Vendas de livros digitais crescem 193% em um ano


EUA: As vendas de livros digitais [e-books] nos Estados Unidos cresceram 193% de acordo com pesquisa divulgada pela Association of American Publishers [Associação Americana de Editores, em português]. O motivo do crescimento, de acordo com a associação, é o bom resultado nas vendas dos tablets e leitores digitais Kindle, iPad e Nook nos últimos meses.

A pesquisa afirma que, entre os meses de janeiro e agosto de 2010, as vendas de e-books chegaram a US$ 263 milhões. No mesmo período em 2009, este número foi de quase US$ 89 milhões. Com isso, os livros digitais representam 10% de toda a venda de livros nos Estados Unidos, número que era de 3,31% no ano passado.

Quanto mais populares os livros digitais se tornam, as vendas dos livros tradicionais caem. A Amazon afirmou que vende mais publicações para o Kindle do que no formato tradicional e, de acordo com a Association of American Publishers, a venda de livros de capa dura caiu 24% em 2010 em relação ao ano passado.

G1 | 19/10/2010

Na espera pelo iPad, editoras adaptam seus livros para lançamento do tablet no Brasil


Lançamento de dispositivos móveis, como o iPad, aquece o mercado de livros eletrônicos

Apple lançou o iPad oficialmente em abril, nos Estados Unidos. Desde então, o tablet já foi comprado extraoficialmente por brasileiros, chegou a diversos países e recebeu autorização da Anatel para ser vendido no Brasil – ainda assim, nada de sua comercialização ter início por aqui. Enquanto aguardam o lançamento, as editoras trabalham para disponibilizar aos consumidores versões compatíveis com o iPad de seus livros existentes no formato tradicional. Nos Estados Unidos, essa alternativa mostrou-se válida: os e-books já superaram os livros de capa dura na gigante Amazon.com.

Em agosto, por exemplo, a livraria Saraiva anunciou a disponibilidade de seu aplicativo de leitura para o iPad e iPhone, que pode ser baixado na loja de aplicativos App Store, da Apple. “Estimamos, hoje, 40 mil iPads no Brasil e é esse público que queremos atingir”, afirmou Marcílio Pousada, presidente da empresa. A Saraiva, que pretende ter até o final do ano 5 mil livros digitalizados, tem arquivos nos formatos PDF e ePUB, compatíveis com o iPad, o Alfa, da Positivo, o Sony Reader e o Cool-er, da Gato Sabido.

Os usuários de leitores digitais devem ficar sempre atentos aos formatos disponíveis para cada tipo de eletrônico – é justamente esse o desafio das editoras, que querem tornar seu material compatível com os produtos da Apple. Além de PDF e ePUB há diversas outras siglas que podem acabar confundindo e atrapalhando o consumidor: DOC, TXT, HTML, MOBI e TRT, por exemplo. A gigante Amazon, uma referência no mercado de e-books, criou até um formato próprio para o conteúdo compatível com o Kindle [AZW e AZW1].

Adaptação
A Singular, empresa da editora Ediouro, também se adapta para conquistar no Brasil novos leitores entre os fãs da Apple. “Temos arquivos digitais sendo vendidos pelos principais sites do país, que podem rodar nos aparelhos já disponíveis no Brasil. Mas ainda temos de nos adaptar à plataforma do iPad, que exige itens diferenciados, pois os arquivos serão vendidos pela loja virtual da Apple. Além disso, o gadget oferece cores e funções interativas, como som e a possibilidade de ler o texto na vertical ou na horizontal”, afirma Newton Neto, diretor de mídias digitais e tecnologia da Singular.

Essa interatividade que o aparelho possibilita funciona como um chamariz e também pode reforçar o lucro das editoras. ”Com o tablet, conseguimos dar mais realidade e nitidez aos desenhos, o que não acontece com os leitores digitais vendidos atualmente no Brasil”, explica Mauro Palermo, diretor da Globo Livros. Durante a Bienal Internacional do Livro, a empresa disponibilizou o primeiro capítulo da obra “A menina do narizinho arrebitado”, de Monteiro Lobato, para iPad. “Até o fim do ano, teremos o livro completo e outras obras ilustradas, que serão rediagramadas para se encaixarem ao tamanho e estrutura do aparelho.”

Apesar da empolgação de muitos, a editora Contexto não vê o gadget da Apple como um “divisor de águas” no setor de mídias impressas. “Faz bastante tempo que estamos nos preparando para a venda do livro digital: tanto que grande parte dos nossos contratos já tem previsto o comércio deste tipo de arquivo. Mas não vamos dar exclusividade para um aparelho ou outro. Queremos disponibilizar um e-book que rode em todos os e-readers”, explicou Daniel Pinsky, diretor da empresa.

E a pirataria?
Outra iniciativa estudada pelas editoras é oferecer, junto com os textos, vídeos e disponibilizar uma forma de escutar a versão digital. Com essas exclusividades, as empresas acreditam que será mais difícil os leitores optarem por versões pirateadas. “Estamos criando uma versão 2.0 dos e-books, à qual o consumidor terá acesso com um código passado durante o ato da compra”, explica Neto, da Singular.

O valor dos e-books deve ser mais baixo que o cobrado para os livros impressos, porque na versão tradicional está embutido o preço das obras que não foram vendidas, do frete e da gráfica, entre outras coisas. “Retirando esses custos, o produto fica cerca de 65% mais barato. Assim, o leitor que investiu no aparelho vai aos poucos recuperando o valor, economizando na compra dos livros”, afirma o diretor da Globo Livros.

Os arquivos digitais também terão o chamado DRM [Digital Rights Management; gerenciamento dos direitos digitais], uma plataforma de segurança escolhida pela maioria das editoras brasileiras para proteger os arquivos de cópias não autorizadas. Assim, o usuário baixará o arquivo e não conseguirá repassá-lo.

Por Daniel Navas | Para o UOL Tecnologia | 19/10/2010 – 10h34

Vendas de e-books aumentam 193% em um ano nos EUA


As vendas de livros eletrônicos cresceram 193% nos Estados Unidos, segundo uma projeção divulgada pela Associação Americana de Editores e reproduzida pelo site Read Write Web na semana passada.

Quando calculado o período que compreende os meses de janeiro a agosto, as vendas de e-books subiram de US$ 89,8 milhões em 2009 para US$ 263 milhões em 2010.

Vendas de e-books cresceram 193% nos EUA, segundo uma projeção divulgada pela Associação Americana de Editores.

Este crescimento de 193% significa que os e-books agora representam 10% das vendas de livros nos Estados Unidos – um crescimento considerável em relação a 2009, quando e-books representavam apenas 3,31% do consumo total.

A Amazon já anunciara que vende mais e-books do que livros de capa dura nos Estados Unidos. As vendas de livros de capa dura, segundo a associação, caíram 24% neste ano em relação ao ano passado.

Os números de venda de livros de brochura não foram repassados pela instituição.

Folha.com | Tec | 19/10/2010 – 08h28