Congresso Brasileiro do Livro Digital


Vem aí o Congresso Brasileiro do Livro Digital [CBLD]. O evento acontecerá de 5 a 7 de maio de 2011, em Gramado, no Rio Grande do Sul.

Inscrições abertas

As inscrições para o Congresso Brasileiro do Livro Digital [CBLD] estão abertas. O evento acontece de 5 a 7 de maio de 2011, em Gramado, RS, e as inscrições já podem ser feitas pelo site  www.cbld.com.br. As inscrições feitas até 15 de dezembro contam com desconto especial.

O CBLD tem como objetivo oferecer um painel das novidades tecnológicas na área, promovendo o espaço para a troca de ideias e informações, além de propiciar a realização de negócios entre os participantes.

Alguns palestrantes já confirmados:

Carlo Carrenho: graduado em Economia pela Universidade de São Paulo e especializado em Editoração [Publishing] pelo Radcliffe College [Harvard University]. Em 2001, fundou o PublishNews, um boletim eletrônico diário com todas as notícias do mercado editorial, que viria a se tornar a maior referência de informações para o mercado editorial brasileiro. Entre 2006 e 2010, esteve à frente da Thomas Nelson Brasil, uma joint venture editorial entre o grupo carioca Ediouro e a editora norte-americana Thomas Nelson Publishers. Além disso, vem acompanhando de perto, nos últimos quatro anos, o desenvolvimento digital da indústria editorial por meio de participações em conferências como a Tools of Change for Publishing e de visitas e contatos com as maiores empresas do setor – tais como Google, Amazon, Lightning Source, SmashWords e Author Solutions. Atualmente, atua como consultor editorial com enfoque no mundo digital.

Carlos Eduardo Ernanny: trabalhou durante 17 anos no mercado financeiro e sempre se interessou por História e, consequentemente, por livros. Percebeu que o mercado de eBooks, era uma ótima oportunidade para unir as paixões e negócios. Abriu a Gato Sabido, a primeira livraria digital do Brasil e a Xeriph, a primeira agregadora e distribuidora de conteúdo digital do país, que pretende tornar a distribuição de conteúdo uma realidade.

Noga Sklar é escritora e editora. À frente da KindleBookBr — primeira editora 100% digital do Brasil, criada em outubro de 2009, com a chegada do leitor digital Kindle ao país — é pioneira na publicação de livros digitais em português. Sua empresa tem atuação destacada na área de publicação e conversão digital e é das poucas editoras brasileiras com distribuição na Amazon.com. Tem sete livros publicados como autora. Trabalhou como designer gráfica e webdesigner. Mantém o blog Noga Bloga .

Ednei Procópio: é coordenador geral do Cadastro Nacional de Livros; membro da Comissão do Livro Digital da Câmara Brasileira do Livro [CBL], e especialista em livros digitais. Em 2005, publicou o livro Construindo uma Biblioteca Digital. Em agosto de 2010, lançou O Livro na Era Digital. Mantém o website temático www.ebookreader.com.br totalmente voltado aos livros digitais. É editor e sócio-fundador da Giz Editorial, selo paulistano com mais de 200 títulos publicados em versão impressa, eletrônica e em áudio.  Atualmente, está empenhado no desenvolvimento de uma plataforma de livros e leitura – baseada no conceito de criação alternativa, colaboração, compartilhamento e convergência cultural – chamada LIVRUS.

Marcelo Spalding é formado em jornalismo, mestre e doutorando em Literatura pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul [UFRGS], professor da Oficina de Criação Literária do Centro Universitário Ritter dos Reis [UniRitter], editor do portal Artistas Gaúchos. É autor dos livros As cinco pontas de uma estrela, Vencer em Ilhas Tortas, Crianças do asfalto, A cor do outro e Minicontos e Muito Menos e colunista do Digestivo Cultural. Recebeu dois prêmios da Associação Gaúcha de Escritores – Livro do Ano [2008 e 2009] e um Prêmio Açorianos de Literatura [2008]. É vice-presidente da Associação Gaúcha de Escritores na gestão 2010-2011. Como acadêmico, é especialista em miniconto e em Literatura Digital.

Paulo Tedesco é consultor, editor e escritor. Atuando desde 2004 em Porto Alegre no mercado gráfico e editorial, desenvolveu sua Oficina do Livro, atividade pioneira que ocorre regularmente como estímulo e orientação à autopublicação. Como escritor, vem publicando livros em ficção e motivacionais.

Não se afogue cruzando o rio


Mike Shatzkin

Um aforismo que eu vi anos atrás e que sempre me lembro na minha vida profissional é que um “homem de 1,82m se afoga cruzando um rio que tem a média de 90 cm de profundidade“.

A questão é que agregados e médias podem mascarar importantes verdades.

Pensei nisso quando li o estudo da Forrester sobre o crescimento dos e-books anunciado no começo dessa semana. Nota: A Forrester é parceira dos meus colegas na Digital Book World e vai apresentar dados – apesar de que não sobre esse estudo de e-books, mas outro projeto – na conferência da DBW em janeiro. Não me envolvi nessas discussões e, como a maioria dos leitores desse blog, só conheço o que li nas publicações e comentários.

Kat Meyer no O’Reilly Radar expressou suas dúvidas sobre os dados da Forrester, e nos dados recém anunciados pela Bain Consultants na França. As preocupações de Kat têm a ver com a metodologia. Não sei se estamos aptos para avaliar a metodologia porque não sei quanto disso foi revelado, e eu diria que a questão que ela levanta é importante, mas não é o que realmente me preocupa.

Minhas perguntas sobre os números da manchete são: 1] $1 bilhão de dólares em vendas de e-books agora? Se contarmos somente literatura – e há algumas indicações enumeradas abaixo de que poderia não ser só isso – então o valor passaria dos 15 bilhões, que parece algo razoável. Se o número inclui outros tipos, que significa uns $30 bilhões, então choca por ser baixo, não alto. 2] Prever o crescimento para $3 bilhões até 2015 partindo dessas bases parece muito conservador e a redução na taxa de crescimento nos próximos cinco anos em comparação com o que foi nos últimos dois anos é o mais importante. Não acho que tenha visto qualquer justificativa do relatório que possa justificar esse dado. Só com essa análise, já fico pensando se estou perdendo algo e não sei tanto do conteúdo para fazer algum comentário. É por isso que esse parágrafo está dentro de parênteses. Sinto-me melhor assim.

A apresentação da Forrester para um estudo de indústria é uma das muitas pesquisas sérias que estamos planejando para a conferência. No ano passado tivemos relatórios da Verso Media sobre os leitores de livro, seguindo a mudança de impresso para eletrônico. Guy Gonzalez e sua equipe da Digital Book World assumiram esse estudo e irão atualizá-lo para nós com a Verso. Também tivemos uma apresentação no ano passado da Bowker e BISG, que estava apenas começando o estudo sobre os e-book readers. Eles realizaram quatro pesquisas desde então e também vão apresentar uma atualização.

Nos dois casos, com a metodologia dos estudos permanecendo consistente, teremos importantes informações sobre a indústria, independente da precisão das porcentagens informadas para os diferentes comportamentos.

Teremos a oportunidade de fazer outro estudo porque a equipe do iModerate, que possui uma metodologia de “chat” online para personalizar pesquisas, se apresentou de forma voluntária para demonstrar o que conseguem fazer para a nossa audiência. Precisávamos escolher o tópico e decidimos estudar os hábitos de e-reading em aparelhos portáteis multifunção [smartphones e tablets]. Escolhemos esse tópico por duas razões: é um grupo de e-book readers com forte crescimento e as telas touchscreen coloridas e a conectividade dos aparelhos melhoram os e-books que poderiam parecer ruins no Kindle ou no Nook de primeira geração.

Vamos também apresentar o trabalho que a Bowker fez no mercado de livros infantis com o apoio de várias editoras e organizado com a Association of Booksellers for Children.

As manchetes do relatório da Forrester foram de que as vendas de e-books estão se aproximando do $1 bilhão de dólares e que esperam que esse número triplique em cinco anos. Também chama a atenção o fato de que, três anos na era do Kindle e mais de seis meses depois da introdução do iPad, mais e-books são lidos em computadores pessoais do que em qualquer outro meio. Eu digo que chama a atenção pois vai direto ao coração da minha preocupação sobre os dados. Tem a ver com o homem de 1,82 m.

Tenho a forte impressão de que o conteúdo lido no PC é qualitativamente diferente do que é lido em aparelhos portáteis e mobile. Sei bem dos perigos de se generalizar a partir da própria experiência, mas nunca conheci uma pessoa que lesse livros de literatura num PC. Conheço pessoas que leem em Kindles, Nooks, smartphones e iPads. Sei, por ter conversado com pessoas na indústria de e-books de romance, que pessoas nos escritórios leem romances nas máquinas dos escritórios [na hora do almoço, claro].

Mas minha intuição afirma que uma boa parte da leitura em PC é profissional e informativa, não recreativa e é nisso que consiste a maior parte das vendas de PDFs. Se mais de 30% dos leitores de e-books consomem conteúdo em computadores comuns, aposto que as porcentagens para o Safari da O’Reilly [independente de acharmos que ler um pedaço de um e-book daquele serviço seja uma boa metodologia, mas minha intuição sobre interpretar os dados de aparelhos me diz que deve ser] são muito mais altas.

Então, leitura de e-book é um rio que possui uma média de 90 cm de profundidade. Mas só tem uns 30 ou 60 centímetros perto da margem [onde os livros de literatura são lidos] e tem uns 5 metros de profundidade no meio [onde os e-books profissionais são lidos]. E o ponto importante é que os editores que fazem um ou outro não ganham nada com dados que juntam esses dois mercados bastante diferentes, colocando-os como se fossem um só.

Isso não sugere que nada possa ser aprendido com a pesquisa da Forrester nem que qualquer outro estudo tenha uma boa noção dessa diferença. Perguntei a um colega entendido em dados que já fez alguns trabalhos nessa área, se ele compartilhava minha impressão sobre quem está lendo esses PDFs nos PCs. Ele pesquisou seus arquivos e acabou concordando de que a análise de mercado que eu estava procurando não era evidente na extensiva pesquisa que ele tinha feito.

Obviamente, há pessoas que sabem disso. A Amazon, a B&N e a Kobo sabem em quais aparelhos os livros que vendem são lidos. O’Reilly sabe em quais aparelhos os livros que vendem e os usados em sua biblioteca Safari são lidos. Quando eu entrevistei a editora da Ellora’s Cave na Digital Book World do ano passado, ela estava bastante consciente do fato de que muitos de seus livros ainda eram vendidos como PDF, sugerindo um leitor em computadores. O fato de que esses dados não estejam disponíveis em todos os lados, nem analisados, sugere que é algo visto como tendo valor proprietário pelas pessoas que o possuem.

Tentar entender um filão do mercado que poderia ser distinto não era o que pensávamos quando decidimos usar o foco da iModerate nos aparelhos portáteis multifunção. Pensamos que esses leitores poderiam usar e valorizar os recursos de um enriched e-book mais do que os leitores no Kindle e no Nook, e também os vimos como o segmento de mercado de leitores de e-book com maior probabilidade de rápido crescimento. Então, compreender esse segmento de mercado com mais detalhes poderia ajudar as editoras a direcionar o alvo um pouco mais no desenvolvimento de produtos.

Escrevemos muitas vezes antes que a indústria do livro não é uma só. Os e-books profissionais lidos num laptop por um programador no meio de uma tarefa não falam muito sobre que formato você deveria publicar um romance. A grande mudança no mundo do e-book que ainda não aconteceu, mas vai acontecer nos próximos anos é uma maior adaptação e consumo de livros ilustrados em formato digital. Qualquer coisa fortemente ilustrada agora, terá de ser provavelmente distribuída como PDF para um laptop; isso não será mais verdade no final desse período de estudo, que é em 2015.

No dia em que estou escrevendo isso, novos dados de vendas de e-books foram anunciados e a Cader os analisou num post que está dentro do conteúdo pago. Ele calculou que as vendas de e-books compreendem a 9,5% das vendas de livros adultos, mas somente 1,7% dos infantis. Isso é realmente uma cartografia do fundo do rio, bastante útil.

Então, o que pedimos são dados e podemos tentar entender suas limitações e ganhar visão com elas ao mesmo tempo. Também vamos lembrar que o mundo da mudança digital na indústria editorial é simultaneamente dinâmico e diverso, e que nenhum único grupo de dados tem a possibilidade de nos dar respostas sobre o que fazer em seguida ou o que devemos esperar nos próximos anos.

É precisamente porque os dados precisam ser interpretados que realizamos as sessões Verso-DBW, BISG-Bowker e iModerate na Digital Book World uma atrás da outra e vamos terminar as apresentações com um painel de discussão cujo objetivo é jogar alguma luz sobre o que pode ser concluído em relação ao que eles dizem.

Texto escrito por Mike Shatzkin | Publicado originalmente em PublishNews | 17/11/2010

Tablet da Samsung chega ao Brasil antes do iPad


Samsung Galaxy Tablet terá Reader hub com 2 milhões de ebooks

Embora tenha entrado no mercado só em setembro, o Samsung Galaxy Tab conseguiu chegar ao Brasil antes do iPad. Com conector USB, câmera de 3 megapixel e TV digital e analógica, o Tab funciona com o Android, o sistema operacional do Google que mais tem incomodado o iOS da Apple.

A Vivo, a TIM e a Claro vão oferecer o dispositivo; na Claro, ele pode ser comprado por R$ 1,1 mil no plano Banda Larga 10GB, que tem mensalidade de R$ 200. Sem contrato e desbloqueado, o preço é de R$ 2,7 mil.

O tablet da Samsung é todo produzido no Brasil e permite a realização chamadas telefônicas – fone Bluetooth acompanha o dispositivo. Ele tem uma tela de 7 de polegadas [contra 9,7 do iPad] e pesa 380 gramas [680 a 730 gramas do iPad, sendo o modelo 3G, já incluso no Galaxy Tab, o mais pesado]. A memória interna é de 16GB e pode ser expandida com um cartão microSD.

A Samsung e as operadoras enfatizam as dimensões do Tab, que são menores que o iPad e permitem colocá-lo “no bolso do paletó”.

O aparelho oferece acesso a livros, filmes e música, e vem com vários livros pré-instalados, além de um link que permite o download de obras em domínio público. No campo de multimídia, o tablet ainda possui suporte aos principais formatos de áudio e vídeo, bem como rádio FM.

Domínio no mercado

Mesmo a Samsung tendo muita experiência no consumo de eletrônicos, a empresa de pesquisa iSuppli disse, em agosto, que o iPad dificilmente enfrentará um concorrente forte até 2011, permitindo que a Apple se mantenha dominante no mercado de tablet, pelo menos, até 2012.

Porém, o sucesso do Android nos smartphones, que concorre com o iPhone, está competindo com eficiência contra a Apple, mesmo não atingindo o domínio do sistema IOS.

Steve Jobs, comentando sobre os tablets com telas de 7 polegadas e explicando por que a empresaria não faria um iPad com tela menor, disse que testes internos da Apple indicaram que algo menor, como o Tab e o PlayBook, da RIM, seria pequenas demais. “Telas de 7 polegadas são muito pequenas para expressar o software”, afirmou Jobs. “Como uma empresa de software, pensamos na estratégia de software primeiro”.

Por Altieres Rohr | Publicado originalmente no Portal G1 | 17/11/2010

Google chega a acordo com editora para digitalização de livros


FRANÇA | O Google firmou um acordo com a maior editora de livros da França, a Hachette Livre, para escanear e vender livros esgotados, o que garante à Hachette amplo controle sobre o preço e conteúdo.

O acordo, anunciado nesta quarta-feira, cobre cerca de 50 mil títulos em francês, incluindo literatura, obras acadêmicas e livros de referência.

O acerto é simbolicamente importante em um cenário no qual editoras pelo mundo tentam proteger seus negócios da canibalização da Internet.

A Hachette tem frequentemente se mostrado agressiva na defesa do modelo de negócio da indústria de livros contra participantes da Internet tentando abocanhar parte do valor da cadeia de publicação.

Controlaremos o preço dos livros‘, disse o presidente-executivo da Hachette Livre, Arnaud Nourry em teleconferência. ‘Isso deixa para trás anos de discordâncias com o Google.

O Google tem tido atritos com editoras pelo mundo sobre seu projeto, de 2004, que visa a criação de uma biblioteca universal online com conteúdo digitalizado.

Sob os termos do acordo, o Google fará uma lista das obras que deseja escanear à Hachette todo trimestre e a editora poderá dar ou não autorização.

O Google então disponibiliza os livros esgotados para leitura e compra na plataforma Google Books, mas a Hachette estabelece o preço.

Por Leila Abboud | Agência Reuters | 17/11/2010

O futuro do livro


O futuro do livro e da leitura a partir do livro digital foi o centro do debate em duas mesas do seminário do II Fórum da Cultura Digital Brasileira 2010 na segunda-feira, 15 de novembro, na Cinemateca Brasileira, em São Paulo.

No seminário, o americano Bob Stein, do Institute for the Future of The Book, e Giselle Beiguelman, do Instituto Sérgio Motta e da PUC-SP, levantaram questões sobre o que muda na leitura e no aprendizado com a chegada dos livros digitais.

Bob Stein é um empreendedor e pensador da cultura digital. Nos anos 80, fundou a The Voyager Company, que popularizou os CD-ROMs interativos para instituições como o Museu do Louvre e a National Gallery e criou a Criterion Collection, responsável pelo relançamento de grandes clássicos do cinema em DVD. Para ele, é hora de repensar a experiência da leitura uma vez que são muitos os futuros apontados para o livro no começo do século 21.

Se perdemos um pouco da experiência tátil e sensitiva do livro com a chegada das publicações digitais, também podemos ganhar muito com o que o livro digital nos traz de novo. Com os links, abertura para participação dos leitores, o livro se torna um espaço de congregação de leitores e até do autor. Deixa de ser uma experiência solitária para se tornar uma experiência comum de construção do conhecimento”, disse Stein.

Como exemplos, ele apresentou algumas experiências desenvolvidas no site “Future of The Book” [www.futureofthebook.org], onde livros são divididos como posts de um blog e abertos a comentários dos leitores. “O autor e o leitor ocupam o mesmo espaço e dessa maneira quem escreve ou propõe o texto se torna uma espécie de moderador de seminário”, define.

Para Giselle Beiguelman, com o surgimento das telas sensíveis ao toque [touchscreen],”cada vez lemos mais com as mãos do que com os olhos. A leitura não necessariamente é linear mas passa por uma trajetória de hiperlinks, áudio e vídeo.

Stein ainda defendeu que tal concepção retoma a experiência antes de Gutemberg, quando o aprendizado era conduzido por leituras coletivas e os comentários sobre o escrito eram registrados nas margens. “A leitura era um processo de construção coletiva do conhecimento e está voltando a ter esse papel.

Em sua opinião, o novo livro da cultura digital deveria partir do princípio da narrativa de videogames, como o War of Craft, que reúne 11 milhões de pessoas que constroem uma narrativa a partir da disputa criada em um coletivo. “Se a invenção da impressão foi fundamental para a consolidação do conceito de indivíduo, os suportes digitais de leitura estão reinventando uma leitura e uma construção de narrativas socializada.

Ouça aqui o seminário.

Por Lauro Mesquita |  MinC | 17/11/2010