Edições Câmara recebe Ednei Procópio para conversa sobre livro digital


Ednei Procópio em visita à Equipe Edições Câmara

A equipe da Edições Câmara recebeu, na última semana, a visita do professor e editor Ednei Procópio para uma conversa sobre o livro digital e as mudanças que essa inovação pode trazer para as editoras. Também participou do encontro a responsável pela Biblioteca Digital, Janice Silveira.

A visita foi uma oportunidade que surgiu com a vinda de Ednei para a 29ª Feira do Livro de Brasília. Segundo a servidora da Coedi Ana Lígia Mendes, o professor defende a ideia de que as editoras continuarão existindo, mas precisarão se adaptar a essa nova realidade. Para ele, que também é autor da obra O Livro na Era Digital, a Internet possibilita a divulgação de livros eletrônicos, mas nem sempre é dado um tratamento editorial, o que pode prejudicar a qualidade do conteúdo disponível. Por isso, o papel do editor será cada vez mais importante para selecionar o que é bom ou ruim. A editora funcionará como um selo de qualidade das obras.

Lúcia Soares, chefe do Serviço de Gestão Editorial da Coedi, destaca que o encontro foi muito proveitoso. “Pudemos trocar experiências, discutir sobre diversos temas como o futuro do mundo editorial e as mudanças que vêm ocorrendo, inclusive nos leitores. Também pudemos analisar nosso trabalho e ver que estamos seguindo o caminho correto”, conta.

A Edições Câmara, além de publicar suas obras na versão impressa, disponibiliza alguns títulos em pdf e áudio para download na Biblioteca Digital e na página da própria editora.

Sobre Ednei Procópio

Ednei Procópio é professor na Escola do Livro da Câmara  Brasileira do Livro [CBL]. É também editor e sócio-fundador da Giz Editorial. Em 2001, ele fundou a página eBookCult, uma biblioteca digital que, apenas nos primeiros três anos, contabilizou mais de cinco milhões de downloads de livros eletrônicos.

Atualmente, Ednei Procópio está desenvolvendo o Livrus, uma espécie de rede social com foco em informações sobre livros. É uma página baseada em colaboração, interação e compartilhamento.

Blog da Edições Câmara | sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Dois novos leitores digitais na França


 

Fnacbook

 

Dois novos leitores digitais serão lançados na França antes do Natal. De acordo com o The Bookseller, a Fnac vai apresentar em meados de novembro o seu Fnacbook, um leitor aberto que custará 199 euros e que já virá com 50 clássicos franceses e internacionais. Além disso, terá conexão wi-fi e 3G para que os usuários possam comprar livros da loja eletrônica da Fnac a partir de qualquer lugar. No dia 28 de outubro, a DirectGroup vai lançar o OYO na France Loisirs e na Chapitre ao preço de 149 euros. Para ler mais, em inglês, clique aqui.

PublishNews | 22/10/2010

Vendas da Amazon crescem e Kindle faz sucesso no Reino Unido


A Amazon divulgou seu desempenho no último trimestre e informou que suas vendas aumentaram 39%. De acordo com o The New York Times, as vendas de mídia, que incluem livros e música, aumentaram mais de 14% e chegaram a US$ 3,35 bi. As vendas de eletrônicos e das demais mercadorias cresceram 68% e totalizaram US$ 3,97 bi. Conforme destaca o The Bookseller na edição de hoje, as vendas do Kindle no Reino Unido impulsionaram o crescimento internacional da empresa, que chegou a 32%. Neste trimestre, o leitor foi o produto de maior sucesso. Isso porque a loja do Kindle na Amazon.com.uk só existe desde o começo de agosto…. “Nas últimas 12 semanas, com a chegada da nova geração do Kindle, as pessoas compraram mais leitores digitais do que qualquer outro produto na Amazon.co.uk”, disse a empresa no comunicado.

PublishNews | 22/10/2010

McLuhan e o futuro eletrônico do livro em 1972


 

Roney Cytrynowicz

 

Muita confusão sobre a figura do livro, passada, presente e futura, resulta do novo fundo em que hoje se encontram tanto o livro quanto o leitor. O livro impresso é um pacote definitivo que pode codificar velhos tempos e ser remetido a destinações remotas. Mais que a informação eletrônica, ele se submete aos caprichos do usuário. Pode ser lido e relido em grandes ou pequenas porções, mas sempre lembra ao usuário os padrões da precisão e da atenção. Diversamente do rádio e do fonógrafo, o livro não proporciona um ambiente de informação que se funde com os cenários sociais e o diálogo.

Troquemos ambiente de informação, cenários sociais e diálogo por redes sociais e interatividade – apenas como exercício – e estas afirmações de Marshall McLuhan, de 1972, em uma conferência intitulada “O futuro do livro”, ganham ainda mais interesse em relação às discussões e dilemas atuais sobre o futuro do livro. A leitura desta conferência permite retomar a discussão anterior às transformações que levaram à criação da internet, no começo dos anos 90, quando a direção da mudança ainda não estava clara.

Qual deve ser a nova natureza e forma do livro em face do novo ambiente eletrônico? Qual será o efeito da biblioteca em micropontos sobre os livros passados, presentes e futuros? Quando milhões de volumes podem ser comprimidos num espaço do tamanho de uma caixa de fósforos, já não é apenas o livro, mas toda a biblioteca que se torna portátil”, indagava ele em Londres [as citações são de McLuhan por McLuhan. Entrevistas e conferências inéditas do profeta da globalização, Ediouro, 2005].

O curioso é que McLuhan estava interessado no potencial da xerografia e de outras formas de reprografia. “Tomando-se o livro no sentido mais mundano de um pacote impresso, ele pode ter tantas encarnações quantas forem as novas tecnologias concebidas para encaderná-lo”, dizia. McLuhan imaginava um serviço conjugado cérebro-telefone-copiadora que montaria livros segundo temas selecionados pelo solicitante, tornando cada leitor um editor: “Tomando apenas a xerografia, encontramos o mundo do livro confrontado com uma auto-imagem que é completamente revolucionária. A era da tecnologia elétrica é o inverso da era do processo industrial e mecânico, pois está basicamente mais preocupada com o processo do que com o produto, mais com os efeitos do que com o conteúdo”.

Nascido em 1911 no Canadá, Marshall McLuhan ficou célebre por desenvolver a teoria de que o “o meio é a mensagem”, segundo a qual o meio de comunicação define a mensagem, o “conteúdo”, e o “meio” altera a perspectiva das pessoas que o utilizam. Se antes a tecnologia era um prolongamento mecânico do corpo e das habilidades físicas, como, por exemplo, na invenção da roda, na “era eletrônica” a tecnologia passou a estabelecer uma ligação direta com o cérebro. Para ele, a imprensa e sua difusão haviam reduzido os outros sentidos humanos em favorecimento do visual, o que teria sido revertido pela televisão nos anos 50, quando o homem voltou a ser “tribal” ou pré-letrado. Por isso a ideia de que vivíamos em uma “aldeia global”, integrando as pessoas e mobilizando os seus sentidos.

A aldeia global de McLuhan era também uma utopia sem guerras, nacionalismo e preconceito, já que envolveria todos os homens de forma solidária e cooperativa. “O futuro do livro levanta a questão de saber se os homens podem programar sua vida social em coletividade de acordo com um padrão civilizado qualquer por meios outros que não o do livro impresso”, questionou ele.

Ao final da conferência, em 1972, McLuhan indagou: “Será que não podemos esperar que o livro da era eletrônica transforme essa perspectiva [investigação psicológica interior pelo autor e, ao mesmo tempo, criação de um público leitor] em padrões de energia e associação humana coletivas? O videocassete oferece ao leitor e ao autor uma oportunidade imediata de entabular uma relação totalmente nova. O leitor terá a oportunidade de compartilhar o processo criativo de um novo modo, visto que o livro está prestes a passar por desenvolvimentos inteiramente novos”.

Marshall McLuhan faleceu em 1980 sem conhecer a internet e o livro digital. Com as novas tecnologias, mais do que com a televisão, seu projeto de “aldeia global” parece ter se efetivado, mas combinando as possibilidades da utopia cooperativa com a persistência das guerras e do preconceito. Quanto ao livro, continuemos a sonhar “que o livro da era eletrônica transforme essa perspectiva em padrões de energia e associação humana coletivas”.

Por Roney Cytrynowicz | Publicado originalmente em PublishNews | 22/10/2010

Você já conhece o Xeriph?


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O Xeriph pode ser considerado um facilitador, que entra no ar para tornar a distribuição de conteúdo uma realidade no Brasil.