Biblioteca Europeana soma mais de 14 milhões de obras digitalizadas na rede


A biblioteca digital Europeana atingiu nesta quinta-feira a marca de mais de 14 milhões de livros, mapas, fotografias, quadros, vídeos e música de instituições culturais de toda Europa disponíveis no acervo online.

Criada em 2008 pela União Europeia, a Europeana começou com 2 milhões de obras de domínio público com o objetivo de explorar novas formas de divulgar o patrimônio cultural do continente e já superou a meta inicial para 2010 de 10 milhões de itens.

A vice-presidente da Comissão Europeia e responsável pela Agenda Digital, Neelie Kroes, definiu a Europeana como “um grande exemplo de como a cooperação em nível europeu pode enriquecer a vida de todos“.

Neelie qualificou a iniciativa como uma boa notícia para todos os usuários da internet, embora declarou que Europeana poderia ser ainda melhor se mais instituições culturais digitalizassem suas coleções e fornecessem o conteúdo para o portal europeu.

Dentre as novas aquisições do ano estão um pergaminho manuscrito búlgaro de 1221, o primeiro livro da Lituânia, publicado em 1547, as obras completas dos autores alemães Goethe e Schiller, e uma série de fotografias do mosteiro de Glendalough na Irlanda, anteriores à Primeira Guerra Mundial.

Fotografias digitalizadas, mapas, pinturas, objetos de museu e outras imagens representam 64% da coleção Europeana, enquanto 34% é dedicado aos textos digitalizados, como os mais de 1,2 milhão de livros completos.

O material de áudio e vídeo compõe menos de 2% do total recolhido pela Europeana.

Para assegurar que o portal represente uma verdadeira amostra representativa do patrimônio cultural europeu, a contribuição de todos os Estados-membros deveria ser equivalente, embora isso não seja uma realidade. Atualmente França, Alemanha e Suécia lideram as colaborações.

DA EFE, EM BRUXELAS | Publicado originalmente em Folha.com | Tec | 18/11/2010 – 15h32

Natal de 2010 deve ser 40% maior em vendas pela internet no Brasil


O comércio online deve faturar R$ 2,2 bilhões na temporada de vendas de Natal deste ano, o que representa um aumento de 40% em relação ao Natal de 2009, afirma a empresa de pesquisa de mercado e-bit em relatório divulgado nesta quinta-feira [18].

No ano passado, as vendas online atingiram R$ 1,6 bilhão no período, que vai de 15 de novembro a 24 de dezembro. Cinco anos antes, as vendas do período não chegavam a meio bilhão de reais, encerrando 2005 em R$ 458 milhões.

Ainda de acordo com a consultoria, o tíquete médio do setor deve ficar perto de R$ 370 no período de Natal, sendo que as categorias com produtos mais vendidos devem ser livros, eletrônicos, informática e eletrodomésticos.

O segmento de cosméticos e beleza também deve apurar vendas expressivas, conforme a consultoria. Com o montante previsto para o final de ano, o setor de comércio eletrônico deve fechar 2010 com faturamento de R$ 15 bilhões, afirma a e-bit, 40% acima do registrado em 2009.

A injeção do 13º salário e os bônus de final de ano estimulam as pessoas a adquirirem mais produtos“, disse o diretor de marketing e produtos da e-bit, Alexandre Umberti, em comunicado.

G1 | 18/11/2010

Mais um passo da Amazon


A Amazon planeja comprar os direitos de mais de 120 livros de ficção, escritos por 61 autores, da The Toby Press. A AmazonEncore e a AmazonCrossing vão relançar esses livros em versões impressas e para Kindle nos Estados Unidos e no mercado global [caso os autores assim desejarem].

A Toby foi criada em 1999 e é especializada em ficção. “Enquanto mudamos a direção do nosso negócio, estamos muito animados em trabalhar com a Amazon para que todos os nossos autores continuem a receber a atenção que eles merecem”, disse Matthew Miller, fundador da editora. “Nós apoiamos o esforço da Amazon de levar bons livros a um público muito mais amplo e esperamos que nossos livros continuem despertando o interesse dos leitores”.

PublishNews | 18/11/2010

Livraria mais antiga do Brasil lança loja virtual


Corria o mês de junho de 1844. E foi na quinta-feira, dia 13 daquele mês, que a livraria Ao Livro Verde abria suas portas na então rua da Quitanda, nº 22, na cidade fluminense de Campos dos Goytacazes. O empreendimento foi inaugurado pelo português José Vaz Correia Coimbra. “Havia na época um porto importante na região – o Cais do Imperador na foz do no rio Paraíba do Sul –, que trouxe muitas famílias portuguesas para cá”, explica Ronaldo Sobral, atual proprietário da loja. “Graças a isso, havia uma demanda por livros importados de Portugal”.

Cento e sessenta anos depois, o cais não existe mais, as famílias portuguesas se tupinicanizaram e o Brasil já produz seus próprios livros, mas a livraria Ao Livro Verde continua de portas abertas na rua Governador Teotônio Ferreira de Araújo, nº 66. Mudou de endereço, pensariam os mais incautos. Mas não – foi a rua que mudou de nome e de numeração. A livraria segue onde sempre esteve e é a mais antiga livraria do Brasil em funcionamento.

É bem verdade que possui uma grande área dedicada a produtos de papelaria e oferece uma gama de produtos bastante variada e nem sempre diretamente ligada ao livro. Mas a realidade é que a Ao Livro Verde já nascera assim e, em tempos de desafios para as livrarias independentes, parece encontrar em suas origens uma forma de sobreviver. Como o jornal i noticiou na época da abertura da loja, o estabelecimento oferecia, além de livros, “…perfumarias, miudezas, livros pautados e em branco, um lindo sortimento de jóias do último gosto, drogas medicinais e para pintura…”, além de comercializar, como não podia deixar de ser, “o verdadeiro rapé Bernardes”, que supria, nos idos de 1844, a falta do similar Princesa de Lisboa.

Mas Ronaldo Sobral, cuja família é proprietária da livraria há 80 anos, não olha apenas para o passado. “Nossa loja virtual sai ainda este ano no ar”, explica o livreiro, ao lado do cyber café que já existe na loja física e de olho no futuro. Até já existe algum movimento no http://www.aolivroverde.com.br, embora o catálogo ainda não esteja no ar. Mas o que importa é que lá no alto da página já estão publicadas, com muito orgulho, as palavras “Desde 1844”.

Abaixo republicamos a íntegra da notícia sobre a abertura da livraria Ao Livro Verde publicada em O Monitor Campista. Mantivemos a grafia da época:

Loja do livro verde, rua da Quitanda n. 22

José Vaz Correia Coimbra e C.ª, annuncião ao respeitável publico que acabão de abrir sua casa de negocio, com a denominação acima especificada, na qual se acha para vender o seguinte: um variado sortimento de obras e mais pertences para escolas de instrucção primariae secundaria de latim e francez, bem como novellas, historias e romances; musica de cantoria e para pianno, e vários instrumentos de corda e sopro; papel almço e de peso de differentes qualidades, dito de Hollanda, e outros accessorios para escriptorio; perfumarias, miudesas, livros pautados e em branco, um lindo sortimento de jóias do ultimo gosto, drogas medicianaes e para pintura, broxas e papelão de números sortidos, o verdadeiro rapé Bernardes, que já supre a falta do princesa de Lisboa, excellente chá hisson, bem como outros muitos artigos que se hão de annunciar. Os annunciantes se propõem a servir e por preços razoáveis, as pessoas que queirão honrar com sua confiança.

O Monitor Campista, ed. 419, 2/7/1844

Por Carlo Carrenho | Publicado originalmente em PublishNews | 18/11/2010