Rival do Kindle ganha tela colorida


Tentando rivalizar com a Amazon e seu Kindle, a Barnes & Noble apresentou nesta semana o Nookcolor, a mais nova versão de seu e-reader. O aparelho rodará em um sistema Android, contará com tela de toque colorida e acesso a redes Wi-Fi. A primeira versão do produto foi lançada há um ano e teve problemas de produção e atraso em entregas. O Nookcolor está em pré-venda online desde o dia 27, por US$ 249 – chega às lojas no dia 19 de novembro.

Por Redação Link, estadao.com.br, Atualizado: 31/10/2010 18:00

Bibliotecas virtuais: tenha acesso a cultura sem gastar dinheiro


O ex-presidente da Índia, Abdul Kalam, disse uma vez: “uma biblioteca digital é onde o passado encontra o presente e cria o futuro”. Nessas bibliotecas virtuais, o internauta pode baixar livros inteiros sem gastar um centavo. Tem de tudo: literatura, livros de receitas, poesias, livros didáticos, entre muitos outros.

Algumas bibliotecas digitais também trazem conteúdo multimídia; com fotos, áudio e vídeo. Dá até para baixar a obra literária completa de Machado de Assis. Esses sites têm se tornado referência não só para os amantes da literatura como para professores, alunos e pesquisadores em geral.

Apesar de alguns desses sites serem visualmente pobres, o conteúdo é o que vale. A idéia é contribuir de forma ativa para o desenvolvimento da educação e cultura no país. Há ainda espaço para novos autores e editoras universitárias, que conhecem a dificuldade em publicar um livro, e disponibilizam a obra gratuitamente na internet.

Para baixar os livros, tudo que você tem a fazer é se cadastrar em uma dessas bibliotecas digitais. Gostou da sugestão? Clique nos links que acompanham esta matéria e comece a investir em cultura sem colocar a mão no bolso.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

Alguns links que oferecem obras literárias de diversos assuntos completamente de graça

Olhar Digital | 31 de Outubro de 2010 | 16:00h

Concorrência beneficia fãs dos e-readers


Perto do fim de um voo recente com destino a Los Angeles, a voz da aeromoça no sistema de som do avião pediu aos passageiros: “desliguem seus livros” para a aterrissagem.

Poucos anos atrás estas palavras teriam provocado risadas curiosas.

Ainda assim, naquele voo não se ouviu nem mesmo um murmurar; apenas os cliques e toques nos botões que desligam Kindles e iPads.

Como escrevi num post publicado na semana passada sobre a ascensão dos dispositivos móveis, o mercado de e-readers cresceu vertiginosamente nos últimos anos, e os analistas estimam que os consumidores devem comprar 19,5 milhões de aparelhos do tipo em 2010. Este número deve chegar a 150 milhões até 2013.

Mas a indústria ainda não consegue decidir como será a aparência destes dispositivos no futuro. Será que o caminho está nos dispositivos monocromáticos dedicados especificamente à leitura, ou nos tablets que se assemelham mais aos computadores e apresentam recursos que vão além dos livros tradicionais, incluindo a reprodução de vídeos, a execução de aplicativos e a navegação pela rede?

A Barnes & Noble decidiu apostar em ambos os cavalos nesta corrida, comercializando um leitor monocromático de texto eletrônico e lançando agora um dispositivo a cores.

O mais novo produto da empresa, batizado de Nook Color, custa US$ 250, apresenta uma tela de cristal líquido de 7 polegadas e usa uma variante do sistema operacional Google Android. Trata-se de um aparelho que se situa na fronteira entre os e-readers clássicos e os computadores tablet ao acrescentar aplicativos já instalados que vão além da leitura.

O Nook Color. FOTO: Mary Altaffer/AP

Apesar de ainda não estar claro se a versão a cores será um sucesso, William Lynch, diretor executivo da Barnes & Noble, disse em entrevista coletiva realizada na terça feira que a empresa vendeu mais de 1 milhão de Nooks desde o lançamento do dispositivo no ano passado.

O número parece impressionante até ser comparado com as vendas de outro aparelho que disputa este mercado e traz o logotipo de uma maçã no seu verso.

O Apple iPad, vendido a partir de US$ 500, é claramente mais do que um e-reader, reunindo num mesmo aparelho as funções de computador, e-reader e dispositivo de navegação na internet, e tem sido extremamente bem recebido pelos consumidores até o momento. Em seu mais recente balanço contábil a Apple disse ter vendido mais de 7 milhões de
iPads em seis meses.

Há também a abordagem adotada pela Sony, que insiste na crença de que os consumidores não estão interessados em cores. As telas que exibem texto eletrônico nos e-readers monocromáticos o fazem com uma definição melhor do que as de LCD colorido e consomem muito menos energia, mas não conseguem reproduzir imagens em movimento.

Phil Lubell, vice-presidente de leitura digital da Sony Electronics, disse por e-mail acreditar que os consumidores preferem “uma tela de texto digital mais limpa e livre de reflexos, que proporciona uma experiência de leitura mais envolvente”. [É claro que, na sua própria coletiva de imprensa, o diretor da Barnes & Noble disse que os consumidores “pediram por um e-reader a cores”.]

Apesar de a Sony ter se recusado a divulgar o número exato de e-readers vendidos até o momento, um representante da empresa disse que a marca de um milhão de unidades vendidas já tinha sido “ultrapassado há algum tempo”.

Não podemos nos esquecer de outro concorrente neste mercado de e-readers: o Amazon Kindle. Apesar de não ter sido o primeiro a chegar ao mercado, o Kindle sem dúvida foi um dos lançamentos mais importantes.

Um representante da Amazon não quis comentar os planos futuros da empresa para o Kindle, e nem revelar o número de unidades vendidas até o momento. Analistas acreditam que a Amazon tenha vendido entre 3 milhões e 6 milhões de unidades desde o lançamento do primeiro Kindle em 2007.

Uma versão a cores do competitivo Kindle não deve ser lançada tão cedo. Jeffrey P. Bezos, diretor executivo da Amazon, disse muitas vezes que as cores “não estão prontas para fazer sua grande estreia” em se tratando da próxima geração de e-readers. Bezos também disse anteriormente que Kindles a cores só devem chegar daqui a “muitos anos”.

Esperar pelo desenvolvimento de uma tecnologia a cores mais aprimorada pode beneficiar a Amazon e a Sony, mas é possível que o tiro saia pela culatra. Conforme os consumidores leem uma variedade cada vez maior de conteúdo nos dispositivos a cores que são capazes de exibir vídeos e proporcionam uma experiência mais semelhante à de uma revista, leitores eletrônicos monocromáticos podem rapidamente se tornar um produto dedicado a um mercado pequeno.

Apesar de estas empresas não chegarem a um acordo em relação a como seria o dispositivo perfeito, há algo que está claro nos produtos oferecidos atualmente: a concorrência e a gama de opções no mercado vão sustentar o avanço das inovações e o recuo dos preços por muitos anos ainda.

Por Nick Bilton | Publicado por The New York Times | 30 de outubro de 2010 | 9h01

Assinantes PublishNews têm desconto na Digital Book World 2011


Digital Book World 2011

24-26 de janeiro de 2011, Nova York, NY

Inscreva-se na DBW 2011 até o dia 5/11 e economize 400 dólares!

Faltam menos de 3 meses para o começo da Digital Book World 2011 Conference + Expo, o único evento que trata dos verdadeiros riscos e oportunidades digitais para os editores.

Como Media Sponsor, da Digital Book World, o PublishNews tem orgulho em oferecer aos seus assinantes um desconto especial para a conferência Digital Book World 2011, que acontece de 24 a 26 de janeiro na cidade de Nova York.

Ao se registrar agora usando o código promocional DBWPN, você vai economizar 400 dólares na inscrição. A princípio, esta promoção era válida apenas até 1º de novembro para os clientes e assinantes dos media sponsors do evento. Mas, como brasileiros que somos, conversamos com os organizadores, explicamos a questão do feriado de Finados e, exclusivamente para os assinantes do PublishNews, a inscrição foi prorrogada até a meia-noite do dia 5 de novembro. Basta usar o código promocional DBWPN.

O PublishNews apóia e recomenda o Digital Book World 2011 Conference + Expo como um excelente fórum de discussão e atualização sobre as mais recentes novidades do mercado mundial do livro digital.

Esta oferta promocional só vai até o dia 3 de novembro. Inscreva-se agora para garantir essa oferta especial!

Pesquisa exclusiva da Forrester

O Programa da Digital Book World desse ano incluirá dados exclusivos que só poderão ser encontrados na DBW 2011. Fizemos uma parceria com a Forrester Research para realizar a primeira Pesquisa Anual com Executivos de Editoras, que pede aos líderes do mercado para medirem e informarem suas estratégias,expectativas e incertezas digitais.

A Pesquisa com Executivos de 2011, que será apresentada por James McQuivey, Ph.D, Vice Presidente e Analista Principal na Forrester, vai explorar tópicos como disponibilidade de catálogo de e-books, pirataria de conteúdo, mudanças na equipe e muito mais. Essa pesquisa irá realmente ajudar profissionais do mercado a:

  • Conhecer, junto com sua equipe, a quantidade de alternativas disponíveis na transição digital.
  • Medir seus próprios planos e experiências em relação aos seus pares da indústria.
  • Criar planos digitais para o próximo ano.

Essas informações serão divulgadas exclusivamente no Digital Book World 2011 – você precisa estar lá para saber como posicionar sua empresa. As respostas poderão ser surpreendentes.

Atitudes do consumidor frente aos e-books

Desde a Digital Book World 2010, a parceria BISG / Bowker continuou seu esperado estudo sobre as atitudes dos consumidores em relação à leitura de e-books. Com o lançamento do iPad, descontos agressivos no Kindle e Nook e muito espaço na imprensa para os e-books, 2010 tem sido um divisor de águas para a leitura digital.

Angela Bole, da BISG, apresentará uma atualização do relatório BISG / Bowker com informações fundamentais sobre como os consumidores compram e leem conteúdo digital.

Você vai descobrir:

  • Quem está comprando aparelhos de leitura de e-books dedicados.
  • Quais gêneros são mais populares entre os consumidores de e-book (e quais gêneros eles ainda compram em papel).
  • Tendências importantes do ano passado que você precisa entender para desenvolver sua estratégia digital em 2011.

E muito mais!

Um programa útil e relevante para editores

Faltando poucos dias para você se inscrever economizando 400 dólares, divulgamos uma prévia do programa 2011 que vai apresentar assuntos fundamentais como:

  • Primeiro o conteúdo, depois o formato: Decisões comerciais quando você não começa com um livro físico
  • A mudança da venda direta ao consumidor: Alavancando ferramentas digitais para construir relacionamentos com os leitores
  • Dados de vendas no varejo: Obter, analisar e usar
  • Construindo autores como marcas: Trabalhando com autores que fazem um marketing eficaz
  • Distribuição digital para pequenas e médias editoras

Se você trabalha numa editora, na área editorial, de marketing, digital ou em outro departamento, a Digital Book World 2011 é onde você vai aprender como será seu emprego no futuro. Não dá para perder.

A Digital Book World 2011 é uma iniciativa da F+W Media e da Idea Logical Co.


Inscrição no DBW 2011 tem desconto até o dia 5/11 para assinantes do PublishNews


Nos dias 24, 25 e 26 de janeiro, Nova York vai receber editores do mundo inteiro para a Digital Book World 2011 Conference + Expo, um excelente fórum de discussão e atualização sobre as mais recentes novidades do mercado mundial do livro digital. O PublishNews é Media Sponsor e, por isso, os assinantes da newsletter terão a vantagem de se inscrever até a meia-noite do dia 5 de novembro e economizar US$ 400. Esse prazo, na verdade, era o dia 1º, mas como bons brasileiros, explicamos a questão do feriado de Finados e o prazo foi ampliado para o dia 5. Para aproveitar a promoção, clique aqui e use o código DBWPN.


PublishNews | 29/10/2010

Dia Nacional do Livro


Dia 29 de outubro de 2010 é o Dia Nacional do Livro.

Esse dia foi escolhido porque, há 200 anos, era fundada, no Rio de Janeiro, a Biblioteca Nacional do Brasil. Ela nasceu com 60 mil livros e documentos que a Família Real trouxe de Portugal e hoje conta com mais de 9 milhões de obras. Claro, que os profissionais da cadeia produtiva do livro concorreram para que esse número crescesse. Assim, estão todos de parabéns.

Considerada pela Unesco uma das dez maiores bibliotecas nacionais do mundo, neste ano, a instituição comemora, também, o centenário de fundação do prédio, no Rio de Janeiro. A Biblioteca Nacional abre ao público, no dia 3 de novembro, a exposição “Biblioteca Nacional 200 Anos: Uma Defesa do Infinito”. Av Rio Branco 219, Rio de Janeiro, RJ – Fone [21] 3095 3879. De 2ª a 6ª feira – de 9h às 20h, sábados – de 9h às 15h [entrada até uma hora antes]. O acervo digital está à disposição 24h por dia.

CBL Informa Especial

iPod, Kindle e Game Boy aparecem em lista de melhores gadgets


O iPod [reprodutor de músicas da Apple], o Kindle [leitor de livros eletrônicos da Amazon], o Game Boy [da Nintendo] marcaram presença na lista dos melhores gadgets criados desde 1923 feita pela revista “Time”.

Outros três produtos da Apple estavam presentes: o iPhone e o iPad. Confira a lista completa aqui

De acordo com a revista, a escolha de alguns aparelhos foi simplesmente pelo fato de terem sido pioneiros em suas áreas –e não os realmente melhores.

Quem definiu os nomes foi o editor de tecnologia da revista, Peter Ha.

Folha.com | Tec | 28/10/2010 – 16h25

Os sete segredos do sucesso na publicação de e-books


Mark Coker

No fim de semana de 24 a 26 de setembro, na Self Publishing Book Expo em Nova York, apresentei meus Sete Segredos do Sucesso na Publicação de E-books. Para quem ama o PowerPoint, segue o link da apresentação.

Essa apresentação está baseada em outra anterior sobre como o crescimento de livros independentes transformará o futuro do mercado editorial. Para essa sessão, acrescentei novos materiais, incluindo os sete novos segredos mais um bônus que fala como os autores podem maximizar a viralidade de seus livros.

Os sete segredos [mais um]

1. Escreva um ótimo livro – O tempo do seu leitor é mais valioso do que o bolso dele. Leitores possuem escolhas ilimitadas para conteúdo de alta qualidade, então autores devem respeitar o tempo do leitor ao publicar livros com a mais alta qualidade possível. Como editor, é sua responsabilidade fazer o que muitos editores tradicionais fazem tão bem: honrar o processo de edição e revisão.

2. Escreva outro grande livro – Os autores de best-sellers da Smashwords possuem uma lista de obras. Pense em cada livro como um anzol no oceano. Quando cada livro cruza referências com outros livros através de links simples [tanto dentro do livro quanto dentro dos sistemas de vendas], você cria uma rede. Uma lista de obras também oferece a oportunidade de ganhar a confiança do leitor. Depois que o leitor confia que você irá respeitar seu tempo com um bom livro, ele estará mais inclinado a conhecer e comprar seus outros títulos.

3. Maximize a distribuição – Disponibilidade é o precursor da descoberta. Se o seu livro não é encontrado facilmente em vários lugares, por assunto ou tema em vários sistemas de busca, ou por keywords ou categorias nos sites de livrarias, ele acaba sendo invisível. Consiga que seus livros sejam distribuídos no maior número de livrarias online possível. Muitos leitores vão a uma livraria com a intenção de conseguir uma boa leitura e não estão procurando necessariamente um título específico, então se o seu livro não está lá, não será encontrado nem comprado. Algumas das mesmas regras do mercado editorial tradicional valem para os e-books. Quanto mais livrarias tiverem o seu livro, mais chances você terá de se conectar a um leitor.

4. Dê [alguns dos] seus livros de GRAÇA – Os escritores de maior sucesso na Smashwords oferecem pelo menos um livro de graça. GRÁTIS é um dos segredos menos compreendidos e mais mal utilizados no marketing de e-books. Isso funciona melhor se você tem uma boa quantidade de livros.

5. Confie nos seus leitores e parceiros – Alguns autores não publicam e-books por medo da pirataria. Isso é besteira. A pirataria não pode ser evitada. J.K. Rowling não publica e-books, e mesmo assim, poucas horas depois de cada lançamento de algum livro da série Harry Potter, seus livros estavam disponíveis online em e-books pirateados. Não torne difícil para seus fãs comprar cópias legítimas do seu livro. Confie que seus leitores irão honrar o seu direito de autor [e para os que não vão honrar, não há nada que você possa fazer]. Se limitar o acesso ao seu livro infectando-o com DRM, vai acabar limitando sua capacidade de se conectar com os seus leitores. Na semana passada, durante uma viagem ao Brasil, falei numa apresentação sobre e-books patrocinada pela Singular Digital junto com Rodrigo Paranhos Velloso, diretor de desenvolvimento de negócios da Google América Latina. Rodrigo fez uma observação absolutamente brilhante sobre DRM. Ele disse: “Quando você coloca DRM em algo, faz com que as versões sem DRM tenham mais valor”. Em outras palavras, quando você usa DRM, encoraja a pirataria.

6. Tenha paciência – Demora tempo para construir a sua editora. Ao contrário das editoras tradicionais com livros impressos, que chegam às prateleiras e geralmente se esgotam logo, os e-books são imortais. Quando o seu livro chega a um novo ponto de venda, pense como se fosse uma muda. Com tempo e se você regar direito, ele tem a chance de construir raízes profundas [resenhas de leitores, ranking de vendas, SEO]. Nunca retire seu livro das prateleiras de um ponto de venda porque está insatisfeito com suas vendas comparadas com a de outros pontos de venda [veja acima o item sobre distribuição].

7. O marketing começa ontem – Comece a construir a sua plataforma de marketing antes de terminar o seu livro e depois invista tempo todo dia para continuar construindo e fazer crescer essa plataforma. Implemente uma estratégia de mídia social sólida. Participe em redes sociais e, mais importante, contribua com sua rede social. Se você pensar em seus seguidores no Facebook e no Twitter como possíveis compradores, vai acabar se dando mal. Em vez disso, acrescente valor. Ajude outros escritores a serem bem-sucedidos. Quando chegar a hora de lançar o seu livro, os seus amigos das redes sociais vão querer retornar o favor abrindo inesperadas portas, cheias de oportunidades.

8. Arquiteto da viralidadeNa apresentação, descrevi meu conceito de “primeiro leitor”, a pessoa que você convence a comprar o seu livro. Todo leitor é um primeiro leitor. Se o seu livro for bem recebido por eles, acabarão ajudando a promovê-lo para os amigos. Se não for bem recebido, não irão promovê-lo. Como são os leitores que determinarão o sucesso do seu livro, você, como autor ou editor, pode dar passos para facilitar a viralidade [boca a boca] do seu livro. A apresentação mostra esses passos, bem como evitar o que eu chamo de Decadência Viral e Viralidade Negativa.

Texto escrito por Mark Coker | Publicado originalmente no PublishNews | 28/10/2010

Senado francês aprova lei do preço fixo para e-books


A França está procurando formas de proteger suas pequenas livrarias e editoras de gigantes como a Amazon, a Apple e o Google, e na noite desta terça-feira [26], o senado aprovou, por unanimidade, a proposta de lei que fixa os preços dos e-books. Até agora, os e-books não estavam incluídos na famosa lei Lang, que proíbe a venda de livros com mais de 5% de desconto no preço de capa. O ministro da Cultura e da Comunicação, Fréderic Mitterrand, expressou sua satisfação com a votação, embora o Actualitté, um blog sobre o mercado editorial, tenha chamado isso de “catástrofe”, citando protecionismo e também o fato de que bibliotecas não poderão oferecer e-books assim que eles forem lançados devido a um dos artigos da proposta de lei.

Por Olivia Snaije | Publishing Perspectives | 27/10/2010 |

O estado atual do mercado de e-book


Mike Shatzkin

Tive a chance, nessa semana, de conversar com uma pessoa muito inteligente de uma empresa que trabalha bastante com editores de livros. Algumas coisas saíram dessa conversa – um dos meus colaboradores favoritos, Mark Bide, sempre observa que “aprendemos muitos conversando” – e vale a pena publicá-las [enquanto preservo o anonimato do meu amigo].

Conversamos sobre a atual situação da distribuição do e-book: modelo de agência, modelo de distribuidora e o que está sendo chamar de modelo “híbrido”, mas que eu simplesmente chamo de “uma confusão que não se sustentará” [notem que essa é uma conversa e análise pré-Google Editions; quando o GE chegar, será um divisor de águas e mudará muitas coisas, mas sem saber se ela começará na semana que vem, no mês que vem ou no próximo ano, essa análise tem a ver com as coisas acontecendo agora].

Nossa conversa chegou a cinco conclusões:

– O modelo “híbrido” para distribuição de e-Book, pelo qual alguns editores estão vendendo para a Apple em termos de agência e para Amazon como distribuidora, é arriscado e provavelmente não vai durar.
– A Amazon está garantindo seus interesses ao forçar algumas editoras a adotar o modelo híbrido.
– A iBookstore poderia pode estar com um grande problema e vai ser difícil construir uma base de títulos que lhe dê uma posição sustentável de vendas.
– Grandes editoras são forçadas a serem falsas em sua estratégia ou o que deveria ser sua estratégia: manter as vendas de livros impressos o mais robustas possível, pela maior quantidade de tempo possível.
– A Amazon também é forçada a ser falsa em sua estratégia, ou o que deveria ser sua estratégia: conseguir o maior número de leitores possível para seu aparelho Kindle porque, do jeito que é hoje, a única maneira fácil de colocar um livro num Kindle é comprando da Amazon.

O modelo híbrido


Quando a Apple abriu a iBookstore, eles “insistiram” no modelo de agência, no qual os editores colocam o preço de venda e pagam uma porcentagem fixa [dizem que de 30%] para o “agente” cujo site faz a venda. Isso se diferencia do modelo de distribuidora, no qual o editor “vende” o livro para a loja web que depois o revende pelo preço que quiser ao consumidor.

Como a Amazon tem muito dinheiro e teve o primeiro leitor de e-Book bem-sucedido do mercado não tinha problema em dar bons descontos a grandes best-sellers para conquistar market share [Vejam que a Amazon sempre afirmou que sua margem vinha dos livros e sempre teve lucro com a venda do Kindle. O que me contaram uma vez, foi que 4% dos títulos tinham descontos abaixo dos custos e eram responsáveis por 25% das vendas. Esse dado era de antes dos iBooks e o modelo de agência ter reduzido o número de títulos com grandes descontos].

Quando cinco das seis grandes editoras apresentaram a decisão à Amazon de mudar para o modelo de agência, ela concordou em mudar [depois de criar obstáculos inicialmente, no famoso caso de tirar temporariamente o botão de compras da Macmillan], mas só para as cinco editoras. Todas as outras tiveram de manter as condições de distribuição, permitindo que continuassem com os descontos.

Algumas poucas editoras responderam tentando trabalhar nos dois modelos. Isso exige algum jogo de cintura porque o preço que o editor estabelece para um livro no modelo agência [que é o que o público irá pagar] é consideravelmente menor – metade ou menos da metade – do preço que um editor estabelece para basear o desconto se estiverem vendendo no modelo distribuidora. Então um livro impresso que custa US$ 30 poderia se tornar um e-Book de US$ 30 para a distribuidora, com a loja pagando US$ 15 e talvez cobrando US$ 9,99. O mesmo livro teria um preço de US$ 12,99 ou US$ 14,99 na agência, com o editor recebendo 70% disso [entre US$ 9,09 ou US$ 10,49]. Mas não é isso que torna o modelo insustentável.

O acordo estilo agência com a Apple aparentemente [eu nunca vi um contrato] permite que a empresa equipare o preço com o que os outros cobram na web. Então, se a Amazon realmente vende o livro acima por US$ 9,99 e a Apple equipara o valor, eles só devem pagar US$ 6,99 ao editor! Por quanto tempo vocês acham que a Amazon ficaria pagando mais do que o dobro da concorrência? Por quanto você aceitaria isso?

Eu falei com um editor que usa os dois modelos: ele não tinha achado que a situação era insustentável. A Apple o avisa sobre livros que precisam de reajuste de preço, mas até agora o número foi pequeno e não havia nenhum best-seller importante que distorceria a questão. Mas esse editor, e qualquer outro tentando trabalhar nos dois modelos, deve se sentir bastante vulnerável e, de alguma forma, temer o best-seller incontrolável que poderia começar uma espiral de cortes de preços.

O interesse da Amazon


O objetivo da Amazon aqui é desencorajar editores de colocar seus livros na loja da Apple. Nisso, eles parecem ter sucesso. A iBookstore se tornou uma loja de shopping center: tem a maioria dos best-sellers [nem todos, porque a Random House não está] e não muito mais. Enquanto isso, a Amazon e a Barnes & Noble [e Kobo, apesar de repercussões ruins na imprensa em relação a alguns acordos com pequenas editoras] estão construindo seleções cada vez maiores de títulos. Com a paridade de preços, no mínimo, e o fato de que qualquer pessoa que use o iBooks [um e-Reader para iPad ou iPhone] poderia também facilmente comprar seus e-Books de qualquer uma das outras três grandes lojas – a postura dura da Amazon está fazendo com que muitas editoras pequenas ou médias questionem se precisam estar na loja da Apple.

O que acontece com a iBooks?


É difícil para mim ver muito futuro na iBook a menos que eles amenizem sua postura sobre comprar somente como agência ou, ainda menos provável, a menos que a Amazon amenize sua postura sobre aceitar livros de editores fora do grupo das Cinco Grandes somente em termos de distribuidora. A diferença entre o que eles têm a vender e o que outras grandes lojas têm vai continuar a crescer. Todas as outras três [e o The Copia por falar nisso, quando eles inaugurarem o site] vendem e-Books que podem ser lidos em muitos aparelhos. Compras de iBooks só podem ser lidas em um iPad ou iPhone. Com o tempo, a única razão que posso pensar para alguém comprar na iBooks seria usar o recurso de duas páginas em seu iPad. Se existe alguma outra proposta que possa atrair um comprador, não sei qual é.

Além do mais, a Apple não dedicou os mesmos esforços que seus concorrentes para conseguir mais livros. Eles possuem menos pessoas e menos interação com editores. É como se não ligassem se a iBooks vive ou morre. E talvez não se importem mesmo, já que qualquer pessoa que possui um dos seus aparelhos consegue ler livros com conteúdo da Amazon, B&N ou Kobo.

O que os editores não podem ou não querem falar


Escrevi e falei muitas vezes, desde 2007 e até antes, que grandes editoras gerais dependem de uma rede de livrarias para sobreviver. A proposta central é “colocar livros nas prateleiras”; é isso que exige a escala e o conhecimento que eles possuem e contra o qual mais ninguém pode competir. Quando o espaço na prateleira da loja desaparece, não há muita coisa que um grande editor possa fazer que não possa ser copiado por alguém com dinheiro para juntar uma equipe de freelancers e enxertá-los em alguma empresa de fornecimento de serviços.

Mas como a resposta à minha pergunta “por que você está matando as livrarias” que foi tema de um post aqui alguns meses atrás deixou claro, “defender o velho modelo” é uma posição muito impopular que simplesmente cai no ridículo. Nenhuma grande editora vai dizer que essa é a estratégia deles: evitar o domínio do e-Book para salvar os livros impressos, mas eles seriam estúpidos se não pensassem assim.

O que a Amazon não pode ou não quer falar


Mas se a Amazon gosta de ridicularizar editoras por colocarem preços absurdos [algo que as editoras estão fazendo para manter os preços altos e restringir o movimento de papel para digital], eles também não falam sobre a estratégia central: levar o maior número possível de leitores para o Kindle. Apesar de poder comprar de quem quiser para ler num iPad, na prática, você só pode comprar da Amazon se quiser ler num Kindle. Todo leitor “convertido” ao Kindle é um consumidor perdido para todas as outras lojas.

Então enquanto as editoras dizem qualquer coisa menos “precisamos diminuir a velocidade da mudança para o digital” quando falam em “manter a percepção de valor” ou “os custos que existem nos e-Books” como justificativa para as políticas de agência e de preços, a Amazon é igualmente falsa quando fala em preços para suas edições Kindle. “Oferecer grande valor aos consumidores” e “preços de acordo com algoritmos científicos” são explicações muito mais palatáveis do que “estamos tentando conquistar o máximo de mercado, avançar o máximo que conseguirmos”.

Tenho um amigo em uma das grandes editoras que só analisa o mercado e pensa em estratégia o dia todo, um dos poucos empregos no mercado editorial que eu até poderia realizar! Ele é muito inteligente. Por isso me disse que não está convencido de que colocar preços mais altos nos e-Books irá impedir que as pessoas deixem os livros em papel. Posso acreditar que ele veja isso em dados, mas não consigo acreditar que seja verdade em relação ao diferencial de preços. Manter os preços dos e-Books altos também tem a ver com preservar os ganhos enquanto o mercado muda para o digital, mas o meu palpite aqui é que também não deixa de ser uma forma de manter as pessoas com os livros impressos por mais tempo do que se a atração dos preços para mudar fosse mais forte.

Este texto foi escrito por Mike Shatzkin | E publicado publicado originalmente no blog The Idea Logical Blog | Traduzido e publicado no Brasil por PublishNews | 27/10/2010

Nook, agora em cores


Nookcolor

A Barnes & Noble, maior rede de livrarias dos EUA, anunciou ontem o lançamento de seu e-reader Nookcolor. Como o próprio nome já diz, a grande novidade é a tela colorida do equipamento. Na verdade, trata-se de um tablet de 7 polegadas com sistema operacional Android que será vendido a US$ 249 a partir de 19 de novembro,  data oficial de lançamento. O outro e-reader da empresa, o Nook tradicional, lançado cerca de um ano atrás, com uma tela monocromática com e-ink e outra colorida com touchscreen para interface, é vendido atualmente por US$ 149.

A tela do Nookcolor vem com touchscreen o que faz com que o aparelho seja uma espécie de iPad para leitura, sem todos os outros megarrecursos do atual objeto de desejo da Apple. A princípio, o Nookcolor deve rivalizar diretamente com o iPad na leitura de revistas, área em que este último era imbatível. O programa LendMe™, que permite aos usuários de Nook emprestarem gratuitamente  livros por até 14 dias a amigos continua valendo no Nookcolor. E, agora, também será possível pedir livros emprestados das bibliotecas de amigos.

O equipamento não possui 3G mas tem WiFi. E é graças à conexão sem fio que a Barnes & Noble está lançando o programa Read In Store™, o qual permitirá que os usuários dos Nooks leiam e-books inteiros nas lojas físicas da rede por até uma hora por dia.

Por Carlo Carrenho | Publicado originalmente em Tipos Digitais | 27/10/2010

Barnes & Noble lança novo tablet


O Nook Color tem tela touch screen colorida e chega ao mercado por US$ 289

Parece que a Barnes & Noble não quer deixar o Kindle ou o iPad ganhar o cenário dos e-books. Para entrar de novo no competitivo mercado dos tablets, a empresa acaba de anunciar o sucessor do Nook, o Nook Color.

Como o próprio nome indica, o tablet é colorido, touch screen e possui um display de 7 polegadas. Ele pesa pouco menos de 1kg e tem 8GB de memória interna, que pode ser expandida até 32GB com cartão microSD. O e-reader também possui um fone de ouvido estéreo de 3,5 mm, suporta Wi-Fi e vem com uma micro-porta USB.

A bateria do tablet dura até oito horas com o Wi-Fi desligado e pode reproduzir arquivos de áudio e vídeo mp4. Ele suporta EPUB, PDF e TXT, assim como os formatos de arquivos do pacote Office. O Nook Color, assim como o original, usa o sistema operacional Android da Google.

Outra novidade é que a empresa está divulgando a inclusão de aplicativos como Pandora, jogos de xadrez e Sudoku, além de apostar na plataforma dedicada a livros infantis, a Nook Kids. O tablet chega ao mercado americano no dia 19 de novembro por US$ 249 e estará disponível para pré-venda.

Olhar Digital | 27 de Outubro de 2010 | 15:40h

Leitor de livros eletrônicos Nook ganha tela colorida


A rede de livrarias americana Barnes & Noble lançou nesta terça-feira [26] uma nova versão de seu leitor de livros eletrônicos, o Nook, com tela colorida de sete polegadas.

O e-reader roda Android, sistema operacional móvel do Google, mas não tem acesso ao Market, loja de aplicativos da gigante das buscas.

Com Wi-Fi, o novo Nook inclui um navegador de internet, jogos de palavras cruzadas, Sudoku e xadrez, além de um programa para ouvir o serviço de música on-line Pandora.

É possível usar o Nook como tocador de música, de audiolivros e de vídeos no formato MP4.

Nova versão do Nook, leitor de livros eletrônicos da rede de livrarias Barnes & Noble, agora com tela colorida.

A tela de LCD sensível ao toque do aparelho tem resolução de 1.024×600 pixels e 16 milhões de cores.

Além do armazenamento interno, de 8 Gbytes – suficiente para 6 mil e-books, segundo a empresa -, é possível usar cartões microSD de até 32 Gbytes.

A empresa promete autonomia de oito horas com Wi-Fi desligado.

O aparelho tem acesso a 2 milhões de títulos, entre livros, jornais, revistas, de acordo com a Barnes & Noble.

Em pré-venda nos EUA, o novo Nook custa US$ 249 e tem previsão de entrega para 19 de novembro.

A versão original do e-reader, que custa US$ 149 e continua à venda, tem duas telas: uma grande, em preto e branco [com tecnologia E Ink, a mesma do Kindle, da Amazon] e outra pequena, colorida.

Segundo a Barnes & Noble, o Nook detém 20% do mercado de leitores de livros eletrônicos nos EUA, liderado pelo Kindle.

Folha.com | Tec | 27/10/2010 – 08h08

Amazon vende duas vezes mais best-sellers digitais que impressos


A venda de livros eletrônicos pela Amazon neste ano triplicam às do mesmo período de 2009, fazendo com que a empresa, que nasceu como uma livraria pela internet há 15 anos, vendesse duas vezes mais best-sellers em formato digital do que impressos.

A companhia americana, que comercializa seu próprio leitor de livros eletrônicos, o Kindle, revelou por meio de um comunicado que, no último mês, as vendas em formato digital superaram as impressas tanto entre os dez mais vendidos quanto entre os 25, os cem e os mil com mais saídas.

Venda de livros eletrônicos pela Amazon neste ano triplicam às do mesmo período de 2009, segundo informou a companhia hoje. Photo: Ben Margot -6.out.09/AP

Para o vice-presidente da empresa, Steve Kessel, este marco tem mais importância se for levado em conta que a Amazon, que se transformou na maior loja pela internet dos Estados Unidos de todo tipo de produtos, “vendeu livros impressos nos últimos 15 anos, e para Kindle apenas nos últimos 36 meses“.

Apesar destes avanços, a companhia com sede em Seattle, no estado americano de Washington, mantém sua política de não divulgar os dados exatos sobre quantos leitores Kindle vende, mas garante que é o produto mais comercializado de sua história.

Na semana passada, a Amazon informou que ganhou US$ 736 milhões [US$ 1,62 por ação] nos nove primeiros meses de 2010, o que significa um aumento de 42% em relação ao mesmo período de 2009.

Apenas no terceiro trimestre do ano, seu lucro líquido aumentou 16% em relação ao mesmo período do ano anterior, chegando a US$ 231 milhões [US$ 0,51 por ação].

Estes aumentos foram possíveis graças ao aumento do faturamento, que no terceiro trimestre cresceu 38,7%, para US$ 7,56 bilhões, e neste ano 41,8%, para US$ 21,257 bilhões.

DA EFE, EM NOVA YORK | Publicado por Folha.com – TEC | 26/10/2010 – 16h13

Irã anuncia que lançará enciclopédia sobre islamismo


O Irã colocará no ar a Wiki-fiqh, uma enciclopédia similar a existente na internet, porém exclusivamente dedicada a divulgar e esclarecer aspectos da filosofia e da religião islâmica.

Os artigos serão escritos por estudantes dos seminários islâmicos, cuja identidade será pública e farão parte de uma rede“, explicou o diretor do Organismo para a Propagação da Ideologia Islâmica, Mehdi Khamoushi.

Em declarações à agência de notícias local Mehr, o clérigo ressaltou a importância de “colocar o Islã no ciberespaço em um momento no qual a rápida comunicação eletrônica conecta a gente de todo o mundo“.

Além disso, apontou a importância das redes sociais e das enciclopédias online como fonte de conhecimento e de discussão acadêmica.

A iniciativa vai contra a censura das autoridades iranianas, que bloquearam milhares de acessos aos sites para preservar os bons costumes.

No Irã não se pode acessar livremente redes sociais como Twitter ou Facebook, nem mesmo ler sites sobre sexo, direitos da mulher e medicina.

DA EFE, EM TEERÃ | Publicado pela Folha.com | TEC | 26/10/2010 – 15h18

Laboratório de criação agora online


Está no ar há dois meses uma nova comunidade online de escritores, a Quilliant.com. A ideia é recriar as clássicas oficinas de criação literária na internet. Conforme o fundador Chris Vannozzi explica na Publishing Perspectives, você cria um perfil e conta que tipo de escrito é – romancista, poeta, dramaturgo etc. O site vai conectar o novo usuário com os outros escritores que tiverem o perfil parecido e então o grupo está formado. Por lá, será possível trabalhar colaborativamente, trocar ideias e comentar os textos. Ainda de acordo com Vannozzi, o objetivo é ajudar os escritores a serem lidos. Para ler mais sobre a iniciativa britânica, em inglês, clique aqui.

PublishNews | 26/10/2010

Novo blog discute o futuro digital do livro


Muito se fala informalmente sobre o livro digital, mas há pouca fonte de informação sobre o assunto em português. O PublishNews procura compensar essa carência diariamente com notícias frescas do mercado internacional e de cada passo dado por uma editora ou livraria daqui rumo a esse novo modelo de negócio. Hoje, com a chegada do blog Tipos Digitais, a informação virá mais completa. Nele, Carlo Carrenho, diretor do PublishNews, pretende analisar o mercado do livro digital, sempre do ponto de vista que interesse ao mercado brasileiro, mas sem perder o foco nas experiências internacionais. “A revolução digital já começou e está acontecendo com uma rapidez assustadora. Criei esse blog para apresentar as tendências internacionais e analisar o que ocorre no Brasil. Tipos Digitais está também no Twitter. Para seguir, basta clicar. Acesse o blog: www.tiposdigitais.com.

PublishNews | 26/10/2010

Amazon vende mais best-sellers em e-book


A nova geração do Kindle já é o produto de venda mais rápida na Amazon.com e na Amazon.co.uk. Desde o seu lançamento, há 3 meses, foram vendidos mais leitores do que entre outubro e dezembro de 2009. “Ainda é outubro e nós já vendemos mais Kindles do que no último trimestre do ano passado, que costuma ser o momento mais movimentado do ano na Amazon”, disse em comunicado o vice-presidente da empresa, Steve Kessel. Além disso, a Amazon informou que as vendas de e-books continuam superando as de livros impressos na Amazon.com [mesmo com o crescimento da venda do livro no formato tradicional]. Nos últimos 30 dias, os clientes da empresa compraram mais edições digitais dos 100 primeiros títulos das listas de mais vendidos do que livros impressos. “Para a lista dos 10 mais vendidos, os clientes estão optando pelos e-books ao invés de escolher impressos numa relação de dois para um”.

PublishNews | 26/10/2010

Tudo o que Fernando Pessoa leu chega à web


Livros acompanharam o poeta desde a adolescência, na época em que ele ainda morava na África do Sul

Conhecer o que lia Fernando Pessoa, as anotações que fazia nos seus livros, como ideias para poemas surgiam durante suas leituras. Agora, isso vai ser possível a qualquer pessoa: já está disponível na internet a biblioteca digital do poeta português, no site da casa-museu dedicada a ele [http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt].

Página do livro 'De Profundis' e 'The Ballad of Reading Gaol', de Oscar Wilde

Os livros são os que acompanharam o poeta desde a adolescência – na época em que ele ainda morava na África do Sul. “O livro mais antigo é do século 19, quando Pessoa tinha 12 a 14 anos. São livros que vão desde essa época até sua morte, com 47 anos“, conta o professor Jerônimo Pizarro, responsável pelo trabalho. O último livro foi parar na biblioteca do escritor em outubro de 1935, um mês antes de sua morte.

No total, o espólio de Fernando Pessoa que está na casa-museu reúne 1.312 títulos. No entanto, apenas pouco mais de 1.100 estarão disponíveis para consulta. “Não podemos colocar na internet todos os livros, por motivos de direitos autorais, porque alguns ainda não caíram no domínio público. Por exemplo, a família do poeta Antônio Boto não autorizou que os livros dele estivessem na rede, mas ainda vou falar novamente com eles“, relata Pizarro. A legislação portuguesa prevê que os livros caiam no domínio público 70 anos após a morte do autor.

Pyp. Uma parte dos livros tem anotações feitas por Pessoa. Pizarro conta que nas margens dos livros aparecem os pré-heterônimos, o primeiro deles em um livro de quando Pessoa tinha perto de 15 anos. “Num livro de latim de 1904 aparece o nome de F. Pyps. Um dos primeiros heterônimos a assinar um poema em português é Pyp.

Ele conta que o acesso à biblioteca também vai permitir entender como Pessoa construía seu pensamentos. Pizarro diz que os livros com mais anotações de Pessoa são os que ele leu durante a adolescência.

Por Jair Rattner | Publicado originalmente em O Estado de S. Paulo | 26 de outubro de 2010 | 7h 00

MinC divulga selecionados para edital de livros em formatos acessíveis


O Ministério da Cultura publicou hoje [25 de outubro], no Diário Oficial da União  [Seção1, páginas 24/25] portaria com o resultado final do Edital de Fomento à Produção, Difusão e Distribuição de Livros em Formato Acessível. Com a disponibilização de verba adicional e avaliação de recursos dos não-classificados, o número de selecionados passou de sete para 10, totalizando R$ 1,23 milhão.

As 10 instituições selecionadas deverão cadastrar o projeto contemplado no  Portal dos Convênios SICONV [www.convenios.gov.br], no período de 25 de outubro a 24 de novembro de 2010. Aqueles que não cadastrem suas propostas serão automaticamente desclassificados.

Na primeira categoria, voltada para a criação de centros de produção de livros acessíveis, foram contemplados quatro propostas.  O Instituto de Cegos da Paraíba Adalgisa Cunha apresentou o projeto que visa implantar um Centro de Produção de Livros em Formato Acessível para pessoas com deficiência visual no Nordeste, com capacidade para publicação de 10 títulos por mês em Braille e outros 10 títulos por mês em formato Daisy ou Voz Sintetizada. O Instituto Sul Matogrossense para Cegos “Florivaldo Vargas” também irá implantar um centro, com mesma capacidade de produção, voltado para atender o Centro-Oeste. Já o Instituto dos Cegos do Brasil Central vai ampliar o serviço de adaptação e transição de títulos para o Sistema Braille, diversificando a produção acessível para os formatos DAISY e Voz, com capacidade para, no mínimo, 12 matrizes de títulos ao mês. Por sua vez, a Associação de e para Cegos do Pará irá implantar um Centro de Produção de Livros em Formato Acessível para pessoas com deficiência visual para atender a região Norte.

Na segunda categoria, destinada a fomentar a produção e a distribuição dos livros, foram selecionados três projetos. A Fundação Dorina Nowill para Cegos, com o projeto Ler sem Ver, pretende publicar, reproduzir e distribuir gratuitamente 90 kits literários contendo 68 títulos em formato acessível.  Com o recurso do edital, o Centro SUVAG de Pernambuco  pretende publicar, reproduzir e distribuir 700 exemplares do livro O Olhar Tátil: 12 Gravuras de Gilvan Samico. Já a Associação de Cegos do Rio Grande do Sul [ACERGS] vai produzir 40 novos títulos literários, falados em voz sintetizada, 40 novos títulos literários em formato Daisy e 10 novos títulos literários em formato Braille. Além disso, vai replicar e distribuir 2.000 exemplares em voz sintetizada, 2.000 exemplares em Daisy e 100 exemplares em Braille.

A terceira categoria do edital é destinada à capacitação e difusão. Nesta categoria foram selecionados três projetos. A Fundação Dorina Nowill para Cegos irá capacitar profissionais de três organizações indicadas pela ONCB [Organização Nacional de Cegos do Brasil] e pelo Ministério da Cultura para produção e reprodução de livros acessíveis em dois formatos: livros digitais DAISY e livros falados com voz sintetizada [VS].  A Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual [LARAMARA] irá capacitar 25 profissionais de diferentes segmentos para fazerem uso da Audiodescrição no desenvolvimento de suas funções. Por sua vez, a ACERGS irá desenvolver e implantar o portal da Rede Nacional de Produção do Livro Acessível e capacitar dois administradores da rede por centro de produção.

A previsão do MinC é que todos os projetos selecionados sejam iniciados em dezembro deste ano. A lista completa dos selecionados está no link Editais do site do ministério.

Ascom MinC | 25/10/2010

Usuários do Kindle poderão emprestar e-books


Até o fim do ano, a Amazon vai permitir que usuários do Kindle emprestem os livros que já compraram para outros usuários do e-reader ou do aplicativo Kindle. Esse empréstimo vai durar 14 dias e só poderá ser feito uma única vez. Nesse período, o proprietário do livro não poderá lê-lo. Nem todos os e-books poderão ser emprestados. Isso fica a critério das editoras e dos detentores dos direitos autorais, que vão determinar o que poderá, ou não, ser dividido. Neste domingo [24], o colunista do PublishNews Mike Shatzkin comentou o caso em seu blog, relembrando que um e-book não é algo comprado da mesma forma que um livro impresso ou uma caixa de chocolate. Para ler o texto, em inglês, clique aqui.

PublishNews | 25/10/2010

Eles ainda preferem o papel


Eles escrevem mensagens de texto para os amigos o dia inteiro. À noite, pesquisam para trabalhos em laptops e se comunicam com os pais pelo Skype. Mas, quando caminham pelos gramados das universidades, estudantes americanos ainda carregam livros pesados e antiquados – e adoram isto. “O texto impresso nunca tem o inconveniente de sumir da tela”, diz Faton Begolli, universitária de Boston. “Também não pega vírus. Sem livros, estudar não seria a mesma coisa. Eles definem há mil anos o conceito de academia.

Segundo a Associação Nacional de Livrarias Universitárias, os livros digitais representam apenas 3% das vendas deste segmento, embora a associação preveja que eles deverão crescer para algo entre 10% e 15% até 2012, à medida que novos títulos ficarem disponíveis. Em dois estudos recentes – um da associação e outro da rede Student Public Interest Research Groups –, 75% dos entrevistados disseram que ainda preferem o livro impresso. Muitos relutam em abrir mão da possibilidade de folhear rapidamente as páginas, escrever nas margens e assinalar trechos, embora novos aplicativos já permitam fazer isso na tela. “Esses estudantes cresceram aprendendo em impressos”, diz Nicole Allen, diretora da Student Public Interest Research Groups. “Na transição para o ensino superior, não surpreende que eles continuem preferindo um formato com o qual estão acostumados”.

Essa lealdade tem um preço. O gasto com títulos dos cursos universitários aumentou quatro vezes mais que a inflação nos últimos anos. O custo médio no ano letivo varia de US$ 700 a US$ 900. A frustração dos estudantes com esse gasto e o surgimento de novas tecnologias criaram uma série de opções. Sites como Amazon e Textbooks.com vendem livros novos e usados. Há vários serviços via web que alugam títulos durante o semestre. Este ano, cerca de 1.500 livrarias universitárias oferecem a opção do aluguel – eram apenas 300 em 2009.

No Hamilton College, universidade que parece saída de um pôster de propaganda, em Clinton, norte do Estado de Nova York, alunos encontraram outro modo de evitar intermediários. Um site sem fins lucrativos criado este ano lhes permite vender obras impressas usadas diretamente aos colegas. Uma comparação feita nas livrarias universitárias mostrou a quanto chega a diferença de preços. Um livro de Direito Constitucional, por exemplo, custava US$ 189,85 novo, US$ 142,40 usado e US$ 85,45 para alugar – um título eletrônico em geral é mais barato do que um livro usado e mais caro que o aluguel. Na quinta-feira, alunos de mais de 40 universidades de todos os Estados Unidos planejam realizar um Dia de Ação dos Livros de Texto Acessíveis, organizado pelo Student Public Interest Research Groups. O objetivo do evento é convencer os professores a escolher textos mais baratos ou os que são oferecidos gratuitamente online.

No semestre passado, aluguei os textos para psicologia, e foi mais barato. Mas para matérias como química orgânica, preciso conservar o impresso”, diz Victoria Adesoba, estudante do curso preparatório de Medicina da New York University. “Livros digitais são bons, mas é tão tentador acessar o Facebook, mesmo com o risco de acabar com a vista.” Apesar disso, a Barnes & Noble College Booksellers trabalha a todo vapor para vender sua nova ferramenta NOOKstudy, que permitirá aos estudantes navegar pelos textos digitais em Macs e PCs. A companhia, que opera 636 livrarias universitárias em todo o país, como a da Hamilton, lançou o novo aplicativo em meados do ano. O aumento das vendas esbarra, porém, no número de títulos. Na Hamilton, por exemplo, só 20% deles são vendidos como textos digitais. Enquanto isso, o custo dos livros universitários virou motivo de preocupação de políticos. No mês passado, o senador republicano Charles Schumer pediu às livrarias universitárias que estimulem o aluguel de livros. O motivo: pesquisa feita pelo seu gabinete em 38 livrarias de câmpus de Nova York e Long Island apurou que 16 delas não oferecem essa opção.

Lisa W. Foderaro | The New York Times | 25/10/2010

Amazon vai permitir empréstimo de e-books


Até o fim do ano, a Amazon vai permitir que usuários do Kindle emprestem os livros que já compraram para outros usuários do e-reader ou do aplicativo Kindle. Esse empréstimo vai durar 14 dias e só poderá ser feito uma única vez. Nesse período, o proprietário do livro não poderá lê-lo. Nem todos os e-books poderão ser emprestados. Isso fica a critério das editoras e dos detentores dos direitos autorais, que vão determinar o que poderá, ou não, ser dividido. Neste domingo [24], o colunista do PublishNews Mike Shatzkin comentou o caso em seu blog, relembrando que um e-book não é algo comprado da mesma forma que um livro impresso ou uma caixa de chocolate.

PublishNews | 25/10/2010

Sete coisas digitais que todo editor deve fazer


A revolução digital assusta. Ela está acontecendo em uma velocidade incrível e vai afetar vários aspectos do mercado editorial. É natural, portanto, que todos estejamos um pouco apreensivos. No entanto, a pior atitude seria ficar só olhando o futuro digital chegar sem fazer nada. Pensando nisso, aqui estão sete coisas que todo editor tem de fazer:

1. Começar hoje
É isto mesmo. Chega de discutir, de argumentar que o e-book vai demorar ou que vai acabar com o livro em papel. Seja qual for o futuro, próximo ou longínquo, o e-book fará parte dele. Por isso, quanto antes se começar melhor. É claro que não estou dizendo para fazer loucuras ou abandonar o negócio de papel. O que estou sugerindo é que todo editor já deveria começar a fazer experimentações com o formato digital, preparando seus livros ou publicando alguma obra em e-book. Como é um processo relativamente barato – sem estoque, lembra? –, vale a pena começar a brincar.

2. Evitar contratos de exclusividade ou muito longos
A verdade é que hoje há mais dúvidas que respostas. Mais dilemas que soluções. Por isso mesmo, ninguém deve aceitar contratos de exclusividade ou que amarrem a empresa por mais de dois anos. As mudanças têm sido tão rápidas que, em 24 meses, tudo pode estar diferente.

3. Repensar descontos comerciais
A composição do cuto do livro digital é bastante diferente de um livro físico. A eliminação de despesas de impressão, logística e estoque terá influência direta não só sobre o preço mas sobre todas as relações comerciais da cadeia do livro. O livro digital, portanto, traz possibilidades de se renegociar descontos e de se repensar todo o modelo comercial. Os direitos autorais, por exemplo, estão caminhando na direção de 25% do preço líquido, fugindo dos tradicionais 10% do preço de capa. Os descontos comerciais também poderão ter alterações expressivas.

4. Focar o futuro
O livro digital vai permitir que um livro seja eterno. Mais do que isso, catálogos esgotados poderão ser recuperados e voltar a serem comercializados. Mas tudo isto tem um custo alto. Entre renegociação de direitos autorais e digitalização, há um valor ainda não equacionado pelo modelo digital para permitir que este sonho de Alexandria aconteça. Enquanto isso não acontece, é muito mais prático, simples e barato garantir que os novos lançamentos já estejam preparados para o futuro digital. Ou seja, que seus contrato já permitam a edição digital, que os arquivos digitais tenham sido criados durante a diagramação etc. Com honrosas exceções, os lançamentos têm muito mais chance de sucesso do que os livros esgotados do catálogo, seja em papel ou em pixels.

5. Manter-se na essência editorial
A revolução digital afetará principalmente a impressão, a logística e a distribuição do livro. O verdadeiro papel da editora – descobrir, lapidar e promover conteúdo – será afetado apenas marginalmente. Se sua editora sempre focou nisso, você não tem muito com o que se preocupar. Se sua editora virou uma “distribuidora” de livros e tem dado pouca atenção ao processo editorial, então é hora de rever seus conceitos.

6. Aproveitar a oportunidade digital
Qualquer mudança ou revolução tecnológica é uma grande oportunidade. Abrem-se possibilidades para novos modelos, novas idéias e novos negócios. Esta é a melhor forma de abordar o futuro digital do livro. A pior forma é tentar se defender, ver as mudanças apenas pelo lado negativo e tentar combatê-las. Tão ruim quanto esta atitude é entrar no negócio do livro digital apenas para atrasá-lo, de forma defensiva, procurando apenas defender o negócio do papel. Esta estratégia é arriscadíssima e, mais cedo ou mais tarde, alguém que encarou a onda digital como uma oportunidade vai superar quem agir assim.

7. Comprar um e-reader
Afinal não dá para discutir o que não conhecemos…

Por Carlo Carrenho | Publicado originalmente em Tipos Digitais | 25/10/2010

Primavera dos livros destaca o aumento dos livros digitais


Os livros de papel ainda dorminam o mercado, mas as edições digitais prometem abrir espaço para quem nunca publicou uma obra. A tecnologia ajuda também a derrubar os custos de produção e edição. “Um livro digital de pequena tiragem, ou mesmo a impressão por demanda, que venha a ser o pedido de um leitor via internet, isso evita uma série de custos paralelos“, diz o editor Araken Gomes.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

Globo News – 24/10/2010

Primavera dos livros destaca o aumento dos livros digitais


Os livros de papel ainda dorminam o mercado, mas as edições digitais prometem abrir espaço para quem nunca publicou uma obra. A tecnologia ajuda também a derrubar os custos de produção e edição. “Um livro digital de pequena tiragem, ou mesmo a impressão por demanda, que venha a ser o pedido de um leitor via internet, isso evita uma série de custos paralelos“, diz o editor Araken Gomes.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

Globo News – 24/10/2010

Dono de livro eletrônico Kindle vai poder emprestar exemplar por 14 dias


A Amazon disse que os donos de Kindle vão poder emprestar seus livros para outros proprietários do leitor de livros eletrônicos ou quem tenha seus aplicativos grátis [disponíveis para PCs, iPads BlackBerries, entre outros].

A novidade, porém, vem com uma série de restrições: um livro pode ser emprestado uma única vez e esse empréstimo dura somente 14 dias. Além disso, enquanto a publicação estiver com outra pessoa, o dono original não poderá acessá-la.

Para terminar, não são todos os livros que poderão ser emprestados. “Isso cabe exclusivamente à editora ou aos proprietários dos direitos autorais, que vão determinar quais títulos poderão ser emprestados“, disse a Amazon em nota em seu blog oficial.

A decisão de restringir o empréstimo visa proteger os direitos autorais. Isso porque, se um livro pudesse ser emprestado sem limites [de prazo ou usuário], a venda das versões eletrônicas — uma das grandes apostas das editoras- provavelmente despencaria.

A Amazon não é, no entanto, a primeira empresa a liberar o empréstimo dos livros eletrônicos. O Nook, da americana Barnes & Noble, também permite a transferência entre donos do mesmo aparelho ou que tenham instalado seu aplicativo gratuito.

Porém, o impacto da decisão da Amazon é maior porque o Kindle é mais bem-sucedido. A empresa não divulga números, mas analistas acreditam que 5 milhões de unidades serão vendidas neste ano — e mais de 8 milhões no ano que vem.

No seu mais recente balanço trimestral, divulgado na semana passada, a Amazon disse que a nova geração do Kindle, lançada no fim de julho, é a que vendeu mais rápido entre todas as versões do aparelho (a primeira é de 2007) e que é o produto mais vendido do seu site.

O novo aparelho, que é vendido no mercado norte-americano por US$ 139 [R$ 237], chega ao Brasil por mais que o dobro do preço: US$ 312 [R$ 533], um dos mais caros do mundo.

Graças em grande parte ao Kindle, as ações da Amazon se valorizaram em 26% neste ano e estão no seu maior patamar histórico. Para ter uma ideia da alta, a Nasdaq (Bolsa de Valores onde os papéis são negociados) subiu 9% de janeiro para cá.

CAPA DURA

Em julho, a Amazon afirmou que a venda de livros para o Kindle já supera a comercialização de obras no formato tradicional.

De acordo com a empresa, foram comercializados no segundo trimestre 143 livros eletrônicos para cada 100 exemplares de capa dura no mercado norte-americano.

Publicado originalmente em Folha.com | TEC | 24/10/2010 – 08h15

As várias faces da [web] poesia


Questão inimaginável para gerações anteriores da poesia, o arquivamento da produção espalhada por sites, blogs e redes sociais hoje merece reflexão. Afinal, na década em que os diários virtuais se popularizaram no Brasil, boa parte dos versos disponibilizados online nunca chegou ao papel – um dos motivos pelos quais é tão pouco estudada a poesia feita na última década. “Torna-se difícil mapear a produção ciberpoética se não tivermos uma estratégia de preservação para arquivar o material que existe na internet“, diz o cearense Aquiles Alencar Brayner, curador do acervo latino-americano da British Library, no Reino Unido. Prestes a concluir mestrado sobre arquivos digitais, Brayner dará palestra a respeito na terceira edição do Simpoesia, encontro internacional que acontece do próximo dia 5 ao 7 na Casa das Rosas, em São Paulo.

O evento é apenas um dos sinais da atenção para este cenário num momento em que os e-readers começam a chegar a País, trazendo possibilidades de experimentação – assim como a literatura infantil, a poesia é um dos gêneros que mais têm a se beneficiar com as novas tecnologias. Nos dias 13 e 14, o festival literário Artimanhas Poéticas, no Rio – que incluirá apresentações de videopoesia e performances – levantará o debate A Poesia Escrita em Outras Esferas, com a estudiosa Heloísa Buarque de Holanda, organizadora da Enter Antologia Digital, e os poetas Gabriela Marcondes e André Vallias.

O encontro com a tecnologia é um fenômeno muito anterior à internet, embora tenha encontrado nela seu meio mais propício. O recém-lançado Poesia Digital – Teoria, História, Antologias [Fapesp/Navegar, R$ 30, 80 págs. + DVD], fruto de mapeamento realizado por Jorge Luiz Antonio, pós-doutorando no Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp, volta mais de 50 anos no tempo para encontrar as origens da poesia eletrônica. A primeira experiência do gênero, segundo o autor, foi publicada em 1959 pelo alemão Theo Lutz. Chamada Stochastische Texte, pegava as cem primeiras palavras de O Castelo, de Kafka, e criava novos textos a partir delas, usando um programa de computador que produzia frases na estrutura do idioma alemão. “Estava ali a origem dessa produção que tem forte relação com a arte, com o design e com a tecnologia, e que é um desdobramento das poesias de vanguarda, visual, concreta, experimental“, diz Antonio.

A poesia que se encontra na internet hoje divide-se em pelo menos dois grandes grupos, embora eles não raro se confundam. “De um lado estão os herdeiros do concretismo, que ampliaram propostas idealizadas pelos irmãos Haroldo e Augusto de Campos e por Décio Pignatari“, diz Antônio Vicente Pietroforte, professor de letras, semiótica e linguística da USP [Augusto de Campos, por sinal, teve o primeiro contato com um Macintosh em 1984]. “Outra vertente, que usa a rede mais como ambiente de difusão, tende a uma abordagem mais coloquial, influenciada pela música pop, pelos beats, pelos poetas marginais e pela literatura periférica.

É nesse segundo grupo que está a maior parte da atual produção de poesia online no País – que, mesmo sendo tão ampla, permite o reconhecimento de alguns poetas, em especial ligados aos eventos literários. Caso da curadora do Simpoesia, Virna Teixeira, que estreou em 2004 o blog Papel de Rascunho [papelderascunho.net]. Embora já tivesse sido publicada, foi depois da investida virtual que ficou mais conhecida pelo empenho em difundir a poesia e a tradução – ela comanda hoje um selo artesanal, o Arqueria Editorial. No blog, que recebe média de 200 visitas por dia, publica poemas próprios, mas também trabalhos de outros autores, imagens, frases e áudios, “como se fossem recortes”. “Hoje é mais fácil ter um livro editado, mas as casas tradicionais ainda resistem a lançar poesia. Quem faz isso são as pequenas, que têm distribuição limitada. A internet revelou um número de leitores muito maior do que se podia supor.

A paulistana Adriana Zapparoli estreou o blog zênite [zeniteblog.zip.net], em 2004, três anos antes de publicar o primeiro livro, A Flor-da-Abissínia [Lumme]. “Coloco lá textos referenciais de intenções líricas. Muitas das minhas publicações em revistas literárias impressas ou online são sugestões vindas da leitura do conteúdo do blog“, diz. O uso da tecnologia como linguagem, afirma, não lhe interessa. “Já me aventurei em recursos do gênero, mas prefiro a sensação perene da impressão, a coisa do papel. Gosto da textura, das cores, quase que um quadro“, diz. Vantagem maior da internet, para ela, é conhecer de perto o trabalho de poetas de outros países, algo hoje muito mais fácil do que foi para gerações passadas – a paulistana Ana Rusche, por exemplo, que organiza em São Paulo o evento literário Flap! e edita o blog Contrabandistas de Peluche [www.anarusche.com], chegou a ter livro publicado no México por conta de contatos feitos online. Experiência similar, mas dentro mesmo do País, viveu o poeta e tradutor Cláudio Daniel, editor da revista Zunái [www.revistazunai.com], uma das principais referências de poesia na internet. “Tenho 48 anos, mas só fui conhecer poetas da minha geração, como Frederico Barbosa e Arnaldo Antunes, pela rede. Foi só então que nossa geração passou a conversar e organizar revistas.

Recursos. Jorge Luiz Antonio lembra que mesmo a poesia focada no verbal sofre interferência dos meios tecnológicos. “Até a temática acaba influenciada pelas tecnologias, numa espécie de metalinguagem“, argumenta. Mas é entre os herdeiros dos concretistas que isso se destaca mais – em seu primeiro livro, Movimento Perpétuo, de 2002, o carioca Márcio André [www.marcioandre.com] chegou a usar códigos de HTML, com suas barras e tags, em meio aos versos, como conteúdo do texto.

André Vallias, editor da Errática [www.erratica.com], foi um dos pioneiros no Brasil no uso de computador em poesia – no início dos anos 90, quando os PCs ainda eram peça rara no Brasil, o jovem formado em direito teve contato, na Alemanha, com tecnologias que não existiam por aqui. “Nunca quis fazer poesia simplesmente escrita“, diz. Naquele momento, a divulgação era feita apenas por CD-ROM, limitação superada com a internet.

O interesse em explorar as possibilidades da web – em 1995, já produzia trabalhos em flash, com animação e áudio – o levou também a questionar o formato de revistas literárias online. “Muita gente fazia revista de poesia na internet, mas com o mesmo padrão da revista impressa. Ou seja, acumula uma série de trabalhos e faz por edição, a cada dois meses. Achava que essa limitação era inadequada“, conta. Fez da Errática uma espécie de blog com visual de site, tomando como base a revista Artéria – criada em 1975, com diferentes formatos a cada edição, chegou até a sair no formato de uma sacola, com os poemas de diferentes proporções dentro. “Aquela década foi muito fértil, com publicações impressas que superavam dificuldades. A Errática aplicou esse mesmo princípio na internet, sem obrigar cada trabalho a ter o mesmo padrão“, conta. Na última quarta-feira, entrou no ar a 101ª colaboração, um videopoema da carioca Gabriela Marcondes feito a partir de fragmentos de poesias de nomes como Cruz e Sousa, Florbela Espanca e Machado de Assis.

Performance. Assim como Vallias, o carioca Marcelo Sahea [www.sahea.net] dedica boa parte de seu trabalho à performance – uma espécie de caminho natural para o poeta que antecipa tendências e engloba gêneros. Autor de um e-book lançado em 2001, quando nem se falava no assunto, e que teve à época 15 mil downloads [no formato tradicional de PDF], hoje ele prefere apresentar sua poesia sonora ao vivo. Na avaliação de Vallias, essa tendência deriva das possibilidades virtuais – ler um poema ao mesmo tempo em que se ouve a voz do poeta, por exemplo. “A rede liberou a poesia da literatura. Há uma falsa impressão de que a poesia pertence à literatura, mas, na maior parte das culturas, a poesia oral é a fonte de perpetuação de mitos“, diz.

Uma entre os poucos estudiosos da poesia digital no Brasil, Heloisa Buarque de Holanda avalia que a crítica faz “pouco caso” das novas linguagens. “Como se vê mais quantidade que qualidade, imagina-se que não tem profundidade“, diz. Em 1998, o poeta e antropólogo Antônio Risério fez um estudo pioneiro desse trabalho, o Ensaio Sobre o Texto Poético em Tempo Digital. Doze anos depois, ele admite ter conhecido muito pouco “realmente digno de interesse”. “A maioria se senta diante do computador como se estivesse diante do papel e da velha máquina de escrever. Não se entrega ao novo meio. Os que fazem isso, como Arnaldo Antunes e André Vallias, vêm de antes da existência de blogs e revistas eletrônicas“, diz.

Intercâmbio e tradução para entender a poesia

Em sua terceira edição, o Simpoesia – que acontece de 5 a 7/11 na Casa das Rosas – terá como destaques a tradução, o intercâmbio entre poetas estrangeiros e de vários Estados do Brasil, a discussão sobre a poesia na universidade e a produção digital. O escritor Wilson Bueno, morto em maio deste ano, será homenageado com a presença da premiada poeta e tradutora canadense Erin Moure – o maior nome do evento -, responsável por verter para o inglês textos em portunhol [misto de português, espanhol e guarani] do paranaense. Outros convidados estrangeiros são Bruce Andrews, fundador e coeditor do jornal de vanguarda L=A=N=G=U=A=G=E, e o holandês Arjen Duinker – que, assim como Erin, tem ligação com a língua portuguesa. “Quisemos manter a proposta de encontro internacional, que já havíamos testado no ano passado, mas o foco varia de ano a ano, Neste, quis chamar mais mulheres. Haverá, por exemplo, um recital com cinco tradutoras, o que também aproxima a universidade”, diz Virna Teixeira, curadora do Simpoesia. De outros Estados, participarão nomes como o paraense Nilson Oliveira, da revista Polichinello, e a editora, jornalista e poeta Marize Castro, do Rio Grande do Norte.

Por Raquel Cozer | Publicado originalmente em O Estado de S. Paulo | 23/10/2010

Edições Câmara recebe Ednei Procópio para conversa sobre livro digital


Ednei Procópio em visita à Equipe Edições Câmara

A equipe da Edições Câmara recebeu, na última semana, a visita do professor e editor Ednei Procópio para uma conversa sobre o livro digital e as mudanças que essa inovação pode trazer para as editoras. Também participou do encontro a responsável pela Biblioteca Digital, Janice Silveira.

A visita foi uma oportunidade que surgiu com a vinda de Ednei para a 29ª Feira do Livro de Brasília. Segundo a servidora da Coedi Ana Lígia Mendes, o professor defende a ideia de que as editoras continuarão existindo, mas precisarão se adaptar a essa nova realidade. Para ele, que também é autor da obra O Livro na Era Digital, a Internet possibilita a divulgação de livros eletrônicos, mas nem sempre é dado um tratamento editorial, o que pode prejudicar a qualidade do conteúdo disponível. Por isso, o papel do editor será cada vez mais importante para selecionar o que é bom ou ruim. A editora funcionará como um selo de qualidade das obras.

Lúcia Soares, chefe do Serviço de Gestão Editorial da Coedi, destaca que o encontro foi muito proveitoso. “Pudemos trocar experiências, discutir sobre diversos temas como o futuro do mundo editorial e as mudanças que vêm ocorrendo, inclusive nos leitores. Também pudemos analisar nosso trabalho e ver que estamos seguindo o caminho correto”, conta.

A Edições Câmara, além de publicar suas obras na versão impressa, disponibiliza alguns títulos em pdf e áudio para download na Biblioteca Digital e na página da própria editora.

Sobre Ednei Procópio

Ednei Procópio é professor na Escola do Livro da Câmara  Brasileira do Livro [CBL]. É também editor e sócio-fundador da Giz Editorial. Em 2001, ele fundou a página eBookCult, uma biblioteca digital que, apenas nos primeiros três anos, contabilizou mais de cinco milhões de downloads de livros eletrônicos.

Atualmente, Ednei Procópio está desenvolvendo o Livrus, uma espécie de rede social com foco em informações sobre livros. É uma página baseada em colaboração, interação e compartilhamento.

Blog da Edições Câmara | sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Dois novos leitores digitais na França


 

Fnacbook

 

Dois novos leitores digitais serão lançados na França antes do Natal. De acordo com o The Bookseller, a Fnac vai apresentar em meados de novembro o seu Fnacbook, um leitor aberto que custará 199 euros e que já virá com 50 clássicos franceses e internacionais. Além disso, terá conexão wi-fi e 3G para que os usuários possam comprar livros da loja eletrônica da Fnac a partir de qualquer lugar. No dia 28 de outubro, a DirectGroup vai lançar o OYO na France Loisirs e na Chapitre ao preço de 149 euros. Para ler mais, em inglês, clique aqui.

PublishNews | 22/10/2010

Vendas da Amazon crescem e Kindle faz sucesso no Reino Unido


A Amazon divulgou seu desempenho no último trimestre e informou que suas vendas aumentaram 39%. De acordo com o The New York Times, as vendas de mídia, que incluem livros e música, aumentaram mais de 14% e chegaram a US$ 3,35 bi. As vendas de eletrônicos e das demais mercadorias cresceram 68% e totalizaram US$ 3,97 bi. Conforme destaca o The Bookseller na edição de hoje, as vendas do Kindle no Reino Unido impulsionaram o crescimento internacional da empresa, que chegou a 32%. Neste trimestre, o leitor foi o produto de maior sucesso. Isso porque a loja do Kindle na Amazon.com.uk só existe desde o começo de agosto…. “Nas últimas 12 semanas, com a chegada da nova geração do Kindle, as pessoas compraram mais leitores digitais do que qualquer outro produto na Amazon.co.uk”, disse a empresa no comunicado.

PublishNews | 22/10/2010

McLuhan e o futuro eletrônico do livro em 1972


 

Roney Cytrynowicz

 

Muita confusão sobre a figura do livro, passada, presente e futura, resulta do novo fundo em que hoje se encontram tanto o livro quanto o leitor. O livro impresso é um pacote definitivo que pode codificar velhos tempos e ser remetido a destinações remotas. Mais que a informação eletrônica, ele se submete aos caprichos do usuário. Pode ser lido e relido em grandes ou pequenas porções, mas sempre lembra ao usuário os padrões da precisão e da atenção. Diversamente do rádio e do fonógrafo, o livro não proporciona um ambiente de informação que se funde com os cenários sociais e o diálogo.

Troquemos ambiente de informação, cenários sociais e diálogo por redes sociais e interatividade – apenas como exercício – e estas afirmações de Marshall McLuhan, de 1972, em uma conferência intitulada “O futuro do livro”, ganham ainda mais interesse em relação às discussões e dilemas atuais sobre o futuro do livro. A leitura desta conferência permite retomar a discussão anterior às transformações que levaram à criação da internet, no começo dos anos 90, quando a direção da mudança ainda não estava clara.

Qual deve ser a nova natureza e forma do livro em face do novo ambiente eletrônico? Qual será o efeito da biblioteca em micropontos sobre os livros passados, presentes e futuros? Quando milhões de volumes podem ser comprimidos num espaço do tamanho de uma caixa de fósforos, já não é apenas o livro, mas toda a biblioteca que se torna portátil”, indagava ele em Londres [as citações são de McLuhan por McLuhan. Entrevistas e conferências inéditas do profeta da globalização, Ediouro, 2005].

O curioso é que McLuhan estava interessado no potencial da xerografia e de outras formas de reprografia. “Tomando-se o livro no sentido mais mundano de um pacote impresso, ele pode ter tantas encarnações quantas forem as novas tecnologias concebidas para encaderná-lo”, dizia. McLuhan imaginava um serviço conjugado cérebro-telefone-copiadora que montaria livros segundo temas selecionados pelo solicitante, tornando cada leitor um editor: “Tomando apenas a xerografia, encontramos o mundo do livro confrontado com uma auto-imagem que é completamente revolucionária. A era da tecnologia elétrica é o inverso da era do processo industrial e mecânico, pois está basicamente mais preocupada com o processo do que com o produto, mais com os efeitos do que com o conteúdo”.

Nascido em 1911 no Canadá, Marshall McLuhan ficou célebre por desenvolver a teoria de que o “o meio é a mensagem”, segundo a qual o meio de comunicação define a mensagem, o “conteúdo”, e o “meio” altera a perspectiva das pessoas que o utilizam. Se antes a tecnologia era um prolongamento mecânico do corpo e das habilidades físicas, como, por exemplo, na invenção da roda, na “era eletrônica” a tecnologia passou a estabelecer uma ligação direta com o cérebro. Para ele, a imprensa e sua difusão haviam reduzido os outros sentidos humanos em favorecimento do visual, o que teria sido revertido pela televisão nos anos 50, quando o homem voltou a ser “tribal” ou pré-letrado. Por isso a ideia de que vivíamos em uma “aldeia global”, integrando as pessoas e mobilizando os seus sentidos.

A aldeia global de McLuhan era também uma utopia sem guerras, nacionalismo e preconceito, já que envolveria todos os homens de forma solidária e cooperativa. “O futuro do livro levanta a questão de saber se os homens podem programar sua vida social em coletividade de acordo com um padrão civilizado qualquer por meios outros que não o do livro impresso”, questionou ele.

Ao final da conferência, em 1972, McLuhan indagou: “Será que não podemos esperar que o livro da era eletrônica transforme essa perspectiva [investigação psicológica interior pelo autor e, ao mesmo tempo, criação de um público leitor] em padrões de energia e associação humana coletivas? O videocassete oferece ao leitor e ao autor uma oportunidade imediata de entabular uma relação totalmente nova. O leitor terá a oportunidade de compartilhar o processo criativo de um novo modo, visto que o livro está prestes a passar por desenvolvimentos inteiramente novos”.

Marshall McLuhan faleceu em 1980 sem conhecer a internet e o livro digital. Com as novas tecnologias, mais do que com a televisão, seu projeto de “aldeia global” parece ter se efetivado, mas combinando as possibilidades da utopia cooperativa com a persistência das guerras e do preconceito. Quanto ao livro, continuemos a sonhar “que o livro da era eletrônica transforme essa perspectiva em padrões de energia e associação humana coletivas”.

Por Roney Cytrynowicz | Publicado originalmente em PublishNews | 22/10/2010

Você já conhece o Xeriph?


Pioneiro no Brasil, o Xeriph é um software online para publicar e distribuir eBooks de maneira segura, rápida e simples. Apesar de ser uma novidade em software, a empresa já está estabelecida no mercado por ter o maior conteúdo a ser distribuído em português brasileiro do mundo.

O objetivo do Xeriph é oferecer soluções de grandes editoras até pequenas livrarias online, tendo a editora controle total sobre as livrarias parceiras. O software permite que as editoras façam qualquer tipo de atualização em seus eBooks publicados e, para as livrarias, o custo é zero.

O Xeriph pode ser considerado um facilitador, que entra no ar para tornar a distribuição de conteúdo uma realidade no Brasil.