Campus-Elsevier cria selo para foto, cinema e outras mídias


Profissionais de fotografia e vídeo e estudantes de comunicação, design, cinema e áreas afins têm agora mais um aliado no mercado editorial. A Campus-Elsevier acaba de lançar o selo Campus Media Technology e traz para o Brasil os títulos das editoras Focal Press e Morgan Kaufmann. O investimento inicial foi de R$ 1 milhão e os livros serão lançados simultaneamente nos formatos tradicional e digital. Os primeiros títulos, que chegam ao mercado até o final de dezembro, são: Adobe Photoshop CS5 para fotógrafos, de Martin Evening; A arte de game design, de Jesse Schell; Silêncio: filmando, de Anthony Q. Artis; Curtas extraordinários, de Russel Evans; Criando motion graphics com after effects, de Thish e Chris Meyer; Final cut Pro 7, de Rich Young; e Guia oficial 3ds Max [Autodesk]. No ano que vem, autores brasileiros devem ser incluídos. E a previsão é de lançar, no total, 20 novos títulos.

PublishNews | 25/11/2010

Sony regressa ao mercado de e-readers no Japão


A Sony vai retornar ao mercado de aparelhos para leitura de livros digitais do Japão e abrir uma loja on-line com 20 mil títulos, quase todos em japonês, a tempo de aproveitar a temporada de compras de fim de ano.

O equipamento da Sony, com tela de 5 polegadas, começará a ser vendido no Japão por 20 mil ienes [US$ 240] a partir de 10 de dezembro. O modelo com tela de 6 polegadas custará 25 mil ienes.

A companhia espera vender 300 mil e-readers no primeiro ano e conquistar metade do mercado doméstico até 2012.

A Sony deixou o mercado japonês de e-books em 2007 por causa de falta conteúdo. Na época, a empresa oferecia menos de 10 mil títulos.

Rivais da Sony no segmento no Japão são o iPad, da Apple, e o Galapagos, da Sharp.

Acredito que o Japão tem potencial para se tornar o segundo ou terceiro maior mercado para leitores digitais, mas há alguns aspectos complexos do mercado“, disse o vice-presidente sênior da Sony Electronics, Fujio Noguchi.

Em contraste com o Japão, a Sony oferece 1,2 milhão de títulos em sua loja online nos Estados Unidos.

DA REUTERS, EM TÓQUIO | Publicado por Folha.com | TEC | 25/11/2010 – 12h22

E-readers podem ter tela flexível em 2011


As telas finas e flexíveis poderão ser usadas de diferentes maneiras: em smartphones, em roupas e dispositivos como e-readers | Foto: Industrial Technology Research Institute/Divulgação

Se depender de um projeto entre o Industrial Technology Research Institute [ITRI, de Taiwan], e a AU Optronics [uma das maiores fabricantes de telas LCD do mundo], teremos leitores eletrônicos com telas finas como papel já em 2011.

A fabricante de LCD confirma a união das empresas, mas não se pronuncia em relação ao assunto. No entanto, um diretor do instituto de Taiwan revelou informações sobre a pesquisa conjunta.

De acordo com John Chen, o ITRI desenvolveu um processo de fabricação para as telas, enquanto a AU está em vias transformar uma fábrica antiga a fim de adequá-las à produção. Assim, não será necessário investir excessivamente em um empreendimento novo.

A parceria promete telas finas e flexíveis que podem tanto ser usadas de diferentes maneiras: em smartphones, em roupas e dispositivos como e-readers. Devido à resistência do material, não seria um risco para as crianças pequenas brincarem com esses aparelhos.

A “receita” da tecnologia

A “Eureka” da tecnologia obtida é curiosa. A tela é tão fina que um pedaço de vidro era utilizado na fabricação para que ela não curvasse. Consequentemente, a tela grudava no vidro e acabava rasgando.

O ITRI precisou de mais de 63 tentativas até descobrir uma maneira de remover a tela sem danos. Um engenheiro se lembrou de uma receita tradicional chinesa para panquecas. Pensando nela, foi sugerida a aplicação de um material semelhante a óleo de cozinha, porém não tão grudento no vidro, que teria a função da “panela”. Com o calor, a camada soltaria a “panqueca”, vulgo display plástico. E a 64ª tentativa foi comemorada.

O processo foi chamado de FlexUPD, sigla para Flexible Universal Panel for Displays, ou seja, painel flexível universal para displays. De acordo com o ITRI, “é a tecnologia mais simples e barata para a fabricação em massa de displays flexíveis que simulam papel. Essa flexibilidade possibilita visualização dos dois lados para display ou produtos como telas de smartphones, e-books, e-maps e sensores que podem ser vestidos ou enrolados no corpo”.

Ainda não se sabe o preço dos produtos que podem ser desenvolvidos com a tecnologia, mas sabe-se que o fato de já ter uma fábrica adaptada reduz o custo final.

POR DANILO AMOROSO | Publicado originalmente no Portal Terra | 25 de novembro de 2010 • 11h56