Biblioteca digital europeia reúne mil instituições


Financiada pela Comissão Europeia, a biblioteca digital Europeana [www.europeana.eu] estreou na rede em novembro de 2008.

Hoje seu acervo já abriga mais de 7 milhões de itens, entre livros, mapas, figuras, material de áudio e vídeo. As coleções são provenientes de mais de mil instituições de 26 países europeus.

Somente no biênio 2009-2010, 69 milhões serão investidos em digitalização de acervos e na criação de novas bibliotecas digitais que possam contribuir com a Europeana.

Dá para pesquisar sobre Leonardo da Vinci e obter desde quadros no Louvre até raridades em museus de pequenas cidades italianas e estudos da Eslovênia.

A atual versão da biblioteca, ainda que fabulosa, é um protótipo. A versão 1.0 será lançada ainda em 2010, e promete oferecer mais de 10 milhões de objetos digitais.

Por Diego Braga Norte | Publicado originalmente em Folha de S. Paulo | 01/09/2010

Falta de padrões técnicos impede unificação de acervos brasileiros


Manter um arquivo digital funcionando, com uma interface agradável e um sistema de busca eficiente, não é uma tarefa fácil.

Ao restaurar um prédio histórico, há normas técnicas a serem respeitadas. Há também órgãos que regulamentam e fiscalizam as obras.

Mas não há nada parecido para a digitalização e preservação de acervos históricos.

E se formos digitalizar o acervo das cidades históricas de Minas Gerais, qual o padrão? JPEG, GIF ou TIFF? Que plataforma usar? Os esquemas de marcar dados e catalogar são sensíveis e importantes“, diz Pedro Puntoni, diretor da Brasiliana USP.

Puntoni afirma que, se houvesse padrões técnicos comuns e bases de dados compatíveis, poderiam-se reunir diferentes acervos culturais e bibliotecas num único sistema de pesquisa.

Por exemplo, ao pesquisar sobre os padres jesuítas no Brasil, um sistema unificado traria material do Pátio do Colégio, em São Paulo, e do arquivo histórico municipal de Salvador, entre outros.

Em abril, no primeiro Simpósio Internacional de Políticas Públicas para Acervos Digitais, empresas e entidades civis e governamentais discutiram e esboçaram uma primeira proposta de política pública para o tema.

Por Diego Braga Norte | Publicado originalmente em Folha de S. Paulo | TEC | 01/09/2010

Material digital constrói história humana


Vídeos, posts em blogs e tuítes são parte importante da composição da identidade contemporânea, diz historiador

No entanto, quantidade enorme de dados cria um novo problema: exige seleção e edição pelos pesquisadores

Em 5 de novembro de 2008, pouco depois de confirmada sua vitória nas urnas, o recém-eleito presidente americano Barack Obama postou em seu Twitter [twitter.com/BarackObama]: “Nós acabamos de fazer história. Tudo isso aconteceu porque vocês dedicaram seu tempo, talento e paixão. Tudo isso aconteceu por causa de vocês. Obrigado“.

Não só o fato virou história, mas as palavras escritas no microblog também.
Isso porque a Biblioteca do Congresso dos EUA [www.loc.gov] firmou um acordo com o Twitter e passou a arquivar todas as mensagens enviadas desde a entrada do serviço no ar, em março de 2006. Além de tuítes, na seção de coleções digitais [tinyurl.com/2knoku] a biblioteca também se dedica a guardar outras informações em forma digital.

Para o historiador Pedro Puntoni, professor da USP [Universidade de São Paulo] e coordenador da Brasiliana, a biblioteca on-line da instituição, o material digital produzido hoje representa parte importante da construção da cultura e da identidade contemporânea. No entanto, a quantidade enorme de dados cria um novo problema: exige seleção e edição.

“Todo problema arquivístico passa por uma questão física, de descarte. A biblioteca é uma extensão da memória humana. E a memória exige o esquecimento. Se não, é uma patologia não esquecer. Guardar tudo que se escreve no Twitter para quê?”, questiona Puntoni.

Rita Amaral, professora de antropologia urbana na USP e pesquisadora de cultura on-line, corrobora a opinião de seu colega. Segundo ela, o conteúdo digital “representa um gigantesco espelho de nossas capacidades e nossa diversidade”. Sobre a separação do joio do trigo, a professora afirma que “cabe ao pesquisador saber diferenciar a qualidade da informação que encontra“.

FILTRO

Jonatas Dornelles, pesquisador com mestrado e doutorado envolvendo antropologia e internet, concorda. “O pesquisador digital tem tanta informação que, além de ser capaz de analisar, ele tem que ser capaz de filtrar muitas coisas.”

Na tentativa de melhor aproveitar o potencial da internet para pesquisas, um novo campo de conhecimento está emergindo, chamado digital humanities (humanidades digitais). “São estudos que aproximam a tecnologia das humanidades. Na Brasiliana, estamos atraindo pesquisadores com esse interesse. É muito legal, junta uma parte do ofício antigo com essa dimensão digital contemporânea”, explica Puntoni.
“É um novo material que exige novos instrumentos de pesquisa e interpretação”, finaliza.

Por Diego Braga Norte | Folha de S. Paulo | 01/09/2010

Feira de Frankfurt faz competição criativa


A Feira do Livro de Frankfurt, em parceria com a Textmanufaktur Leipzig [escola para autores] e com a plataforma Jovoto, estão organizando a competição criativa “Flying Sparks”, que explora novas formas de contar uma história. Participantes devem criar uma narrativa que use variadas técnicas e mídias, como vídeo, ilustrações e o texto propriamente dito, para torná-la mais divertida.

Autores, artistas, designers gráficos, cineastas, desenvolvedores de software e demais interessados que queiram participar devem se inscrever na Jovoto, onde poderão apresentar suas ideias e colocá-las em prática junto com os outros participantes.

Todos os gêneros são bem-vindos. As histórias devem ser baseadas em textos de no máximo cinco páginas e acompanhadas de sinopses curtas – de não mais do que 300 palavras.
A competição termina no dia 5 de outubro. Os 12 melhores trabalhos serão escolhidos pela comunidade Jovoto e vão ganhar, no total, 5 mil euros. Os vencedores serão apresentados a editores e ganharão entradas para a feira, onde os trabalhos serão apresentados.

Essa competição de crowdsourcing, processo através do qual pessoas de fora de uma empresa prestam serviços e resolvem problemas, é parte do “Frankfurt SPARKS – a Iniciativa Digital da Feira do Livro de Frankfurt”.

Publicado originalmente em PublishNews | 01/09/2010 | A cobertura da Feira do Livro de Frankfurt pelo PublishNews tem o apoio da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.

Sony apresenta nova geração de leitores eletrônicos


A Sony tornou mais leves seus leitores eletrônicos, que passaram a contar com controle de toque: ele usa sensores infravermelhos para ler movimentos dos dedos do usuários e canetas stylus. As três novas versões da linha ''Reader'' também oferecem tela maior e mais clara. Preço sugerido: US$179

A Sony, na esperança de estimular as vendas antes da temporada de festas de final de ano, tornou mais leves seus leitores eletrônicos, que passaram a contar com controle de toque.

As três novas versões da linha “Reader” também oferecem tela maior e mais clara, segundo informou a empresa nesta quarta-feira.

A Sony foi a primeira a ingressar neste mercado com o Reader, em 2006, mas vem enfrentando dificuldades para acompanhar a rival Amazon.com, cujo leitor eletrônico Kindle é o aparelho mais vendido da categoria, de acordo com analistas. A Amazon não revela números sobre as vendas.

Em julho, a Amazon causou problemas aos concorrentes ao oferecer um Kindle com conexão sem fio por 139 dólares. O segmento conta ainda com a concorrência da cadeia de livrarias Barnes & Noble e da Apple, cujo iPad exerce as funções de leitor eletrônico.

Steve Haber, presidente da divisão de e-reader da Sony, disse que a nova tela de toque era um dos principais pedidos dos consumidores, que se dispõem a pagar mais por essa funcionalidade.

Baixar mais e mais os preços não é nosso caminho,” disse ele em entrevista. “Não planejamos uma corrida para o fundo.

Por Alexandria Sage | UOL Tecnologia | 01/09/2010 – 11h24 | Com informações da Reuters em San Francisco

Livros sem tinta nas salas de aula


As famílias americanas se preparam para um novo momento. Alguns carregarão mochilas nas costas cheias de livros impressos. Outros, que têm a sorte de estudar em um lugar que se adapta rapidamente às novas tecnologias, levarão mini computadores ou tablets de menos de um quilo. A explosão dos leitores digitais está obrigando as editoras a se adaptarem aos novos tempos. A Seton Hill University, na Pensilvânia, é uma das primeiras a dar iPads para os alunos. Não se trata apenas de reduzir o peso das mochilas, mas de presenciar um novo estilo de vida que começa nas salas de aula.

A Inkling vê o filão da era da interatividade no âmbito educativo e, para romper com a tradição, está criando textos que permitem aos estudantes fazer intercâmbio e comentar a experiência em sala de aula. A Seton Hill, que distribuiu os primeiros iPads em abril, também vai provar esse serviço. A McGraw-Hill já oferece na loja da Apple os quatro primeiros títulos a US$ 2,99 por capítulo ou US$ 69,99 a versão completa.

Por Sandro Pozzi | El Pais | 01/09/2010

Sony anuncia linha de tablets


A Sony estampou em sua página oficial três novos modelos de tablets equipados com touchscreen que serão lançados para competir com o iPad, da Apple, e o Kindle, da Amazon. O mais simples é o Pocket Edition, que possui tela de cinco polegadas e o mesmo display Pearl utilizado no Kindle, ao preço de US$ 180. O segundo é o Touch Edition, que tem tela com uma polegada a mais que o Pocket, display mais amplo e espaço para cartões de memória. Este sai por US$ 230. Daily Edition é o mais caro e permite o download de livros diretamente para o aparelho através de uma rede Wi-Fi, além de poder ser usado através de uma conexão paga de internet. Sua bateria dura mais e ele possui mais espaço para arquivos. O Daily custa US$ 300. Ainda não foi revelada a data de lançamento.

Abril.com | 01/09/2010

Livraria americana baixa preço de leitor de e-book para menos de cem dólares


A partir de 1/9, Borders vende o Aluratek Libre por US$ 99,99; analista do Yankee Group prevê que aparelhos custarão até US$ 50 em 2011.

O preço-base dos e-readers vai cair para menos de cem dólares nesta quarta-feira [1/9], quando a rede americana de livrarias Borders começar a vender o Aluratek Libre eBook Pro por 99,99 dólares.

A varejista também anunciou na terça-feira [31/8] que começa a vender o e-reader Kobo a partir desta quarta-feira por 129,99 dólares, 20 dólares a menos que o preço anterior.

O CEO da Borders, Mike Edwards, descreveu a iniciativa como uma forma de “ainda mais clientes comprarem e-readers por bons preços”.

Especialistas têm previsto por algum tempo que os preços dos e-readers – principalmente os que usam displays do tipo e-ink – cairiam para menos de cem dólares.

O Libre tem um monitor LCD que a Borders descreve como “de fácil leitura”, mas que para muitos analistas parece difícil de usar depois de horas de uso. O Libre parece ter sido projetado para uso multimídia – ele inclui um tocador MP3 embutido.

O Kobo, em comparação, usa tecnologia e-ink, considerada mais fácil de ler sob a luz do sol e que oferece muitas tonalidades de cinza.

Tablets Android

A Borders afirmou que sua estratégia inclui a oferta de uma variedade de aparelhos. Ela destacou que também vende os tablets Velocity Micro Cruz Reader R101 e o Cruz Tablet T103, ambos com sistema Android, por 199,99 dólares e 299,99 dólares, respectivamente. Os dois usam telas de 7 polegadas sensíveis ao toque e permitem navegação na web.

O analista Dmitriy Molchanov, do Yankee Group, previu que os preços de alguns e-readers com telas e-ink monocromáticas cairiam para 50 dólares, provavelmente no ano que vem, à medida que alguns fabricantes concentrem seu foco em telas coloridas multifuncionais que poderão ser vendidas por preços maiores. Aparelhos com telas e-paper coloridas deverão ser lançados em meados de outubro.

Muitos analistas acreditam que os consumidores comparam os vários e-readers com o iPad e sua tela LED de 9,7 polegadas. O iPad tem preços a partir de 499 dólares e oferece diversas funções multimídia.

Por Matt Hamblen | Computerworld/EUA | Publicada em IDG Now! | 01 de setembro de 2010 às 08h55