Twitter na escola para ensinar técnica literária


 

Alunos do 8ª série do ensino fundamental Talissa Ancona Lopez, Pedro Rubens Oliveira e Davi Yan Schmidt Cunha

 

O telefone tocou. Seria ele? O que ele queria? Ela já não havia dito que era o fim? Ela atendeu o telefone. Não era ele, era pior.” Em apenas 140 caracteres, o permitido para cada post no microblog Twitter, adolescentes aprenderam, em sala de aula, a usar a rede social como plataforma para contar pequenas histórias como essa.

A técnica literária, conhecida como microconto, nanoconto ou miniconto, foi praticada pelos alunos do Colégio Hugo Sarmento no perfil @hs_micro_contos do Twitter.

Para escrever uma história coerente em tão poucas palavras, os estudantes tiveram de ficar atentos à narrativa, à concisão e ao sentido do que era postado, algumas habilidades já dominadas pelos adolescentes, acostumado com a rapidez da internet.

Embora o Twitter seja usado com mais frequência para relatos e comentários do cotidiano, não ficcionais, os microcontos já têm adeptos na rede social. Há perfis totalmente dedicados à técnica e usuários que costumam escrever mini-histórias, como a cantora Rita Lee [@LitaRee_real].

Cada história precisava ter um começo, meio e fim. Não dava, por exemplo, pra ficar descrevendo o cenário“, conta Pedro Rubens Oliveira, de 13 anos, que participou do projeto.

O professor de língua portuguesa do ensino fundamental Tiago Calles, que propôs o exercício na escola, conta que aproveitou os limites de espaço da rede para trabalhar a estrutura da narrativa e as poesias concretas, abordadas em aula, de uma maneira diferente. “O fato de envolver uma outra plataforma interessou os alunos, que se sentiram mais motivados“, afirma.

Talissa Ancona Lopes, de 13 anos, conhecia pouco do Twitter antes de usar a plataforma na escola. “Tive um perfil por algum tempo, mas depois excluí”, conta. Dona de perfis em outras redes sociais, ela encontrou uma nova utilidade para a rede. “É mais divertido aprender dessa maneira.

A diversão costuma estar associada às redes sociais. Segundo a assessora de tecnologia educacional da Escola Viva, Elizabeth Fantauzzi, os estudantes têm dificuldade para enxergar o Twitter como uma ferramenta de aprendizado. “Para eles, aquilo não pode ser usado em aula, mas é um material muito rico se for aproveitado com um sentido pedagógico“, diz.

Tecnologia. Não só a familiaridade com a internet estimulou a exploração do tema em sala de aula, mas também a fluência na linguagem tecnológica dos alunos. Na Escola Viva, estudantes do fundamental fizeram um projeto em que usaram conversas por mensagem de celular para montarem micro-histórias.

Os adolescentes têm fluência na linguagem digital. Cabe aos professores aproveitar isso e aplicarem em sala de aula“, afirma Elizabeth.

A intenção das escolas é transformar a facilidade com a escrita da internet – com seus símbolos e abreviações – em habilidades também nas redações mais acadêmicas. No Exame Nacional do Ensino Médio [Enem] do ano passado, o desempenho dos estudantes na área de Linguagens e Códigos foi justamente o que mais deixou a desejar. Em nenhum colégio a média de 700 pontos – em uma escala que vai de zero a mil – foi atingida.

ENTREVISTA

“Às vezes duas palavras bastam para expressar um sentimento”

Tiago Calles, professor de língua portuguesa do Colégio Hugo Sarmento

Professor defende que qualidade e criatividade podem ser expressas em textos curtos.

Você tem perfil no twitter?
Não. Tenho e-mail, Orkut, mas achava que precisava encontrar uma maneira mais útil de usar o Twitter antes de criar um perfil. Por isso apresentei os microcontos em sala de aula. Queria avaliar os possíveis usos para a ferramenta.

É possível revelar a personalidade dos autores em textos tão curtos?
Sim. As poesias concretas demonstram isso. Às vezes duas palavras bastam para expressar algum sentimento ou ideia. Eu acho que os adolescentes conseguiram passar um pouco de suas personalidades nos textos que escreveram.

Os alunos podiam usar abreviações nos contos?
Podiam. Por ser um texto literário, eles tinham liberdade para escreverem da maneira que queriam. Curiosamente, nenhum dos textos que recebi tinha essas abreviações usadas na internet.

Por Lais Cattassini, do Jornal da Tarde | Publicado em O Estado de S. Paulo | 18/10/2010

Mais uma opção de leitor digital no Brasil


O Kindle abriu as portas da leitura para quem não pensava muito nisso, principalmente as pessoas que preferiam algo eletrônico aos livros. Recentemente o Brasil ganhou um leitor que foi lançado pela empresa Positivo, chamado de Alfa, e agora recebe mais um produto destinado a leitura de livros, mas que também toca músicas, abre imagens e arquivos em PDF.

O produto se chama Dingle Book e ele tem um ar de leveza por ser todo branco, lembrando muito um Kindle. Ele pesa 215 gramas, pode armazenar 1000 livros e sua tela é a famosa e-paper, que economiza muita energia e é legível mesmo com sol acima do aparelho. A memória interna é de 2 GB, mas pode ser aumentada com um cartão microSD e a transmissão de arquivos é feita – somente – via USB.

Mas nem tudo são flores neste jardim do Dingle, já que segundo o pessoal da Info, ele leva 13 segundo para abrir um livro em ePUB! Durante a leitura, as páginas levam gigantescos cinco segundos para carregar a cada virada, sem falar no zoom que também tem um tempo bem grande para acontecer. Outro ponto negativo é a falta de comunicação sem fios, o que deixa o aparelho preso a um computador, algo que praticamente retira o contexto de mobilidade que ele tenta introduzir.

O valor sugerido para este modelo é de R$ 899,00. Este preço deixa o modelo acima dos concorrentes, já que o leitor da Positivo custa menos e o próprio Kindle sai por R$ 518,00 com tudo incluso [taxas de importação e frete], será que o Dingle se acha tão superior para custar quase o dobro? Cadê a pesquisa de mercado no lançamento de um produto?

MSN Tecnologia | 18 de outubro de 2010 – 12:00 | TechGURU

Ednei Procópio fala sobre o livro na era digital na rádio Jovem Pan


Autor está lançando uma obra em que faz um balanço complexo sobre o tema

Depois de longos anos de estudo e pesquisa, o autor Ednei Procópio está lançando um novo livro. A obra “O Livro na Era Digital” traz 23 capítulos que nos mostram em que estágio estamos na digitalização, dá dicas de como nos preparar para a próxima tendência e o que podemos fazer para manter os negócios na chamada Web 2.0 e tirar ainda mais proveito da Era Digital. José Luiz Menegatti conversou com o autor de “O Livro na Era Digital“, confira.

Ouça a entrevista na Rádio Jovem Pan

Por José Luiz Menegatti | Rádio Jovem Pan Online | 18/10/10 – 10h53

Bibliotecários se reúnem no Rio de Janeiro


Começou ontem [17] no Rio de Janeiro e vai até o dia 22 o XVI Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias e o II Seminário Internacional de Bibliotecas Digitais. Com o tema “Onde estamos, aonde vamos”, os eventos estão sendo realizados no Centro de Convenções do Hotel Intercontinental [Av. Aquarela do Brasil, 75 – São Conrado – Rio de Janeiro/RJ]. Entre os temas que serão discutidos, estão o estado-da-arte das bibliotecas universitárias após décadas de veloz modernização, o uso e a adaptação às novas tecnologias e transformações gerenciais, ambiente digital, acesso x posse, arquitetura da informação, preservação e conservação digital, competências e habilidades, padrões para bibliotecas universitárias, extensão universitárias, entre outros temas. Confira a programação.

PublishNews | 18/10/2010