwin, lançada em meados do século 19, teve o mesmo impacto que ele temia: minou a importância da religião.

É curioso notar, também, que Jimmy Carter recebe o dobro de menções que Che Guevara, nos dias de hoje, pelo menos nos 5,2 milhões de livros e 2 bilhões de palavras liberados para consulta [o número ainda é restrito, em função dos processos em andamento na Justiça]. Também é interessante constatar que a popularidade da Marilyn Monroe só cresce.

Há quem teme o poder de tanta informação nas mãos de uma única empresa. Entendo a preocupação, mas, no meu caso, ela é obnubilada pelas perspectivas de novos entendimentos abertas por esse gigantesco banco de dados. Desconfio que ele vai nos permitir reescrever a História. A humanidade ganhará novas narrativas sobre seu passado. O futuro não será mais o mesmo.

POR MATTHEW SHIRTS | O Estado de S.Paulo | 20 de dezembro de 2010 | 0h 00| Com informações do Wall Street Journal

Capa de proteção do Kindle gera problemas para os usuários


Capa sem iluminação está desligando e travando os dispositivos sem motivo. A Amazon já está investigando o problema e deve reembolsar os clientes pelos danos

Quem comprou um Kindle novo junto com uma capa para seu dispositivo, pode ter notado que na Amazon estão rolando alguns comentários divergentes sobre a proteção de couro. Enquanto alguns usuários premiaram a capa com iluminação com cinco estrelas, outros cem clientes reclamaram que a capa sem iluminação estava causando problemas para o dispositivo, travando-o e reiniciando-o sem motivo.

Segundo o site Cnet, a capa iluminada, que é a mais cara [US$ 59,99] não é a proteção que está gerando polêmica. Os usuários estão suspeitando que a outra capa, a que não vem com iluminação, está causando problemas devido a um gancho de metal. Aparentemente estes ganchos que conduzem eletricidade e energia para a capa iluminada são os culpados pelos desligamentos momentâneos do dispositivo na capa sem iluminação.

De acordo com o portal Pcmag.com, a Amazon está analisando o problema e irá devolver o dinheiro dos clientes insatisfeitos. “Existiram algumas discussões no fórum da Amazon sobre a capa sem iluminação e nossa equipe de engenharia está investigando isso“, disse a companhia em uma declaração publicada no próprio fórum. “Quem estiver com problemas deve entrar em contato conosco no kindle-response@amazon.com e nós teremos o prazer de substituir gratuitamente ou mandar um reembolso total sem importar em que data a capa foi comprada”, divulgou a empresa.

A Amazon já passou por problemas semelhantes com a capa de proteção da segunda geração do Kindle. Alguns consumidores se queixaram que os ganchos de metal que seguravam o dispositivo estavam quebrando o Kindle. A empresa resolveu o problema depois que um dos clientes entrou com uma ação judicial de US$ 5 milhões.

Olhar Digital | 20 de Dezembro de 2010 | 12:52h

Book Label | Gerenciador de coleção de livros


Sua coleção de livros ao seu alcance

Você tem uma coleção de livros que está ficando fora de controle? Você está procurando uma maneira mais eficiente de catáloga-las? Book Label pode ser a resposta para seus problemas.

Expandindo sua suite com este poderoso software para colecionadores, Book Label é um software fácil de usar que permite que você possa saber arrumar e controlar a sua crescente coleção de livros.

O que Book Label pode fazer para você?

• Comece a organizar a coleção do zero. Basta digitar o título e todas as informações sobre seus livros serão imediatamente transferidas.
• Encontre aqueles antigos com um poderoso contudo fácil de usar motor de busca.
• Guardar dinheiro por não comprar livros duplicados e se manter a par dos livros emprestados.
• Obter uma visão completa de sua coleção com as estatísticas e relatórios.
• Catálogo qualquer tipo de mídia que vão desde livros, e arquivos de e-book em disco rígido.
• Consulte sua coleção com todo olhos novos e aprender coisas novas sobre seus livros, lendo as informações baixadas.
• Exporte sua coleção e guarde em seu dispositivo móvel para transportá-lo ao longo de todos os tempos. Book Label exporte para uma variedade de formatos.

Que informações são baixadas?

Book Label faz download de informações dos seus livros a partir de base de dados diferentes na internet:

• Media: Capa
• Lista de géneros e etc.
• Informações: Título, Autor, ISBN, Editora, Data de publicação, páginas, resumo, etc.
• Além das informações baixadas, você pode adicionar um monte de informações: Avaliação, dimensões, preço, condição, localização, capítulos, etc.

Fonte: BaixaTudo

Leia quadrinhos digitais em qualquer formato com o aplicativo CoView


Com o aplicativo CoView, o leitor pode ler confortavelmente os seus quadrinhos digitais favoritos em seu computador. Esta ferramenta foi desenvolvida para a HQ ser o elemento mais importante, removendo qualquer outra ‘sujeira’ da interface.

Interface

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CoView | Leitor de HQs digitais

Este design especial deixa muito espaço para os quadrinhos em si, mas torna o programa um pouco difícil de controlar, porque não há menus e tudo é controlado por hotkeys.

A primeira tecla que o leitor precisa saber é que F1 abre o menu e muda a sua linguagem. Infelizmente parece que as configurações de idioma não são salvos e o leitor terá de mudar para cada vez que for executar o aplicativo Coview.

Qualquer formato

CoView permite ler quadrinhos em quase qualquer formato: ele suporta tipos de arquivos especiais em quadrinhos como CBR, CBZ, RAR, ZIP, BMP, JPG, GIF, PNG, ICO, DIB e WMF, mas também as imagens armazenadas em arquivos ou simplesmente guardados em pastas. O leitor pode navegar por elas e ler como se virasse as suas páginas como uma revista em quadrinhos de verdade.

Além disso, com a ferramenta de zoom o leitor não vai perder um único detalhe dos desenhos e a ferramenta de favoritos irá permitir continuar a sua leitura exatamente onde você deixou.

Coview é um leitor de quadrinhos digitais com suporte para vários formatos. É uma ótima ferramenta para todos os fãs de quadrinhos.

BaixaTudo

Coleção reúne “literatura” no Twitter


“Clássicos da Twitteratura Brasileira” reúne frases de autores díspares como Eike Batista e Fabrício Carpinejar

Série de 15 livros, recém publicada pela editora Suzano, tenta valorizar as pensatas de até 140 caracteres

O cidadão que trabalha, vive ou visita uma capital brasileira há de deparar, em algum momento, com algo que tenha o dedo empresarial de Eike Batista.

O motorista que abastece o carro em um posto de gasolina, em Belo Horizonte, pode estar consumindo petróleo de Eike Batista. O empreiteiro que constrói um edifício na Vila Nova Conceição, em São Paulo, pode estar usando aço de Eike Batista. O pedestre que caminha na lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro, estará ladeado de águas despoluídas por Eike Batista.

O que o brasileiro não esperava era adentrar uma livraria e dar de cara, entre Machado de Assis [1839-1908] e Fiódor Dostoievski [1821-1881], com um livro assinado por Eike Batista. Isso, até a última quarta-feira, 15 de dezembro, data do lançamento da série “Clássicos da Twitteratura Brasileira”.
A coleção, publicada pela Suzano Papel e Celulose, agrupou 15 tuiteiros, em uma lista que inclui, além do empresário, o cantor Leo Jaime, o psicanalista Flávio Gikovate e o poeta Fabrício Carpinejar, entre outros. Cada um foi agraciado com um livro próprio, de 24 páginas, contendo 20 tweets.

Assim, o leitor pode escolher entre um ensinamento de Eike Batista [“Quer ser diferente? Tem que trabalhar diferente. Tem que suar a camisa, sim!”], uma alfinetada de Felipe Neto [“Tô me sentindo feliz… Vou dizer que amo todos vocês no próximo tweet.”], uma delicadeza de Fabrício Carpinejar [“Passamos a amar quando telefonamos para ficar em silêncio.”], ou um desabafo de Hugo Gloss [“BOM DIA dedo mindinho! Qual sua função na vida além de bater na quina das coisas? Vamos ser + produtivos? Obrigado!”].

Adriano Canela, gerente executivo de estratégia e marketing da Suzano, diz que a ideia da série foi mostrar que frases do Twitter, de 140 caracteres, ganham um brilho especial se impressas em papel de livro. “Fala-se muito sobre a ameaça do mundo digital, sobre o fim da palavra impressa. Mas esses dois meios -o papel e a tela do computador- podem ser complementares”, apontou.

Para formar a lista de tuiteiros, Canela definiu quatro temas [humor, autoajuda, relacionamento e opinião] e contratou os publicitários Paulo Lemos, Daniela Ribeiro e Rodrigo Zannin, da agência Santa Clara, para levantar nomes que se encaixassem nessa lista.

DEDICAÇÃO

Paulo Lemos, da Santa Clara, diz que buscou frases atemporais, pouco atreladas a eventos específicos. “Decidimos também não publicar autores “fakes” [aqueles que, em chacota, se fazem passar por celebridades]. Por isso não escolhemos o Victor Fasano, que é um clássico da internet”, contou.

Lemos diz que o número de seguidores não foi um fator determinante na escolha: “Publicamos o Felipe Neto, que tem 900 mil seguidores. Mas também fizemos um livro do Alexandre Rosas [o @alelex88], que, embora seguido por menos de 5.000 pessoas, é importante em ditar tendências”. O processo, da elaboração à publicação dos livros, durou dois meses.

Adriano Canela, da Suzano, diz ter se surpreendido ao conhecer os autores. “Eu, como acontece nas relações virtuais, nunca tinha visto os tuiteiros pessoalmente. Mas percebi que a maioria se dedica com afinco a isso. Para eles, não é apenas uma aventura.”

CLÁSSICOS DA TWITTERATURA BRASILEIRA

AUTOR Eike Batista, Fabrício Carpinejar, Xico Sá, Silvio Lach, Flávio Gikovate, Leo Jaime, Felipe Neto e outros
EDITORA Suzano Papel e Celulose
QUANTO R$ 5 cada exemplar [24 págs.], na Livraria da Vila

POR ROBERTO KAZ | ILUSTRADA | FOLHA DE S.PAULO | São Paulo, sábado, 18 de dezembro de 2010

E-books serão 15% no país em 2014


Importante editor brasileiro ouvido pela coluna estima que os e-books, hoje ainda quase indigentes no país, representarão 15% do mercado em no máximo quatro anos. Justifica o otimismo pela expansão do número de títulos eletrônicos em português e o barateamento dos tablets.

Enquanto isso, a Hachette, um dos maiores grupos editoriais do mundo, anunciou anteontem que as vendas de seus livros eletrônicos vêm triplicando de ano a ano. E, o mais surpreendente, não só nos EUA, que são o filé do mercado, mas em quase todos os países onde atua. Já a Amazon disse que as venda de Kindles superaram as expectativas.

Painel das Letras | Folha de S.Paulo | São Paulo, sábado, 18 de dezembro de 2010

Leitor eletrônico com tela colorida abre espaço para imagens


Com sucesso de iPad e Nook Color, editoras avançam na conversão de livros ilustrados

Milhões de consumidores adotaram os leitores eletrônicos com telas em preto e branco, como o Kindle, para a leitura de romances, mas os livros com ilustrações coloridas em geral continuaram a funcionar melhor em papel.

Agora, as editoras estão avançando na conversão de seu acervo de livros ilustrados para formatos eletrônicos, na esperança de aproveitar a crescente popularidade do Apple iPad e do Nook Color – lançado pela Barnes & Noble em outubro – e sua capacidade de mostrar fotos e ilustrações em cores.

A Apple lançou na quarta-feira mais de cem títulos em sua iBookstore, uma mistura de livros infantis, de fotografia e receitas.

Os preços dos livros ilustrados eletrônicos serão, no geral, semelhantes aos dos livros em papel.

As editoras estavam ansiosas para vender livros ilustrados em forma digital, especialmente livros infantis, porque podem se tornar fonte significativa de receita.

Jon Anderson, editor responsável pela divisão infantil da Simon & Schuster, disse que a editora “estava ansiosa por isso desde que surgiram os livros eletrônicos“.

Agora podemos incluir nossos livros ilustrados na revolução da leitura eletrônica“, disse Anderson. “Isso nos oferece grande oportunidade de transformar nosso conteúdo em dinheiro, de uma maneira que antes não era possível.

O iPad e o Nook Color são dois dos aparelhos que abriram possibilidades de conversão de livros ilustrados em livros eletrônicos, mas especialistas preveem que novos aparelhos logo surgirão.

Mas converter livros com grande número de imagens em versões digitais não vem sendo fácil. Os autores se preocupam com a aparência que seu trabalho terá em uma tela, e as editoras vêm enfrentando dificuldades para reproduzir em mídia eletrônica a experiência de ler um livro em papel.

POR JULIE BOSMAN | DO NEW YORK TIMES | Tradução de PAULO MIGLIACCI | Folha de S. Paulo | 18/12/2010

Aplicativo do Kindle para Android recebe atualização para leitura de revistas e jornais


A Amazon atualizou o aplicativo do Kindle para Android, permitindo que ele leia também formatos de arquivos de jornais e revistas.

A novidade inaugura a chegada da funcionalidade para aparelhos lançados por outras empresas, já que, por meio dos hardwares lançados pela própria Amazon, já era possível a leitura desses arquivos.

Assim como na leitura de livros, é possível fazer anotações, selecionar textos e consultar –em inglês– termos por meio do Dictionary.com ou pela Wikipédia, a enciclopédia colaborativa on-line.

Em outubro, a Amazon anunciou a chegada do serviço para seus aplicativos no iPhone, iPad e Android, mas a plataforma do Google foi a primeira a receber a atualização.

No próprio aplicativo ou no site da Amazon, é possível adquirir exemplares individualmente ou optar pelo serviço de atualização automática do jornal ou revista desejado.

Folha.com | TEC | 17/12/2010 – 17h17 | Com informação do site Mashable

Biblioteca do Google é base para criar banco de dados


Pesquisa: Cientistas avaliaram livros digitais publicados em 200 anos

Robert Darnton, da Biblioteca de Harvard: compreensão da história. Photo Rick Friedman/Public Affairs Books via Bloomberg.

Após analisar dois séculos de palavras publicadas nos milhões de livros da crescente biblioteca digital do Google , especialistas em linguística encontraram uma nova maneira de acompanhar o arco de fama, o efeito da censura, a disseminação de invenções e o crescimento vertiginoso de novas palavras na cultura de língua inglesa.

Numa pesquisa divulgada ontem no periódico “Science”, cientistas da Universidade Harvard, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, do Google e da Encyclopedia Britannica lançaram um banco de dados com 2 bilhões de palavras e frases retiradas de 5,2 milhões de livros da biblioteca digital do Google, publicados nos últimos 200 anos. Com essa ferramenta, os pesquisadores podem analisar tendências na linguagem usada pelos autores e no nome das pessoas mencionadas.

Por Robert Lee Hotz | The Wall Street Journal | Publicado em português por Valor Econômico | 17/12/2010